Meu coração é planetário
Antes de ser, sou moleque
Talvez nota de violão olhando o sol lá fora
Talvez a raiva ininterrupta de meu som ter deixado mundos pelos gramados
Talvez.
O doce de meu doce não é tolo e nem admira o sonho
Ao sonho o que é de sonho
Ao moleque o que é de troça, o que é de riso, o que é de choro
Ao moleque o ver a rua, o sol e brindar a sorte com a imortalidade
Ao homem aquele dom de ir, aquele dom de não cair e de ver
Talvez com sorte
Um coração pulsante chamado revolução.
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quarta-feira, julho 25, 2012
sexta-feira, abril 06, 2012
Sem sentido
Rua rara, redesenho, luz de invenção
É improviso de deserto
Grau de inverso que me desespera o verso
E acorda o medo, o incerto
E na paz redança um som de hidrantes.
Rua rara, luz de lua, reinvenção
É delírio do diverso, um ermo externo, uma espada, vã, calada
E na luz das coisas nuas das revistas
Ganha armas, ganha asas
E assim sinistra
Se desbasta do meu ver
Da poesia.
E da arte vai, o sol, a paz, o jeito que ficou
Após o dizer ser dor e voz
E cor
E assim amor
Tudo é risco.
Rua rara, aprendiz da nova canção
Sendo a isca da esperança e de um éden que se desenha à risca
Como um pires sob a xícara do domínio
Sustentando o desabafo, o kitsch destino que se fez o lamentar da rês
Ao se imolar.
Rua mundo feita fundo de um meu som solar
Canta o sal desse andar pelos mil mundos
Faz de mim um ecoar dos mais profundos
Mil lugares, ruas, luas, moças nuas
Faz de mim um samba astral, uma só pele, uma bravura, uma amargura
E enfim me dê lugar a ver-me aqui
A ser só mar.
Nua a cara, a trilha, a vida, a fina aula de sofrer
Dá-me à lua uma costura, um fim
E eu lá a cantar, ver TV
Sem sentido.
É improviso de deserto
Grau de inverso que me desespera o verso
E acorda o medo, o incerto
E na paz redança um som de hidrantes.
Rua rara, luz de lua, reinvenção
É delírio do diverso, um ermo externo, uma espada, vã, calada
E na luz das coisas nuas das revistas
Ganha armas, ganha asas
E assim sinistra
Se desbasta do meu ver
Da poesia.
E da arte vai, o sol, a paz, o jeito que ficou
Após o dizer ser dor e voz
E cor
E assim amor
Tudo é risco.
Rua rara, aprendiz da nova canção
Sendo a isca da esperança e de um éden que se desenha à risca
Como um pires sob a xícara do domínio
Sustentando o desabafo, o kitsch destino que se fez o lamentar da rês
Ao se imolar.
Rua mundo feita fundo de um meu som solar
Canta o sal desse andar pelos mil mundos
Faz de mim um ecoar dos mais profundos
Mil lugares, ruas, luas, moças nuas
Faz de mim um samba astral, uma só pele, uma bravura, uma amargura
E enfim me dê lugar a ver-me aqui
A ser só mar.
Nua a cara, a trilha, a vida, a fina aula de sofrer
Dá-me à lua uma costura, um fim
E eu lá a cantar, ver TV
Sem sentido.
É isso
Hoje me dano
Me dano pois em mim há os desertos dos infernos que criei
Eu só queria brincar de bola, lamber goiabas e correr sem limites
E chorei nunca ter sido aquilo que abraçaria o coração primeiro
Chorei e choro por me inventar todo dia novo e velho ainda ser infante
E ver que me queriam herói quando era escriba.
Hoje me dano porque preferi o vôo das garças, o andar ao sol e o rir abraçando cães
E querer lidar com pequenos que ouçam a voz do sorriso e brinquem com minha história
Hoje me dano por me sentir pequeno, tolo, tosco, surdo
em meio a uma música que não escolhi dançar
Pleno de saberes e vontades, de fomes e versos
Pleno do querer ver mar, andar amor na Ouvidor
Flanar alegre e sendo um riso que nunca fui
Eu, Casmurro, em um campo de Capitus
Elas ali com olhos de uma ressaca criada por mim e livres em um mundo que não vi por míope.
Hoje apanho de novo do menino mais forte porque lhe disse Heróis gregos e sua força não os conhecia
Hoje de novo abro caminho entre os fortes com os punhos que não quis usar e me perco no sabor do sangue
No gosto do Sangue que queria danar em mim
Hoje me sangro no sangue alheio
E me escondo.
Hoje olho e espero um pai que não vai chegar
Hoje olho o amor que tenho e não sei se virá
Hoje o futuro me lembra um passado
A urna do cotidiano guarda pandoras impossíveis
Hoje preciso ser fraco, calar, gritar, dançar um tango
Ouvir rumbas, rir de besta
Cantar dores antigas
Ironizar minha finitude
Morrer um pouco
Olhar meu Rio de outrora numa rua da Lapa
Hoje preciso de um sentido infinito que morra em segundos
Preciso de muito e de ti
Hoje preciso de irmãos e de ninguém
Hoje sou eu e só
E é isso.
Me dano pois em mim há os desertos dos infernos que criei
Eu só queria brincar de bola, lamber goiabas e correr sem limites
E chorei nunca ter sido aquilo que abraçaria o coração primeiro
Chorei e choro por me inventar todo dia novo e velho ainda ser infante
E ver que me queriam herói quando era escriba.
Hoje me dano porque preferi o vôo das garças, o andar ao sol e o rir abraçando cães
E querer lidar com pequenos que ouçam a voz do sorriso e brinquem com minha história
Hoje me dano por me sentir pequeno, tolo, tosco, surdo
em meio a uma música que não escolhi dançar
Pleno de saberes e vontades, de fomes e versos
Pleno do querer ver mar, andar amor na Ouvidor
Flanar alegre e sendo um riso que nunca fui
Eu, Casmurro, em um campo de Capitus
Elas ali com olhos de uma ressaca criada por mim e livres em um mundo que não vi por míope.
Hoje apanho de novo do menino mais forte porque lhe disse Heróis gregos e sua força não os conhecia
Hoje de novo abro caminho entre os fortes com os punhos que não quis usar e me perco no sabor do sangue
No gosto do Sangue que queria danar em mim
Hoje me sangro no sangue alheio
E me escondo.
Hoje olho e espero um pai que não vai chegar
Hoje olho o amor que tenho e não sei se virá
Hoje o futuro me lembra um passado
A urna do cotidiano guarda pandoras impossíveis
Hoje preciso ser fraco, calar, gritar, dançar um tango
Ouvir rumbas, rir de besta
Cantar dores antigas
Ironizar minha finitude
Morrer um pouco
Olhar meu Rio de outrora numa rua da Lapa
Hoje preciso de um sentido infinito que morra em segundos
Preciso de muito e de ti
Hoje preciso de irmãos e de ninguém
Hoje sou eu e só
E é isso.
sábado, fevereiro 11, 2012
Há só você
Côrtes, milagres, formas e margens
Vales, pedais e freios
Lençóis e artes, facas e faces
Garfos, a voz, recheios
Morrem temores de ver céus infernos
Calos crescentes, dores, sementes que movem decididamente
Terras e gestas, almas funestas
Para um destino ausente.
E há os que temem de Deus dores, ferros!
Tudo o que se tem é morrer
Tudo o que há é viver
Há só você.
Vales, pedais e freios
Lençóis e artes, facas e faces
Garfos, a voz, recheios
Morrem temores de ver céus infernos
Calos crescentes, dores, sementes que movem decididamente
Terras e gestas, almas funestas
Para um destino ausente.
E há os que temem de Deus dores, ferros!
Tudo o que se tem é morrer
Tudo o que há é viver
Há só você.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Um sol que esbarra no espaço algum do ser
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
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Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
às
2:02:00 PM
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quinta-feira, junho 23, 2011
Voam, banais
Salta a lua cheia
Peito é igual
Sutis linhas finas, rimas, descanso, olhar
Escrevendo sinas
E o gosto de voar
Deduzindo ferros, flores, cantos, altar.
As ruas repetem o bom da fé ao lembrar as vezes que riam ao andar
As palavras giram ao serem mais
Sintonizam vidas
Morros cantam jograis
E a calada vida suprime o mal
Para que possam ir e respirar
Além da própria vida
Voam, banais.
Peito é igual
Sutis linhas finas, rimas, descanso, olhar
Escrevendo sinas
E o gosto de voar
Deduzindo ferros, flores, cantos, altar.
As ruas repetem o bom da fé ao lembrar as vezes que riam ao andar
As palavras giram ao serem mais
Sintonizam vidas
Morros cantam jograis
E a calada vida suprime o mal
Para que possam ir e respirar
Além da própria vida
Voam, banais.
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