Poesia é um pouco indecência
É talvez a inconsciência que o mundo tem razão
É como uma sombra, uma prece que inverte o dom do ar
De ser do dia o que tange a incandescência
E que pormenoriza a fome de voar.
Sabe-se que um verso é uma espécie de cais
Que nos traz a dor da compaixão
E o ódio que em fé se faz vítima e vinga o medo da razão.
Qual razão que concebe incertezas e transcende impaciências
Poesia transmuta-se em olhar
E qual um urro despede-se
De um peito que derrete quando deita-se no mar.
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sábado, novembro 24, 2012
segunda-feira, julho 09, 2012
Não me sentir vivo
Não digo que sei das coisas os velhos laços
Das ruas os velhos tiques
Dos mundos velhos cansaços
Das luas novos trambiques.
Não digo que sei das moças novos apetites
Dos velhos sorrisos fúteis
Dos cães outras correntezas.
Digo nos meus olhos
Digo em sorrisos
Nasci pra ser e ver o velho som de todos os cisos
E pra perder a razão
Sou meu risco e o impossível
É não me sentir vivo.
Das ruas os velhos tiques
Dos mundos velhos cansaços
Das luas novos trambiques.
Não digo que sei das moças novos apetites
Dos velhos sorrisos fúteis
Dos cães outras correntezas.
Digo nos meus olhos
Digo em sorrisos
Nasci pra ser e ver o velho som de todos os cisos
E pra perder a razão
Sou meu risco e o impossível
É não me sentir vivo.
Somos todos noite
Ergue o dia um sol e clama uma nova chama
Ergue o sol o dia
E nas artes as pernas, as cores
São todas novas
Porque finas as artes.
Na esperança que ruma mansa
Vemos distâncias
Somos todos noite.
Ergue o sol o dia
E nas artes as pernas, as cores
São todas novas
Porque finas as artes.
Na esperança que ruma mansa
Vemos distâncias
Somos todos noite.
quinta-feira, julho 05, 2012
Sangue de reis
É uma forma de mar ser tão noite
Ser tão lua em forma de drama
Em espaços e ruas e camas
Somos tudo de povo.
É uma forma de gênero humano
Um cantar de solares mil dramas
Um pintar enxurradas de lama
Um caminhar sendo novo.
É uma forma de voar ser a noite
Destilada na alma do fogo
Sendo a dança suicida das cores
Somos nós os ardores.
E se em frente ao máximo humano de nascer dominado por magos
De apanhar como uma face do gado
Explodirmos em tambores?
A esperança não é esperar o passado
Não é costurar medos entre os dedos
A esperança não é bailar com cagaços
É lambuzar-se com sangue de reis.
Ser tão lua em forma de drama
Em espaços e ruas e camas
Somos tudo de povo.
É uma forma de gênero humano
Um cantar de solares mil dramas
Um pintar enxurradas de lama
Um caminhar sendo novo.
É uma forma de voar ser a noite
Destilada na alma do fogo
Sendo a dança suicida das cores
Somos nós os ardores.
E se em frente ao máximo humano de nascer dominado por magos
De apanhar como uma face do gado
Explodirmos em tambores?
A esperança não é esperar o passado
Não é costurar medos entre os dedos
A esperança não é bailar com cagaços
É lambuzar-se com sangue de reis.
terça-feira, junho 26, 2012
Poesia se faz mesmo é com as horas
As vestes da poesia são as mesas das ruas mal faladas
As vestes da poesia são as almas
As almas que fogem das televisões
A poesia é como o rádio
É como o cantor falso que lhe pede a mão
Poesia é calar
Poesia se faz mesmo é com o passo.
O verso é como o pé
A alma é o palco
Poesia se faz mesmo é com o passo
O pé é quem faz mover a roda
Poesia se faz mesmo é com as horas.
As vestes da poesia são as almas
As almas que fogem das televisões
A poesia é como o rádio
É como o cantor falso que lhe pede a mão
Poesia é calar
Poesia se faz mesmo é com o passo.
O verso é como o pé
A alma é o palco
Poesia se faz mesmo é com o passo
O pé é quem faz mover a roda
Poesia se faz mesmo é com as horas.
terça-feira, junho 05, 2012
Platéias e paixão
E chove como ontem
Estamos aqui: Nós e vocês
Surgidos no interior, no centro
Espalhados como quem tem fé
Estamos aqui decerto, em plena nova desilusão
Caímos da cama
Fugimos do leito
Dissemos fim à razão.
Escute, temos idéias!
Espalhemos fatias de coração e vai que atraímos platéia?
E vai que atraímos paixão?
quinta-feira, maio 03, 2012
Minha arte
Minha arte é minha parte de paz
É mentira, é canção demais
É um parto, um ato, um sentido, um marco
Um rir, um morrir, um ir lá, ir no bar.
Minha arte me nega demais
Me renega e esfrega demais
E no barco, no espasmo, no riso, no arco
Da Lapa me ir é, sei lá, ser um mar.
E se faço de mim esse verso
Vai ver que é por minha vida ser um eterno não ser
E a razão dentro aqui ser mentira ou mais
É porque sou um triste ou alegre demais.
E minha arte é assim toda em paz
E me tira do eixo da paz
Só pra ver-me calor, ver-me amor, ver-me imenso
Ver-me inútil, sem viço, infame
Minha arte é assim por ser ela
Sem mais.
É mentira, é canção demais
É um parto, um ato, um sentido, um marco
Um rir, um morrir, um ir lá, ir no bar.
Minha arte me nega demais
Me renega e esfrega demais
E no barco, no espasmo, no riso, no arco
Da Lapa me ir é, sei lá, ser um mar.
E se faço de mim esse verso
Vai ver que é por minha vida ser um eterno não ser
E a razão dentro aqui ser mentira ou mais
É porque sou um triste ou alegre demais.
E minha arte é assim toda em paz
E me tira do eixo da paz
Só pra ver-me calor, ver-me amor, ver-me imenso
Ver-me inútil, sem viço, infame
Minha arte é assim por ser ela
Sem mais.
sexta-feira, abril 06, 2012
Um Logun, Um sonho
Me gusta a lua e a distância que terra dá a barca
Sou um sonho, um sopro de cânfora
Em sinos, em farpas, em flechas dedico-me alma
Pelas coisas, pelas danças.
O som das surpresas é atroz
A dança da calma é lua, é negra
A voz da oferta é talvez nem dizer
Em mim a festa da besta é ressaber
E sou enfim um abandonado ardor
Um solitário e fértil reconstrurir
Um sabor
Um rio, um Rio que fez-me ator
Um som, um são sentido, um não.
Meu corpo me fez o norte da minha própria sorte
Minha alma dança e bamboleia
Me sangro nos dias, nas nuvens, nas músicas, nas aleias e perguntas farpadas
Sou forte
Em vão destino o tempo pra meus espaços
Despisto com sobras em letras e hóstias
Costumo até me matar
Se morro renasço na Terça pra descansar
E vou assim entre rumos, espadas e amor
E vou-me em mim descobrindo destino cantor
E canto em mim um segredo
Um Logun, Um sonho.
Sou um sonho, um sopro de cânfora
Em sinos, em farpas, em flechas dedico-me alma
Pelas coisas, pelas danças.
O som das surpresas é atroz
A dança da calma é lua, é negra
A voz da oferta é talvez nem dizer
Em mim a festa da besta é ressaber
E sou enfim um abandonado ardor
Um solitário e fértil reconstrurir
Um sabor
Um rio, um Rio que fez-me ator
Um som, um são sentido, um não.
Meu corpo me fez o norte da minha própria sorte
Minha alma dança e bamboleia
Me sangro nos dias, nas nuvens, nas músicas, nas aleias e perguntas farpadas
Sou forte
Em vão destino o tempo pra meus espaços
Despisto com sobras em letras e hóstias
Costumo até me matar
Se morro renasço na Terça pra descansar
E vou assim entre rumos, espadas e amor
E vou-me em mim descobrindo destino cantor
E canto em mim um segredo
Um Logun, Um sonho.
sexta-feira, novembro 04, 2011
Oposição
Um divino, um sentido, giz
Um segundo de dor, um chão
Uma cor, um olhar, a liz de pequena vã emoção
E o mar me faz nascer
A voz do fogo é ver
E a cor me dá razão
A luz só faz sentido se for em oposição.
Um segundo de dor, um chão
Uma cor, um olhar, a liz de pequena vã emoção
E o mar me faz nascer
A voz do fogo é ver
E a cor me dá razão
A luz só faz sentido se for em oposição.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Um sol que esbarra no espaço algum do ser
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
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Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
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terça-feira, maio 31, 2011
Na Sala Escura
Luz, contra luz, cenários, ervas, ansiedade, ação!
Cinema cruz ou mil janelas que me fazem paixão?
E todo amor que houver, planetas, parecem só vazão a uma forma de irrazão
Que surrealiza poetas.
Voadoras, amores, velas, mares, cruzes, quintais
Grandes Gandhis ou um minueto
Castratis, Zumbis, Gerais
Fazem novo luar nos olhos de meninos pretos.
Toca na rua velha trombeta, chama revolução
Velha na sala escura, planeta planeja reinvenção?
As ruas são urros analfabetos feitas de gritos e canções
Quase cena de ação
Quase um Ken Loach possesso.
Tão velha quão a primavera, reza lenda de condão
E na janela a velha fera nasce menino em vão
E qual poeta que inverna
Rasga num riso a sutil emoção
De filmar-se ao lado da bela.
"Abre teu coração ou eu arrombo a janela".
Cinema cruz ou mil janelas que me fazem paixão?
E todo amor que houver, planetas, parecem só vazão a uma forma de irrazão
Que surrealiza poetas.
Voadoras, amores, velas, mares, cruzes, quintais
Grandes Gandhis ou um minueto
Castratis, Zumbis, Gerais
Fazem novo luar nos olhos de meninos pretos.
Toca na rua velha trombeta, chama revolução
Velha na sala escura, planeta planeja reinvenção?
As ruas são urros analfabetos feitas de gritos e canções
Quase cena de ação
Quase um Ken Loach possesso.
Tão velha quão a primavera, reza lenda de condão
E na janela a velha fera nasce menino em vão
E qual poeta que inverna
Rasga num riso a sutil emoção
De filmar-se ao lado da bela.
"Abre teu coração ou eu arrombo a janela".
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