quinta-feira, novembro 06, 2008
Desesperos concretos
Rasguei meu sexo tântrico bem na mesa do Engenho de Dentro
Rebolei sintaxes no exato sentido do nome próprio dos meus planos
E soletrei o medo ainda que busca reparo para o que eu sonho
Por causa da mágoa que assola os meus bons dias enquanto eu perco mais um ano
E parei embaixo dos arcos da Lapa com ecos de Elis Regina
Por muito mais que um sorriso
Por muito mais que amor.
Escrevi versos de anjos
Fiz pela música do sonho de amor eterno
Desenhei magias por fazer planos com você pelos mundos destruídos
dos céticos
Te peço em casamento nos sonhos coloridos
Que me iludem decerto.
Meu nome não tem memória pros sites Brasileiros
e eu nem ligo, pois não tenho importância
A hora das derrotas viáveis e indiscutíveis me pegam no meio tempo
entre a loira e a morena, a cicuta e a cerveja e outras dúvidas sem sentido
Nas páginas dos jornais inebriantes resmungo milagres e fatos nocivos
Por música, por maldade, por domínio, por delírio
Passo horas recriando vícios
Viajo na idéia do reconhecimento no mesmo momento que caio no riso
E por isso eu não morri
Por isso me destruo de amor.
Derreti ouros e planos
Rasguei a blusa rompendo com mil decretos
Exagero a bagunça dos meus anos
Regular minha loucura eu decerto não quero
Fico de saco cheio de planos infalíveis
Enquanto rascunho meus métodos.
Se meço meu sorriso notando o que virá
Resmungo rotas de sobreaviso
E vago na história de renunciar à toda lógica de raciocínio
Por causa do sentido do meu amor a olhar a performance do desabrigo
E me permito ver as novas fontes daqui vivendo e cantando
Tentando ao longe qual louco te perseguir
Enquanto me mando pelos caminhos, pelos trilhos
Do que sinto ser amor.
E reduzindo desenganos
Costuro a lógica no peito totalmente aberto
Crio poesias e faço planos por você
Pelo mundo e pelos anjos despertos
Não minto ao dizer que te amo
Entre risos
E desesperos concretos.
Porque te amo ainda
O que percorri e as luzes velhas do que senti
Construções já perdidas, ruínas de Paris
São o que previ nas runas das velhas quando sorri.
Criei palavras boas de se falar
Rastros, alvos, dores, mortos, planisférios
E nenhum lugar
Fiz um exército bom para se lutar
Enfrentei gregos, Macedônios, Hebreus,Ibéricos
E tentei voar
Pra ver as léguas mil marinhas
Me deixarem te amar
Porque te amo ainda.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Sambas banais
Mares de Espanha
Jardins de Oxalá
Danúbios constroem luz
Voam sons de cinzas.
Entre rubras vozes de vis Américas
Bolivianos trens
Traduzem belezas
Renegam certezas
E como se anjos de muros
E tranças
Viramos neblina
E criamos sons de ação
Como viração
De festas de fins de anos
Tão sonhos
Que tecem manhãs
Como quem faz ouro de mel em beijos e tons.
A poeira me envolve as horas
E sonho o tanto de ver o mar
O mar me é só janela
Que é mera vocação nua de ser um Rio
Tâo rio que é mar
E inunda-me de uma memória que é qual voar.
E viajo nos seios, nos ritmos discretos
Terras e fados
A pedra dos arcos marca o sol a luzir
Pessoas e flores, água corrente
Lapas astrais
Regando Venezas tolas com sambas banais.
Bons dias tão banais
Feitas sem sol
De mar
Que a chuva leve
Traz lindo pra lavar
Males de cortinas
Fechadas sem sonhar
Pra não dar na vista
Esquecendo a fé
Que um riso alegre
De prazer pode ensinar
Poesias parcas
Pretas de sal
Que se tecem em flores
E desenhma sinais
Feitos de arruaça
Alegria, vitrais
Desenhos de cores
Bons dias
Tão banais.
segunda-feira, novembro 03, 2008
No inexato do sonho
Este seu pleno ser
Como um passo insano
Um treco, um desengano
Como inalar
Ares, vidas que as manhãs
Nos apresentam no café
Ao largo
Deste nome de mulher
Que inspira versos mau rimados.
Se há verdade
Nem precisa dizer
Tudo é de fato
Insano.
Estrelas emanam tanto de você
Com o tempo parte da minha alma
Nem quer mais ver.
Se há saudade
Não consigo entender
Salga as tardes
O sonho.
Sai do sol a prece
Que o Canto Geral
Escreve como se sobrenatural
Cada arte
Cada modo de ver
No inexato do sonho.
Feito de luz solar
Sorrio e enfim
Faço milagres e estandartes
Arco com o dom da Arte
Se a fome é a parte humana de Deus
Sou enfim algo bem mutante
Vôo nas cinzas dos sons do antes
Como quem devora a aura
Das cores, das páginas
Escritas na sombra da lei.
E então sou o ar
Pra simples sorrir
E desandar.
Calmo como antes
Morto
Sem vida
Bebendo hidrantes
Sem calma nas amarras
Das horas da tarde onde sou subúrbio de mim.
Fale-me de elefantes
Curta o ninho dos não falantes
Cante algo daquela Clara
Que soa qual musa, qual anjo solene sem Deus
E se eu não voar
Não note
Sou feito de luz solar.
sexta-feira, outubro 31, 2008
É somente refrão
Folhas de ação
Gotas d'água esquecidas nos ontens
É somente refrão.
Lambe esguelhos de cores e veias
Fases de som
Rasgos d'alma que come horizontes
É somente refrão.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Histórias
João de Monte Vento sabia tudo sobre conversê.
O Alcorão
E uma vasilha com Ananás
Perdidamente Walter queria conhecer.
Três cães atacam gente lá no Paraíso
E fogem indo atrás do metrô
Que jaz além do parecer.
Tudo retalho e História
No compromisso desta vida
Trazida, cerzida
Partida pra onde olhar.
Velhos e anões distantes
Reduzem a lógica a quadrantes
Feitos de nuvem
Feitos de zonas
Onde a ordem come vidro
Em auto-falantes.
Dez irmãos e uma arma na cabeça
Preto como o inferno e só café pra beber
Dez irmãos e muito sonho que foi atrás
Perdendo tempo, adiando o vento de morrer
Dez irmãos
E eu querendo viver com um livro
Tecendo coisas, lendo famílias
Buscando um Deus que se fizesse saber
E João larga a mola
E explosões pintam as cinzas
As lidas, as linhas, as vinhas.
Rimas silenciam o antes
Calam-se em respeito
Por um instante
Enquanto livros vêm à tona
Criando ondas novas
Criando errantes.
Até felicidade
Berimbaus exatos
Não compreendem o porque?
Não se perguntam porque?
E exalam batida, ferida
Rastapé aberto, pontapé exato.
E guardam macumba retinta
Sentida caída para qualquer lado
Escorando arte, artelho
Martelo perfeito
Morcego espalhado
Dado por raiva, amor ou medo
Pra saber-se inteiro
Quase um macaco.
Na linha da alma
Porrada no prato
Batuque não tem porque
Berimbau grita porque?
Na faca do dedo, no dedo
Brilha o amor perfeito
Só pra dar sabor
Nas ruas de Barcelonuevo
Rios de Janeiro tecem inté ardor
Criando meninos pentelhos, tecendo pentelhos
Fingindo ser arte
Pintando pintura de dedo
Só metendo o dedo pra cansar a tarde.
E enquanto cai a tarde
Berimbais invadem
Enquanto cai a maré
Rola só ir a pé pro medo
Não se pintar de vaidade
E deixar-se só no medo
De ter até felicidade.
A graça dos sem sorte
CaDê os galhos
Que resolvo enquanto o desprezo
Me come o pé, o orgulho e os passos
Que dou pra voar nos vespeiros?
Dou murros
E Raps folgados
Pra quem não quiser ter meu peso
Em cores de retinto brado
Eu finjo até torcer pros Cruzeiros
Se sou burro
Sou burro ensinado
E dou coice pra ter meu sossego.
Há noites de bandeiras largas
Meu sangue é a tinta asfáltica
Sou rua, sou calçada e morte
Esperança é artigo nobre.
Sou torres e torres
Vislumbro a graça dos sem sorte.
Som do trabalho
E a nova flor
Que crio com meu ato de trabalho
E o sorriso que inventa o sol
Que rebrilha no alto som dos lábios
Enquanto a vida flui pelas verdades de meus calos
Como um mundo
Que sacra o homem que pela enxada
Faz novos risos em frutas e serras.
Todo o norte de nossas emoções
É feita desta luz, inté de dor
Que constrói o inventar na mente do direito à terra
E faz do fogo de cada olhar o alimento das certezas, das razões
Como a paixão nos torna mais vivos ao semear a terra.
E somos atos
Somos o retrato de toda a energia
Da linda festa em torno do rosto do inverno se tornando dia
E asism nos ombros de cada homem existe o livre viver
Nos espaços
Que flui já santo
Pelo riso nascer do som do trabalho.
terça-feira, outubro 28, 2008
Fazendo sonho virar real
Tanta força bruta
Nem dói,Nem machuca
Sonhos aprendizes
Comem asfalto e mar.
Cantos
Feitos de chibatas
Braços, corpos, mata
Enterro e navalha
Tapas nos rostos
Nenhum olhar.
E o que há além do mudar?
Enxame de homens
Medicinal
O burbulhar
De sangue no ar
Em ruas, mantos
Palácios e mais.
E na risca da avenida
Ilham ilhas de milagres
Ruas tantas, perdem tantas
Novas louças
Novos lares.
Pranto morre seco
É riso
Talvez um motivo
Tenha existido
Pra superar.
Gosto
De aço e navalha
Hoje é escada
Brincadeira
Água
Irrigando o rosto
Para lavar.
E o lavar
Hoje é superar
Em bala, sangue medicinal
A remover ruas de lugar
Fazendo sonho virar real.
Enquanto sou hoje
E noto matizes feitos de nuvens e velhos raios
Rebuscando o que escrevinham
Velhas cozinhando procê
Notar maravilhas no céu
Compõe mil fados.
Pra gente cantar comendo cuscuz da Zona Sul
Respirar o ar que sai das pedreiras
Onde nunca cresci
Eu que nunca nasci
Voando em paz no ventilador
Trançando cores para seu olhar
Revendo as horas
Para não chorar
Brincando de orientes nas trevas
Que embarcam no horizonte
Da nova noite.
Componho milagres para tentar jamais ser seu
E amo o ponto de cruz do pano de mesa errado
Posto à luz da lua como se todo meu apreço
Fosse uma imagem crua no cinema do Paço.
Se eu fosse luar construiria duendes, flores, cruz
Se eu fosse do mar
Voava em Jardineiras
Punha Deus pra sorrir
Talvez fosse aí
Levando na bolsa o Redentor
Talvez um joelho com guaraná
Sinto saudade de só te olhar
E perceber as novelas
Que são ter horizontes
Enquanto sou hoje.
Estradas tão lindas
Lajes, rubis
Estrelas sem fim
Cores de almas belas
Fomes de luzir.
Sâo palavras de mundo
Feitas de ir
Caminhar, corrir
Cozinhar gamelas
Beber e rir.
Pelas asas de qualquer lugar
Feitas de estradas, avestruzes, cores novas
E silêncios
Vôos de Sabiá
A gente acha nuvens feitas
Em estrelas do mar
Parcas cargas, vozes, lendas
E um enxergar
De tantas coisas, tantas linhas
Vidas a habitar
Vidas a nos levar
À estradas tão lindas.
De Sin City eu já tô cansando
Que venham me salvar
Como um antigo filme de robótica!
X-mans, Desenhos do Pica Pau
Tragam-me o vício de criança
De bola na búlica.
Gritos de Hulk não me façam pular
Por todo o mundo
Num sempre escapar
Romântico!
Quero uma hora pra poder jogar
Olhar
Todos os pontos do placar eletrônico.
Sombra que ri
Venha à força apresentar
O mau do peito dos homens
Sem místicas
Lobos, Arlequins
Façam fila para mostrar
Todo o poder pop de cada sílaba!
Murdock mostre o poder de ser sempre maior
Sem medo ao som
Da queda de um Rei sem Cânticos
Dai-me o direito de só meninar
Pois de Sin City eu já tô cansando.
Com o sol já poente
Lábio vago inexato
Ruma rompendo com o tom
Sense ou non sense?
Prego, prato, astro
Impávida palavra, corpo tom.
Sentado em meu ambíguo, grito, mimo
Alvo dado como espanto
Que prega o luar na testa, no mar
E rima a irritar
Somente dou o tesouro dos quadrantes
Cada palavra tem o oposto instante.
Como Azul
Pintado como arte
Ante o vermelho carente
Solto em estandartes
Sangue mesmo da gente
Repetindo som quase
Que ditatorialmente.
Na arte em meu poder
Fazemos o óbvio, o toque nosso
E só construir parábolas ao mar
Como não rimar?
Se o som já nos obriga um instante
Um verbo, um verso
Um rimar
Já controverso
Que azul
Se transforma na parte
Ou no útero ausente
Substitui-se
É tarde
Com o sol já poente.
Poesia
Parolar
In Verbus
Verbo há
Retoando o tom que vem
Mudando o som
Falando: trem!!
Sendo nuvens, luas, velas
Arrumados bois
Familias
Rumos, brumas, roupa nova.
Na lírica sozinha
Resiste o ir, o vir
Retoa a cor da bola
À Bola? Populi
No trem do desconvexo
Flor relaxa
Solta a rima
E trai no movimento
O drible do lábio no ar.
E parole no mar
Palavra faz gritar silêncios imortais
E em vídeo, em prece
Acordes, quermesses
Vagam nomes, abismos, ais
Ruas tocam sons legais
E na trilha da letra viva
A alma só costura emoção.
segunda-feira, outubro 27, 2008
Tudo se fuder
Ou nossas coisas são crimes perfeitos?
Somos sorriso, dor amor, defeitos?
Ou teatro de mágicas
Pintados a parecer?
É da gente?
Saber das coisas, do sonho saber
Olhar pro mar
Ver luar
Ver luzir
Renascer
Reformar
Tentar não Morrer?
E E só!
É sempre o mesmo futuro
Sonhado em pleno pulmão
Contente rimando a inversão da razão
Ao nos transformar
Em copiadores de ser.
E o que eu quero é um lugar
Onde exista o sono
Um belo sonho.
Eu só quero existir sem querer
Ir e rir pro aí
Sem querer nem saber
Eu só quero mandar tudo se fuder.
Poetas
Rumos
Cidades desconstruídas
Caos nos olhos mudos
Palavras nunca tão ditas
Já podemos tudo
Rasgamos mil novos dias
E o que somos, mundo?
Talvez poeira de estrelas.
Ramos de anos, de estados
Sangue rubro que já arde
Já se perdem nas sarjetas esquecidas de nossa beleza.
Livros e resmungos
Amores tão surdos
Ruinas inteligentes
Das ajudas de livrarias
Enquanto o sonho bóia
Alheio a qualquer livro
Buscando amores que repletos
Nos transformem em poetas.
Nâo posso ver!
Cortem os ares
Façam azares
Sonhem!!
Saiam de marte
Fujam de marte
Corram para mares novos.
Cegos de tanto querer voôs cegos
Somos a ausência tão eloquente
Do construir-nos gente
Perdidos buscando de Deus
Um inferno
Algo para onde morrer
Nos esquecemos de nascer
Nâo posso ver!
Segunda-Feira
Nada rema contra o sono
Perguntar alheio ao sol a fonte
Do amor
Do sabor do sonho
É criar avenidas no Haiti
É transformar luas novas em Paris
é temer do amor a cor, o verso
É saber que das cores, somos dois.
E por isso se muda o norte
É por isso que nos fazemos fortes
É por isso que rumam os maus
Para as cavernas de onde não há manhã.
Se eu morrer farei ondas e contraversos
Controversos de conchas, paus e anis
Flores de liz me assombram no universo
Enquanto me apaixono de manhã.
Se eu tomasse uma coca..
Dói, o olhar com o sol atroz
Faz chover a menina a graus do cão que me toca
O coração.
Nestes dias me emociona não ser cego
Me emociona viver bem por aí
Não saber de futuro algum
Ser terno
Com quem não te percebe bem
Nos sons.
E enquanto o mundo se mostra
Eu queria hoje ser foca
Debulhar-me em preguiça tosca
Recriar universos em postas
Te ver contente.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Porto universal
E som de rua,e mais
É sol de vento
Então qual fantasia
Surge em explosão de muitos desejos
Cálido no tom de neo-maravilha.
Em meio à confusão deste velho Rio
Jazem Sampas de manhã
Rumos pelo aterro
Tatos de canção
Tatis e Nás de poesia
Costuram razões além Melodia.
E meu coração de cor de terreiro vai
Restaurando sons de ouvido inteiro
Pulo na invenção
Corro na alegria
Calo-me na voz
Rio quase inteiro.
Pois sou amanhã
Pois sou irreal
Sou um mundo inteiro, até permito
Ser transnacional
Vagando entre dons
Vagando no sal
Sendo-me sorriso, invento, cheiros
Sendo universal.
E como não ser dom
Nem ser poesia?
Se o sol então arde qual celeiro
que serve a visão de grande maravilha
Ter um coração vivo em meu peito
E toda manhã
Acordo entre o sal
Raiva que faz livres sons ausentes
Que sonham novo sal
E sendo amanhã
Sendo irreal
Vago em las cajes deste alegre
Porto universal.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Um carinho nosso pelo criador
Resmungo perversidades construidas por doutor
Reparo séro nas veredas
Nas verdades que velhos feitos de artes
Escreveram por louvor
E passo o pé na presteza da cidade
Pra evitar as grades
Para evitar rancor.
E jogo assim meio arrastado
Tumultua o relvado
Faz corar o trombador
Porque perfeito tudo nem é bom estado
Mas nem tão esculhabado pro craque poder se impor.
Valha-me chuva de me prender engarrafado
Rumores de tranca-rua dizem sol de levantar!
Valha-me ruas de prender-me encafifado
Música que cala rua não se pode amarrar.
Olha Maria
Se Deus fosse duas vinhas
Não haveria drogaria vendendo Anador
Só tinha a gente mantendo em nossa prece
Um sorriso bonitinho feito de um carinho nosso pelo criador.
Às tardes
Novenas azuis
Larguem fogo sobre o obus
Mil cidades me fazem ver
Raias de mar
Reflexos do sol
Em meus olhos em rouxinóis
De meu lírico novo ver.
Faço-me fé
colho a dor do luar
Planto ao nascer do mar
Novo sol de verdades.
Sinto a saudade do mel
E surpreso um novo céu
Faz-me tarde.
Pelas manhãs brindo sóis com a luz
De um riso que só seduz
Quando simples se faz nascer.
E eu guri ao som
De Oswaldo Cruz
Sambo rezas, Candeias azuis
De Cartolas de meu viver.
E assim minha fé, vê um novo luar
Saudade vira sonhar
Mundo colore tardes.
E quem sou eu sob o céu
Desta estrela em novo mel
Da cidade?
Cidade sal, luz do meu saber
Só você pra me fazer ver
Estrela flor em velha manhã!
Quem sabe a fé
Faz-me novo luar?
e eu que não sei esperar
Vôo às tardes.
Inventado azul
Faço brados
Simulacros
Costumo ter sonho e flor.
Vago no som primeiro ato
Castro Vargas inexatos
Leio pobre ficção.
Assim me rumo ao sumo
Sou segundo
Totalmente
Repleto de mar
Ausência de ar
Costume de ir lá
Ao menos pra colher luzes colantes.
Ali parece agora tão distante
Será que sorrir é só demonstrar estrela de mar?
Queria ser somente um instante
Pelo sul
Rompendo mil milagres
Ouvindo apaarentes novas harpas
E naves
Como o azul
Das prestezas correntes
Assim como o sabre
Corta a alma da gente
Inventado azul.
Gabeira e Paes, pra não me deixar em paz!
No outro canto do Ringue Eduardo Bem Vestido Paes, o Terror do Trator anti-favela.
E a população entre milhões de justificativas de como o PSDB virou de esquerda contra a Máfia do PSDB. Não que exista uma diferença tão enorme no modo elitista de governar de ambos, apesar de métodos diferentes de atingir a mesma opressão velha de guerra em relação à grande massa.
A Candidatura Gabeira tem o agravante de tornar simpático o discurso do PSDB, e pior, sua modernização é o sotaque carioca dado ao Governo Serra/Andrea Matarazzo em São Paulo. O Paes, ruinzinho que só, mas adorado pelas donas de casa à procura de bom partido pras moças casadoiras, é só um coadjuvante perigosíssimo dessa comédia de erros que é a ausência da esquerda no Rio de Janeiro.
Gabeira consegue se mostrar algo que não é, apropriando-se de uma mistura de discurso de esquerda com fundamentos econômicos by George Soros e isso porque o discurso ético da Esquerda petista hoje repetido também pela esquerda do PSOL banaliza a política a um debate entre quem rouba e quem não rouba. Daí não se questiona a ética na aliança de um sujeito honesto com o Zito, por exemplo, e Marcelo Alencar. Fica-se preso na lógica do embate entre o Paes, dito defensor das milícias e do caveirão, mas como o Gabeira parece de esquerda e até o momento é honesto, não se discute sua aliança com Marcelo Alencar “Bônus Bang-Bang pra polícia” e Zito “Matador de Caxias”. E ainda acham que somos ingênuos e que devemos derrubar a direita nos aliando ao Periquito das Gerais.
Se confunde postura externa com postura política, não se vê os imensos recuos, ditos necessários para ser eleito, do Nobre homem verde de Ipanema na questão da liberação das drogas e contra a homofobia, e não se discute o que é “choque de capitalismo”, tudo pela falsa dicotomia do Miliciano versus o homem bom. Nem se percebe que o discurso é o discurso Cesar Maia com estilo, cor, cheiro e elegância.E novo dono, com a possibilidade de sustentação ao PSDB nacionalmente.
Nesta balada ficamos auqi observando o novo round do personalismo grassando, só que pela direita, enquanto o rio ta quase Tietê, mas lá ao menos teve o grupo Rumo.
Rês
Sê somente encalço
Peque na festa divina
Vai!
Vê na alma o sal dos passos
Vê a sebe
A flor retinta.
Vê somente sem olhos
Silenciado em temor
Vida
Vida é sina de mil olhos
Sons de almas
Cruz
Esquinas.
Rês
Sê somente o sino
Das maligrejas das linhas
Reescritas nas palmas de Lourdes e suas filhas!!
Vê todo o mal nas enganas
Das Bestas de tua torpeza
Não ligue à palavra a calma
Não ligue pra palavrezas.
O medo é o todo do ser
É alma e espaço
No delírio sem pernas das novenas
Na lentidão que inferna as mil lendas
Dos bons homens que caem em pranto, em falso.
Nada seu cria ondas
Cria fatos
Todo seu é o maior pesadelo
Todo sonho é um pouco desespero
Esperança é um irônico sorriso
Dói da fé o impacto sem frio
Do delírio atirado em pleno peito.
E a astronave das linhas, o incerto
Sâo cordéis não culpados, mas com peso
Remoídos irrimados de desejo
Pelos sins e pelos nãos de cada deserto
Costurados das penas de mil cérberos
Como se fosse nova a mão do medo
Refletida tolamente pelo espelho
Irrigado de sinais não divinos
Feitos só pelo olho nunca vítreo
Destas rimas mais vãs
Cheias de sebo.
E o que é que me faz virar canção?
Já que sou todo ator em velhas lendas
Serei nós pelas veredas pequenas?
Ou serei um soturno amor bretão?
Vago nalmas de luz em escuridão tão trançada que causa milproblemas
Como se toda hora fosse a pena
De um juiz que parece Macalé
Um Arrigo de sons batendo pé
Pra surfar no swing da natureza.
Rês me dê o seu nome e suas certezas
que lhe devolverei com chifres e mar!
Se sou sorriso não te rio bonito
Mas compartilho do desespero inato
Se sou sorriso
Talvez seja mato, ou vire mato, ou mate mato.
Rês
Fuja!
Seu sorriso pode me anoitecer!
Todos os versos são banais
Sofrem jasmins
No decorrer do lírio
Flores aparentam cores e algum cheiro.
Reescrevem-se penas, alces, risos
Como se por risco
Voassem flutuando em parafuso.
E no entreguismo dos nossos filhos
Somos felizes
No oportunismo bom se nós eleitos
Corrigirmos os erros
Que esta gente iletrada e inútil faz e encena.
No sem nexo
Non sense tão previsto
Que verso em sais correntes e delírios
Só vislumbro a razão dos desertos.
E a cor do mar
É tão distante
Como se os ossos fossem livres
Para espetar sua palavra na parede das igrejas.
Mas não ligue
Todos os versos são banais.
quarta-feira, outubro 15, 2008
Lógica banal
Faça-se Angú
Dê caldo das mulheres do Leblon
Ou vá morrer
Porque rios são marcas de suor
Luas nuas se perdem pela paz
Fazem cruzes em Copa no Natal.
Repare nas Marés do Norte azul
Às margens dos universitários sais
E vá crescer
Como se risos fossem doce e só
Como se todo ônibus em geral
Corresse riscos de voar pra Dubai.
Me largue a paciência
Faça luz
Dispare armas químicas no mar
Me salva a calma do urutau
E vou aí
Perder rio de cor sem matagal
Sem nascer nova linha paris
Por entre carros e lógica banal.
quinta-feira, outubro 09, 2008
A cem
Rasgam duas mil filipetas
Nesta semana
Bebo almas com o capeta
Requiro danças pelas sementes
Vago nas calmas sem dor
Reviro a mente
Procuro um véu sem labor
E costurando a cor
Do aniz com um cowboy.
Soy
Apenas a ver astronautas desertos
Só quero mesmo nascer.
Reviro nos jardins um morumbi de incertezas repletas
De uma saudade tão transversa
Refiro-me às tardes sem celeuma ou sentido
Sem hombridade
Costuro-me ator nas mil ruinas de uma história
De Terezas Santas
Do Rio amor.
E és mais teu ser todo meu eu
O que é amor, ou Deus, ou teus
Dois mil tesões?
Costuro bem
A flor do amor
E ando
A cem.
Futuro amor
Que era pra nascer meio cão meio ator
De Hitcock baseado em ritmos
De chula flor.
Já rimei com hipocampos
Runs de alvorecer, frutas, aves, condor
Brinquei com signos afetados
Íntimos
Tolos em cor.
E escrevi coisa rota
Porque querer mesmo só rimar
Por querer do radical ter o tom
Pra me firmar
Com um beque meio manco
Querendo aparecer pro Técnico Tricolor
Me calo baixo
Vago inexato
Só pra rimar pato
Com futuro amor.
Só la mente
Tom Zé, balanço, canoa
Rês, lua, canapé, alvo, gentio
Palavra nua tecida em corpo de Dora.
Perfilando letras, sinônimos, símbolos
Leves destinos, catres, Loas
Ruas tecendo litorais
Repentes negros, fazendo flor.
Palavra ruma em caso de outro inverso
Universo parece Buriti
É cidade e árvore
Sem nexo
Não responde e nem encurta razão melhor.
Se és calango
Ou truta
Nasce veio
Na versola da sílaba de sal
Rima compras com muitas vezes mês
Rimam-se dor e verde afã
Pelas mil quebradas de rubra paixão em liz
Passeatas, mulheres, negros, véus
Transportemos vilões de multiversos
Construamos do verde o sangue, o bom.
Não se apegue à canção, ao som ao verso
Sugue o tom da palavra por aí
No sentido da catédra do inverso
Há a guerra da plebe e da maçã
Pelas inversões do som
Pelas cidades, bocas, e tons
Pelas almas livres e presas no chão
Pelas cadeias e fábricas e muitas invasões.
Se refletes o sol e as bóias
Se reduzes o som às flautas
Se requeres milhões de calmas
Sou apenas o que lhe falta
Sou só la mente.
Realiza o nada
Vaga lume de parca praia
Sol de arraia
Rasga gume de alma clara.
Vaga voar
Lua,onda, palavra rara
Soa sobre Sabres, almas
Rima ritmo
Cor de calma
Calma morre
Estravaza.
Veja-me mar
Vaga lume
Vaga palavra
Nada acalma
Luta ruindo de alma em alma.
Veja-ma ar
Pedra
Punho
Bandeira
Faixas
Explodem asas
Voam povos,
Utopias e espadas.
Vejam já
Novo homem, novas palavras
rima morta, som soa
Rasga
Realiza o nada.
Em cada idade, em cada letra
Me crie apenas das cinzas
Parado sou mudo
Acorrentado sou sina.
Ponha algo nulo
Anule o avanço das linhas
Eu busco a carta do mundo
Pintada nas esquinas.
Mova o ás, o rumo
Jogue o lábio pra cima
Sopre o verso no prumo de nossas incertezas.
Pois o que canto é moldado
Das loucuras das idades
Das belezes de cada letra
Nas cidades
Na lua acesa.
E é o hoje o rumo
Hoje é o sumo
No cais tão consistente
Dos mares deoutros lusíadas
Minh'alma voa afora
Redunda do sorriso
Do amor que é verso em festa
Em cada idade, em cada letra.
É ver
Somos miragens
Arte é miragem podre.
Luzem milagres
Somos iguais
Solenes
Iguais rancores.
Faz-se ciência em Deus
Faz-se inferno
Cansa a clemência o ato das feras
De discutir semente.
Faz-se pior morrer
E o que quero
É olhar
Me enternecer
É chorar
Me entristecer
Ser vão
Só ser.
O que há me faz crescer
Toda morte é meu nascer
É chão
É ver.
Rio asfaltos
Nos Estácios do ser
Rio braços de anjos
Resquícios tão humanos
Do meu olhar.
Pra ver firme a manhã
Recompondo seu axé
Seu ato
De mostrar-me o viver
Como um dia novo a meu lado.
Mas há verdades inscritas no querer
Rio falso
Te amo.
Como criar contas pro colar crescer?
Há em mim o mar que importa mais que viver?
Há verdades
Sonhos anotados sem ler
Rio asfaltos e planos.
Como ser moleque nas nuvens, no sal
Se há explosões novas de manhã em qualquer jornal?
Há saudades
E o que invneto a nascer
Rio Falso
Te amo.
terça-feira, setembro 30, 2008
E flor
Sol se seduz com a invenção
Da lua ao mar perdendo um meu sorrir.
Tempo que passa pelas festas
Da ilusão da criação
Responda o extremo da certeza
Ou ignore-me a intenção.
Posso me ausentar
Pelas inúmeras glórias da dor?
Poismeu olhar
Só pede a ausente
Falta-me flor.
Não olhe ao léo na aparência
De lá achar-me como alguém
Voando ao mar
Herói do amor sem fim
Pois sou repleto das ausências do existir em coração
Volúvel na inteira presença
Do sempre buscar uma paixão.
Nota-me ar
Esqueça-me história
Sou dor
Nota-me mar
Enquanto parto docas
E flor.
quarta-feira, setembro 24, 2008
Risco
E ritmo
O sopro flui como fel
No imaginar dos desertos meus
E dor é quase assim como desejos
Só surgem precisos.
Nada ou ninguém controla a maldade da dúvida
E os gritos
São apenas você se tornando pedaços
Seus
E o que é de ti
Sem teu controle?
Não é simples? Preciso?
Morrem quem dependem de fé
Toda fé é loucura
E risco.
Só um artista
Ou se pergunto a turistas
Como se faz pra vespeiro
Nascer psicanalista.
Se rimo ave com centeio
Viro gastronomicista
Arrumo cargo de recheio
Viro prefeito alquimista
Procuro bens em cinzeiros
Amores em naturistas
Pelados tem o respeito
Dos que a nudez bela avista.
Cato verdades em mateiros
E violeiros altruístas
Em cínicos não macumbeiros
Praticantes falo linguistas
Eu gosto mesmo é de cheiro
De rua à noite na pista
De cerveja com canteiros
De ruas sem sinalistas.
Talvez eu rime por medo
De morrer em dia à vista
De não saber mais do certo
Ou de ser um canalha sem listras
Ema zebra, um matreiro
Enrolador de premissas
Talvez eu seja mais meio
Talvez seja só um artista.
Suburbano
Chamam-me apenas Barrabás
Filho de Fabiano
Preto no dente e no nome
Vivendo sem interlocutor.
E rasgo com as tetas de cabras sem baio
Rádios livres e urubus sem dono
A linha fina
Do que me é tedioso.
Vi palavras de meninos
Transformarem-se em pessoas
Danos vários em pergaminhos
Construírem novas noites
E velhos comovidos sem fé
Perguntando o improviso vão
Do que muda
A cada estação.
Filhos brancos d’alma vaga
Comem ossos pela pele
Rompem lágrimas de Sarahs
De Josefas e de Kellys
Brancos têm dentes navalha
Coloridos da solidariedade que convém
Para se mudar ninguém.
E pelas praias dos Rios
Que de segunda à sexta são lírios
Tudo é tão bom
Enquanto ao vivo somente o medo vê
Nosso sorriso sem dó.
Calam-me apenas Ladravaz
Irmão de três ciganos
Cínico em pêlo nos lombos
Falados pelos homens-dor.
Por amor mata-se mais que pelo azul
Das águas de nosso rancor.
Dançam penumbras no ar
Morre Deus sem que ele possa atirar
No Salloon magro das tardes
Feitas dos que eu desisto
A morrer sem dobrar a língua por vocês.
Rasgo muitos elogios
E anoto novas dores
Gritarias falam comigo mais que vozes de doutores
E me canso de ter fé
Pois prefiro o improviso vão
Das mudas
Das pedras no chão.
Já não me clamam, nunca mais
Reviro-me suburbano com medo do tempo de antes
E rindo do interlocutor.
segunda-feira, setembro 22, 2008
Transforma a si
Transforma a si
Seu nome
Talvez Amor
De Guiomar pai distante
Vivo quase antepassado
Como se de Solange alvo
De atenção requisitante.
Nú
Relapso
Alvo tétrico
De si mesmo quase horror
Fingidor de alvos brados
Inundado de hiatos
Nada sutil Mestre de Obras.
Paellas servem ao Amor
Cheio de si mesmo em palavra
Este amor que é de Nádia
Requisitado me pedaços
Pelas dores de alva.
Facas morrem sob o teto
Nasce até sol deste Amor
E o que é seu sonho em rostos?
Se a dor do morto é o sol
Do tolo acreditante?
Se morre
Não é Amor
Como já disse Olava
Ele em tudo é sublime
Mesmo radical e filmado
Por um Buñuel de metraca.
Mas grita
Solto de dor
Solto sem freios, feito o avanço de si, em dor
Ele feito quase cobra
Transforma a si
E vira a morte das obras.
terça-feira, setembro 16, 2008
Acabou-se Fausto!
Durante diários
Percebíamos o quinto porre
Enquanto danava a culpa por não sermos heróis.
Acabou-se o Fausto!!
Na prévia do sempre
Ali adiante
Avant garde do tempo
Na Frente do velho
Da quinta garrafa dos infernos dos outros.
Acabou-se!
Fausto
E nós?
Um brinde a isso
Parecem.
Em Laranjeiras
Perfeitos
Parecem.
Na antiga 17
Bolches e eu nunca andamos juntos
E nos amávamos.
Enquanto isso o gás explode
29 Renasce
E o patinete é o melhor transporte.
Um brinde a isso!










