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sexta-feira, abril 20, 2012

O saber do sol ateu

O urro das palavras
O murro nas portas
Astronaves, cores, celeumas
Ruas, jardins
Cortinas levantadas, rimas
Mulheres nuas, rosas
O mundo é simplesmente um fim em si.

A rua treme de poesia
E dói na pele o breu
Nuvens e estiletes contribuem pro fim
Desses versos claudicantes
Que se lançam ao mar
Enquanto teço novas asas
E respiro o novo, um Deus.

Vendo a lua
Espero a saudade
E corto a perna confusa
Dedico minha vida à missões audazes
A delírios vivos
E ao saber do sol ateu.

quarta-feira, junho 22, 2011

O que fazer, meu bem?

A luz e o som do olhar,voz e cor do ser, são as ondas, nomes e asas pra voar.
Passa o tempo, vai como ondas zen.
O que existe fora o ato de amar?

E já vem o sonho que quis, brilhando no olhar, no mar
No voar  pra além do sol poente
Enxergando o ser e pescando o que se quer
Sendo o triz do amor que se faz presente.

E Deus, se ele existir, pode ter criado a nós
Por uma verdade boa de cantar!
Será azul?
Será paz?
As cores nos seguem vivas e fortes!
O que fazer, meu bem?

sexta-feira, abril 22, 2011

Na lucidez dos sem Deus

Ardem estandartes ao pé de uma terna loucura
E os gritos sobem além decibéis entre falsos espasmos de Deus
É difícil sorrir tendo entre os dedos medos de viver.

E em cada palso em falso desliza o tempo em vícios
Que não importam a ninguém nem ao menos a bispos de um deus
Que nos nega o viver
E tudo o que sei só me importa saber
Cale-se sob as vaidades de teu deus suarento
Repito que todo o mar caberia na lucidez  dos sem Deus.