quarta-feira, agosto 12, 2009

A cor


Hoje minha tristeza é um olho deitado
Sabendo reconhecer o nascer do sol
Cansei de ir pra lá, fugir,
Vendo-a recomeçar
Trazendo nuvens e chuva para a vida.

Hoje meu sorriso tão calado
E meu humor de negror universal
São formas minhas de iludir
A extremidade do mar
Não sou feliz, mas ainda bebo a vida.

Se a flor de algum velho luar
Não me toca o louvor
Respiro o mar, me vou andar
Em cor, em flor, me sou.

Se a dor vem de algum lugar
Hoje ela me pintou um novo lar
Um novo luar
A flor de um som, a cor.





O novo que me tece


É sol e cor
E eu olhando lua linda
Se eu fosse sina contaria de viver
Mas sou delírio e aprendi a ver promessa
Nas estrelas e janelas.

Tanta coisa pra dizer
Sobre meninos e escolhas e histórias!
Queria comer agora um sonzinho de abacaxi
Com mil amigos que costurassem lembranças,
Servem dois de esperança,
E eu vivia a sorrir.

É tão difícil ser assim meio universo
Ter pé no chão enquanto muros fazem ver
A morte do que esquece.

É cão, é trilha de terreiros e latidos
Fruta tão boa de comer e ver assim
Espero a cor de uma lua dizer serras
Canto um brinde de novelas.

As manhãs são feito o sal
Deste mar-mundo que me apavora e encanta
Eu ali, moleque-vela
Navegando um existir!

E meu amor é um jeito de ver profundo
Meu amor é quase um mundo
Um mundo que é aqui.

É tão preciso ser assim meio universo
Enquanto Rio tentando reconhecer
O novo que me tece.



Meu coração


Hoje eu não te sorri da forma que criei,
Guardei meus braços longe,
Vai saber!
Costurei novo ar
Tentei até sorrir
Brinquei de espadas
Novo de entender.

Sorri versos sem pensar
Costurei um dia,um lar
E sem palavras nunca desisti
De ver a lua ao mar
De deduzir
A cor de tuas danças para mim
E enquanto teu sorrir for nublado
Minha invenção é uma forma de tênis
É um dúbio cão presente.

Se espalho prazer nas horas
É um lírio que planto agora em seu mundo
Te quero sorrir.

A luz que havia ali sorriu
E tiver sorte de ver, são,
A plena cor livre de um homem e uma mulher
Que foram mães e magia
Pais em colos de vizinhas e nas linhas da vida
Vivemos assim em fé,
Por Deus, seja inteira, meu amor!!

Felicidade é cor de um Deus
Extremamente riso em sol, em chão
Por isso teu olhar é tudo assim
É pranto, é esperança, é querubim
E só quero o sorriso que acalenta o coração.

Espero-te um dia, viu?
Bata na casa da canção
Mas veja-se riso
Inteira em ti , mulher!
Espere a chance bendita de voar pelas piscinas
E na trilha da vida
Nós, homem e mulher, por Deus, seremos teu coração.

Pode ser o azul do mar
Pode ser apenas o ar
É a ti em mim
Somos um universo vivo sempre
E deito a ele o meu coração.




O rosto que hoje brilha


Se eu soubesse a calma de renascer estrada,
Daria à flor um substituto!
Vênia, a quem tecer em mim a flor
Enquanto a garganta bebe, ácida, o explendor do renascido incêndio
Que conduz ao fim um suspiro, um eco
Feito de riscos e de estrelas
Cálidas, plenas
Grandes demais.


Se rosno, finja!
Ignore as pessoas felizes
E entre na sala de espera pra beber o inexato
Que não sei se consegui criar em morte
E que pretendo pintar na vida
Qual delicada mobília
Na sala de estar
Onde jamais estive com o rosto que hoje brilha.

O som que planta em nós o amor


Se eu soubesse amor, e eu sei
Deduzia a cor mais livre do luar
E às veiz eu soubesse dor de amor curar
Mas não curei.

Dá de graça um tom de sol maior,
Pra rimar minha dor
Com flor que acalma e benta
Sagra a dor mais cruel
Curando-a como em lendas!

O bom de amar a mulher é o tom dos risos
Que traduzem o sal e a fé
Como se fossem elementos do dia
A acontecer em milagre novo de viver
Sem ironias, poréns
Apenas brilhos em espelhos, clarões
Explodir de sons
Vindos das baterias
Que em desfile de cor
Faz-nos um carnaval de bom sabor
O som que planta em nós o amor.







Sou não meu


Se eu soubesse o som da lua
Colheria pecadinhos ao longe, muito longe
Sozinho
Mas eu só sei paisagens.


Se eu soubesse a moça nua
E a cor dos edifícios
Talvez eu fosse longe, entre lírios
Mas eu já nem sei paisagem
Sou de um mundo, outro eu
Sou sem mundo, sou não meu.

Ouvindo canções dos Beatles


Se eu lembro do avô que me ensinou a ver sabiás perfeitos?
Sou dele marca e terno, sol no peito,
Aprendi os decimais contando querubins!

Se hoje espero as cenas
De uma marca de tom exato,
É porque tenho a sina
Do áries espalhado,
Feito de amor e doces sons magrinhos.

Espelho virtudes nas hastes
De peças pintadas de arte por colibris e meninos
Que me ensinam a nascer
Eu já velho de morrer
Ouvindo canções dos Beatles.

Largo-me em cantos


Sem cansaço
Aprendi a te ver
Vejo o espaço dos planos
A se matarem em anos
Vejo o mar.

Acordando as manhãs eu espelho os meus pés no barro,
Escondo minha fé em um riso tolo e afobado.
Se há verdades? como eu vou saber?
Sou um espasmo dos anos.

O que vira chama me lembra você,
Espero acordado um tom, um lado novo de aprender.
Se há vaidades? porque tenho de saber?
Noto espaços em anjos.

Se eu soubesse preces lhes jogaria sal
Vejo infeliz um som tão lindo
Com cor de animal
E entre as aspas que costumo comer,
Rio e largo-me em cantos.

Azul de flor


Que dera pudesse armar por ti semanas
Que traduzissem sóis pra teu olhar
Quem dera fosse ao porvir
E pudesse eternizar o sorriso
Que tranquiliza teu sorrir.

Enquanto olho limites espelhados
Espero aprender um jeito de transformar
O Coração em um elixir
A alma em um ressuscitar
De fantasias, flores,
De um fulgir.




Se a dor fosse de lambuzar
Seria doce flor
E daria ao ar a cor do mar
A flor, a dor, o amor.

Se a dor, ensinasse a voar
Curaria-te em cor
Com amor de mar
De dor de mar
Azul de cor, de flor.

domingo, agosto 09, 2009

Alma viva


Se a noite tem magia?
Nada além de estrelas e vozes e astronaves!
O jeito fosco e afobado de escondermos as mãos
É um pedaço de outro início
E a luz que desce fria traça cruzes entre os membros.
Há apenas inumanos de onde viemos,
No que lemos.

A incerteza das palavras e a virtude dos sorrisos
São formas de encanto aceitáveis
Nas ordens sem início.
De onde vêm as orações?
Dos muros dos conventos.

E é certo que aquela voz na caixa desigual
Desenhada com correntes
Têm letras coloridas
E luzes e estradas
Tudo é magia inteira.

São inventos, são espantos pros que erguem-se em outra santidade
E tudo é construção de nossas mentes
Tecidas nos verões inconsequentes, na seriedade dos indícios
Que nos libertam,
Nos fazem escravos
E entre os vícios e as canções,
Nos fazem amor.

Luas frias dão vontade
De termos canções brejeiras.
Há magia na verdade?
Só aquelas em teu rosto
Ao notar-se alma viva.


Somos poesia


Haviam disparates entre os meus sonhos
Eram artes que faziam-se homens
E o sabor da luz era corredio.

Se era amor,
Se era cor,
Descortinava-se arte.
E tudo era som
E éramos o sal que fundamenta o que estremece
Tecendo páginas de estradas a nascer
Pelas mãos que adornam outra prece
Enquanto aguardávamos pensamentos consequentes
Tinhamos o sabor de uma magia ,
Era ler.

Se era ser ,
Apenas era ser.
E como um espasmo calmo e complacente
Rasgávamos detalhes indolentes de uma flor que nascia a nos tecer
Enquanto imersos na vontade
De sermos novo intenso criador
Criando a própria eternidade
Resumindo em si mesmo o calor
De todos os astros e suas posses
Somos posses.

Somos pobres
Enquanto somos parte de um universo feito arte.

Havia amor, havia dor
E tudo se é em verdade
Na trilha que nos parte em dúzias de nomes
Enquanto nascemos qual anjos
E qual sabor, somos poesia.

Sua luz entre rima


Me dá mar!
Me dá ser!
Vamos rir
Vamos ler!
Se há cor do que viu-se ato falho
Extremo jeito de ter paz entre os tempos,
Alguma hora existe para ouvir?

Dos variados passos que tornam-se canção
A lua inteira reza batuques de oração
E somos ilusões, somos ilusões que trançam velha paz
A cada estação que nos beija como a sorte.
É agora ou não ir!

Desespere seu lugar enquanto partimos sem ofensa
Desespere seu olhar enquanto somos uma canção
Desespere seu parar
Enquanto somos inocência
Desespere seu matar
Enquanto somos visão.

Somos cem!
Somos mais!
Vamos ver luminárias ao mar,
Pra pescar.
Somos cem!
Vamos tecer luares no bar.
Vamos lá muito além!
Somos sem cruzes, mas somos anjos!

Eu era menino
Sou menino de verdade
Costuro muitas luas
Nas panelas que vejo
E se sonho semanas
Enxergo muitas eras
Aprendi a fruta maçã
Olhando as palavras pintadas no céu.

Meu amigo é um Deus de futuro!
Meu amigo é um rei de futuro!
Meu amigo é apenas meu muro!
Meu amigo é um país!
Enquanto eu sorria uma canção,
Teceu sua luz entre rimas.



O eco do absurdo


A calma, os cortes
A nudez vacinada
O desespero que me rói
Um deus que desnudou a maneira do Rio andar
Faço parte do esquecer.

Olhe agora!
Além de tudo há auroras!

Entre os olhos das extremas casas
Rasga um som, um rir, um viver
De tudo o medo não é ter pesadelos
É desnudar-me a sós
Sem ver os risos de alguém entre meus cantos
Morrer não é o maior perigo.

Entre o rir e o andar
Há pessoas que nos reconhecem Manhã
Espero poder pintar uma paz
Que as faça acordar.

Dormir é ver-se imerso em azuis
A cor da esperança é o mundo
Somos filhos todos de um porvir
Eu olho para minha mãe entre as formas minhas de calar
E espero uma dúzia de formas que vêm
Me traduzir lugar
Tudo é imenso em casa e tudo é longe demais
Espero por meu pai.

Meu sorrir é mudar,
Entre as coisas que me desconhecem em manhãs!
O que preciso calar pra tornar
Tudo um novo lugar?

Tudo muda na paz dos mundos
O eco do absurdo
Torna das danças boas de ver
Dói tanto aprender
Quanto dói esquecer.



Te amar

Não sou liso ou fortuito
Não sou filho do vizinho
Nem ao menos te discuto a razão ou teu sorriso
Não sou muito consequente
Nem aprendi a ser mau
Rimo mal o verso e à mente
Reduziu-se ao animal.

Eu só sei viver assim
Sentir tudo assim em mim
Saber me dar inteiro ao amor
Querendo ter você pra mim
Eu só sei viver assim
Perder, ganhar vivendo assim
Querendo agora é ter você
Querendo agora é te saber
Te amar.

Se eu perdi o tempo, a gente
Reescreve a razão
Volta ao tempo e consequentes, refundamos a paixão
Se eu perdi vergonha em sonhos
Me arruma um papel
eu reescrevo o que somos
E vivemos já no céu.

Eu só sei viver assim
Me rasgando inteiro assim
Me explodindo de amor
Me entregando a ti enfim
Eu só sei viver assim
Me inteirando em ti em mim
Querendo apenas te viver
Sabendo apenas de você
Te amar.

O perfeito teu toque de flor


Sabes lá o prazer e o sabor de uma dor
E a impotência de vê-la mulher?
E depois reduzí-la à cor de um amor
Que tece a urgência da fé?

Sabes lá o saber e o sabor desta flor
Que urgentemente nos tem
Como ao ardor de um canto sagrado
Que seca riachos e faz rejuvenescer?

Entre tantas questões,
Verborrágicos estupores, a veia nos dá a dimensão
De um gesto pequeno,um passo
Que nos incendeia a nos perder a razão
E talvez traduza ao peito o choque,
O respeito devido ao amor,
E enquanto solene eu o vejo
Recrio o perfeito teu toque de flor.

É vela


Acho tantas novas terras, em meu sonhos e marias
Gasto velas por resistir
Esperando o mundo cedo
Reluzir-me em terra boa
Sigo À toa
Tecendo mar.

Papéis se tornam leme
Nascem versos, ventos crescentes
Navegando em mente infinda
Torno-me palavra e intensa nova velha euforia
Sou infância renascida.

Dá-me um novo ardor
Canta a canção do meu avô
Dá-me o amor do Pai que é vela.




Crescer


Viu vovô?
Cada ação tem a mão pintada
De um outro nascer.
E eu sou calado na vida,
Não te disse?

O Azul foi do céu pro Avô
O Pai foi pro mar seduzir
Na expansão de uma lua vaga.
E eu sem saber
O que é mundo com pele fria
Fui dormir.

Havia sol em meu jardim
Fui rua nua e sorri
Se fui menino
Vida inteira gozou
Gente grande cobra palavra.
E eu fui crescer
Tardiamente em um só dia
Ou morri?

Avô correu e foi canção
Pai costurou novo jardim
E sou menino que recortou flor
E tentou viver vida amada
É tão bom crescer
Mesmo em dor
Costurando lua vadia com querubins.

Voar pro além


Há do fogo o que me orna a velha e amarga
Explosão que desentende
E cheira a medo.

Sonho as externas maluquices geniais
Pego da polícia a invenção que não nasceu
Corro e me escondo em fogo
Sofro e me mato em fogo
Acendo em mim jornais.


Note as estrelas!
Nem sorri,
Dormi,
Foi mal!
Fujo do analista
Quero infância ou outro eu
Quero seguir pro norte
Pro sul de invernos fortes
Quero voar pro além!


Risos de infância


Meus olhos são hoje cascata
Que amarra n'água o som da passarada
Faz algazarra com o ar.

Meus olhos são hoje o que espalha
Algo que é parco de alma
Mas que é simples olhar.

São hoje longínguas palavras
Que tentam ser animadas
Com risos de infância.

sábado, agosto 08, 2009

Sabermos nascer


Dá-me um quente beijo à boca
Pra gente saber
O que é voar entre os rios de rir
E os espelhos de falar
Sabendo querer.

Dá-me um quente beijo à boca que aqueça o peito
Reflita o lírio ou o amor-perfeito
E esconda as lágrimas
Deduza o bem viver.

Somos gente
E é tudo confuso
Todo um mundo, toda a gente
É como se ilusão o que nascente
Nos leva a desejar eternamente ser.

E nos pedaços de velhas canções
Colho o que somos
E é tão lindo saber de você
Ir aí e sorrir com o coração e com o ser
É tão lindo sabermos nascer.


Sendo tua mulher


Dormi
E vi-te só na ação de me ser mundo
Eu já dormira
Catando sóis luzindo outro dia a dia
Queria ver-te a ser
A calma
Espraiada fé que horizonteia a alma
Enquanto sol que me queima as horas
Já me derrete o ser.

Na espera
Reluzi nomes de outro ver
Na ação de ter quimeras
Desnudei insano o aprender a ver esferas
A recobrar-me o ser.

Tu sabes?
Teu velho homem novo aqui e agora
Te espera a ver-nos teus caminhos e histórias
Já sendo tua mulher.


Seja Mar


Se você vir, me encante pelo som que teu ser dá!
Se você vir, vai me conta o estrondo que é olhar!
Se você rir me encante só de sonho, pra pintar
Algo que brilha na Espanha do azul que meu Deus já me dá!
Ele, Deus
Eu cá, mar.

Note o espelho reduzindo as Bahias
No esplendor de meu sonho que já pinta
Um grito que anormal resplandece do azul, outro Deus.

Note o velho teor de maravilha
Do sonho e sal que reaquece nosso dia
Torre a treliça
Escancare o que se tem
Veja Deus
Veja mar
Seja Deus
Seja mar.

Deus natural


Deus natural é um ser consequente, um riso, um fado
Extremo dom adornado de gotas de reflexão
Esperando um tempo de sermos mais coisas
Versos de cores
Canção.

Deus natural é um espelho que cura o segundo, o espaço
Reflete um determinado extremo de dons
Caçoando das coisas, dos ventos, das cores
Bodoque espraiado no samba canção.

Deus natural é um certo sabor de amor espremido
Gosto de mulher/marido no leito, no som
Enquanto arrumamos a espada, a hora, a decência, a calma
Esperando o trem de uma consciência, de uma aula
Sendo estranhada besteira
Sendo natural.

Deus natural é um gosto supremo
O som do perigo
Repercutindo a maneira do lírio dourar a visão
Esperando a gota de medo, que espalha a essência
Nos ensina o espasmo de nossa ilusão.

Deus natural talvez seja só tu com sorvete na mão.





Cê não vê?


Rindo
Gota assim me escorre e acalma
É o som do sorriso
Dá-me um mar e reprende o findo
Modo de matar-se a alma
É
Só dói quando rio
Pelo chão cato até você
Faço amor com as horas
Solto o mar
Quero ver
Um sabor de semana.


Só de olhar pra você
Espero o fim de outras calmas
A fé é um homem sorrindo
Pelo chão espalho o mar pra ver
Um sabor de entranhas.
Quero amar, cê não vê?


Luzes que Rugem


Raducionismos afugentam
Os Espantalhos Gentis
Tudo é cena de cinema
Jeans, brilhantina e aniz
Cachorras etéreas no fazem moleques
E vamos pagando os cretinos
Mostrando o muque ralé
Virando amante latino.

Intransigentes qual filme de amor
Roseamos verbos novos de ator
Sacamos das luzes que rugem
Sem alma.










O mar em nosso nome


Reluzir o espaço que nos trai
Reluzir o mar
Os tristes dias soltos entre o sol certeiro
E a voz do delírio a dois
Que nos foi atrás.

Reduzir o calmo som que esvai
Pelos espaço atrás dos tristes
Dias soltos desses morrem cedo
Cores novas nos compõe atores de um dia a mais.

E nas terras onde neva
Tristes
São o mar e sua fome
Somos terras onde neva
Triste
É o mar em nosso nome.

quinta-feira, agosto 06, 2009

Manja?


Espero torto o Maradona jogar
Olha ele aí! Olha ele aí!
Sabendo Deus quem é que é manha?
Espera agora ou vamo e assanha?
Espera o som que tudo é gana?

Espero torto ver Dalí
Seremos vis?
Sejamos vis!

Porque correr se andar é manha?
Momentos bons são beijos, cama
Estamos já em duas semanas
Se for notar tudo é mais rua
A noite é mãe até da lua
Enquanto somos tudo aqui
Esperando canção, no ritmo de um não
E enquanto piro além de mim
Respiro vacilão menina ser também canção.

Espero a peneira ao Cafu selecionar
É nóis sem fim, Jardins sem fim!!
Sabendo os seus quem tem as manha?
É natural o que assanha?
A rua é meu esplendor, manja?


Em meus sonhos e passos


Faz bem debulhar-me no amor
Como quem ouve um rádio
Enquanto o espaço dá-me cansaço
Ouço a trilha das boas semanas e rio cansado.

Cansado, o tom repetido deduz-se espetáculo
Arde nos atos
Graça o espasmo do sabor de perder-se na vida
Qual som resmungado.

Ouço o som de ser-me flor
Dôo em Deus, entre ódios e a paz.


Ouço sólido calor
Sou-me seus tons de ilha lunar.

Faz bem redescobrir cor
Entre sons de meu rádio
Cálido espasmo
Dá-me cansaço
E nas trilhas das boas semanas deduzo-me calmo.

Meu calmo sabor de sentido
É flexível, é rápido
E enquanto calo
Arde-me o estalo
Do sabor do amor que palpita
Em meus sonhos e passos.


Tudo é amores


Metade de uma dor é a não-dor de saber
Que além de toda esquina há ausências pálidas do ser
E tudo é tão confuso
Tudo é tão grande
É bom saber
De rimas e cortes
Cantar é renascer.

E em sonhos resmungados
Pálidos altos dons de ver
Residem na poesia
E poesia é arte de querer
Assim poema amando
É artifício de se ver
Que tudo é amores
Amor é renascer.

Um arcabuz lá do arkansas


Se ouvisse Prince, limpinho
Talvez doesse uma dor danada de roer roupas de rainhas velhas
Se fosse só Chiquinho
Tremularia de dores e prantos
Estrebuchava escutando anjos
Se fosse ouvindo aquele velho Rock
Talvez cantasse um Tango mais pop.

Se amor fosse um telegrama
Eu esperava ele nú, sentado à cama
E assim pleno eu diria feliz
Cores de lume ouvindo Elis
E desfaria a cama
Deslizaria em Chamas, pelas ruas de lama.

E ao som de uma série de Ciganas pintadas
E Romenos nús bordados
Exploraria a cruz de uma Puebla fria
Ia da euforia ao drama português da Andaluzia.


Ao som de ciganas pintadas e romenos nús acordei bons dias
Te escrevi poesias feitas de farinha
Gritando: Ana! Ó, Ana! Ó, Ana!
Me traduza seu, me complete seu
Me sirva teu amar!

Enquanto isso, com biquinhos
Deslanchei flores de arbustos na alma dela
Querendo o sol, lindinho
Pra ladrilhar o decorrer dos anos
Com um tanquinho de índio americano
E um sorriso que detonasse os dramas
E lhe oferecesse um arcabuz lá do arkansas.








Dores de amores mal ensaiadas


Que fazer de águas, tralhas, palavras, frases e desejos,
Se o viver é uma parte senhora Escada e Pai domínio?
Estamos rasos ou sem sentido
Seremos mágicos ou alarme falso,
Teremos tudo ou só a fome de sermos mundo?

A calma abranda a dor da pele
A febre que se faz mais febre
E após a dor matar-se calma
Vazio, o som só pede alma.

E entre as aspas da flor bendita
Algo me implica a voz amada
Sorrio pleno e morro em tristes dores de amores
Mal ensaiadas.






O sussurrar dos bondinhos


A não que algo emperre
Minha fé se faz singela e morre ao mar
Entre farpas e martelos
Entre detalhes que a espera me faz temer.

A não ser que o mar se encerre
Redescubro um norte mudo
Uma farpa no meu ver
Cravo a mão à terra, em febre
E me espelho na incerteza que vive ao mar.

Me sussurro a calma breve
Enquanto escondo-me entre murros
Nas ausências do meu ser
E talvez o que me ferre é uma febre,
Uma fome de tamanho animal.

Cravo-me tolo a uma lógica velha
Me amarro nas pedras
Me calo envolto a um não, a um sonho, rumo perdido,
O que me devora a fé é uma dor ou um precipício?

Há fins em meus tons e ensaios
Que pintam você entre espadas e rituais
E sim, cada meu som é parco!
Um drama plebeu que me permite amar
O sussurrar dos bondinhos.

Não calo-me morto no agudo das velas
Em barcos e eternas ondas de sabor azedo
Entre lírios e luas que me espelham
Atônitas de Frio.









quarta-feira, agosto 05, 2009

Sermos só não


São cores, são hinos
Delírios e Guias
Entre dentes e signos,
Reduzindo marias
E Joões covardes, a cãezinhos,
Parte dos que alardeiam tementes
Almas que brilham sementes
E criam os sonhos, as estradas, mares
Com o dedo em riste do som consciente.

São fardas, tenentes, canções sorridentes
Alma signo da nua verdade que não cala
Um grito perdido nos postes que reduzem nossas dores
A risinhos acanhandos
Enquanto artistas parecem bonecos sem paixão
Nós somos racistas, infantis e bons machões
Complementos de gente indulgente com sermos só não.


O riso do descomeço


Pareço a mim ator
Me lembre expressão marcada
Dramas e explosões, sonhos e posições ensaiadas.

Repita o meu nome
Enquanto olha minh'alma
Note-me te dizer com esforço um suspiro,um nada.

Esqueça-me ao sabor de um vento bem indolente
Vestido de sarongue
Deduzindo ações prementes.

Enquanto fortaleço o sabor do amor no berço
Desfio a noite e o frio
Sinto o riso do descomeço.


Olhos de chuva.

Estrela em ruas, só estrelas
Onde voltam luzes costeiras?
Se há o mar apontem-no pra mim!

Espero ao mar vidas inteiras
Coisas de só meu coração
O tempo inteiro é pé de valsa
O vento é qual um meu irmão.

Sou deste mar
Apenas observador
Como navegar?
Ensina-me, amor?

Galguei estranhas paineiras
Coisas de ruas, mais ninguém
Cantei o invento, o sal que a dor em mim
Constrói em parcas luas cheias
Como ao mundo dar perdão
Enquanto os olhos causam cheias
Escravos nós do coração.

Sou de voar, em sonhos e astronaves
Em flor
Quero pousar, me cansa a inverdade da dor.

Estrela e lua, só estrela
Dá-me a luz da imensidão!
Enquanto ao mar me lanço a ser só mar
Cause no olhar da marinheira
Talvez o sopro da canção
Espero o amor de vinda inteira
Enquanto caço a explosão.

Deixe-me mar
Pousado, Astronave de cor
Deixe-me lá cansado em vã vaidade
E dor.


sexta-feira, julho 31, 2009

À espera da galera acordar


Se eu fosse mar teria à tarde como coisa nossa
Seria sol de bebê
Luz de sorriso melhor
Queria só alegria, brilhar pra gente sem chão
Parar de chover quando corresse o cordão.

Se eu fosse mar a casa toda ia ser dengosa
Do pé sairia canção, da mão o batuque, o pó
Seria o brilho da vida
Tudo só evolução
Em toda parte ondas de felicidade
Na unidade do imenso amor, da arte.

Feitos de voar teria gente que faria invenção
E tudo das pessoas teria o pó
Do mais iluminado sol da manhã
Tudo teria gotas de paixão
Estrelas penduradas no afã
De tudo já refazer
No peito, na raça e na boa vontade
Calando com danço o medo e o olhar com sacanagem
Na hroa do sonho impressa, alua do luar
Perguntava: quem era mesmo o mar?

Serei só eu o mar
Na espera da galera acordar?
Sera meu amor?
Ou seremos todos mar à espera da galera acordar.

Meu esqueleto quer ser zé


Meu deus do céu! se a vida é fria, o gelo é felicidade!
Se encasmurrar a invenção é ser o certo, o inferno é a bondade!
Se é condenável o carnaval, dê-me a vida em cana mesmo!
Pois mais do que ser certo meu sorriso quer ter paz
Sendo inteiro Brasileiro.

Rio inteiro, grito inteiro, xingo inteiro
Sem manual ou motorneiro
Sou eu mesmo e minha fé
E fé é feito a ginga que não tenho no esqueleto
Meu esqueleto quer ser zé.


Me dê meu pais!

Me dê meu país!
Não te quero a voz, quero mais, quero as barras de
florir
Quero o espelho que grita um jeito de ser sol
Uma extrema alegria
De sorrir orações
De soar
Como se imensa e certa canção de nos fazer voar
Quero a graça e a raça do riso que nunca veio do teu lar
Me dê meu pais!

Venha ver!


Meu grito é um cisco, um corte
Drible de língua no poste
Palavrura de gamela
Leite moça na tigela
Explendido riso sem boca
Leite de alma, gangorra
A rua que é medo, é fúria, é lua
É riso feliz de altura
Boa pra pular.

E meu riso é apenas um berro
Letra que esfria e pede
Um gesto, um adendo sincero
Um jeito de olhar
A cerca que me tenta cercar.
Que pegue!
Eu sou bom de voar!
Aprendi a pular,
Cê vai ver!

Respira chuva no embalo
Ladeira abaixo, no estalo
Do medo, do rumo caído
Mau de sonho decidido
Explosão de mundo que voa
Ladeira, rua, cabocla que desvia, olho assustado
A morte emprestando o cajado
Pra impulsionar.

Desvia da mente o inferno
Reza a alegria da peste
E um grito que espelha o que é belo
O som de voar,
O vento inteiro de voar.
Me empreste o tom de ecoar!
Tenta vir pegar,
Cê vai ver!

Rosto de moço, lua, galo
Olho de cunho estrelado
Roça a rua a vela, a velha
- Corre já, paço a tramela!
Ouvir balbucio de modorra
Aventura, lua solta, espadas e guinchos molhados
Do vento nas juntas de um barco
Baleia a derrubar.

Astronave de vento e de velho
Barco de caçar moleques
Baleias que pulam do inferno,
E O vento vem lá
Do interno medo de voar!
E breve, se reza por soltar
As barras do pai:
Quero ver!

E durmo e me entrego e morro
Acordo, balbucio socorro
Nem fujo, me entendo deitado
Negror de terror abrandado
Pelo sorriso que advinha
Um espaço detido na linha
Das paredes tecidas trilhas do olho que inventa batalhas e gingas
Vou fantasiar.

Badulaques de ginga, me espelho nas letras feitas sem prece
Dos Pans, dos Viscondes, me interno
Pedrinho a voar
Sou Hércules a festejar
Moleque:
- Vem pai, vem cá olhar!
-Aprendi a voar, venha ver!

Moleque perdido


No anteparo das palavras frescas
Me irrito em domingos entre camas e tretas
Deito agora entre tuas linhas e digo sorrindo:
-Cê vem, Baronesa?
E no espaço do sorriso e grito, me inclino à frente, destemido ator
Desatento piso no dormente, tolo e inconseqüente moleque explodidor.

Meio homem e farto de ruas
Mordido por dentro por dores de cabeça
E um medo de perder-te nua ao vento pendendo nas janelas cruas
Só me calo, menino fugido
Espelho do riso que te entrego vivo
E me torno teu homem besteira
Lume de alma cheia
Moleque perdido.

quinta-feira, julho 30, 2009

O eco de viver


Ri de rir
Fiz-me ir
Nas estradas de alguma cor
Talvez por vício do amor
Nasci de um bom cordel.

Ri de ir
Fiz-me rir
Querendo tecer bons astrais
Cansei de lutas desiguais
Sonhei em só ver sol.

E já vai
O cerne de meu céu azul
Amei amor, amo alguém
Nasci novo, o que vem?

Já nos vai a lucidez de uma vez
Já vem o eco de viver
Nossos sonhos perturbar.

Ser-te em vida


Amor é dar-me mar
É esquecer em vida de sonhar
Respirar luz em estrelas de um cais pintando enquanto ausente
Nascer em mim é amar.

E pálido e inverso a meu sonhar
Nasci você
Pra ver-me e me amar
Criando em mim a vida.

Amor é simples mar
Voar em nuas luas
Ser-me ar
Calar-me tem prol do som de a ti soar
Enquanto o ar que ecoa o som e a cor
De todo o renascer
Que é estrelar luas de você
Pra aprender a essência de ser seu
Amar é ser-te em vida.

Vida!


É o vulgo, o suor melado
É a extrema semana, é o sonho abortado
É a lama, é a lama
Música d'água
Extremos de sóis.

E nós que seremos aqui?
Uma estranha canção, um sorriso, um saber?
Seremos mais de dois na vontade do mar
Em tecer o nascer da vida?

É rua, é cimento, é pedágio
É a lua que emana, um jogo jogado
Uma nova Ana.
Seremos batalhas? Seremos a sós?

É fome de ver e de ser
Esperando o sabor do que não vou saber
Calejado de amor eu respiro invenção pra poder dizer:
Vida!Vida!

É mundo, é vivência, é enfado
É um sol que me arranha!
É teu corpo, é o tato de sermos semana!
Seremos areias deitadas ao sol?

Perguntas e nomes e reis
Esperantos de mãos que nos fazem nascer
Nós que somos amor adoidados na ânsia de beber o sol
Nós, vida
Nós!
Vida!


segunda-feira, julho 27, 2009

Tudo hoje é tão amor


Caem letras específicas dos dedos
E o amor conduz retratos, irmãos, sonhos, vidas
Pessoas, bichos, sóis
E eu sou um universo.

Ruma uma estrela enviezada e eu cego
Violento verso enxergo
Violo em sons um som, um véu
E espero um toque agudo em mim
Enquanto arde o azul em breves tons.

Espero o gosto de tua flor
Sonho com teu rosto e dor
Enquanto sumo entre espaços
Olho e disseco realidades, nomes
Ruas, estradas segundos
Sons que ecoam minhas preces.

Cato pedras nos caminhos, seco e espalho papéis pardos
Corto pedaços de asfalto, tempero e sirvo a quem me pede
E assim percebo que nada é feito pra mim
Calo-me enquanto ouço o som da luz
E espero saber sempre o amor
Este que é teu ardor.

Peço a algo um triste estalo
Calo o som do meu regalo
Me despeço de quem me espera
Olho e sinto tempos vindo e indo enquanto passieo em sons e mundos
Sou de ontem hoje e tudo
É simplesmente agora
E ecoa assim como se feito apenas em mim
Espero o som das luas novas
Vejo teu rosto em minha prece
E tudo é simplesmente bom e azul.

Como isso é amor?!
Tudo hoje é tão amor.


Sou o espelho de outro alguém


Espero um dia a mais
Corri por entre os trens
E ouvi o som
Das pedras gemendo.

Ruas me pedem uma paciência desenvolta
E aguardo o sinal trocar de cores
Apanho um segundo som
Entre guitarras do som audível
O Rock induzindo urbanidade
E seduzindo ouvidos nús.

Morreram carros no olhar
Enquanto esquinas me movem sem verem o espaço soar
Trilhas sonoras de inventos
Britânicas nesta cidade do azul
Onde guardo a cor de pedaços do meu mar
E espero um beijo, um corpo em parte eu
Construindo casas de lua nova.

Espero um sentido refém
Sôo e só
Sou o espelho de outro alguém.

Ribeirão de Salvador


Coisas de escrever verso
Adotam sonhos irreais
E enquanto ardem anjos pegados com a asa na botija
Resplandecem seios novos na boca dos animais.

Espíritos recomeçam a ser grades
Céus tornam-se pedaços de escolhas usadas por ditadores estrangeiros
A liberdade usa apenas um corpete surrado.

E assim nas praias de Juiz de Fora
Adultos comem ostras
Entre dedos e amor
Assustando os que mordem palavras
Versos fazem do mar um ribeirão de Salvador.

sexta-feira, julho 24, 2009

Questões


Se fosse possível sermos som
Se fosse preciso sermos som
Teríamos cores feitas de rosa e riso,
Estrelas giratórias de paraíso vivos e livres?

Se fosse preciso sermos nós
Se fosse possível sermos nós
Seríamos mais que o imaginário preciso de nossas esfinges?

Se as cores do nosso desejo fosse um dom
Se as vozes do medo que carregamos trouxessem o frio
Saberíamos dizer não a outro alguém?
Saberíamos comer o pão que vem de braços livres?

Seremos só nós?
O que somos nós?
Saberemos nós?
Somos reais assim?

Rir de preces mortas


Trezentas preces são jardins , são sins
Cores inauguram luzes de almas
Pessoas morrem, rezam uma voz
Crescem entre espasmos
Crescem espaços.

Segundos além do salto olho pra Deus
E morro um sim
Noto-me fim.

Elefantes costuram cruzes, dons
Budas descalços, ferem asfaltos
Há tanto Deus de cores novas, sons
Pétalas mágicas
Batuques, praças.

Pétalas de fé conduzem deus em mim
Estrelas rouges, freiras de desenho
E sou extremo em mim
Sorrio o alheio em mim
Aprendo a rua que não fui
Aprendo a rir de preces mortas.

Tudo começa.

Velha cruz


Já acordei
Olhei, vi
E escrevi dons entre mil preces
Quase como quem sorri vitrines.

Não olhei
Perdi, fui
Assim depressa em carros
Que corri por pernas vivas.


E já calado pelo ontem
Notei morros de alcaçuz
Sóis que morrem
Pétalas deitadas de rir.

Não fui som
Entre a ação de meus ônibus distantes
Fui pessoas que correm sem medo.

Se dormi e me perdi
Nasci mais cedo entre humildades solenes
E ruas sem murros.

Crianças correm amanhãs de uniforme
Vêem manhãs e acordam
Entre esferas de canções
E luas novas frias.

Já acordado pelos nomes
Sou lentes velhas de algo em mim
Teço fontes
E rasgo o cheiro do jasmin.

Sou homem, sou algo
Que espelha cores e rediscute invernos verdes
Se morri, já nasci
E sou pedaços de amores que costurei dos ventos.

Assim entre espaços de ontens
E futuros onde sou rir
Cato montes
Ruas que me dizem velha cruz.