Rua rara, redesenho, luz de invenção
É improviso de deserto
Grau de inverso que me desespera o verso
E acorda o medo, o incerto
E na paz redança um som de hidrantes.
Rua rara, luz de lua, reinvenção
É delírio do diverso, um ermo externo, uma espada, vã, calada
E na luz das coisas nuas das revistas
Ganha armas, ganha asas
E assim sinistra
Se desbasta do meu ver
Da poesia.
E da arte vai, o sol, a paz, o jeito que ficou
Após o dizer ser dor e voz
E cor
E assim amor
Tudo é risco.
Rua rara, aprendiz da nova canção
Sendo a isca da esperança e de um éden que se desenha à risca
Como um pires sob a xícara do domínio
Sustentando o desabafo, o kitsch destino que se fez o lamentar da rês
Ao se imolar.
Rua mundo feita fundo de um meu som solar
Canta o sal desse andar pelos mil mundos
Faz de mim um ecoar dos mais profundos
Mil lugares, ruas, luas, moças nuas
Faz de mim um samba astral, uma só pele, uma bravura, uma amargura
E enfim me dê lugar a ver-me aqui
A ser só mar.
Nua a cara, a trilha, a vida, a fina aula de sofrer
Dá-me à lua uma costura, um fim
E eu lá a cantar, ver TV
Sem sentido.
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sexta-feira, abril 06, 2012
sábado, fevereiro 11, 2012
Há só você
Côrtes, milagres, formas e margens
Vales, pedais e freios
Lençóis e artes, facas e faces
Garfos, a voz, recheios
Morrem temores de ver céus infernos
Calos crescentes, dores, sementes que movem decididamente
Terras e gestas, almas funestas
Para um destino ausente.
E há os que temem de Deus dores, ferros!
Tudo o que se tem é morrer
Tudo o que há é viver
Há só você.
Vales, pedais e freios
Lençóis e artes, facas e faces
Garfos, a voz, recheios
Morrem temores de ver céus infernos
Calos crescentes, dores, sementes que movem decididamente
Terras e gestas, almas funestas
Para um destino ausente.
E há os que temem de Deus dores, ferros!
Tudo o que se tem é morrer
Tudo o que há é viver
Há só você.
segunda-feira, novembro 14, 2011
Glória
Me dê Tucídides, nega!
Se sacoleje no mar
Esconda velhos segredos, me deixe apenas flanar!
O rumo é um surdo marcando o jogo
Estrelas cansam seja o que for
Se há um risco ele é doloso
E a calma é o erro do autor
Me deixe quieto na cama
Olhe ao redor faça o favor,
E conte uma História nova.
Suspire aos sóis, desescandalize,
Inspire uma revolta , despiste
Há horas em que manter a calma é prévia de tomar porrada.
Mê dê Rodrigues, nega!
Suspire o enfermo pesar!
Cantarole um degredo,
Me dê um verso de cantar!
Se há futuro, ele é doloso
Esperas cansam, correr dá calor
E todo risco é de bom gosto e acalma o sentido da dor.
Me espere e evite dramas
Olhe ao redor faça o favor
E veja se chegamos à Glória.
Se sacoleje no mar
Esconda velhos segredos, me deixe apenas flanar!
O rumo é um surdo marcando o jogo
Estrelas cansam seja o que for
Se há um risco ele é doloso
E a calma é o erro do autor
Me deixe quieto na cama
Olhe ao redor faça o favor,
E conte uma História nova.
Suspire aos sóis, desescandalize,
Inspire uma revolta , despiste
Há horas em que manter a calma é prévia de tomar porrada.
Mê dê Rodrigues, nega!
Suspire o enfermo pesar!
Cantarole um degredo,
Me dê um verso de cantar!
Se há futuro, ele é doloso
Esperas cansam, correr dá calor
E todo risco é de bom gosto e acalma o sentido da dor.
Me espere e evite dramas
Olhe ao redor faça o favor
E veja se chegamos à Glória.
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Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
às
10:59:00 PM
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quarta-feira, setembro 07, 2011
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Um sol que esbarra no espaço algum do ser
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
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Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
às
2:02:00 PM
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quinta-feira, junho 23, 2011
Ruge uma paixão
Flores, almas, cães e nuvens nuas fazem o sol perder-se em festa
A fala dos homens suprime o medo e a alma rasga-se em festa
Vejo álibis, segredos, sonhos e mil corações que em cheio largam-se
Sobre outros corações
O estalo do galho aponta um livre e sutil engano.
As Marias, Luzias, viram-se nas mil frestas de janelas nuas
Das manhãs perdidas entre cães e outras vozes dobradas por medos vagos
E no coração o recheio de segredos e dores alimenta-se
Meios, formas, cores e um toque terminal.
Cores novas, mini hidrantes, medos mil, medos recentes
Amores de cor que em instantes suprimem novidades
Ausente, recomeço a reduzir canções a epidemias de vontades e cansaços
Vibro inteiro sob a lua que a covardia não me deu
A coragem ruge uma paixão.
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