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quinta-feira, março 15, 2012

Meu desafio

Um ato
Forma canção qual tormenta
Explosão de inventiva expansão de sol e dia
Um ato
Uma invenção
Um sopro
Um chão
Astronaves, delírios
Viver em teu desígnio.




Um ato
Beijo, invenção de estrelas
Bonitas luas, sorrisos
Sangue, sol e madrugada
O bar, o marco
A rua, a palavra
Cidades, espadas
Estradar-te o sorriso
Voar, ser-te
Preciso.



Espaço
Gosto de futuro entre os dentes
Este presente imaginário
Esta rotina esfuziante
Este desejo de dia a dia
O sangue, o marco
O riso, a palavra
O estrondo na alma
A palavra é destino
E ler-te meu desafio.


quinta-feira, março 08, 2012

Morena

Morena de meus sonhos, de mil faces, de meu eu
Me faça vida
Faça agora, peço-te em orações
Faça-me um trecho  de um verso de  poetas
Faça um som pleno destas notas absurdas que a vida dá ao sol
Dá-me o dedilhar das linhas finas das montanhas, das canções.

E vem Morena em passos delirantes
Em suaves sussurrantes vozes de tornar febris
Meus olhos, meu país.


Morena de cores, de ardores, de bons ócios
Faz-me lida, faz-me porta, abre-me em emoções
Feitas de espaços, templos gregos
Muralhas e mil grilhões.

Morena me dê um colibri, uma chave pros alçapões
Que tornam-me cego qual morcego
Que me tornam multidões
E tenha em mim o parco mendicante
O sustentáculo errante do amar assim sem fim
Assim inteiro enfim.

Morena de antes dos tempos mais remotos
Dê-me em tua vida, tuas glórias
Feitas de toque e som
Deixe-me ser teu amor amante
Um teu servo, um tem dom.

Homem e mar

Sorriso leve , livre, minha instancia de mundo
Meu destino, minha canção
À arte dou-me e ao mar, em ti, me lanço
E mesmo contra espadas, desesperos, vou seguir
Entregue ao ar do seu cantar.

Vim te ser meu coração
Em riscos de chamar-te de menina
Pela espada
Pelas asas.

Vim a dar-te o coração como se mundos
E pessoas
E palavras
E cantigas.

Dói o medo, a arte massacrada
Dó o beijo quisto em palavras
Olho os olhos, os cabelos negros
E sou então da esperança a fera.

Rumo pelas luzes do meu ócio
Ao céu dos deuses
Ao sul
Aos fogos que me despem dos segredos
E me formam novo riso e em verso ganho as horas.

E me faço coração em tuas linhas, em teus seios
Em tuas palavras
E teu sorriso é minha busca, meu porvir.

Meu sonho em ti sustenta
O verso de se entregar
É, preta! É em ti, morena, que sou-me inteiro
Homem e mar.

sábado, março 03, 2012

Com Borboleta ao redor

Quase que o sol me faz sorriso
Como às ruas segredos fazem cidades
E meu céu se fez um chão, talvez canção
Da Portela à Mocidade
As palavras se criaram laranjeiras
Um país se fez qual ponte, Estação Primeira
E o mar deduziu-me amor e riso
Entrelaçando-me ao vício da verdade
E deixei-me  assim ao sol
Tão menos só
Com Borboleta ao redor.

sexta-feira, março 02, 2012

Lua que ilumina o meu coração

É assim uma sina, uma só pantomima
Uma velha ilusão
Uma face tão fina das luzes que às ruas propõe amplidão
E ao vento o bailar dessas formas e linhas parece um sorriso de sim
A na confusão dos bailares, das rimas, se fazer tom
De canções pequeninas que assanham a sina
E deliram no tempo a voar pelas linhas da minha mão.

É assim uma mina, uma forma tão fina de velha canção
É uma arte tão linda que espanta quem nasce em nãos
E na confusão das baladas do toque do coração
Nasce borboleta infinda
Lua que ilumina o meu coração.


quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Formas tão finas da minha paixão

As belezas são findas, as almas, as lidas, os pés pelas mãos
As sensíveis magias dos novos bons dias
Dos dias de cão
Se agarram às vidas qual signos,
Lírios espalhados em mim
Que ao borboletar nas retinas da ilusão
Retransformam as lidas, as linhas da minha  mão.

As razões indistintas se sangram sozinhas querendo um não
E o fogo repleto de mares  se alinha
Se afina queimando o não
E sem mais razão implacável delira a dizer-se são
Para Borboletas retintas, que se espalham nas linhas
Das formas tão finas da minha paixão.