Se os olhos destes passos fossem mundos
Estrelas do mar
E os marcos dos olhares, das favelas
Fossem outro voar
As artes dos pedaços das estrelas
Seriam o lar dos muitos tantos mil sonhos
Dos tantos ventos sem céus
E cada parte das velas seriam mares sem deus.
Se os muitos mil milagres dos desmundos
Calassem o cruel afago da covarde vida eterna
Do medo do mar
Ruas seriam insanos risos e doces de um mel
Feito do suor que a terra dá a quem semeia seus deus
Um deus feito das velas dos barcos de homens ateus.
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sábado, dezembro 08, 2012
terça-feira, novembro 06, 2012
O Sertão
Por ser qual mar, o sertão é como um fado
Como um fenecer de espaços
Como a sina dos mil passos
Em rasgos pintados
Em faces já distorcido
Em almas tão construído
Que faz falsidades com o descrer dos homens alvos.
Por ser qual mar e ser qual a si mesmo
O sertão se faz consorte
O sertão se faz já medo
Em almas calado
Em olhos feito espada
E na tez das almas caiadas
Faz-se ilusão do estar destituído de espelhos.
Como um fenecer de espaços
Como a sina dos mil passos
Em rasgos pintados
Em faces já distorcido
Em almas tão construído
Que faz falsidades com o descrer dos homens alvos.
Por ser qual mar e ser qual a si mesmo
O sertão se faz consorte
O sertão se faz já medo
Em almas calado
Em olhos feito espada
E na tez das almas caiadas
Faz-se ilusão do estar destituído de espelhos.
domingo, outubro 28, 2012
L'amour
C'est la Femme!
O amor é uma forma de mar
Uma frase quase em sol maior
C'est la vie!
O amor é uma forma de voar
Como quase que acima do sol.
C'est le monde!
O amor é uma forma de ver
Pernambucos na Bahia, em Nós
C'est l'amour!
É quase que redizer das estrelas ruas e anzóis.
A vida eterna sendo lastro da paixão tingida
Pela cor que supera-se em cor
E desenhada nas linhas das mãos, curtida
Em si a ser inteiramente amor
Amor.
C'est le Homme!
O amor é também entender
Espalhar-se no ardor a alguém
C'est le soleil!
O amor é talvez derreter
Diluir-se a ser mais alguém.
C'est la rue!
O amor é traçar-se viver
Caminhar-se como quem se vê
C'est la mer!
O amor é um barco, é nascer
Ser da onda seu vai e vem.
É ver o incerto certo ar de ver-se vida
É viver este ser do amor
Na eternidade fugaz de ser vida
Ser, viver é também ser amor
L'amour.
O amor é uma forma de mar
Uma frase quase em sol maior
C'est la vie!
O amor é uma forma de voar
Como quase que acima do sol.
C'est le monde!
O amor é uma forma de ver
Pernambucos na Bahia, em Nós
C'est l'amour!
É quase que redizer das estrelas ruas e anzóis.
A vida eterna sendo lastro da paixão tingida
Pela cor que supera-se em cor
E desenhada nas linhas das mãos, curtida
Em si a ser inteiramente amor
Amor.
C'est le Homme!
O amor é também entender
Espalhar-se no ardor a alguém
C'est le soleil!
O amor é talvez derreter
Diluir-se a ser mais alguém.
C'est la rue!
O amor é traçar-se viver
Caminhar-se como quem se vê
C'est la mer!
O amor é um barco, é nascer
Ser da onda seu vai e vem.
É ver o incerto certo ar de ver-se vida
É viver este ser do amor
Na eternidade fugaz de ser vida
Ser, viver é também ser amor
L'amour.
segunda-feira, outubro 01, 2012
O mar que deságua no mar
Meu riso de ver é o sumo do mundo
Minha forma tosca de ver-me é a gota das águas das palavras
Toda palavra é um ler
Palavra é cores
E coisas se fazem ser
No verbo que há em mim
E sou eu como homem o homem que me lês.
Há partes do ser que não se aguentam em mim
Há partes de ler que são poemas.
Meu olho de ser é próprio do mundo
É próprio de rir paz
É o seio, o gosto, o sal, o sumo
Da forma que me jaz
Por entre as cores
E as formas finas do ser
Palavra que há em mim se deleita em fome
Uma fome de ver
As partes do ser que não se aguentam em sins
Tuas formas de ver as letras atentas do mar que deságua no mar.
Minha forma tosca de ver-me é a gota das águas das palavras
Toda palavra é um ler
Palavra é cores
E coisas se fazem ser
No verbo que há em mim
E sou eu como homem o homem que me lês.
Há partes do ser que não se aguentam em mim
Há partes de ler que são poemas.
Meu olho de ser é próprio do mundo
É próprio de rir paz
É o seio, o gosto, o sal, o sumo
Da forma que me jaz
Por entre as cores
E as formas finas do ser
Palavra que há em mim se deleita em fome
Uma fome de ver
As partes do ser que não se aguentam em sins
Tuas formas de ver as letras atentas do mar que deságua no mar.
terça-feira, agosto 28, 2012
Só mar
A minha cruz é meio sede
É meio céu, é meio mar
É meio mel, é cor da pele
É quase ódio de amar.
A minha cruz é meio verde
É falha, é fel, é adornar
A forma azul da bela pele
Das muitas novas vidas más.
O riso finda a mão
A mágica
É não ser céu, nem fel
Só mar.
É meio céu, é meio mar
É meio mel, é cor da pele
É quase ódio de amar.
A minha cruz é meio verde
É falha, é fel, é adornar
A forma azul da bela pele
Das muitas novas vidas más.
O riso finda a mão
A mágica
É não ser céu, nem fel
Só mar.
quarta-feira, junho 27, 2012
Somos mar
Como o sal floreia o dom da pele
Sabe-se o mar
E a tez do amor é a tez, é a vez do amor
A cor do amor é o sussurro ao pé da pele
O fio do passo é espaço
É o siso do passo
É a fome de ser como a luz que nos precede.
Como o mar floreia o olho aberto
Sabe-se o voar
E o mar, o voar é o riso vivo, livre, redivivo
Entre pernas, peles, corpos que se entendem e se querem
Muito se vive e se crê e se dá
E se vai
Muito se é livre e se tem e se dá
E se vai.
Entre o mar, o riso, o que se desenha mais vivo é livre o sorriso
Entre as palmas que desenham o som da pele
O amor da pele
E as vozes que nos têm como paz vêem-se mar
Somos mar.
Sabe-se o mar
E a tez do amor é a tez, é a vez do amor
A cor do amor é o sussurro ao pé da pele
O fio do passo é espaço
É o siso do passo
É a fome de ser como a luz que nos precede.
Como o mar floreia o olho aberto
Sabe-se o voar
E o mar, o voar é o riso vivo, livre, redivivo
Entre pernas, peles, corpos que se entendem e se querem
Muito se vive e se crê e se dá
E se vai
Muito se é livre e se tem e se dá
E se vai.
Entre o mar, o riso, o que se desenha mais vivo é livre o sorriso
Entre as palmas que desenham o som da pele
O amor da pele
E as vozes que nos têm como paz vêem-se mar
Somos mar.
sexta-feira, junho 15, 2012
O que é preciso é correr pro mar
Tem dia que o dia sorri
E a calha do tempo parece a pressa
E a pressa come, a pressa corre
A pressa amansa o medo
E o medo morre
E morre a segurança do medo
O apoio do medo
O medo que nos desfaz estúpidos.
O fim do estar só é a distância da nossa dança
E o que é preciso é correr pro mar.
E a calha do tempo parece a pressa
E a pressa come, a pressa corre
A pressa amansa o medo
E o medo morre
E morre a segurança do medo
O apoio do medo
O medo que nos desfaz estúpidos.
O fim do estar só é a distância da nossa dança
E o que é preciso é correr pro mar.
domingo, junho 10, 2012
Vidas feitas de espelho
Ver o mar do céu
Ver o mar do nariz
Escutar o som de saber ser feliz
Rasgos, tretas, incendiárias canções pagãs
Cada treta me espanta pela imensidão.
Ver é ter um dom
Ser é dar-se pro dom
Ser é respeitar o entorno do dom
O certo, o perto, o verme, a estrela e o luar
São verdades, razões feitas de enxergar.
E o risco é imenso, é adiante, é incerto, é grilo, é treta, é fé
Risco é linha
E linha é pé pela noite.
Ter é ser, comer, respirar, ser feliz
Ver é mergulhar, é saber ser raiz
Se esteio é a paz, a faca da força vã
A força viva do fogo é só coração.
Ver é ser e ter a dor de ser canção
Ver é ser de pobre vida, paixão
Andar pelos caminhos desta espada é mais que prosseguir
É notar, é saber, sorver, luzir.
E o frio é deslize do mundo na pele que arrepia de ser imensidão
Vida é este andar
Vida é ter esta fome.
Tanta cor no planeta, tanto ardor e frio
Tanta forma de gente ser meu pavio
E a pele das tretas reflete-se no sabor
Destas letras que espantam de tanto amor.
E ao Rio caminho, me torno inventário de vidas, de versos, canções
Assim vivo de vidas feitas de espelho.
Ver o mar do nariz
Escutar o som de saber ser feliz
Rasgos, tretas, incendiárias canções pagãs
Cada treta me espanta pela imensidão.
Ver é ter um dom
Ser é dar-se pro dom
Ser é respeitar o entorno do dom
O certo, o perto, o verme, a estrela e o luar
São verdades, razões feitas de enxergar.
E o risco é imenso, é adiante, é incerto, é grilo, é treta, é fé
Risco é linha
E linha é pé pela noite.
Ter é ser, comer, respirar, ser feliz
Ver é mergulhar, é saber ser raiz
Se esteio é a paz, a faca da força vã
A força viva do fogo é só coração.
Ver é ser e ter a dor de ser canção
Ver é ser de pobre vida, paixão
Andar pelos caminhos desta espada é mais que prosseguir
É notar, é saber, sorver, luzir.
E o frio é deslize do mundo na pele que arrepia de ser imensidão
Vida é este andar
Vida é ter esta fome.
Tanta cor no planeta, tanto ardor e frio
Tanta forma de gente ser meu pavio
E a pele das tretas reflete-se no sabor
Destas letras que espantam de tanto amor.
E ao Rio caminho, me torno inventário de vidas, de versos, canções
Assim vivo de vidas feitas de espelho.
segunda-feira, maio 21, 2012
Amor: Palavra Rei
Ouço o som das montanhas
Grito o horror dos mil dons
Sigo meu tom na voz de outras gentes e canções
Sigo minha voz na voz dos outros
E me deito à lei
Sei forte
Sou forte
E digo o som do nome, o som da fome, o som da lei
Sigo a velha lei.
Digo o nome e sobrenome
Grito um jeito de ver a tez
Das palavras, das mulheres que surgem nas ruas e camas
E de novo assim tão verde
É o insano gosto, a grei das espadas que me obrigam
Das palavras que amei
É um som, um gosto
E não nego o que me diz este coração de amor
É agora um sentir vivo
Como quando começou
Essa vontade
Essa voraz força que me invade.
A alma vira areia
Na areia viras mar
A alma passa e se dedica a voar
E sinto paz
E sinto a paz que arde e vai
E sinto a paz de uma guerra que me sei.
E esse é o nome do amor
E esse é nome da dor
E esse é nome do mar
E esse é o nome do amar
E esse é nome
Que me dá fé para a batalha escura
A dura batalha dessa vida tanta
Dura batalha de uma vida e dança, de uma vida e canta
De uma veia.
E Ouço o som dos mil nomes
Torno-me horror e invenção
Sigo meu tom na voz dos outros
E das velhas canções
Solto meu dom na voz dos outros
E requebro o dia
Sei nobres forças, fomes
E sigo um som do nome e o nome me faz rei
Amor: Palavra Rei.
Grito o horror dos mil dons
Sigo meu tom na voz de outras gentes e canções
Sigo minha voz na voz dos outros
E me deito à lei
Sei forte
Sou forte
E digo o som do nome, o som da fome, o som da lei
Sigo a velha lei.
Digo o nome e sobrenome
Grito um jeito de ver a tez
Das palavras, das mulheres que surgem nas ruas e camas
E de novo assim tão verde
É o insano gosto, a grei das espadas que me obrigam
Das palavras que amei
É um som, um gosto
E não nego o que me diz este coração de amor
É agora um sentir vivo
Como quando começou
Essa vontade
Essa voraz força que me invade.
A alma vira areia
Na areia viras mar
A alma passa e se dedica a voar
E sinto paz
E sinto a paz que arde e vai
E sinto a paz de uma guerra que me sei.
E esse é o nome do amor
E esse é nome da dor
E esse é nome do mar
E esse é o nome do amar
E esse é nome
Que me dá fé para a batalha escura
A dura batalha dessa vida tanta
Dura batalha de uma vida e dança, de uma vida e canta
De uma veia.
E Ouço o som dos mil nomes
Torno-me horror e invenção
Sigo meu tom na voz dos outros
E das velhas canções
Solto meu dom na voz dos outros
E requebro o dia
Sei nobres forças, fomes
E sigo um som do nome e o nome me faz rei
Amor: Palavra Rei.
domingo, março 25, 2012
Tudo é Tu
Um toque, um sim, um ser, um riso
Um astro, um passo, um ato, um sonho
Uma vista, o sol, o som
A me fazer morrer, viver, o mundo, o instante
O canto, tanta forma de invenção.
É seu, é ser, é ver
É lira, é riso
É ato, é canto, é força, é tanto sol, é vício
É liso
É forma de estrela, de mãe do luar
É deusa do mar
E eu a me perder intento, instante
Já devorado em mim, em ti
Me encante
Desnudado
Infante.
Um verso, um mundo, um rir
Um ato múltiplo, um desígnio
Um som, um sussurro, ativo tino
E em mim todo o mar me faz ir e vir
Explodir, naufragar.
Tudo é Tu
Forma, luz, ação,arte
Montanhas, sóis ardentes
Vozes, gestos, olhares
Criação, mundo, nêmesis
Esperança saliente
Destruição amável
Febre em mim, todo ardente
Tudo é tu.
Um astro, um passo, um ato, um sonho
Uma vista, o sol, o som
A me fazer morrer, viver, o mundo, o instante
O canto, tanta forma de invenção.
É seu, é ser, é ver
É lira, é riso
É ato, é canto, é força, é tanto sol, é vício
É liso
É forma de estrela, de mãe do luar
É deusa do mar
E eu a me perder intento, instante
Já devorado em mim, em ti
Me encante
Desnudado
Infante.
Um verso, um mundo, um rir
Um ato múltiplo, um desígnio
Um som, um sussurro, ativo tino
E em mim todo o mar me faz ir e vir
Explodir, naufragar.
Tudo é Tu
Forma, luz, ação,arte
Montanhas, sóis ardentes
Vozes, gestos, olhares
Criação, mundo, nêmesis
Esperança saliente
Destruição amável
Febre em mim, todo ardente
Tudo é tu.
Canção
Chão que cobre a gente
É tanto chão
É coisa feita de invenção
É tão doer
É mundo mar
E tal qual um lugar
O sonho é o voar
Estrutura, altura
O medo é morrer, o medo é correr
É dor de não ver lua
Lua sobre estantes
Livros e loucura.
É chão
É ir, é vir
Ir mansidão
Imensa força, Imensidão
É tanta gente, é tanto chão
A luz do nosso ser
É coisa de saber de si mesmo a canção
Tocada de ouvido
Cantada de chão.
É são
O sentido, o rumo, o vão
Estas artes, os medos, os breus
A arte é minha exaltação
A todo este viver de me ver tão morrer
Não tocando-te a mão
Peito dolorido
Corpo em si
Canção.
É tanto chão
É coisa feita de invenção
É tão doer
É mundo mar
E tal qual um lugar
O sonho é o voar
Estrutura, altura
O medo é morrer, o medo é correr
É dor de não ver lua
Lua sobre estantes
Livros e loucura.
É chãoÉ ir, é vir
Ir mansidão
Imensa força, Imensidão
É tanta gente, é tanto chão
A luz do nosso ser
É coisa de saber de si mesmo a canção
Tocada de ouvido
Cantada de chão.
É são
O sentido, o rumo, o vão
Estas artes, os medos, os breus
A arte é minha exaltação
A todo este viver de me ver tão morrer
Não tocando-te a mão
Peito dolorido
Corpo em si
Canção.
sábado, março 10, 2012
Me sou invento
À rua o ver é o mar
O mar, metáfora de amar,
O mar é o tempo
Gota d'água do sonhar
A onda de ser quem faz-se homem
O sol delira em suores e versos
Ventos trazem-me apenas a ser mar.
Olhos me são mar
O mar é a palavra amar
O mar é o vento
Vento de luar e ver do vento o arco de ar de teu sorriso
O sorriso de nome vento
O ser do tempo, o mar, o cume do destino
Que corteja o vadio de assim nascer em ser apenas mar.
Vai que o vento, o tempo, a pira me incendeia tempo?
Vai que o vento, o mar, a paz, o modo de voar mude de intento?
O mar é lumiar
É carne, é voz, é burilar
Delirar ao pé do morro
A calma de ser um sentido, um ser sempre
Este mundo inteiro tudo amar.
Mar que em vento faz-me mar
Mar de te ver, de te amar
Intento
Mar de ser-me a ti
Borboletar de mar em mim
Sou mar, sou tempo.
Mar de mim em ti
Me vês tão mar quanto em mim te vejo vento?
Mar de mim pra ti
Sejas-me onda a surgir na areia em cume
Deixo-me a ti namorado
Eu que sou inteiro agora mar.
O mar é ser e vem
A onda vai em mim e enfim
Me sou invento.
quinta-feira, março 08, 2012
Homem e mar
Sorriso leve , livre, minha instancia de mundo
Meu destino, minha canção
À arte dou-me e ao mar, em ti, me lanço
E mesmo contra espadas, desesperos, vou seguir
Entregue ao ar do seu cantar.
Vim te ser meu coração
Em riscos de chamar-te de menina
Pela espada
Pelas asas.
Vim a dar-te o coração como se mundos
E pessoas
E palavras
E cantigas.
Dói o medo, a arte massacrada
Dó o beijo quisto em palavras
Olho os olhos, os cabelos negros
E sou então da esperança a fera.
Rumo pelas luzes do meu ócio
Ao céu dos deuses
Ao sul
Aos fogos que me despem dos segredos
E me formam novo riso e em verso ganho as horas.
E me faço coração em tuas linhas, em teus seios
Em tuas palavras
E teu sorriso é minha busca, meu porvir.
Meu sonho em ti sustenta
O verso de se entregar
É, preta! É em ti, morena, que sou-me inteiro
Homem e mar.
Meu destino, minha canção
À arte dou-me e ao mar, em ti, me lanço
E mesmo contra espadas, desesperos, vou seguir
Entregue ao ar do seu cantar.
Vim te ser meu coração
Em riscos de chamar-te de menina
Pela espada
Pelas asas.
Vim a dar-te o coração como se mundos
E pessoas
E palavras
E cantigas.
Dói o medo, a arte massacrada
Dó o beijo quisto em palavras
Olho os olhos, os cabelos negros
E sou então da esperança a fera.
Rumo pelas luzes do meu ócio
Ao céu dos deuses
Ao sul
Aos fogos que me despem dos segredos
E me formam novo riso e em verso ganho as horas.
E me faço coração em tuas linhas, em teus seios
Em tuas palavras
E teu sorriso é minha busca, meu porvir.
Meu sonho em ti sustenta
O verso de se entregar
É, preta! É em ti, morena, que sou-me inteiro
Homem e mar.
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Talvez o som do mar me faça bem
O meu medo é ser só palavra
E a asa quebrar de nascer
O meu medo é ser uma forma qualquer de morrer
E talvez esquecer de ser paz
Eu só quero me viver mais.
As dores são morrer de arte
Dor me faz renascer
Eu me torno tanto bem
Se a flor e o horror me formam cor
Cor me forma outro ser
Me torno livre
E a cem pinto-me jaguar
Me vento e o vento me tem.
Um som, um vento, um dom, uma arte
Voz de linho
Um segundo, um pingo, uma tarde
Trens correndo em trilhos
Pedras de renascer
Segundos de ser bem
E o segundo alheio à flor
Me torna vivo
E além
Talvez o som do mar me faça bem.
E a asa quebrar de nascer
O meu medo é ser uma forma qualquer de morrer
E talvez esquecer de ser paz
Eu só quero me viver mais.
As dores são morrer de arte
Dor me faz renascer
Eu me torno tanto bem
Se a flor e o horror me formam cor
Cor me forma outro ser
Me torno livre
E a cem pinto-me jaguar
Me vento e o vento me tem.
Um som, um vento, um dom, uma arte
Voz de linho
Um segundo, um pingo, uma tarde
Trens correndo em trilhos
Pedras de renascer
Segundos de ser bem
E o segundo alheio à flor
Me torna vivo
E além
Talvez o som do mar me faça bem.
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