As vestes da poesia são as mesas das ruas mal faladas
As vestes da poesia são as almas
As almas que fogem das televisões
A poesia é como o rádio
É como o cantor falso que lhe pede a mão
Poesia é calar
Poesia se faz mesmo é com o passo.
O verso é como o pé
A alma é o palco
Poesia se faz mesmo é com o passo
O pé é quem faz mover a roda
Poesia se faz mesmo é com as horas.
Mostrando postagens com marcador artista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artista. Mostrar todas as postagens
terça-feira, junho 26, 2012
sábado, abril 14, 2012
Entre as aspas dos dedos da mão
Arte: Ardor dos Deuses
Causas, planos, plâncton
Palavras em série
Ar e mar cinzentos
Filmes de manteiga
Filmes de muralha
Arte: Paz dos tempos
Fome dos infernos
Arte é a dor da invenção
É paixão de ser invenção.
Paginas são tinta
Tintas são palavras
Palavras são versos
Versos são inventos
Cores são penugem
Cores são muralhas
Cores são infernos
Cores são tormentos
Arte: Ardor da invenção
Cadafalso da própria paixão.
Cobre furta ouro
Ouro monta em prata
Prata é cor de negros
Índio é cor dos tempos
Ventos são delírio
Sangue, esmeralda
Américas e ventos
Navegar nos tempos
Cores que deliram canção
Entre as aspas dos dedos da mão.
Causas, planos, plâncton
Palavras em série
Ar e mar cinzentos
Filmes de manteiga
Filmes de muralha
Arte: Paz dos tempos
Fome dos infernos
Arte é a dor da invenção
É paixão de ser invenção.
Paginas são tinta
Tintas são palavras
Palavras são versos
Versos são inventos
Cores são penugem
Cores são muralhas
Cores são infernos
Cores são tormentos
Arte: Ardor da invenção
Cadafalso da própria paixão.
Cobre furta ouro
Ouro monta em prata
Prata é cor de negros
Índio é cor dos tempos
Ventos são delírio
Sangue, esmeralda
Américas e ventos
Navegar nos tempos
Cores que deliram canção
Entre as aspas dos dedos da mão.
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Dom entrelaçado ao amor
Espadas, claves, luas cheias
Esteiras sóis, manhãs inteiras
O mar é o lar dos sonhos para mim
Esperei ver por entre estrelas o lumiar do ganha pão
A cor da vida, a alma cheia
A paz dos homens, o som são.
Vi rebrilhar a faca das vitórias, a dor
Vi-me luar, num solitário mar de ardor.
E dos mil homens, das mil fêmeas
O que me fiz, o que me sou?
Ao sol o céu parece um lindo fim
Entrelaçado às bandeiras que foram jogadas ao chão
Se já morri a luz que enfeita é outra estrela ou ilusão?
Vi-me sem mar
Calado entre seixos e o horror
De me secar na ausência da arte
Só dor.
E vai que a vida, assim certeira
A rir-me deu-me o bom sabor
De ser-me assim qual fogo a me queimar
E assim sorriso de brejeira arte com asas e paixão
A áspera voz perde a estribeira e dá-se inteira em coração
A um ofertar de leveza, de arte
De ardor
Deixe-me olhar-te dom entrelaçado ao amor.
Esteiras sóis, manhãs inteiras
O mar é o lar dos sonhos para mim
Esperei ver por entre estrelas o lumiar do ganha pão
A cor da vida, a alma cheia
A paz dos homens, o som são.
Vi rebrilhar a faca das vitórias, a dor
Vi-me luar, num solitário mar de ardor.
E dos mil homens, das mil fêmeas
O que me fiz, o que me sou?
Ao sol o céu parece um lindo fim
Entrelaçado às bandeiras que foram jogadas ao chão
Se já morri a luz que enfeita é outra estrela ou ilusão?
Vi-me sem mar
Calado entre seixos e o horror
De me secar na ausência da arte
Só dor.
E vai que a vida, assim certeira
A rir-me deu-me o bom sabor
De ser-me assim qual fogo a me queimar
E assim sorriso de brejeira arte com asas e paixão
A áspera voz perde a estribeira e dá-se inteira em coração
A um ofertar de leveza, de arte
De ardor
Deixe-me olhar-te dom entrelaçado ao amor.
segunda-feira, novembro 14, 2011
Uma forma de arte
Espere com uma pá a dor, os covardes
Espalhe segundos nos gramados
Compre carros com multas atrasadas
Se esparrame nas mesas já guardadas
Dos botecos das cidades pequenas
Se espelhe nos tantos problemas
Que nos constroem com o que se tem.
Esqueça a cruz e siga o ritmo das incertezas
Esqueça o som "emprego"
E deslumbre-se ao som das estrelas.
Há sempre um bom lugar
Há sempre um deserto, um mar, um sol, um campo
As luas atrizes banham o sonho
E o inferno quebra as lampadas.
Canse sorrindo à vontade
Viver é verdades
É comer vespas e artes.
Canse comendo alfaces
Sugiro vaidades
Espere um Deus e mate-se à vontade.
Espalhe um sorriso de alma fraca
Conduza um cão cego em uma vã viagem
Esqueça o sim, o SUS
Tenha medo do mundo, da praça.
Esqueça a luz das verdades, pois todo o tempo ela se oculta, opaca
Procure em si as desgraças
E faça-te uma forma de arte.
Espalhe segundos nos gramados
Compre carros com multas atrasadas
Se esparrame nas mesas já guardadas
Dos botecos das cidades pequenas
Se espelhe nos tantos problemas
Que nos constroem com o que se tem.
Esqueça a cruz e siga o ritmo das incertezas
Esqueça o som "emprego"
E deslumbre-se ao som das estrelas.
Há sempre um bom lugar
Há sempre um deserto, um mar, um sol, um campo
As luas atrizes banham o sonho
E o inferno quebra as lampadas.
Canse sorrindo à vontade
Viver é verdades
É comer vespas e artes.
Canse comendo alfaces
Sugiro vaidades
Espere um Deus e mate-se à vontade.
Espalhe um sorriso de alma fraca
Conduza um cão cego em uma vã viagem
Esqueça o sim, o SUS
Tenha medo do mundo, da praça.
Esqueça a luz das verdades, pois todo o tempo ela se oculta, opaca
Procure em si as desgraças
E faça-te uma forma de arte.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Arte: Além do Artista, Além da propriedade
Se a arte é além do artista, o liberta de sua existência, o liberta de suas idiossincrasias, ela mesma em si traz o sentido de transformação que faz do artista vítima de sua própria criação. A coerência entre arte e ente, entre criador e obra, é um desejo que pode não corresponder à existência real do artista e pode também não influenciar no poder transformador da arte. Esta coerência seria um modo do artista sobreviver ao impulso e influência revolucionários da arte em si, porém não é uma condição sinequanon para a criação, nem tampouco para a existência do artista.
A criação é em si abstrata. Ela traduz o real de forma ideal, mesmo autodenominando-se realista ou concreta, como objetivo de criativamente levar um novo ponto de vista a respeito do concreto a quem a lê, vê ou ouve. Ao mesmo tempo, a arte é em si transformadora porque busca recriar o real de forma ideal, como exposto acima, e mais além redescobrir no real, pontos invisíveis.
A própria idéia da arte é transformar o real fora do real. Este impulso transformador faz da arte um meio de influência revolucionária constante. O que não torna em si o Artista como um revolucionário. O que leva à arte ser de certa forma o fim do artista no sentido de causar um impulso de transformação que pode engolir o criador que não for coerente com sua obra. Assim a exigência de coerência entre criação e criador não é em si uma exigência que influencia a qualidade da arte em si, mas sim uma exigência da sobrevivência do artista à sua arte ou um meio de utilização da arte como instrumento de transformação, seja ela pessoal ou social. Esta é uma das formas em que a arte indo além do artista pode ser trabalhada ou entendida. Porém não é a única.
A arte é além do artista também, pois ela é em si um produto social por excelência, ela não existe fora do compartilhamento com a sociedade. Sem ser compartilhada a arte é nula, é ausente, é inexistente. A arte precisa da sociedade, como esta precisa da arte para vislumbrar um real além do real. Cada pintura, música ou poema retrata a realidade de forma que a sociedade pode se enxergar com outras cores e formas. Por isso muitas vezes a arte vai além do escapismo clássico e torna-se um importante meio de mobilização, denúncia, conscientização e sensibilização da população para temas importantes, causas, mobilizações, entre outros elementos, digamos, políticos da vida social.
O entendimento da Arte como algo inerentemente coletivo, mesmo sendo criação individual, pode permitir um sem número de utilizações da mesma, de compreensões da mesma, mas antes de mais nada permite que entendamos a obra como um meio de avançar em relação à criação como uma propriedade. Se a arte é além do artista como ela pode ser propriedade dele? Se ela não é propriedade de quem cria como pode ser de alguém? Assim além de ser um meio de transformação social e pessoal, a arte também é um questionamento clássico da propriedade em si. Porque a propriedade é restritiva, ela reduz o objeto à funcionalidade atribuída por seu dono. E como algo que em si mesma traz o germe da transformação, é além do que a criou, avança além da sociedade em que nasce pode ser no fim das contas restrito a um limite imposto?
É por isso que a arte é também um questionamento a qualquer restrição, inclusive a de propriedade. Sendo assim uma revolução em si, um processo de transformação completa da realidade em algo inusitado, a arte supera a origem e avança, indo além inclusive de conceitos que a aprisionam.
Por isso é arte.
Gilson Moura Henrique Junior - Novembro de 2006FONTE: REVOLUTAS
SITE: http://www.revolutas.org
PUBLICAÇÃO: 26/11/2006
Assinar:
Postagens (Atom)







