sábado, agosto 08, 2009

Sabermos nascer


Dá-me um quente beijo à boca
Pra gente saber
O que é voar entre os rios de rir
E os espelhos de falar
Sabendo querer.

Dá-me um quente beijo à boca que aqueça o peito
Reflita o lírio ou o amor-perfeito
E esconda as lágrimas
Deduza o bem viver.

Somos gente
E é tudo confuso
Todo um mundo, toda a gente
É como se ilusão o que nascente
Nos leva a desejar eternamente ser.

E nos pedaços de velhas canções
Colho o que somos
E é tão lindo saber de você
Ir aí e sorrir com o coração e com o ser
É tão lindo sabermos nascer.


Sendo tua mulher


Dormi
E vi-te só na ação de me ser mundo
Eu já dormira
Catando sóis luzindo outro dia a dia
Queria ver-te a ser
A calma
Espraiada fé que horizonteia a alma
Enquanto sol que me queima as horas
Já me derrete o ser.

Na espera
Reluzi nomes de outro ver
Na ação de ter quimeras
Desnudei insano o aprender a ver esferas
A recobrar-me o ser.

Tu sabes?
Teu velho homem novo aqui e agora
Te espera a ver-nos teus caminhos e histórias
Já sendo tua mulher.


Seja Mar


Se você vir, me encante pelo som que teu ser dá!
Se você vir, vai me conta o estrondo que é olhar!
Se você rir me encante só de sonho, pra pintar
Algo que brilha na Espanha do azul que meu Deus já me dá!
Ele, Deus
Eu cá, mar.

Note o espelho reduzindo as Bahias
No esplendor de meu sonho que já pinta
Um grito que anormal resplandece do azul, outro Deus.

Note o velho teor de maravilha
Do sonho e sal que reaquece nosso dia
Torre a treliça
Escancare o que se tem
Veja Deus
Veja mar
Seja Deus
Seja mar.

Deus natural


Deus natural é um ser consequente, um riso, um fado
Extremo dom adornado de gotas de reflexão
Esperando um tempo de sermos mais coisas
Versos de cores
Canção.

Deus natural é um espelho que cura o segundo, o espaço
Reflete um determinado extremo de dons
Caçoando das coisas, dos ventos, das cores
Bodoque espraiado no samba canção.

Deus natural é um certo sabor de amor espremido
Gosto de mulher/marido no leito, no som
Enquanto arrumamos a espada, a hora, a decência, a calma
Esperando o trem de uma consciência, de uma aula
Sendo estranhada besteira
Sendo natural.

Deus natural é um gosto supremo
O som do perigo
Repercutindo a maneira do lírio dourar a visão
Esperando a gota de medo, que espalha a essência
Nos ensina o espasmo de nossa ilusão.

Deus natural talvez seja só tu com sorvete na mão.





Cê não vê?


Rindo
Gota assim me escorre e acalma
É o som do sorriso
Dá-me um mar e reprende o findo
Modo de matar-se a alma
É
Só dói quando rio
Pelo chão cato até você
Faço amor com as horas
Solto o mar
Quero ver
Um sabor de semana.


Só de olhar pra você
Espero o fim de outras calmas
A fé é um homem sorrindo
Pelo chão espalho o mar pra ver
Um sabor de entranhas.
Quero amar, cê não vê?


Luzes que Rugem


Raducionismos afugentam
Os Espantalhos Gentis
Tudo é cena de cinema
Jeans, brilhantina e aniz
Cachorras etéreas no fazem moleques
E vamos pagando os cretinos
Mostrando o muque ralé
Virando amante latino.

Intransigentes qual filme de amor
Roseamos verbos novos de ator
Sacamos das luzes que rugem
Sem alma.










O mar em nosso nome


Reluzir o espaço que nos trai
Reluzir o mar
Os tristes dias soltos entre o sol certeiro
E a voz do delírio a dois
Que nos foi atrás.

Reduzir o calmo som que esvai
Pelos espaço atrás dos tristes
Dias soltos desses morrem cedo
Cores novas nos compõe atores de um dia a mais.

E nas terras onde neva
Tristes
São o mar e sua fome
Somos terras onde neva
Triste
É o mar em nosso nome.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Manja?


Espero torto o Maradona jogar
Olha ele aí! Olha ele aí!
Sabendo Deus quem é que é manha?
Espera agora ou vamo e assanha?
Espera o som que tudo é gana?

Espero torto ver Dalí
Seremos vis?
Sejamos vis!

Porque correr se andar é manha?
Momentos bons são beijos, cama
Estamos já em duas semanas
Se for notar tudo é mais rua
A noite é mãe até da lua
Enquanto somos tudo aqui
Esperando canção, no ritmo de um não
E enquanto piro além de mim
Respiro vacilão menina ser também canção.

Espero a peneira ao Cafu selecionar
É nóis sem fim, Jardins sem fim!!
Sabendo os seus quem tem as manha?
É natural o que assanha?
A rua é meu esplendor, manja?


Em meus sonhos e passos


Faz bem debulhar-me no amor
Como quem ouve um rádio
Enquanto o espaço dá-me cansaço
Ouço a trilha das boas semanas e rio cansado.

Cansado, o tom repetido deduz-se espetáculo
Arde nos atos
Graça o espasmo do sabor de perder-se na vida
Qual som resmungado.

Ouço o som de ser-me flor
Dôo em Deus, entre ódios e a paz.


Ouço sólido calor
Sou-me seus tons de ilha lunar.

Faz bem redescobrir cor
Entre sons de meu rádio
Cálido espasmo
Dá-me cansaço
E nas trilhas das boas semanas deduzo-me calmo.

Meu calmo sabor de sentido
É flexível, é rápido
E enquanto calo
Arde-me o estalo
Do sabor do amor que palpita
Em meus sonhos e passos.


Tudo é amores


Metade de uma dor é a não-dor de saber
Que além de toda esquina há ausências pálidas do ser
E tudo é tão confuso
Tudo é tão grande
É bom saber
De rimas e cortes
Cantar é renascer.

E em sonhos resmungados
Pálidos altos dons de ver
Residem na poesia
E poesia é arte de querer
Assim poema amando
É artifício de se ver
Que tudo é amores
Amor é renascer.

Um arcabuz lá do arkansas


Se ouvisse Prince, limpinho
Talvez doesse uma dor danada de roer roupas de rainhas velhas
Se fosse só Chiquinho
Tremularia de dores e prantos
Estrebuchava escutando anjos
Se fosse ouvindo aquele velho Rock
Talvez cantasse um Tango mais pop.

Se amor fosse um telegrama
Eu esperava ele nú, sentado à cama
E assim pleno eu diria feliz
Cores de lume ouvindo Elis
E desfaria a cama
Deslizaria em Chamas, pelas ruas de lama.

E ao som de uma série de Ciganas pintadas
E Romenos nús bordados
Exploraria a cruz de uma Puebla fria
Ia da euforia ao drama português da Andaluzia.


Ao som de ciganas pintadas e romenos nús acordei bons dias
Te escrevi poesias feitas de farinha
Gritando: Ana! Ó, Ana! Ó, Ana!
Me traduza seu, me complete seu
Me sirva teu amar!

Enquanto isso, com biquinhos
Deslanchei flores de arbustos na alma dela
Querendo o sol, lindinho
Pra ladrilhar o decorrer dos anos
Com um tanquinho de índio americano
E um sorriso que detonasse os dramas
E lhe oferecesse um arcabuz lá do arkansas.








Dores de amores mal ensaiadas


Que fazer de águas, tralhas, palavras, frases e desejos,
Se o viver é uma parte senhora Escada e Pai domínio?
Estamos rasos ou sem sentido
Seremos mágicos ou alarme falso,
Teremos tudo ou só a fome de sermos mundo?

A calma abranda a dor da pele
A febre que se faz mais febre
E após a dor matar-se calma
Vazio, o som só pede alma.

E entre as aspas da flor bendita
Algo me implica a voz amada
Sorrio pleno e morro em tristes dores de amores
Mal ensaiadas.






O sussurrar dos bondinhos


A não que algo emperre
Minha fé se faz singela e morre ao mar
Entre farpas e martelos
Entre detalhes que a espera me faz temer.

A não ser que o mar se encerre
Redescubro um norte mudo
Uma farpa no meu ver
Cravo a mão à terra, em febre
E me espelho na incerteza que vive ao mar.

Me sussurro a calma breve
Enquanto escondo-me entre murros
Nas ausências do meu ser
E talvez o que me ferre é uma febre,
Uma fome de tamanho animal.

Cravo-me tolo a uma lógica velha
Me amarro nas pedras
Me calo envolto a um não, a um sonho, rumo perdido,
O que me devora a fé é uma dor ou um precipício?

Há fins em meus tons e ensaios
Que pintam você entre espadas e rituais
E sim, cada meu som é parco!
Um drama plebeu que me permite amar
O sussurrar dos bondinhos.

Não calo-me morto no agudo das velas
Em barcos e eternas ondas de sabor azedo
Entre lírios e luas que me espelham
Atônitas de Frio.









quarta-feira, agosto 05, 2009

Sermos só não


São cores, são hinos
Delírios e Guias
Entre dentes e signos,
Reduzindo marias
E Joões covardes, a cãezinhos,
Parte dos que alardeiam tementes
Almas que brilham sementes
E criam os sonhos, as estradas, mares
Com o dedo em riste do som consciente.

São fardas, tenentes, canções sorridentes
Alma signo da nua verdade que não cala
Um grito perdido nos postes que reduzem nossas dores
A risinhos acanhandos
Enquanto artistas parecem bonecos sem paixão
Nós somos racistas, infantis e bons machões
Complementos de gente indulgente com sermos só não.


O riso do descomeço


Pareço a mim ator
Me lembre expressão marcada
Dramas e explosões, sonhos e posições ensaiadas.

Repita o meu nome
Enquanto olha minh'alma
Note-me te dizer com esforço um suspiro,um nada.

Esqueça-me ao sabor de um vento bem indolente
Vestido de sarongue
Deduzindo ações prementes.

Enquanto fortaleço o sabor do amor no berço
Desfio a noite e o frio
Sinto o riso do descomeço.


Olhos de chuva.

Estrela em ruas, só estrelas
Onde voltam luzes costeiras?
Se há o mar apontem-no pra mim!

Espero ao mar vidas inteiras
Coisas de só meu coração
O tempo inteiro é pé de valsa
O vento é qual um meu irmão.

Sou deste mar
Apenas observador
Como navegar?
Ensina-me, amor?

Galguei estranhas paineiras
Coisas de ruas, mais ninguém
Cantei o invento, o sal que a dor em mim
Constrói em parcas luas cheias
Como ao mundo dar perdão
Enquanto os olhos causam cheias
Escravos nós do coração.

Sou de voar, em sonhos e astronaves
Em flor
Quero pousar, me cansa a inverdade da dor.

Estrela e lua, só estrela
Dá-me a luz da imensidão!
Enquanto ao mar me lanço a ser só mar
Cause no olhar da marinheira
Talvez o sopro da canção
Espero o amor de vinda inteira
Enquanto caço a explosão.

Deixe-me mar
Pousado, Astronave de cor
Deixe-me lá cansado em vã vaidade
E dor.


sexta-feira, julho 31, 2009

À espera da galera acordar


Se eu fosse mar teria à tarde como coisa nossa
Seria sol de bebê
Luz de sorriso melhor
Queria só alegria, brilhar pra gente sem chão
Parar de chover quando corresse o cordão.

Se eu fosse mar a casa toda ia ser dengosa
Do pé sairia canção, da mão o batuque, o pó
Seria o brilho da vida
Tudo só evolução
Em toda parte ondas de felicidade
Na unidade do imenso amor, da arte.

Feitos de voar teria gente que faria invenção
E tudo das pessoas teria o pó
Do mais iluminado sol da manhã
Tudo teria gotas de paixão
Estrelas penduradas no afã
De tudo já refazer
No peito, na raça e na boa vontade
Calando com danço o medo e o olhar com sacanagem
Na hroa do sonho impressa, alua do luar
Perguntava: quem era mesmo o mar?

Serei só eu o mar
Na espera da galera acordar?
Sera meu amor?
Ou seremos todos mar à espera da galera acordar.

Meu esqueleto quer ser zé


Meu deus do céu! se a vida é fria, o gelo é felicidade!
Se encasmurrar a invenção é ser o certo, o inferno é a bondade!
Se é condenável o carnaval, dê-me a vida em cana mesmo!
Pois mais do que ser certo meu sorriso quer ter paz
Sendo inteiro Brasileiro.

Rio inteiro, grito inteiro, xingo inteiro
Sem manual ou motorneiro
Sou eu mesmo e minha fé
E fé é feito a ginga que não tenho no esqueleto
Meu esqueleto quer ser zé.


Me dê meu pais!

Me dê meu país!
Não te quero a voz, quero mais, quero as barras de
florir
Quero o espelho que grita um jeito de ser sol
Uma extrema alegria
De sorrir orações
De soar
Como se imensa e certa canção de nos fazer voar
Quero a graça e a raça do riso que nunca veio do teu lar
Me dê meu pais!

Venha ver!


Meu grito é um cisco, um corte
Drible de língua no poste
Palavrura de gamela
Leite moça na tigela
Explendido riso sem boca
Leite de alma, gangorra
A rua que é medo, é fúria, é lua
É riso feliz de altura
Boa pra pular.

E meu riso é apenas um berro
Letra que esfria e pede
Um gesto, um adendo sincero
Um jeito de olhar
A cerca que me tenta cercar.
Que pegue!
Eu sou bom de voar!
Aprendi a pular,
Cê vai ver!

Respira chuva no embalo
Ladeira abaixo, no estalo
Do medo, do rumo caído
Mau de sonho decidido
Explosão de mundo que voa
Ladeira, rua, cabocla que desvia, olho assustado
A morte emprestando o cajado
Pra impulsionar.

Desvia da mente o inferno
Reza a alegria da peste
E um grito que espelha o que é belo
O som de voar,
O vento inteiro de voar.
Me empreste o tom de ecoar!
Tenta vir pegar,
Cê vai ver!

Rosto de moço, lua, galo
Olho de cunho estrelado
Roça a rua a vela, a velha
- Corre já, paço a tramela!
Ouvir balbucio de modorra
Aventura, lua solta, espadas e guinchos molhados
Do vento nas juntas de um barco
Baleia a derrubar.

Astronave de vento e de velho
Barco de caçar moleques
Baleias que pulam do inferno,
E O vento vem lá
Do interno medo de voar!
E breve, se reza por soltar
As barras do pai:
Quero ver!

E durmo e me entrego e morro
Acordo, balbucio socorro
Nem fujo, me entendo deitado
Negror de terror abrandado
Pelo sorriso que advinha
Um espaço detido na linha
Das paredes tecidas trilhas do olho que inventa batalhas e gingas
Vou fantasiar.

Badulaques de ginga, me espelho nas letras feitas sem prece
Dos Pans, dos Viscondes, me interno
Pedrinho a voar
Sou Hércules a festejar
Moleque:
- Vem pai, vem cá olhar!
-Aprendi a voar, venha ver!

Moleque perdido


No anteparo das palavras frescas
Me irrito em domingos entre camas e tretas
Deito agora entre tuas linhas e digo sorrindo:
-Cê vem, Baronesa?
E no espaço do sorriso e grito, me inclino à frente, destemido ator
Desatento piso no dormente, tolo e inconseqüente moleque explodidor.

Meio homem e farto de ruas
Mordido por dentro por dores de cabeça
E um medo de perder-te nua ao vento pendendo nas janelas cruas
Só me calo, menino fugido
Espelho do riso que te entrego vivo
E me torno teu homem besteira
Lume de alma cheia
Moleque perdido.

quinta-feira, julho 30, 2009

O eco de viver


Ri de rir
Fiz-me ir
Nas estradas de alguma cor
Talvez por vício do amor
Nasci de um bom cordel.

Ri de ir
Fiz-me rir
Querendo tecer bons astrais
Cansei de lutas desiguais
Sonhei em só ver sol.

E já vai
O cerne de meu céu azul
Amei amor, amo alguém
Nasci novo, o que vem?

Já nos vai a lucidez de uma vez
Já vem o eco de viver
Nossos sonhos perturbar.

Ser-te em vida


Amor é dar-me mar
É esquecer em vida de sonhar
Respirar luz em estrelas de um cais pintando enquanto ausente
Nascer em mim é amar.

E pálido e inverso a meu sonhar
Nasci você
Pra ver-me e me amar
Criando em mim a vida.

Amor é simples mar
Voar em nuas luas
Ser-me ar
Calar-me tem prol do som de a ti soar
Enquanto o ar que ecoa o som e a cor
De todo o renascer
Que é estrelar luas de você
Pra aprender a essência de ser seu
Amar é ser-te em vida.

Vida!


É o vulgo, o suor melado
É a extrema semana, é o sonho abortado
É a lama, é a lama
Música d'água
Extremos de sóis.

E nós que seremos aqui?
Uma estranha canção, um sorriso, um saber?
Seremos mais de dois na vontade do mar
Em tecer o nascer da vida?

É rua, é cimento, é pedágio
É a lua que emana, um jogo jogado
Uma nova Ana.
Seremos batalhas? Seremos a sós?

É fome de ver e de ser
Esperando o sabor do que não vou saber
Calejado de amor eu respiro invenção pra poder dizer:
Vida!Vida!

É mundo, é vivência, é enfado
É um sol que me arranha!
É teu corpo, é o tato de sermos semana!
Seremos areias deitadas ao sol?

Perguntas e nomes e reis
Esperantos de mãos que nos fazem nascer
Nós que somos amor adoidados na ânsia de beber o sol
Nós, vida
Nós!
Vida!


segunda-feira, julho 27, 2009

Tudo hoje é tão amor


Caem letras específicas dos dedos
E o amor conduz retratos, irmãos, sonhos, vidas
Pessoas, bichos, sóis
E eu sou um universo.

Ruma uma estrela enviezada e eu cego
Violento verso enxergo
Violo em sons um som, um véu
E espero um toque agudo em mim
Enquanto arde o azul em breves tons.

Espero o gosto de tua flor
Sonho com teu rosto e dor
Enquanto sumo entre espaços
Olho e disseco realidades, nomes
Ruas, estradas segundos
Sons que ecoam minhas preces.

Cato pedras nos caminhos, seco e espalho papéis pardos
Corto pedaços de asfalto, tempero e sirvo a quem me pede
E assim percebo que nada é feito pra mim
Calo-me enquanto ouço o som da luz
E espero saber sempre o amor
Este que é teu ardor.

Peço a algo um triste estalo
Calo o som do meu regalo
Me despeço de quem me espera
Olho e sinto tempos vindo e indo enquanto passieo em sons e mundos
Sou de ontem hoje e tudo
É simplesmente agora
E ecoa assim como se feito apenas em mim
Espero o som das luas novas
Vejo teu rosto em minha prece
E tudo é simplesmente bom e azul.

Como isso é amor?!
Tudo hoje é tão amor.


Sou o espelho de outro alguém


Espero um dia a mais
Corri por entre os trens
E ouvi o som
Das pedras gemendo.

Ruas me pedem uma paciência desenvolta
E aguardo o sinal trocar de cores
Apanho um segundo som
Entre guitarras do som audível
O Rock induzindo urbanidade
E seduzindo ouvidos nús.

Morreram carros no olhar
Enquanto esquinas me movem sem verem o espaço soar
Trilhas sonoras de inventos
Britânicas nesta cidade do azul
Onde guardo a cor de pedaços do meu mar
E espero um beijo, um corpo em parte eu
Construindo casas de lua nova.

Espero um sentido refém
Sôo e só
Sou o espelho de outro alguém.

Ribeirão de Salvador


Coisas de escrever verso
Adotam sonhos irreais
E enquanto ardem anjos pegados com a asa na botija
Resplandecem seios novos na boca dos animais.

Espíritos recomeçam a ser grades
Céus tornam-se pedaços de escolhas usadas por ditadores estrangeiros
A liberdade usa apenas um corpete surrado.

E assim nas praias de Juiz de Fora
Adultos comem ostras
Entre dedos e amor
Assustando os que mordem palavras
Versos fazem do mar um ribeirão de Salvador.

sexta-feira, julho 24, 2009

Questões


Se fosse possível sermos som
Se fosse preciso sermos som
Teríamos cores feitas de rosa e riso,
Estrelas giratórias de paraíso vivos e livres?

Se fosse preciso sermos nós
Se fosse possível sermos nós
Seríamos mais que o imaginário preciso de nossas esfinges?

Se as cores do nosso desejo fosse um dom
Se as vozes do medo que carregamos trouxessem o frio
Saberíamos dizer não a outro alguém?
Saberíamos comer o pão que vem de braços livres?

Seremos só nós?
O que somos nós?
Saberemos nós?
Somos reais assim?

Rir de preces mortas


Trezentas preces são jardins , são sins
Cores inauguram luzes de almas
Pessoas morrem, rezam uma voz
Crescem entre espasmos
Crescem espaços.

Segundos além do salto olho pra Deus
E morro um sim
Noto-me fim.

Elefantes costuram cruzes, dons
Budas descalços, ferem asfaltos
Há tanto Deus de cores novas, sons
Pétalas mágicas
Batuques, praças.

Pétalas de fé conduzem deus em mim
Estrelas rouges, freiras de desenho
E sou extremo em mim
Sorrio o alheio em mim
Aprendo a rua que não fui
Aprendo a rir de preces mortas.

Tudo começa.

Velha cruz


Já acordei
Olhei, vi
E escrevi dons entre mil preces
Quase como quem sorri vitrines.

Não olhei
Perdi, fui
Assim depressa em carros
Que corri por pernas vivas.


E já calado pelo ontem
Notei morros de alcaçuz
Sóis que morrem
Pétalas deitadas de rir.

Não fui som
Entre a ação de meus ônibus distantes
Fui pessoas que correm sem medo.

Se dormi e me perdi
Nasci mais cedo entre humildades solenes
E ruas sem murros.

Crianças correm amanhãs de uniforme
Vêem manhãs e acordam
Entre esferas de canções
E luas novas frias.

Já acordado pelos nomes
Sou lentes velhas de algo em mim
Teço fontes
E rasgo o cheiro do jasmin.

Sou homem, sou algo
Que espelha cores e rediscute invernos verdes
Se morri, já nasci
E sou pedaços de amores que costurei dos ventos.

Assim entre espaços de ontens
E futuros onde sou rir
Cato montes
Ruas que me dizem velha cruz.




quarta-feira, julho 22, 2009

Se põe em nós


Se eu rir, Dá-me ardor
Teu grito de amor
Como se falange de onze mil sonhos de pó
Gosto de te ver sendo-te flor
Grato pela alma!

Me dói a sós a cor da voz.

Dá-me toda a mim
Dê-te a mim a cor
Grandes entre os grandes sonhos ao longe da voz
Dou-te a ti o ser de meu amor
Grato pela alma!

A sós a voz, me dói atroz.

Dou-te a mim no solo de meu amor-paz
Dê-me a ti no colo de dormir, sonhar
Dê de mim àquele que te quer tornar
Sons de novas preces!

Dê-me a ti amor
Dê-te a ti o ardor
Creia-me o afã da alma alada entre bemóis
Sons de teu saber de mim o amor
Grato pela alma!

A nós a voz se põe em nós.



Feita de tua mão


Quase era de fingir sorrir
Era eu e a cidade ao chão
Tendo à mão pedras, porvir,
Nada de mim
Cacos de som.

Quase ensejo de descolorir
Em retratos negava-me o são
Respirava em gotas de não
Era eu mesmo o não
Um desorrir.

Hoje colori prantos, desenhei um ser
Fiz-me contas até de somar
Em pastéis costurei meu querer
Fiz-me cine de amor passar
Transei com rimas
Fiz-te canção
E Rio acima, corredeira prima, da minha paixão
Renasci verso e invenção
Fiz-me estranha e sortida estrada florida
Feita de tua mão.

A nossos passos


Se fosse de sorrir
Como esconder o ar de tempo que à gente
Faz parecer um sim, um vento de luar,
Enquanto o sal do mar nos dá o presente
De termos só ali o som de um momento
E o eterno milagre de feliz ser?
Tantas coisas passam sob o vento
Tudo é tão amor
E nós, talvez.

Se eu soubesse dizer o amor que cai de mim
Solene, Silente
Talvez soubesse ver o dom de renascer
Tecendo do luar um mundo à frente
Que invente do viver a ausência de certezas
Sacrificando tudo à beleza
Que não cabe nas palavras
Nem mesmo em Deus
Que só é o que convém a nossos passos
Que amados vêm.

segunda-feira, julho 20, 2009

Brilho de amar

Se o sonho de estrelas fosse do som
As gotas de beleza
Toda a calma que atrai a ti esta tua luz me costuraria ar
E em semblantes que comovem
Apareceriam marcas de cores tão cheias
Que criariam dias e crepúsculos vivos de nos despertar.

Dói sentir medo do medo
Neste amor de som vivo
De fantasia
Feita de pouca roupa e uma lua viva em cada olhar.

Mesmo longe, somos perto
Na música que rompe o medo que se cria
Na lucidez vadia de nos ver aurora
E brilho de amar.

UMA RESPOSTA SOCIALISTA PARA A CRISE CAPITALISTA



Debate com Alex Callinicos

A crise do capitalismo é global e não é só econômica, mas ambiental, energética e alimentar. E mostra que esse sistema não funciona.Os governantes e os capitalistas estão construindo sua saída, à custa dos trabalhadores, que resistem como podem.Mas a grande questão é: qual a saída que a classe trabalhadora deve construir?

Estas são algumas das questões que serão debatidas com Alex Callinicos, dirigente do Socialist Workers Party (SWP) da Inglaterra, organização-irmã do Coletivo Revolutas.

PARTICIPE! DIVULGUE!

Data: 27 de julho – 18:30h

Local: Senge (Sindicato dos Engenheiros – RJ), Av. Rio Branco, 277 - sala 1704 - Centro - Rio de Janeiro - Fone: (21) 2532-1398.

sábado, julho 18, 2009

Apenas só te pariu


Se fosse sol
Teria o espasmo dos atados a sorrisos
Teria o mar
Nas tetas, nas estrelas e no sangue
Que me é instante
Que me tange.

E já sou teu
Caçado e encalacrado nas alcovas
Me entrego teu
Inventado menino tão gigante
Entre as coxas
Entre as horas
Pernas que me esporam
Não sou meu.

Estrelas comemoram luzes de não ver
Guardo laticínios para derretar
Como o peito antigo a se renascer
A sós a lua ensina
Sóis são vida linda.

Meu coração te pariu
Minha arte é o sol que sorriu
Meu coração, sendo invenção
Apenas só te pariu.

Velha de estrela de novo amar


Gotas de anjos
Pedaços de feira
As velhas cidades nos conduzem estrelas
Velhas são as três mil novas bacantes
Velhas são estrelas de olhos olhar
Velhas repetem-se mares e fendas
Gotas de estrelas são nosso voar.

Gotas de espera, de amor, de lidas
Rasgue na calma da flor a cantiga
Dê-me a estrela de teus olhos tantos
Velha é a forma do verbo amar
Cresça na estrela da cidade velha
Rime a beleza do amor no olhar.

Muitos são risos
Muitos são ocultos, juntos, feitos canção
Seremos tantos, muitos, juntos
Somos estrela, talvez uym esperanto
Feito de jeitos e cores de amar
Somos a velha cidade mais velha
Velha de estrela de novo amar.

A nos ver escrevendo paz


Deixe o sol lá reluzindo-nos mar
Escreva a linda flor de seu sorriso
Grite um luar que nos teça acordar
Note-nos bem vivendo assim sentindo.

Olhei um vento e fui canção
Talvez meia lua
Aprendi deuses de paixão
Nudez de bruxas
Acordo a tempo de dizer tuas ruas
Posso até correr pro seu trem me tomar de meus ais.

Luzes de anzol
Cor de vento e de sol
Sabe? você aqui me é tão riso!

Dê-me teu mar
Nós na vida a olhar
E rua ao sul das ilhas dos meus medos.

Nada é tão longe, tudo é tão bom
E na poesia
A cor do ver é qual nascer
Sabendo dias.

Se é nossa casa esse chão é estrela e lira
Ou seremos você
A nos ver escrevendo paz?




Um jeito imenso amor de voar


Gosta de luar?
Vem sorrir pra rever lua mar
Entre as doces luzes do olhar
Gritar o sonho que vemos
Espelhos lisos de nos notar
Guardar toda essa fome de nós, do espaço, da fome lua
Escrever-nos inteiros
Mar.

Olhar, renovar
Ver-se em ser em estrelas de mar
Gostar de se ver sendo intenso
Caçando vento e gosto de amar
Deduzir magias enquanto a sanha de nós, de rua
Faz-nos ser inteiro gostar.


Da cor de olhar
De saber, de voar, de amar
Estrelas se tornam azuis de ser, de se tornar
Alvo imenso de muito olhar
Cataando o tempo de se crescer
De se tornar
Um jeito imenso amor de voar.



No chão de nos renascer


Menina de espaços
Espelhe o retalho de teu céu corrente
Nos olhos da gente
Redija a arte
E note o sol que vai
Pôr-se em ti, atrás das luas que espalham
Vozes e repiques
Menina, acorde deus com teu riso esfinge
Enquanto os espaços constroem-se em barro
Olhando a lua que sai a nos fazer mais que homens descrentes
Em sóis e viagens
Sonhos de nunca mais.

Grito e resmungo um passo, um dado, uma invenção
Entre os anzóis que me prendem indecente na tua boca e sol
E em luas de corpos, em ti
Esperei explosão de tudo solar
Gritei espasmos, senti teus retalhos de sol
Gosto de riso, sentido dormente de ser mais que rei
E enquanto os dons de vestir
Aprendem estrelas por serem manhã
Guardo o espasmo, me entrego retalho de sol.

Menina vá vento
Vá sim ser viagem
Adorne a lua atrás do teu sol de paz
E regue meu grito de amor e arte
Cantando coisas que jazem já longe demais
Espelhe o espasmo,o espaço e me grite
No chão de nos renascer.


De anjo olhar


Estrela e trilha
Sono de alma lavada
Espere o inverno e o céu que nos faz danças
Tudo é um Rio, um sol e um chão
Feito estrela, o sonso mar
Escreve rabugices de acordar.


Velha e tão singela Lua nova
Esperanças redigem sonhos humanos
Tudo é silêncio
Tudo é voar
Quintal deserto
Vento de mar
Olhos lembrando tempo de brincar.

Gritos ensandecidos
Espera clara
Sonho revoando menino cedo
Anjos de patas, focinhos, sons
Tantas belezas, tanto olhar
E meu sorriso aprender a revoar
Pela luz que aprendi com este olhar
De anjo, de anja, de anjos de mar
De olhar, de voar
De sonho de anjo, de anjo olhar.



quarta-feira, julho 15, 2009

Redivinal invenção



Me dê a armadilha das histórias!
Ulisses me ensinou a cantar glórias
Penélopes urdindo o tecer forte
O sal do sul
Enquanto os Deuses eram eras entre estrelas sós, sonhos nús.

Já acordei sorrindo em meio a pânicos
Já voei entre anjos e demônios
Brinquei de colorir a cor da morte
Entre o azul de mil mulheres lindas.

E por sorte achei a cruz
De todo este querer
E foi só eu aprender
A recuperar o mar
Que o esperanto de saber sonhar
Nasceu de uma canção
Me pegou pela mão
Sorrindo inventou o realismo em sins de cores nuas.

Penélope! Vem ver
Outro coração
Ulisses faz-se som
Redivinal invenção.







A história da arte nas flores


Deixe ali a rosa branca!
A Lua desmonta riso em cores acres.

Deixe a linha de esperanças
Entre as mil danças de saber das cores.


Sabe a arte que vem de fora?
É a história da arte nas flores.

Gotas de jardim


Posso deitar-me quieto um pouquinho?
Sugiro ser-nos som
Grave no alfabeto de signos
O que é nossa canção
E respiremos o ar de desalinhos
Desenhos de bom tom.
Posso deitar-me em cantos de teu dom?


Posso querer guitarras entre o sorriso de meu amor?
Seja na rua a voz das estradas em sentidos de bom pintor
Que responde na rústica classe o som de ser sabor
Cale-me em beijo fruto
Rime ardor.

Posso ser invenção de palavra, desejo, sol e mel?
Posso lacrimejar de risada, feliz, moleque,céu?
Grandes são os mil campos e espaços, tão lindos
O chão todo parece meu
Estrada é minh'alma sendo eu.

Posso emocionar as agruras de uma nuvem que é você?
Posso ter medo e amor e desejo e sonho de só te ver?
Gotas de uma semana me ardem
Tudo é tão viver
Ruínas de rua tangem meu saber.

Posso dormir teu cio no gosto nú de ver-te em mim?
Teci casas corretas, destinos, lavradios de sins
Roupas de beges fluidos
A Saudade força o sorrir em mim.
Posso saber teu amor em gotas de jardim?


segunda-feira, julho 13, 2009

Caçando o vão dos ventos


Morre o som das diatribes, das palavras
Sobram os pés mergulhados na existência
Não sorri ao notar nua a vida amarga
E ao perpetuar a morte ingênua.

Calo fins
E me reduzo em palavras
Calo a dois
Como tecendo contingências
A ouvir
A pulsação de vida alada
No hoje desta multidão de outros tempos.

Olho em fim
Pro não sentido
Para as asas
Deste azul que é outro dia tão sereno
Páro em vão
Contra o tempo das estradas
Tolo
Infante caçando o vão dos ventos.







O sal da invenção


Do sal arrancamos o sagrado
Pitadas são como saber
Do gosto faz-se o depois
O medo é a ausencia deste
Que ferve nas carnes e leites
O gosto intenso irreprimível
De transformar sabor em instinto.

Tempere a todo mundo com o sal das horas
Dê ao sabor de deus o gosto das eras
Um toque de ácida arte
É a gota de um coração
Pimenta rubra é o sal da invenção.

Sussurro do amor


É do amor a fome e o ver
De um sorriso, o leque apaixonado,
O ter o sentido simples de voar.

E o que eu sei,
Se toda verdade é bem maior?

Há requintes do amor
Que a fala sem sapiencia
É inútil explicando em mel o que adoça a existência.

Como explicar, mulher, o que é o sorriso?
Quase um carnaval de fé que resiste em se acorrentar
Ao medo de Deus
E assim um sinônimo de viver
Como se em dias de reis
As belezas escondidas nas ações
Sorrisos,canções, amizades retintas
Fizessem sambas da dor
Desenhassem flores com gotas do ardor
Que é o sussurro do amor.



Apaixonado e vencido


Em tempo!
Cada flor é sugestão de co-autor: O peito
Perceba a nata de todo respeito
Há um imenso "mas" em cada querubim que acerta a pena
Dos amores que vencem cansaços.

Nós não somos meninos, temos nossos regaços
Beijamos dor até o colarinho
A frase é tudo o que cala
A espera, o olhar, o que arde
É simplesmente o sentido
Desta forma de prazer
Que é superar o doer
Apaixonado e vencido.

Feita de esclarecer


Amo
De você todo o seu coração
Me desculpe se a linha eterna de minha paixão
É louvar o perpétuo sonoro gemido
De um bater compulsivo
Desta nuvem de invenção.

Deste teu coração o sol me deu
Um luminoso calor, me floresceu
Em ventos
Eternas luzes coloridas
Astronaves de paz, novo Deus de felicidade e vida.

Sonho em cores a tez de um bordeux tão fino
Quase que um carinho de perplexo bouquet
A tatuar seu sabor na língua e no cio
Como se uma dança feita de esclarecer.