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sábado, abril 14, 2012

Entre as aspas dos dedos da mão

Arte: Ardor dos Deuses
Causas, planos, plâncton
Palavras em série
Ar e mar cinzentos
Filmes de manteiga
Filmes de muralha
Arte: Paz dos tempos
Fome dos infernos
Arte é a dor da invenção
É paixão de ser invenção.



Paginas são tinta
Tintas são palavras
Palavras são versos
Versos são inventos
Cores são penugem
Cores são muralhas
Cores são infernos
Cores são tormentos
Arte:  Ardor da invenção
Cadafalso da própria paixão.




Cobre furta ouro
Ouro monta em prata
Prata é cor de negros
Índio é cor dos tempos
Ventos são delírio
Sangue, esmeralda
Américas e ventos
Navegar nos tempos
Cores que deliram canção
Entre as aspas dos dedos da mão.


quinta-feira, abril 12, 2012

Música

Eu sou canção
Me ouvi, ouço o fundo da musica
O espelho da musica é a música
Ouço a alma da  musica
Batuco
Canto e canto
Recanto
Explodo a musica
Sou garra, ouço a  garra da garra da música.

Espero a musica me perder, quando não me ouço na musica é porque sou outro
Uns cinema
Outros canção
Filmo trilhas sonoras nos ouvidos
Me entendo assim
Me encanto em canto.



sábado, março 17, 2012

Fez-se assim o nosso amor

Sussurro teu
É a gente sem palavras
É como um eu, um a gente, quase um mar
Como se Deus fosse um ente sem historia
Como um brilho de memórias
Uma forma de cantar.

Sussurro meu e um Dante fez estrelas
A gente leu todo jeito de falar
Quase calor, quase canto, quase hino
Quase tanto desalinho que um samba foi bailar.

Sussurro e fez-se do mundo uma quermesse
Com arroz doce e prece
Como se fosse louvor
E quase teu desenhei casa e cama
E costurei esperança
Fez-se assim o nosso amor.