Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, abril 13, 2012

Tranças de tempo

Sou de dias e de esperanças
Fecho as tranças da canção dos dias pelas artes
Pelas modas
Que me desmontam sendo inteira parte
Destas formas de lua
Destas tantas mil novas tranças que nascem das noites.

sexta-feira, abril 06, 2012

Taques de invento

Percorro-te convicto
Não te sei, só intuo e digo
Como és em si o vento
És também caça e sorriso,
Dá-me um sol, talvez um intento?

Olho, ardor, caminho, íntimo
Público e improviso
Calçada, canção, momento
É de mim, de todos, ritmo
Vento, invento, sol, unguento.

O que queres? O que dizes-me?
O que tendes de mim? Prossiga-me
Dá-me invento, um sol, um alento
Já que és assim tão lindo
Dê-me um sim, um não, um sítio.

Vivo em vivos benefícios
Malefícios, outros ritmos
Tambor no peito
Um tempo
Um segundo eterno, um cisco
Mundaréu de hora
Vento.

Gotas de adianto
Istmo
Mar em torno dos desígnios
Olho-te em meus momentos
Onde vejo-me meu filho
Dou-te em mim irmão e alento.

Caço como quem tem signos
Como pescador de estilos
Como inventador de tempos
Só versejo por ser íntimo
Abraça-me eterno, em tempo.

Tanta dor costurei simples nas costas dos improvisos
Tanto amor complexo e limpo
Deitei-me sob teus lindos
Jeitos de fazer-me invento.

E se afago-te e límpido peço-te o que não digo
Digo-te talvez em tempo
Horas não me são precisas
Faz-me apenas o que tento.

Reouvindo-te em tiques
Taques de invento, espírito
Dou-me assim a teu invento
Sejas-me a ti tão ínfimo
Dê-me apenas este vento.

sábado, fevereiro 25, 2012

O que será que o viver me traz agora?

O sol, o chão
Os olhos, as palavras
O riso
O sublime, o samba
A Macaca
A estrela, as horas
O tempo por fim
Vivente em hordas angélicas
Divindades, querubins.

Espalho o sal das palavras
O sol é um veio
O rumo, o milagre dos fatos
Um olhar de esgueio
O que será que o viver me traz agora?

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Entrega

O meu amor corta pedras com a língua
Queima
Foge e fere
Estranha
Rosna
Brinca
Ri
Pateticamente ri.

São olhos, pernas, sonhos, muros, guerras, gritos
Unhas rasgando feridas e febres, e  ondas, e mares
E novo.

O meu amor é mundos, fundos, dramas, choros, ranger de dentes
Pasta de dente trocada na farmácia
Cama quebrada
Gritos de guerra
Arquibancada
Poesia e música
Vertentes de fé que mobilizam mundos.

O meu amor é saudade e perseverança
É um amor de correr gira, rodar a baiana
O meu amor não esquece, nem desiste
Só se entrega.