Era menino
Quase não era
Entre os dedos azuis
E a voz transformada em mar.
Causava nuvens
Com suas esperas
Recriava do Sul
Um sonho de quase estrelar.
E o que era sonho?
O que era nuvem?
quando aos olhos a cor
De todo seu reviver
Baila nas luas
De outros olhos
Caminhantes ao léo do mar.
E todos eram
Todos meninos
Sendo do dia a cor
Das batalhas, do mal, do mel
De seus sentidos
Mãos, sonhos, pernas
Construindo arranha céus
Pontes, palavras
Todos qual ninho
Todos já sendo um
No menino azul do céu.
Céu já menino
Que quase não era
Refazendo azuis
A estrelas que fingiam mar
Em seu sorriso
Que já dormia
E reluzia o amar.
domingo, setembro 10, 2006
sábado, setembro 09, 2006
Um
Quantos de nós terão do sonho
O arraigado apetite do voar?
Quantos de nós do real chamaremos à chama
E veremos namoradas em ruas e multidões?
Quantas margens serão preciso atravessar
Para que nossos olhos vejam ninfas em meninas de ruas?
Não há em todo o sonho humano
A pequena escassez das máquinas que nos devoram
Não há na fantasia o heroísmo dos pequenos
Dos pequenos segundos e gentes que atravessam montanhas
Que fazem corpos em movimento e dança
Que das pedras constroem impérios
E muros que separam risos e peles morenas.
Não há mesmo a incapacidade do diário
De lamentar e se entregar
Na imensa voz dos sonhadores e gauches
Que todos os dias acreditam no impossível
E sobrevivem nas entrelinahs de nossas teorias.
E no imenso e fiel sonho
Nestas guerras de ônibus, trens e noites frias
Neste riso solto das esquinas
De subúrbios, charcos, roças
Nestas Folias sem Reis que as violas cantam
E nos trazem imensos sons de mundos novos
Perde-se valentemente o impossível
O improvável
O despertar de todos nós
Membros ávidos do imenso destino
De sermos humanos.
Sem guardas ou vãs guardas avancemos
Como se todos os dias
Rios fossem atravessados
Por nossos olhos infantes de vento e vida
Por nossos corações de imensa e imperdoável liberdade
Por nossa diversidade e comum história e cultura
Nós que , nunca únicos, somos todos
Um
Como a canção
Que vê luzes
Nos outros lados dos rios.
O arraigado apetite do voar?
Quantos de nós do real chamaremos à chama
E veremos namoradas em ruas e multidões?
Quantas margens serão preciso atravessar
Para que nossos olhos vejam ninfas em meninas de ruas?
Não há em todo o sonho humano
A pequena escassez das máquinas que nos devoram
Não há na fantasia o heroísmo dos pequenos
Dos pequenos segundos e gentes que atravessam montanhas
Que fazem corpos em movimento e dança
Que das pedras constroem impérios
E muros que separam risos e peles morenas.
Não há mesmo a incapacidade do diário
De lamentar e se entregar
Na imensa voz dos sonhadores e gauches
Que todos os dias acreditam no impossível
E sobrevivem nas entrelinahs de nossas teorias.
E no imenso e fiel sonho
Nestas guerras de ônibus, trens e noites frias
Neste riso solto das esquinas
De subúrbios, charcos, roças
Nestas Folias sem Reis que as violas cantam
E nos trazem imensos sons de mundos novos
Perde-se valentemente o impossível
O improvável
O despertar de todos nós
Membros ávidos do imenso destino
De sermos humanos.
Sem guardas ou vãs guardas avancemos
Como se todos os dias
Rios fossem atravessados
Por nossos olhos infantes de vento e vida
Por nossos corações de imensa e imperdoável liberdade
Por nossa diversidade e comum história e cultura
Nós que , nunca únicos, somos todos
Um
Como a canção
Que vê luzes
Nos outros lados dos rios.
quarta-feira, setembro 06, 2006
Uma asa que rompe asfaltos
Eu parto de ruas sem dias
E reencontro artes
Talvez seja um pergaminho embutido pelas partes
Das cores dos galhos, dos muros
Onde recrio cidades
E se vago como um louco
Possuo toda insanidade das Terras.
Pelas Terras dos astros
Vago alto
Olhando o fim das celas.
Já amei gnomos brincantes
Minotauros enclausurados
Hoje quero um sol
Um quadrante que me mantenha acordado
Pelos delíiros que artista galante como eu
Cria dos matos
Meu erro é o acerto dos cânticos
Dos Deuses inventados
Pelas eras.
E minha Era
É o farto
Salto alto
Que usa das quimeras
Uma asa que rompe asfaltos.
E é por isso que vejo graça
Neste saber do caminho
Pelo beijo
Que não promete nada.
E reencontro artes
Talvez seja um pergaminho embutido pelas partes
Das cores dos galhos, dos muros
Onde recrio cidades
E se vago como um louco
Possuo toda insanidade das Terras.
Pelas Terras dos astros
Vago alto
Olhando o fim das celas.
Já amei gnomos brincantes
Minotauros enclausurados
Hoje quero um sol
Um quadrante que me mantenha acordado
Pelos delíiros que artista galante como eu
Cria dos matos
Meu erro é o acerto dos cânticos
Dos Deuses inventados
Pelas eras.
E minha Era
É o farto
Salto alto
Que usa das quimeras
Uma asa que rompe asfaltos.
E é por isso que vejo graça
Neste saber do caminho
Pelo beijo
Que não promete nada.
Artista do meu próprio olhar
Hilário é o antinome do meu lugar
Artista solto nos descaminhos
Preciso e busco o mar
De um sorriso de espinhos
Quero o olhar dos Rios.
Por aqui nasce o sol na minha mão
E eu bailo pelos antros do perdão
Por assim dizer eu sou um baião
Um balão do céu
Rebuscando o caminhar.
Sonho em delírios fartos
Brinco a sós
Farto-me de milagres fugidios
Sou injusto e mudo
Conforme os Rios
E vento na míriade das incursões
De meus destinos.
Pois aqui
Sou imenso e farto céu
Cato conchas pelo mar e rejeito o olhar
Que não ri
Mesmo quando agarro a mão
E sou talvez criado
Pelo artista do meu próprio olhar.
Artista solto nos descaminhos
Preciso e busco o mar
De um sorriso de espinhos
Quero o olhar dos Rios.
Por aqui nasce o sol na minha mão
E eu bailo pelos antros do perdão
Por assim dizer eu sou um baião
Um balão do céu
Rebuscando o caminhar.
Sonho em delírios fartos
Brinco a sós
Farto-me de milagres fugidios
Sou injusto e mudo
Conforme os Rios
E vento na míriade das incursões
De meus destinos.
Pois aqui
Sou imenso e farto céu
Cato conchas pelo mar e rejeito o olhar
Que não ri
Mesmo quando agarro a mão
E sou talvez criado
Pelo artista do meu próprio olhar.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Controle
Armários obtusos
Recompõe a fonte do verso de ontem
Caem das alcovas
Hortas, meninos pálidos
Flores
Que colho entremundos
De cuja paixão o recato me envolve
Trazendo pro ferver da pela
O impacto da palavra
Opressora
Incapaz de ir adiante
E recriar do caos as coisas todas
Que são meus ais.
Paralelepípedos surdos caem sobre a gente
Nas avenidas grandes
E fico a criar
O nome das palavras que já somem.
Revisito pedaços de uma alma em frangalhos
Eu na certa meio incerta do meu medo embolado
Perco o controle.
Espelhos quase mudos
Refletem olhos que não dizem o que
Vêem nas coisas que passam adiante
Entre meus passos e meus largos
Óbvios versos sem modos
Que ponho dipostos aos porcos
Talvez ame alguém.
Cato pedaços de atos
Discursos de esquerda falhos
Vou às festas
Vivo nelas como um profeta mamado
Perco o controle.
Arbustos, almas, mundos
Dos meus amigos o ser
É da dança quase um horizonte
E do amor não há porque
Aperceber
Só há o teu olhar
Cansado.
Recolho meus parcos atos
Viajo pelos espaços
Destas velhas almas ternas que cuido com cuidado
Já acho o controle.
Recompõe a fonte do verso de ontem
Caem das alcovas
Hortas, meninos pálidos
Flores
Que colho entremundos
De cuja paixão o recato me envolve
Trazendo pro ferver da pela
O impacto da palavra
Opressora
Incapaz de ir adiante
E recriar do caos as coisas todas
Que são meus ais.
Paralelepípedos surdos caem sobre a gente
Nas avenidas grandes
E fico a criar
O nome das palavras que já somem.
Revisito pedaços de uma alma em frangalhos
Eu na certa meio incerta do meu medo embolado
Perco o controle.
Espelhos quase mudos
Refletem olhos que não dizem o que
Vêem nas coisas que passam adiante
Entre meus passos e meus largos
Óbvios versos sem modos
Que ponho dipostos aos porcos
Talvez ame alguém.
Cato pedaços de atos
Discursos de esquerda falhos
Vou às festas
Vivo nelas como um profeta mamado
Perco o controle.
Arbustos, almas, mundos
Dos meus amigos o ser
É da dança quase um horizonte
E do amor não há porque
Aperceber
Só há o teu olhar
Cansado.
Recolho meus parcos atos
Viajo pelos espaços
Destas velhas almas ternas que cuido com cuidado
Já acho o controle.
Cálidos pedidos de carinho
Eu conheço detalhes dos versos
Como se dos dedos partissem ordens
Talvez minha única grande habilidade seja o irreal
O esbanjar de euforias e loucuras
Das brechas dos muros de concreto.
Asism como um andarilho das palavras
Faço meus passos
E busco o ínfimo expandir da alma
E sigo como cego em meio a multidões
Solitárias em si mesmas.
Do amor busco o explodir
O Sangue que move mundos me ritmos audazes
Não sou simples, é véro
E talvez nem memsoa lguém cuja confiança
Seja o signo que reflita estrelas.
Porém da coragem do irreal
Trago a fé no improvável
A mudança impiedosa
O vento de monções
Que arrasta pessoas e inventos
Até meus dedos
Cujas ordens impenetráveis
São apenas cálidos pedidos de carinho.
Como se dos dedos partissem ordens
Talvez minha única grande habilidade seja o irreal
O esbanjar de euforias e loucuras
Das brechas dos muros de concreto.
Asism como um andarilho das palavras
Faço meus passos
E busco o ínfimo expandir da alma
E sigo como cego em meio a multidões
Solitárias em si mesmas.
Do amor busco o explodir
O Sangue que move mundos me ritmos audazes
Não sou simples, é véro
E talvez nem memsoa lguém cuja confiança
Seja o signo que reflita estrelas.
Porém da coragem do irreal
Trago a fé no improvável
A mudança impiedosa
O vento de monções
Que arrasta pessoas e inventos
Até meus dedos
Cujas ordens impenetráveis
São apenas cálidos pedidos de carinho.
O invento que quis não criar
Não me cale nas entranhas parcas do olhar
Perca-se em mim
Antes que seja tarde.
Vaga em mim o súbito e incisivo som
Dos meus altares
Vaga o sonho árduo de me perder
Nas inverdades
Que aqui
Caem sobre arranha-céus
Escritods por um não eu
Escondido entre o meu voar.
Arde aqui
Um detalhe sem paixão
Uma visão do medo
Uma volta ao velho lugar.
Nâo esqueça nada
Talvez entre hárpias você vá precisar
Do meu medo, meu desejo, meu delírio mudo
Ajo agora como um louco
um obtuso
Pela paixão que inventei
E trago aqui confuso.
Sem sair
Tenha a clara espada ao chão
Tenha o medo, a visão
Do brilho deste meu olhar
Veja ali
Um retrato tolo meu
Leve o meu coração
Caso você possa precisar.
Há aqui
Um retalho imenso meu
Uma espécie de véu que nega-se a me cegar
Eu
Alí
Estampado em uma canção
Enredado na visão
O invento que quis não criar.
Perca-se em mim
Antes que seja tarde.
Vaga em mim o súbito e incisivo som
Dos meus altares
Vaga o sonho árduo de me perder
Nas inverdades
Que aqui
Caem sobre arranha-céus
Escritods por um não eu
Escondido entre o meu voar.
Arde aqui
Um detalhe sem paixão
Uma visão do medo
Uma volta ao velho lugar.
Nâo esqueça nada
Talvez entre hárpias você vá precisar
Do meu medo, meu desejo, meu delírio mudo
Ajo agora como um louco
um obtuso
Pela paixão que inventei
E trago aqui confuso.
Sem sair
Tenha a clara espada ao chão
Tenha o medo, a visão
Do brilho deste meu olhar
Veja ali
Um retrato tolo meu
Leve o meu coração
Caso você possa precisar.
Há aqui
Um retalho imenso meu
Uma espécie de véu que nega-se a me cegar
Eu
Alí
Estampado em uma canção
Enredado na visão
O invento que quis não criar.
Sem mais
Já nem rio na ausência de paz
Me incomodo com tudo
Demais
Me reparo sem ato
Calado, amansado
Esperando prantos que não vão chegar.
Nem reparo que é tarde demais
Já tão cético com sonhos
E mais
Perdendo das palavras
As armas
As asas
As coisas que antes me davam voar.
Já nem sei sobre exatamente o crer
Construia da vida
Do mundo, docê
Já me acostumo com o tarde demais
Talvez eu seja triste
Ou tão só que da paz
Só ganhe grãos que não alimentam mais.
Talvez eu precise de mais
Mais do amor, da palavra, do vento
Deste imenso meu rio de antes
Talvez eu queira crer
Que te amo
Sem mais.
Me incomodo com tudo
Demais
Me reparo sem ato
Calado, amansado
Esperando prantos que não vão chegar.
Nem reparo que é tarde demais
Já tão cético com sonhos
E mais
Perdendo das palavras
As armas
As asas
As coisas que antes me davam voar.
Já nem sei sobre exatamente o crer
Construia da vida
Do mundo, docê
Já me acostumo com o tarde demais
Talvez eu seja triste
Ou tão só que da paz
Só ganhe grãos que não alimentam mais.
Talvez eu precise de mais
Mais do amor, da palavra, do vento
Deste imenso meu rio de antes
Talvez eu queira crer
Que te amo
Sem mais.
Segunda-Feira
Me espalho pelo mar
Canso-me do amor
Me calo por saber-me ínfimo
Vou a desbundar pelo morrir
Da água deste olho sem signos.
Nascer da tolice do amar
É ver o amor como esta coisa tola
Esta arma de dor que os que morrem-se em vida
Dão às pessoas.
Não ria
Meus atos não vêm salvar mais suas vidas
As ruas
Doem no ser que embriagado
Morre na manhã sem voz
Dos dias sem sorte.
Cada palavra tem mãos
E as solto pelas sinas
As ruas
São hoje o ver
Do meu átrio
A porta que faz-me voz.
Desculpe se a dura nova forma-canção
É uma pedra, um pedaço
Uma astronave, uma ação
Quie porra seus cornos na tarde onde o meu coração
Parece acordar de um vento
Que sobe na contramão
Desta maluca avenida fria
Dos sonhos vãos.
Dane-se o tempo
Eu quero é a duna
Daquele inverno onde a morte dava bom dia
Já não lembro da memória
Minha esperança é o ato bom da paz
Hoje acordo pra saber
Que minha verdade ainda é o meu sustento
E meus dotes de versos e inventos
São a morte do medo e do tempo
Onde alguém me dava paz.
Não há meninos, mortes ou redes
Que neste salto já me salvarão
Só meus braços são presentes
Nestas manhãs sem ninguém
Onde nasço por querer
E não reparo se existem novos ventos
Pois meus passos são somente imensos
Feitos do meu tamanho, meu intento
Que corróio dores mortas e do vento reconstroem paz.
Canso-me do amor
Me calo por saber-me ínfimo
Vou a desbundar pelo morrir
Da água deste olho sem signos.
Nascer da tolice do amar
É ver o amor como esta coisa tola
Esta arma de dor que os que morrem-se em vida
Dão às pessoas.
Não ria
Meus atos não vêm salvar mais suas vidas
As ruas
Doem no ser que embriagado
Morre na manhã sem voz
Dos dias sem sorte.
Cada palavra tem mãos
E as solto pelas sinas
As ruas
São hoje o ver
Do meu átrio
A porta que faz-me voz.
Desculpe se a dura nova forma-canção
É uma pedra, um pedaço
Uma astronave, uma ação
Quie porra seus cornos na tarde onde o meu coração
Parece acordar de um vento
Que sobe na contramão
Desta maluca avenida fria
Dos sonhos vãos.
Dane-se o tempo
Eu quero é a duna
Daquele inverno onde a morte dava bom dia
Já não lembro da memória
Minha esperança é o ato bom da paz
Hoje acordo pra saber
Que minha verdade ainda é o meu sustento
E meus dotes de versos e inventos
São a morte do medo e do tempo
Onde alguém me dava paz.
Não há meninos, mortes ou redes
Que neste salto já me salvarão
Só meus braços são presentes
Nestas manhãs sem ninguém
Onde nasço por querer
E não reparo se existem novos ventos
Pois meus passos são somente imensos
Feitos do meu tamanho, meu intento
Que corróio dores mortas e do vento reconstroem paz.
Minha coragem, meu tempo
Queria ouvir da voz de todo o mar
Estrelas infindas
Novo luar
Sabendo assim ser mesmo minha andança
Ser voar.
Sabe, sei do amor a face cinza
Sei da mágoa
E da aventura o mágico pressuposto de arriscar
Das asas as penas
Das mágoas as cenas
Pois abre-se o tempo
Quando for partir de mim o bom amar
Quando meu verso souber se explicar
Quando minhas veias forem estas estrelas do meu mar
Pois do que sei do amor retiro a vida
Vida é arte
É mais
Do que saber-se parco, vil, no humano enredar.
E das asas as penas
Das facas suas lendas
Arrisco ao vento.
Queria ouvir a voz de meu amar
Queria sentir sol, onda e mar
Saber de ti, saber do mundo
Do olhar
O construir da cor da própria vida
Minha casa
Talvez sorrir pelo simples relembrar
Das casas, das cenas, palavras, cinemas
Das almas
Dos ventos.
Sabe, sei do amor a face linda
Não há alma
Que sequer saiba do amor o rebrilhar
Sem calma, sem a intensa palavra que alenta
Da alma o vento
Pois das asas as penas
Das palavra so que sustentam
Arrisco ao vento
Por calma, por intensa alma que sustenta
Minha coragem
Meu tempo.
Estrelas infindas
Novo luar
Sabendo assim ser mesmo minha andança
Ser voar.
Sabe, sei do amor a face cinza
Sei da mágoa
E da aventura o mágico pressuposto de arriscar
Das asas as penas
Das mágoas as cenas
Pois abre-se o tempo
Quando for partir de mim o bom amar
Quando meu verso souber se explicar
Quando minhas veias forem estas estrelas do meu mar
Pois do que sei do amor retiro a vida
Vida é arte
É mais
Do que saber-se parco, vil, no humano enredar.
E das asas as penas
Das facas suas lendas
Arrisco ao vento.
Queria ouvir a voz de meu amar
Queria sentir sol, onda e mar
Saber de ti, saber do mundo
Do olhar
O construir da cor da própria vida
Minha casa
Talvez sorrir pelo simples relembrar
Das casas, das cenas, palavras, cinemas
Das almas
Dos ventos.
Sabe, sei do amor a face linda
Não há alma
Que sequer saiba do amor o rebrilhar
Sem calma, sem a intensa palavra que alenta
Da alma o vento
Pois das asas as penas
Das palavra so que sustentam
Arrisco ao vento
Por calma, por intensa alma que sustenta
Minha coragem
Meu tempo.
Há o amar?
Já me sinto obtuso
Enredado em meu delírio
Vendo nuvens onde mundos
Rompem estradas e cios.
Já me sinto diferente
Quase sem meu coração
Quase que um repente
Desvendado da ilusão.
E o que é mesmo ser feliz?
Onde há o ser feliz?
Ser feliz é ver você?
É estar perto ou por um triz?
O que é mesmo ser feliz?
Haverá o ser feliz?
Ele está dentro de você?
Pode ser mesmo um saber ou o mar?
Já não sinto-me presente
Nem ausente desta mão
Que recolhe meus pertences
E os lança pelo chão.
Já não sinto mais o vento
Pelo rosto tão normal
Já não calmo pelos tempos
Onde meu instinto de sal
Rememorava o ser feliz
Descobria o ser feliz
No ato de simplemsente ser
O que guardava então em mim.
E hoje o que é ser feliz?
Onde está este feliz
Ente que já não é o ser
E pode nem mesmo mais querer?
Há o amar?
Enredado em meu delírio
Vendo nuvens onde mundos
Rompem estradas e cios.
Já me sinto diferente
Quase sem meu coração
Quase que um repente
Desvendado da ilusão.
E o que é mesmo ser feliz?
Onde há o ser feliz?
Ser feliz é ver você?
É estar perto ou por um triz?
O que é mesmo ser feliz?
Haverá o ser feliz?
Ele está dentro de você?
Pode ser mesmo um saber ou o mar?
Já não sinto-me presente
Nem ausente desta mão
Que recolhe meus pertences
E os lança pelo chão.
Já não sinto mais o vento
Pelo rosto tão normal
Já não calmo pelos tempos
Onde meu instinto de sal
Rememorava o ser feliz
Descobria o ser feliz
No ato de simplemsente ser
O que guardava então em mim.
E hoje o que é ser feliz?
Onde está este feliz
Ente que já não é o ser
E pode nem mesmo mais querer?
Há o amar?
domingo, setembro 03, 2006
Em teu riso
Te reparo na rua
Nas estrelas
Do teu próprio riso
Teu olhar de esguelha
Te namoro como se a vida
Tornasse mais linda
A própria dureza
Das palavras
Do trampo, do riso
Me sinto mais gente
E isso pode ser amor
E acontece como se no presente
Houvesse um futuro
Algo com outra cor.
Te desejo como aprender nas estrelas
O novo sorriso, uma vida inteira
E te quero não por só um dia
Mas por todo o tempo da vida inteira
Como um esforço sincero e preciso
Calado e vívido
Um tornar-me infindo
Pelo nome das coisas que encerram
O desejo que beija
E constrói-se em teu riso.
Nas estrelas
Do teu próprio riso
Teu olhar de esguelha
Te namoro como se a vida
Tornasse mais linda
A própria dureza
Das palavras
Do trampo, do riso
Me sinto mais gente
E isso pode ser amor
E acontece como se no presente
Houvesse um futuro
Algo com outra cor.
Te desejo como aprender nas estrelas
O novo sorriso, uma vida inteira
E te quero não por só um dia
Mas por todo o tempo da vida inteira
Como um esforço sincero e preciso
Calado e vívido
Um tornar-me infindo
Pelo nome das coisas que encerram
O desejo que beija
E constrói-se em teu riso.
Prazer Cantado
Eu reinvento milagres
Você vê sois largados
Eu descubro praças
E você me vê sem lados
Incerta.
Eu calo o desejo farto
Você me espia deitado
Eu amo o carinho incerto
Você me deixa sem espaço
Pra mentir outros ares
E nem sequer mais me calo
No interesse das artes
Talvez eu fustigue alvos
Sem meta.
Pois a incerteza do ato
Me faz calmo
Na espera do que o fogo empresta
No incluir dos meus versos alvos.
Eu espero o dia ser marte
E acordo mais suado
Você me conduz ao mar
Que não me empresta o fardo
De sua festa.
Eu reespero da tarde
O iluminar mais alvo
Desejo teu corpo, tua arte
Teu sorriso me cria o espaço
Que você em obscuros melindres
E Árduos fatos me ensina
que o dramatizar das coisas
Não é exatamente o ato
Que se encerra
Na incerteza do alvo
Que de claro
Só possui a vaga espera
Que hoje aprendo como um fardo.
E hoje no dia seguinte
Dos dramas mal inventados
Conduzo o desejo que incendeia
Pra mares não navegados
Você com a beleza mais tênue do mundo
Me mostra estrelas e astros
E eu te desejo mais intensamente
Na mente, no corpo
No calmo som da fera
E a fera é o meu ato
Este ato que sonha com sua festa
E este delírio encantado
Que é tua mão nos meus braços
E meus braços envolvendo-te
Na condução da estrela
Que é o teu prazer cantado.
Você vê sois largados
Eu descubro praças
E você me vê sem lados
Incerta.
Eu calo o desejo farto
Você me espia deitado
Eu amo o carinho incerto
Você me deixa sem espaço
Pra mentir outros ares
E nem sequer mais me calo
No interesse das artes
Talvez eu fustigue alvos
Sem meta.
Pois a incerteza do ato
Me faz calmo
Na espera do que o fogo empresta
No incluir dos meus versos alvos.
Eu espero o dia ser marte
E acordo mais suado
Você me conduz ao mar
Que não me empresta o fardo
De sua festa.
Eu reespero da tarde
O iluminar mais alvo
Desejo teu corpo, tua arte
Teu sorriso me cria o espaço
Que você em obscuros melindres
E Árduos fatos me ensina
que o dramatizar das coisas
Não é exatamente o ato
Que se encerra
Na incerteza do alvo
Que de claro
Só possui a vaga espera
Que hoje aprendo como um fardo.
E hoje no dia seguinte
Dos dramas mal inventados
Conduzo o desejo que incendeia
Pra mares não navegados
Você com a beleza mais tênue do mundo
Me mostra estrelas e astros
E eu te desejo mais intensamente
Na mente, no corpo
No calmo som da fera
E a fera é o meu ato
Este ato que sonha com sua festa
E este delírio encantado
Que é tua mão nos meus braços
E meus braços envolvendo-te
Na condução da estrela
Que é o teu prazer cantado.
quarta-feira, agosto 30, 2006
Artigo de Luxo que seca Países
Artigo Recente da Jornalista Carla Rodrigues do Site No Mínimo , com o sugestivo título de "Água mineral, o lucro que vem do luxo", comenta: "Para se ter uma idéia de como o negócio da venda de água mineral tornou-se lucrativo, a divisão de águas da Nestlé é responsável por 10% dos lucros de todo o conglomerado. Para cada cinco garrafas de água vendidas no mundo, uma é da Nestlé, produtora presente em 36 países e 75 marcas diferentes, entre as quais a francesa Perrier e a italiana San Pellegrino".
Além disso coloca a curiosidade do fenômeno do aumento da qualidade do tratamento das Águas nos países desenvolvidos e o aumento de consumod e Água mineral, quando este não seria mais preciso. A jornalista vincula este fenômeno ao fato do "o impulso na degustação da água mineral pode estar muito mais ligado ao consumo de artigos de luxo".
Pois bem, isto pode ser suspresa para muitos, porém para quem acompanha há algum tempo a questão da exploração das Águas Minerais não é surpresa nenhuma, é uma constatação por vezes dolorosa.
Investindo pesadamente na exploração de Águas Minerais há pelo menos 15 anos, primeiramente adquirindo empresas com licensa de exploração na Europa e nos EUA, posteriormente ampliando este arco de ação à América Latina, A Nestlé é um exemplo claro de como se dá a maravilhosa conquista da Água engarrafada pelos países desenvolvidos.
Em associação com a Coca-Cola ou agindo sozinha, a Fantástica Fábrica de Chocolates, Benemérita maior do Fome Zero e titulada pelas revistas Semanais como campeã na Responsabilidade Social, A Nestlé, coleciona, pela sanha de aumento de lucros e domínio do mercado internacional de água, diversas histórias interessantes, que vão desde ter a exploração de fontes de água em Michigan embargadas pela justiça por crime ambiental até ao fatod e enfrentar diversos processos no que tange à exploração de águas minerais na Europa e no Brasil, mais precisamente em São Lourenço, Minas Gerais.
Com um estilo que navega entre o de ignorar leis ambientais e de exploração mineral e o de relacionar-se, de modo no mínimo suspeito, com as diversas instâncias do Estado, Governos municipais, estaduais, federal e parlamentares, A Nestlé desde 2000, pelo menos, tem causado a destruição do lençol de Águas minerais de São Lourenço através de um processo de superexploração que chega a um milhão de litros de Água Mineral por dia, através do processo de bombeamento de água, processo ilegal, já que o Código de Águas determina que a extração das águas deve ser feita através da vazão.
Além disso é constante a violação das leis brasileiras quando se observa que houve desmineralização comprovada de água mineral para fabricação da Pure life, quando se observa que houve exploração não autorizada de poços recém descobertos, que estes mesmos poços foram encontrados através de pesquisa não autorizada, artifício da lei que auxilia à monitoração da pesquisa de novas fontes de água sem dano ao lenço, elemento extremamente sensível do meio ambiente.
Isso sem contar a truculência no tratar da população local que resiste à sanha destruidora da empresa e lutou contra as ações que podem levar ao afundamento da cidade de São Lourenço, construída acima do lençol de Águas minerais e sustentada por este, e ao fim do lençol de águas minerais, dado que o esgotamento foi inclusive detectado pelo DNPM (Órgão Responsável pela fiscalização da exploração mineral).
Estes fatos são apenas elementos que assinalam o modus operandi das multinacionais que hoje alimentam o mercado de Água Mineral e podem ser confirmado sem diversos sites, desde o do Circuito das Águas (MACAM) até o da Revista NOVAE. A questão é que, enquanto abastece as prateleiras da Europa e EUA, a mesma Nestlé seca fontes e destrói o meio ambiente de diversos países.
E tudo isto em nome do São Deus Mercado, esta divindade que atua no abastecimento do caixa de empresas que cada vez mais buscam o lucro sem medir seus atos e acaba por secar a fonte de vida dos países periféricos, indo além das águas, sugando a vida das pessoas, matando cidades e rasgando a lei que os locais são obrigados a obedecer.
Sem falar na crise da Água como um todo, elemento que é vital para a sobrevivência da humanidade e quem vem sendo deteriorado paulatinamente e com uma velocidade cada vez maior pelas diversas agressões existentes ao meio amiente, algo que vem sendo cada vez mais comum no Capitalismo.
Por isso é interessante o enfoque no sucesso do mercado de águas minerais, no crescimento do mercado e na sua vinculação aos artigos de luxo, interessante porque o artigo d eluxo tende a ser mais que isso, tende a ser o petróleo do Século XXI, ma sumpetróleo que mata de sede quem o possui em suas terras.
Por isos a Água,pela ação das empresas que a explroam, é um Artigo de Luxo que Seca países.
Além disso coloca a curiosidade do fenômeno do aumento da qualidade do tratamento das Águas nos países desenvolvidos e o aumento de consumod e Água mineral, quando este não seria mais preciso. A jornalista vincula este fenômeno ao fato do "o impulso na degustação da água mineral pode estar muito mais ligado ao consumo de artigos de luxo".
Pois bem, isto pode ser suspresa para muitos, porém para quem acompanha há algum tempo a questão da exploração das Águas Minerais não é surpresa nenhuma, é uma constatação por vezes dolorosa.
Investindo pesadamente na exploração de Águas Minerais há pelo menos 15 anos, primeiramente adquirindo empresas com licensa de exploração na Europa e nos EUA, posteriormente ampliando este arco de ação à América Latina, A Nestlé é um exemplo claro de como se dá a maravilhosa conquista da Água engarrafada pelos países desenvolvidos.
Em associação com a Coca-Cola ou agindo sozinha, a Fantástica Fábrica de Chocolates, Benemérita maior do Fome Zero e titulada pelas revistas Semanais como campeã na Responsabilidade Social, A Nestlé, coleciona, pela sanha de aumento de lucros e domínio do mercado internacional de água, diversas histórias interessantes, que vão desde ter a exploração de fontes de água em Michigan embargadas pela justiça por crime ambiental até ao fatod e enfrentar diversos processos no que tange à exploração de águas minerais na Europa e no Brasil, mais precisamente em São Lourenço, Minas Gerais.
Com um estilo que navega entre o de ignorar leis ambientais e de exploração mineral e o de relacionar-se, de modo no mínimo suspeito, com as diversas instâncias do Estado, Governos municipais, estaduais, federal e parlamentares, A Nestlé desde 2000, pelo menos, tem causado a destruição do lençol de Águas minerais de São Lourenço através de um processo de superexploração que chega a um milhão de litros de Água Mineral por dia, através do processo de bombeamento de água, processo ilegal, já que o Código de Águas determina que a extração das águas deve ser feita através da vazão.
Além disso é constante a violação das leis brasileiras quando se observa que houve desmineralização comprovada de água mineral para fabricação da Pure life, quando se observa que houve exploração não autorizada de poços recém descobertos, que estes mesmos poços foram encontrados através de pesquisa não autorizada, artifício da lei que auxilia à monitoração da pesquisa de novas fontes de água sem dano ao lenço, elemento extremamente sensível do meio ambiente.
Isso sem contar a truculência no tratar da população local que resiste à sanha destruidora da empresa e lutou contra as ações que podem levar ao afundamento da cidade de São Lourenço, construída acima do lençol de Águas minerais e sustentada por este, e ao fim do lençol de águas minerais, dado que o esgotamento foi inclusive detectado pelo DNPM (Órgão Responsável pela fiscalização da exploração mineral).
Estes fatos são apenas elementos que assinalam o modus operandi das multinacionais que hoje alimentam o mercado de Água Mineral e podem ser confirmado sem diversos sites, desde o do Circuito das Águas (MACAM) até o da Revista NOVAE. A questão é que, enquanto abastece as prateleiras da Europa e EUA, a mesma Nestlé seca fontes e destrói o meio ambiente de diversos países.
E tudo isto em nome do São Deus Mercado, esta divindade que atua no abastecimento do caixa de empresas que cada vez mais buscam o lucro sem medir seus atos e acaba por secar a fonte de vida dos países periféricos, indo além das águas, sugando a vida das pessoas, matando cidades e rasgando a lei que os locais são obrigados a obedecer.
Sem falar na crise da Água como um todo, elemento que é vital para a sobrevivência da humanidade e quem vem sendo deteriorado paulatinamente e com uma velocidade cada vez maior pelas diversas agressões existentes ao meio amiente, algo que vem sendo cada vez mais comum no Capitalismo.
Por isso é interessante o enfoque no sucesso do mercado de águas minerais, no crescimento do mercado e na sua vinculação aos artigos de luxo, interessante porque o artigo d eluxo tende a ser mais que isso, tende a ser o petróleo do Século XXI, ma sumpetróleo que mata de sede quem o possui em suas terras.
Por isos a Água,pela ação das empresas que a explroam, é um Artigo de Luxo que Seca países.
terça-feira, agosto 29, 2006
Navegar, navegar, navegar
Descrever-te é pros olhos
A arte do morrer
Pois como falar-te em meio
aos brilhos que a vida
Impõe a nossos sonhos humanos
Apaixonados pelo jeito
Que a bela escorre
Por entre ruas, pontes e trilhas?
Descrever-te é pro sonho
Quase que um nascer
Pois o ver pelo olhar dos que amam
Não é mais loucura
É saber-te sorriso que Deus
Inventou sem limites
Fez teus olhos do mel que do mar
Faz o olhar navegar, navegar, navegar.
Descrever-te é pros dedos
Quase que um tecer
Das maçãs do rosto a esperança rósea das luas
Das trilhas
Que formam teus ombros que sustentam mundos
Em segredos
Que a pele revela aos toques que são poesia.
Descrever-te é pros lábios
Quase que um sorver
Da sanha que encanta a palavra
A versão da loucura dos lábios
Que adentram nos meus
Recriando as sílfides
Que levam-te a ser todo o mar
Pro olhar navegar, navegar, navegar.
A arte do morrer
Pois como falar-te em meio
aos brilhos que a vida
Impõe a nossos sonhos humanos
Apaixonados pelo jeito
Que a bela escorre
Por entre ruas, pontes e trilhas?
Descrever-te é pro sonho
Quase que um nascer
Pois o ver pelo olhar dos que amam
Não é mais loucura
É saber-te sorriso que Deus
Inventou sem limites
Fez teus olhos do mel que do mar
Faz o olhar navegar, navegar, navegar.
Descrever-te é pros dedos
Quase que um tecer
Das maçãs do rosto a esperança rósea das luas
Das trilhas
Que formam teus ombros que sustentam mundos
Em segredos
Que a pele revela aos toques que são poesia.
Descrever-te é pros lábios
Quase que um sorver
Da sanha que encanta a palavra
A versão da loucura dos lábios
Que adentram nos meus
Recriando as sílfides
Que levam-te a ser todo o mar
Pro olhar navegar, navegar, navegar.
Na arte vil dos pobres
Nem sei dizer algum retrato
Espelho o amálgama do medo
A ver, fazer, tudo errado
Nos elos que marcam-me os freios
E os lumes
Dos morros, dos matos
Que estrelo em canções sem recheio.
Atores resmungam em um ato
O corte do ceifador feio
E os mundos
Ajoelham-se pálidos
Submissos às ações dos Donos do Engenho.
Há cores demais nestas máscaras
Que encontro já mortas
Deitadas
E entre os odores que ocorrem
Resulto no ato que decorre
Das formas e Horrores
Que morrem
Na arte vil dos pobres.
Espelho o amálgama do medo
A ver, fazer, tudo errado
Nos elos que marcam-me os freios
E os lumes
Dos morros, dos matos
Que estrelo em canções sem recheio.
Atores resmungam em um ato
O corte do ceifador feio
E os mundos
Ajoelham-se pálidos
Submissos às ações dos Donos do Engenho.
Há cores demais nestas máscaras
Que encontro já mortas
Deitadas
E entre os odores que ocorrem
Resulto no ato que decorre
Das formas e Horrores
Que morrem
Na arte vil dos pobres.
Olhar
Acordo entre dedos e pessoas novas
Parto sem segredos
Espero ser feliz
Pensando nas coisas frias
Carros, aluguéis, memórias
Esparsos atos findos
Sorrisos de verniz.
Espelho o carinho que arde em poesia
Entre o sonho meu
E o sorriso que calado admirei feliz
Esperando algum rompante
Que construisse um mar
Onde eu navegasse
Criando um sonho teu.
E pelas ruas
Retiro da saudade
A construção da loucura
E a razão mais linda
Que existe nos ares
Onde o teu ritmo
Embala o passo meu.
Difícil escrever alguma coisa nova
Trabalhar desejos
Buscar do que se diz
A construção da Geografia
Do teu corpo na memória
A inspiração do vento
Tão teu que todo em mim
Calhou de marcar da poesia outro sonho meu
Escrevendo sementes nos áridos jardins
Que alcançam outros quadrantes da dimensão do olhar
Este olhar que tem asas
Este olhar tão teu.
Que das luas
Explica das verdades
A inversão da loucura
Ou apenas me inspira
A redigir-te em frases
Que façam-no só meu.
Parto sem segredos
Espero ser feliz
Pensando nas coisas frias
Carros, aluguéis, memórias
Esparsos atos findos
Sorrisos de verniz.
Espelho o carinho que arde em poesia
Entre o sonho meu
E o sorriso que calado admirei feliz
Esperando algum rompante
Que construisse um mar
Onde eu navegasse
Criando um sonho teu.
E pelas ruas
Retiro da saudade
A construção da loucura
E a razão mais linda
Que existe nos ares
Onde o teu ritmo
Embala o passo meu.
Difícil escrever alguma coisa nova
Trabalhar desejos
Buscar do que se diz
A construção da Geografia
Do teu corpo na memória
A inspiração do vento
Tão teu que todo em mim
Calhou de marcar da poesia outro sonho meu
Escrevendo sementes nos áridos jardins
Que alcançam outros quadrantes da dimensão do olhar
Este olhar que tem asas
Este olhar tão teu.
Que das luas
Explica das verdades
A inversão da loucura
Ou apenas me inspira
A redigir-te em frases
Que façam-no só meu.
Na mídia, pedra é bomba atômica
Este artigo não tem a pretensão de ser definitivo ou mesmo explicar a guerra Israel X Hezbollah, nem mesmo de coroar uma explicação final sobre o papel da mídia no conflito, mas sim de pincelar observações a respeito do pitoresco comportamento de nossas redações a respeito do conflito.
É complicado para quem observa com cuidado não perceber uma certa má vontade com nossos irmãos Árabes na mídia Brasileira. É quase que praxe colocar Árabe como Terrorista e, como todos sabem, Árabe é qualquer coisa que venha do Oriente médio. Se bobear Camelo é Árabe e recita o Corão nos dias santos. Veio de lá? É batata! Árabe. Damasco é Árabe, Iraniano é Árabe, Areia é Árabe, só o Caviar Iraniano não é Árabe porque inventaram que o Caviar é russo (Tá! Acredito) e caviar é chique.
Os redatores e (muito menos) âncoras pouco se importam se Israel surgiu em um território anteriormente ocupado por outra nação por imposição do Ocidente (Sentindo-se culpada com o coração alheio pelo Holocausto), poucos se importam se os EUA entram em um País para ditar sua política interna baseados em "suspeitas" nunca confirmadas, poucos se importam se para três pedras atiradas, Israel resolve lançar quilhões de mísseis, o importante é defender a tal "civilização". Civilização essa que alguns acrescentam o epíteto de Judaico-Cristã.
Todo mundo que não fica sentado esperando bomba e acenando como os Pingüins de "Madagascar" é terrorista. O pai que perdeu seu filho em bombardeio, os caboclos que perderam casas e família e partiram para uma atitude mais, digamos, drástica, é tudo terrorista. E agora o PCC também é terrorista, ou seja, daqui a pouco a rapaziada do Oriente Médio vai perder o charme de terrorista e cair direto na nomenclatura de Bandido. E você sabe,né? Bandido bom é bandido Morto. E Tome GETAM, ROTA, versão Judaica - Texana, sem culpa e com orgulho. Até porque defender civilização é mais maneiro que defender um sistema, certo? Pelo menos no âmbito da publicidade.
Aí que está o busílis: Todo este bafafá, esta terminologia, esta postura é fruto da defesa intransigente e cada vez com menos argumentos de um sistema que não só precisa do Petróleo existente no Oriente Médio, como necessita da Guerra para impor seus objetivos imediatos já que seus frutos estão no pé e causando danos cada vez mais nítidos para as populações dos países periféricos. O povo do mundo cansou de esperar por paz, tá indo direto pegar na prateleira.
E os donos do mercado não estão a fim de entregar, não acham que os custos foram pagos.
E o que a mídia faz? Uai! põe a voz do dono do mercado no autofalante e o povão que se dane!!
Explicar? Pra que? Nego não vai entender mesmo! Cumprir minha função social de instrumento de comunicação pública? Que isso, Rapaz! Eu sou uma empresa, quero lucro e o lucro está no sistema.E o sistema quer impor suas necessidades ao todo da população, você não vê que isso é modernidade?
Então assim é mole transformar pedra em Bomba Atômica, massacre em Guerra Justa, Resistência em Terrorismo e Crimes de Guerras em perdas colaterais. Porque na defesa do sistema que me mantém vivo minha boca só fala o som que o rei curte.
Tudo e todos aqueles que buscarem uma visão mais ampla, olhando todos os lados que tentem denunciar a hipocrisia da mídia ou mesmo lutar para combater um rolo compressor economico militar são vilões, terroristas, assassinos. E não falo só de populações distantes que usam o legítimo direito de resistir, afirmo também de grupos nacionais que resistem a um sistema muito parecido de opressão e extermínio.
Tudo aquilo que luta contra o sistema, vide MST e MTL, que questiona a propriedade privada que teria de ter função social, mas a função social que possui é a de socializar a concentração de renda e o apartheid rico X pobre, é taxado de criminoso, terrorista. O dever de informar é esquecido amplamente. A mídia assume como seu dever o condenar, o impor posições, o tomar partido.
Não que euacredite em imparcialidade, mas acredito em honestidade. E o que a mídia faz em todos estes casos é tudo, menos honesto. Qualquer desafio ao sistema ganha, no mínimo, o apelido de "arcaico" ou "fora de moda". Se for um desafio mais hard, mais bélico, então é crime na caruda. O crime que gerou o crime fica livre para existir, o ato final, a resistência, é crime inafiançável, hediondo, passível de assassínio.
Pra termos um exemplo: Quantas vezes você viu uma denúncia de mais de 10 segundos sorbe o assassinato de sem terras? E se as viu, quantos segundos você viu sem que aparecesse uma voz ligada ao Fazendeiro informaod da violência dos Sem Terra? Quantas vezes o ataque do Hezbollah foi acompanhado de uma descrição da quantidade de bombas jogadas por Israel no Líbano e da História das contínuas invasões e massacres feitos por este lá? Poucas,né?
Isso tudo porque a mídia pouco se importa com o dever de informar, afinal você é estúpido, você deve acreditar no que ela acredita, até porque um sujeito, mesmo estúpido, não pode ser arcaico e contra a civilização judaico-cristã. Mesmo se você não for nem judaico e nem cristão.
sábado, agosto 26, 2006
O Subúrbio de Chico e a Família Capone
É inevitável pro amante da boa música não se apaixonar pela Música "Subúrbio" de Chico Buarque. Poeticamente bem construída, tanto pelo lirismo quanto pelos versos mais, digamos contundentes, e melodicamente brilhante, o Samba-Choro deliciosamente nos embriaga, nos leva à poesia escondida nos Subúrbios, poesia esta muito bem notada pelo morador da Zona Sul Chico Buarque, excelente observador, como excelente poeta.
Porém, toda a lógica de observação do poeta se atém apenas ao aspecto "pitoresco" do subúrbio, leva a vida de seus moradores a um estado "mítico", como se não pessoas, mas personagens, passassem por um ambiente de vivência multicor e de uma coragem simples e feita por opção.
Isto fica claro não só na vivência diária, onde a poesia é embotada por uma vida dura e de constante desafio, mas também quando ouvimos grupos musicais nascidos no subúrbio e que saem do ambiente clássico de Samba e Pagode, do ambiente do Samba exaltação constante da vida simples. Quando percebemos o cenário do Hip Hop do subúrbio, onde busco o exemplo da Família Capone, percebemos um outro nível de poesia, ritmo e cor, que constrói com muito mais realismo e força a realidade do subúrbio e investem na construção, a partir desta realidade, de uma voz atuante e transformadora da mesma.
Com uma força musical e melódica ímpar, quase um rolo compressor de poesia e ritmo, o RAP clássico, a Família Capone fala do mesmo Subúrbio cantado por Chico, colocando as questões vividas diariamente por um povo que nutre por sua vida uma paixão muito mais que forte, uma paixão necessária para se manter a cabeça erguida e a vida mesmo, porque viver no subúrbio não costuma ser mole não.
A Família Capone fala da opressão policial, da questão da violência, da necessidade de impor-se diante de uma opressão multifacetada, do estado ao tráfico, da busca do Orgulho de ser membro da comunidade sem precisar partir pro "caminho errado", fala dos amores sem o simplismo da poesia lírica e ainda mais, mostra como um urro de classe que poesia é coisa de gente grande e nem por isso precisa viver na fantasia.
Chico constrói uma imagem belíssima, mas não consegue sair da visão do turista que vai à favela e vê aquela gente "sem pintura" e "que não tem capa de revista".
Tá, ele coloca bem que "lá tem Jesus, mas está de costas", porém não consegue mostrar, como a Família Capone,que isso pouco importa em um mundo onde a gente tem de lutar diariamente pra olhar nos olhos e colocar nosso queixo pra cima, sem ajoelhar diante da arrogância de uma cidade que nos quer de costas mesmo, longe do mar e longe do incomodar seus dias de praia.
No punch do Hip Hop o queixo do Subúrbio avisa pra Praia que a Cidade é Maravilhosa porque nossos ombros a carregam e que tá na hora do preço ser pago.
Não esconde a mágoa, mas a mágoa não pára a cuíca e nem cala o sonho, porque o sonho não é feito de cabrochas, mas de minas que sabem o que querem e vão lá buscar.
Por isso mesmo que a música encante, ela não avança no encanto, não nos faz apaixonar, porque nosso subúrbio é cantado em Hip Hop também, e alí tem o sangue quente, a voz tocante e a porrada que nos faz ver o mundo e curtir ele, sabendo que ele é duro.
O Chico cria um sonho de subúrbio que a Zona Sul pensa, a Família Capone constrói um sonho onde o Subúrbio muda pela força do ato e a voz, neste caso, não é um canto lírico, mas uma exigência.
sexta-feira, agosto 25, 2006
Aula de Português
O verbo sabor tem a cor de um teu batom bonito
E o verbo amor lembra o rebuscado
E simples escrever das tuas prendas
Cantando já nem sei se há instantes em que não estou sonhando
Perdido na geometria das tuas linhas
Entrelinhas que compreendo cantando
O verbo inventar reflete estas palavras
Como se à luz construisse uma história linda
Que roubasse talvez do frio
A luz que faz existir o calor.
Eu repito encantos tantos
Porque da lua anuncio o existir do incerto
E repito o insistir dos espantos
Pela rua que me trouxe o presente belo
De ver-te em sorrisos e cantos
Que aos dias
Trazem todo meu verso.
Há nomes que descobrem razões de sonho inteiro
E pra isso usam mil concordâncias
Há flores que remontam a belezas indescritíveis
Predicados que hoje entendo
Entre artigos que se inventam do sentido
Das novenas, uso adjuntos de versos antigos
Das partes do dicionário que não entendo
Eu rebusco versos que são abrigo
Nas análises sintáticas dos meus tempos
Em que reparo que há sempre o viço
Desta formal palavra que hoje invento
Pra criar-te uma aliteração do riso
E nem por isso me faço ir
Para a antítese do que sou.
Eu repito tantos cantos
Pois é pela lua do teu sonho que reparo o verbo
Que tudo inicia enquanto eu canto
Pra você estas formais agruras dos versos
Que vivo a impingir-te entre tantos
Presentinhos
O que talvez não seja correto.
Até hoje pensei em reiterar
Um eufemismo pro que sinto e grito
E esquecer as inteiras objeções dos tempos
Pelo particípio da lógica que hoje crio
Mas vi a hipérbole do mar nas retinas dos meus olhos findos
E no café repeti as ânsias que só uma Oração pode compor
Com ritmo
E este ritmo simboliza o te ver feliz
Bem linda entre os cantos
Que já desejo que possas sempre ouvir
Existindo entre os tantos
Reviveres dos destinos cuja língua tanto me ensinou.
E hoje nela te entrego o tanto
Que já te gosto aqui nestes meus pálidos versos
Tua geometria, teus esperantos
Tuas letras que teu nome reflete
Decerto
Como se composta por anjos
Feitos flor de um sorriso
Deste meu Deus sem desertos.
E o verbo amor lembra o rebuscado
E simples escrever das tuas prendas
Cantando já nem sei se há instantes em que não estou sonhando
Perdido na geometria das tuas linhas
Entrelinhas que compreendo cantando
O verbo inventar reflete estas palavras
Como se à luz construisse uma história linda
Que roubasse talvez do frio
A luz que faz existir o calor.
Eu repito encantos tantos
Porque da lua anuncio o existir do incerto
E repito o insistir dos espantos
Pela rua que me trouxe o presente belo
De ver-te em sorrisos e cantos
Que aos dias
Trazem todo meu verso.
Há nomes que descobrem razões de sonho inteiro
E pra isso usam mil concordâncias
Há flores que remontam a belezas indescritíveis
Predicados que hoje entendo
Entre artigos que se inventam do sentido
Das novenas, uso adjuntos de versos antigos
Das partes do dicionário que não entendo
Eu rebusco versos que são abrigo
Nas análises sintáticas dos meus tempos
Em que reparo que há sempre o viço
Desta formal palavra que hoje invento
Pra criar-te uma aliteração do riso
E nem por isso me faço ir
Para a antítese do que sou.
Eu repito tantos cantos
Pois é pela lua do teu sonho que reparo o verbo
Que tudo inicia enquanto eu canto
Pra você estas formais agruras dos versos
Que vivo a impingir-te entre tantos
Presentinhos
O que talvez não seja correto.
Até hoje pensei em reiterar
Um eufemismo pro que sinto e grito
E esquecer as inteiras objeções dos tempos
Pelo particípio da lógica que hoje crio
Mas vi a hipérbole do mar nas retinas dos meus olhos findos
E no café repeti as ânsias que só uma Oração pode compor
Com ritmo
E este ritmo simboliza o te ver feliz
Bem linda entre os cantos
Que já desejo que possas sempre ouvir
Existindo entre os tantos
Reviveres dos destinos cuja língua tanto me ensinou.
E hoje nela te entrego o tanto
Que já te gosto aqui nestes meus pálidos versos
Tua geometria, teus esperantos
Tuas letras que teu nome reflete
Decerto
Como se composta por anjos
Feitos flor de um sorriso
Deste meu Deus sem desertos.
As janelas do meu coração
O bom de te olhar
É o olhar
Sem me preocupar se há bonjour
Pois além de já ver-te bela
Há a benção de poder ajudar
A fazer do vento uma brisa, um som
Saborear a madrugada
A tarde e a invenção
De todo horário já sem tempo
Do calor
Que dá na alma, na certeza
De ver amor.
Alma vem pelas telas
Pintadas em corpo são
Tens um quê
De janela para outra dimensão.
Tanto faz se o tempo busca a irrazão
A arte invade a alma e espelha
Toda a Criação
Teu sorriso é parte imensa do fervor
Que hoje busca na beleza
De ter amor.
Calma
Das velas
O barco entende a brisa e a canção
E tu tens
Das janelas
As janelas do meu coração.
É o olhar
Sem me preocupar se há bonjour
Pois além de já ver-te bela
Há a benção de poder ajudar
A fazer do vento uma brisa, um som
Saborear a madrugada
A tarde e a invenção
De todo horário já sem tempo
Do calor
Que dá na alma, na certeza
De ver amor.
Alma vem pelas telas
Pintadas em corpo são
Tens um quê
De janela para outra dimensão.
Tanto faz se o tempo busca a irrazão
A arte invade a alma e espelha
Toda a Criação
Teu sorriso é parte imensa do fervor
Que hoje busca na beleza
De ter amor.
Calma
Das velas
O barco entende a brisa e a canção
E tu tens
Das janelas
As janelas do meu coração.
Todo poder é simples encanto
É simples ver as cores das palavras
Entre risos, cidades e o Rio
Cansado de ver trânsito, talvez a gente perca detalhes de cinema
É simples ignorar e sofrer por telefone, com a ansiedade dos anos
E talvez perder-se no cálculo da vida
E esquecer que é meio do ano
É simples perder seu sorriso
É simples se matar sem amor
Mas na vida o sonho, o canto
Desruma o mundo entre planos que nunca dão certo
Eu corro pelos dias
Me faço anjo
Busco até me morrer pelos passos incertos
E vulgarmente rindo num canto
Sinto o brilho
Da vitória do verso.
Há dor, há morte
Há cores sem outeiros que nos afligem nesta busca por mudanças
Há guerras e nefastos discursos bandidos
Há massacres de detentos
E entre dores e ofensas, entre cores sem cinema
Há pedaços de um mau estilo
E a morte das maneiras gentis dos imensos grandes homens
Já não nos dão abrigo
Mas dentro do sonho há o risco
E o risco de todo brilho é o amor
E por isso me faço canto
Agradeço mundos pelos sonhos me fazerem reto
Destino todos os dias
Para que anjos
Possam rir como ao mundo destinassem seus berros
E fizessem risos de um pranto
Que foi frio
E hoje é estrela decerto.
Se já não soube comemorar
Hoje respiro cada dia lindo
E vejo certas cores que desenham flores
Como se pra isso precisasse de raciocínio
Aguardo a noite como se minha sorte fosse algo palpável
Um ensino
Mas a fé no amor e nas montanhas
É a minha forma de ideal preciso
E é por isso que eu busco ser feliz entre os meus anos
E meu sentido de ter sorte é ser feliz, mesmo que sem planos
Não se calar o meu sorriso
Não sei não dividir meu valor
Meu sentido intenso é o canto
Que hoje busco repartir qual cetro
Todo poder é simples encanto
É a arte de mudar mundos, sons, invernos
Eu quero todos rindo, sonhando
Sem depois
Pois há o risco
De não haver mundo certo.
Entre risos, cidades e o Rio
Cansado de ver trânsito, talvez a gente perca detalhes de cinema
É simples ignorar e sofrer por telefone, com a ansiedade dos anos
E talvez perder-se no cálculo da vida
E esquecer que é meio do ano
É simples perder seu sorriso
É simples se matar sem amor
Mas na vida o sonho, o canto
Desruma o mundo entre planos que nunca dão certo
Eu corro pelos dias
Me faço anjo
Busco até me morrer pelos passos incertos
E vulgarmente rindo num canto
Sinto o brilho
Da vitória do verso.
Há dor, há morte
Há cores sem outeiros que nos afligem nesta busca por mudanças
Há guerras e nefastos discursos bandidos
Há massacres de detentos
E entre dores e ofensas, entre cores sem cinema
Há pedaços de um mau estilo
E a morte das maneiras gentis dos imensos grandes homens
Já não nos dão abrigo
Mas dentro do sonho há o risco
E o risco de todo brilho é o amor
E por isso me faço canto
Agradeço mundos pelos sonhos me fazerem reto
Destino todos os dias
Para que anjos
Possam rir como ao mundo destinassem seus berros
E fizessem risos de um pranto
Que foi frio
E hoje é estrela decerto.
Se já não soube comemorar
Hoje respiro cada dia lindo
E vejo certas cores que desenham flores
Como se pra isso precisasse de raciocínio
Aguardo a noite como se minha sorte fosse algo palpável
Um ensino
Mas a fé no amor e nas montanhas
É a minha forma de ideal preciso
E é por isso que eu busco ser feliz entre os meus anos
E meu sentido de ter sorte é ser feliz, mesmo que sem planos
Não se calar o meu sorriso
Não sei não dividir meu valor
Meu sentido intenso é o canto
Que hoje busco repartir qual cetro
Todo poder é simples encanto
É a arte de mudar mundos, sons, invernos
Eu quero todos rindo, sonhando
Sem depois
Pois há o risco
De não haver mundo certo.
quinta-feira, agosto 24, 2006
Um Bom dia
Danado achar palavra
Nestes dias de folhas
Assim nem bem caídas
Pra explicar o sol e dá-lo a uma pessoa
O sol me arredia.
Depois do café a brisa
E o sonho
Lambem a beleza e tornam todo pranto
Seco para nascer
Um reviver do eterno neste mundo
Que hoje avisto
Pra desejar-te horas
Felizes
Dias e notas
Que possam ser pra ti um bom sorriso.
Não há tempo ou o certo ou o novo
Se há lamento
Por isso a você a lira
Transforma fogo morto
Em talvez intento
Desejo de bons dias.
Além do café
Há a brisa e o sonho
E toda a beleza
Do encanto tanto que hoje canto e sinto
Nocê
Que é talvez hoje em meu mundo
O apelido
Da coisa boa que aflora
E me faz rir agora
Que deseja a ti o universo vivo
Um bom dia
Que deseja a ti o feliz bom sorriso
E um bom dia
Que quer pra ti as flores do improviso
E um Bom dia
Que faz pra ti a letra do meu riso
Um Bom dia.
Nestes dias de folhas
Assim nem bem caídas
Pra explicar o sol e dá-lo a uma pessoa
O sol me arredia.
Depois do café a brisa
E o sonho
Lambem a beleza e tornam todo pranto
Seco para nascer
Um reviver do eterno neste mundo
Que hoje avisto
Pra desejar-te horas
Felizes
Dias e notas
Que possam ser pra ti um bom sorriso.
Não há tempo ou o certo ou o novo
Se há lamento
Por isso a você a lira
Transforma fogo morto
Em talvez intento
Desejo de bons dias.
Além do café
Há a brisa e o sonho
E toda a beleza
Do encanto tanto que hoje canto e sinto
Nocê
Que é talvez hoje em meu mundo
O apelido
Da coisa boa que aflora
E me faz rir agora
Que deseja a ti o universo vivo
Um bom dia
Que deseja a ti o feliz bom sorriso
E um bom dia
Que quer pra ti as flores do improviso
E um Bom dia
Que faz pra ti a letra do meu riso
Um Bom dia.
Tão bom como um bom Jazz
Acorda sem mais
Toma café
Lê o seu jornal azul
Finge se saber doutor
E flui, flui flui.
Olha pra trás
Sofre um revés
Lembra do dia de flor
Corre pra pegar seu Bus
Pro Rio.
Pensa no que há
Lembra do mar
Deste olhar tão bom
Onde estás?
Já estás?
Como estás?
Há paz?
Pensa em paz e deseja paz.
Reza pra Allah
Deseja axé
Pensa positivo em suis
Cores de diversos azuis
Lilás
Sem cruz.
Vai trabalhar
Ralar com fé
Esperar noites sem luz
Esperar fada dos olhos
Melzinho.
E ela vai estar?
Como será o dia da paixão?
Como estás?
Já estás?
Haverá em ti paz?
Se não há, haverá paz!
Rima Oxalá com Rap Jazz
Brinca de rimar azul com um rosto assim ao sul
Tão lindo
Pensa no mar
Pensa na fé
Reza pra isso ser amor
Todo este bom calor
Que faz o dia belo.
E faz o desejar
Que o dia vá
Ser com precisão
Belo em paz
Há mais
Calmo, em paz
Há mais
Pra você, tão bom como um bom Jazz.
Toma café
Lê o seu jornal azul
Finge se saber doutor
E flui, flui flui.
Olha pra trás
Sofre um revés
Lembra do dia de flor
Corre pra pegar seu Bus
Pro Rio.
Pensa no que há
Lembra do mar
Deste olhar tão bom
Onde estás?
Já estás?
Como estás?
Há paz?
Pensa em paz e deseja paz.
Reza pra Allah
Deseja axé
Pensa positivo em suis
Cores de diversos azuis
Lilás
Sem cruz.
Vai trabalhar
Ralar com fé
Esperar noites sem luz
Esperar fada dos olhos
Melzinho.
E ela vai estar?
Como será o dia da paixão?
Como estás?
Já estás?
Haverá em ti paz?
Se não há, haverá paz!
Rima Oxalá com Rap Jazz
Brinca de rimar azul com um rosto assim ao sul
Tão lindo
Pensa no mar
Pensa na fé
Reza pra isso ser amor
Todo este bom calor
Que faz o dia belo.
E faz o desejar
Que o dia vá
Ser com precisão
Belo em paz
Há mais
Calmo, em paz
Há mais
Pra você, tão bom como um bom Jazz.
quarta-feira, agosto 23, 2006
Intensa
Ruas nascem dos cantos
Que sussurram esperantos
E nem bem sei
Se a nuvem de outro dia
Alcançada em melodia
É você.
A cidade entre cores e noites
Passeia sangrando sons
E dolorindo milagres perdidos
Partidos de outra canção.
Em avenidas que me encantam
Busco ver-te qual espanto
Não mais sei
Ver-te sem sorrir em versos
Acalentada de meus beijos
Todos seus.
O real que hoje ri dos embaraços
Com suas regras, seus estilos cansados
Cala-se mesmo por terror
Diante da tola ação
De meus versos incandescentes
Suplicantes, tendo à frente
Só você
Que hoje quero ver sorrindo
Leve como o vento infindo
Despreocupada e indo livre
Além.
Qual um jazz antigo que hoje soa
Em meus ouvidos
Tocando na proa desta nau que aqui
Não faz sentido algum
Eu espero em parco riso
Nem encantado, nem menino
Ver-te, eu sei
Como linda namorada
Acalmada em tua estrada
Indo
Além.
Por isso confuso e incrível
Só desejo de improviso
O sol a ser e ir além de todo brilho
Curar-te o dia frio
Por você
Ser algo que inicia verdades
E alcança das luzes as artes
Por seres imensa
Intensa.
Que sussurram esperantos
E nem bem sei
Se a nuvem de outro dia
Alcançada em melodia
É você.
A cidade entre cores e noites
Passeia sangrando sons
E dolorindo milagres perdidos
Partidos de outra canção.
Em avenidas que me encantam
Busco ver-te qual espanto
Não mais sei
Ver-te sem sorrir em versos
Acalentada de meus beijos
Todos seus.
O real que hoje ri dos embaraços
Com suas regras, seus estilos cansados
Cala-se mesmo por terror
Diante da tola ação
De meus versos incandescentes
Suplicantes, tendo à frente
Só você
Que hoje quero ver sorrindo
Leve como o vento infindo
Despreocupada e indo livre
Além.
Qual um jazz antigo que hoje soa
Em meus ouvidos
Tocando na proa desta nau que aqui
Não faz sentido algum
Eu espero em parco riso
Nem encantado, nem menino
Ver-te, eu sei
Como linda namorada
Acalmada em tua estrada
Indo
Além.
Por isso confuso e incrível
Só desejo de improviso
O sol a ser e ir além de todo brilho
Curar-te o dia frio
Por você
Ser algo que inicia verdades
E alcança das luzes as artes
Por seres imensa
Intensa.
Poetas
Poetas abarcam em si mentiras inenarráveis
Fingem serem algo amplamente negado pelos atos
Seres cuja gentileza salva almas,
Corrói opressões.
Poetas calmamente inventam a si mesmos
Vivem pelo sonho de serem imagens
Pinturas
São filmes dirigidos com mão de ferro
Por diretores vis.
E no ato de sua poesia inventam a musa
Da própria musa
Em movimento pelos campos de seus olhos
Olhos perdidos na invencionice do real
Que a tudo demole.
Do real, buscam serem parceiros, heróis
E dançam vendo as estrelas em olhos sem brilho
Procurando, qual Quintana, saborear ruas e quintais
Que nem sempre existem entre seus pesados dedos
Feitos como máquina de processar veleidades.
Mas não são de todo mals os poetas
São sim infantes egoístas que destroem a si mesmos
No conflito infinito com o espaço real do outro
Porém trazem em si o desejo de ver-se em outros
De criarem mundos onde os sonhos
Sejam pedras que calcem o caminho do amor e do companheirismo.
E na busca deste sonho
Imersos entre o conflito de serem menores que seus versos
E a verdade inabalável da integridade de suas paixões
Alcançam a graça de verem estrelas nas almas da Musa
No amigo Cavalheiro de combates
E na amada que recria a esperança em olhos secos.
Não que isso transforme vidas em paraísos perdidos
Longe disso
Pois ainda presos na cerveja do riso solto
Na alegria da irresponsabilidade
E na ausência do Grand Monde monetário
Poeta sainda trazemo autoritário torturador dos beijos cândidos
E das gentilezas geniais
Frutos da mágica de um sonho morto pelas contas mensais.
Poetas, todos
Trazem em si a mágica das nuvens
A um rio de pedras nuas e cortantes
Que teima em ser real
E isos os faz serem duendes de histórias infantis, perdidos em paixões
Que levam a homens menores a verem na musa
Sua saída
E a conquistá-la
Como quem rouba ouro do mundo dos Deuses.
Poetas são Deuses cujo culto morreu
Pela insensibilidade do real.
Fingem serem algo amplamente negado pelos atos
Seres cuja gentileza salva almas,
Corrói opressões.
Poetas calmamente inventam a si mesmos
Vivem pelo sonho de serem imagens
Pinturas
São filmes dirigidos com mão de ferro
Por diretores vis.
E no ato de sua poesia inventam a musa
Da própria musa
Em movimento pelos campos de seus olhos
Olhos perdidos na invencionice do real
Que a tudo demole.
Do real, buscam serem parceiros, heróis
E dançam vendo as estrelas em olhos sem brilho
Procurando, qual Quintana, saborear ruas e quintais
Que nem sempre existem entre seus pesados dedos
Feitos como máquina de processar veleidades.
Mas não são de todo mals os poetas
São sim infantes egoístas que destroem a si mesmos
No conflito infinito com o espaço real do outro
Porém trazem em si o desejo de ver-se em outros
De criarem mundos onde os sonhos
Sejam pedras que calcem o caminho do amor e do companheirismo.
E na busca deste sonho
Imersos entre o conflito de serem menores que seus versos
E a verdade inabalável da integridade de suas paixões
Alcançam a graça de verem estrelas nas almas da Musa
No amigo Cavalheiro de combates
E na amada que recria a esperança em olhos secos.
Não que isso transforme vidas em paraísos perdidos
Longe disso
Pois ainda presos na cerveja do riso solto
Na alegria da irresponsabilidade
E na ausência do Grand Monde monetário
Poeta sainda trazemo autoritário torturador dos beijos cândidos
E das gentilezas geniais
Frutos da mágica de um sonho morto pelas contas mensais.
Poetas, todos
Trazem em si a mágica das nuvens
A um rio de pedras nuas e cortantes
Que teima em ser real
E isos os faz serem duendes de histórias infantis, perdidos em paixões
Que levam a homens menores a verem na musa
Sua saída
E a conquistá-la
Como quem rouba ouro do mundo dos Deuses.
Poetas são Deuses cujo culto morreu
Pela insensibilidade do real.
Da magia que pude criar
Me perdoa se hoje mau cantor
Desejar-te ver
Na calma fé
De quem notou
Que a certeza de toda calma é o improviso
É a falta do nascer-se sol.
Nota a folha dasteas árvores sem dor
A parir nascer
Onda mulher
Costura de cor
Da beleza com a viagem do destino
Pelas aspas de uma nova canção.
Perdoa a falta do equilíbrio do ardor
Que até pra ver
O sol a nascer da poesia
Perde a calmapela incerteza vazia
De outro dia
A não criar-te som.
Nota a alma e receba o verso, a flor
Que esforça-se pra ver-te novo sol
E deixar-te a pequena letra viva
Da magia
Que pude criar.
Desejar-te ver
Na calma fé
De quem notou
Que a certeza de toda calma é o improviso
É a falta do nascer-se sol.
Nota a folha dasteas árvores sem dor
A parir nascer
Onda mulher
Costura de cor
Da beleza com a viagem do destino
Pelas aspas de uma nova canção.
Perdoa a falta do equilíbrio do ardor
Que até pra ver
O sol a nascer da poesia
Perde a calmapela incerteza vazia
De outro dia
A não criar-te som.
Nota a alma e receba o verso, a flor
Que esforça-se pra ver-te novo sol
E deixar-te a pequena letra viva
Da magia
Que pude criar.
A poesia que vem do teu olhar
Descrever teu rosto ante o frio
Das letras a tamborilar
Os dedos sobre a pele macia
E as teclas do desenhar
Teus olhos de amendoados sonhos
E maravilhas de mel no ar
É imperceptível esforço da vida
Para a pintura nunca manchar.
Descrever teu corpo , teus ombros
Tua pele a nos amaciar
Teus cabelos de negra linha
Tua poesia gentil de andar
É particularmente um cuidado
Tremor do ato até assustar
Porque descrever teus passos
Tua linha
É simplesmente descrever o mar.
Por isso busco ver-te ao Rio
Como espelho do alegrar
Como a fada sereia viva
Que nas esquinas faz-se lunar
Iluminata de almas vivas
Verso cantando por Elomar
Talvez amor, talvez poesia
Toda poesia que eu puder cantar.
E por isso colho dos monges
A rosa multicor do voar
E me encanto a dançar em sonhos
Buscando gentilezas do ar
Pra tecer das coisas os fados
E entregar-te antes de acordar
Porque o calor que arma-me a vida
É a poesia que vem do teu olhar.
Das letras a tamborilar
Os dedos sobre a pele macia
E as teclas do desenhar
Teus olhos de amendoados sonhos
E maravilhas de mel no ar
É imperceptível esforço da vida
Para a pintura nunca manchar.
Descrever teu corpo , teus ombros
Tua pele a nos amaciar
Teus cabelos de negra linha
Tua poesia gentil de andar
É particularmente um cuidado
Tremor do ato até assustar
Porque descrever teus passos
Tua linha
É simplesmente descrever o mar.
Por isso busco ver-te ao Rio
Como espelho do alegrar
Como a fada sereia viva
Que nas esquinas faz-se lunar
Iluminata de almas vivas
Verso cantando por Elomar
Talvez amor, talvez poesia
Toda poesia que eu puder cantar.
E por isso colho dos monges
A rosa multicor do voar
E me encanto a dançar em sonhos
Buscando gentilezas do ar
Pra tecer das coisas os fados
E entregar-te antes de acordar
Porque o calor que arma-me a vida
É a poesia que vem do teu olhar.
terça-feira, agosto 22, 2006
Meu bem
De dia é show transcedental
O imaginar do gol
Do sonho e do sal
De teu sorriso.
É como surfar nas dicotomias
Misturar versículos com palavras vivas
De jornal e mundo.
É talvez ser Samba, ser carnaval
Acordar bem cedo
Ouvindo Gal
E saber tesão.
Me creia
Ferve meu nascer
Do dia com você
Nas telas
Do meu entender
Imaginando bem.
É participar de uma poesia
Tocar os cabelos
Usando as minhas
Mãos de cor arminho.
É andar nas ondas de todo mar
Curtir músicas de novas razões
Finais
Como um cavaquinho
E saber talvez de uma alegria
De tua pele agitando contra a minha
Meu controle são.
Minha Deusa
Piegas é não ver
O teu bom você
Me creia
Te ver faz um bem
E isto é mais que bom.
Talvez escrever esta poesia
Nem seja da arte uma nova vida
Seja apenas ritmo
Ou uma desculpa cara da pau
Pra elogiar teu rosto, corpo
Teu ser total
És evolulção.
Bom dia
É o que posso ter
Aqui pra dizer
Na mesa onde eu escrever
Vive a ti
Meu bem.
O imaginar do gol
Do sonho e do sal
De teu sorriso.
É como surfar nas dicotomias
Misturar versículos com palavras vivas
De jornal e mundo.
É talvez ser Samba, ser carnaval
Acordar bem cedo
Ouvindo Gal
E saber tesão.
Me creia
Ferve meu nascer
Do dia com você
Nas telas
Do meu entender
Imaginando bem.
É participar de uma poesia
Tocar os cabelos
Usando as minhas
Mãos de cor arminho.
É andar nas ondas de todo mar
Curtir músicas de novas razões
Finais
Como um cavaquinho
E saber talvez de uma alegria
De tua pele agitando contra a minha
Meu controle são.
Minha Deusa
Piegas é não ver
O teu bom você
Me creia
Te ver faz um bem
E isto é mais que bom.
Talvez escrever esta poesia
Nem seja da arte uma nova vida
Seja apenas ritmo
Ou uma desculpa cara da pau
Pra elogiar teu rosto, corpo
Teu ser total
És evolulção.
Bom dia
É o que posso ter
Aqui pra dizer
Na mesa onde eu escrever
Vive a ti
Meu bem.
segunda-feira, agosto 21, 2006
Mísera farpa
Se eu soubesse chorar de verdade
Aquele braço de Rio seria igual a meu medo
Mas eu nunca soube
Eu me engasgo desde menino com o choro escondido
Este choro que aparece como premonição de horrores
E que na maioria das vezes é só o desbundar das verdades encolhidas
Presas no medo da vida.
Se eu soubesse chorar e sentir
Seria grande
E talvez adulto
Talvez casmurro
Mas nunca aprendi o bebá da seriedades
E nem a certeza da calma.
Se eu soubesse chorar inventaria mundos perfeitos
E namoraria iluminadas cores de verão
Mas eu aprendi no mundo doido
Dos Santos e Velhos pretos
A amar quem me ama e a sonhar com quem brilha-me os olhos
Difícil de ver isso na escuridão das mediocridades.
E do choro
Eu retiro a vergonha de fazê-lo só
De olhar espelhos e deixar os medos abundarem
E trancar-me na nublada ingratidão do tempo
E fazer-me nú
Medroso
Calado e sonhador inventador de rimas
Com medo do tempo, da moça
Do desfecho da vida
E perdido assim em mim mesmo
Na arrogância e no egoísmo dos fracos
Escondendo carências e dores nunca sentidas
Me isolo do universo
E conheço o prazer de saber-me.
E dói saber-se
Não pela ausência de toda a mágica do inventado
Mas pela consciência da falha, do engodo
E de si mesmo como apenas uma mísera farpa
De indignidades e grandiosas bondades.
Aquele braço de Rio seria igual a meu medo
Mas eu nunca soube
Eu me engasgo desde menino com o choro escondido
Este choro que aparece como premonição de horrores
E que na maioria das vezes é só o desbundar das verdades encolhidas
Presas no medo da vida.
Se eu soubesse chorar e sentir
Seria grande
E talvez adulto
Talvez casmurro
Mas nunca aprendi o bebá da seriedades
E nem a certeza da calma.
Se eu soubesse chorar inventaria mundos perfeitos
E namoraria iluminadas cores de verão
Mas eu aprendi no mundo doido
Dos Santos e Velhos pretos
A amar quem me ama e a sonhar com quem brilha-me os olhos
Difícil de ver isso na escuridão das mediocridades.
E do choro
Eu retiro a vergonha de fazê-lo só
De olhar espelhos e deixar os medos abundarem
E trancar-me na nublada ingratidão do tempo
E fazer-me nú
Medroso
Calado e sonhador inventador de rimas
Com medo do tempo, da moça
Do desfecho da vida
E perdido assim em mim mesmo
Na arrogância e no egoísmo dos fracos
Escondendo carências e dores nunca sentidas
Me isolo do universo
E conheço o prazer de saber-me.
E dói saber-se
Não pela ausência de toda a mágica do inventado
Mas pela consciência da falha, do engodo
E de si mesmo como apenas uma mísera farpa
De indignidades e grandiosas bondades.
Guadalupe
Guadalupe era um imaginar de coisas
Lá fora O Longe.
Bairro menino, pequeno e perdido
Entre Pistas de Velocidade
E entrelinhas mal ditas
Saboreava a mansidão
De longíquo
E passeava entre o não estar perto
E O Longe.
Não via mar, mas pernambucava Cirandas
Coisa que mal se diz hoje em dias de dedos rápidos
Nâo olhava estátuas de longos braços
Mas sabia que carro que voa aparece em quintais
E este segredo lhe dava orgulho
Dava sim!
Orgulho de bola de gude nova
Maior que as outras
E feito olho de gato
Mas mais brilhante.
Guadalupe era ali e até o trem dinamitava as realidades
Quando ia ao Longe
Guadalupe via metrô e lanchonetes de nome difícil
Sabia tirar sangue sem chorar
E apelidava tudo com o nome das placas.
Imaginar era permitido
Antes do mundo fazer sua barba
Ser motivo de esmagar de costas.
Guadalupe crescia assim
Sabendo sorrir
E fantasiando dia onde o Longe era do lado
Daquele lado ali
Perto do som perfeito e do Rio morto.
O mundo cresceu
A moça do Jornal dizia que era isso mesmo
Que tudo magicaria o medo
E faria verdades parecerem coisas novas
Disse que mundão era coisa do lado
Que o Longe acabava
E que até Guadalupe saberia dizer nome escrito
E saborear asfalto com cor de sangue.
Só que do tempo
Guadalupe tirou o cheiro ruim das coisas
E soube logo
Que o Longe era perto demais
Do ínfimo destino da morte
E do medo tremulante
Soube-se grande
E de grande tirou de si moços diferentes
que não sabiam mais se rir das coisa
Sem nem perguntar pro pai qual era o nome do lagarto verde
O lagarto morria de crueldade na pele e de sorriso feio
No rosto dos meninos.
E Guadalupe só não chorou porque era ele mesmo grande
Virava mundo
E eu, aqui oiando tudo
Fingindo caipirês
Só pude guardar Guadalupe nos verso
Pintando ele de cor mais nova, mas sem exagerar no vermelho
Enquanto esperava o sol acordar e me dizer bom dia
Eu fingindo que era grande que nem Guadalupe
Na hora d epegar o ônibus
E ir pro Longe
Escondendo o menino debaixo dos oio
Brincando de recantar canção de Véio Chico
E sonhando com a moça de cabelo preto
Que parecia a princesa do filme que fez sonho
Parecer sorriso novo na barba mal feita
Dos meus 32 anos.
Lá fora O Longe.
Bairro menino, pequeno e perdido
Entre Pistas de Velocidade
E entrelinhas mal ditas
Saboreava a mansidão
De longíquo
E passeava entre o não estar perto
E O Longe.
Não via mar, mas pernambucava Cirandas
Coisa que mal se diz hoje em dias de dedos rápidos
Nâo olhava estátuas de longos braços
Mas sabia que carro que voa aparece em quintais
E este segredo lhe dava orgulho
Dava sim!
Orgulho de bola de gude nova
Maior que as outras
E feito olho de gato
Mas mais brilhante.
Guadalupe era ali e até o trem dinamitava as realidades
Quando ia ao Longe
Guadalupe via metrô e lanchonetes de nome difícil
Sabia tirar sangue sem chorar
E apelidava tudo com o nome das placas.
Imaginar era permitido
Antes do mundo fazer sua barba
Ser motivo de esmagar de costas.
Guadalupe crescia assim
Sabendo sorrir
E fantasiando dia onde o Longe era do lado
Daquele lado ali
Perto do som perfeito e do Rio morto.
O mundo cresceu
A moça do Jornal dizia que era isso mesmo
Que tudo magicaria o medo
E faria verdades parecerem coisas novas
Disse que mundão era coisa do lado
Que o Longe acabava
E que até Guadalupe saberia dizer nome escrito
E saborear asfalto com cor de sangue.
Só que do tempo
Guadalupe tirou o cheiro ruim das coisas
E soube logo
Que o Longe era perto demais
Do ínfimo destino da morte
E do medo tremulante
Soube-se grande
E de grande tirou de si moços diferentes
que não sabiam mais se rir das coisa
Sem nem perguntar pro pai qual era o nome do lagarto verde
O lagarto morria de crueldade na pele e de sorriso feio
No rosto dos meninos.
E Guadalupe só não chorou porque era ele mesmo grande
Virava mundo
E eu, aqui oiando tudo
Fingindo caipirês
Só pude guardar Guadalupe nos verso
Pintando ele de cor mais nova, mas sem exagerar no vermelho
Enquanto esperava o sol acordar e me dizer bom dia
Eu fingindo que era grande que nem Guadalupe
Na hora d epegar o ônibus
E ir pro Longe
Escondendo o menino debaixo dos oio
Brincando de recantar canção de Véio Chico
E sonhando com a moça de cabelo preto
Que parecia a princesa do filme que fez sonho
Parecer sorriso novo na barba mal feita
Dos meus 32 anos.
Te quero ter
Nubla meu dizer
Este nublado pranto
Nubla meu viver
Este dia sem canto
Nublado, sem cor.
Nubla meu nascer
Este corar do vento
Nubla meu querer
O não saber-me tempo
E contar improvisos sem saber o quão difícil foi
Reescrever palavras
Renascer sorrisos
Não amar o céu sem o notar preciso
Álbum do querer-te límpido
Sem trabalhar pra tal.
Já caí por rir
Por chorar fui tombo
Já chorei calor
E amor fui sem tempo e nem intento
Racional fui burro
Amante fui confuso
E hoje em cada beijo que eu quero
Eu vejo
O mais nítido e ínfimo resbuscar de uma bela ilusão.
Mas o que é a verdade,
O que é preciso?
Será mesmo o ter certeza, o abolir dos riscos?
E tua língua, que hoje sinto
Será falsa ante o prazo legal?
Sei que arrisco me perder em tudo
Sei que temo perder-te em teu tempo
Mas da vida minha hora é a zero
E vou viver, vou amar, vou morrer.
Sei que arrisco a não ver-te em mundos
Sei que perco a não contar espantos
Pela vida eu arrisquei, é vero
E só assim fui a ti
Te descobri
Te quero ter.
Este nublado pranto
Nubla meu viver
Este dia sem canto
Nublado, sem cor.
Nubla meu nascer
Este corar do vento
Nubla meu querer
O não saber-me tempo
E contar improvisos sem saber o quão difícil foi
Reescrever palavras
Renascer sorrisos
Não amar o céu sem o notar preciso
Álbum do querer-te límpido
Sem trabalhar pra tal.
Já caí por rir
Por chorar fui tombo
Já chorei calor
E amor fui sem tempo e nem intento
Racional fui burro
Amante fui confuso
E hoje em cada beijo que eu quero
Eu vejo
O mais nítido e ínfimo resbuscar de uma bela ilusão.
Mas o que é a verdade,
O que é preciso?
Será mesmo o ter certeza, o abolir dos riscos?
E tua língua, que hoje sinto
Será falsa ante o prazo legal?
Sei que arrisco me perder em tudo
Sei que temo perder-te em teu tempo
Mas da vida minha hora é a zero
E vou viver, vou amar, vou morrer.
Sei que arrisco a não ver-te em mundos
Sei que perco a não contar espantos
Pela vida eu arrisquei, é vero
E só assim fui a ti
Te descobri
Te quero ter.
Encanto docê
Não sei rir sem pestanejar
De amores
Não entendo muito não
Não são canção.
Não sei sempre nem dizer palavra
Há dias
Eu fico assim
Além do mundo e de ti
A controlar do ar
Outro ser
Uma explosão de mar
Que vai
Rebuscar a fé
Pra dizer o encanto docê.
Dia desses eu vou me mandar pra Açores
Viver na solidão
Ser solidão.
Dia desses vou me esconder das almas
Há dias
Em que eu sou assim
Sem ser
Escondido de mim
A melindrar o olhar
A dizer mal da invenção
Se há, sei lá, uma mostra de fé
É saber o encanto docê.
De amores
Não entendo muito não
Não são canção.
Não sei sempre nem dizer palavra
Há dias
Eu fico assim
Além do mundo e de ti
A controlar do ar
Outro ser
Uma explosão de mar
Que vai
Rebuscar a fé
Pra dizer o encanto docê.
Dia desses eu vou me mandar pra Açores
Viver na solidão
Ser solidão.
Dia desses vou me esconder das almas
Há dias
Em que eu sou assim
Sem ser
Escondido de mim
A melindrar o olhar
A dizer mal da invenção
Se há, sei lá, uma mostra de fé
É saber o encanto docê.
Rainha do tempo
Dar com o sonho à vista
Entre estradas e clareiras
É coisa que faz artistas
Se lambuzarem de voar
Pela estratosfera
Pela leve primavera
Tão sem tempo que alveja
Quem quer amar
E fica a par de alguém bem ali
Princesa encantada de um mundo assim
Feito de sonhos e bandeiras
Que some com o tempo.
Sonho de pessoa
É a ilusão que açoita
Mata o ego, ferve a pele
Ilusão que é sonhar
Pelos mundos todos
Qual príncipe composto
De verões e novos portos
De entrelaçar
sonho como sal
Da alegria sem fim
De ver Rainha em braços
De meu peito afim
De perdurar a beleza destes momentos.
Beleza, sorriso
Quero caminhar nas brasas
De teu olhar sagrado
De somente encantar
És meu firmamento
És a Rainha do tempo
Minha dona, meu tormento
Bom de atormentar
Posso tentar me calar e nem ir
Mas Deus castiga caso poetas assim
Não te recriem em letras
E versos que tornam-te real.
Entre estradas e clareiras
É coisa que faz artistas
Se lambuzarem de voar
Pela estratosfera
Pela leve primavera
Tão sem tempo que alveja
Quem quer amar
E fica a par de alguém bem ali
Princesa encantada de um mundo assim
Feito de sonhos e bandeiras
Que some com o tempo.
Sonho de pessoa
É a ilusão que açoita
Mata o ego, ferve a pele
Ilusão que é sonhar
Pelos mundos todos
Qual príncipe composto
De verões e novos portos
De entrelaçar
sonho como sal
Da alegria sem fim
De ver Rainha em braços
De meu peito afim
De perdurar a beleza destes momentos.
Beleza, sorriso
Quero caminhar nas brasas
De teu olhar sagrado
De somente encantar
És meu firmamento
És a Rainha do tempo
Minha dona, meu tormento
Bom de atormentar
Posso tentar me calar e nem ir
Mas Deus castiga caso poetas assim
Não te recriem em letras
E versos que tornam-te real.
Dar-te Estrelas
Teu olhar me passeia
Como se mel
De árias que encerram
Imensos destinos
Ávidos ninhos
Do desejo que encena
Uma canção de renome.
Teu olhar é céu
É lua crescente
Redesenhando ritmos
Corpos em ínfimos
Atos descritos
Como se o amar fosse admirar luas.
Vivo a sós
Com teu corpo novo
Brilhando no sonhar
De meus lençóis
Teu beijo desarranja o mar
Dos meus olhos a admirar
Tuas pernas.
Me esforço a notar
Toda a cidade
Além do teu lugar e proximidades
Sinto ciúmes do vento e do mar
Sinto presente o desejo de estar
Entre teu riso e teu bem
Ser
Somente a voar
Dar-te estrelas.
Como se mel
De árias que encerram
Imensos destinos
Ávidos ninhos
Do desejo que encena
Uma canção de renome.
Teu olhar é céu
É lua crescente
Redesenhando ritmos
Corpos em ínfimos
Atos descritos
Como se o amar fosse admirar luas.
Vivo a sós
Com teu corpo novo
Brilhando no sonhar
De meus lençóis
Teu beijo desarranja o mar
Dos meus olhos a admirar
Tuas pernas.
Me esforço a notar
Toda a cidade
Além do teu lugar e proximidades
Sinto ciúmes do vento e do mar
Sinto presente o desejo de estar
Entre teu riso e teu bem
Ser
Somente a voar
Dar-te estrelas.
sábado, agosto 19, 2006
Rebuscamento
Parte de mim nasce flor
Arrestada do mar
Parece filme
A coisa de magicar
Este beijo do seu
Que contracena do a cor
Destes meus delírios ar.
Magica o mundo que vem
Como se a parecência com o todo
Fosse a luminesa das almas lindas
Pra te falar daquela rima
Aquela coisa que tu rima a andar
Como se fosse da ciranda, da cor, do ar
A perfeição do toque da arte sobre a fala fina
Da canção que em ti mesmo se encerra
Como se encerra a discussão de longe, ínfima
Do tempo com o tempo
Esperando do vento canção
Inundada de ti e de nãos
Como se a cor deste vento sem tempo
Fosse a noção bela
Da alma toda
Parecer sol.
Parte de mim nasce cor
Cor de invento de mar
Magica o frio no calor
De cada olhar
A rima nasce di eu
Eu quase todo mentidor
Ou cantador do falar.
E enfim rebuscando línguas
Que se atiram sobre as retinas
Os delírios e os retiros
Das palavras algo vivas
Que traduzem-te como um sol.
Parte demim nasce flor.
Repetir rima é cor
Parte de Deus com o luar
Capeta firme na condução do embarcar
Na discussão de Deus
Como do Diabo amor
Neste eterno remar.
E reveja a arte crime
Espera, espera que te ilumine
A reesquecida peça da palavra que qual filme
O espelho da arte
Se arma em parte de em ti ver lamento
De em ti ver perfeito
Este toque vermelho
Este som qual intento
Que regula o acanhamento
Do toque que dá teu jeito
A cada qual que hoje verso
Se reparte em coisa flor
E te entrega o pensamento.
Porque de mim parte flor
É elegia do amar
É querer frio o doce tom do se encantar
E deixar-te todo meu
Coração que hoje flor
Rebusca a rima do amar.
Arrestada do mar
Parece filme
A coisa de magicar
Este beijo do seu
Que contracena do a cor
Destes meus delírios ar.
Magica o mundo que vem
Como se a parecência com o todo
Fosse a luminesa das almas lindas
Pra te falar daquela rima
Aquela coisa que tu rima a andar
Como se fosse da ciranda, da cor, do ar
A perfeição do toque da arte sobre a fala fina
Da canção que em ti mesmo se encerra
Como se encerra a discussão de longe, ínfima
Do tempo com o tempo
Esperando do vento canção
Inundada de ti e de nãos
Como se a cor deste vento sem tempo
Fosse a noção bela
Da alma toda
Parecer sol.
Parte de mim nasce cor
Cor de invento de mar
Magica o frio no calor
De cada olhar
A rima nasce di eu
Eu quase todo mentidor
Ou cantador do falar.
E enfim rebuscando línguas
Que se atiram sobre as retinas
Os delírios e os retiros
Das palavras algo vivas
Que traduzem-te como um sol.
Parte demim nasce flor.
Repetir rima é cor
Parte de Deus com o luar
Capeta firme na condução do embarcar
Na discussão de Deus
Como do Diabo amor
Neste eterno remar.
E reveja a arte crime
Espera, espera que te ilumine
A reesquecida peça da palavra que qual filme
O espelho da arte
Se arma em parte de em ti ver lamento
De em ti ver perfeito
Este toque vermelho
Este som qual intento
Que regula o acanhamento
Do toque que dá teu jeito
A cada qual que hoje verso
Se reparte em coisa flor
E te entrega o pensamento.
Porque de mim parte flor
É elegia do amar
É querer frio o doce tom do se encantar
E deixar-te todo meu
Coração que hoje flor
Rebusca a rima do amar.
Como quem quer se deitar
Toque-me
Em plena nova sagacidade
Desperta a ovelha
Do lobo que acena
Como quem quer inverdade ou palavra feia
Mas muda e serena
Na mente faz o milagre de do peito à orelha
Sentir chama
Acesa
Como fogueira em balde de água turquesa.
Toque-me
Em cenas
De lentidão, de arte
De natura
Bela
Como quem sustenta
A parecência das mágicas de novas certezas.
Toque-me em ceia
Devora-me como se espaços
Fossem dados pelas pernas que intentam
O cuidado
A parte do toque centelha
Que incendeia a cena
Das peles no amarrar de laços
E de artérias
Cujo sangue esquenta
Na veia, na areia, na teia, tua teia
Imensa, imensa.
E parte de mim à toa, à toa
Sabe ferver sonho de canto de boca
Pálida aprende água boa
Serve-se de esperar nas boas
Navegações de sol e canoa.
Toque de tempo, de intento
Devora a mim
Acende o fino sentido
De te querer fim
E ato que abarca do rastro
Intenso do desejo bom
Saber-me teu
A deitar
Talvez sobre o colchão
E saber sim palavra boa
Pra dar-te Assim
Como quem quer se deitar.
Em plena nova sagacidade
Desperta a ovelha
Do lobo que acena
Como quem quer inverdade ou palavra feia
Mas muda e serena
Na mente faz o milagre de do peito à orelha
Sentir chama
Acesa
Como fogueira em balde de água turquesa.
Toque-me
Em cenas
De lentidão, de arte
De natura
Bela
Como quem sustenta
A parecência das mágicas de novas certezas.
Toque-me em ceia
Devora-me como se espaços
Fossem dados pelas pernas que intentam
O cuidado
A parte do toque centelha
Que incendeia a cena
Das peles no amarrar de laços
E de artérias
Cujo sangue esquenta
Na veia, na areia, na teia, tua teia
Imensa, imensa.
E parte de mim à toa, à toa
Sabe ferver sonho de canto de boca
Pálida aprende água boa
Serve-se de esperar nas boas
Navegações de sol e canoa.
Toque de tempo, de intento
Devora a mim
Acende o fino sentido
De te querer fim
E ato que abarca do rastro
Intenso do desejo bom
Saber-me teu
A deitar
Talvez sobre o colchão
E saber sim palavra boa
Pra dar-te Assim
Como quem quer se deitar.
Barrices
Me surpreende a magicação de palavras
Como se magicar fosse assim
De raio.
Esta suspresa é meio conversa de boi manso
E papagaio de topete preto
Mas é um susto que dá nos dedos antes da conversa da alma
Com o minuto seguinte do dia.
A versação dos tempos
É a mania de ver as não coisas
Indo por entre o magicar
E estas maduras ruas
De ônibus e gente amuada
Parecendo boi calado
Babando na beira da cerca que eu nunca vi.
Nós, que vivemos tudo como se antes
Aparecemos por aí
Assistindo desvios
E dubiando invencionices
Porque nós brincamos de ir e vir
Assim como aquela pedra que me pisca o olho
Que não há.
Como se magicar fosse assim
De raio.
Esta suspresa é meio conversa de boi manso
E papagaio de topete preto
Mas é um susto que dá nos dedos antes da conversa da alma
Com o minuto seguinte do dia.
A versação dos tempos
É a mania de ver as não coisas
Indo por entre o magicar
E estas maduras ruas
De ônibus e gente amuada
Parecendo boi calado
Babando na beira da cerca que eu nunca vi.
Nós, que vivemos tudo como se antes
Aparecemos por aí
Assistindo desvios
E dubiando invencionices
Porque nós brincamos de ir e vir
Assim como aquela pedra que me pisca o olho
Que não há.
sexta-feira, agosto 18, 2006
Fim da Política? Fim da história?
Em entrevista recente o Sociólogo Francisco de Oliveira coloca a política como um elemento já descartado das relaçõe ssociais, substituído pelo discurso econômico e por um sentimento, entre a população, de distância com relação ao processo e a discussão política.
Se por um aspecto foi precisa a avaliação do intelectual, por outro há um possível equívoco em se tratando da política como condição sinequanon para a manutenção da dinâmica das relações sociais.
Isto é colocado devido ao fato da mesma discussão econômica em si não ser nada além da primazia de um determinado discurso político ligado a todo o processo de dominação do capital sobre o trabalho e a cultura. Este domínio, político em si mesmo, se dá não só pela clara hegemonia do Capital no âmbito político-cultural como determina também uma derrota do discurso socialista se o analisarmos como "superado" a partir do processo de ruína das experiências do socialismo real.
O que há, avaliando-se a realidade sob a dinâmica das relações políticas, é que o discurso econômico é a ponta de lança de todo o aparato ideológico do liberalismo e a partir do processo claro de "transferência" da cultura dominante para a cultura do dominado, acontece o natural contágio da classe trabalhadora pelo pragmatismo economicista propagandeado pela grande mídia e pelas lideranças neo-liberais.
Esta substituição do discurso "esquerdista" pelo discurso pragmático do ganho monetário e da necessidade de um "desenvolvimento econômico" construído a partir do seguimento das "receitas" do mercado não se dá pelo papel secundário da política em relação à economia,mas antes pelo contrário da dominação de uma visão da realidade que coloca o capital como elemento principal das relações e isso, antes de mais nada, é política, mesmo que para socialistas signifique uma política alienígena às suas pretensões, estratégias e táticas.
Como se dá então esta substituição? Se dá através do processo histórico de paulatina derrota dos projetos socialistas, substituidos pelo processo de burocratização constante dos movimentos sociais, sindicatos e partidos e pela substituição da luta política de base, ou mais propriamente dita, revolucionária pelo projeto eleitoral, pela luta eleitoral, pela conquista da institucionalidade em nome de reformas que humanizariam o Capitalismo e a partir de um processo de conciliação de classes levaria ao "desenvolvimento", à satisfação dos desejos das classes trabalhadoras e , porque não, ao fim da desigualdade.
Nada mais falso, é claro. E falso pelo simples fato da isntituição ser exatamente a parte visível do projeto liberal de hegemonia, por ser estruturada exatamente para regular o funcionamento do mercado e adequar a sociedade a este projeto através de medidas coercitivas por um lado e socialmente compensatórias por poutro.
Quando a organização e mobilização da sociedade com o fim de substituição de um modelo de estado e de relações sociais é trocada pelo reforço de uma institucionalidade que é pró-mercado e mantenedora de um arco de relações sociais que é fundamentada na manutenção do mesmo mercado, o que se dá não é o fim da política em si, mas a formalização da hegemonia de uma ideologia sobre outras.
Este hegemonia dá a falsa impressão da necessidade de seguir determinadas regras, leis mesmo, que são "naturais" tanto ao funcionamento do estado quanto na base das relações entre as pessoas. Assim a economia salta de seu aspecto político e ganha ares de ciência natural, reguladora de toda a vida humana, pedra fundamental da existência.
Porém a politica permanece nas relações entre as pessoas e sua negociação permanente para a sobrevivência, quando a dicotomia entre classes, entre "níveis" de vida, de status, as diferenças entre gêneros e "raça" aparece sob o aspecto da luta pelo ganha pão ou pelo aspecto da dominação do outro através do poder à mão no momento. A política está alí na negociação de salários, da lpiogica da supremaci amasculina e heterossexual, na idéia da "raça" como elemento de superioridade e ainda mais na idéia da renda como fruto da implementação da competência e não como fruto de todo um processo de dominação de classes.
Assim quando se fala no fim da política, pode ler-s eo fim da história pintado de vermelho, por aborda sob uma máscara de fatalismo e niilismo uma recusa de perceber a derrota de uma maneira de fazer-se política à esquerda pelo recuo, pela recusa da percepção da falência de um modelo burocratizante de fazer-se política à esquerda e pela substituição deste pelo mesmo velho modelo pró-liberalismo, ao contrário da busca de uma práxis inclusiva da população no processo de mobilziação da mesma, de baixo pra cima e não como feito hoje, na arrogância intelectual de sermos avançados enquanto a população está no atraso da consciência.
É preciso muito mais do que aceitar uma derrota do velho modelo de ação socialista, é preciso uma mudança na metodologia de análise da realidade e de ação com relação à mesma, de forma que possamos não falar de socialismo para às massas, mas sim construirmos um socialismo, com as massas. Mas isso só acontece se olharmos a política da forma como ela é e não como gostaríamos que fosse.
Se por um aspecto foi precisa a avaliação do intelectual, por outro há um possível equívoco em se tratando da política como condição sinequanon para a manutenção da dinâmica das relações sociais.
Isto é colocado devido ao fato da mesma discussão econômica em si não ser nada além da primazia de um determinado discurso político ligado a todo o processo de dominação do capital sobre o trabalho e a cultura. Este domínio, político em si mesmo, se dá não só pela clara hegemonia do Capital no âmbito político-cultural como determina também uma derrota do discurso socialista se o analisarmos como "superado" a partir do processo de ruína das experiências do socialismo real.
O que há, avaliando-se a realidade sob a dinâmica das relações políticas, é que o discurso econômico é a ponta de lança de todo o aparato ideológico do liberalismo e a partir do processo claro de "transferência" da cultura dominante para a cultura do dominado, acontece o natural contágio da classe trabalhadora pelo pragmatismo economicista propagandeado pela grande mídia e pelas lideranças neo-liberais.
Esta substituição do discurso "esquerdista" pelo discurso pragmático do ganho monetário e da necessidade de um "desenvolvimento econômico" construído a partir do seguimento das "receitas" do mercado não se dá pelo papel secundário da política em relação à economia,mas antes pelo contrário da dominação de uma visão da realidade que coloca o capital como elemento principal das relações e isso, antes de mais nada, é política, mesmo que para socialistas signifique uma política alienígena às suas pretensões, estratégias e táticas.
Como se dá então esta substituição? Se dá através do processo histórico de paulatina derrota dos projetos socialistas, substituidos pelo processo de burocratização constante dos movimentos sociais, sindicatos e partidos e pela substituição da luta política de base, ou mais propriamente dita, revolucionária pelo projeto eleitoral, pela luta eleitoral, pela conquista da institucionalidade em nome de reformas que humanizariam o Capitalismo e a partir de um processo de conciliação de classes levaria ao "desenvolvimento", à satisfação dos desejos das classes trabalhadoras e , porque não, ao fim da desigualdade.
Nada mais falso, é claro. E falso pelo simples fato da isntituição ser exatamente a parte visível do projeto liberal de hegemonia, por ser estruturada exatamente para regular o funcionamento do mercado e adequar a sociedade a este projeto através de medidas coercitivas por um lado e socialmente compensatórias por poutro.
Quando a organização e mobilização da sociedade com o fim de substituição de um modelo de estado e de relações sociais é trocada pelo reforço de uma institucionalidade que é pró-mercado e mantenedora de um arco de relações sociais que é fundamentada na manutenção do mesmo mercado, o que se dá não é o fim da política em si, mas a formalização da hegemonia de uma ideologia sobre outras.
Este hegemonia dá a falsa impressão da necessidade de seguir determinadas regras, leis mesmo, que são "naturais" tanto ao funcionamento do estado quanto na base das relações entre as pessoas. Assim a economia salta de seu aspecto político e ganha ares de ciência natural, reguladora de toda a vida humana, pedra fundamental da existência.
Porém a politica permanece nas relações entre as pessoas e sua negociação permanente para a sobrevivência, quando a dicotomia entre classes, entre "níveis" de vida, de status, as diferenças entre gêneros e "raça" aparece sob o aspecto da luta pelo ganha pão ou pelo aspecto da dominação do outro através do poder à mão no momento. A política está alí na negociação de salários, da lpiogica da supremaci amasculina e heterossexual, na idéia da "raça" como elemento de superioridade e ainda mais na idéia da renda como fruto da implementação da competência e não como fruto de todo um processo de dominação de classes.
Assim quando se fala no fim da política, pode ler-s eo fim da história pintado de vermelho, por aborda sob uma máscara de fatalismo e niilismo uma recusa de perceber a derrota de uma maneira de fazer-se política à esquerda pelo recuo, pela recusa da percepção da falência de um modelo burocratizante de fazer-se política à esquerda e pela substituição deste pelo mesmo velho modelo pró-liberalismo, ao contrário da busca de uma práxis inclusiva da população no processo de mobilziação da mesma, de baixo pra cima e não como feito hoje, na arrogância intelectual de sermos avançados enquanto a população está no atraso da consciência.
É preciso muito mais do que aceitar uma derrota do velho modelo de ação socialista, é preciso uma mudança na metodologia de análise da realidade e de ação com relação à mesma, de forma que possamos não falar de socialismo para às massas, mas sim construirmos um socialismo, com as massas. Mas isso só acontece se olharmos a política da forma como ela é e não como gostaríamos que fosse.
Paixão?
Como assim te descrever
Se meus olhos já te ardem
Pelo brilho de tuas tantas
Formas, sons e divindades?
Como despreender-me do sonho
De toda esperança e intento
Se da musa destes versos
Guardo sabores e inventos?
Talvez cores e manhãs
Talvez rasgos de bons dias
O toque da pele ensine
Qual quem saboreia poesia.
Para que eu possa cantar alto
Teu nobre sabor cereja
Tua iluminada e inteira
Razão toda de ser beleza.
Perdoe se eu tolo não acerto a letra
Das canções mais bobas e parvo fito a vida
É que teu jeito me afoba
Me traz razão sofrida
De esperar-te toda
A domar-me em vida.
E por isso guardo-me a ser
Espectador de tuas vontades
É que sabes tantas coisas
Enquanto eu só sei saudades
De futuros sem milplanos
E jabutis, sabiás lentos
Enquanto vejo teu terno
E iluminado conhecimento.
Eu só sei nascer manhãs
Pelas tardes já curtidas
Enquanto tu sabes lírios
E arrrastar poesias.
Perdoa aqui se o teu bardo
Não faz sempre luzes acesas
Te espero ser inteiro
A entregar-te belezas.
É que menino folgo em morrer certezas
Vago pelas luas a ludibriar vida
Que me salva dos golpes duros e canções mais frias
E me apresenta ao fogo de tua alma linda.
Se meus olhos já te ardem
Pelo brilho de tuas tantas
Formas, sons e divindades?
Como despreender-me do sonho
De toda esperança e intento
Se da musa destes versos
Guardo sabores e inventos?
Talvez cores e manhãs
Talvez rasgos de bons dias
O toque da pele ensine
Qual quem saboreia poesia.
Para que eu possa cantar alto
Teu nobre sabor cereja
Tua iluminada e inteira
Razão toda de ser beleza.
Perdoe se eu tolo não acerto a letra
Das canções mais bobas e parvo fito a vida
É que teu jeito me afoba
Me traz razão sofrida
De esperar-te toda
A domar-me em vida.
E por isso guardo-me a ser
Espectador de tuas vontades
É que sabes tantas coisas
Enquanto eu só sei saudades
De futuros sem milplanos
E jabutis, sabiás lentos
Enquanto vejo teu terno
E iluminado conhecimento.
Eu só sei nascer manhãs
Pelas tardes já curtidas
Enquanto tu sabes lírios
E arrrastar poesias.
Perdoa aqui se o teu bardo
Não faz sempre luzes acesas
Te espero ser inteiro
A entregar-te belezas.
É que menino folgo em morrer certezas
Vago pelas luas a ludibriar vida
Que me salva dos golpes duros e canções mais frias
E me apresenta ao fogo de tua alma linda.
Dias nublados
O tempo me muda, menina
As nuvens tão negras
Transformam as rosas
Num espelho magoado do céu
E na minha confusão abunda
O medo do íntimo
O medo de olhar acordado
Pro fel
Que estende suas mãos tão calado
No poço profundo do delírio, de toda ilusão
Assistindo a fita do verso, do encanto
Da dor dos instantes sem canto.
As ruas tão ricas, já mudas
Com o negror do tempo
Fazem do olhar a busca do medo, do mal
Enquanto as melancolicas rumam
Refazendo preces
Ruminando fugas, e gestos banais.
Eu calo-me em vão
Sobre o peito o peso do enfado
A mágica de não florir
A perder do ar o intento estrelado que veio
Já nublado a me confundir.
É, meu bem, toda arte as portas encerra
Eu te lembro e ajuda na entrega
De um verso que fuja da festa
Destes trens que são nuvens nublado a minha visão
Que por vezes carente de sol e de sim
Reaprende a dura clareza do chão.
Perdão, meu bem!
Se não falo feliz qual poeta
Que despreende-se das ruas incertas
E encantado só a ti busca
Qual festa
Hoje além da estranha vontade de ser prisão
Eu me calo somente a querer-te assim
Tendo em mim o carinho do toque de tua mão.
As nuvens tão negras
Transformam as rosas
Num espelho magoado do céu
E na minha confusão abunda
O medo do íntimo
O medo de olhar acordado
Pro fel
Que estende suas mãos tão calado
No poço profundo do delírio, de toda ilusão
Assistindo a fita do verso, do encanto
Da dor dos instantes sem canto.
As ruas tão ricas, já mudas
Com o negror do tempo
Fazem do olhar a busca do medo, do mal
Enquanto as melancolicas rumam
Refazendo preces
Ruminando fugas, e gestos banais.
Eu calo-me em vão
Sobre o peito o peso do enfado
A mágica de não florir
A perder do ar o intento estrelado que veio
Já nublado a me confundir.
É, meu bem, toda arte as portas encerra
Eu te lembro e ajuda na entrega
De um verso que fuja da festa
Destes trens que são nuvens nublado a minha visão
Que por vezes carente de sol e de sim
Reaprende a dura clareza do chão.
Perdão, meu bem!
Se não falo feliz qual poeta
Que despreende-se das ruas incertas
E encantado só a ti busca
Qual festa
Hoje além da estranha vontade de ser prisão
Eu me calo somente a querer-te assim
Tendo em mim o carinho do toque de tua mão.
Duas semanas
Nas garagens
Nas linhas
Dos trens de manhãs duras
Espero teu sorriso
Entre lírios e campos
Que fogem da lua.
Todo teu carinho quase me faz sol
Teu cuidado me tranforma em sorriso vencido
Entre noites rubras.
Merecer tuas linhas
Teus toques e fúrias
No corpo que passeia
Fingindo, chorando
A distância nua
E talvez ser simples
E talvez ser dó
Tocando na viola que muda janelas
Compondo canções e velocidades sem riscos.
Eu parto nas manhãs frias
E lembro tua boca
Estremeço ao buscar sentido
Nas semanas duas
Que me trouxeram o fogo
De nascer sol
E correr perigo
De buscar-te em chamas
Sabendo das luas
O beijo do sol
Aqui refletido
Em duas semanas.
Nas linhas
Dos trens de manhãs duras
Espero teu sorriso
Entre lírios e campos
Que fogem da lua.
Todo teu carinho quase me faz sol
Teu cuidado me tranforma em sorriso vencido
Entre noites rubras.
Merecer tuas linhas
Teus toques e fúrias
No corpo que passeia
Fingindo, chorando
A distância nua
E talvez ser simples
E talvez ser dó
Tocando na viola que muda janelas
Compondo canções e velocidades sem riscos.
Eu parto nas manhãs frias
E lembro tua boca
Estremeço ao buscar sentido
Nas semanas duas
Que me trouxeram o fogo
De nascer sol
E correr perigo
De buscar-te em chamas
Sabendo das luas
O beijo do sol
Aqui refletido
Em duas semanas.
quinta-feira, agosto 17, 2006
A sonhar
Hoje em dia quase Deus
Pode ter medo de calar
Como se soubesse a luz
E luz cala ao olhar.
Hoje o dia é quase Deus
Se é pro dia encantar
Todos simplesmente nós
Todos simplesmente voz
que dos passos agem graça
Fazem-se inteiros
Sem receios
De sentirem-se sem marcas
Sem as mágoas que namoram
E Partirem-se pra vida
Sentindo-se o próprio luar.
Hoje o dia é feito em Deus
Como se flor fosse o som
De ouvir uma voz em meio à um tom de oração
E no ajoelhar-se, em vão
Perceber a cor, o tom
Já deslindo das palavras e dos versos
Quase sagrados dos anjos
Que passeiam em meus anos, que surgem como sem planos
Pelo meu peito que esperando
Torna-me só coração.
Hoje o dia é feito teu
Pelo brilho do sonhar
Pela cor inevitável do céu
A somente te admirar
Pelo adorar o mel, e não conseguir falar
Todo o lindo ato em almas
que tua mão, teu som, tua calma
Me embala, já me baila
E me torna força tanta
Um humilde som da vida
Tanto é teu meu coração.
Hoje o dia é feito teu
Por eu não saber explicar
Como a lágrima do céu em meus olhos vem morar
Por emocionar-me à luz
Do sentir-te
Do notar
Todo o brilho das palavras
Pelo chão, pelas calçadas
Em que pisas
Em que bailas
Como se brilhante conta
Como toda grande calma
Faz de mim novo
A sonhar.
Pode ter medo de calar
Como se soubesse a luz
E luz cala ao olhar.
Hoje o dia é quase Deus
Se é pro dia encantar
Todos simplesmente nós
Todos simplesmente voz
que dos passos agem graça
Fazem-se inteiros
Sem receios
De sentirem-se sem marcas
Sem as mágoas que namoram
E Partirem-se pra vida
Sentindo-se o próprio luar.
Hoje o dia é feito em Deus
Como se flor fosse o som
De ouvir uma voz em meio à um tom de oração
E no ajoelhar-se, em vão
Perceber a cor, o tom
Já deslindo das palavras e dos versos
Quase sagrados dos anjos
Que passeiam em meus anos, que surgem como sem planos
Pelo meu peito que esperando
Torna-me só coração.
Hoje o dia é feito teu
Pelo brilho do sonhar
Pela cor inevitável do céu
A somente te admirar
Pelo adorar o mel, e não conseguir falar
Todo o lindo ato em almas
que tua mão, teu som, tua calma
Me embala, já me baila
E me torna força tanta
Um humilde som da vida
Tanto é teu meu coração.
Hoje o dia é feito teu
Por eu não saber explicar
Como a lágrima do céu em meus olhos vem morar
Por emocionar-me à luz
Do sentir-te
Do notar
Todo o brilho das palavras
Pelo chão, pelas calçadas
Em que pisas
Em que bailas
Como se brilhante conta
Como toda grande calma
Faz de mim novo
A sonhar.
Meu inteiro ser
Sabe
A mente busca das coisas o intento sem ser
Analisar, rebuscar, construir
Responder e calcular
Sem se saber.
Sabe
A mente transforma as coisas
Assim como um medo
Estranha o riso, navega sem peito
Pela frieza pálida
Dos mortos sem nascer.
Sabiamente
O peito no entanto
Procura somente ser da gente
Ouvindo do coração o tom bom
Calmamente
Quase que a sambar
Deliciar-se em ser.
E eu que do peito sou quase um irmão
Quase tonto
Já me dispo inteiro a ser
A agir, a fluir
Pelo coração a entender
Que sentir-te
É meu inteiro ser.
A mente busca das coisas o intento sem ser
Analisar, rebuscar, construir
Responder e calcular
Sem se saber.
Sabe
A mente transforma as coisas
Assim como um medo
Estranha o riso, navega sem peito
Pela frieza pálida
Dos mortos sem nascer.
Sabiamente
O peito no entanto
Procura somente ser da gente
Ouvindo do coração o tom bom
Calmamente
Quase que a sambar
Deliciar-se em ser.
E eu que do peito sou quase um irmão
Quase tonto
Já me dispo inteiro a ser
A agir, a fluir
Pelo coração a entender
Que sentir-te
É meu inteiro ser.
quarta-feira, agosto 16, 2006
Todo a ti
Valeu Deus Sol!!
Há já cantar misturar de tudo um riso
Sem estrelaçar
Jardins macumbas dorizonte
Portões já sem nome
Fome tanta
Cor da moça
Lua danadoira
De outro eu.
Misturo sei
Letras versinho risos cor de cobra
Batuco sei
Preciosidade mutante
Versículos hidrantes
Ponto nada
Falo nada
Calo-me palavra
Som sou eu.
Amar calar na hora
Rabiscar você
Sabedor de risco
Sabe dor dorei
Petiscar petisco dora
De ir sei
Ao sol
A pobrezinha
Letra ali perdida
Já só
De manhãzinha
Sem rir
Desta poesia.
Preciosidade é ti
A ti pra mim
Todo a ti
Rimando cão
Com previsão
De querer sempre a ti.
Há já cantar misturar de tudo um riso
Sem estrelaçar
Jardins macumbas dorizonte
Portões já sem nome
Fome tanta
Cor da moça
Lua danadoira
De outro eu.
Misturo sei
Letras versinho risos cor de cobra
Batuco sei
Preciosidade mutante
Versículos hidrantes
Ponto nada
Falo nada
Calo-me palavra
Som sou eu.
Amar calar na hora
Rabiscar você
Sabedor de risco
Sabe dor dorei
Petiscar petisco dora
De ir sei
Ao sol
A pobrezinha
Letra ali perdida
Já só
De manhãzinha
Sem rir
Desta poesia.
Preciosidade é ti
A ti pra mim
Todo a ti
Rimando cão
Com previsão
De querer sempre a ti.
Teu Fervor
Reconheço que sou talvez desterro
Água e vinho
Um vão tropeiro
A deitar-me sobre mil paragens
Vendo os céus mudarem de coragem
Saboreando a palha e a cortiça
Alva cama de Rainha que atiça
O destemor de talvez poeta aflito
Acostumado a perder no grito.
Reconheço a calma que abraça
Esta canção que desbasta o véu do amor
Reconheço a luz desta graça
Graça de encanto que alva
Tem teu negror.
Calo e obedeço como um pato
Escondendo meu pulo de gato
Vôo em torno de lua das conquistas
Luto e sangro como quem belisca
Participo do jogo com a raça
Destes que têm da vida o suor
E da caçada são ao mesmo tempo fera
E a flecha que corta à vera
Ar e corpo a atingir-se, Fera
ultrapassando os limites do jeito
Doce e terno de cutucar a graça
Ser-te onça
Servir-te a mim, senhor.
Como se enfim a graça
Fosse a marca que abarca todo ardor
Deste bambolear que agrada
Aos olhos que dançam em torno
Do teu fervor.
Água e vinho
Um vão tropeiro
A deitar-me sobre mil paragens
Vendo os céus mudarem de coragem
Saboreando a palha e a cortiça
Alva cama de Rainha que atiça
O destemor de talvez poeta aflito
Acostumado a perder no grito.
Reconheço a calma que abraça
Esta canção que desbasta o véu do amor
Reconheço a luz desta graça
Graça de encanto que alva
Tem teu negror.
Calo e obedeço como um pato
Escondendo meu pulo de gato
Vôo em torno de lua das conquistas
Luto e sangro como quem belisca
Participo do jogo com a raça
Destes que têm da vida o suor
E da caçada são ao mesmo tempo fera
E a flecha que corta à vera
Ar e corpo a atingir-se, Fera
ultrapassando os limites do jeito
Doce e terno de cutucar a graça
Ser-te onça
Servir-te a mim, senhor.
Como se enfim a graça
Fosse a marca que abarca todo ardor
Deste bambolear que agrada
Aos olhos que dançam em torno
Do teu fervor.
Todo teu controle
Palavra é meu mundo
Eu saboreio a cor e o destino dos nomes
Cores são nome à solta
Nomes são nuvens, aves, odores.
Palavras são meu rumo
E empresto toda razão ao que coração come
Se alimentando da fresta, da festa, da alma
A palavra,professora, é meu cais e meu hidrante
A servir, apagar, incendiar meu doce e meu sal.
Palavras são meu prumo
Enquanto eu, indigente,
Rabisco outro nome
E esqueço minhas fomes, labirintos de renome
A ver no rosto amado
A ver no sonho calado
Destas eras que me encerram
Quase um nome sagrado
Uma réstia de flores.
Palavras trazem tudo
Entre os recortes do nome Porque
Entre as danças alvas do horizonte
Espero enganado outro passo
Escrevo pra quem gosto
A sinalizar o oposto do ócio
E demonstram meu Quem.
E nesta vida de alvo estranho gesto calado
Entre as frestas das estrelas
Eu já recrio fardado de Galahad
Tuas cores.
Palavras
Tudo
Mundo
Versos trançados em meu novo O Que
São da alegria seus soldados
Pois há amor
E eu sei dizer
Tudo o que sei
Pois da Palavra eu, bardo,
Recrio mundos e estalos
Estrelas, periferias, carros
Nuvens belas, mil favelas
Pra correr e ter-me abraçado
A todo teu controle.
Eu saboreio a cor e o destino dos nomes
Cores são nome à solta
Nomes são nuvens, aves, odores.
Palavras são meu rumo
E empresto toda razão ao que coração come
Se alimentando da fresta, da festa, da alma
A palavra,professora, é meu cais e meu hidrante
A servir, apagar, incendiar meu doce e meu sal.
Palavras são meu prumo
Enquanto eu, indigente,
Rabisco outro nome
E esqueço minhas fomes, labirintos de renome
A ver no rosto amado
A ver no sonho calado
Destas eras que me encerram
Quase um nome sagrado
Uma réstia de flores.
Palavras trazem tudo
Entre os recortes do nome Porque
Entre as danças alvas do horizonte
Espero enganado outro passo
Escrevo pra quem gosto
A sinalizar o oposto do ócio
E demonstram meu Quem.
E nesta vida de alvo estranho gesto calado
Entre as frestas das estrelas
Eu já recrio fardado de Galahad
Tuas cores.
Palavras
Tudo
Mundo
Versos trançados em meu novo O Que
São da alegria seus soldados
Pois há amor
E eu sei dizer
Tudo o que sei
Pois da Palavra eu, bardo,
Recrio mundos e estalos
Estrelas, periferias, carros
Nuvens belas, mil favelas
Pra correr e ter-me abraçado
A todo teu controle.
O simulacro da paz
Se há saudade no mundo
Desejo
Todo somente uma tarde sem céus
Que ilumine meu rosto
Com a cor do sol
Cobre a solto
A Repintar corpo e mel.
Sabe que os dias me lembram você
Espero todo um minuto de paz
Para poder excrever
E talvez poder dizer
O que move os meus ais.
Se pensamento brilhasse
Verias no cais
Todo meu ser
Ali qual sol
Menino assim
Sonhando enfim
Em banhar-me em teu ser.
Não há perigo de sonhar você
Você é um sonho presente demais
Agora posso crer
Neste minuto que tem
O simulacro da paz.
Desejo
Todo somente uma tarde sem céus
Que ilumine meu rosto
Com a cor do sol
Cobre a solto
A Repintar corpo e mel.
Sabe que os dias me lembram você
Espero todo um minuto de paz
Para poder excrever
E talvez poder dizer
O que move os meus ais.
Se pensamento brilhasse
Verias no cais
Todo meu ser
Ali qual sol
Menino assim
Sonhando enfim
Em banhar-me em teu ser.
Não há perigo de sonhar você
Você é um sonho presente demais
Agora posso crer
Neste minuto que tem
O simulacro da paz.
terça-feira, agosto 15, 2006
Como quem sonha
Posso parecer um anjo exterminador
Um querubim de outra cor sem graça
Um Fardão carmim de um General sem rancor
Um caboclo perguntador, honesto
Mas posso dizer
Que sou na verdade um peão
Um gato escaldado, um cão
De quatro
Apenas a obedecer os truques do teu cafuné
E seguir pé ante pé
Teus lábios.
Posso parecer um gentil nobre senhor
Um belo enrolador
De outubros
Mas posso é dizer
Que ando a pestanejar
Tentando talvez acordar banhado
Deste meu suor que sangra por pele e sabor
Tentando acordar desta flor que sonha.
E parece amor
Tem textura de amor, tem cor inclusive de amor
Que abraço.
E me faz parecer até um poeta de ardor
Talvez um rico pintor de mundos
Mas que é mesmo ser
O simples cair pelo chão
Catando tua inspiração
Pelos espaços
De cada passo teu
Que lembra até prometeu
A me dar o fogo de ser
Palhaço.
Palhaço de rir
Pra ver tanta gente rir
Sabendo que parece cor
Tendo até mesmo outra cor
E sabendo assim
Me deixa parecer a mim
Como se isso fosse ardor, amor ou mesma outra cor
Que anda assim como quem parece que vem
E no drible até não vem
Chegando devagar como quem sonha.
Um querubim de outra cor sem graça
Um Fardão carmim de um General sem rancor
Um caboclo perguntador, honesto
Mas posso dizer
Que sou na verdade um peão
Um gato escaldado, um cão
De quatro
Apenas a obedecer os truques do teu cafuné
E seguir pé ante pé
Teus lábios.
Posso parecer um gentil nobre senhor
Um belo enrolador
De outubros
Mas posso é dizer
Que ando a pestanejar
Tentando talvez acordar banhado
Deste meu suor que sangra por pele e sabor
Tentando acordar desta flor que sonha.
E parece amor
Tem textura de amor, tem cor inclusive de amor
Que abraço.
E me faz parecer até um poeta de ardor
Talvez um rico pintor de mundos
Mas que é mesmo ser
O simples cair pelo chão
Catando tua inspiração
Pelos espaços
De cada passo teu
Que lembra até prometeu
A me dar o fogo de ser
Palhaço.
Palhaço de rir
Pra ver tanta gente rir
Sabendo que parece cor
Tendo até mesmo outra cor
E sabendo assim
Me deixa parecer a mim
Como se isso fosse ardor, amor ou mesma outra cor
Que anda assim como quem parece que vem
E no drible até não vem
Chegando devagar como quem sonha.
Do teu corpo
Se desejasse só teu corpo
Não teria a coragem
De inventar imagens
Dançar pelas tardes
Como o vento que vem.
Se fosse só do teu corpo
O desejo que afirma
A glória de ser sina
De amar nas esquinas
Combater por bem
Eu teria a ilusão de almas escravas
E pelo inferno da relva
Sofreria a morte das palavras.
Se fossem só por teu corpo as minhas ondas
Calaria tonta a poesia pronta
E não veria ninguém
Além de meu corpo morto por cegas sombras
Nú medo que todo, cego, tolo
Não mais sonha.
Por isso sugiro a luminosidade ativa
De ver-te forte
Livre
Norte de minhas vidas.
E prefiro a cavalgar pelos espaços
De teu sorriso, livre
Portador de astros.
Prefiro o salgar teu rosto
Com beijos e trovas
Sangrando como novas
Estrelas que entornas
Com o sorrisso que vem
Anunciar a matriz da poesia viva
Talhada em sonhos que consomem-se em lidas.
Do teu corpo aspiro tão somente
Teu caminhar, sorriso, olhar
Que me prende.
Não teria a coragem
De inventar imagens
Dançar pelas tardes
Como o vento que vem.
Se fosse só do teu corpo
O desejo que afirma
A glória de ser sina
De amar nas esquinas
Combater por bem
Eu teria a ilusão de almas escravas
E pelo inferno da relva
Sofreria a morte das palavras.
Se fossem só por teu corpo as minhas ondas
Calaria tonta a poesia pronta
E não veria ninguém
Além de meu corpo morto por cegas sombras
Nú medo que todo, cego, tolo
Não mais sonha.
Por isso sugiro a luminosidade ativa
De ver-te forte
Livre
Norte de minhas vidas.
E prefiro a cavalgar pelos espaços
De teu sorriso, livre
Portador de astros.
Prefiro o salgar teu rosto
Com beijos e trovas
Sangrando como novas
Estrelas que entornas
Com o sorrisso que vem
Anunciar a matriz da poesia viva
Talhada em sonhos que consomem-se em lidas.
Do teu corpo aspiro tão somente
Teu caminhar, sorriso, olhar
Que me prende.
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