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sábado, fevereiro 11, 2012

Margens mágicas de corte

Dormi José e fiz-me pasto
Cortei-me em olhos vermelhos
Sujei o pé em meio a parvos
Tornei-me ovelha sem freio
E em surdos segundos esparsos, um folião, um vespeiro
Um cidadão, um vil passado, um puto, um corno, um preto
Um sujo, um bloco espaçado com cores,odores
E em cheio
A cor fez-me baile de máscaras nas ruas, docas, candelárias
A cor é meu dado de morte
A cor é meu céu, minha sorte
As cores são margens mágicas de corte.

quinta-feira, junho 23, 2011

Voam, banais

Salta a lua cheia
Peito é igual
Sutis linhas finas, rimas, descanso, olhar
Escrevendo sinas
E o gosto de voar
Deduzindo ferros, flores, cantos, altar.

As ruas repetem o bom da fé ao lembrar as vezes que riam ao andar
As palavras giram ao serem mais
Sintonizam vidas
Morros cantam jograis
E a calada vida suprime o mal
Para que possam ir e respirar
Além da própria vida
Voam, banais.