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quinta-feira, maio 03, 2012

Espalhe-me

Arde em mim palavra boa
Amor de mim, de mil, de coxas, moças
Arte em mim, palavra, coisa a toa
Voz de fome, me tome e voa
Imediatar pessoa.

Desejos presos na mão, em mim
Como o Rio, o marco de mim
Haste que invade, que exala o coração
Explodindo em ser, renascer cama e canção.

Trate-me de coisa boa
Espalhe-me pelos muitos modos de amar.

De cruz

É uma cidade
O amor me é cruz
Cruz desenhada no corpo da mulher
Praia de águas e sóis cristalinos
Deserto de água doce
Copo de água salgada
Cidade farol de vida.

Cores pintadas na mão do vendedor
Água gelada, seios no elevador
Corpo de meninas, saias, perninhas
Olhares de rapina
Nomes e fomes de toda cor
Coração batendo de cruz.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Formas tão finas da minha paixão

As belezas são findas, as almas, as lidas, os pés pelas mãos
As sensíveis magias dos novos bons dias
Dos dias de cão
Se agarram às vidas qual signos,
Lírios espalhados em mim
Que ao borboletar nas retinas da ilusão
Retransformam as lidas, as linhas da minha  mão.

As razões indistintas se sangram sozinhas querendo um não
E o fogo repleto de mares  se alinha
Se afina queimando o não
E sem mais razão implacável delira a dizer-se são
Para Borboletas retintas, que se espalham nas linhas
Das formas tão finas da minha paixão.


segunda-feira, fevereiro 20, 2012

O que será que meu coração fará agora?

Um sonho, um pão
Uma doce palavra
Eu rio, desvio o som das mil palavras
Me encontro em horas no fluxo do sim
Encurto as horas abertas
Me sorrio sem sorrir.

Espelho a calma das almas
Estrago o freio dos mil automóveis de barro,
Do destino em cheio,
O que será que meu coração fará  agora?