Fome de ver
Ser humano
Fome de espetáculo
Fome de explosão de danos
De calmaria
Palco
Doce de cruz
Sangues, planos
Espalhadas, aço
Reis, Vacilos, Aspas, quadros
Pardais sobre a língua.
Fome de sorver o sal das pernas
Das galinhas
Das santas que a pátria pariu
Das putas metonímias
Nas tardes, nas distantes cores do espaço
Cordel de extremos
Fome de orgias
De estrada, de bambuzal
De palhaços, carnaval.
Entre os nossos, entre externos
Comamos tudo, comamos
Entre as pernas, entre versos
Sejamos o dolo cru desta fome por anos
Pelos Estácios
Fome de nus
Fome de sonho
Fome de estarmos cruz.
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domingo, abril 15, 2012
domingo, março 25, 2012
Canção
Chão que cobre a gente
É tanto chão
É coisa feita de invenção
É tão doer
É mundo mar
E tal qual um lugar
O sonho é o voar
Estrutura, altura
O medo é morrer, o medo é correr
É dor de não ver lua
Lua sobre estantes
Livros e loucura.
É chão
É ir, é vir
Ir mansidão
Imensa força, Imensidão
É tanta gente, é tanto chão
A luz do nosso ser
É coisa de saber de si mesmo a canção
Tocada de ouvido
Cantada de chão.
É são
O sentido, o rumo, o vão
Estas artes, os medos, os breus
A arte é minha exaltação
A todo este viver de me ver tão morrer
Não tocando-te a mão
Peito dolorido
Corpo em si
Canção.
É tanto chão
É coisa feita de invenção
É tão doer
É mundo mar
E tal qual um lugar
O sonho é o voar
Estrutura, altura
O medo é morrer, o medo é correr
É dor de não ver lua
Lua sobre estantes
Livros e loucura.
É chãoÉ ir, é vir
Ir mansidão
Imensa força, Imensidão
É tanta gente, é tanto chão
A luz do nosso ser
É coisa de saber de si mesmo a canção
Tocada de ouvido
Cantada de chão.
É são
O sentido, o rumo, o vão
Estas artes, os medos, os breus
A arte é minha exaltação
A todo este viver de me ver tão morrer
Não tocando-te a mão
Peito dolorido
Corpo em si
Canção.
sexta-feira, março 02, 2012
Lua que ilumina o meu coração
É assim uma sina, uma só pantomima
Uma velha ilusão
Uma face tão fina das luzes que às ruas propõe amplidão
E ao vento o bailar dessas formas e linhas parece um sorriso de sim
A na confusão dos bailares, das rimas, se fazer tom
De canções pequeninas que assanham a sina
E deliram no tempo a voar pelas linhas da minha mão.
É assim uma mina, uma forma tão fina de velha canção
É uma arte tão linda que espanta quem nasce em nãos
E na confusão das baladas do toque do coração
Nasce borboleta infinda
Lua que ilumina o meu coração.
Uma velha ilusão
Uma face tão fina das luzes que às ruas propõe amplidão
E ao vento o bailar dessas formas e linhas parece um sorriso de sim
A na confusão dos bailares, das rimas, se fazer tom
De canções pequeninas que assanham a sina
E deliram no tempo a voar pelas linhas da minha mão.
É assim uma mina, uma forma tão fina de velha canção
É uma arte tão linda que espanta quem nasce em nãos
E na confusão das baladas do toque do coração
Nasce borboleta infinda
Lua que ilumina o meu coração.
segunda-feira, novembro 14, 2011
Tornar-me comida
Espero, aguardo, armo alguma vã coragemDe um sentido simples e pobre de consciência
Porque meu medo chama o amor
E amor é súbita inverdade.
Rasgo o som com uma voz roufenha
E sugiro enfim uma canção quieta
Pra deglutir as verbenas
E o sentido de haver quintais.
Se há sentidos entre as coisas boas que vivem
Nas esperanças e azaleias presentes em passados
Nem sei se foram meus ou foram morte
Enquanto me espalho nos dias
Sendo apenas mais vida
Catando o ser e o sentido triste
De tornar-me comida.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Um sol que esbarra no espaço algum do ser
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Postado por
Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
às
2:02:00 PM
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quinta-feira, junho 23, 2011
Seremos nós o que nos faz tão bem?
Luz do sol, jardins, flor no meio do mar
Raio de lua pra beijo meu molhar
Cor dos olhos, ais, sopro que faz bem
Casas velhas, ruas novas, novo olhar
E o que vem é um simples sim
Trazendo luar pra nós
E em dúvida acho melhor voar
Pra viver tentar ser feliz
Gozando um sussurro algoz
Sendo presa, caçado no mar do De repente.
Sou eu ou será você capaz de juntar os nós
Que trazem verdade ao nunca mais?
Sonhos nús, novo mar, eternos édens?
Seremos nós o que nos faz tão bem?
Raio de lua pra beijo meu molhar
Cor dos olhos, ais, sopro que faz bem
Casas velhas, ruas novas, novo olhar
E o que vem é um simples sim
Trazendo luar pra nós
E em dúvida acho melhor voar
Pra viver tentar ser feliz
Gozando um sussurro algoz
Sendo presa, caçado no mar do De repente.
Sou eu ou será você capaz de juntar os nós
Que trazem verdade ao nunca mais?
Sonhos nús, novo mar, eternos édens?
Seremos nós o que nos faz tão bem?
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