quinta-feira, março 03, 2011

Um real o pão

Eu quero a morte num Dior curtinho
Um chanel me perfumando a vida..

Oh! que linda a luz doi Catete, enviesada numa París mítica!
E eu senão de cidade entupida, outro amor, outro fel, outra vida
Sonho acordado entre lama e buzina.


Estrelas em riste, bilhões, precipícios..
Calculo o mel do intenso na descida de ruas vivas!
To lá no Valqueire
Imerso em memórias genocidas
Me dê pão! Quanto tá a criolina?
Cerveja incenso, livros, nova vida
E me arrependo de amar velhos dias.

O mundo é já, e eu me faço menino
Escolho um sentido, discuto luz fria
Grito um sentido feito palavrão
Reduzo-me à mão
Sou até canção
Um real o pão
Uma rua, uma lida
Calculo o veio do fel da ferida
E sorrio em meio à espeasnça que é vida
Sorrio, espelho da esperança vivida.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

No intervalo de um jogo de azar

Vá, me dê sossego, me deixer ermitar.
Amigo, dê abrigo!
Vá me dê semanas e me faça sonhar o risco, amigo!
E se eu tiver medo me dê ilusão! e se eu tiver medo me dê uma canção!
E se eu tiver medo a vaca está lascada!
A vaca pode ter ido ao brejo se aliviar!


Nas pessoas eu arrisco problemas, de certo modo até matar,
No espaço deste grilo eu faço piadas enquanto posso gargalhar.



Desespere a lama, requebre o lugar
Só rindo do amigo!
Desagrade a rampa que o Planalto achar
Só rindo do grito!
E se tiver medo faça do medo um cão
E do cão um nego que te faça ser apressada
E na pressa possa te causar furor.

Desespere minha mão de poemas
Pra levar corpos pro jantar
Espalho os ossos que tirei do armário acho que ao longe eu vejo um cão ladrar
Demoro um ano inteiro no intervalo de um jogo de azar.

Morri de desdém

Reparei nos móveis do apartamento, senti nuvens, janelas e ventos
Espelhei-me estorvo, fugi fantasia
Comi astronaves, vesti-me de dias
Sorri de desdém.

É árvore e moto na curva da vida
Construção pesada de noites e dias
Aprendi remotos controles e intentos
Fui ali no bosque, acordei meu relento
O lago despenca no corredor e no alto da mesa
A grande fome da vida passou
Morri de desdém.


Minutos antes fui de mim.

Novo risco

Astronaves calam cítaras
Televisões fazem rindo o desespero já desperto ser coberto
E no ínfimo, no pálido sentido de ser Deus, se cala o eterno ressucitar!
E na dúvida o sentido aberto de falar, se faz um parco guincho.

Das palavras se fazem firmes veias de convicção
E na Televisão o ritmo interno maltratado, internamente inferno
Nas flutuantes formas aladas do eterno  som do nada, a paz do nada
Seja a visão referendada na visita da palavra marcada, criada, infinita
E retomada se faz telever toda inteira.


Se houver a paz, a velha paz que ouvi nascer do amor,
O que fará ver a dor maior? A Flor ou o azul que foi tão bonito?

Arma dispara a me conduzir televisão!
Serei vivo pela sombra do que pedem nas lutas fratricidas?
Posso risco das palavras e sorrisos ser um vídeo e um disparo de destino onde Deus é meu duvidar a ver-me poesia?

Alma mundi me aparece sendo orixá!
Será mundo na palavra ou todo-mundo? Será voz ou um olhar, o sonho, o cru, o frio, a rua?
Será pele, a cor, o animal que fez  súbita loucura?
Ou serão apenas o reler-se e ver-se, só,inteira?

Nua, a calda fria da rotina dedilha-me o ser,
Na rua a costura de mim, me faz, luar, outro ser, novo risco.

Sendo inferno

Na rua estendo o espaços
Me olho no asfalto da minha cabeça e nem reparo nos calos,nas unhas compridas, nos dentes, nas presas
Com tanto disse-me-disse não desespero-me em nãos
Olho as nuvens e os carros
Não mais desprezo canções
Enquanto rio com rios espinafrados nas sarjetas
às vezes procuro um amigo um vão de qualquer ponta acesa
E no inverno sou vão
Sou inferno.


Já visto corpos vermelhos, idéias mutantes,
Libertárias mesas que se consomem em arcos de histórias e estrelas
Sóis, palavras acesas..
E meus olhos sonham com risos
Estupendas razões
Enquanto me torno um milagre me desespero em paixões
E quase inteiro me irrito com medíocres miudezas
Talvez seja este o perigo tão vão destas bandeiras tão espessas que no inverno se vão
Sendo inferno.

domingo, fevereiro 13, 2011

Pintado com traços ateus

Não tenho palavras pautadas nos muros, não escrevo com olhos confusos
Enxergo confusões e deliro e faço deslindar o tempo
Por medos e obscuros risos
Não sou nem poeta nem cristo nem vejo espelhos quebrados no pasto
Vou ali rebuscar minha rua enquanto dá tempo pra beber à lua

E se invento o mesmo dos tempos, dos astros
Esqueço meus olhos no quarto enquanto combato com Deus.

Não invejo o medo das mil consequencias, nem perco minhas inconsciencias
Espero talvez que o que digo me deixe então ladrar pro vento
Enquanto as almas andando me deixam ouvir contrabando
Sem ter de me notar bandido.

E em tempo me vejo deitado no quarto uivando pra uma velha lua
Criada em seguros segredos numa nova rua
Que há tempos é feita de velhos diabos, criados com leite de um pato pintado com traços ateus.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Tão cães, tão artistas...

Das horas sou frias estradas maravilhosas
Espero o tempo, o vento, o desejo das ondas do mar
Espalho-me em outras almas, sou vinhas
E me acabo em sambas que perdem-se em entrelinhas que não têm.

Explicito o encanto das liras, que se transformam em montanhas
E esculhambam as mil vidas que me vêm
São atores, são fitas, estranhas formas de sonho
Que a ilusão determina serem santas, cinesantas...

Das horas são trilhas as mil formas de ilusão repentina
Que se acabam antes em um sambinha de esquina, às duas, às luas
Deitadas nuas se amando em mar
E se desando em asas tão finas
Derreto em ícaros, hidrantes que são tão cães, tão artistas...

Tecido de vida

São as janelas que são estrelas, aspas, pessoas
Plurais e vozes, estilos, luas, letras
Algo em si mudou
As ruas falam, vadias...

O Vento esquenta a alma espalha, o mundo voa
A lente deixa de ser fria
Espalho espadas, crianças, móveis, casas controles
As ruas nadam vazias...


Torno-me o sabor das luzes que as tardes ensinam
Aprendo o novo dos dias
Calo-me em louvor às luzes, às tardes, aos fios
que me teceram vida..

terça-feira, setembro 14, 2010

Escrita

Na cruz, na luz, o som se espreme
Em inferno e céu, em terra e mar
Signo ficando,ator, na pele
Na pedra,pote, véu,olhar
Antes de mim,de ti, d'África
Dizendo Mel, dizendo Mal.

Na flor, na dor, na mão, no leme
Se veste o verbo de outro olhar
Papiro e mão, Papel e pele
Traço a signo ficar
De mim,de ti,em mãos dest'África
Já sendo Céu, Versejo, Sal.

quarta-feira, abril 21, 2010

Esse teatro que abole o céu


Se meu corpo é de Homem
Sou forma de sonho, de fundo de Rio
Da pele o suor
Resquícios de alma e humanidade
Delírio, saudade, desejo voraz
Em caminhos e grutas, em campos, em sonhos
Com bandeiras e foices, gritos guturais.

Meu nome é Homem! Sou muitos, sou mais
Meu nome é Homem! Sou todos,Global.

Nas mãos a história dos mundos,dos trilhos
Guerras e sorrisos que matam milhões
Pedras que aportuguesam a matercidade
E tantas cidades de um só Capital
Reis que nos querem andrajos, lamentos
Heróis que respiram gotas de sal
E meu nome semDeus é ser animal
Nas praças,nas ruas
Um grito primal.

Nos olhos além da boa vontade é da alma a verdade
Da coragem o sinal
Das foices os corpo sem guerra mexendo
Em nome do tempo, do Trabalho, do sal
Que hoje é alimento da guerra dos sonhos
Contra os feitores de valor de papel
E o paraíso é esse teatro que abole o céu.

sábado, janeiro 16, 2010

Vencer as lutas


Entre as aspas da cor
O vento me toma por seu viajar
E cálido avisa as coisas do ouvir
Assim como os pés conquistam os medos
E trilham as linhas do que não se foi.

Vivo enquanto se há
Me encontro moço, humano, legal
Marido, menino, irmão, sonho, espaço
Entre essas gerais
Que rasgam meus olhos e ensinam o que é ser paradeiro
Pés nas terras e partes de tantas mil vidas
Caminhando em cor e sal de um chão que nomeia um Brasil.

E às horas dou um tempo e me destampo e ver direito
E o que há de ser feito, me basta
Pois é das ruas, das horas, de umas glórias, de vitórias
Que meu dia faz-se mar
E em cada muro é mensagem, é vontade, é saudade
Dessa gente que significa chão.

E somos mais que outros mundos
Somos samba, somos sanha, somos a venta que se expande
Somos canção
Somos metal, somos precisos,rasgos, almas improvisos
Esperança com a mão na massa, a massa na mão.

E as luzes dos nomes nos tornam a raça
Que faz do contratempo o limiar do mais perfeito
Somos desejo
Só massa.

Não temos vossos nomes empoleirados nas manchetes!
Serão cegos ou vítimas do medo de sermos nós?
A glória dos suores que marcam nossas vestes
É o milagre impreciso que pinta novos sóis
Somos dessa esperança nunca antes concedida
Esperança Sangue, velha rota desta vida
Com a vida entre os dentes dignos dessas andanças
Vamos todos Às batalhas!
Novo mundo, nova dança!

Se Deus soubesse nascer
Talvez fosse ver um mundo acabar
SeDeus soubesse viver
Talvez fosse ser qualquer um
Pra lá de ter, temer ou querer outra ilusão
Além de ser só vida
E vida é um libertar que nasce das mãos calejadas
E soltas na alegria de vencer as lutas.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Das Natal


No meio do medo tinha um verso e um sentido.

E entre palavras minhas e parcas, mesmo com os demônios da burrice a tomar as trilhas com suas sanguinolências e sentidos cinza, fui pros lugares onde as Minas me tornaram mais do litoral e com olhos mais montanhosos.

Aprendi de novo o velho pai dizendo Gonzaguices e o tamanho que as trilhas tomam de mim e entre meus sonhos criam do lodo dos escritórios viciados, onde minh'alma virava a si mesma um trapo de medo e desgraça, caminhos novos e aprendizados.

Porque não via como os simples e me perdia no complexo do gigantismo de todas as explicações? Porque antes filho, hoje novo velho de aspirações e conquistas reais, me vejo mais Velho Gilson e menos moleque de fala falha e medos disfarçados de arroubos.

Que se fodam os tolos, que se fodam os que se perdem me explicando o amarelo de um sol que poucos como eu sabem ver! Que minha vida seja andar por esse país e como Luiz eu saiba venerar respeito em Gilson. Hoje eu respeito Januário.

Nas palavras de um Noé dos que plantam e fazem máquinas, além do operário em construção, relembrei o pequeno moleque da saúde que a vida ensina.E aprendi nos seios da mulher que eu amo o desejo de terra e cama, e café do bom,e soube ser mundo, sabendo ser Guadalupe.

E Viva Lorena e Pouso Alegre! E viva Belo Horizonte e Conselheiro Pena! E Porto Alegre que jamais vi direito, A Porto Alegre do Quintana de meu Deus, o Recife do João Cabral, a Salvador do Boca do Inferno, a São Paulo dos Domingues, Kuredas e Sanchez!

Eu que fui tantos e fui tonto, nasci do cadáver um velho novo olhares fui menino e sou Gabriel. Na pimenta e na rudeza de minha letra e língua chamo guerras e ofensas, chamo amores e milagres,e vivo, e sou e desejo, que todos, desçam-se estrelas e no Cristo que quiserem, sejam natos e Deuses, e homens e comunas.

Sempre,sempre, livres! Pois na História de meus olhos, o que há de homem,há de esperança e, mais do que nunca, a enormidade de sermos todos a marca das lições diárias de outras tantas pessoas.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Portelamente


Se nasci na banda mais correta
Da cidade do Redentor
Respirar seria da palavra o versejar de um amor
E a voz que vai tecendo ais
Seria o som de batuques retintos
Como a tecer a paz.

E o som do rir, do ser feliz
Seria Madureira, de meu sonho e meu amor
E todo o céu iria ao chão
Portelamente em amplidão.

E meu peito é da banda mais correta
Desta cidade Redentor
E eu que tenho voz afiada
Canto lutas, forças, amor
E vou em paz
Cantando os ais, de nós, das vezes, de homens e passarinhos
Apaixonados por sóis e sais.

De trem


Eu canto Samba
Vago retinto poema
Escolho Anas, reviro olhos, sou sistema
Espero espanhas
Lilianamente rasgo milagres do amor
Espertamente espero um deus, um sabor
E enquanto sou ator
Dedilho um mentol de cores.


Espero morrer vestindo belo terno
Aguardo o trem pra nascer.


Até minha Paris é um subúrbio de frente, nas frestas
De uma praça descoberta
E enquanto há cidades o recomeço do tempo
É uma bossa, um alimento à minha saudade
E tudo é este amor, que é memória, é dúvida, é história
É tribo, é clã, é time, tricolor.

Eu digo trem, e sou mais eu
O Trem é o amor, sou eu, sou Deus
O samba chegou de trem também
Te vou amor por deus, de trem.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Saudosos do império


Gotas no chapéu, céu, reverso de luz!
Charitas no mel do meu latim sem cruz.
Espelhai-me, meu Deus, no espaço de uma canção!
Olho em volta e noto apenas imensidão.

Pedras,barro,véu,
Tudo em chamas é bom!
Como é simples véu respeitar-se por bom
E entre as mesas olhar o marco de ver país
Como ver, compreender, viver,ser feliz!

E espelhos ressurgem, crianças se matam
Vivendas nos tornam sem fé
Amargam velhas vidas os donos do mistério.

Deus me deu mulher pela fé do que eu ri!
Deus me mate no espaço de não ser feliz!
E no desespero que espasma o pulso do coração
Cale hienas que choram a falta de joelhos ao chão.

Peguem as próprias roupas, rasguem-nas
Rasguem as mãos
Com o corpo,os olhos, a vida, o chão
Esperem-se palavras em um silêncio de se chorar
Notem-se vivos, entes de transformar.

E nús nossos corpos em prece se abraçam
E somos a essência da fé
Caminhamos no espaço do amor que consome.

Andamos pelas tretas de um vil Brasil
Vileza é semente de um amor anil
Na desmoralização das correntes do grande ator
Livres somos eternos, somos o redentor.

Em morros e muros, em nuvens,em espadas
É gente que move-se em pé matando parasitas saudosos do império.

Tua mão


Repare no armário de outros jeitos
Espelhe-me feito de um mesmo ser
Um gárgula, um anjo contrafeito
Qualquer coisa de querer.

No dolo do simples vil desejo
Nos dois entre feitos surgem já nós dois
Espalhadosem gozos insuspeitos
Pensando depois.

Há mil rimas que não dariam um olhar
Que não diriam o voar de meus sonhos, surtos
E há, menina, um jeito de te querer
Que faz tolo um coração
Tome tudo, sem perdão!

Abra a porta,não repare no tapete
Espere e respeite, deseje, tenha horror
Me tome no auge dos meus flertes com teu sorriso e cor.

Não há no meu mar milhões de feitos
Nem pafres depeitos,nem bruxas, nem a cor
De outro que não um meu desejo de me explodir em cor.

Dá-me a linha do meu eterno voar
Olhe o que eu enxergar
Vejo séculos, mundos,nessas vinhas
De teu desejo beber
Há algo em meu coração
Qual teu tato, tua mão.

Kinos


A cruz ao sul é tom do verde
A pele é o céu, o som é o mar
o Rosto, a terra, o carro, a plebe
O corte brusco, a mesa, o lar.

O Verde ao sul é morte, ferve
O medo colhe meu olhar
Gritam três mil palavras, febres
Balas, amor, sangue no olhar.

Estrada infinda, seca, amarga
Sorriso, dança, vil bailar.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Artes da morte


Ri-se
E a lida retoma seus instantes
Em paz me sou o tom inevitável
Reduzo-me a um não ir
Grito sílabas, atos
E torno-me silenciar
Algo em tom lancinante.

Ri-se da lida
Na pálidez do antes
A loucura que soa em sons gigantes
Espelhados em vidros e pedaços
Assim qual uma dor, uma cor, um fado
Entre meus olhos e os seus
Existem montes.

Me vistes?
Há cinzas na minha surdez
Em instantes a rua me toma em África
Em corpos deitados, fábricas
Lucidez me afasta dos Brasis
Pelo modo mais calado
Do viver e de suas festas
Há pedaços de macumba
No meu nome de mulher
Eu menino, menininho
Brinco em pedra, pó e pé.

Me vistes?
Reduz a cor do antes
Dê-me um cobertor
E vê o coberto se afastar
Vê a cor, o odor?
Crê, toda a cor vem do mar
Enquanto as praças sucumbem aos fortes
E na fé reli
Reli o amor
Fui na fé eli
Um sim, uma cor.

É noite! A praça se imuniza em morte.

E a voz da velha Freira que nadava empaz no mar
Se reconstrói entre os dedos de um rapaz sem lar
E grita um tonto e reduzido instante
Assim como se abrem horas
Assim como se cortam as cordas
Espero a calma reduzir-me as horas.

O grito à noite é vítima
Das luzes, cores e pistas
Que corta as cordas da artes da morte.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Caminhada

É um som, um tom, um fardo, uma palavra
E somos somente eternas vaidades
Calados sonhos, tantos medos sérios
Mistérios, sapiências, inverdades
Deduzindo mundos, rumos,
Esplendores e confusos sons de sermos nós, de sermos sós
E à vida que fomenta nossa invenção e estrelas
Damos medos, nós.

E é um sorriso infindo, um sol bonito
Somos sentidos de raro futuro
E somos luas tantas, cores santas
Rediscutimos um mundo, um sussurro
E enquanto somos mar e caminhar
Trilhamos a alma, o corpo e o sabor
E à vida damos o voar, o acordar
E somos mais que amor.

É só saber estrada e caminhada
Aprendendo o mar,montanha e cor
Sendo além de palavras, de alma alada
Só a estada de aprender amor.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Em paz


Meus olhos se fazem um campo
E eu posso enxergar muros, casas, e os ais
Das moças, dos velhos, das gueixas
Expandindo meu peito
Ao som da paz.


Um mundo se torna recanto
Faço-me ardor, estrela de tom lilás
Descubro-me asas e mesas
Espelhos sujos, meninos, cães, vitrais.

E vejo teu cheiro no sonho que busco entre jardins
Te caço no jeito das liras, das harpas
Espero o sorriso e o óculos
Me torno apenas normal
E brinco no ar com o ver um sonho,
Uma pitada de sal.


O riso me torna espanto
E enxergo o jornal me explicando porques
E enquanto aguardo os amigos
Te rio, te sinto
Me entrego em paz.

A magia


Na sina das lidas, do som
A eterna magia nos consome e noas faz alertas
Homem e mulher entre as preces do amar
Respirar a voz dos planetas.

Nas letras e linhas, no som
No teor do suor que constrói paredes e lendas
Vivemos luzes e um rir
Uma forma de olhar como quem pelo sol se sustenta.

E entre os risos, as coxas, a letras, as facas
E o sonho que nos faz semente
Deslizamos um jeito, uma graça
Na linha do drible que corta a dor com maestria.

E por sermos as folhas, as misturas, as raças
Nos tornamos fortes, somente
Tecendo o nós na palavra
Criando com maestria a junção de nós
A magia.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Tecendo amor


Pareço muitas andanças
Mas sou retiro, brincar
Olho mundão, assustado.
Vida é coisa de amar!

Acordo hoje em paz
Percebo anéis de fumaça
Fazendo pães
E eu que rio das noites
Sou acordar entre risos.

E vejo azuis e pelejas
Flores alvas, carquejas
Peno nela ao mar
Penso nela ao cais de meu próprio olhar.

Eu que já brinquei com o lixo
Olho o azul das estrelas e me deixo voar
Pelas mil encostas da cidade revolta que me faço amar
E me faço amar
Amo o lindo olhar
Da alterosa que brilha no sotaque que adentra
Meu peito a clarear
A luz de um futuro
E eu mais velho, sou novo
Olho e vivo o mar, sou mais novo mar
Montanha ao mar.

O Velho olho cansado remoça intenso, calado
A esfera vida me fez louvor
E o toque doce, suado
De nossos corpos são o ato
Da arte tecendo amor.

Adão


É sob o véu de toda a noite
Que o dia rompe qual clarão de uma verdade,
De um ato quase divino de expansão,
E o desafio é posto, é risco
É repente liso de Deus com o Cão.

Um rima escuros espaços
Outro repõe jorrando luz
Um costura guerras com aços
Outros com flores faz alcaçuz
Um rima gritos, dores fortes
Outros destinos, doçura, azuis.

Um grita: Venham cavalarias!
Outro diz: Que anjos toquem Sol!
Um pede lanças e trombetas
Outro versos e dominó
E o pandeiro é o esculacho, é o respeito
É a cruz e o pó.

Um chama a escuridão fria
Outro o meio dia, todo sol
Um tripudia anjos tortos
Outro anuncia um maracá
Tocando junto com zabumbas se transformando em orixá.

Um chama medo apavorado
Outro esperteza, amor de irmão
Um chama Lampião, trombetas
Outro João Grilo, bode e cão
E nas tortuosas arte
Homens se tremem entre pés e mãos.

Um chama guerreiros macabros
Outro só chama a invenção
De um peito que dê sorriso
De um barro que pela mão
Crie o vencedor de Deus
O homem liso que se chama Adão.



Uuma vida sem país


Te vi sorriso
Luz que espraia o próprio sol
Me calo em bons jornais
Eu sou silêncio em estrondo e só.

Acordo tarde por desejar ser azul
Eu vôo muito bem, além de cercas Zona Sul
Já sendo velho por demais pra ler jornais
Invento tão melhor verdades que me ensinam muito mais.


E amo torto
Dedilhando sabor
De cores que me vem
De teu corpo e amor
E vivo torto costurando a raiz
Que meu olhar retém enquanto vive o país.

Se ando bambo independente de Jesus
Meu Buda é o velho céu
Meu Deus é um amigão do além
Só faço hora pra virar um animal
Macaco ao som de um jazz
Sapiente amor dos sonhos mais primais.

E as sacanagens de tons civilizacionais
Eu cago no contrapé
Meu peito bumba um jeito de gostar.

E eu gosto torto sabendo ser ator
Mas querendo viver um simples tom de amor
Que ri de bobo
E anda por aí
Aprendendo o vintém de uma vida sem país.









Dia da Pátria


Acordo entre cornetas e filas
Ruas já contraídas
Espelhos a rebrilhar um sol que evita acordar.

E mataram a noite com a mesma vozinha de louvar
Bandeira, cerca, jornal
Realidade demais.

E eu que não sou mais perfeito
E acho que isso já era
Espero uma tarde à vera
Sem reis vis, sem leis, giz
Eu quero é somente minha flor.


Tudo é desfile, é lança
É arma, esperança
E eu só quero acordar
Ver flor de me apaixonar
Anarquisar o luar.

Dane-se o próximo prefeito!
Eu quero é a rua fraterna,
Escondam as bandeiras de merda!
Me deixem! me deixem!
Eu quero fuder o louvor!



Refazer o ensinar


Se soubesse ver as velhas
Formas de um velho aprender
Olhava os carros que posto
Em fila pra me entreter
E talvez o Rio abaixo
Me tornasse o homem que eu gosto.

Mas tudo é a água que corre entre os dedos e o jeito
De viver entre murros em facas
Que atropelam meu peito
Enquanto me viro nas lidas de uma velha cidade
Amando e rindo o surgir de novas verdades.

Ê, pai! ê pai!
Hoje eu sou velha aurora
Gosto de sol acordar
E vivo o jeito descalço
De refazer o ensinar.






Velho jeito de sofrer


Há três mil anos
Asas de correr me fazem mar
Tempo assim destina um medo mesmo de voar
Tudo é velha hora, dói o jeito de explorar
O vento nas formas de ir e vir de todo alçar
E é o Vôo da cor que pela cor se foi e vai
Tudo é mundo, é sonho
E nós somos seu notar.

Tudo é tão amor e o tempo é avô de viver
Tudo é cor e luzes
É a dádiva de você
Feita assim de um modo velho/novo de amanhecer
E vôo assim do velho jeito de sofrer.



sábado, setembro 05, 2009

A textura do sim


Morro em mim
Sussuro cemitérios
Como destroços que caem em mim
Não gosto muito daqui
Solene sem batidas nas premissas burras de sermos nós
Gosto de estar um pouco a sós
Sem mente sem batida, só a vida
Eu quero estar lá no meio
Redentor no som batuque do peito
Sentindo o sentido do fim.

Vivo em mim
Sussuro provérbios
Bebo cerveja em querubins
Não gosto muito daqui
Presente sem a vida das batidas feitas por nossos avós
Eu gosto de ter avós
Somente na batida de ter vida
Sabendo a sós ser perfeito
Sendo amor me dando ao batuque do peito
Sentindo a textura do sim.

Ao sabor dos ventos que vêm


Eu quero cama,
Jaspion,
Zumbis de cinema,
Almas, semanas,
Roupas de marca, novenas.

Eu quero Espanha grandiloqüente!
Salta um Buñuel redentor!
Suores, mentes
Canções de Tom zé sobre a dor
Que foi e se tornou belíssima atroz
Cor.

Me deixe saber a inversão dos perplexos
Só vou dormir se for lá ver.

E enquanto o sonho ri eu me deduzo somente a meta
Da estupidez em linha reta
E calo a cidade em meu peito inconsequente
Bebo água e vou dormente
Ganhar idades.

E apenas o amor me é memória
Eu sou altivo na história e no rancor.
E o que é saber, e o que sou eu?
Olho o sabor dos ventos de um deus
Que me tornou assim, além de tudo
Ao sabor dos ventos que vêm.

Tênue


Eu quero a luz de um perene
Invento novo de lumiar
Eu quero o murro que abre a pele
Do ódio mudo que mina
A cor do sul, o azul das peles
Que me revertem vil olhar
Eu quero brinquedo, nouvelle
Onda de mundo repintar.

Eu sou a curta ação dos memes
Eu sou um leve resfolegar
E hoje eu sou além da pele
Sou máquina de pintar
Eu sou a cinza luz das mágicas
Sou colorido retumbar
E mundo piramidal que acene
Pois sou do bumbo, vou chegar.

Eu sou azul, minha cor é tênue.

Normais


Canibais binários
Imbecis
Viciados em mojito
Sentido literal e rarefeito
De esconder-se em próprio benefício
Covarde raciocínio
Pedidos reciclados, amores fora do peito.

Peitinhos, bucetas, doses de aniz que nos deliciem
Somos mundos, mudos, hostes, perfeitos enormes desejos
Tremelicamos enquanto sentimos pena
Das socialites sem jardim
Dos feios e maus e tolos vãos bonitos
Que não sabem o som bom dos desertos.

Somos autistas arrogantes entre destroços
Em fila nos embebedando em madrugadas
Por absurdas parcas penas.
Mas tudo bem, ainda somos bem normais!


Qual ilusão


Me calo ao som de um sonho
De um ir
Me calo ao som do homem
Longe
Me calo ao som do murro, do sussuro de alguém
Me calo e sou um eu sem ninguém.

Me sonho e me sussuro canção
Fora e além da própria imersão
A sós na esperança
Esperança que vem
Em partes mecânicas de um rir.

A sós e além da própria invasão dos sons surdos da natureza
Tem-se a beleza
De ver-se assim qual ilusão.

sexta-feira, setembro 04, 2009

Ir


Deve..
É cor!
Tudo assim é meio palavra.
Como é dizer?
Se a cor que eu quis fugia,
Ia rir?

Luzia o pé, era amor
Fazia dança
Reluzia voar
Traduzia voraz palavra
Como é dizer?
Se a razão me desconhecia? Fui dormir.

Era luz forte, era devir
Tudo é rua e capim
E eu só indo
Caçando princesa tão alva
Era de dizer?
Se não fosse eu já dizia!
Gritei, sim!

Fiz barco e remei invasão
Comi duas dúzias de jardins
E fui sorrindo
Remando irrazão
Se não fosse de rir eu ria
Tudo é querer!
Como é dizer asa branca, como é ir?



Amos é simples!


É teu olhar que me treme
É velha, é karma
É tua luz que me mete medo
E eu cedo
Pelas externas luas novas,
Pelo grau de sonho que assiste ao iniciar de um Deus
Vejo-te mundo novo
Vejo-te mundo e novo repintar céus e o mal.


Pelas mil eras que nos ri e nos dá o sal
Calculo premissas interentes a um Deus
Costuro e faço o corte
Conduzo a própria sorte
Amor é simples,bem!


Um dia de vida é um deus


Existe um quê de iluminar o espaço
Esse alegre destino dos murros
Em facas de medo e olhar mudo, duro.

Existe um quê de ver nuvens e lendas
Esta manhã que meu peito compreenda
Enquanto um momento natural de nascer
Como se o que houve
Só fosse um passo da lida
Pra dizer que a arte é um dia a dia
E somos cidade.

Existe um quê de eternidade e sexo
Nas ruas retas, nos montes, nos versos
Em vasos, em mares, em universos
Que como um deus repetem-se, confusos
Nos fazendo dom, quase assim como unos
Dizendo bom dia ao dia
Nascendo-nos deus
Um dia de vida é um deus.


Lama


Gosto de voar pelas incertas condições do sul
Gosto de avisar lá do alto
Porque o amor me dói em certezas de sabor
Tudo azul
Tudo assim é meu, é asfalto.

Na visão das freiras o azul dos homens é de Deus, é larva
Enquanto meu medo se destina ao mundo, eu deslizo em fardas
Nú, a sós, sem farda
Mudo em nós, só alma.

Hoje é de olhar, esperar o ritmo do anil
Gosto de ver velhos Carlitos
Hoje é de amar tendo a faca nos cílios do amor
Hoje é de rir do perigo.

Somos todos danças e estrelas
Alvos, janotas
Presos em nosso velho sim
Entregando rosas
Todos somos lama.

Só visão


É só um horizonte, daqui
É só um horizonte, longe
É só medir o muito, é só saber-se bem
Esperar vento vir com alguém.

É só um mundo, ao longe a visão
O toque do mar, a dança
Da voz de outro alguém
Como se mar ao longe fosse ouvir.

É só um som,uma ilusão
Horizonte, vento, mar, canção
É só ver natureza
E mais nada, só visão.



Amor


É muita luz, é som, é verde
A forma breve do encantar
Espelha o doce de uma pele
Desejo amplo de voar.

É muita cruz, é dor, é medo
É fogo inerte a incendiar
Estrela em chama sobre a pele
E sob a pele um recuar.

É tudo, é cruz, é luz, é verde
É meio céu e meio mar
É meio medo, é meio prece
É amor, só, assim, sem par.

Curta

Reze
Entre preces obscuras teça leves resistências, alvos breves
Espere um silêncio que reduza nuvens ao azul que em nós cresce
E denuncie a rua
Cante um som, uma lua
E me beije agreste.

sábado, agosto 29, 2009

Uma nova fé


Caminhar é cerca, é insana rua, é sonho de calçada
É estranhamento
É ir
Cachorros e lidas
Esperanças, dores ternas, velhos pais
Crianças a dormir.

Chão tem velho gosto de palavra
E a palavra é soberana
Quase um Deus
Vida é assim tão colorida
É história, é sentido,
É o que Deus esperou ver nas estradas
E nos olhos de sorrir
Que todos têm, todos têm,
Entre medos, graças, raivas sorrateiras
Paz de olhar trem
Pedras têm o riso das pessoas, seus lamentos, suas canções
Cores que destinam a meus olhos, outros vivos
Outras paixões.

Caminhar é doce
É sorrir aquela paz de velha andança,de olhar e sentir fé
Caminhar é o susto de ter ido aprender novo dia
Novas belezas, pé a pé
E enquanto sonho os pés descalços,
Lembro alto: gentes, abraços, sol, mulher
E me entregando a novo passo
Vejo a glória do novo em meu peito
Uma nova fé.


Por me fazer trabalho


Minha calma tem a intensão de sol
E o suspiro de noites,
Onde guardo um sorriso
E a esperança que canto enquanto sujo os olhos no trabalho
Onde durmo
Como se a lida fosse sensação eterna de novo passo
Me acostumo e já sorrio olhando a cidade acordar bela.

E na sorte desta amplidão
Eu noto nossas paixões e nossa dor
Me destino ao som cortante das águas e das terras
Me somando ao que pulsa no peito das pessoas, das embarcações
E simples, livre
Respiro o signo de viver a espera.

E não mais guardo o sorriso
Ou calo o acontecer do dia
Me torno festa
Qual um novo explodir de inventos e de poesia
E qual vida sou agora mão, seus entalhes e calos
Assim sou mundo
E no amor já me percebo santo
Por me fazer trabalho
Já não me guardo.









Navegar inventos


Soubesse eu de cantos e preces
Tecia-lhe vestes com cores de prata
Mas só sei de cantos silvestres, olhos de quermesse
Cães, sóis, querubins
Te empresto um quê de natureza
Na noite acesa
Uma flor feita em mim
Com a prece da tua coragem,
Tua alma, que invade o centro do sim
Do meu amor.

Soubesse navegar inventos
Construiria barcos que nos desse tempos
E assim como somos as preces, as musas, as vestes
Romperiam com fins
E em corpos nossos suados, o dia traçado
Seria um sim
De Deus para toda a coragem das almas, das artes
Que sabem dar sim ao Amor.




Fogo amigo


Se reparo em luas e estrelas,
Acorde comigo inimigo de freiras?
Feche a porta e não lhes dê bom dia
Recuse seu hino, sua voz,
Sua maneira de esconder mentiras em sinos
Repita comigo um mantra de horror
Beije-me com um sorriso quente
Desculpe se a gente hoje exagerou.

Se meu nome deixa moças nuas
Não lhes faço festa e nem as guardo na cabeça
Quero mesmo é essa loucura tua
Enquanto reclamo de buracos da rua
Grito alto universos tão ritmicos
E velho desisto de matar inimigos
Pois teu nome me torna a besteira
E a leve tosqueira do fogo amigo.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Definição na cara dura


Eu sou subterfúgios, sou vento norte
Arte minha é farsesca
Espelhado em parafusos, acuso morte
Entre flores e letras.

Sussuro almas novas, deliro vozes velhas
Escrevo nostalgias e modernidades
Feitas mudanças cruas
E ouvindo música feita de paz
Costuro estrelas prontas.

E enquanto apaixono ocê, apaixono o mar
E na música de ser/viver espero ter sucesso em me tornar palavra
E se na história me mudo em prosa para encantar
Resumo o gosto a ser pintura
E na dúvida das lógicas minhas não nuas
Espero a nuvem me trazer sombra.

Escadas para mim.


Fiz ler reis, acordei
Em sonhos, sons e mudanças de luzes, ventos frios
Esperei Londres e lirios
Vi meios dias, esqueci dias
Acordei chama e sol e água vi em luas novas mortas.

Acordo em paz vendo óculos me darem formas de jardim
Escuto moços contando flores para mim.

Já fui doer, fui morrer
Acordei tarde e comi bolos de coragem nua
Chorei só, chorei dois, chorei milhares, muitos
Tantos quanto eu ria
E esperando fadas, prisões, princesas e cores de fantasias nuas
Acordei semanas e vi menino assustado.

Acordo em paz vendo sonhos, me enxergarem além de mim
Calo nomes
Costuro formas de sorrir.

Do que vi, do que fui
Esqueço e crio um novo eterno meio de ser vivo
Espero a vida
Procuro ver, procuro ser e entre espadas e palavras
Aprendi a ler colorido.

E em meus olhos morrem homens presos ali pra este fim
Vejo sonhos criando escadas para mim.



Mel


Cala a boca de liz e giz pra rir bom
E rir é bem bom
É bom tecer palavras frescas e luzes em olhos
Enfrentar tons, sins
Em tudo se revela o liso
E a manhã dos lírios
Tudo em si é mais que a nossa própria fé
Tudo é simples ir, todos vamos indo.

Todos vamos lindos
Cantando luzes de verões e sóis de lua
E coisas de coar café com a palma
De um certo sabor
Talvez esperemos um universo
Ou saboreemos camas
E o tempo se faz o sabor de uma ação.

A tez da abelha é linda
E somos o estar de estarmos vindo
Calmamente indo
Devorando sóis com os próprios pés
Tudo sendo um de mim
Um de ti no bonito
Som de mel, de ter visto mel.

Sonhos plenos


Tenho à mão uma superfície, uma alva luz de sopé
De montanhas que me são plenas
Calo em mim dúbia surpresa, qual palavra,
Em fogo olho minha calma sem tormentos.

Tenho em rir gotas de chuva, vento, karmas
Doces e inevitáveis formas perplexas de ouvir
Surdez de mundos e de almas
Ante o simples passar de todo o tempo.


Tenho mim apenas ritmo, mais nada
Hoje debruçado em meus silêncios
Deixo assim o encanto ir, montanha alada,
Em busca do saborear dos sonhos plenos.

terça-feira, agosto 18, 2009

Questões


Sol de gota azul,
Responda sem medo!
O que é segredo?

Flor de cunho azul, o que está havendo
No império louco dos medos?

Verei meu Deus, uma zabumba dormir cedo?!