Me dê Tucídides, nega!
Se sacoleje no mar
Esconda velhos segredos, me deixe apenas flanar!
O rumo é um surdo marcando o jogo
Estrelas cansam seja o que for
Se há um risco ele é doloso
E a calma é o erro do autor
Me deixe quieto na cama
Olhe ao redor faça o favor,
E conte uma História nova.
Suspire aos sóis, desescandalize,
Inspire uma revolta , despiste
Há horas em que manter a calma é prévia de tomar porrada.
Mê dê Rodrigues, nega!
Suspire o enfermo pesar!
Cantarole um degredo,
Me dê um verso de cantar!
Se há futuro, ele é doloso
Esperas cansam, correr dá calor
E todo risco é de bom gosto e acalma o sentido da dor.
Me espere e evite dramas
Olhe ao redor faça o favor
E veja se chegamos à Glória.
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segunda-feira, novembro 14, 2011
Glória
Postado por
Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
às
10:59:00 PM
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sexta-feira, setembro 16, 2011
Afirmando nãos
Desgrace-me, cale-me
Desfeite
Intenso delírio faça-te entender
Esqueça-me mágoa
Dá-me o aceite
Rasgue-se, trate-me o ver.
Feche a porta, desligue o me deixe
Esqueça-me despeito, desejo, o que for
Me queima na água ou no azeite
Faça-me o favor!
Dá-me linha
Deixe-me ir desvoar
Quero-me simples calar
Surdamente mudo
Dá-me a trilha de descolar-me do ser
De desvoar a canção
Deixe-me afirmando nãos.
Desfeite
Intenso delírio faça-te entender
Esqueça-me mágoa
Dá-me o aceite
Rasgue-se, trate-me o ver.
Feche a porta, desligue o me deixe
Esqueça-me despeito, desejo, o que for
Me queima na água ou no azeite
Faça-me o favor!
Dá-me linha
Deixe-me ir desvoar
Quero-me simples calar
Surdamente mudo
Dá-me a trilha de descolar-me do ser
De desvoar a canção
Deixe-me afirmando nãos.
segunda-feira, junho 27, 2011
E a Esfinge vai e não te come
Rola o sol e a cor dos olhos vai
Foge o sol e a noite finge
E do medo corpo é hospedeiro, hospedeiro torto do amor
Do sabor sem paz
Não há mais o sol e todos somem
Não há mais o segredo sussurrado por ninguém
Nem há sol
E nas entrelinhas se pesca a Esfinge
E a Esfinge vai e não te come.
Foge o sol e a noite finge
E do medo corpo é hospedeiro, hospedeiro torto do amor
Do sabor sem paz
Não há mais o sol e todos somem
Não há mais o segredo sussurrado por ninguém
Nem há sol
E nas entrelinhas se pesca a Esfinge
E a Esfinge vai e não te come.
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