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terça-feira, maio 15, 2012

Azul e verde

O som do azul é quase verde
A voz , o mel, o céu e o mar
Traduzem-se como que pele
A voz do sonho é quase olhar.

O som do sul é quase verde
O mel do céu é o olho ao mar
Homens ao mar da própria pele
Invento, sorte e richas.

O som do sul é azul e  verde.


sábado, abril 14, 2012

Entre as aspas dos dedos da mão

Arte: Ardor dos Deuses
Causas, planos, plâncton
Palavras em série
Ar e mar cinzentos
Filmes de manteiga
Filmes de muralha
Arte: Paz dos tempos
Fome dos infernos
Arte é a dor da invenção
É paixão de ser invenção.



Paginas são tinta
Tintas são palavras
Palavras são versos
Versos são inventos
Cores são penugem
Cores são muralhas
Cores são infernos
Cores são tormentos
Arte:  Ardor da invenção
Cadafalso da própria paixão.




Cobre furta ouro
Ouro monta em prata
Prata é cor de negros
Índio é cor dos tempos
Ventos são delírio
Sangue, esmeralda
Américas e ventos
Navegar nos tempos
Cores que deliram canção
Entre as aspas dos dedos da mão.


segunda-feira, março 05, 2012

Villa

E era assim,era findo
E foi invento e mar
Estrela, resto de vinho
Escombro, roça, luar
Espalhando coisas, linhas
Rumos de ser e de dar
Escadas, luzes, favelas, peças, incertas formas de amar.

E foi, e foi, foi rugindo
E veio em erro e mal
E voltou luz alva, sonho
Rugido de carnaval
E caos se foi, veio lindo
E morto foi, vivo está
E assim quase qual era
Quase uma Hera
Quase um lugar
Estranho gesto simples de voar
Voar
Voar.

PS: pequena homenagem a Villa lobos a partir de exercício inspirado da melodia do Trenzinho Caipíra e na poesia de Ferreira Gullar.