Antes destes ases
Eu perdi a conta
Fui normal
Me lancei nas costas
De outro mal
Me larguei nas horas
De perder a hora de amar.
Antes destes gases
Que matam horas além mar
Que me calam folhas
De jornal
Que me façam novas
Notas de hipócritas
Há mar.
E eu me calo tudo
Faço tudo obscuro
E me calo e arde sem parar
Este novo rumo, nulo
Quase muito
E quero é mais
É ser.
Quero ter teus ases
Preciso de teu olhar, do sal
Preciso saber se há o mal
Preciso agora
Talvez de tua porta
Ao mar.
Calo sem apostas
Falo poruqe gostas
E me faço olhar.
domingo, maio 28, 2006
Nem Palavra e nem medo
Nem na boca tem mais medo
Nem palavra
Nem na hora de morrer eu largo a casa
Desta palavra sem medo
Ou levada
Que bem parece a irrazão que já me invade.
Cada hora que há medo
O medo é o mal
E coragem já me torna imortal
Já imoral
E nada disso me torna melhor, nem bem, nem mal.
E nem mal
Me calo pra não desdizer
Nenhum grito, sentido ou segredo
Nem um risco, nem tino, nem medo
Pois eu morro entre atos
entre casas
Ao sonhar e desonhar como agora
Ao notar a ilusão que hoje é trilha
Ao não termais medo de outras trilhas.
Nem palavra e nem medo me hoje cala.
Nem palavra
Nem na hora de morrer eu largo a casa
Desta palavra sem medo
Ou levada
Que bem parece a irrazão que já me invade.
Cada hora que há medo
O medo é o mal
E coragem já me torna imortal
Já imoral
E nada disso me torna melhor, nem bem, nem mal.
E nem mal
Me calo pra não desdizer
Nenhum grito, sentido ou segredo
Nem um risco, nem tino, nem medo
Pois eu morro entre atos
entre casas
Ao sonhar e desonhar como agora
Ao notar a ilusão que hoje é trilha
Ao não termais medo de outras trilhas.
Nem palavra e nem medo me hoje cala.
Controverso
Não me esmurre
Meu sonho é controverso
Não me mude
Teu sonho é contra o verso
E há tantas horas
O tempo, a lama
O maço
O verso
São já tantas horas
E dias que se fazem o inverso
E a cada hora o mundo rima
E nós aqui dizemos ternos
Morrer é controverso.
Não há tempo
A massa sabe em tempo
Tantos são os calados
E nós contando momentos
Em que somos os inimigos
Perdidos na ilusão
De fornecer perigo
E todos lá fora só sorrindo
Mudando a cor dos muros velhos
Todos já somos velhos.
Falei direito
Escrevi direito
Tentei ser direito
Até parei de desdizer o que disse à vida inteira
Cansei de dar bobeira
Já sei
Vou correr contra o verso
Ou já ser controverso?
Tomei liberdade interno
De ver-me novo inverno.
Meu sonho é controverso
Não me mude
Teu sonho é contra o verso
E há tantas horas
O tempo, a lama
O maço
O verso
São já tantas horas
E dias que se fazem o inverso
E a cada hora o mundo rima
E nós aqui dizemos ternos
Morrer é controverso.
Não há tempo
A massa sabe em tempo
Tantos são os calados
E nós contando momentos
Em que somos os inimigos
Perdidos na ilusão
De fornecer perigo
E todos lá fora só sorrindo
Mudando a cor dos muros velhos
Todos já somos velhos.
Falei direito
Escrevi direito
Tentei ser direito
Até parei de desdizer o que disse à vida inteira
Cansei de dar bobeira
Já sei
Vou correr contra o verso
Ou já ser controverso?
Tomei liberdade interno
De ver-me novo inverno.
Hoje chega
Eu quero a fronte serrada
O tapa
A corda
Que arrebenta o peito
No peito
No que deito
No coração na mão
Sem mão
Sem sonho
Sem consumo
Sem sumo
Idiota
Palhaço
Palhaço
Palhaço.
Palhaço dado no ventre
Na pedra, no intento perfeito
Na bandeira rasgada
Na multidão
Ignara
Ignorada
Sem vento.
Seco soco murro
Muro
Na boca
Na mente
Quem mente?
O sussuro ao canto da banca
Na banca dos mundos sentados
Ouvindo em discursos
Em pulsos
Em ruas e povos
Sem povo
Sem rua
Só carpetes e mesas
Só mesas
Expulsos
O povo
O moço
A rua
A bandeira
Só voto
Hoje chega.
O tapa
A corda
Que arrebenta o peito
No peito
No que deito
No coração na mão
Sem mão
Sem sonho
Sem consumo
Sem sumo
Idiota
Palhaço
Palhaço
Palhaço.
Palhaço dado no ventre
Na pedra, no intento perfeito
Na bandeira rasgada
Na multidão
Ignara
Ignorada
Sem vento.
Seco soco murro
Muro
Na boca
Na mente
Quem mente?
O sussuro ao canto da banca
Na banca dos mundos sentados
Ouvindo em discursos
Em pulsos
Em ruas e povos
Sem povo
Sem rua
Só carpetes e mesas
Só mesas
Expulsos
O povo
O moço
A rua
A bandeira
Só voto
Hoje chega.
Menino
Se fosse sabor
Saber
De ti
Enfim
Assim qualquer momento
Do tempo intento
Medo de servo ser
Medo se não ser
Perdido.
Por aí morrido
Em nítido tempo
Em tempo
Movimento
Sentindo a ti
Em vento
In
Vento.
Seria eu
Meu seu
Tempo
E sabendo amor em tempo de intento
Em fio
De esperanças
E danças mil
Eu assim
Nitidamente
Menino qualquer
Ia-me
Sem ir
Por aí
Contigo.
Saber
De ti
Enfim
Assim qualquer momento
Do tempo intento
Medo de servo ser
Medo se não ser
Perdido.
Por aí morrido
Em nítido tempo
Em tempo
Movimento
Sentindo a ti
Em vento
In
Vento.
Seria eu
Meu seu
Tempo
E sabendo amor em tempo de intento
Em fio
De esperanças
E danças mil
Eu assim
Nitidamente
Menino qualquer
Ia-me
Sem ir
Por aí
Contigo.
sábado, maio 27, 2006
Cale a boca
Cale a boca
E o desejo
E dê-me a arma
Cale a boca e o segredo da palavra
Cale a boca por favor de Deus
E mate-me a alma
E sem delírios mostre o sol que hoje arde.
Cale a boca e faça-se o mal
O bem de ser ninguém
De ser fatal por ser
Natural em sol.
No final
Todo desejo é viver
Sem segredo
Sem ritmo
Sem medo
Apenas por ser assim tão natural o medo
Como um canto sem tornado e sem casa
Como um grito que se expõe na noite fria
E eu dormindo sonhando com maravilhas.
Cale a boca.
E o desejo
E dê-me a arma
Cale a boca e o segredo da palavra
Cale a boca por favor de Deus
E mate-me a alma
E sem delírios mostre o sol que hoje arde.
Cale a boca e faça-se o mal
O bem de ser ninguém
De ser fatal por ser
Natural em sol.
No final
Todo desejo é viver
Sem segredo
Sem ritmo
Sem medo
Apenas por ser assim tão natural o medo
Como um canto sem tornado e sem casa
Como um grito que se expõe na noite fria
E eu dormindo sonhando com maravilhas.
Cale a boca.
Tormento
Se me esmurre na Minha palavra
É o vento
Que faz duro, o silêncio e o tempo.
Se me chute
Esculhambas o intento
Do teu chute
Ao perder a mim
No tempo.
Se iluda
E me faça eterno
O astro do vento é o monstro
E eterno meu desejo é certo.
Eu tô lá fora dominando
O astro e o verso
Derrubando internos
E reis de douros, ternos.
Cale e mude
Não me encha com ser moderno
Eu sou aqui dentro
Bem melhor que o passado
Do seu menor intento
E tô em tempo de amigo
Fazendo voltas de chefes ninhos
Mortos na autora sem saída
Dos dias sem infernos
Eu vivo bem mais terno.
Não tem dinheiro na carteira
E nem tempo pra colher modernos
Fogos destinados
Ao gueto
Do verso.
Eu já não sei
E nem retruco mesmo
Outro truco
Jogo que faz-se esmo
E nem sei
Se interno morro ou venço
Nem titubeio
A pensar-me morto ou verso
Não calo-me
Tormento.
É o vento
Que faz duro, o silêncio e o tempo.
Se me chute
Esculhambas o intento
Do teu chute
Ao perder a mim
No tempo.
Se iluda
E me faça eterno
O astro do vento é o monstro
E eterno meu desejo é certo.
Eu tô lá fora dominando
O astro e o verso
Derrubando internos
E reis de douros, ternos.
Cale e mude
Não me encha com ser moderno
Eu sou aqui dentro
Bem melhor que o passado
Do seu menor intento
E tô em tempo de amigo
Fazendo voltas de chefes ninhos
Mortos na autora sem saída
Dos dias sem infernos
Eu vivo bem mais terno.
Não tem dinheiro na carteira
E nem tempo pra colher modernos
Fogos destinados
Ao gueto
Do verso.
Eu já não sei
E nem retruco mesmo
Outro truco
Jogo que faz-se esmo
E nem sei
Se interno morro ou venço
Nem titubeio
A pensar-me morto ou verso
Não calo-me
Tormento.
terça-feira, maio 23, 2006
Pra todo meu povo e tempo
Podem juntos
Irmãos e o tempo
Dançarem como negros
Em tempos e inventos
De santos dias de outro tom
E de canção de hermano tempo.
Pode o sol ser a magia
De uma poesia solta
Como se fosse o invento da porta
A saida do desejo
E como se toda a noite fosse noite de um tempo
Onde meus pés e mãos são negros.
E nas Itálias da cabeça
Uruguays de meu desejo
Lua solta em alta Lapa
Lapa solte em meu negro
Ato de ser alta vida
De ser vida e intento
Como se samba fosse
Apenas um meu desejo
A soltura das amarras
Pra todo meu povo e tempo.
Irmãos e o tempo
Dançarem como negros
Em tempos e inventos
De santos dias de outro tom
E de canção de hermano tempo.
Pode o sol ser a magia
De uma poesia solta
Como se fosse o invento da porta
A saida do desejo
E como se toda a noite fosse noite de um tempo
Onde meus pés e mãos são negros.
E nas Itálias da cabeça
Uruguays de meu desejo
Lua solta em alta Lapa
Lapa solte em meu negro
Ato de ser alta vida
De ser vida e intento
Como se samba fosse
Apenas um meu desejo
A soltura das amarras
Pra todo meu povo e tempo.
Asas do se Animar
Falar de ti
Pode ser
Para ti
Sorrindo o som de um bom tom
De rir.
Porque o azul de tudo é o azul
Da magia
Ou o dia
Sendo somente nós.
E porque a sós
O nome é doce
Na boca atroz
E somente a ti
Somente pra ti
O tom do bom é o som que faz
Nascer de ti
Um sorriso úmido
Um zumzum
De dias
E marias
Que não sabem ser nós.
E um
Nosso dia
Nossa magia
Sendo assim como ia
O Dia se não fosse a prece
De nossos corações
A dançar como um coração
A se descontrariar a magia e o corpo
A se lançar
Nas asas
Do se animar.
Pode ser
Para ti
Sorrindo o som de um bom tom
De rir.
Porque o azul de tudo é o azul
Da magia
Ou o dia
Sendo somente nós.
E porque a sós
O nome é doce
Na boca atroz
E somente a ti
Somente pra ti
O tom do bom é o som que faz
Nascer de ti
Um sorriso úmido
Um zumzum
De dias
E marias
Que não sabem ser nós.
E um
Nosso dia
Nossa magia
Sendo assim como ia
O Dia se não fosse a prece
De nossos corações
A dançar como um coração
A se descontrariar a magia e o corpo
A se lançar
Nas asas
Do se animar.
Os sonhos de gente a cantar
Se há sol sem cor
Não nomeu lugar
Se há sol sem dor
Não no meu sonhar.
Nasci
Por aí a voar
Nasci
Sem nem notar luar e por aí pude ver
Criança virar gente a queimar
E por aí pude ver
Adulto não crente inté rezar.
Se fugiu a cor
Olhe bem no olhar
Se fugir a cor olhe para o mar.
Nasci
E cresci a escutar
O rir e também o chorar
De muita gente que crê que palavra vida
É pra sonhar
De muita gente que crê na palavra vida
Pra voar.
Eu olhei para o chão e aprendi do chão
Que nasce se plantar
A imensidão do sonho e das flores
Do peito de quem lutar.
E nasci da cor
Da mão do irmão do mar
A rir
Com seu barco a deslizar
A vir
Cantando o tom do luar
Entre o sonho e o ser
os sonhos de gente a cantar.
Não nomeu lugar
Se há sol sem dor
Não no meu sonhar.
Nasci
Por aí a voar
Nasci
Sem nem notar luar e por aí pude ver
Criança virar gente a queimar
E por aí pude ver
Adulto não crente inté rezar.
Se fugiu a cor
Olhe bem no olhar
Se fugir a cor olhe para o mar.
Nasci
E cresci a escutar
O rir e também o chorar
De muita gente que crê que palavra vida
É pra sonhar
De muita gente que crê na palavra vida
Pra voar.
Eu olhei para o chão e aprendi do chão
Que nasce se plantar
A imensidão do sonho e das flores
Do peito de quem lutar.
E nasci da cor
Da mão do irmão do mar
A rir
Com seu barco a deslizar
A vir
Cantando o tom do luar
Entre o sonho e o ser
os sonhos de gente a cantar.
domingo, maio 21, 2006
Partido do Cachaça
Ontem eu fui na festa do cachaça
Tava lindo
Tinha riponga cansado
Tinha dondoca sorrindo
Tinha paulista calado
E mineiro sacudindo.
Porque somente no clube
Da cachaça bamba canta
Comunista desembesta
Neo liberal não se espanta
Com todo um povo em festa
Na cadência de um samba.
Ontem eu fui na festa do cachaça
Tava lindo
Tinha riponga cansado
Tinha dondoca sorrindo
Tinha paulista calado
E mineiro sacudindo.
Porque somente no clube
Da Cachaça se encanta
Quem já perdeu alguns sonhos
Quem sonha em esperança
Quem se limita na vida de trabalho e não dança.
Ontem eu fui na festa do cachaça
Tava lindo
Tinha riponga cansado
Tinha dondoca sorrindo
Tinha paulista calado
E mineiro sacudindo.
Porque somente no Clube
Da Cachaça gente tanta
Se descobre amante
Se redescobre e canta
Pra que amigos do dia
E antigos façam dança.
Tava lindo
Tinha riponga cansado
Tinha dondoca sorrindo
Tinha paulista calado
E mineiro sacudindo.
Porque somente no clube
Da cachaça bamba canta
Comunista desembesta
Neo liberal não se espanta
Com todo um povo em festa
Na cadência de um samba.
Ontem eu fui na festa do cachaça
Tava lindo
Tinha riponga cansado
Tinha dondoca sorrindo
Tinha paulista calado
E mineiro sacudindo.
Porque somente no clube
Da Cachaça se encanta
Quem já perdeu alguns sonhos
Quem sonha em esperança
Quem se limita na vida de trabalho e não dança.
Ontem eu fui na festa do cachaça
Tava lindo
Tinha riponga cansado
Tinha dondoca sorrindo
Tinha paulista calado
E mineiro sacudindo.
Porque somente no Clube
Da Cachaça gente tanta
Se descobre amante
Se redescobre e canta
Pra que amigos do dia
E antigos façam dança.
Um Beijo de amor e Sal
Ana graça
Nana jardim
Flores avulsas de mim
Retumbantes vãs palavras
Não descrevem nada enfim.
Não há mais nenhum ar pra se jogar.
Entre pedaços de outro mal
Vozes frias
Lua normal
E a imensa maravilha
De viver sempre o bom dia
De viver
Pelo teu sal.
Luar é coisa que brilha no olhar.
Estrelas parecem velhas
Qual a terra
As trilhas e as feras.
Há meninas que dançam veras
À Vera
E há a linda
Donzela
Que destina sonho e sal
Verso vão
Verso banal
Que procura melodia
Pra roubar da moça a trilha
De um beijo de amor e sal.
Nana jardim
Flores avulsas de mim
Retumbantes vãs palavras
Não descrevem nada enfim.
Não há mais nenhum ar pra se jogar.
Entre pedaços de outro mal
Vozes frias
Lua normal
E a imensa maravilha
De viver sempre o bom dia
De viver
Pelo teu sal.
Luar é coisa que brilha no olhar.
Estrelas parecem velhas
Qual a terra
As trilhas e as feras.
Há meninas que dançam veras
À Vera
E há a linda
Donzela
Que destina sonho e sal
Verso vão
Verso banal
Que procura melodia
Pra roubar da moça a trilha
De um beijo de amor e sal.
Sol Mininim
Sol mininim
Petisco de graça
Coisiquinha à toa
Ages de mim estrela que baila
Saravá pessoa.
Parto de um sol sozinho
Que faz poeta perder a razão
Vento que corre bons dias
E vira mundo
Em qualquer vã canção
E de rápido riso
Faz os segredos perderam a vida
E desvela o sorriso em dias
De vã palavra que agora cria
Um novo sol de ondas
E parta de várias
Letras e doses
De uma melodia.
Sol que de si
rebrilha patacas
Faz nascer pessoa
Parto de sins
Estrela e meca que hoje brilha à toa.
Sol de riso de mansinho
Autoridade de imensidão
Rasgo de mil noivas, linhas
De trens que abarcam maravilhas, sons
Como ser um artista de palcos nobres e ruas vazias
És assim como um bom dia
De uma fada
Que faz ventanias
Parecerem sóis que dançam
Numa noite fria.
Petisco de graça
Coisiquinha à toa
Ages de mim estrela que baila
Saravá pessoa.
Parto de um sol sozinho
Que faz poeta perder a razão
Vento que corre bons dias
E vira mundo
Em qualquer vã canção
E de rápido riso
Faz os segredos perderam a vida
E desvela o sorriso em dias
De vã palavra que agora cria
Um novo sol de ondas
E parta de várias
Letras e doses
De uma melodia.
Sol que de si
rebrilha patacas
Faz nascer pessoa
Parto de sins
Estrela e meca que hoje brilha à toa.
Sol de riso de mansinho
Autoridade de imensidão
Rasgo de mil noivas, linhas
De trens que abarcam maravilhas, sons
Como ser um artista de palcos nobres e ruas vazias
És assim como um bom dia
De uma fada
Que faz ventanias
Parecerem sóis que dançam
Numa noite fria.
segunda-feira, maio 01, 2006
Claudia
Faz-se sol
Há na palavra um jardim
Feito de monstros
E novas árias de uma cor
E um fim.
Ages em nus
Cores repletas de um céu
Que cortam celas
E grades que desatam nova cruz.
Palavras sorriem
Quase como quem desafia mar
Atos fazem mesa
Cama e, quiçá, clareira.
Tantos nomes
Tantos chãos
Homens, desígnios vãos
DE coisas cantareiras
Prontas pra, sim ou não, tornar-nos irrazão
Feitas de tanta certeza
De perde-se à própria mão
Guinado-se no canto
De uma sereia viva
A própria magia.
Como ao sol
A palavra arde sem jardins
Ao ver-se em fogo
E em fogo inadiar-se a ser sim.
Há na palavra um jardim
Feito de monstros
E novas árias de uma cor
E um fim.
Ages em nus
Cores repletas de um céu
Que cortam celas
E grades que desatam nova cruz.
Palavras sorriem
Quase como quem desafia mar
Atos fazem mesa
Cama e, quiçá, clareira.
Tantos nomes
Tantos chãos
Homens, desígnios vãos
DE coisas cantareiras
Prontas pra, sim ou não, tornar-nos irrazão
Feitas de tanta certeza
De perde-se à própria mão
Guinado-se no canto
De uma sereia viva
A própria magia.
Como ao sol
A palavra arde sem jardins
Ao ver-se em fogo
E em fogo inadiar-se a ser sim.
Redescobrindo o olhar
Entre detalhes de cor
Inventos, ventos ao mar
Dezlizes vivem entre os dedos e o teclar
As linhas de verso meu
Que cabe em si entre a flor
E a lâmina do cortar.
Rebuscando coisas Super Man
Tendo na telha apenas
O sentido inexato e tênue
Das coisas vivas que perdem-se entre risos.
E a snuvens de outro dia
Quase sempre de um dia sem par
Feitas em duplas como se todo o par
Fosse apenas a maravilha
Que limpa e desafia a tinta.
Que pintava a cena como matéria
Matéria pronta de qualquer matéria
Finda
Que em tempo, em tempo
Sugere o caminho da mão
O deslize dos dedos a caminhar a mão.
Na razão inversa do tempo
No tempo que descria o inferno
A vesgo queimar a alma
Como se Sol.
Inevitável calor
Surge no vento do mar
E tudo ri enquanto pinta-se o pintar
Dá-se na telha que Deus
Faz tudo ser o pintor
A desvendar-se no mar.
E isso sugere à língua
A perfeita noção de vida
Reabrindo-se entre risos
E novas mil melodias
Que armam-se a ser-me sol.
Desafiando-se cor
E refazendo-se cor
Das palavras tirando o sal
Deste delírio de escrever como pintar
Rimando o caminho
Eu, palavra feita de dor
E sentimentos de ar.
E escrevo como um fio
Depressa
Sem calma e nem sentido
Apenas o peixe, o arco
O desamparo dos que deixam-se ternos
Dos que morrem-se eternos
E sem fim vão-se tensos
Internados em verso
Como um segundo ao certo
Perdido entre imersos
Como tolos sem direito
Dançando-se nos lamentos
E sem tempo e sem verso
Fazem-se apenas cor
No pincel do julgamento.
Escrever,pintar cor
Desenhar mar e luar
Lírico fim de não saber a quem amar
E nem mesmo a quem Deus
Situa sucesso ou dor
Redescobrindo o olhar.
Inventos, ventos ao mar
Dezlizes vivem entre os dedos e o teclar
As linhas de verso meu
Que cabe em si entre a flor
E a lâmina do cortar.
Rebuscando coisas Super Man
Tendo na telha apenas
O sentido inexato e tênue
Das coisas vivas que perdem-se entre risos.
E a snuvens de outro dia
Quase sempre de um dia sem par
Feitas em duplas como se todo o par
Fosse apenas a maravilha
Que limpa e desafia a tinta.
Que pintava a cena como matéria
Matéria pronta de qualquer matéria
Finda
Que em tempo, em tempo
Sugere o caminho da mão
O deslize dos dedos a caminhar a mão.
Na razão inversa do tempo
No tempo que descria o inferno
A vesgo queimar a alma
Como se Sol.
Inevitável calor
Surge no vento do mar
E tudo ri enquanto pinta-se o pintar
Dá-se na telha que Deus
Faz tudo ser o pintor
A desvendar-se no mar.
E isso sugere à língua
A perfeita noção de vida
Reabrindo-se entre risos
E novas mil melodias
Que armam-se a ser-me sol.
Desafiando-se cor
E refazendo-se cor
Das palavras tirando o sal
Deste delírio de escrever como pintar
Rimando o caminho
Eu, palavra feita de dor
E sentimentos de ar.
E escrevo como um fio
Depressa
Sem calma e nem sentido
Apenas o peixe, o arco
O desamparo dos que deixam-se ternos
Dos que morrem-se eternos
E sem fim vão-se tensos
Internados em verso
Como um segundo ao certo
Perdido entre imersos
Como tolos sem direito
Dançando-se nos lamentos
E sem tempo e sem verso
Fazem-se apenas cor
No pincel do julgamento.
Escrever,pintar cor
Desenhar mar e luar
Lírico fim de não saber a quem amar
E nem mesmo a quem Deus
Situa sucesso ou dor
Redescobrindo o olhar.
Partes de Sina
Saber colher
Saber colar
viver marinas
Ser invenção
De coração e eternidade.
Sorrio em mar
Sorrio em cor
Sorrio em mesas
Só Rio em paz
Vendo sabor
De realidades.
Vindo pelo improviso
De realimentar esquinas
Driblando alvos e sinas.
Palavra flor
Palavra amor
Novas belezas
Águas de ar
Águas de mar
E vida à vera.
Desviar dor
Desviar mortas cantilenas
Fazer será
Virar irá
Pelas cidades.
Vindo e indo em cio
Entre detalhes e tintas
Criando partes de sina.
Saber colar
viver marinas
Ser invenção
De coração e eternidade.
Sorrio em mar
Sorrio em cor
Sorrio em mesas
Só Rio em paz
Vendo sabor
De realidades.
Vindo pelo improviso
De realimentar esquinas
Driblando alvos e sinas.
Palavra flor
Palavra amor
Novas belezas
Águas de ar
Águas de mar
E vida à vera.
Desviar dor
Desviar mortas cantilenas
Fazer será
Virar irá
Pelas cidades.
Vindo e indo em cio
Entre detalhes e tintas
Criando partes de sina.
sábado, abril 22, 2006
Casa da Claudia
Fazer sorriso aqui
É só riso rir
Ser isso e riso
É só isso rir
Entre aspas ser um
Ser múltiplo um
Fazer de si o imenso um.
Porque o imenso de um é o todo
É o fim
Imenso fim de ser ir em si
E rir
Porque só de rir
Se faz um sorrir.
E o um é da voz
O imerso em vós
Sabendo disso
Sabedor ria
Na coisa de rir de si
E ir em si
Por ser
Mas que um
Pois um sorria.
É só riso rir
Ser isso e riso
É só isso rir
Entre aspas ser um
Ser múltiplo um
Fazer de si o imenso um.
Porque o imenso de um é o todo
É o fim
Imenso fim de ser ir em si
E rir
Porque só de rir
Se faz um sorrir.
E o um é da voz
O imerso em vós
Sabendo disso
Sabedor ria
Na coisa de rir de si
E ir em si
Por ser
Mas que um
Pois um sorria.
Universo
Facas, obuzes
Doces
Milênios
Palavra Fé
Agem mil reversos e intensos
Sonhos de alma e o que vier
Entre alças de infernos
E madeira de cruz
Solta entre o desejo
E a visão que distorce
O tremelique da canção
Como algo tão inteiro
Que se arma em calor.
Facas
Obuzes
Doces
São internas todas formas
Que deslizam em si mesmas
Como alguma cor nova
que faça delírio meu
Ser universo.
Doces
Milênios
Palavra Fé
Agem mil reversos e intensos
Sonhos de alma e o que vier
Entre alças de infernos
E madeira de cruz
Solta entre o desejo
E a visão que distorce
O tremelique da canção
Como algo tão inteiro
Que se arma em calor.
Facas
Obuzes
Doces
São internas todas formas
Que deslizam em si mesmas
Como alguma cor nova
que faça delírio meu
Ser universo.
Como um verso
Surgem
Quase que como música
Diversas ilusões
E tons de bola
Que tocam pro passe perfeito
E misturam sons de palavras
Sem nenhum compromisso com o sentido
Ou como escracho de cada verso.
Surgem
Como simplesmente nada
Versos metrificados erroneamente
E gritos
Ritmados e perdidos
Pelos encontros de almas e socos ingleses
Destas ruas selvagens
Que me parecem belas.
Talvez Blake esteja certo
Ou os Tigres da Ira desembainhem palavras
Mais certas que o osso duro da conveniência
E desta hipocrisia deleitada
Pelos nobres de coração morto.
Talvez o vento encanado
Das praias e ruas da cidade minha
Maravilhosa ou não
Em seus delírios de grandeza perdida
Seja mais que simples parcimônia com os mortos andantes
Talvez ele seja um sopro de algo que jamais ocorreu
A libertação dos medos e máscaras que nos acorrentam
Por aí.
Surge
Como dávida
A impressão do eterno nas pedras
E o olhar dos animais que fogem
Surge
Como veia
A eterna e maldita vontade de fugir
Das regras que criam novas doenças
E novos escravismos.
Surge como a si mesmo
Como um verso.
Quase que como música
Diversas ilusões
E tons de bola
Que tocam pro passe perfeito
E misturam sons de palavras
Sem nenhum compromisso com o sentido
Ou como escracho de cada verso.
Surgem
Como simplesmente nada
Versos metrificados erroneamente
E gritos
Ritmados e perdidos
Pelos encontros de almas e socos ingleses
Destas ruas selvagens
Que me parecem belas.
Talvez Blake esteja certo
Ou os Tigres da Ira desembainhem palavras
Mais certas que o osso duro da conveniência
E desta hipocrisia deleitada
Pelos nobres de coração morto.
Talvez o vento encanado
Das praias e ruas da cidade minha
Maravilhosa ou não
Em seus delírios de grandeza perdida
Seja mais que simples parcimônia com os mortos andantes
Talvez ele seja um sopro de algo que jamais ocorreu
A libertação dos medos e máscaras que nos acorrentam
Por aí.
Surge
Como dávida
A impressão do eterno nas pedras
E o olhar dos animais que fogem
Surge
Como veia
A eterna e maldita vontade de fugir
Das regras que criam novas doenças
E novos escravismos.
Surge como a si mesmo
Como um verso.
São Domingos
Eu quero um samba qualquer
Replicado nas miudezas
De dias Domingueiros
E respirando São Domingos
Sem chuva
Participo do tom tribom
Dos surdos.
E maracatus deslizam
Entre toques de maresia
E a entressafra de beijos
Que descuidam-se em si mesmos
E aparecem entre o casario
A praça e uma vontade de explodir
Como festa Espanhola
Em Rios de Janeiro.
Por isso o samba que eu quero
Têm de saborear as instâncias
Cegas
Dos tambores e guitarras
Das Jam Sessions
Que num chuvisco de barca
Numa oração premeditada
Por um passista triste
Atrapalham-me a visão
E destinam meus versos
A singulares universos.
Replicado nas miudezas
De dias Domingueiros
E respirando São Domingos
Sem chuva
Participo do tom tribom
Dos surdos.
E maracatus deslizam
Entre toques de maresia
E a entressafra de beijos
Que descuidam-se em si mesmos
E aparecem entre o casario
A praça e uma vontade de explodir
Como festa Espanhola
Em Rios de Janeiro.
Por isso o samba que eu quero
Têm de saborear as instâncias
Cegas
Dos tambores e guitarras
Das Jam Sessions
Que num chuvisco de barca
Numa oração premeditada
Por um passista triste
Atrapalham-me a visão
E destinam meus versos
A singulares universos.
quarta-feira, março 29, 2006
Milharal de pensamentos
As falas dos homens são apenas vértices de almas impróprias perambulando por aí. Como sinos.
Será verdade que o futuro é um encanto despropositado do homem com o fantasioso medo da morte?
Há porventura algum sentido em esconder-se do tempo, como se a vida parada deixasse algo mais que a imensa dor da inexistência?
Ou seremos todos apenas pérfidos meninos a brincarmos com uma solidão ininterrupta, enquanto observamos o jogo das estrelas com ódios na mão?
Aposto eu, imundo poeta de beira de calçada, que cada centelha que explode agora, nada mais é que uma resposta inevitável a todas estas perguntas. Porque a centelha de cada olhar e notadamente dos olhares febris, é a vida em si mesma, imortal, eterna, mesmo que o corpo acabe.
Será verdade que o futuro é um encanto despropositado do homem com o fantasioso medo da morte?
Há porventura algum sentido em esconder-se do tempo, como se a vida parada deixasse algo mais que a imensa dor da inexistência?
Ou seremos todos apenas pérfidos meninos a brincarmos com uma solidão ininterrupta, enquanto observamos o jogo das estrelas com ódios na mão?
Aposto eu, imundo poeta de beira de calçada, que cada centelha que explode agora, nada mais é que uma resposta inevitável a todas estas perguntas. Porque a centelha de cada olhar e notadamente dos olhares febris, é a vida em si mesma, imortal, eterna, mesmo que o corpo acabe.
Aniversário
Um dia, uma semana, tempo passa
Tempo passa
Segundos e minutos no relógio, nas descidas e subidas
Das quebradas
De um Rap norteante
De um verso em troço velho
De um terço desta vida
E que vida
Que se faz
Nas Racionais
Milirampas de caminhos
E destroços de nós mesmos.
Nós que vamos
E se vamos
Pelos jeitos entre muros
E castelos
Cartas velhas, maltrapilhas
De um mundo
Qualquer que não me vê
E não me crê
Indio velho preto e branco beduníno
Que não move outra palha
Senão mundos.
Tempo passa
Segundos e minutos no relógio, nas descidas e subidas
Das quebradas
De um Rap norteante
De um verso em troço velho
De um terço desta vida
E que vida
Que se faz
Nas Racionais
Milirampas de caminhos
E destroços de nós mesmos.
Nós que vamos
E se vamos
Pelos jeitos entre muros
E castelos
Cartas velhas, maltrapilhas
De um mundo
Qualquer que não me vê
E não me crê
Indio velho preto e branco beduníno
Que não move outra palha
Senão mundos.
terça-feira, março 28, 2006
Denise
Sonho de corpo em perigo e risco
Ferventes águas de olhos
E seios postos em sortidas cores
Que causam em vida e alma
O sangue fervente que explode em paixões
E delírios.
Asas que confundem milagres
E respeitos que rompem limites
Corpo em prontidão sucessiva
De desejo em fúria
Explodindo pedaços de mim
Como em febre
E luz incandescente.
Fuja
Embala-me em teu corpo
E permite o meu enlouquecimento
O rompimento da sanidade
A fuga destes mundos que separam minha boca
Do teu corpo
E meu desejo destas mãos
Que fazem do jogo
A própria razão do existir.
Ferventes águas de olhos
E seios postos em sortidas cores
Que causam em vida e alma
O sangue fervente que explode em paixões
E delírios.
Asas que confundem milagres
E respeitos que rompem limites
Corpo em prontidão sucessiva
De desejo em fúria
Explodindo pedaços de mim
Como em febre
E luz incandescente.
Fuja
Embala-me em teu corpo
E permite o meu enlouquecimento
O rompimento da sanidade
A fuga destes mundos que separam minha boca
Do teu corpo
E meu desejo destas mãos
Que fazem do jogo
A própria razão do existir.
Desejos
Desejos não se movem, entre as aspas de palavras
Passeiam por corpos
Que deslizam
Calmamente
Enquanto os olhos devoram
Pelas retinas do dia a dia
A beleza incandescente
Da mulher de olhos negros
E sorriso de espanto.
Desejos incandescem
Olhos e corpo
Fazendo surgir
Como infame explosão
A necessidade de ver e rever
No jogo diário
De despir
O corpo
A alma
A fome.
Passeiam por corpos
Que deslizam
Calmamente
Enquanto os olhos devoram
Pelas retinas do dia a dia
A beleza incandescente
Da mulher de olhos negros
E sorriso de espanto.
Desejos incandescem
Olhos e corpo
Fazendo surgir
Como infame explosão
A necessidade de ver e rever
No jogo diário
De despir
O corpo
A alma
A fome.
sexta-feira, março 24, 2006
Minutos
Sabe-se lá qual o termo
Das paragens de vida solta?
Quando o rumo torce tintas
As felicidades ganham exageros
E talvez por minutos
Os infinitos reclamem
Sem sucesso.
Das paragens de vida solta?
Quando o rumo torce tintas
As felicidades ganham exageros
E talvez por minutos
Os infinitos reclamem
Sem sucesso.
Anima
Arde em delírios o signo
A arte, o beijo
A incessante parábola medo
De saber-se imerso em calor.
Arde em subúrbios de meu corpo alvo
Da alma em mim
Alvo raso
De tremores e ânsias
De tudo se dar.
Arde pelo feminino que encanta
Na dor, no prazer
Neste ócio que é a própria vida
A ser bem mais
A ser ungüento benigno
Veneno que mata
Odiosa lida
Ou divino gosto supremo de ser e amar.
Pode ser menina
Ou anjo
Musa ferina
Imensa mulher
Todas tão saborosas, supremas
Infantes que trazem seu brilho ao mar.
E a mim louco insano poeta
Na chama da lama
Do ato de ser
Me entrego à anima que finda
Por fazer-me fé.
A arte, o beijo
A incessante parábola medo
De saber-se imerso em calor.
Arde em subúrbios de meu corpo alvo
Da alma em mim
Alvo raso
De tremores e ânsias
De tudo se dar.
Arde pelo feminino que encanta
Na dor, no prazer
Neste ócio que é a própria vida
A ser bem mais
A ser ungüento benigno
Veneno que mata
Odiosa lida
Ou divino gosto supremo de ser e amar.
Pode ser menina
Ou anjo
Musa ferina
Imensa mulher
Todas tão saborosas, supremas
Infantes que trazem seu brilho ao mar.
E a mim louco insano poeta
Na chama da lama
Do ato de ser
Me entrego à anima que finda
Por fazer-me fé.
sexta-feira, março 17, 2006
Palavra, Qualquer, Palavra
Raspa palavra em meu
Sonho livre de anuncia
rAlgo feito doido céu
Algo perdido ao luar
Regrado por mal e eu
Calado a se retirar
Entre delírios e barcaças
Alto mar que dá de graça
Talvez nova vã palavra
Que eu pegue e torne concha
Que espalhe em minha vida todo o som de algo mais.
Cala-te palavra
E em meu mundo faça-se calor!
Que resgate da canção
Talvez sonho, talvez cor
Faça-se milhões de Eus
Faça-se minha ilusão
Entre aspas, entre ócios
Entre sonhos
Que me falam mais tamanho
Encrustrado em novo plano
Algo ao menos não humano
E perfeito na visão.
Palavra se afastePor Deus!
Por qualquer coisa que há!
Pare de dizer-me meus
Jeitos de perambular!
Faça as malasDiga Adeus
Vamos por aí costurar
Mil caminhos
Mais mil almas
Sem retratos , sem caladas
Almas, tralhas, falhas, asas
Algo que jamais me valha
Vamos ter em nós a calma
De escrever
De revelar.
Sonho livre de anuncia
rAlgo feito doido céu
Algo perdido ao luar
Regrado por mal e eu
Calado a se retirar
Entre delírios e barcaças
Alto mar que dá de graça
Talvez nova vã palavra
Que eu pegue e torne concha
Que espalhe em minha vida todo o som de algo mais.
Cala-te palavra
E em meu mundo faça-se calor!
Que resgate da canção
Talvez sonho, talvez cor
Faça-se milhões de Eus
Faça-se minha ilusão
Entre aspas, entre ócios
Entre sonhos
Que me falam mais tamanho
Encrustrado em novo plano
Algo ao menos não humano
E perfeito na visão.
Palavra se afastePor Deus!
Por qualquer coisa que há!
Pare de dizer-me meus
Jeitos de perambular!
Faça as malasDiga Adeus
Vamos por aí costurar
Mil caminhos
Mais mil almas
Sem retratos , sem caladas
Almas, tralhas, falhas, asas
Algo que jamais me valha
Vamos ter em nós a calma
De escrever
De revelar.
quarta-feira, março 08, 2006
8 de Março
Olga Benário da Silva
Cora Coral linda de Curvas
De Elis e Santos de Ancas
Bethânicamente mente sana in corpore
Santas Bruxas ou bruxas de luas
E Festas de Jonas que Queimam fogueiras e Lees
Ritas e Duncans, Pagus
Íris
Rosas
Meninas, mulheres, dos olhos.
Cora Coral linda de Curvas
De Elis e Santos de Ancas
Bethânicamente mente sana in corpore
Santas Bruxas ou bruxas de luas
E Festas de Jonas que Queimam fogueiras e Lees
Ritas e Duncans, Pagus
Íris
Rosas
Meninas, mulheres, dos olhos.
segunda-feira, março 06, 2006
Catarina
Calor de sol
Reinventado e renovado
Tom de risos
Pra ser luar
Entre arestas e detalhes que são antes
Todo o antes
De meu sangue.
A ferver seu
Entre pedaços recriados de aurora
E o medo meu
Se ver milhares cambaleantes
Almas dossonantes
Entre o corpo
Como Nova
Estrela, Carne, Hora
E meu eu.
Poetizar tua alma
É talvez saber
Versejar teu beijo seja talvez ser
E ficar contigo
Entre o agora e a lei
Do sol que hoje brilha
Pleno na minha trilha
Que dança em mim como o Rio
Que canta em mim quando rio
No coração
Nesta canção
Este sorriso de Brilho.
Reinventado e renovado
Tom de risos
Pra ser luar
Entre arestas e detalhes que são antes
Todo o antes
De meu sangue.
A ferver seu
Entre pedaços recriados de aurora
E o medo meu
Se ver milhares cambaleantes
Almas dossonantes
Entre o corpo
Como Nova
Estrela, Carne, Hora
E meu eu.
Poetizar tua alma
É talvez saber
Versejar teu beijo seja talvez ser
E ficar contigo
Entre o agora e a lei
Do sol que hoje brilha
Pleno na minha trilha
Que dança em mim como o Rio
Que canta em mim quando rio
No coração
Nesta canção
Este sorriso de Brilho.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Poemas Curtos
Repente de um rap salvador
Sapecando vagabundo sonhos fartos
Me desembalo
No repleto sol de flor
Vagabundando piruetas de alforria
Debulho dias
Pelos cantos de outra cor
Que desembanha outras artes
Outros intentos
Que vasculham pelos ventos
Um destino amador
E eu maluco
Buscando o sorridente
Procuro no Samba repente
De um rap salvador.
O batuque do meu ser
Queria saber qual ninguém
A rua certa que atroz
Me mostra o sorriso que vem
Calçar meu peito de outra voz
Que badale o sabor
De um amor bem querer
E saudosa em mim
Remartele enfim
O batuque do meu ser.
Sapecando vagabundo sonhos fartos
Me desembalo
No repleto sol de flor
Vagabundando piruetas de alforria
Debulho dias
Pelos cantos de outra cor
Que desembanha outras artes
Outros intentos
Que vasculham pelos ventos
Um destino amador
E eu maluco
Buscando o sorridente
Procuro no Samba repente
De um rap salvador.
O batuque do meu ser
Queria saber qual ninguém
A rua certa que atroz
Me mostra o sorriso que vem
Calçar meu peito de outra voz
Que badale o sabor
De um amor bem querer
E saudosa em mim
Remartele enfim
O batuque do meu ser.
Intervalo da Volta
Meu coração se mata
Antes de dar-se em despedida
Vulgariza-se em Sambas
Ao olhar a pretendida sorte
Do Sorriso alheio
Que não pertence-me.
Amar como quem solta-se em velas
Como quem vê no rosto
Daquela que meio anjo assalta-me o peito
A entrega de um amor desmesurado
Pleno do sofrimento da ausência
De sucesso
Platônico resultado da solidão.
E eu, bambo mambembe,
Clown sem Shakespeare,
Anacrônico no veloz mundo sem cheiros
E tintas,
Deixo-me assaltar pela melancolia
Ao ver no sorriso àquela que encanta
E mata
Por deixar a solidão e a carência
Alcançar-me
Sem o belo e romântico beijo da espera
Sem o libertar de Cavaleiro de Branco
Deste donzela petencente a leões fugidios.
Hoje brilho no escuro do encanto
Porém o que sou
Além de desalentado sonhador
Que moído em máquinas monetárias
Tenta iludir-se
Na vã onda dos que morrem diariamente?
Na ruiva fronte
Talvez deite o dom de amar-me
Porém como saber
Se talvez o encanto nada mais seja
Do que a busca daquilo que novo
É apenas o intervalo da Volta
Ao príncipe amado
Que deita ao lado
Excluindo-me.
Antes de dar-se em despedida
Vulgariza-se em Sambas
Ao olhar a pretendida sorte
Do Sorriso alheio
Que não pertence-me.
Amar como quem solta-se em velas
Como quem vê no rosto
Daquela que meio anjo assalta-me o peito
A entrega de um amor desmesurado
Pleno do sofrimento da ausência
De sucesso
Platônico resultado da solidão.
E eu, bambo mambembe,
Clown sem Shakespeare,
Anacrônico no veloz mundo sem cheiros
E tintas,
Deixo-me assaltar pela melancolia
Ao ver no sorriso àquela que encanta
E mata
Por deixar a solidão e a carência
Alcançar-me
Sem o belo e romântico beijo da espera
Sem o libertar de Cavaleiro de Branco
Deste donzela petencente a leões fugidios.
Hoje brilho no escuro do encanto
Porém o que sou
Além de desalentado sonhador
Que moído em máquinas monetárias
Tenta iludir-se
Na vã onda dos que morrem diariamente?
Na ruiva fronte
Talvez deite o dom de amar-me
Porém como saber
Se talvez o encanto nada mais seja
Do que a busca daquilo que novo
É apenas o intervalo da Volta
Ao príncipe amado
Que deita ao lado
Excluindo-me.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Criando caminhar
Havia dor de Avô
Flor de Fulô
Palavra que tudo reduz
Quando em bumbo cantada
Feita voz que tudo determina
Ao simples relar
Faz-se relar
Neste caminhador
Que é o mundo
Meu lar.
Hoje me largo nas roças
do meu coração
Lembro da vó
Roço meu sentimento
Tenho medo
Tenho só
Cantando samba do tempo
Onde rolava na canção
Dor de sofrer pelos ventos
De fome e ingratidão
Preto no meio da alma e lusitano nas cantigas
Jogo jongo pelas lidas
Destas trilhas.
As trilhas onde meu Vô
Velho Avô
ensinou-me o rumo dos mundos
Que hoje cantadas
Têm a voz, o controle e a rima
Deste meu olhar
Velho olhar
Moleque que foge das correntes de se amarrar.
Hoje me largo no poço onde criei sol
E criei cor
E onde bebi sedento
Àgua de barro
Com o Sabiá nas janelas do meu peito
E coração
Com meu velho sentado
Me explicando confusão
Sabendo ver nas histórias do povo
Nestas razões sem mais razão
Algo como um tempo, um exemplo, uma visão
Sabendo ser liberdade
E brigando pelas trilhas
Que talvez só sejam vida.
Vou nas quintas
e vinhas
Do meu sabor
Este sabor
Sonhado nos sambas em cruz
Que tremulam na alma
E nas manhas
que tão determinam o meu olhar
Meu próprio olhar
Que hoje tenta ser sereno
Criando caminhar.
Flor de Fulô
Palavra que tudo reduz
Quando em bumbo cantada
Feita voz que tudo determina
Ao simples relar
Faz-se relar
Neste caminhador
Que é o mundo
Meu lar.
Hoje me largo nas roças
do meu coração
Lembro da vó
Roço meu sentimento
Tenho medo
Tenho só
Cantando samba do tempo
Onde rolava na canção
Dor de sofrer pelos ventos
De fome e ingratidão
Preto no meio da alma e lusitano nas cantigas
Jogo jongo pelas lidas
Destas trilhas.
As trilhas onde meu Vô
Velho Avô
ensinou-me o rumo dos mundos
Que hoje cantadas
Têm a voz, o controle e a rima
Deste meu olhar
Velho olhar
Moleque que foge das correntes de se amarrar.
Hoje me largo no poço onde criei sol
E criei cor
E onde bebi sedento
Àgua de barro
Com o Sabiá nas janelas do meu peito
E coração
Com meu velho sentado
Me explicando confusão
Sabendo ver nas histórias do povo
Nestas razões sem mais razão
Algo como um tempo, um exemplo, uma visão
Sabendo ser liberdade
E brigando pelas trilhas
Que talvez só sejam vida.
Vou nas quintas
e vinhas
Do meu sabor
Este sabor
Sonhado nos sambas em cruz
Que tremulam na alma
E nas manhas
que tão determinam o meu olhar
Meu próprio olhar
Que hoje tenta ser sereno
Criando caminhar.
Inteiro manifesto
Virado em mergulhos desta própria vida
Jantando as migalhas que caem do ar
Enquanto saio louco
Rasgando vazios
Percebendo mundos de se estranhar
Nesta desilusão calada das Histórias
Desta gente que busca até ser feliz.
E eu indo à toa
Doendo demais
Nesta minha saudade
Sem inocência crua
Só realidades
E a porrada feia que dou mesmo em mim.
Sem saber destas quebradas de cada inferno
Sem perder a coragem de fazer o que quis
Rolo como se bola perdida nos dias
Rodo milhões de vorazes versos de aliás
Assim fingindo verdades que acato e cedo
Tentando ser o adulto que não sente medo
Adulto este que não vê jamais
Nova vida à toa
Mais do que vem
Mas feito da vaidade
Que imbecilmente corto talvez da carne
De onde nasce o Deus que não creio mais.
Assim sendo talvez vá sozinho
Restaurando a rua onde me criei
Sabendo natural a ilusão das esquinas
Versejando inverso tudo o que se dá
Nestes caminhos tortos que se fazem mundo
Trabalhando, ralando, triste, vão, confuso
Talvez eu sem saber adulto ser
Estou lá.
Indo sem boas
Sem mesmo olhar
Tanta maldadade
Que eu mesmo "bom"
Na perversidade
Da vaidade já fiz e volto a criar.
E não sei se nesta boca posso dizer "poeta"
Palavra esta inteiro manifesto
De algo bem maior que o próprio verso
Pois hoje só me dói o erro de me dar
Levando ilusões a quem não me vê mais.
Jantando as migalhas que caem do ar
Enquanto saio louco
Rasgando vazios
Percebendo mundos de se estranhar
Nesta desilusão calada das Histórias
Desta gente que busca até ser feliz.
E eu indo à toa
Doendo demais
Nesta minha saudade
Sem inocência crua
Só realidades
E a porrada feia que dou mesmo em mim.
Sem saber destas quebradas de cada inferno
Sem perder a coragem de fazer o que quis
Rolo como se bola perdida nos dias
Rodo milhões de vorazes versos de aliás
Assim fingindo verdades que acato e cedo
Tentando ser o adulto que não sente medo
Adulto este que não vê jamais
Nova vida à toa
Mais do que vem
Mas feito da vaidade
Que imbecilmente corto talvez da carne
De onde nasce o Deus que não creio mais.
Assim sendo talvez vá sozinho
Restaurando a rua onde me criei
Sabendo natural a ilusão das esquinas
Versejando inverso tudo o que se dá
Nestes caminhos tortos que se fazem mundo
Trabalhando, ralando, triste, vão, confuso
Talvez eu sem saber adulto ser
Estou lá.
Indo sem boas
Sem mesmo olhar
Tanta maldadade
Que eu mesmo "bom"
Na perversidade
Da vaidade já fiz e volto a criar.
E não sei se nesta boca posso dizer "poeta"
Palavra esta inteiro manifesto
De algo bem maior que o próprio verso
Pois hoje só me dói o erro de me dar
Levando ilusões a quem não me vê mais.
Exército de narcisos
Aqui
Parado nas conclusões futuras
Do embolado coração
Que em ruptura fútil
Amarga-me conclusões e torturas
Fecho os olhos às flores que pintei
Nas ilusões que rego
Enquanto em solo
Toco clarinetas imaginárias.
Agora feito algoz de mim mesmo
E cruel na imensidão de meus desígnios
Preparo golpes a corações abertos
Que porventura, tolos, foram cegos a verem-me
Como doce e perpétuo anjo.
Assim feito exército de narcisos
Morro diariamente
Sem ao menos calar-me diante
Do inevitável medo
De sentir-te aqui
Enquanto longe de meu sonho
E de meu corpo
Procurava substituir-te
Por pássaros cujas asas jamais voassem.
E neste poema desmesurado
De conseqüências irresolvíveis
E problemas absurdos
Escrevo distâncias e decisões
Que amparam dúvidas com perguntas
E respondem medos com horrores
Desconhecidos
Para quem, como eu, sobe nas asas do vento
Para perder-se embusca da fatal felicidade.
Felicidade que calada
Mente a mim
Em seu destemor
E morre como se meu sonho
fosse apenas
A vil brincadeira
Dos irresponsáveis.
Parado nas conclusões futuras
Do embolado coração
Que em ruptura fútil
Amarga-me conclusões e torturas
Fecho os olhos às flores que pintei
Nas ilusões que rego
Enquanto em solo
Toco clarinetas imaginárias.
Agora feito algoz de mim mesmo
E cruel na imensidão de meus desígnios
Preparo golpes a corações abertos
Que porventura, tolos, foram cegos a verem-me
Como doce e perpétuo anjo.
Assim feito exército de narcisos
Morro diariamente
Sem ao menos calar-me diante
Do inevitável medo
De sentir-te aqui
Enquanto longe de meu sonho
E de meu corpo
Procurava substituir-te
Por pássaros cujas asas jamais voassem.
E neste poema desmesurado
De conseqüências irresolvíveis
E problemas absurdos
Escrevo distâncias e decisões
Que amparam dúvidas com perguntas
E respondem medos com horrores
Desconhecidos
Para quem, como eu, sobe nas asas do vento
Para perder-se embusca da fatal felicidade.
Felicidade que calada
Mente a mim
Em seu destemor
E morre como se meu sonho
fosse apenas
A vil brincadeira
Dos irresponsáveis.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Masculino de mulher
Palavra dada não mora em Minas
É qual ponto que termina
No Luar todo que é
Este Deus que alucina
E não significa fé
Este Deus tão feminino
Feminino de mulher.
Palavra dada não é só rica
Nem renasce maravilha
Só renasce Deus que é
Este Deus tão masculino
Esta coisa que se é
um Deus todo maculino
Masculino de mulher.
Palavra rica que é luar
Que parece oração
Para um Deus que não sei se é
Esta coisa tão bonita
Que é ser Luar, e é
Ser somente feminino
Masculino de mulher.
É qual ponto que termina
No Luar todo que é
Este Deus que alucina
E não significa fé
Este Deus tão feminino
Feminino de mulher.
Palavra dada não é só rica
Nem renasce maravilha
Só renasce Deus que é
Este Deus tão masculino
Esta coisa que se é
um Deus todo maculino
Masculino de mulher.
Palavra rica que é luar
Que parece oração
Para um Deus que não sei se é
Esta coisa tão bonita
Que é ser Luar, e é
Ser somente feminino
Masculino de mulher.
Luar
Este Deus que nos ateia
Vida de incêndio brutal
É o Deus que comunga a festa
Que faz dos olhos
Luar.
E se há luar
Luar mora na palavra de Deus
Deuses ser
Ser intenso no rebrilho luar.
Há o luar
Onde luar é cada parecer
Com o ser
Ser significa luar.
Vida de incêndio brutal
É o Deus que comunga a festa
Que faz dos olhos
Luar.
E se há luar
Luar mora na palavra de Deus
Deuses ser
Ser intenso no rebrilho luar.
Há o luar
Onde luar é cada parecer
Com o ser
Ser significa luar.
A sina de ser Carnaval
Sob o sol
Embriagado busco outra essência
Vaculho mundos plenos de consciência
Sinto em vão o sinal
De um mar
Que mareia minha vida
Eu tão distantes das ondas
Das linhas
Buscando, afinal.
Onde as artes vão se abrigar
Desta tragédia que é o normal
Que abunda em cada olhar
Seco, morto, sem sal?
Onde a vida vai desaguar
Se em nós há um abissal
Medo tolo de nos tornar
Mais que o mal.
Há em cada ser
Esta estrela ribalta de tudo tecer
Maravilha inata de só nascer
Vivendo o novo de dias banais
A florir
Auroras que bastam
A tudo
A si
No sorriso que abre um feixe de explodir
Estes soturnos animais
Que morrem a cada esquina
Na hipocrisia normal
Deste não viver a sina de ser Carnaval.
Embriagado busco outra essência
Vaculho mundos plenos de consciência
Sinto em vão o sinal
De um mar
Que mareia minha vida
Eu tão distantes das ondas
Das linhas
Buscando, afinal.
Onde as artes vão se abrigar
Desta tragédia que é o normal
Que abunda em cada olhar
Seco, morto, sem sal?
Onde a vida vai desaguar
Se em nós há um abissal
Medo tolo de nos tornar
Mais que o mal.
Há em cada ser
Esta estrela ribalta de tudo tecer
Maravilha inata de só nascer
Vivendo o novo de dias banais
A florir
Auroras que bastam
A tudo
A si
No sorriso que abre um feixe de explodir
Estes soturnos animais
Que morrem a cada esquina
Na hipocrisia normal
Deste não viver a sina de ser Carnaval.
Paula
Menina não chore de dor
Por tudo o que vem aí
Tem estrelas nas esquinas
E sorrisos de rubi
A cada curva
Desta estrada
Que ruma solta
Entre cruzes e palavras.
Entender o sabor
De cada dia que vês
É saber-se calor
É saber-se entender.
Menina não chores de cor
Destas gentes que daqui
Aprenderam uma vida
Onde nada é assim
Como a lua
Como a palavra
Destes mil sonhos
Que descobrem nossas almas.
Entender o amor
De cada mundo que vês
É a razão da flor
Que hoje é você.
Por tudo o que vem aí
Tem estrelas nas esquinas
E sorrisos de rubi
A cada curva
Desta estrada
Que ruma solta
Entre cruzes e palavras.
Entender o sabor
De cada dia que vês
É saber-se calor
É saber-se entender.
Menina não chores de cor
Destas gentes que daqui
Aprenderam uma vida
Onde nada é assim
Como a lua
Como a palavra
Destes mil sonhos
Que descobrem nossas almas.
Entender o amor
De cada mundo que vês
É a razão da flor
Que hoje é você.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Delírios em meu mar
Raios cortam obuzes
E misturas
Repintando loucuras, sóis e chuvas
Entre asfaltos e ruas
Lâmpadas nuas
Neste barro de horas
E canção.
Quase feitos da obsessão
Pela História que acabo repetindo
Nestes cantos revolucionários que sinto
Rebaterem-se
Qual fome
Sede
Nos braços
De quem busca em si o incendiário
Mas derrete-se em meio à paixão.
E rebrinca invernos, sóis distintos
Desta garoa que lambuza o farol
E me têm qual verão de outro dia
Dia que assina
Poemas no lençol.
Assim sendo História, Glória
Peças
No Amor pelos mundos recriados
No utópico peito incendiado
Pela luta, pelo corpo, pelo amor
Avilto a regra cujo teor
É a amarra que compreende escravo
Quem discursa contra Deuses e Diabos
Contra qualquer um que qual feitor
Nos retém quando livres pelo amor bravo
Somos Gládios
Somos Aves
Vento
Flor.
E desejo
Avanço em desatino
A Saber-me lua entre os seios
Desta voz
Que destina às tantas estrelas frias
A melodia que faz-me novo sol.
E sem mais nestes ares quase preces
Que invento em tardes de Ouro fino
Debulho palavras, versos, trigos
Percebendo delírios em meu mar.
E misturas
Repintando loucuras, sóis e chuvas
Entre asfaltos e ruas
Lâmpadas nuas
Neste barro de horas
E canção.
Quase feitos da obsessão
Pela História que acabo repetindo
Nestes cantos revolucionários que sinto
Rebaterem-se
Qual fome
Sede
Nos braços
De quem busca em si o incendiário
Mas derrete-se em meio à paixão.
E rebrinca invernos, sóis distintos
Desta garoa que lambuza o farol
E me têm qual verão de outro dia
Dia que assina
Poemas no lençol.
Assim sendo História, Glória
Peças
No Amor pelos mundos recriados
No utópico peito incendiado
Pela luta, pelo corpo, pelo amor
Avilto a regra cujo teor
É a amarra que compreende escravo
Quem discursa contra Deuses e Diabos
Contra qualquer um que qual feitor
Nos retém quando livres pelo amor bravo
Somos Gládios
Somos Aves
Vento
Flor.
E desejo
Avanço em desatino
A Saber-me lua entre os seios
Desta voz
Que destina às tantas estrelas frias
A melodia que faz-me novo sol.
E sem mais nestes ares quase preces
Que invento em tardes de Ouro fino
Debulho palavras, versos, trigos
Percebendo delírios em meu mar.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Esqueça e aqueça
Floresteia intensa
A insensatez inata
Da alma imperfeita.
Venteia imensa
Como se fato raro
Acima das ventas
Que cada um pensa
No enlouquecido espaço da própria
Cabeça.
Rastreia
E aqueça
O corpo hoje em fausto
De tédio e sentenças
De purezas e crenças
Rastejante no amargo
Víes do esqueça.
Esqueça e acenda
O fogo que ateia
O peito, o coração
A veia
Esqueça e aqueça.
A insensatez inata
Da alma imperfeita.
Venteia imensa
Como se fato raro
Acima das ventas
Que cada um pensa
No enlouquecido espaço da própria
Cabeça.
Rastreia
E aqueça
O corpo hoje em fausto
De tédio e sentenças
De purezas e crenças
Rastejante no amargo
Víes do esqueça.
Esqueça e acenda
O fogo que ateia
O peito, o coração
A veia
Esqueça e aqueça.
domingo, fevereiro 05, 2006
Entre os dentes
Deus meu
Veja o enorme e longo
Fio
Que entretêm as imensidões.
Sinta a dor
Dos extremos e fortes
Intatos sentimentos
De força e perdão.
Veja a semente
Que nasce agora em mim
A ser alguém
Como um trem
Jantando luzes e sons.
O que se vai
Vai além da paz
Que ninguém sente
A não ser quando torna-se luz.
Veja Deus o meu amor
Que sabe em torno
A luz que viu
Quando ninguém vê mais.
Veja Deus a flor
Que invento sem sentido
Sem imenso e novo rio
Sem querer além de ser mais
De só ser mais
Entre os dentes
Entre
Toda a forma de se conseguir ser mil.
Veja em Logun meu amor
Minha forma toda
De rimar razão com som
Meu coração treme
Suor em sóis de enfim
Tantas vezes de viver amor
Tudo se torna mais
Sempre
O beijo
Inalado de algum segundo
Que se faz sorriso.
A luz que sentes
Ante o que libero em mim
É só alguém
Andando além do que vÊs
Aqui em sua prisão
Que crio em paz
Ou liberto
Como uma bomba de efeitos mil
Como uma canção
Que rasgo da imensidão.
Veja o enorme e longo
Fio
Que entretêm as imensidões.
Sinta a dor
Dos extremos e fortes
Intatos sentimentos
De força e perdão.
Veja a semente
Que nasce agora em mim
A ser alguém
Como um trem
Jantando luzes e sons.
O que se vai
Vai além da paz
Que ninguém sente
A não ser quando torna-se luz.
Veja Deus o meu amor
Que sabe em torno
A luz que viu
Quando ninguém vê mais.
Veja Deus a flor
Que invento sem sentido
Sem imenso e novo rio
Sem querer além de ser mais
De só ser mais
Entre os dentes
Entre
Toda a forma de se conseguir ser mil.
Veja em Logun meu amor
Minha forma toda
De rimar razão com som
Meu coração treme
Suor em sóis de enfim
Tantas vezes de viver amor
Tudo se torna mais
Sempre
O beijo
Inalado de algum segundo
Que se faz sorriso.
A luz que sentes
Ante o que libero em mim
É só alguém
Andando além do que vÊs
Aqui em sua prisão
Que crio em paz
Ou liberto
Como uma bomba de efeitos mil
Como uma canção
Que rasgo da imensidão.
Cores
Verde alma ver
De perto tanto
Ato ar de inverso
Lume e rumo azul das periferias
Deste ouro alma
Verde inverso ver
De perto o momento
Casualmente insão das melhoras da revolução.
Revolutas, Cinzas
Fogo
Queima a palha
Deste som de inverno
Inventar momento
Sol de queimar rimas
Solo de palavras
Ato, mata, verde
Rebuscar momentos
Casualmente sem dom
Nestas coisas de direção.
Brancamente imprima
Pretas versejadas
Rasgue solamente
Amarelos tentos
De perder-se em milhas
E republicalhas
De gentes e gestos
Natural meu tempo
De buscar sentir em sons
Tropicálias e sons de Tom.
De perto tanto
Ato ar de inverso
Lume e rumo azul das periferias
Deste ouro alma
Verde inverso ver
De perto o momento
Casualmente insão das melhoras da revolução.
Revolutas, Cinzas
Fogo
Queima a palha
Deste som de inverno
Inventar momento
Sol de queimar rimas
Solo de palavras
Ato, mata, verde
Rebuscar momentos
Casualmente sem dom
Nestas coisas de direção.
Brancamente imprima
Pretas versejadas
Rasgue solamente
Amarelos tentos
De perder-se em milhas
E republicalhas
De gentes e gestos
Natural meu tempo
De buscar sentir em sons
Tropicálias e sons de Tom.
Gemarianas
Hablar
Versos
Sobretons
De pinturas línguas e sons
Sacudir e ir entre as pernas
Os dedais
Ar Tesão
De mares e explosões
Sem dúvidas indo em demão
Pelo estar
Multisentidos.
Misturar e remar ascensos
Rumos
Remuniciar
Os incensos e versos do mundo
Por relar no estar
A ser
A tudo
Tudo mesmo olhar encantando teu ser com meu mundo.
Versos
Sobretons
De pinturas línguas e sons
Sacudir e ir entre as pernas
Os dedais
Ar Tesão
De mares e explosões
Sem dúvidas indo em demão
Pelo estar
Multisentidos.
Misturar e remar ascensos
Rumos
Remuniciar
Os incensos e versos do mundo
Por relar no estar
A ser
A tudo
Tudo mesmo olhar encantando teu ser com meu mundo.
Unimultinventos
Se rola a tumbadora
Mudo de palavra
Respiro quase um não ardor
Neste acordar sem me ir
Por entre hardcores
Fora das quebradas
Me deliciando em cenas
Onde o som
É a munição que pega
Atirando coisas
Batucando em mim
De prima
Ardor causa momentos
Que podem ser ou febre ou cinza.
Rolando o tambor deste não sentido
Requebro numa lenta
Câmera feita de mãos fechadas
Me pegue talvez numa tomada
Onde o meu desamor não vá rolar
Por aí
Pois amor que já não cura
Muda de empreitada
E se retringe em tempo
Multi mil tempos
Reversos
Asas.
Calor que dói na pele
E reproduz alma
Sem reter-se nos tantos
Tempos, Relentos
Emoção rasgada.
Amor me conduza ou não faça nada
Unimultinventos
Conduzam tentos
Ou calem-se em mágoa.
Mudo de palavra
Respiro quase um não ardor
Neste acordar sem me ir
Por entre hardcores
Fora das quebradas
Me deliciando em cenas
Onde o som
É a munição que pega
Atirando coisas
Batucando em mim
De prima
Ardor causa momentos
Que podem ser ou febre ou cinza.
Rolando o tambor deste não sentido
Requebro numa lenta
Câmera feita de mãos fechadas
Me pegue talvez numa tomada
Onde o meu desamor não vá rolar
Por aí
Pois amor que já não cura
Muda de empreitada
E se retringe em tempo
Multi mil tempos
Reversos
Asas.
Calor que dói na pele
E reproduz alma
Sem reter-se nos tantos
Tempos, Relentos
Emoção rasgada.
Amor me conduza ou não faça nada
Unimultinventos
Conduzam tentos
Ou calem-se em mágoa.
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Versos Galantes
Vento sem tempo
Invenção
Tento pôr neste ar tudo o que se pensou
Acabo o show que me revela o momento
Dou meu sorriso
E desfio a cor
Do inverso meu que vejo em versos e horas.
Assim aumento
Exagero o intento
Desfilo em paz falsa de bom ator
Saber e ver não é apenas talento
É dom que ainda não possuo em flor
Porque meu eu
Não vê o inverso
De todo eu
E entende o que faz-se aurora.
Por mais que ainda sinta dor
Reverto a ineficaz e distante
Espera de qualquer outra flor
Vôo para bailar
Versos Galantes.
Invenção
Tento pôr neste ar tudo o que se pensou
Acabo o show que me revela o momento
Dou meu sorriso
E desfio a cor
Do inverso meu que vejo em versos e horas.
Assim aumento
Exagero o intento
Desfilo em paz falsa de bom ator
Saber e ver não é apenas talento
É dom que ainda não possuo em flor
Porque meu eu
Não vê o inverso
De todo eu
E entende o que faz-se aurora.
Por mais que ainda sinta dor
Reverto a ineficaz e distante
Espera de qualquer outra flor
Vôo para bailar
Versos Galantes.
Bons dias
Verdes
Olhares, Rostos
Decifrando alma, fala
Palavras que dão bom dia
Desfilam como casais
E verem-se astro.
Eu mesmo mais velho e moço
Menino em disparada
Resvalo nas melodias
E queimo mi corazón
A medir-me alto
Canto em Baixo.
E os verdes dos sóis cansados
Dos Cavaleiros de Ofício
Deslizam por entre o linho
Trançado de Bolsas, sons
Cantados nos tons de cada sorriso.
Parelhos a cada lado
Do paradoxo das veias
De cada homem de hino
Vestígios de novos ares
Passam ingênuos
E tornam-se sóis alvos.
Há mesmo a paz dos bons dias?
Olhares, Rostos
Decifrando alma, fala
Palavras que dão bom dia
Desfilam como casais
E verem-se astro.
Eu mesmo mais velho e moço
Menino em disparada
Resvalo nas melodias
E queimo mi corazón
A medir-me alto
Canto em Baixo.
E os verdes dos sóis cansados
Dos Cavaleiros de Ofício
Deslizam por entre o linho
Trançado de Bolsas, sons
Cantados nos tons de cada sorriso.
Parelhos a cada lado
Do paradoxo das veias
De cada homem de hino
Vestígios de novos ares
Passam ingênuos
E tornam-se sóis alvos.
Há mesmo a paz dos bons dias?
terça-feira, janeiro 31, 2006
Mar
Na voz que ouvi do mar
Redescubro as curvas
Destes mundos tantos
E sei que a cada presença sempre ecoa
A vida.
E sei da beleza pela eterna mudança
Da rua, da cabeça
Da lida.
Que todo o mar
Seja aqui.
E o risco de ver assim tanta gente
Nascendo na gente, e sempre
É ver que a cada pessoa
Ecoa novo ar de linda
E eterna perseverança
Das luas
Estrelas e infindas
Ondas de um ar
Novo enfim.
Que a alma sempre transceda o sol
Revivendo os dias
Como se os dias fossem o sal
que marca e doura a pele sob o sol.
Na paz de qualquer um sorriso
Só há o amor
Se amor for irmão
Na alma que se transforma em sol.
A cena mais bela
É pequena
Diante da imensa força que há então
Neste toda essencia dos tempos
Que ecoa, ecoa
Gentes são manhãs.
Que bom ser mar
Ser aqui.
Redescubro as curvas
Destes mundos tantos
E sei que a cada presença sempre ecoa
A vida.
E sei da beleza pela eterna mudança
Da rua, da cabeça
Da lida.
Que todo o mar
Seja aqui.
E o risco de ver assim tanta gente
Nascendo na gente, e sempre
É ver que a cada pessoa
Ecoa novo ar de linda
E eterna perseverança
Das luas
Estrelas e infindas
Ondas de um ar
Novo enfim.
Que a alma sempre transceda o sol
Revivendo os dias
Como se os dias fossem o sal
que marca e doura a pele sob o sol.
Na paz de qualquer um sorriso
Só há o amor
Se amor for irmão
Na alma que se transforma em sol.
A cena mais bela
É pequena
Diante da imensa força que há então
Neste toda essencia dos tempos
Que ecoa, ecoa
Gentes são manhãs.
Que bom ser mar
Ser aqui.
31/01/2006 - Para Alê e Rê
Minha alma alenta
Esta infância hoje retratada
Quando soube e sorri
Destas maravilhas
Que adornam o sorriso de um pai
Vendo o amor sorrir.
Dono das canções que abrem almas
Sorria das esperanças de teu eu
Fale algo que incinda
Que nos torne nova História,Novo Deus.
Bela voz que hoje rasga esta eterna luz que riu
E fez-se trem
Como além das almas abrem-se os trilhos do que vem
Além
Fazendo de peitos pessoas
Inundando corações
De uma alegria que escorre sobre os risos e paixões.
Sorriso que nutre
Perdoe-me os versos a mais
Desta quebrada do meu peito, de minha fé
Poeta perdoa
Esta hora eu sorrio e explodo, como se é
Intenso e enorme abraço, como um laço
Como espaço que se é
Ouvindo canções marcadas, infindas, até agora neste peito
Amigo, inté.
Esta infância hoje retratada
Quando soube e sorri
Destas maravilhas
Que adornam o sorriso de um pai
Vendo o amor sorrir.
Dono das canções que abrem almas
Sorria das esperanças de teu eu
Fale algo que incinda
Que nos torne nova História,Novo Deus.
Bela voz que hoje rasga esta eterna luz que riu
E fez-se trem
Como além das almas abrem-se os trilhos do que vem
Além
Fazendo de peitos pessoas
Inundando corações
De uma alegria que escorre sobre os risos e paixões.
Sorriso que nutre
Perdoe-me os versos a mais
Desta quebrada do meu peito, de minha fé
Poeta perdoa
Esta hora eu sorrio e explodo, como se é
Intenso e enorme abraço, como um laço
Como espaço que se é
Ouvindo canções marcadas, infindas, até agora neste peito
Amigo, inté.
Fatal
Sabugos olhos
Revezes de couro e de leite
Coronéis desgarrados de algo
Do êxtase covarde
De verem-se acima demais.
Destes todos nós porcos, gados
Reses
Fudidos e mal comidos
No espaço que inverte
O todo decente
Das pessoas astrais.
Pará
Milagre de Deus a tudo minguar
Minas de minas e horas
Gerais de lugar onde indignos são donos.
Faremos, será, todo o mar, todo o ar
Ajoelharem-se sem a mentira caótica
De sermos escravos de gentes
E prantos?
Senhores Cegos
Reizinhos minguados
Sem seres
Em frente ao seu micha cerco de mulheres
Se fazem crentes, sobrenaturais.
Enquanto cresce no ar
Alimentado por medos
A faca, o tiro, o sangue
Milhões, muitas vezes
Impacientes pelo golpe que vai
Achar o cerne
O verme
Das costas, dos Peitos
Na morte da própria fome de justiça
Na sede
De tão somente
Libertar-se em paz.
Pois não?
Somos humanos
Calangos, rivais
Inteiros na estupidez que não some jamais
Nesta paz, nesta paz maceira
Que invade e vai
A calar nosso destino
Nossa mais profunda verdade
Fechada por demais
Nos tons de ordem sem dom
De manter-nos
Jamais.
E nós, calados, escondidos
Profundos, com medo
Sorrimos e rimos, findos
Buscando o rumo
Do Golpe mudo
Íntimo
Fatal.
Revezes de couro e de leite
Coronéis desgarrados de algo
Do êxtase covarde
De verem-se acima demais.
Destes todos nós porcos, gados
Reses
Fudidos e mal comidos
No espaço que inverte
O todo decente
Das pessoas astrais.
Pará
Milagre de Deus a tudo minguar
Minas de minas e horas
Gerais de lugar onde indignos são donos.
Faremos, será, todo o mar, todo o ar
Ajoelharem-se sem a mentira caótica
De sermos escravos de gentes
E prantos?
Senhores Cegos
Reizinhos minguados
Sem seres
Em frente ao seu micha cerco de mulheres
Se fazem crentes, sobrenaturais.
Enquanto cresce no ar
Alimentado por medos
A faca, o tiro, o sangue
Milhões, muitas vezes
Impacientes pelo golpe que vai
Achar o cerne
O verme
Das costas, dos Peitos
Na morte da própria fome de justiça
Na sede
De tão somente
Libertar-se em paz.
Pois não?
Somos humanos
Calangos, rivais
Inteiros na estupidez que não some jamais
Nesta paz, nesta paz maceira
Que invade e vai
A calar nosso destino
Nossa mais profunda verdade
Fechada por demais
Nos tons de ordem sem dom
De manter-nos
Jamais.
E nós, calados, escondidos
Profundos, com medo
Sorrimos e rimos, findos
Buscando o rumo
Do Golpe mudo
Íntimo
Fatal.
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