sábado, março 10, 2012
Me sou invento
À rua o ver é o mar
O mar, metáfora de amar,
O mar é o tempo
Gota d'água do sonhar
A onda de ser quem faz-se homem
O sol delira em suores e versos
Ventos trazem-me apenas a ser mar.
Olhos me são mar
O mar é a palavra amar
O mar é o vento
Vento de luar e ver do vento o arco de ar de teu sorriso
O sorriso de nome vento
O ser do tempo, o mar, o cume do destino
Que corteja o vadio de assim nascer em ser apenas mar.
Vai que o vento, o tempo, a pira me incendeia tempo?
Vai que o vento, o mar, a paz, o modo de voar mude de intento?
O mar é lumiar
É carne, é voz, é burilar
Delirar ao pé do morro
A calma de ser um sentido, um ser sempre
Este mundo inteiro tudo amar.
Mar que em vento faz-me mar
Mar de te ver, de te amar
Intento
Mar de ser-me a ti
Borboletar de mar em mim
Sou mar, sou tempo.
Mar de mim em ti
Me vês tão mar quanto em mim te vejo vento?
Mar de mim pra ti
Sejas-me onda a surgir na areia em cume
Deixo-me a ti namorado
Eu que sou inteiro agora mar.
O mar é ser e vem
A onda vai em mim e enfim
Me sou invento.
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