Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

sábado, abril 14, 2012

Entre as aspas dos dedos da mão

Arte: Ardor dos Deuses
Causas, planos, plâncton
Palavras em série
Ar e mar cinzentos
Filmes de manteiga
Filmes de muralha
Arte: Paz dos tempos
Fome dos infernos
Arte é a dor da invenção
É paixão de ser invenção.



Paginas são tinta
Tintas são palavras
Palavras são versos
Versos são inventos
Cores são penugem
Cores são muralhas
Cores são infernos
Cores são tormentos
Arte:  Ardor da invenção
Cadafalso da própria paixão.




Cobre furta ouro
Ouro monta em prata
Prata é cor de negros
Índio é cor dos tempos
Ventos são delírio
Sangue, esmeralda
Américas e ventos
Navegar nos tempos
Cores que deliram canção
Entre as aspas dos dedos da mão.


sábado, março 17, 2012

Mais que um defeito teatral

Lançar-se ao mar como se o rir fosse oprimido
Como sussurrante deitar-se em berço esplêndido
Espalhar-se inteiro qual abismo, qual derrota e íntimo costurar de si um plano perfeito e úmido
Dedilhar-se em ritmos e contra ritmos de cores firmes
Estourar os cumes e os sons tornados medo, profundo medo
Pelas matilhas de inteligentes e Saquaremas.

Deleitar-se ao mar do antes lido
Pelo ver e cheirar o perceptível
Como Kinos dublando-se incerto
E assim em um amar semi-arrogante entre ócios quase íntimos
Criar transtornos de palavras com as quais outros fazem cenas
Para tornar-se mais que um defeito teatral.


terça-feira, março 13, 2012

Luz, Ação, Pequena

Olho as horas, invento demoras, a ver teu sorriso canção
Espalho o desejo na mão
E deslizo o desejo à câmera.

Vire-se agora, finja a demora
Respire e me encante a ir
Entrelaçada nos meus mil dramas.

Roteirizo a cena
Plano aberto, cinema
Espalho o sal do riso que me viu
E deslindou meu normal.

Vejo somente a marca das lentes criando um fim
O deserto, o decote, o lírio
Em um "Era uma vez", a construção da chama
Move-se e para, ali desenhada
Em um Bonde de desejos que encenam a si
Qual Western onde meu peito é drama.

Luz, ação, pequena
Flor de meu cinema
Nada mais
É meu "the end" que vem
Pra no real ser meu bem, minha paz.



terça-feira, maio 31, 2011

Na Sala Escura

Luz, contra luz, cenários, ervas, ansiedade, ação!
Cinema cruz ou mil janelas que me fazem paixão?
E todo amor que houver, planetas, parecem só vazão a uma forma de irrazão
Que surrealiza poetas.


Voadoras, amores, velas, mares, cruzes, quintais
Grandes Gandhis ou um minueto
Castratis, Zumbis, Gerais
Fazem novo luar nos olhos de meninos pretos.

Toca na rua velha trombeta, chama revolução
Velha na sala escura, planeta planeja reinvenção?
As ruas são urros analfabetos feitas de gritos e canções
Quase cena de ação
Quase um Ken Loach possesso.

Tão velha quão a primavera, reza lenda de condão
E na janela a velha fera nasce menino em vão
E qual poeta que inverna
Rasga num riso a sutil emoção
De filmar-se  ao lado da bela.

"Abre teu coração ou eu arrombo a janela".