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sexta-feira, junho 22, 2012

O risco da vida jogada

Há o alto risco da vida jogada
O lance esperto de ter pés no chão
É irmão! A coisa certa é o fim da picada
A Certeza é a beleza na palma da mão.

A dura lição para a juventude
É que a bela batalha é a guerra truncada
E o bom negócio de toda cidade
É a estranha saudade do sol quando a lua acaba.

É a véra a arte de ser assim meio gente
Pelas ruas e vidas da vida
Pelo mundo inteiro
Sabendo a arte do jogo e o jogo é duro
E nas nossas malasartes fazendo costuras de sermos inteiros
Catando o gogó pro pagode
A arte rueira das ratas da rua
Fazendo certezas e sonhos serem piada
Catando o som do trabalho no dedo, na meta, no canto, na lua
E fazendo besteira
Porque tudo é besteira
E vamo embora sendo assim.


Somos o risco da vida jogada.

sexta-feira, setembro 16, 2011

Afirmando nãos

Desgrace-me, cale-me
Desfeite
Intenso delírio faça-te entender
Esqueça-me mágoa
Dá-me o aceite
Rasgue-se, trate-me o ver.

Feche a porta, desligue o me deixe
Esqueça-me despeito, desejo, o que for
Me queima na água ou no azeite
Faça-me o favor!

Dá-me linha
Deixe-me ir desvoar
Quero-me simples calar
Surdamente mudo
Dá-me a trilha de descolar-me do ser
De desvoar a canção
Deixe-me afirmando nãos.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Aqueles novos ontens e velhos hoje.

Um sol que esbarra no espaço algum do ser
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.

Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.

É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.

Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.

terça-feira, junho 28, 2011

Sem medo de dizer que sim

De dormir o sonho fez-se canto de uma vida
Um riso, um rasgo, um grito de torcida
Um universo feito só de coração.

Um só ir
Caminhos construídos por destinos
Por urros ganhos no grito, no ritmo
De bandeiras de um vermelho surreal.

A fazer
Há mundos,outros mundos tão possíveis
Há atos e memórias invisíveis
Arcos-íris feitos por braços e sins.

Há tanto vento a ser voar
Há tantas vozes a dizer "sem fim"
Há jeitos imensos de querer ser mar
Sem medo de dizer que sim.