Ergue o dia um sol e clama uma nova chama
Ergue o sol o dia
E nas artes as pernas, as cores
São todas novas
Porque finas as artes.
Na esperança que ruma mansa
Vemos distâncias
Somos todos noite.
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segunda-feira, julho 09, 2012
domingo, abril 15, 2012
Fome
Fome de ver
Ser humano
Fome de espetáculo
Fome de explosão de danos
De calmaria
Palco
Doce de cruz
Sangues, planos
Espalhadas, aço
Reis, Vacilos, Aspas, quadros
Pardais sobre a língua.
Fome de sorver o sal das pernas
Das galinhas
Das santas que a pátria pariu
Das putas metonímias
Nas tardes, nas distantes cores do espaço
Cordel de extremos
Fome de orgias
De estrada, de bambuzal
De palhaços, carnaval.
Entre os nossos, entre externos
Comamos tudo, comamos
Entre as pernas, entre versos
Sejamos o dolo cru desta fome por anos
Pelos Estácios
Fome de nus
Fome de sonho
Fome de estarmos cruz.
Ser humano
Fome de espetáculo
Fome de explosão de danos
De calmaria
Palco
Doce de cruz
Sangues, planos
Espalhadas, aço
Reis, Vacilos, Aspas, quadros
Pardais sobre a língua.
Fome de sorver o sal das pernas
Das galinhas
Das santas que a pátria pariu
Das putas metonímias
Nas tardes, nas distantes cores do espaço
Cordel de extremos
Fome de orgias
De estrada, de bambuzal
De palhaços, carnaval.
Entre os nossos, entre externos
Comamos tudo, comamos
Entre as pernas, entre versos
Sejamos o dolo cru desta fome por anos
Pelos Estácios
Fome de nus
Fome de sonho
Fome de estarmos cruz.
quinta-feira, abril 12, 2012
A alegria de estar vivo
Já não sei ser muitos
Privo a mim mesmo de mil signos
Não sei ser do vento o tempo
Sou apenas meu desígnio
Surjo, invento, apenas tempo.
É de mim que já preciso
Eu apenas, assim deliro
Morro e sangro vendo vícios
E observando destinos
Tamborilo meus inventos
E construo beletrismos.
Hoje rezo por meu inicio
Pelo sorriso, pelo abraço que atento me torna mais intimo
Já que tudo é tão vivo
E tudo é tão isso
Que o vento e meu intento costuram o chão onde piso.
Morro um pouco e caminho
Vivo enquanto dor que trago e rio
Pois o intento do meu tempo é conduzir-me principio
E qual príncipe do meu reino
Deste mundo que invento
Nestas letras onde trilho o caminho de meu tempo
Me calo, ínfimo, salvo na alma do meu irmão vento
E agradeço em sorriso
A alegria de estar vivo.
Privo a mim mesmo de mil signos
Não sei ser do vento o tempo
Sou apenas meu desígnio
Surjo, invento, apenas tempo.
É de mim que já preciso
Eu apenas, assim deliro
Morro e sangro vendo vícios
E observando destinos
Tamborilo meus inventos
E construo beletrismos.
Hoje rezo por meu inicio
Pelo sorriso, pelo abraço que atento me torna mais intimo
Já que tudo é tão vivo
E tudo é tão isso
Que o vento e meu intento costuram o chão onde piso.
Morro um pouco e caminho
Vivo enquanto dor que trago e rio
Pois o intento do meu tempo é conduzir-me principio
E qual príncipe do meu reino
Deste mundo que invento
Nestas letras onde trilho o caminho de meu tempo
Me calo, ínfimo, salvo na alma do meu irmão vento
E agradeço em sorriso
A alegria de estar vivo.
Instruções das manhãs
Quebrem os espelhos
Não se reconheçam mais
Olhem no mundo o riso da sua própria fé
Façam-se a sé de todo segundo vivo que prosperar
Que ao sol properar
Na lida do sol
Na vida do sol
Na vida ao sol
Na lida ao sol
E assaz assim dêem-se à lei do vento
Tornem-se o mar.
Vivam o olhar faminto e furioso
De todo sim
De todo povo
Como se urro
como se medo
Como se o mar fosse um lugar ao sol, colorido.
Vamos voar ao mar
Sejamos livres
Sejamos manhãs
Como as asas, como livros
Como o sal
como o mal
Como o som, como o sol
O luar.
Os sóis, as cenas, as leis
As penas, as velas, os reis
São instruções das manhãs.
Não se reconheçam mais
Olhem no mundo o riso da sua própria fé
Façam-se a sé de todo segundo vivo que prosperar
Que ao sol properar
Na lida do sol
Na vida do sol
Na vida ao sol
Na lida ao sol
E assaz assim dêem-se à lei do vento
Tornem-se o mar.
Vivam o olhar faminto e furioso
De todo sim
De todo povo
Como se urro
como se medo
Como se o mar fosse um lugar ao sol, colorido.
Vamos voar ao mar
Sejamos livres
Sejamos manhãs
Como as asas, como livros
Como o sal
como o mal
Como o som, como o sol
O luar.
Os sóis, as cenas, as leis
As penas, as velas, os reis
São instruções das manhãs.
sexta-feira, março 30, 2012
Quântico
Falo da estrada e rio em frente ao mar
Sei lá o signo perfeito da glória
Não sei calar a palavra, nem sei calar
Qualquer desígnio de alma
Talvez seja a inóspita forma de espécie ou obra de destoar
Sei lá se falo por mais do que eu
Rasgo as páginas do meu próprio andar
Talvez seja um pouco árido esse meu eu.
Sinto as dores dos mundos, dos rumos, do ar
Respiro o seio, o ar das mil vidas
Canto na mente, no peito, no andar
Não sei se sou pessoa ou se tenho vida
Tudo o que espero é um dia um jeito de sol
Rasgado em mundos que tornem-me mar
Sou pranto
Mouro nos dentes, negro no voar
Amo e me devoro
Me intensifico
Sou quântico.
Sei lá o signo perfeito da glória
Não sei calar a palavra, nem sei calar
Qualquer desígnio de alma
Talvez seja a inóspita forma de espécie ou obra de destoar
Sei lá se falo por mais do que eu
Rasgo as páginas do meu próprio andar
Talvez seja um pouco árido esse meu eu.
Sinto as dores dos mundos, dos rumos, do ar
Respiro o seio, o ar das mil vidas
Canto na mente, no peito, no andar
Não sei se sou pessoa ou se tenho vida
Tudo o que espero é um dia um jeito de sol
Rasgado em mundos que tornem-me mar
Sou pranto
Mouro nos dentes, negro no voar
Amo e me devoro
Me intensifico
Sou quântico.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Olhares
Rusgas, novos modos de se ver
Espalho Deus no ar
Resgato um velho invento, vou morrer só pra ressuscitar
Minto sob lágrimas sem ter nem de me explicar
Rimo altos graus de ser e ter só pra me desmontar
Nas ruas nuas, nas vinhas, na aurora
Nas muitas dúvidas que tive outrora
Decerto ando sem sequer saber.
Dias, horas, noites de não ver
Horas de acordar
Guerras, foices, martelos de ter de ir até o mar
Olho meu olhar de ver você e como o bom sonhar
Com as agruras que teci nas horas
Repinto os dias com minha sorte e agora me finjo um plano
Rasgo o véu que vem
Risco o nome de escrever pra você ler sem saber.
Calo meu medo do estranho
Acalmo os dias cantando um som de Elomar
Reajo ao medo voando
Me jogo ao sol desumano do dia de andar
E todas as dúvidas me tiram as amarras
Avanço como um suicida nas bordas e viro anjo
Vôo a ser ninguém
Todo o bom de ser quem quer é poder não ser também.
Espalho Deus no ar
Resgato um velho invento, vou morrer só pra ressuscitar
Minto sob lágrimas sem ter nem de me explicar
Rimo altos graus de ser e ter só pra me desmontar
Nas ruas nuas, nas vinhas, na aurora
Nas muitas dúvidas que tive outrora
Decerto ando sem sequer saber.
Dias, horas, noites de não ver
Horas de acordar
Guerras, foices, martelos de ter de ir até o mar
Olho meu olhar de ver você e como o bom sonhar
Com as agruras que teci nas horas
Repinto os dias com minha sorte e agora me finjo um plano
Rasgo o véu que vem
Risco o nome de escrever pra você ler sem saber.
Calo meu medo do estranho
Acalmo os dias cantando um som de Elomar
Reajo ao medo voando
Me jogo ao sol desumano do dia de andar
E todas as dúvidas me tiram as amarras
Avanço como um suicida nas bordas e viro anjo
Vôo a ser ninguém
Todo o bom de ser quem quer é poder não ser também.
quinta-feira, junho 30, 2011
Ausente a cruz
Nomes Sol
Ardem palavras entre azuis
E qual fogo o vento grassa em letras
Some a cruz.
Os céus tão nus levam-me terra aos pés
E toda a Terra é filha grata das cores, da luz.
Noto-me de Rio e infindo o Rio leva-me ao mar
Mar de correnteza, corpo areia, mar na veia.
Calmo, o som do homem é chão
A flor de sua paixão é esperança, é cheia
Lua clarim, ilusão, espantosa visão das belezas, das teias
Que trançam esta visão apaixonada da cor, do amor e da vida
E a própria luz viva
É um sol, o sol que o olhar mal traduz
E faz-se novo
Em Rio, em mar, em vida, ausente a cruz.
Ardem palavras entre azuis
E qual fogo o vento grassa em letras
Some a cruz.
Os céus tão nus levam-me terra aos pés
E toda a Terra é filha grata das cores, da luz.
Noto-me de Rio e infindo o Rio leva-me ao mar
Mar de correnteza, corpo areia, mar na veia.
Calmo, o som do homem é chão
A flor de sua paixão é esperança, é cheia
Lua clarim, ilusão, espantosa visão das belezas, das teias
Que trançam esta visão apaixonada da cor, do amor e da vida
E a própria luz viva
É um sol, o sol que o olhar mal traduz
E faz-se novo
Em Rio, em mar, em vida, ausente a cruz.
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