Mostrando postagens com marcador violencia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violencia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, junho 05, 2012

Cristos sem espinhos

Cancioneiros e sorrisos
Leis que vagam pelos ninhos
Que deitam nos trilhos dos sorrisos
E deixam o morrer ser desígnio
A dor do desejo, o horror do mundo pobre
E o grito que nos faz mundo
O horror de ser desejo
De ser eixo, ser menino
De ser um corpo aceso entre destinos.

Cancioneiros e limites
Esperados pelo siso
Pelo juízo da corte, do corte, do quadrante
Entre a honra atolada em letras e palavrórios assassinados
E a morte acompanha o segredo das bastilhas
Esqueçam companheiros: Não existem camaradas na porta do destino.

Cancioneiros sangram cortes
E somos tão semelhantes
Calados e tão fervidos nas porradas tão diárias
E aqui temos o bom dia
E a velha melodia
A covardia dos atentos sonhos das seguranças
A morte das esperanças
E aqui estamos
Na lavra da morte e da lida
Estamos aqui tão mortos
Tão cravados de sentidos
E tão mortos feito Cristos sem espinhos.

sexta-feira, junho 10, 2011

Conquistadores

O murro é mundo é o alvo é o súbito frenético e sincero
Ato, risco, cúmulo do nú
forma rubra em topo de morro
O som cala fundo no desconforto físico
O urrro, o bumbo, a explosão sem sóis
Adjetivos comuns não funcionam sem luz
E sob a sombra nos traduzimos conquistadores.