É Sangue fresco, o mundo nas mãos
Há a dor da certeza, há fogueiras, medos, sambas-canção
Ver Murnau não é Lua Nova
Vacas brabas não ornam óperas.
Há Violas e Sivucas
Há Moreiras, funks, rumbas
E se tem ruas, manicures fortuitas
Tem noivas, Madureiras, bagunças
Eu sou um Sambarock redundante
Um Bloco Sujo delirante.
Quedas, ninjas, pedras, tanques
Corpo nú vestindo o sol
O sol nos tange!
Pular "Levada Louca" é o que tem
Tudo vira um pouco Jorge Ben.
Não é Paris nem Roma
É Cabralina
Ocus Pocus, rastros sem pinta
E o que vem é a resistência fortuita
O que tem é o que se faz com as ruas
Meu desejo é fazer-me sangue,
Tens meu corpo ó santo homem!
Um Vinho já!
Sagrem Pagu!
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quinta-feira, fevereiro 16, 2012
Patricia
O rumo é o irrequieto da ruaRua do Acre, Santa Fé, Paulista desprezo
Acido medo
Rua também é mulher.
E mesmo que os cursos do museu do folclore
Irradiem um pornô
Há mais cidade em minha pressa do que no velho metrô
Há pressa!
Há grutas mais fiéis numa puta do que na santa mamãe
A nudez é o pecado que lhe resta ao negar o amor
Eu rio.
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