O que sou era
Pois sou apenas uma presença alheia
Nada original
Sou apenas das canções que misteriosamente pleiteiam teu sorriso.
Sou apenas o que observa a forma desigual que tu falas dos verões
Sou apenas o não presente que enxerga com coração uma casa a passear
Sou teu som de ir e vir pelos bairros, pelo mundo estrelista tão azul que tens sob os pés
Estou para ver, ser, ter, querer...
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sábado, dezembro 29, 2012
domingo, outubro 28, 2012
L'amour
C'est la Femme!
O amor é uma forma de mar
Uma frase quase em sol maior
C'est la vie!
O amor é uma forma de voar
Como quase que acima do sol.
C'est le monde!
O amor é uma forma de ver
Pernambucos na Bahia, em Nós
C'est l'amour!
É quase que redizer das estrelas ruas e anzóis.
A vida eterna sendo lastro da paixão tingida
Pela cor que supera-se em cor
E desenhada nas linhas das mãos, curtida
Em si a ser inteiramente amor
Amor.
C'est le Homme!
O amor é também entender
Espalhar-se no ardor a alguém
C'est le soleil!
O amor é talvez derreter
Diluir-se a ser mais alguém.
C'est la rue!
O amor é traçar-se viver
Caminhar-se como quem se vê
C'est la mer!
O amor é um barco, é nascer
Ser da onda seu vai e vem.
É ver o incerto certo ar de ver-se vida
É viver este ser do amor
Na eternidade fugaz de ser vida
Ser, viver é também ser amor
L'amour.
O amor é uma forma de mar
Uma frase quase em sol maior
C'est la vie!
O amor é uma forma de voar
Como quase que acima do sol.
C'est le monde!
O amor é uma forma de ver
Pernambucos na Bahia, em Nós
C'est l'amour!
É quase que redizer das estrelas ruas e anzóis.
A vida eterna sendo lastro da paixão tingida
Pela cor que supera-se em cor
E desenhada nas linhas das mãos, curtida
Em si a ser inteiramente amor
Amor.
C'est le Homme!
O amor é também entender
Espalhar-se no ardor a alguém
C'est le soleil!
O amor é talvez derreter
Diluir-se a ser mais alguém.
C'est la rue!
O amor é traçar-se viver
Caminhar-se como quem se vê
C'est la mer!
O amor é um barco, é nascer
Ser da onda seu vai e vem.
É ver o incerto certo ar de ver-se vida
É viver este ser do amor
Na eternidade fugaz de ser vida
Ser, viver é também ser amor
L'amour.
sábado, outubro 06, 2012
Pela paz do teu saber
Foi de um gesto
De um som já palavra
Que nasce assim como um ser o nome que ouvi e em mim vem
Como um jeito intenso de paz
Foi de uma forma verbo
De uma coisa que calcula o vento e vem
Como quem me voa na paz
Que se transforma em risos e ais.
Versos são fomes
São saudade
São talvez derreter
Queria estradas, portos, cais
São toda cor, são fogo e flor
São monstros, cobras, são viver
Quase como quem vem
Estrelando o mar
Comendo trens.
Foi de um vento já parábola
Que meu colo se fez
Como quem te gesta feito paz
E vê-te ao longe sendo a brisa que em tempestade se fez
E assim se vira tão bem
Enquanto me faço mar, me faço trens.
Vozes são mundos, são a arte de apenas se ser
Como se de cores, gestos, ais
A forma amor é quase dor, que já vira prazer
Como o poeta livre me fez
Ouvir em seu cantar
Em seu viver.
Foi deste jeito que sou arte só pra poder te dizer
que amo-te no meu livre ver
Criado pela paz do teu saber.
De um som já palavra
Que nasce assim como um ser o nome que ouvi e em mim vem
Como um jeito intenso de paz
Foi de uma forma verbo
De uma coisa que calcula o vento e vem
Como quem me voa na paz
Que se transforma em risos e ais.
Versos são fomes
São saudade
São talvez derreter
Queria estradas, portos, cais
São toda cor, são fogo e flor
São monstros, cobras, são viver
Quase como quem vem
Estrelando o mar
Comendo trens.
Foi de um vento já parábola
Que meu colo se fez
Como quem te gesta feito paz
E vê-te ao longe sendo a brisa que em tempestade se fez
E assim se vira tão bem
Enquanto me faço mar, me faço trens.
Vozes são mundos, são a arte de apenas se ser
Como se de cores, gestos, ais
A forma amor é quase dor, que já vira prazer
Como o poeta livre me fez
Ouvir em seu cantar
Em seu viver.
Foi deste jeito que sou arte só pra poder te dizer
que amo-te no meu livre ver
Criado pela paz do teu saber.
segunda-feira, outubro 01, 2012
O mar que deságua no mar
Meu riso de ver é o sumo do mundo
Minha forma tosca de ver-me é a gota das águas das palavras
Toda palavra é um ler
Palavra é cores
E coisas se fazem ser
No verbo que há em mim
E sou eu como homem o homem que me lês.
Há partes do ser que não se aguentam em mim
Há partes de ler que são poemas.
Meu olho de ser é próprio do mundo
É próprio de rir paz
É o seio, o gosto, o sal, o sumo
Da forma que me jaz
Por entre as cores
E as formas finas do ser
Palavra que há em mim se deleita em fome
Uma fome de ver
As partes do ser que não se aguentam em sins
Tuas formas de ver as letras atentas do mar que deságua no mar.
Minha forma tosca de ver-me é a gota das águas das palavras
Toda palavra é um ler
Palavra é cores
E coisas se fazem ser
No verbo que há em mim
E sou eu como homem o homem que me lês.
Há partes do ser que não se aguentam em mim
Há partes de ler que são poemas.
Meu olho de ser é próprio do mundo
É próprio de rir paz
É o seio, o gosto, o sal, o sumo
Da forma que me jaz
Por entre as cores
E as formas finas do ser
Palavra que há em mim se deleita em fome
Uma fome de ver
As partes do ser que não se aguentam em sins
Tuas formas de ver as letras atentas do mar que deságua no mar.
terça-feira, setembro 18, 2012
Um samba qualquer da Portela
A maior parte da cidade nasceu em mim distante
Límpida, pintada na retina
Ali, a Candelária ao som, ao sol das seis
Manhãs a fio
De uniforme imberbe
De cansaço laboral.
A cidade em mim nasceu em Minas
Nasceu ao frio
Nasceu na lama das encostas do uai vespertino
Nasceu no anseio de um riso aberto
De uma rusga
De um porto.
Foi Rio e Rio veio
Fui Rio e Rio vim assim
Assado na distância
Cozido na vontade
Criado num subúrbio infindo a ser assim
Sertão
Ser tão Rio que caudalosamente girava
E inflamava a gíria
O olho azedo a quem morde
À fala mansa dos punhos de renda
À impureza atávica do excesso de educação.
Recados dei, Rios vi, norteei
No norte do meu senso gritei Madureiras
Sacolejei alvos e Brasis, Avenidas largas, surdas, sujas
Duras e limpidamente cruas
Carioquei
E rindo assim do meu jeito
Meio raiva, meio rude, meio abraço, meio irmão, meio ódio
Inteiro Rio
Caminhei assobiando
Um samba qualquer da Portela.
Límpida, pintada na retina
Ali, a Candelária ao som, ao sol das seis
Manhãs a fio
De uniforme imberbe
De cansaço laboral.
A cidade em mim nasceu em Minas
Nasceu ao frio
Nasceu na lama das encostas do uai vespertino
Nasceu no anseio de um riso aberto
De uma rusga
De um porto.
Foi Rio e Rio veio
Fui Rio e Rio vim assim
Assado na distância
Cozido na vontade
Criado num subúrbio infindo a ser assim
Sertão
Ser tão Rio que caudalosamente girava
E inflamava a gíria
O olho azedo a quem morde
À fala mansa dos punhos de renda
À impureza atávica do excesso de educação.
Recados dei, Rios vi, norteei
No norte do meu senso gritei Madureiras
Sacolejei alvos e Brasis, Avenidas largas, surdas, sujas
Duras e limpidamente cruas
Carioquei
E rindo assim do meu jeito
Meio raiva, meio rude, meio abraço, meio irmão, meio ódio
Inteiro Rio
Caminhei assobiando
Um samba qualquer da Portela.
domingo, setembro 16, 2012
Marginalidade
Meu sonho grita na marginalidade
Meu sonho é crente que tem a razão
(Às vezes não)
Meu sonho bebe o cerne da arte
E a cerveja que chega a pedir permissão
Meu sonho muda o rumo da urbe
Nessa coisa vontade que desce gelada
Meu sonho morre no tom da saudade
E na pele que arde se rói de firmeza caiada.
Às vezes a forma da gente é um sonho que vence
Nessas pelejas que a vida na lida faz parecer jeito
E forma de ser toda briga que beira o luto
E no fundo é verdade naquilo que faz da gente brasileiro
E traz na voz embargada o som de ser assim botequim
Malucada
Samba cruelmente construto do riso, da gaita
Que ri da velha e suada rua, do beco
Das rusgas, das rubras velhas brincadeiras
Na porrada
Na besteira
Somos todos esse jardim
Onde o sonho grita as marginalidades.
Meu sonho é crente que tem a razão
(Às vezes não)
Meu sonho bebe o cerne da arte
E a cerveja que chega a pedir permissão
Meu sonho muda o rumo da urbe
Nessa coisa vontade que desce gelada
Meu sonho morre no tom da saudade
E na pele que arde se rói de firmeza caiada.
Às vezes a forma da gente é um sonho que vence
Nessas pelejas que a vida na lida faz parecer jeito
E forma de ser toda briga que beira o luto
E no fundo é verdade naquilo que faz da gente brasileiro
E traz na voz embargada o som de ser assim botequim
Malucada
Samba cruelmente construto do riso, da gaita
Que ri da velha e suada rua, do beco
Das rusgas, das rubras velhas brincadeiras
Na porrada
Na besteira
Somos todos esse jardim
Onde o sonho grita as marginalidades.
O andar
Na lida a gente monta o mundo
Faz-se reluzir
Na raiva que o mundo passa somos tantos, somos lugar
As coisas que se fazem rir
São formas de se fazer mar
O tempo é uma ilusão, é jeito de se lembrar.
Há vida onde perdi
Há morte no conquistar
Das coisas que me vivi
Os abraços, as asas, são feitos do olhar
Há marcas feitas de dia
Há marcas que são luar
Os dedos que viram mãos
Os passos marcados do enfrentar.
Há asas no todo do dia
E o calendário é o voar
A farta vontade do tempo é a vez do rir
E a vez do ir
É o mar.
Há riso no que se é sozinho
Há no todo o gargalhar
E a arte é a razão precisa
De ver, de no todo gostar.
Se tu reparar, o eu é um reparar sem eus
O passo é a razão precisa do existir do andar.
Faz-se reluzir
Na raiva que o mundo passa somos tantos, somos lugar
As coisas que se fazem rir
São formas de se fazer mar
O tempo é uma ilusão, é jeito de se lembrar.
Há vida onde perdi
Há morte no conquistar
Das coisas que me vivi
Os abraços, as asas, são feitos do olhar
Há marcas feitas de dia
Há marcas que são luar
Os dedos que viram mãos
Os passos marcados do enfrentar.
Há asas no todo do dia
E o calendário é o voar
A farta vontade do tempo é a vez do rir
E a vez do ir
É o mar.
Há riso no que se é sozinho
Há no todo o gargalhar
E a arte é a razão precisa
De ver, de no todo gostar.
Se tu reparar, o eu é um reparar sem eus
O passo é a razão precisa do existir do andar.
terça-feira, agosto 21, 2012
Caravelas no além-mar
Uma rua, a matriz das luas únicas
Uma rosa, uma fé, uma ternura
Feita lago e lua
Feito túnica de uma breve vontade de ser sol
Nesta vida que se é revolução seja em armas, em vícios ou em ímpetos
Faz-te tu um desejo, um ar, um símbolo
Uma forma de amor tão libertário que meus olhos de doce poeta ácido
Tornam-se jardim de afeição.
Uma luz,uma lógica, uma pressa
E o amor fez-se simples e exato
Um destino, um segredo, um passo, um marco
Uma forma sagrada de amor
Feita do sangue de um Deus Condor que sobrevoa a tudo tão andino
Combatendo operações homônimas do opressor
Já sem medo de Deus ou do Diabo
Do Dragão que a maldade premiou
Uma luz que se forma operária
Um amor que se liberta em amor.
E escrevo como quem constrói um ninho
E reza luas que se formam novos sóis
Faço um Deus das palavras e esquinas
E faço linhas do amor que esconde o sol.
E dos nossos passados toda a prece se transforma num riso atrevido
Nosso peito é qual um som sorriso
Feito de caravelas no além-mar.
Uma rosa, uma fé, uma ternura
Feita lago e lua
Feito túnica de uma breve vontade de ser sol
Nesta vida que se é revolução seja em armas, em vícios ou em ímpetos
Faz-te tu um desejo, um ar, um símbolo
Uma forma de amor tão libertário que meus olhos de doce poeta ácido
Tornam-se jardim de afeição.
Uma luz,uma lógica, uma pressa
E o amor fez-se simples e exato
Um destino, um segredo, um passo, um marco
Uma forma sagrada de amor
Feita do sangue de um Deus Condor que sobrevoa a tudo tão andino
Combatendo operações homônimas do opressor
Já sem medo de Deus ou do Diabo
Uma luz que se forma operária
Um amor que se liberta em amor.
E escrevo como quem constrói um ninho
E reza luas que se formam novos sóis
Faço um Deus das palavras e esquinas
E faço linhas do amor que esconde o sol.
E dos nossos passados toda a prece se transforma num riso atrevido
Nosso peito é qual um som sorriso
Feito de caravelas no além-mar.
A chave, o trono, a fé
Nas mil luas e céus, há horizontes
Nos mil rios e marcas, há mais vida
Nestas léguas de asas e esquinas
Há palavras, há versos, hierofantes
E no mel do meu ácido instante só meus olhos esperam teu sorriso.
E na nua certeza que me visto, há a incerta vontade que sustenta
Tanto a flor quanto o fogo que acena
Pra curtida insensatez do assalto
Ao extremo velho reino do desabrigo
Que minha esperança destruiu e fê-lo pó
E nele fez uma rua com margaridas e nesta trilha amou a luz do sol.
Há no ar a certeza e a coragem
Há no pé a vontade, o sal, o fel
Há no mar o impeto dos mil gigantes
Há no ser a calma de matar véus
E nos passos que espalham-se instantes
Há no amar a criação do céu
Se vou ver nos teus olhos cintilantes foices e martelos, utopias e mel
Me deixe olhar como quem te faz migrante
E em meu peito dá-te a chave, o trono, a fé.
Nos mil rios e marcas, há mais vida
Nestas léguas de asas e esquinas
Há palavras, há versos, hierofantes
E no mel do meu ácido instante só meus olhos esperam teu sorriso.
E na nua certeza que me visto, há a incerta vontade que sustenta
Tanto a flor quanto o fogo que acena
Pra curtida insensatez do assalto
Ao extremo velho reino do desabrigo
Que minha esperança destruiu e fê-lo pó
E nele fez uma rua com margaridas e nesta trilha amou a luz do sol.
Há no ar a certeza e a coragem
Há no pé a vontade, o sal, o fel
Há no mar o impeto dos mil gigantes
Há no ser a calma de matar véus
E nos passos que espalham-se instantes
Há no amar a criação do céu
Se vou ver nos teus olhos cintilantes foices e martelos, utopias e mel
Me deixe olhar como quem te faz migrante
E em meu peito dá-te a chave, o trono, a fé.
domingo, agosto 12, 2012
Das coisas já escritas
As palavras me fundam
O som do que ou vi
Faz-se novo ouvir e serve para as velas ao mar serem lis.
As palavras me findam
O som do que vi
Tece-se ouvir e constrói mais velas
Iluminam-me em ti.
O som das flores, os delírios do mar
Casas que ardem como flores, como benignos oceanos
Como um sol a louvar
As aspas infindas que desenham-se ar
As espaçonaves todas feitas de desígnios e novos planos
Que se fazem já
As tantas linhas já escritas
Que se trazem já
Que te fazem ar
Em linhas já escritas.
As palavras me infindam no som que se diz
Tudo o que se diz faz-se vero e à vera transforma-se em ir
As palavras me pintam da cor que escolhi
Cores que escolhi serem vida eterna e em som colori.
Os lábios doces, os desenhos do ar
As nuvens, as linhas que se formam anos
O rosto ao mar
Sendo areia, onda e esplendor solar
Montanhas de homens, luzes, sorrisos que nos tornam mar
E nestas linhas faço-as minhas
No verbo do que há
Neste eterno já das coisas já escritas.
O som do que ou vi
Faz-se novo ouvir e serve para as velas ao mar serem lis.
As palavras me findam
O som do que vi
Tece-se ouvir e constrói mais velas
Iluminam-me em ti.
O som das flores, os delírios do mar
Casas que ardem como flores, como benignos oceanos
Como um sol a louvar
As aspas infindas que desenham-se ar
As espaçonaves todas feitas de desígnios e novos planos
Que se fazem já
As tantas linhas já escritas
Que se trazem já
Que te fazem ar
Em linhas já escritas.
As palavras me infindam no som que se diz
Tudo o que se diz faz-se vero e à vera transforma-se em ir
As palavras me pintam da cor que escolhi
Cores que escolhi serem vida eterna e em som colori.
Os lábios doces, os desenhos do ar
As nuvens, as linhas que se formam anos
O rosto ao mar
Sendo areia, onda e esplendor solar
Montanhas de homens, luzes, sorrisos que nos tornam mar
E nestas linhas faço-as minhas
No verbo do que há
Neste eterno já das coisas já escritas.
O bom do hoje
As coisas da vida passeiam sem saber
As doses de doce permeiam duros rochedos alvos
As aspas que qualificam sonhos fazem crer
Que as poesias só retiram o bom do ácido.
O som das vontades respira um tom de azul
As formas de mar que se parecem inteiras
Só deduzem de ti o que são e o que vi
Espero as cores do amor
Trazerem-me o doce do rude andar
As formas amplas do saber cantar
E ver nas estrelas funestas, as doses do ontem que formam o hoje.
As coisas que me ocorrem são como velho amigo a ver
Essas coisas que cintilam nos olhos dos enamorados
Tudo em volta do futuro se parece com endereços
Os passos dados tornam-se futuros no sol pintados.
O som das verdades caminha em prol do mundo azul
As formas de amar se restauram das geleiras
Dos verões que em mim pintam nuvens no anil
E vertem passados, sóis, amor
Estrelas doces, músicas de bar
Estradas rubras, jeitos de voar
Gotas de almas que se esperam
Como se fosse ontem o bom do hoje.
terça-feira, agosto 07, 2012
Novos dias
Amor em mim é trilha, espaço, mundo, coisa boa
Flor de jardim, Rio que espelha a nudez das folhas
Qual como quem faz carinho e se esmera em ser já canção
E na fé das tantas trilhas se reinventa mesma imensidão
Qual como quem já tinha todo o segredo das minhas mandingas
E na fé das novas vinhas rompe-se mágica, estrela, velha linha.
Na arte das mil ondas as cruzes se calam
Nascem novos dias
Na arte das milongas as luzes se fartam em meus novos dias.
Flor de jardim, Rio que espelha a nudez das folhas
Qual como quem faz carinho e se esmera em ser já canção
E na fé das tantas trilhas se reinventa mesma imensidão
Qual como quem já tinha todo o segredo das minhas mandingas
E na fé das novas vinhas rompe-se mágica, estrela, velha linha.
Na arte das mil ondas as cruzes se calam
Nascem novos dias
Na arte das milongas as luzes se fartam em meus novos dias.
quarta-feira, agosto 01, 2012
Da arte
É da arte o destino, o signo, a parte do verbo cantar
Onde as mil coisas que são já passado se tornam milagres
Mistérios
Razões
É da arte o vento que nasce do peito
O lacrimejar
Este mar
O respeito que ergue-se pleno na face da gente
Quando amparado pelos pés no chão.
É da arte a palavra que se torna colibri
É da arte o sangue, o simples, o leque das coisas, das línguas
Das montanhas distantes
Das árvores mortas da imensidão
Que se fazem alegria escrita entre o rir
E o ser que das pessoas faz futuro
E amor é o fruto que a arte prega na parte coração.
Da minha arte vejo a voz como que pequena
Amparada nas palavras que a História traz nos prantos.
Onde as mil coisas que são já passado se tornam milagres
Mistérios
Razões
É da arte o vento que nasce do peito
O lacrimejar
Este mar
O respeito que ergue-se pleno na face da gente
Quando amparado pelos pés no chão.
É da arte a palavra que se torna colibri
É da arte o sangue, o simples, o leque das coisas, das línguas
Das montanhas distantes
Das árvores mortas da imensidão
Que se fazem alegria escrita entre o rir
E o ser que das pessoas faz futuro
E amor é o fruto que a arte prega na parte coração.
Da minha arte vejo a voz como que pequena
Amparada nas palavras que a História traz nos prantos.
Com o mais firme pé
Arte é cruz e é arco
É casco amolado no chão
Não sei se é razão ou se é cuidado
Este passado reescrito pelo coração
Que pinta luzes e prantos, como pombas desenhadas à mão
Como se o minuto, o canto e o mundo
Fosse desmundo, amor, pura paixão.
Arte talvez seja isso
Esse delírio imerso na cor
Talvez seja amor
E amor qual vício que nos exige um sabor, um querer
Talvez seja vida e a ânsia
De ver o sumo do vento nascer
Como quem rompe muralhas
Como quem acorda pra sorrir, crescer.
Não tenho nos olhos rastros
Minha arte é coisa que deita-se ao chão
Como quem brinca de mundo
Recuperando do urro a cor
E se percebe matilha
Feito de ruas, de praias, de ver montanhas serem tão cinzas
Que quase verde se tornam viver.
E esta arte que faço
Como quem curte um couro de dor
E sorri, moleque avoado nas manhãs,
Um belo muito obrigado
O gosto fútil da alma pagã
E as frutas tão nuas
Desenhadas no colo da mesma mulher
Pelo sorriso e rugas
Cosntruídos com o mais firme pé.
É casco amolado no chão
Não sei se é razão ou se é cuidado
Este passado reescrito pelo coração
Que pinta luzes e prantos, como pombas desenhadas à mão
Como se o minuto, o canto e o mundo
Fosse desmundo, amor, pura paixão.
Arte talvez seja isso
Esse delírio imerso na cor
Talvez seja amor
E amor qual vício que nos exige um sabor, um querer
Talvez seja vida e a ânsia
De ver o sumo do vento nascer
Como quem rompe muralhas
Como quem acorda pra sorrir, crescer.
Não tenho nos olhos rastros
Minha arte é coisa que deita-se ao chão
Como quem brinca de mundo
Recuperando do urro a cor
E se percebe matilha
Feito de ruas, de praias, de ver montanhas serem tão cinzas
Que quase verde se tornam viver.
E esta arte que faço
Como quem curte um couro de dor
E sorri, moleque avoado nas manhãs,
Um belo muito obrigado
O gosto fútil da alma pagã
E as frutas tão nuas
Desenhadas no colo da mesma mulher
Pelo sorriso e rugas
Cosntruídos com o mais firme pé.
quarta-feira, julho 25, 2012
Como quem faz-se vivo
O tempo, o sol, as nuvens
As casas cheias, o dom do riso
Este abraço, estas pelejas
Há tanto mar e os sóis que te atacam são meu olhar.
Estrelas costuram mundos
Estrelas cheias de um sorriso
De um afago
De mil outras estrelas
O mar desfaz-me em água
Me faço mar.
Tanto há entre os riscos
Há tanta dor, tanta entranha
Há tanto bem que tudo me parece riso
Riscos são passos, são casas, riscos são nuvens e trigo
Meu sonho vem e entre teus lábios e abrigo
Sorri como quem faz-se vivo.
As casas cheias, o dom do riso
Este abraço, estas pelejas
Há tanto mar e os sóis que te atacam são meu olhar.
Estrelas costuram mundos
Estrelas cheias de um sorriso
De um afago
De mil outras estrelas
O mar desfaz-me em água
Me faço mar.
Tanto há entre os riscos
Há tanta dor, tanta entranha
Há tanto bem que tudo me parece riso
Riscos são passos, são casas, riscos são nuvens e trigo
Meu sonho vem e entre teus lábios e abrigo
Sorri como quem faz-se vivo.
terça-feira, julho 24, 2012
Deste inverso cordão
Deuses desviam-me os passos
Encontro afagos por entre as sarjetas
Casas com mil ombros largos
Janelas sem portas
Mesas sem saletas
E tudo o quanto eu disse
Perde-se entre o barro do chão
Quebrado em mil estilhaços
Exposto em febre aos ladrões
Que hoje carrego comigo
Como quem cobre a cabeça e os descobre amigos
Parceiros contra as cercas
E entre os versos o vão é meu gesto.
Há rir, há olhos, espelhos
Dispostos passados expostos na mesa
Há ir, há matos, há morros
Há tanto espaços calados entre cercas
E tudo o quanto eu disse
Desenha-se nova canção
Corre entre meus dedos parcos
Espelhos, vértices, pães
Com o que alimento mendigos
Com o que desenho cabeças
E expondo-me ao perigo
Desejo que me ergas entre versos e o chão
Entre invernos.
Há mil desejos e plantas
Espantos e feras, escadas e estrelas
Há rusgas, lastros, compassos
Vidraças quebradas
Mulatas, muletas
E tudo quanto eu disse
Não é apenas canção
Há meus espasmos, meus passos
Minha vontade entre ladrões
Que hoje trago comigo
Como quem burla das cercas
As expansões e os perigos
E em vão dão-se qual presas
Deste imenso cordão
Deste inverso cordão.
Encontro afagos por entre as sarjetas
Casas com mil ombros largos
Janelas sem portas
Mesas sem saletas
E tudo o quanto eu disse
Perde-se entre o barro do chão
Quebrado em mil estilhaços
Exposto em febre aos ladrões
Que hoje carrego comigo
Como quem cobre a cabeça e os descobre amigos
Parceiros contra as cercas
E entre os versos o vão é meu gesto.
Há rir, há olhos, espelhos
Dispostos passados expostos na mesa
Há ir, há matos, há morros
Há tanto espaços calados entre cercas
E tudo o quanto eu disse
Desenha-se nova canção
Corre entre meus dedos parcos
Espelhos, vértices, pães
Com o que alimento mendigos
Com o que desenho cabeças
E expondo-me ao perigo
Desejo que me ergas entre versos e o chão
Entre invernos.
Há mil desejos e plantas
Espantos e feras, escadas e estrelas
Há rusgas, lastros, compassos
Vidraças quebradas
Mulatas, muletas
E tudo quanto eu disse
Não é apenas canção
Há meus espasmos, meus passos
Minha vontade entre ladrões
Que hoje trago comigo
Como quem burla das cercas
As expansões e os perigos
E em vão dão-se qual presas
Deste imenso cordão
Deste inverso cordão.
quinta-feira, julho 05, 2012
Apenas um menino
Eu Rio e só sei das nuvens certezas loucas
Das cores detalhes, filmes
Das gentes muitas pessoas.
Eu Rio e nem sei se há tantos bons mil mundos
Se vencem todos os príncipes as batalhas das coisas boas.
Não optei o óbvio
Não aprendi ser fino
Não sei da lei ou rei o melhor dos motivos
Nasci assim no chão de meus próprios desatinos
E assim sou menino
Apenas um menino.
Das cores detalhes, filmes
Das gentes muitas pessoas.
Eu Rio e nem sei se há tantos bons mil mundos
Se vencem todos os príncipes as batalhas das coisas boas.
Não optei o óbvio
Não aprendi ser fino
Não sei da lei ou rei o melhor dos motivos
Nasci assim no chão de meus próprios desatinos
E assim sou menino
Apenas um menino.
As Feministas
Era somente uma poesia
Sendo também somente Ela
Mudava coisas, ia à frente
E eu aqui olhando a vela da nau do mundo em mil lugares
Para além do meu país
Ela a amada, o amargo, a trave
Ia longe demais
Tão longe de mim.
Já era tão outras
Já muita gente
E eu não mais o mesmo cara
Mudava as coisas naturalmente
Voava ali e lá
Às asas que nem fui eu quem me dei
Alado amante dos movimentos febris
Do queimar já delas, sempre galantes
Corpos que faziam a alma tão feliz.
Passeando firme, cartaz à frente
O fatal agora em mim
É que naturalmente
Feministas sejam um mundo em mim.
PS: Poema inteiramente inspirado na canção "As Atrizes" de Chico Buarque .
Sendo também somente Ela
Mudava coisas, ia à frente
E eu aqui olhando a vela da nau do mundo em mil lugares
Para além do meu país
Ela a amada, o amargo, a trave
Ia longe demais
Tão longe de mim.
Já era tão outras
Já muita gente
E eu não mais o mesmo cara
Mudava as coisas naturalmente
Voava ali e lá
Às asas que nem fui eu quem me dei
Alado amante dos movimentos febris
Do queimar já delas, sempre galantes
Corpos que faziam a alma tão feliz.
Passeando firme, cartaz à frente
O fatal agora em mim
É que naturalmente
Feministas sejam um mundo em mim.
PS: Poema inteiramente inspirado na canção "As Atrizes" de Chico Buarque .
sexta-feira, junho 29, 2012
Amor
Flores são pessoas, pessoas são horas
Sonhos são trabalho, brincadeira, ação
Amores são corpos
São danças e vida
Vidas são artífices da criação
Criar é voar, voar é ser floresta
Ser é ser animal, animar a pele
Ser suor e rosto, ser pequeno, atroz
Ser o bom e o maligno
Ser assim: Nós.
Ver é misturar-se pelo mundo
Resplandecendo mundos e corações
Saber respirar no centro do país
De países, mundos, estradas e vulcões.
Anos são distâncias
Distâncias são semente
São nascer e ver as fomes, homem e mulher
São o ver o tudo, o nosso, o crescer da voz
Passeatando o ser pelos cantos, pela foz destes rios todos
Tantos que se chamam povo
Desses mares todos, tantos, que são só pessoas
Desses jeitos e lugares que se chamam tempo
E que chamo só de ser e assino amor.
Sonhos são trabalho, brincadeira, ação
Amores são corpos
São danças e vida
Vidas são artífices da criação
Criar é voar, voar é ser floresta
Ser é ser animal, animar a pele
Ser suor e rosto, ser pequeno, atroz
Ser o bom e o maligno
Ser assim: Nós.
Ver é misturar-se pelo mundo
Resplandecendo mundos e corações
Saber respirar no centro do país
De países, mundos, estradas e vulcões.
Anos são distâncias
Distâncias são semente
São nascer e ver as fomes, homem e mulher
São o ver o tudo, o nosso, o crescer da voz
Passeatando o ser pelos cantos, pela foz destes rios todos
Tantos que se chamam povo
Desses mares todos, tantos, que são só pessoas
Desses jeitos e lugares que se chamam tempo
E que chamo só de ser e assino amor.
Com meus passos.
É a parte sob a luz do sol que me lembra das noites
Lembra espaços
É a luz das vozes e da alegria, do ritmo do trabalho
Que fazem ávidos de saber dos ventos o gosto dos mundos
Tantos mundos
que fazem estrelas serem madrugada
E o sorriso ser primavera.
É a força de saber-se só e ser só coração
Saber ser dor
É a gana de saber-se firme enfrentando guerras
É o corpo aprendendo o jeito dos caminhos, das canções
É a alma que vive e sente-se gente,fogo, vento e terra.
É o ato de saber-se ato em vida, em alegria
Pois ser é festa
É andar como quem teme e treme o aprender da lida, da alegria
É o passo decidido no rumo dos espaços indignados pelo mundo
É assim o amor que me permite assinar os trabalhos com meus passos.
Lembra espaços
É a luz das vozes e da alegria, do ritmo do trabalho
Que fazem ávidos de saber dos ventos o gosto dos mundos
Tantos mundos
que fazem estrelas serem madrugada
E o sorriso ser primavera.
É a força de saber-se só e ser só coração
Saber ser dor
É a gana de saber-se firme enfrentando guerras
É o corpo aprendendo o jeito dos caminhos, das canções
É a alma que vive e sente-se gente,fogo, vento e terra.
É o ato de saber-se ato em vida, em alegria
Pois ser é festa
É andar como quem teme e treme o aprender da lida, da alegria
É o passo decidido no rumo dos espaços indignados pelo mundo
É assim o amor que me permite assinar os trabalhos com meus passos.
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