Meu sonho grita na marginalidade
Meu sonho é crente que tem a razão
(Às vezes não)
Meu sonho bebe o cerne da arte
E a cerveja que chega a pedir permissão
Meu sonho muda o rumo da urbe
Nessa coisa vontade que desce gelada
Meu sonho morre no tom da saudade
E na pele que arde se rói de firmeza caiada.
Às vezes a forma da gente é um sonho que vence
Nessas pelejas que a vida na lida faz parecer jeito
E forma de ser toda briga que beira o luto
E no fundo é verdade naquilo que faz da gente brasileiro
E traz na voz embargada o som de ser assim botequim
Malucada
Samba cruelmente construto do riso, da gaita
Que ri da velha e suada rua, do beco
Das rusgas, das rubras velhas brincadeiras
Na porrada
Na besteira
Somos todos esse jardim
Onde o sonho grita as marginalidades.
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domingo, setembro 16, 2012
segunda-feira, junho 25, 2012
Uma forma de invenção
O sonho é uma forma de vaidade
Redesenhada nas manhãs
Escrita pela fria vã saudade, cidade, que diz bom dia
E vive um afã de ser da madrugada a semana
Calada, retorcida, feita mar
Que em ondas nos transforma, nos transtorna, nos clama
Para um remexer desse lugar
Já feito de monstruosas mil besteiras
Já repintado em quadros de emoção
O sonho é uma forma de fogueira
Incendiemos toda imensidão.
O sonho é uma forma de saudade
Que faz gelo da Antártida derreter
A luz, a alma fria, as cidades, as tardes
São desenhos de mundo acontecer
Há o urro dos medos e das coragens
Deitados nos delírios e nos afãs
De todos que desdenham das vontades
O sonho é uma forma de invenção.
sábado, maio 05, 2012
E fim
Me sonho assim: Vestido e velho relendo o que escrevi pra um pasquim
Me sonho qual colibri
E deito pela vida
Rolo a vida com toadas e sóis
Me sonho todos a nós
Relendo o escrito de uma vida
Respirando direito
Meio avô e meio amor-perfeito
Escrito em ciclos, em mim.
Me sonho,enfim, brincando de velho
Comendo desertos e colibris
Me sonho muitos em mim
Me sonho muitos e fim.
Me sonho qual colibri
E deito pela vida
Rolo a vida com toadas e sóis
Me sonho todos a nós
Relendo o escrito de uma vida
Respirando direito
Meio avô e meio amor-perfeito
Escrito em ciclos, em mim.
Me sonho,enfim, brincando de velho
Comendo desertos e colibris
Me sonho muitos em mim
Me sonho muitos e fim.
sexta-feira, abril 06, 2012
Um Logun, Um sonho
Me gusta a lua e a distância que terra dá a barca
Sou um sonho, um sopro de cânfora
Em sinos, em farpas, em flechas dedico-me alma
Pelas coisas, pelas danças.
O som das surpresas é atroz
A dança da calma é lua, é negra
A voz da oferta é talvez nem dizer
Em mim a festa da besta é ressaber
E sou enfim um abandonado ardor
Um solitário e fértil reconstrurir
Um sabor
Um rio, um Rio que fez-me ator
Um som, um são sentido, um não.
Meu corpo me fez o norte da minha própria sorte
Minha alma dança e bamboleia
Me sangro nos dias, nas nuvens, nas músicas, nas aleias e perguntas farpadas
Sou forte
Em vão destino o tempo pra meus espaços
Despisto com sobras em letras e hóstias
Costumo até me matar
Se morro renasço na Terça pra descansar
E vou assim entre rumos, espadas e amor
E vou-me em mim descobrindo destino cantor
E canto em mim um segredo
Um Logun, Um sonho.
Sou um sonho, um sopro de cânfora
Em sinos, em farpas, em flechas dedico-me alma
Pelas coisas, pelas danças.
O som das surpresas é atroz
A dança da calma é lua, é negra
A voz da oferta é talvez nem dizer
Em mim a festa da besta é ressaber
E sou enfim um abandonado ardor
Um solitário e fértil reconstrurir
Um sabor
Um rio, um Rio que fez-me ator
Um som, um são sentido, um não.
Meu corpo me fez o norte da minha própria sorte
Minha alma dança e bamboleia
Me sangro nos dias, nas nuvens, nas músicas, nas aleias e perguntas farpadas
Sou forte
Em vão destino o tempo pra meus espaços
Despisto com sobras em letras e hóstias
Costumo até me matar
Se morro renasço na Terça pra descansar
E vou assim entre rumos, espadas e amor
E vou-me em mim descobrindo destino cantor
E canto em mim um segredo
Um Logun, Um sonho.
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