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segunda-feira, novembro 14, 2011

Glória

Me dê Tucídides, nega!
Se sacoleje no mar
Esconda velhos segredos, me deixe apenas flanar!

O rumo é um surdo marcando o jogo
Estrelas cansam seja o que for
Se há um risco ele é doloso
E a calma é o erro do autor
Me deixe quieto na cama
Olhe ao redor faça o favor,
E conte uma História nova.

Suspire aos sóis, desescandalize,
Inspire uma revolta , despiste
Há horas em que manter a calma é prévia de tomar porrada.



Mê dê Rodrigues, nega!
Suspire o enfermo pesar!
Cantarole um degredo,
Me dê um verso de cantar!

Se há futuro, ele é doloso
Esperas cansam, correr dá calor
E todo risco é de bom gosto e acalma  o sentido da dor.

Me espere e evite dramas
Olhe ao redor faça o favor
E veja se chegamos à Glória.



sexta-feira, setembro 16, 2011

Afirmando nãos

Desgrace-me, cale-me
Desfeite
Intenso delírio faça-te entender
Esqueça-me mágoa
Dá-me o aceite
Rasgue-se, trate-me o ver.

Feche a porta, desligue o me deixe
Esqueça-me despeito, desejo, o que for
Me queima na água ou no azeite
Faça-me o favor!

Dá-me linha
Deixe-me ir desvoar
Quero-me simples calar
Surdamente mudo
Dá-me a trilha de descolar-me do ser
De desvoar a canção
Deixe-me afirmando nãos.

segunda-feira, junho 27, 2011

E a Esfinge vai e não te come

Rola o sol e a cor dos olhos vai
Foge o sol e a noite  finge
E do medo corpo é hospedeiro, hospedeiro torto do amor
Do sabor sem paz

Não há mais o sol e todos somem
Não há mais o segredo sussurrado por ninguém
Nem há sol
E nas entrelinhas se pesca a Esfinge
E a Esfinge vai e não te come.