quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Sabadão vai dar Flusão.

Laranja Mecânica, Ano 30

Fonte: Lance A +

Última grande revolução tática do futebol começou a ganhar forma em fevereiro de 1974


Em janeiro de 1974, certos de que dispunham de excelente material humano, mas assustados com a dificuldade encontrada para garantir vaga no Mundial da Alemanha, os dirigentes da Federação da Holanda intimaram Marinus "Rinus" Hendricus Jacobus Michels a comandar a seleção do país, transformando o até então treinador, o tcheco Fadrhonc Frantisek, em mero assistente-técnico. Em fevereiro, Michels assumiu efetivamente o cargo, dividindo o seu tempo entre o Barcelona, onde trabalhava, e a equipe laranja, iniciando o que foi, para uma maioria esmagadora, a última grande revolução tática do futebol.

Michels estava longe de ser uma novidade. Começou a dirigir o Ajax em 1966, quando o esporte na Holanda ainda resistia ao profissionalismo, conduzindo o time de Amsterdam em muitos títulos, o principal deles o europeu de 1971. Daí, recebeu uma proposta fabulosa e foi treinar o Barcelona, levando a tiracolo o gênio Johann Cruyff, talvez o maior jogador multimídia de todos os tempos.

A Holanda travara um duelo sem tréguas com a vizinha Bélgica por um lugar no Mundial da Alemanha. Ganhou no saldo de gols: 22 a 12. Assim, enquanto Michels e Cruyff empurravam o Barça para a conquista do Campeonato Espanhol, obtida enfim em maio de 1974, também traçavam planos para reformular a herança deixada por Frantisek. No primeiro amistoso, um resultado desprezível, empate de 1 a 1 com a Áustria, em Roterdam. Mas o melhor estava a caminho.

Fadrhonc Frantisek dirigiu a Holanda de 11/10/70 a 18/11/73, com o saldo positivo de 13 vitórias, quatro empates, três derrotas, 57 gols pró e 14 contra. Por isso, hoje já se questiona se o treinador tcheco também não teve participação importante na montagem do carrossel.

Rinus Michels dirigiu a Holanda em quatro ocasiões, no período entre 1974 e 1992, com 53 jogos, 30 vitórias, 14 empates e nove derrotas. Foi vice mundial em 1974 e campeão da Europa em 1988, com 2 a 0 sobre a URSS na decisão.

Cruyff & companhia

Apenas cinco titulares, um mês antes da Copa

Entre 21 de maio, quando Michels assumiu definitivamente a seleção, iniciando os treinos para o Mundial, e 14 de junho, véspera da sua estréia no torneio, a Holanda goleou a Argentina por 4 a 1 e empatou em 0 a 0 com a Romênia, sem arrancar muitos suspiros. Os jogadores discutiam prêmios com os cartolas e havia indefinição em alguns setores do time. Garantidos, de fato, apenas o líbero Rudi Krol, o meia Johan Neeskens, os atacantes Johnny Rep e Rob Rensenbrink e, é claro, Johann Cruyff, o filho da ex-lavadeira do Ajax, sempre capaz de apresentar soluções práticas e eficientes e que começou a pôr a Holanda definitivamente no primeiro mundo do futebol quando a bola rolou no Niedersachenstadion de Hannover, diante do Uruguai, em 15 de junho de 1974.

De quatro técnicos, só um leva a fama

Em 1969, quatro técnicos praticamente desconhecidos, o austríaco Ernst Happel, o holandês Rinus Michels, o romeno Stefan Kovacs e o alemão Udo Latek, começaram a realizar experiências em seus países. Exigiam, basicamente, capricho no preparo físico, para que os atletas pudessem praticar o estilo de jogo que entrou para a história como "futebol total", ou "carrossel", ou "Laranja Mecânica", um, digamos, sistema no qual ninguém tinha posição fixa, e sim o compromisso de ocupar todos os espaços do campo, tornando-se peças de uma dinâmica impressionante, recheada de variações, eventualmente centralizada num fora-de-série, como Cruyff, por exemplo.

E o fato é que a eficiência também alcançada por Happel, Kovacs e Latek ficou praticamente restrita à Europa, naqueles tempos sem TV a cabo e internet. Assim, quem levou efetivamente a fama acabou sendo Michels, no rastro do sucesso da Holanda no Mundial da Alemanha, transmitido para todo o planeta. A Holanda saiu vencedora na estréia, 2 a 0 sobre o Uruguai, empatou com a Suécia em 0 a 0, venceu Bulgária (4 a 1), Argentina (4 a 0), Alemanha Oriental (2 a 0), Brasil (2 a 0), e só caiu na final, derrotada (2 a 1) pelo seu excesso de confiança e pela categoria da Alemanha de Franz Beckenbauer.

História, descaso ou Pós-modernismo cegueta?

Pós-modernismo é um dos motes mais usados nestes dias de tresloucada fusão de água e azeite.

Porém o que se vê é uma retumbante incapacidade criativa nas mais diversas áreas.

Os seres mutantes que atendem pelo nome de "ideólogos", ou cientistas políticos preguiçosos com a arte de pensar, mandam pro ar notas e mais notas colocando a ideologia como uma ferramenta do atraso, pois desvincula a ação prática com o pensamento, que é colocado no campo do sonho.

O problema é que esse povo esquece que a práxis é um dos maiores legados que a esquerda deixou, a quem se quer atingir quando se fala em fim das ideologias, inclusive pros pobres mortais de direita, capitalistas, defensores do fim do estado, etc. Ta lá em Marx, ta na práxis anarquistas, entre outros menos votados. É só perder a preguiça e ler.

A ideologia em si deve ser vinculada a uma prática, independente do teor incluído na mesma. Aliás, na maioria das vezes as ideologias são irreais só na ponta utópica, pois nelas se constrói claramente uma metodologia de ação. Por isso quando se defende o fim dos sonhos para uma adequação à realidade, o que se pretende no fim é repetir o discurso de meados de setenta, onde a ideologia era vinculada pelos pensadores liberais à loucura, à selvageria e à ditadura. O problema dos pós-modernos é que os antigos pelo menos escreviam melhor, dava gosto de ler. Hoje o que se vê é uma limitação caquética da defesa, com uma escrita panfletárias que faz vergonha até a estudante trotskista.

Mas não foi só pra falar de política que eu vim aqui não.

Vim falar no fim das contas com o desrespeito enorme que a história recebe hoje.
Isso vai desde o tópico acima cometido até a nova camisa da seleção Brasileira.

O desrespeito à história em nome de uma pós-modernidade funcional, fez que os "estilistas" da Naike adotassem um design "clubber" pra camisa da seleção, inclusive retirando o escudo do local original e inventando uma lorota de homenagem ao Porsche das 24 horas de Le man, ou seja, fizeram uma lambança, pois se precisa Modernizar.

No fim das contas, a indigência mental de hoje, por vergonha de sua própria incompetência, tenta acabar com o passado, onde existiam competentes, para não ficar claro que essa tal pós-modernidade é uma modernidade com menos QI e nenhuma memória.

Sinais de mudança ou esperança vã?

Analisar a política é uma tarefa árdua, não importa se você está em uma cidade grande ou no interior.

É muito mais fácil tecer comentários sobre fenômenos genéricos, como o tempo, ou analisar problemas ambientais, desde que não se adentre no antro político.

O motivo disto é o fato da política nascer com o primeiro suspiro do Homem enquanto ser gregário.

Cada ato humano, cada relação, desde as amorosas, fraternas até as de confronto, seja em casa, no trabalho ou no futebol, obedece a um movimento de adequação ou mesmo confronto pelo controle. A isso é política.

Poucas vezes se percebe nas relações mais harmoniosas para nós o traço político da mesma, enquanto nas relações de confronto, as mais desagradáveis, isso fica mais claro, dado que em um confronto é óbvia a luta pelo controle de algo ou da própria relação, pelo poder na mesma, pela supremacia. Nas relações agradáveis isso fica mais sutil, mas não menos presente.

É por este motivo que a política recebe o estigma de ser suja e desagradável, pois a política assume o papel das relações de confronto, dado que estas são claramente uma luta para a supremacia.Porém o que difere uma da outra é que as relações mais harmoniosas assumem um papel político de conciliação, de concórdia, de democracia. O poder é dividido de acordo com a competência deste ou aquele do grupo e a necessidade de seu uso.Como já se alcançou um nível de concordância prévio, não há rusgas ou há uma vontade maior de superá-las, assim o ato político da negociação de a partilha de poder fica invisível.

Baseado neste blá blá blá técnico, a discussão política é árdua, porque de qualquer forma ela assume um papel de visão de grupo, mesmo a de confrontos, e já carrega em si o estigma de desagradável.

Uma análise política então passa por diversos problemas, que vão de sua aceitação, da maneira como o que discordam a enfrenta, até o drible em nossos próprios preconceitos de analistas para a purificação da análise.

E isso complica uma análise fria da esperança final na mudança de uma cidade ou de um mundo, dado que mesmo a idéia de mudança passa por uma infinidade de visões tão díspares quanto são díspares os seres humanos.

Aqui em São Lourenço a política parece apontar para um confronto entre grupos que pode assumir um caráter de rachadura, de desagregação, e porque?

Porque o confronto se estabeleceu, porque o consenso foi substituído pela suspeita e por último, porque a razão foi substituída pelo comportamento de torcedor de futebol.

Idéias são assassinadas todos os dias, pessoas são deliberadamente prejudicadas em suas vidas particulares em nome de um projeto político x ou z que alguns assumiram como se fosse a luz de Dom Sebastião.

Assim a política mais agradável, a do consenso, aquela que aprendemos nascidos com nossos pais e legamos aos nossos filhos, que exercitamos com nossa amada, amigos, animais e com o mundo, é substituída por um confronto onde só vítimas existem, nunca vencedores.

E os sinais de mudança citados no título?

Estão por aí, na cara do povo, na solidariedade de um, no sorriso de outro, na ajuda aqui ou ali a um mais sem sorte. Mas muito mais forte que isso, está na indignação de homens com ética que se propõe a enfrentar um mundo para não permitir que o confronto derrube uma cidade.

quem quiser entrar no trem que preste atenção, ele está partindo.

Para que serve o poder de Dirceu?

Elio Gaspari

O episódio do doutor Waldomiro Diniz expôs a debilidade de um projeto de poder do comissariado petista. Trata-se de um projeto de poder primitivo, truculento, pobre. Só encontra paralelo em algumas condutas da nobiliarquia alagoana na fase dourada do collorato. Ele foi o primeiro, infelizmente não será o último.

Começando pelo doutor Waldomiro. O moço se aproximou de José Dirceu precisamente no final dos anos 90 durante os quais o comissário moeu o PT do Rio de Janeiro, impondo-lhe os modos de Benedita da Silva e os meios de Anthony Garotinho. Essa visão de mundo aproximou Waldomiro Diniz de José Dirceu. Um dia alguém vai estudar essas semanas e descobrirá que os verdadeiros fundadores do novo PT chamam-se Leonel Brizola, Benedita da Silva e Anthony Garotinho. Foram eles que conseguiram de Lula, Genoino e José Dirceu a carga da cavalaria cossaca contra a esquerda carioca. Mais tarde, em memorável cena de rompimento, Rosinha Matheus desentendeu-se com Dirceu e Garotinho chamou o PT de “partido da boquinha”.

Para se compreender a mecânica de poder que gera Waldomiros e toda a família de poderosos cometas de Brasília, vale lembrar uma história atribuída ao príncipe de Talleyrand, o magistral chanceler da França, quando a serviço de Napoleão Bonaparte.

Um negociador estrangeiro queria corrompê-lo e disse-lhe:

“Dou-lhe 20 mil francos e não conto a ninguém.”

Talleyrand respondeu:

“Dê-me quarenta mil, e conte a quem quiser.”

A diferença entre Talleyrand e os Waldomiros desta vida está no fato de que o bom príncipe não esperava sigilo de quem o comprava. Os Waldomiros acreditam que o andar de cima, com sua experiência secular, vai contratá-los com cláusulas de confidencialidade.

Quando o PT diz que a extorsão praticada por Waldomiro tem algo a ver com a arrecadação ilegal de fundos de campanha, mente e faz-se de bobo. Há casos de empresas que, na defesa de suas idéias (ou de seus interesses genéricos), dão dinheiro a candidatos sem registros contábeis. É o velho Caixa Dois. O que Waldomiro propunha a Carlinhos Cachoeira era que o bicheiro desse nova redação a um edital para a licitação de um serviço público. Assim como não há seqüestro-de-campanha, não pode haver achaque-de-campanha.

Quando o PT federal diz que agiu prontamente, demitindo o funcionário, faz rir. Faltava só que o mantivesse na função, indo ao Congresso negociar o fim da multa do FGTS. O velho e bom PT carioca mostrou aos comissários o que se fazia no Rio. Havia mais provas de waldomiranças no Planalto do que de água em Marte. É nesse sentido que o projeto de poder do PT federal é débil, pueril no seu deslumbramento.

Quem viu os quinze segundos de fama do doutor Waldomiro no “Jornal Nacional” conheceu seus métodos de negociação. Essas pessoas merecem saber que, além do comissário José Dirceu e de seus secretários-executivos, só quatro funcionários da Casa Civil tinham acesso às senhas capazes de entrar no banco de dados onde os companheiros listam o que se faz, o que se pede e o que se promete à custa da Viúva.

Waldomiro Diniz tinha uma utilidade. Era instrumento do poder de José Dirceu. Feita essa constatação, cabe a seguinte pergunta: para que serve o poder de José Dirceu, além de alimentar as conversas a respeito do tamanho do poder do comissário José Dirceu?

Pela independência Real

COMO O OFF VIROU ON

Fonte, Observatório da imprensa

A vingança das aspas

Alberto Dines

O presidente Lula estava em falta com a imprensa: em um ano de mandato apenas dois encontros formais no Palácio do Planalto e os desencontros nas sucessivas viagens ao exterior com os repórteres severamente vigiados pelos assessores de imprensa.

Premido pela insistência dos "nomões" da crônica política e, talvez, inspirado pelo número de briefings que o presidente George W. Bush oferece aos repórteres que cobrem a Casa Branca, o presidente autorizou um encontro "informal" com 15 jornalistas sediados em Brasília na noite de quarta-feira, 11/2.

Até aí, tudo bem. O resto dos procedimentos foram de mentirinha. A começar pela escolha do local. Não se sabe de quem a idéia estapafúrdia de que um briefing do presidente precisa ser obrigatoriamente realizado fora das dependências da Presidência.

Depois de descartar outros ambientes "neutros", chegou-se à conclusão simplista que o briefing do presidente da República só poderia realizar-se na casa de um(a) jornalista, e escolheu-se a residência de Teresa Cruvinel, do Globo, seguramente pelos critérios de tamanho e conforto.

Sem discutir estes critérios e/ou a simpatia da anfitriã, o raciocínio não faz sentido algum. Mesmo num briefing a relação do jornalista com a fonte deve ser estritamente profissional. É o compromisso do jornalista em não utilizar as declarações como declarações que caracteriza a informalidade do encontro – e não a hora ou o local onde se realiza. E este compromisso é formalíssimo, protocolar, rigoroso.

É muito mais apropriado que um briefing oferecido por uma alta autoridade seja realizado nos ambientes onde esta autoridade opera do que forçar uma intimidade por todos os aspectos indesejável e imprópria.

Em grande estilo

A idéia dos comes & bebes foi igualmente desastrada e só contribui para aumentar o fingimento que envolve o episódio. Quem pagou a conta? A anfitriã ou foi uma "vaquinha" repartida entre os jornalistas e suas sete empresas? E se a Presidência da República pagou a conta? Fica bem para os convivas? E os leitores, o que acharão deste faz-de-conta?

A verdade tarda mas não falha, como diz sabiamente o povo aos donos da verdade: a trapalhada da conversa informal autodesmascarou-se. Primeiro porque um briefing não deve ser noticiado. É um não-evento. E quando converte-se em fato público cria a obrigação de ser reportado integralmente, sem firulas ou disfarces.

O mais importante é que, por sua natureza, o briefing serve para oferecer referências e background, preservando-se a fonte e evitando-se as citações. Por isso, evitam-se gravadores e blocos de notas.

Mas tantos foram os truques daquela noitada que nas edições da sexta-feira pareceu a todos que o presidente, afinal, concedeu uma entrevista coletiva em grande estilo. Verdadeira festa declaratória, as aspas venceram todas as tentativas de suprimi-las e apareceram triunfais em todas as matérias. Menos no texto da anfitriã, que preferiu o travessão do texto falado e identificado.

Triste, mas vero

Justiça

Como bem lembrou a grande Claudia Mello, devemos ser justos. Três Vereadores ( Ou edis, para os eruditos ) não chafurdaram na lama na segunda-feira: João Ricardo Bolzoni ilha, Cássio Mendes David de Souza e Evaldo Ambrósio.

Força Rapaziada.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Contra os spams.

Spam ? pior que pulga no saco.

Retalhos da vergonha destruída

Não vou entrar na linha "político é tudo safado", seria ingenuidade.

Prefiro cunhar uma outra frase: "Político em geral não raciocina".

Isso tudo é apenas uma prévia o mais bem humorada possível para a minha indignação a respeito da palhaçada do dia 16/02/2004 encenada na câmara dos Vereadores da pacífica e pacata cidade de São Lourenço.

Para que nossoas amados leitores tenham algum entendimento sobre o ocorrido, explico.

Na data supra citada deu entrada na câmara uma denúncia enviada pelo presidente do grupo Transparência São Lourenço, junto com o Presidente da TVe local, solicitando o afastamento de 7 vereadores, pois, entre outras denúncias, todos possuiam parentes de até segundo grau ocupando cargos na prefeitura quando da votação pela aceitação ou não da cassação do Prefeito Clóvis Aparecido Nogueira.

A partir deste fato operou-se uma inigualável encenação onde parte dos votantes a favor da cassação em dezembro último resolveram operar o famoso corporativismo para negar a aceitação da denúncia.

Ou seja, mesmo com 7 vereadores impedidos de votar, não houve a aceitação da denúncia pelos oito restantes. A votaçào foi em 5 votos contra a aceitação e 3 a favor, sendo que os senhores votantes contra alegaram que haviam impedimentos "técnicos"para aaceitação da denúncia.

Ou seja, limpar a câmara nada,né? Meu negócio é fazer doce quando o prefeito está fraco políticamente, nunca usar da prerrogativa de vereador para fiscalizar e cortar na própria carne, certo?

O pior é que todos os votantes contra a aceitação da denúncia deixaram pessoas que escondem documentos de CPI, dirigem bêbadas, sem carteira, agridem policiais, xingam radialistas em programas de rádio e possuem comportamento suspeito mesmo em sessões da câmara.

Fora os demais que inflingiram regras do próprio regimento internod a câmara, faltando com o decoro parlamentar.

O pior disso tudo é que com a aceitação da denúncia, quem não tinha nada de errado teria toda a oportunidade e o palanque possível para se lançar como vestal, mas...

a Câmara de São Lourenço não é apenas composta por pessoas com dificulades de perceber o melhor pra cidade, é composta de pessoas que mal compreendem um rascunho do que é ser um parlamentar.São corporativistas, mesquinhos, e preferem se locupletar hoje , se filiar a um prefeitura falida economica e politicamente, a procurar uma vida pública honrada e com alguma luz.

Ou seja, não possuímos câmara, mas uma covardia travestida de parlamentares.

Desenvolvimento sustentável, democratização da gestão ambiental e Chopp no Barril

Desenvolvimento sustentável é um termo largamente utilizado atualmente e nem sempre em seu sentido exato. É um termo da moda, assunto de conversas geniais dos mais sofisticados meios, ao som de Jazz ou Rock Indie, goles e goles de Tequila, Marguerita ou o velho Whisquinho.Porém poucas vezes este termo é vinculado claramente a uma política ampla de inclusão social nas discussões supracitadas.

As rodas de ecologistas trabalham arduamente pela preservação das espécies animais, das florestas equatoriais e de outras coisas menos votadas. O único porém é o tal de desenvolvimento sustentável que volta e meia pauta discussões sem nem sempre ser tratado da forma correta.

Explico. Desenvolvimento sustentável é a exploração dos recursos naturais com o equilíbrio necessário para sua manutenção. Até aí tudo bem. Qualquer exploração menos predatória e voltada para o replantio de árvores, cuidados na exploração de fontes naturais no limite de sua vazão natural, etc, é visto como desenvolvimento sustentável. O caso é que quase nunca se inclui nos cálculos do desenvolvimento sustentável um animal que está em vias de desaparecer da face da Terra: O Homo Sapiens.

Para que exista realmente algo chamado desenvolvimento sustentável é necessário que se prepare e perceba que sem a inclusão das populações no plano decisório da exploração das riquezas naturais da região onde vivem é quase que estúpida a utilização deste termo. Não falo apenas das áreas amazônicas, onde, com a graça dos Deuses, este termo parece estar realmente sendo utilizado de forma correta em projetos excelentes. Falo de toda a superfície deste país onde mesmo as áreas urbanas carecem de políticas de desenvolvimento claro, sustentável e de erradicação de práticas poluentes e destrutivas da natureza. Práticas estas que vão desde o lançamento de dejetos na lagoa Rodrigo de Freitas até a ausência de ações populares mais fortes no caso de São Lourenço, onde poder público e omissão da população se abraçam ermitindo que a toda poderosa Nestlé destrua pouco a pouco a grande riqueza do sul de Minas Gerais, suas fontes de águia mineral.

Como então incluir a população no rol das responsabilidades a respeito de seu meio ambiente próximo? Por duas vias. Por políticas claras educacionais e por punição dura e abrangente dos personagens que maculam o meio. As políticas educacionais vão desde o ensinamento nas escolas, sem meio termos ou papo de bichinho, da importância e necessidade do equilíbrio homem x Meio Ambiente, da importância da inclusão dos homens nesta idéia, no sentido de explicar que de um papel de bala a um esgoto a diferença não é tão grande assim para a predação do meio, até a utilização de campanhas públicas de formação de cidadãos, passando pela formação e democratização dos conselhos de gestão ambiental existentes na legislação. A parte das punições é mais chatinha, mas é fácil. Implementar nos municípios com fiscalização federal ou do Ministério Público, de legislação rígida de gestão do espaço urbano, desde saneamento público até papel de bala jogado no chão, com multas pesadas para quem deteriorar o espaço urbano e meio ambiente em geral.

Aliada a essas medidas existe também a responsabilização dos municípios e estados pela manutenção do espaço, do meio ambiente, a seu redor. Ou seja, incluir também a manutenção do espaço ambiental como parte do patrimônio e ônus dos poderes locais, sujeitos às mesmas multas. Essa medida pode ser implementada aliada ao fortalecimento de câmaras setoriais de gestão ambiental, formada pelas comunidades locais, que tratariam desde a preservação das espécies animais da região, área florestal, implantação de uma rede de saneamento básico eficiente e despoluição dos Rios. Assim ao mesmo tempo em que descentralizaria a questão ambiental se democratizaria sua gestão.

Claro que muitas dessas medidas estão ou serão tomadas e com algumas delas o meio ambiente já agradece, porém sem a descentralização total e a responsabilização total da gestão ambiental, sem a derrubada da pobreza e a inclusão das populações nos benefícios de uma gestão equilibrada do meio ambiente, no sentido de compartilhar das riquezas geradas por uma exploração inteligente, nada se resolve.

E assim um dia acaba o papo inteligente dos Barris de Ipanema sobre meio ambiente e destruição dos predadores do mesmo, porque o combate vai ser nulo dado que a praia à frente, destruída pelo esgoto lançado pelo mesmo Barril, pode não mais existir.

Natureza e cidadania

Gilson Júnior

Como urbanóides muitos de nós vivemos em um perpétuo complexo de culpa pela saudade do natural, algo muito interessante. E com esse complexo se geram gerações de ecologistas fanáticos que salvam as baleias em lindos fins de semana em Fernando de Noronha e participam de fortes passeatas na praia de Ipanema contra o transporte de Petróleo em navios velhos. Acho isso lindo.

Agora, como urbanóide chato e à procura de um sentido mais amplo na manutenção do meio ambiente hostil à nossa volta me pergunto, e a cidade como é que fica? Sim, a natureza é algo maravilhoso e nos permite uma real sensação de humanidade pela libertação de nosso lado mais animal, mas e a cidade à nossa volta, o meio ambiente não mora aqui?

Pergunto isso porque o espaço ambiental é tudo o que está a nossa volta, é o circulo onde vivemos e seu equilíbrio. Ou seja, se partirmos só pra Fernando de Noronha, logo, logo, Fernando de Noronha vai ser cidade e vamos ter que mudar de novo. Explico. Ao cuidarmos só dos espaços mais lindos de nosso litoral e de causas distantes infelizmente abrimos mão da responsabilidade de mantermos nosso meio vivo, mais precisamente, sem sermos cidadãos e mantermos nossas cidades com um mínimo de equilíbrio com o natural e entre nós, melhor pedirmos ao Greenpeace que nos salve, porque isso acaba logo.

Falo isso porque percebo que desvinculam preservação ambiental da necessária preservação social e da participação política. Assim fica limpo brigar pelo meio ambiente e tolo brigar por uma gestão melhor do estado e pela melhoria de nossas cidades, esquecendo todos que sem uma cidade viva, limpa e em equilíbrio o tal do Meio Ambiente, uma entidade purérrima, vai pras cucuias.

Esquecemos o povo mais pobre, esquecemos de sermos mais doces e educados, esquecemos de não jogar papel no chão, de não urinar nas paredes da cidade, e outras atitudes nada bonitas, mas vamos salvar baleias no norte do País, não é lindo?

Sem sermos cidadãos e percebermos que tudo à nossa volta e todas as nossas atitudes são ou danosas ou salvadoras de todo o ambiente, nada se resolve e em última instância salvamos baleias que matamos todos os dias. Por isso ao nos engajarmos na vida de luta que é a preservação do meio ambiente devemos ter em mente que isso vai desde uma mudança fortíssima em nosso comportamento até a preocupação de quem elegemos para prefeito, de qual é a melhor escolha de política ambiental dos políticos à nossa volta, se ela inclui a erradicação da pobreza e do saneamento precário que temos no Brasil e até a busca de informações mais precisas sobre a legislação ambiental, de gestão de recursos públicos, etc.

Será que nosso Meio Ambiente é recurso público também? Se não é deveria ser? Como entender isso? Estudando e estudar é ampliar a responsabilidade de nossa atuação em todos os níveis da preservação ambiental, e esses níveis se revelam cada vez mais próximos de uma atitude consciente e cidadã, de uma atitude ética, de uma atitude natural.

A mitologia moderna



Gilson Júnior


Corre em paralelo ao engajamento cada vez maior na defesa de Gaia a criação de uma mitologia moderna, mitos retirados do passado distante e corrompidos pela ótica dos ursinhos de pelúcia urbanos, mitos urbanos mesmo, cegos e inexatos.

O primeiro mito interessante é a docilidade de Gaia (mito irmão de seu contrário, a vingança de Gaia, mas este é menos interessante). A terra e o meio ambiente são vistos como dóceis provedores, os animais como coitados bondosos e o homem com o câncer do natural. Com a última afirmação eu até concordo, dado que o bicho homem tem entre seus membros duas castas que são realmente o fim, o Homo Lucrativos e o Homo Acomodadus, esses sim um tremendo câncer. Não concordo, porém, com as duas primeiras. A defesa do equilíbrio do homem com o natural não pode tratá-lo como um irmão bondoso, mas com um irmão exigente. Animais matam e se deixarmos correr soltos, dado que já esculhambamos o equilíbrio todo, jacarés demais destróem as piranhas e lobos demais matam gente e ovelhas, problema velho conhecido, ou seja, se o natural for deixado solto ele engole nós, razão de nossa interferência no natural, simples e pura sobrevivência.

O natural e os animais são vivos e fortes e só não resistem ao jogo sujo das tecnologias mal utilizadas, e é esse nosso combate, nosso combate é conosco. Devemos tratar o natural como ele deve ser tratado, com respeito e clareza. Cuidar do natural é enfrentá-lo e dar a ele o que é seu, nada além. Nosso espaço deve ser cuidado também, ou morremos. O natural não nos provém, ele nos dá apenas o que conquistamos, provedor dá e pronto, o natural exige. Gaia vingadora também é tolice, a terra não devolve, ela apenas deixa o preço dos atos correr, e por isso sem uma árvore menos sombra, pelo menos. O papel do homem é complicado pelo simples fato de sua arma de defesa ser a possibilidade de criar ferramentas, seu instinto é o da criação e a criação é por si só um meio de alteração do natural, seu uso com equilíbrio é que é o pó.

O segundo mito mais interessante é o do bom selvagem. Esse é hilário, e ainda colocam sobre o pobre do Rosseau o crime de sua criação. Em meio ao nosso complexo urbano de culpa pela qualidade horrível de vida que levamos, pelos mendigos nos sinais e pela respiração ruim, invejamos os índios dos mitos e os antigos. Desse jeito negamos à realidade a verossimilhança.

O homem, desde mitologicamente até uma simples visão crítica, representa do natural duas forças complementares. Ele é a personificação do caos destrutivo de da força criadora. Seu papel, independente de cor, raça, credo ou time que torce, é o da manifestação da criatividade na defesa de sua sobrevivência. Algumas tradições indicam que o homem não é realmente um animal, mas uma manifestação física do divino, mas isso é outra história.

Pegando o homem como animal, e suas diversas raças, podemos verificar que este se adapta perfeitamente à sua realidade mais próxima, porém quando amplia seu domínio imediato a outras regiões tende a impor a estas um impacto maior do que o que causava em sua área de origem, dado deu poderio predatório e as possíveis facilidades encontradas no novo local, aliado à sua adaptabilidade impressionante.E estas características são encontradas em todas as variáveis possíveis dentro do bicho homem. Nem o índio e nem o branco tem em si o gérmen da corrupção, sociedades o têm e pra ser mais claro, o poder o têm. Qualquer humano quando munido de poder tende a excluir aquilo que o causa problemas, e esse é o problema do poder, sua incrível capacidade de execução. Considerar o índio como bondoso porque na memória coletiva se criou o mito de sua bondade é negar conhecimento histórico e olhar o mundo com lentes róseas.

O cuidado com as minorias e o olhar às sabedorias antigas com respeito é saber que nada tem uma visão solitária e deve ser cuidado sem que notemos que mesmo o mais fraco tem suas vilezas na relação com o mais forte, a subserviência é uma delas. E a adoção de aspectos culturais como meio de sobrevivência, em detrimento de elementos culturais natos que nos permitem um equilíbrio maior com o todo, é subserviência.

E porque isso tudo acontece? Porque a realidade, ou realidades como bem sabem os xamãs, não admite mitos e lendas, ela admite conhecimento e ação. A realidade é, ela não pede explicações, mas ações que a alteram ou confirmem.

Assim, para um combate mais preciso pela preservação do ambiente, devemos destruir os mitos modernos e encarar a realidade e seus espinhos, optando dentro dela qual caminho queremos, o da omissão colorida por mitos, ou o da ação confirmada pela realização.
Webmaster desesperaodo busca emprego a qualquer custo, se alguém souber de algum me avisa.

Blog-se

site maneiríssimo, só com Blogs de
jornalistas, é do ramo.

Dias banais

Todo dia a gente enfrenta barras, algumas vezes cai.

eu posso ser otimista, mesmo cabisbaixo, mas sinceramente acredito que nas derrotas, mesmoq ue parciais, a gente desenvolve anticorpos para a imbecilidade e cresce.

romper, sair do útero, enfrentar a vida, traz dor, incompreensão, compreensào das falhas cometidas e, mesmo que pouco, aprendizado.

Estamos aí pra, quem sabe, ganhar o mundo.

sábado, fevereiro 14, 2004

A questão fundiária e a ecologia

Publicado originalmente no site Terramistica



Gilson Júnior

A questão fundiária é um dos maiores problemas mundiais e se reflete com uma gravidade seríssima no Brasil. Basta dizer que dos países mais desenvolvidos, a grande maioria alcançou tal desenvolvimento após a resolução do problema da distribuição de terra de maneira justa e equânime, livrando-se, assim, das massas de camponeses que são retirados de suas região de origem por não mais possuírem meios de subsistência, dado que são removidas de suas terras, realidades bem conhecidas por nós todos.

Como em todos os lugares, a divisão de terras teve momentos de bang-bang até o momento da intervenção dos poderes públicos, na maioria das vezes, pressionados pela sociedade organizada, que regulamentou desde a posse da terra como meio produtivo até o tamanho das propriedades, salvaguardando a distribuição igualitária e, em alguns casos, o próprio meio-ambiente.

Esse breve interlúdio teve a intenção de levantar a discussão para o papel da distribuição de terras na manutenção do meio ambiente e da necessidade de uma política ampla de reforma agrária que tenha em si mesma também a manutenção do equilíbrio ecológico. Explico porquê. Na maioria das discussões a respeito do tema é esquecido um dos maiores problemas da distribuição de terras, essa distribuição em áreas de proteção ambiental e a questão da limitação do tamanho das propriedades.

Vivemos um problema onde se deseja distribuir terras aos sem-terra e a eles se limita o tamanho das propriedades para permitir uma distribuição mais justa, porém não se possui mecanismos de limitação da obtenção e ampliação de propriedades no geral, propriedades de quem tem meios (grana) de obter mais e mais espaços. Sem a limitação do tamanho das terras, claro que se levando em conta as necessidades de determinados empreendimentos e seu impacto benéfico para a população local, corre-se o risco da posse de terras destruir o ambiente em volta, como ocorre em terras amazônicas e em outras áreas de proteção ambiental. Existem até projetos que ampliam a margem de áreas desmatadas para a criação de pastos em trâmite no congresso nacional, para deixar claro como a questão, além de espinhosa, é séria.

A própria posse de terra é uma questão de imenso impacto quando se fala em manutenção do ambiente, pois é claro que a terra é posse de todos quando se pensa que sua destruição ou maus tratos a ela podem causar problemas a um grande número de pessoas e destruir o ambiente local.

É um erro pensar que a questão fundiária pode ficar à margem da discussão sobre o aspecto ambiental. Essa discussão é maior que o problema da invasão das florestas pela terra e é co-irmã do problema das massas de sem-terra que reivindicam seu espaço em combate com os que não desejam ver seu espaço diminuído.

Com esse pequeno pitaco em relação ao tema já se percebe o tamanho do caroço que esse angu carrega. A questão agrária é mais ampla que discussões setoriais pensam, ela influencia toda a noção do país que queremos, inclusive se queremos um país livre dos problemas agrários, mas com sérios problemas ambientais, ou não.

Para pensar no problema com ciência temos o exemplo dos EUA, que resolveram seu problema agrário, mas destruíram imensas áreas naturais de pastagem e florestas, enfrentando diversos problemas ambientais atualmente. Ou seja, resolveram o problema dos homens, mas negligenciaram a terra e hoje pagam o preço.

Como livres pensadores e pessoas ligadas a uma idéia de mundo onde o equilíbrio é o mote principal, entre o universo e o aspecto humano, sem exceções, temos que, mais uma vez, ficar atentos e tomar parte na discussão e na resolução do problema, ampliando a base de conhecimento hoje existente e assumindo nossa responsabilidade diante do todo.

A impertinência do futuro ou o tempo como opressor

Publicado originalmente no site Terramistica

Gilson Junior

O tempo é a mágica da inevitabilidade. É a mudança sem medo, sem piedade, sem ilusão. A ansiedade é a tentativa humana de superar o tempo através de esforços, quase sempre inúteis.

Falo isso de cadeira, vítima que sou da rebelde tentativa de superar Cronos e de buscar seu domínio pela máscara da ilusão. O tempo pra mim traz derrotas, sempre me vence. Destrói relacionamentos, caminhos, medos. O tempo pra mim traz vitórias, constrói um homem, me ensina a amar sem medo, me coloca o desafio de viver dia após dia.

A impertinência do futuro é a opressão do tempo em nosso eu, nosso ego simplório que nega a totalidade que somos. O futuro é impertinente, pois é irrealizável, é apenas uma projeção e projeções falham. Parece apenas uma frase bonita, mas não é. A opressão do tempo é a opressão da não ação em nós, de nossa estagnação, de nosso jeito eterno de acreditar que como está, está bom. Pena, mas a natureza ignora vontades de estagnação. Ela usa nossos fantasmas para nos lembrar, dia-a-dia, que ela é mudança. E nós como partes dela, somos vítimas da mudança eterna. Cronos é seu juiz, júri e carrasco.

O termo vítima é mal usado se pensarmos na mudança como ela deve ser pensada, e aí Cronos torna-se nosso aliado. Mesmo o nome Cronos é um facilitador no texto, porque essa entidade chamada tempo é maior do que sua ampulheta.

Somos mudança a cada dia em rumo à transformação pelo pó. A morte física é a transformação de matéria bruta em energia pura e o retorno de nosso eu ao eu maior, ao todo, a Olorum ou um novo nome ao qual eu não me familiarizei ainda.

Amar, por exemplo, é mudar todo o tempo, pois amar é ser o primeiro impulso do Fluxo.

O fluxo da vida é constante, não linear e vivo. Isso não é uma redundância, a vida é um ser, e fazemos parte dele. A tal vida eterna dos cristãos é exatamente uma explicação mal usada para o fato de tudo ser vida, em todas às suas facetas, não importa a dimensão do que falamos. O tempo nada mais é do que a vida rumo a si mesma, num fluxo constante e inexplicável de mudanças, sem sentido, sem moderações. A vida muda por que é seu o mudar. E somos essa mudança constante porque a mudança nos traz conhecimento, sabedoria, equilíbrio. Quando alcançamos esse equilíbrio vemos o todo e assim superamos a humanidade.Voltamos a ser naturais como os lobos.

A ansiedade morre quando mudamos, quando sentimos o fluxo dentro de nós e o amor vivo pulsando em nosso peito. Um amor que hoje adota um nome, amanhã uma causa e depois de amanhã um cão. Mas que é mesmo o amor ao todo, e a nós mesmos, pois sem isso nada vale.

Assim o tempo é nosso, por ser filho da criatividade, do amor à vida e da verdade. Isso tudo é mudança e a mudança mata a opressão.

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Novo Visual

Espero que gostem do novo visu. Tá a cara do meu humor, pena que não descobri ainda como colocar o título que eu quero do Blog, mas deixa pra lá, tá tarde.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Pra que Salário?

Como não sou turista, ou seja, não fico encantado quando recebo rosas e nem pergunto pro caboclo que mora na cidade se ela é uma merda ou não, encontro com pessoas aqui e ali que criticam a cidade em que vivem.

Isso deve ser um esporte nacional, porque eu fazia isso quando morava no Rio e um amigo meu, de Lorena, ama a cidade e faz a mesma coisa.

Claro que isso não acontece na França, na Alemanha e nem nos EUA, se acontece a maioria da gente aqui não entende, porque acontece em Alemão, Francês ou Inglês, porque eles são chiques.

Numd os encontros citados acima soube de mais uma maravilhosa notícia vinda da Administração do nosso florido Alcaide. Negunho bobo que cismou de trabalhar na prefeitura até hoje não recebeu o salário de Dezembro. Imaginou? Deve ter sido porque o nosos prefeito é imensamente preocupado com nossos amados turistas que, em seu safári cego cotidiano, precisam de flores pra não olharem a ignóbil paisagem preenchida como cidadão comum.

Isso até que nem deu problema, o atraso do salário, dado que os funcionários da prefeitura nãopagandosuas contas no comérico, não consumindo,não pagando a mensalidade nos cursos que fazem, os 1400 funcionários de uma administração onde vivem 40.000, nem causa tanto atraso assim na vida de todos os outros que vivem pra trabalhar em serviços voltados para funcionários de hotéis e da Prefeitura, o tal do comércio e serviços.

Grave é que com esse atraso descobriu-se que há dinheiro para o pagamento, o problema é que se usa esse dinheirp para outros custos, e nem pra Rosa é.

É mole?

Além disso, uma fonte hoteleira informou que a queda de visitas à cidade é constante. O que me leva a pensar se as moçoilas que me tacaram pedras no outro Blog que eu tinha conhecem alguém além de seus egos, pois se elas amam SL, porque não indicam nem pra três ou quatro velinhas que tragam em suas bolsas a tiracolo?


Eu fico confuso com isso tudo, porque o Prefeito é elogiado em jornais de fora, por turistas internéticos, por muita gente e o resultado é uma brutal queda do potencial turístico da região, um desrespeito safado com os funcionários que trabalham no município e uma queda vertiginosa da capacidade da população economicamente ativa de assim se manter, quando não se manter.Será que isso é administração e eu que estou com má vontade ou o negócio é que os jornais e os turistas estão esquivocados?

Pra mim a resposta é óbvaia, seguindo o raciocínio turístico:

Pra que salário?

Allors enfants do Ipiranga às margens plácidas

24 de Julho de 2003

Arnaldo Allemand Branco



De Gaulle disse que o Brasil jê nê pá um país seriô. Talvez mudasse de idéia se visse a campanha que moveram os gaúchos ofendidos pelas piadas de veado do Casseta e Planeta. Ultimamente não estamos achando graça nem do desempenho do Rubinho - e isso é grave. O que De Gaulle provavelmente quis dizer é que o Brasil não leva nada a sério. Por exemplo: todos sabem que há racismo no país, mas identificar um gesto racista é muito difícil por aqui, uma vez que este vai estar imerso naquele ambiente de galhofa, de deixa disso, de não é bem assim típico do Brasil. Lá fora, se leva racismo a sério: os caras fazem organizações paramilitares com carteirinha e o caralho. Outro exemplo: a grande contribuição do Brasil para a História do Direito Ocidental, que é a lei de fato, em oposição a lei de direito. Aqui uma lei só vale se a gente vai com a cara dela. E assim por diante. Não levamos nada a sério.

Mas uma coisa a gente trata como se fosse a Virgem de Lurdes: a Seleção. E eu acho isso absolutamente positivamente do caralho. Não consigo entender porque sujeitos como Sérgio Noronha e o Galvão Bueno (dois exemplos que me ocorrem) sempre repetem a ladainha "tem que parar com essa história de que a seleção é a Pátria de Chuteiras" (reparem que a frase só sai daquelas cabeças coroadas nas derrotas, visto que saem do sério e quase lambem a bandeira - Galvão especialmente - quando os canarinhos ganham, permitindo a eles repetir o bordão preferido: "esse é o futebol brasileiro!"). Não sei porque, mas a frase "O Brasil é a Pátria em chuteiras" é muito impopular entre os cronistas esportivos. Deve ser porque foi cunhada por um gênio e a maior parte dos colunistas do setor são débeis mentais. Parodiando outra frase: a crônica esportiva está para a crônica assim como o espírito esportivo está para o espírito.

Já ouvi o hino nacional tocar depois da transmissão da absolvição de um brasileiro que estava sendo julgado nos Estados Unidos por assassinato. Já li matérias gigantescas cheias de orgulho nacional porque algum valoroso cantor brasileiro ganhou uma notinha no New York Times. Já vi sujeitos que trabalham como sub do sub do sub em um projeto importante nos EUA (pode ser na NASA ou na Pixar) ganhar destaque na TV como se fossem os pais da aviação. E todas as vezes o ridículo da situação piscou em neon. Menos quando o assunto é seleção brasileira. E por quê? Porque pátria é exatamente isso: um pano colorido que escolheram para representar o lugar onde você nasceu. Um time de futebol como nosso representante máximo está muito bom pra nossa cara, e é bem melhor que um exército.

Ei, calma, eu sou Brasil, eu sou, vou dar porrada eu vou e ninguém vai me segurar - nem a PM! Mas se pararmos pra pensar, é difícil não confundir o amor pelo país com uma paixão "menor", como a clubística. Nascidos na Itália e na Espanha, por exemplo, países com cicatrizes no lugar de fronteiras, tem sentimentos misturados em relação ao time que os representa - Maradona já conseguiu que os napolitanos se calassem em um jogo da Itália contra a Argentina, e pudemos ver naquele amistoso contra a Catalunha a imensidão de cartazes com slogans separatistas. Bem: Itália e Espanha foram garfadas na última copa - e aí não teve napolitano, siciliano, catalão ou basco - todos se uniram contra os juízes em um lindo grito de "FILHO DA PUTA"!

Somos a pátria de chuteiras, sim. A minha é tamanho 40, e tenho representado com garbo o país nos campos de pelada - e tenho os arranhões para provar.




arnaldo@alittlepiece.com

Futebol Força Futebol Clube

Sâo Lourenço definindo seus candidatos a prefeito.

A vida política de São Lourenço começa a definir-se em torno de alguns nomes como candidatos a prefeito.

Depois de um fim de ano onde o descanso imperou, a política assumiu agora um tom de conversações, dando um tempo pras movimentações ás claras do ano passado, onde a pressão e os boatos comeram soltos.

Os nomes apresentados até o momento e em definição são o do candidato Tenórinho, como Vice Joaquim do sindicato dos trabalhadores em hotéis, José Neto, José Celso, Dr.Lessa, a se definir cabeça de chapa e vice na aliança que costuram e o Sr. Adauto como candidato da situação.

O quadro aponta claramente que infelizmente vamos aprofundar a polarização que foi criada alguns anos atrás: Tenório X Nega Velha. As forças políticas locais até ensaiam uma pseudo-terceira via, porém, numa análise mais fria vemos que a chamada terceira via é mais uma via de apoio ao prefeito.

Explicando: O Adauto é o candidato oficial, eminência parda (Sem trocadilhos, né,Claudia?) há tempos do Nega Véia, deve participar com a força direta da máquina, porém sua rejeição não deixa que a gente preveja um futuro promissor pro moço. O grupo José Neto, José Celso e Lessa tem o problema de parecer oposição, mas faz parte do grupo de elite que sustentou o prefeito até agora. Todos, dois tendo sido vices do atual prefeito e o Sr. José Neto tendo sido a força principal de sustentação de defesa do homem junto a elite.

Hoje eles dão a entender que cansaram do grupo político do prefeito, porém continuam inclusive com a base política do mesmo como base de sustentação da candidatura que costuram. Todos os vereadores que sustentaram o Nega Véia, hoje sustentam a candidatura ( a primeira a ser lançada) do Hoteleiro José Neto.

Com essa história toda a vida política de São Lourenço começa a acabar.Antes sendo uma vida onde vários grupos buscaam a vitória e hoje reduzia a uma polaridade simplória.

Tenório e Nega Véia fazemparte de um grupo político semelhante, hojeo Tenório busca alianças fora do vício eterno do lumpem que o acompanha, a prova disso é a presença de um sindicalista como vice e o apoio de grupos de esquerda, mas isso representa uma perda brutal do poder político e da pluraridade democrática da cidade, pois reduz o número de grupos a debater sobre o rumo da cidade.

A epsperança da cidade hoje se resume à eleição do Tenório, pois ele tem consigo forças que levam ética pro grupo político dele, ma sinfelizmente esse não é o quadro ideal.

Editada no Blog

Dei uma editada no Blog, template nova. Depois eu faço uma, estou com preguiça. Por isso uso as já feitas.

Se visitarem comentem os textos, mesmo surrando, eu gostcho.

Surpresa

Visitando a antiga URL do Blog, a Duas Bolas, li dois posts engra?ad?ssimos de turistas que me criticavam por criticar o Prefeito Nega V?ia.

Nada contra, a democracia permite isso, por?m devo me coloca4 diante dos coment?rios.

Eu n?o passo um fim de semana ou f?rias em SL, eu moro aqui.

A cidade ? ?tima, mas sofre com seguidos governos que a destroem e, pior, permitem que a destruam.

O fato isolado de cneas demag?gicas sem nenhuma atitude realmente de governante de nosso prefeito nas enchentes de 2000 n?o tiram os erros de campo, muito pelo contr?rio.

O Caboclo est? sendo indiciado em 37 processos que citam, entre outras coisas, malversa??o de vebra e o catzo.

Al?m disso, o pobrezinho ainda emprega um bando de incompetentes, atrasa o sal?rio dos funcion?rios por dois meses, acaba com o com?rcio local com isso ( Nas v?speras do Natal) e ainda incita seus partid?rios ? viol?ncia.

Ser? que turista fica cego quando viaja? Eu n?o fico.

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Mundo Véio sem porteira

São Lourenço é tão característico que irrita.

O mundo todo busca excelência em qualidade, mas aqui se um trabalhador faz um curso de aprimoramento ele dança do emprego.

Motivo: aumento de custo.

O problema maior é que como cidade turística, o atendimento deveria ser excelente, e não é. O Turismo cai e todo mundo culpa a prefeitura, quando o pior é a mentalidade tacamnha destes quitandeiros que andam por ai, fantasiados de hoteleiros,etc....

A prefeitura daqui é horrível, corrupta, incompetente, mas neste caso ela é mais um flagelo a abater sobre a cidade.

A cidade em geral não se defende de nada, não busca crescer, quer viver da fama outrora alcançada.

Enquanto isso destróem as fontes de água mineral, roubam a prefeitura, permitem o êxodo de trabalhadores pra outras cidade, a ausência dos turistas ( em uma cidade turística), etc..

Mas, pelo que eu percebo, é mais importnate o problema do fichamento dos Americanos...

Êeeee, mundo globalizado véio sem porteira...

Militares anti-Chávez pregam


Chávez, com Lula, em Monterrey, dia 12; na mira dos marines?

Um grupo de ex-oficiais do exército venezuelanos opostos ao governo democrático do presidente Hugo Chávez fez um apelo aberto em favor de uma intervenção militar dos Estados Unidos para deter o processo de transformações em curso na Venezuela.

O oficial rebelde Luis Piña fez o apelo no programa de TV "Maria Elvira Confronta", apresentada por Maria Elvira Salazar no Canal 22 de Miami, na segunda-feira. A pergunta foi se ele concordaria com uma intervenção militar norte-americana e se gostaria de ver os marines dos EUA andando pelo território nativo venezuelano visando derrubar o presidente Hugo Chávez.

Pregação em TV de Miami

Piña, hoje na reserva e representando a organização anti-Chávez Todos pela Venezuela, respondeu que concordaria com a invasão americana, "junto com os 80% de venezuelanos que estão esperando que a intervenção dos EUA aconteça". A pessoa que acompanhava Piña na entrevista deu sinais de aprovação à resposta.

Mais tarde, no show/debate "Descalzi Vs. Brown", na mesma estação de TV, o convidado Silvino Bustillo, um coronel da reserva da Aeronáutica venezuelana, também expressou o desejo de ver seu país natal invadido pelos EUA e pediu ainda a intervenção de tropas das Nações Unidas.

O ex-coronel Bustillo foi um dos protagonistas do 11 de Abril de 2002, um golpe de Estado frustrado contra o governo democrático venezuelano; resultou na breve ditadura liderada pelo empresário Pedro Carmona. Bustillo, Carmona e outros participantes do golpe atualmente encontram-se em liberdade no exterior, depois de terem escapado das autoridades venezuelanas.

Pelego da CTV discute a hipótese

Os surpreendentes comentários dos militares dão credibilidade a recentes informações indicando que uma possível invasão norte-americana da Venezuela é respaldada por uma significativa porcentagem dos venezuelanos que se opõem ao presidente democraticamente eleito. Algumas análises locais argumentam que uma invasão estrangeira parece ser a única chance deixada àqueles que tentaram praticamente tudo para derrubar Chávez e instalar uma ditadura de repressão à maioria pobre. A hipótese foi discutida por proeminentes líderes oposicionistas, como o ex-presidente da corrompida central sindical CTV, Carlos Ortega, e o financiador da oposição Carlos Dorado.

Intelectuais simpáticos ao processo de transformações encabeçado por Chávez afirmaram que, dada a iminência da revelação pelo Conselho Nacional Eleitoral da fraude em massa cometida durante a coleta de assinaturas para o referendo contra Chávez, setores desesperados da oposição optarão por alternativas mais radicais para deter as novas mudanças em curso n Venezuela e outras partes da América Latina. Tais mudanças são o resultado do fracasso dos antigos governos da região, que seguiram os planos e políticas neocoloniais ditados pela administração estadunidense.

As declarações dos oficiais insubordinados somam-se a informações sobre rodadas de conversações entre representantes da Coordenadora Democrática, oposicionista, e organizações das classes ricas venezuelanas com membros do governo dos EUA. Os encontros parecem ter produzido declarações intervencionistas contra a Venezuela como as feitas pelos funcionários da administração americana Condoleezza Rice, Roger Noriega e Otto Reich, bem como o porta-voz do Departamento de Estado Adam Ereli.

Programa já entrevistou Pinochet

O programa "Maria Elvira Confronta" é um dos mais assistidos pela comunidade hispânica do sul da Flórida. Ele já recebeu pessoas como o ex-ditador Augusto Pinochet, que descreveu-se na entrevista como "um anjo que agiu por amor ao seu país".

As autoridades venezuelanas competentes decidirão sobre uma investigação em torno das alarmantes solicitações dos militares radicados em Miami. O incentivo à colaboração com uma invasão estrangeira do território do país constitui crime de traição, na Venezuela como em muitos países do mundo.

No mês passado, autoridades policiais venezuelanas solicitaram a colaboração da Interpol nos EUA para capturar os militares insubordinados e fugitivos antigovernamentais German Rodolfo Varela e Jose Antonio Colina. Os rebeldes evadidos estavam envolvidos nos ataques terroristas contra a embaixada da Espanha e o consulado da Colômbia em Caracas, em 26 de fevereiro de 2003. Em 20 de dezembro, os dois pediram asilo político em Miami.

Fonte: http://venezuelanalysis.com/

mumbai 2004 :Abertura do FSM hoje contará com personalidades de todos continentes




Hoje, às 16h de Mumbai (8h30, horário de Brasília), começa oficialmente a quarta edição do FSM. O evento de abertura terá desde apresentações musicais e de dança de grupos indianos e do brasileiro Instituto como também um ato político com a participação de personalidades reconhecidas internacionalmente na luta por um outro mundo.

Entre eles, destacam-se o brasileiro Francisco Whitaker, um dos idealizadores do encontro, a iraniana Shirin Ebadi (prêmio Nobel da Paz em 2003), os indianos V. P. Simgh (crítico literário) e Lakshmi Sehgal (líder da esquerda no país, primeira candidata mulher à presidência da Índia, em 2002), o palestino Mustafá Barghouti (co-fundador de uma rede de entidades de oposição na Palestina ao lado de Edward Said), o argelino Ahmed Ben Bella (líder do movimento de independência e primeiro presidente do país após a independência), além do britânico Jeremy Corbin (líder do partido trabalhista e que comandou a campanha anti-guerra na Inglaterra).

Nessa primeira conferência estarão presentes personalidades de todos os continentes, como uma demonstração da preocupação planetária do evento e sua intenção de romper ao máximo as fronteiras geográficas. Nesta edição já haviam se credenciado até a última quarta delegados de 132 países. A expectativa é de que em números o Fórum de Mumbai supere o de Porto Alegre. Alguns dos organizadores falam em 150 mil pessoas.

Realidade asiática

“Para os brasileiros que vieram a Mumbai, está sendo um choque cultural muito grande”, afirmou ontem Francisco Whithaker. Na véspera da abertura do maior evento internacional da sociedade civil organizada, a pobreza nas ruas da cidade que sedia a 4o FSM é assunto dominante nas conversas de brasileiros que chegam para o encontro. “Nunca vi tanta gente dormindo nas ruas”, disse Luiz Carlos Seixas, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, sobre as centenas de pessoas que viu deitadas ao relento no trajeto do aeroporto até o hotel.

Confrontar os ocidentais com a dura realidade asiática foi um dos objetivos do deslocamento do FSM, este ano, da tranqüila capital gaúcha para a caótica ex-Bombaim, com seus quase 20 milhões de habitantes e ruas apinhadas de pessoas, carros e motocicletas. Para os organizadores, a grande diferença entre o 4o FSM e os três encontros anteriores em Porto Alegre é o evento estar sendo realizado em 2004 em uma cidade que é o retrato de toda a miséria produzida pelo capitalismo. Segundo os organismos internacionais, apesar de a Índia ter um dos mais altos Produtos Internos Brutos do mundo (13o maior, em 2000), 600 milhões de seus mais de 1 bilhão de habitantes vivem na miséria.

“Eu acho que isso (o choque dos brasileiros com a pobreza) faz parte do aprendizado de que somos uma só humanidade e de que somos co-responsáveis pela humanidade toda”, disse Whithaker. “Por que isso acontece na Índia? Quem já analisou, sabe que é todo um sistema econômico e político que determina isso”, disse o brasileiro. Na avaliação dele, a miséria, tanto na Índia como no Brasil, só acabará a partir de uma união da sociedade internacional. “Há toda uma descoberta de uma solidariedade planetária, que é um pouco o que está acontecendo no processo desse fórum”, explicou.

Últimos preparativos

As conferências, exposições e debates do 4o FSM serão realizados em pavilhões simples e empoeirados, em uma antiga fábrica que virou centro de exposições, na periferia de Mumbai. Ontem, dezenas de voluntários e operários ainda pregavam painéis, pintavam e varriam os pavilhões para que o local possa abrigar, com algum conforto, as cerca de 100 mil pessoas aguardadas pelo comitê organizador do FSM.

Apesar do atraso na preparação, o clima era de entusiasmo entre os membros do comitê e os brasileiros que chegavam para dar uma olhada no local. Havia temores de que o evento não chegasse a acontecer, porque os cerca de 100 grupos indianos responsáveis pela realização do FSM não receberam ajuda nem recursos financeiros da administração municipal de Mumbai, considerada politicamente de direita. “O fórum está mais bem organizado do que em Porto Alegre”, comemorou Whithaker, lembrando que, no ano passado, o evento começou sem que houvesse nem sequer um programa para ser distribuído aos participantes. “É a consolidação da possibilidade de podermos fazer fóruns como esse no mundo todo”.

No início da tarde, foi realizada no local a primeira atividade do Fórum deste ano: uma coletiva de imprensa dada pelo Comitê Indiano do Fórum Social Mundial. Nas primeiras horas da manhã do dia começaram a se formar as primeiras filas para retirada de crachás e credenciamentos. De todos os lados, os triciclos pintados de preto e amarelo chegaram carregando estrangeiros para o evento.

Surgimento

De 21 a 23, em Davos, na Suíça, ocorre o tradicional Fórum Econômico Mundial. Lá, economistas e representantes de diversos governos estarão debatendo o mundo sob a ótica neoliberal. O encontro nos Alpes suíços ocorre desde a década de 70 e foi a principal referência para a criação do Fórum Social Mundial.

Em 2000, os brasileiros Oded Grajew (hoje na direção do Instituto Ethos) e Chico Whitaker se reuniram com o diretor do jornal Le Monde Diplomatique, Bernard Cassen e tiveram a idéia de organizar um evento que iria "acabar com Davos", nas palavras do jornalista francês. Em 2001 e nos dois anos seguintes, 20, 50 e 100 mil pessoas respectivamente estiveram reunidas em Porto Alegre para mostrar e pensar um outro mundo possível, longe do modelo neoliberal.

Como espaço de troca de idéias e experiências por parte de entidades não governamentais, o FSM está mais do que consolidado, da mesma forma que os fóruns regionais e temáticos. O grande objetivo é encontrar formas de tornar mais concretas as propostas e alternativas pensadas e apresentadas no encontro.

Com agências nacionais


Brasil X futebol

Iimpressionante como se divorcia o talento do cérebro, como aqueles que deveriam ser estrategistas, utlizando suas melhores armas para uma vitória, são meros
"ajuntadores de jogadores".

Ricardo Gomes que me desculpe, mas se pra ele ser técnico é juntar jogadores que são excelente, mas no fim se esquecem do talento para serem marrentos, ele vai mal.

Quando jogador, Ricardo Gomes primava pela técnica e disciplina tática, era excelente em ambas, porém como técnico ele prefere ser excessivamente prudente e não dar nenhuma estrutura tática pro time, que segue seus impulsos apenas.

Não estou aqui falando em disciplinar a técnica, mas o espírito. Jogadores talentosos como os da seleção sub-23 do Brasil, não podem se deixar levar pelo excesso de vontade de uma seleçào e cair no truque básico sulamericano de enervar o jogo.

São campeões Brasileiros em sua maioria, caramba!

Quando o jogo precisar, deve-se ser melhor tecnicamente e táticamente, ocupar os espaços, pressionar o adversário, ter paciência e opções táticas, olhar o jogo, e finalmente fazer gols.

O que se viu ontem foi uma seleção que não tem nenhuma estratégia, não marca seriamente a saída de bola, dá espaços pro adversário, e na hora do talento, por não ter nenhuma opção estratégica, sai em bando e perdme para a tensào, ou seja, falta maturidade e técnico nesta seleção.

Estratégia é usar o melhor que se tem rumo à vitória, o que se viu ontem foi exatamente o contrário.

Espero que dê pra mudar a tempo.

Da série: Besteira é coisa que se faça 3 (É a última, eu prometo)

Da série Besteira é coisa que se faça?

Da série besteira é coisa que se faça?

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Bom pacas

Uau!, Segunda a Gematria, meu último artigo escrito neste blog é assim:

The text you sent is
21% evil, 79% good



Ou seja, não sou tão ruim assim.

A gematria é uma ciência inventada por um doido que diz que a bondade ou a maldade podem ser medidas de acordo com os textos que a gente escreve, ou algo assim. Teste tb no site: http://homokaasu.org/gematriculator/rate.gas

Da série "títulos que gostaríamos de ver nos jornais"

Fonte: Homem chavão
"Parmalat chora o leite derramado."

Confirmado: Lula virou a casaca

Fonte:No Mínimo



Arthur Dapieve

12.01.2004 | Estou entrando com um pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto à CBF. Não ao Supremo, nem ao Parlamento, mas à CBF, entidade que regula o futebol no Brasil. Lula é torcedor declarado do Corinthians e do Vasco da Gama. Na terça-feira passada, porém, ao receber o presidente do Flamengo, Márcio Braga, o presidente do Brasil posou para fotos com o boné e a camisa do rubro-negro carioca.

Muita gente se escandalizou quando ele botou na cabeça um boné do MST. Eu me escandalizo é com o boné do Flamengo. Não por ser do Flamengo, mas por não ser dos seus clubes de coração. Sem querer, talvez apenas querendo fazer média com o clube mais querido do país, que tem 15% das simpatias nacionais segundo recentíssima pesquisa Ibope/Rede Globo, Lula forneceu a seus críticos a mais perfeita imagem do vira-casaca.

Desdizer compromissos de campanha, taxar os inativos do INSS, mandar os velhinhos para as filas, fazer aliança com o PMDB, expulsar radicais, propiciar mais um ano bom ao setor financeiro em detrimento do produtivo, aumentar o número de desempregados, ignorar a “prioritária” área social, cometer metáfora acaciana após metáfora acaciana, passar um terço do primeiro ano de mandato fora do país, elogiar o Kadafi, deixar a casa na mão do primeiríssimo-ministro José Dirceu, olha, tudo isso sou capaz de entender: é política.

Posar com boné e camisa de outro time que não o(s) seu(s) não: tem a ver com ideais. Para começar, já acho estranho um sujeito torcer para dois times, ainda que em estados diversos. Time do coração é como mãe, a gente só tem um. No máximo, a gente pode ter simpatias circunstanciais – ou torpemente pragmáticas ou lindamente desinteressadas, sem meio-termo – por outra agremiação. Sou Botafogo. Ano passado, logo entendi que o melhor para voltar à Série A seria torcer a favor do Palmeiras também., no sentido de irmos limpando o caminho do retorno um para o outro. Subimos ambos. Valeu, Verdão. Morreu aí.

Logo, o cara, qualquer cara, dizer “sou corinthiano e vascaíno” para mim equivale a dizer “sou socialista e fascista” ou “sou sagitário e peixes”. Não faz muito sentido. Mas, vá lá, vá lá, Lula é corinthiano e vascaíno. O que justifica, então, posar com a camisa do Flamengo Se um sujeito é capaz de trair ou ao menos de magoar seu coração – em nome dos 15% ou do charme pessoal do Márcio Braga, bem distinto, por exemplo, do Roque Citadini ou do Eurico Miranda, cartolas assustadores, sei lá – ele é capaz de tudo.

Nisso também, até nisso, minha gente, Lula se iguala a seu antecessor Fernando Henrique Cardoso. Em 25 de junho de 1995, após a decisão Fluminense 3 Flamengo 2, desempatada aos 41 minutos do segundo tempo para o tricolor pelo famoso gol de barriga de Renato Gaúcho, o então presidente declarou no Palácio da Alvorada, onde assistira ao jogo pela TV: “Cumprimento o Fluminense, que num jogo fabuloso, me deixou o coração saltando e conseguiu a vitória depois do empate heróico do meu time, o Flamengo.” Magnânimo, não

O problema era que todas as biografias do carioca Fernando Henrique reputavam-lhe vascaíno. A tal ponto que o senador tricolor Artur da Távola pensara em chamá-lo para assistir à final do Campeonato Carioca e fora desaconselhado por assessores do Planalto com o argumento “mas ele é Vasco...”. O presidente nunca desmentiu que era Vasco nem nunca desmentiu que deixara de ser Vasco, muito pelo contrário, tucanamente.

A favor de Lula, deve-se reconhecer que ele não se declarou rubro-negro. Apenas – se é que “apenas” cabe em assunto de tamanha gravidade – deixou-se fotografar com o boné e a camisa do Flamengo, o que é ligeiramente diferente. No entanto, o leitor palmeirense, digamos, o José Serra, deixar-se-ia flagrar com aparatos corinthianos sem ter reação alérgicas e estomacais Ou vice-versa Quero crer que não. Populismo tem limite.

O brasileiro perdoa todo mundo, o ladrão, o assassino, o fiscal, o corrupto, o corno. Perdoa até o chato, diferentemente do que cantou Cazuza. Só não há perdão mesmo é para o estuprador e o vira-casaca. Conheci um cara que trocou de time – o Fluminense pelo Vasco – no jardim de infância. Anos depois, até quem não o conhecia na ocasião provocava-o como “vira-casaca”. Vejam o caso do Chico Anysio, ex-América, há tempos Vasco. O casamento com a Zélia Cardoso de Mello foi esquecido. A troca de camisa, não.

A lição que talvez se possa extrair de ambos os episódios é que, no Brasil, quem quer que assuma a presidência não se torna neoliberal: se torna Flamengo.

P.S.: Nada disso, entretanto, chega a me dar saudade da ortodoxia do alvinegro Geisel e do tricolor Figueiredo.



dapieve@nominimo.ibest.com.br


Primeiro protesto: "Bush, entende, o México não se vende!"

Fonte: Vermelho



Uma passeata contra a Alca marcou ontem a véspera da Cúpula extraordinária das Américas, que começa hoje à tarde na cidade mexicana de Monterrey.

Mil manifestantes marcharam ontem cinco quilômetros, até a praça principal da cidade de 2,5 milhões de habitantes, no norte do México. Eles se detiveram a 200 metros do palácio de governo do Estado de Nuevo León, que estava cercado pela polícia. A passeata foi confocada por forças como a Frente Popular Terra e Liberdade e o Partido do Trabalho.

Hoje outras manifestações devem acontecer em Monterrey e outras cidades, pois é a data da chegada dos 34 governantes que participam da Cúpula, entre eles o norte-americano George W. Bush, que concentra as denúncias das entidades e movimentos populares.

"Bush, entende, o México não se vende!", "Bush, terrorista, está na nossa lista!" e "Bem-vindo Hugo Chávez!" foram algumas das palavras-de-ordem gritadas no protesto de ontem. Vemos a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) como um projeto dos Estados Unidos para se apoderar da região, denunciou Ricardo Cantú, do Partido do Trabalho.

Horas antes, um pequeno grupo da ONG ambientalista Greenpeace fisera uma sátira em praça pública, com um deles usando uma máscara de borracha tendo as feições do chefe da Casa Branca. O falso Bush cavalgava uma tocha (também falsa) simbolizando o mundo em chamas.

O trajeto dos manifestantes é condicionado pelos muros metálicos préfabricados, de mais de 2 metros de altura, que o governo mexicano mandou erguer na cidade, isolando a área da Cúpula, como medida de segurança.




CÚPULA A PERIGO:Monterrey: não há acordo entre EUA e latino-americanos

Fonte: Vermelho

CÚPULA A PERIGO
Monterrey: não há acordo
entre EUA e latino-americanos

Divergências irredutíveis, sobre a Alca e outros temas, continuavam impedindo na noite de ontem a redação de um rascunho consensual da Declaração Conjunta da Cúpula Extraordinária das Américas. A Cúpula, começa oficialmente hoje à tarde em Monterrey, no norte do México, com a participação dos chefes de estado e de governo de 34 países americanos.

O subsecretário para América Latina del Ministério de Assuntos Exteriores mexicano, Miguel Hakim, informou que não havia acordo sobre quatro parágrafos do documento. Ele chegou a prever que as discussões irão até o final do encontro. É ele que vem presidindo as difíceis negociações, que esbarram em discordâncias entre as bancadas latino-americanas e a dos Estados Unidos.

Este é um episódio sem precedentes na história da OEA (Organização dos Estados Americanos), que promove a Cúpula de Monterrey. A praxe, nestes casos, é que o rascunho do documento a ser aprovado na cúpula seja acertado com uma antecedência confortável, com a construção dos consensos possíveis por parte dos representantes diplomáticos de cada país. Os governantes apenas assinam o texto já pronto.

Quatro parágrafos polêmicos

Um dos parágrafos de discórdia deve-se à oposição generalizada à proposta, reapresentada pelos EUA, de excluir da OEA os países considerados corruptos. Os latino-americanos argumentam que não haveria como estabelecer qual o grau de corrupção que justificaria a penalidade. E vêem na proposta mais um instrumento de ingerência estadunidense na região.

Outros dois parágrafos estão empacados por divergências entre os EUA e o Brasil, que é um dos pólos das resistências latino-americanas. Num deles, a delegação norte-americana insiste em mencionar a data de 1º de janeiro de 2005 para a implementação da Alca. O outro ela pretende fixar prazos para a redução das remessas de dinheiro dos emigrantes latino-americanos, dos EUA para seus países de origem.

O quarto parágrafo polémico é a proposta da Venezuela, de que se crie um fundo humanitário internacional.

"Há muita oposição"

Os latino-americanos insistiram para que a Cúpula das Américas se voltasse para a discussão da agenda originalmente acertada: pobreza, desenvolvimento econômico e social, democracia. "Há muita oposição", comentou ontem para a Reuters um delegado latino-americano que pediu anonimato. "A Cúpula é para reduzir a pobreza e fortalecer a democracia. Não devíamos permitir que ela perca este foco", agregou.

É sobre esta temática que falará o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã de terça-feira. O Brasil encabeçou a oposição à visão que punha as relações comerciais no centro do encontro. E, embora apoiando medidas contra a corrupção, critica a idéia de expulsar os países corruptos.

A Venezuela concorda. "Acreditamos que haveria o risco de que este mecanismo fosse utilizado como uma represália política contra qualquer governo", argumentou ainda para a Reuters o embaixador venezuelano junto à OEA, Jorge Valero.

Enquanto isso, começaram ontem, com uma passeata contra a Alca, os protestos contra a presença do presidente norte-americano geiorge W. Bush em terras mexicanas. Clique aqui e leia mais.

No pano de fundo das divergências, com os governos e mais ainda com os povos, está o resultado das políticas neoliberais preconizadas por Washington e aplicada, com gradações de zelo, por muitos dos governantes latino-americanos da década passada. A nova América Latina que vai emergindo neste início de século mostra-se bem mais rebelde que aquela dos Carlos Menem, FHC e Andrés Perez.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, antes de embarcar para o México, exprimiu esta idéia em seu estilo peculiar e deabrido. Ele pediu que o governo dos Estados Unidos "entenda de uma vez que os governos entreguistas estão se acabando na América Latina".





Vota lá!!!

Após Férias

Depois das férias do computador e das férias do trampo eu voltei meio pesado, né?

Culpa da dureza da vida reale do aborrecimejto de er nego bom se destruindo por palhaçada e acabando por culpar quem está à sua volta por erros que só eles cometem. Mas no fim eu melhoro.

Política, Políticos e brincadeiras mil

Política é coisa séria, dizem por aí. Principalmente em cidades do interior.

Porém o que se percebe no dia a dia político é a imensa ausência de comprometimento com uma idéia clara, como uma vontade real de transformar a cidade em um lugar sustentável,desenvolvido, lucrativo e que cuide de seus cidadãos.

O pré-jogo das eleições 2004 não aponta realmente nenhuma surpresa, ele aponta as mesmas manias suicidas de uma elite até ética,mas burra como poucos, e o mesmo jogo mal caráter de um grupo que vive para fazer o papel de vampiro no filme de terror ético que assombra a cidade fazem dez anos.

Quem busca criar um meio, uma alternativa real, uma forma política de criar uma realidade onde a ética e a transformação da cidade em algo digno desse nome, leva a pecha de radical, de desequilibrado.E isso tudo porque se tem uma idéia que nomes vestidos de fraque são sempre a solução dos problemas.

Terceira via pra que, se nos acostumamos a ser mais uma cidadezinha do interior onde só existem dois partidos,o da oposição e o da situação?

Política real que pense em investimentos em trabalho pra que, se no fim das contas o que importa é apenas a satisfação do meu grupo político e depois a gente vê como se administra uma cidade?

Há ainda esperanças, porque existem forças na cidade realmente dispostas a mudar isso comum trabalho político consistente, rígido, confiante, com cabeça aberta paera novas idéias.

O engraçado é que a política repete o futebol, jovens talentos assumindo lugares de medalhões mumificados e lustrados, ao lado de medalhões espertos que perceberam que repetindo vlehos erros nãos e ganha nunca.

Vamos ver como fica o jogo, até porque ainda não sabemos se o juiz é ou não, Ladrão.

Gilson Moura Henrique Junior

domingo, novembro 16, 2003

Renato Maurício Prado-O Globo

Recém-chegado ao Flamengo, o folclórico atacante alagoano Peu sofreu uma lesão na panturilha:

— Onde foi a contusão? — pergunta o repórter.

— Na patu... patu...

Nervoso, Peu vê o zagueiro Manguito e pede ajuda:

— Ô, Manguito! Como é mesmo o apelido que o doutor pôs na batata da perna???

domingo, novembro 09, 2003

E os Brucutus entram em campo

Em Política, quando truculência e corrupção andam lado a lado, o caldo entorna.

Em São Lourenço se percebe que chegamos ao ponto onde se encontram a corrupção desenfreada, a truculência e um messianismo de quinta que apontam, ou pra morte definitiva da política como arte ou para um transformação radical rumo a uma política decente.

Hoje a frase de Leon Eliachar veste sua fantasia de farsa e ocupa um lugar especial na cidade. Onde se lia que um ditador cresce em importância de acordo com o aumento de zeros a seguí-lo, Lê-se que um Nega Véia cresce em periculosidade à medida que cresce o número de bestas acéfalas a cercá-lo.

Além do espetáculo da corrução cara de pau, detectada, denunciada, documentada, vê-se hoje o espetáculo da estupidez, onde qualquer oposição, mesmo que apenas ao governo,é encarada como ofensa e recebe como paga a dura grosseria e a indelicadeza, para não dizer violência.

Vamos aos fatos: Uma pessoa que sofre um processo político de desqualificação por passar pela devassa de 4 CPIs, mesmo que duas não tenham conseguido cassá-lo pelo resultado final da votação, sofre uma derrota política sem precedentes. Porém seus cúmplices encaram a derrota do pedido de cassação, pelo mesmo não ter chegado ao número necessário de votos por dois votos a menos,como vitória. Além desta imbecilidade, agridem fisicamente quem se opõe a um governo corrupto, incompetente e danoso para a cidade.

Esse capítulo em especial faz-me lembrar da freqüente incitação à intolerância engedrada pelo Prefeito, quando afirma que eles está sendo perseguido pelos "Com Diploma"e está sendo cassado pro ser negro. O que leva aos imbecis a lançarem mão de toda sua inveja dos que conseguiram o diploma por méritos próprios, além de colocar todos no lixo, na vala comum do racismo, quando o fato é que ele é quem está sendo indiciado em diversos artigos do código penal e não por ser negro, mas por ser corrupto.

E seus asseclas, Os brucutus que o cercam, seguem na trilha de destruição da vida política da cidade, na destruição da imagem da cidade, na corrupção de uma cultura política onde a inteligência e o argumento venciam.

O que antes era ridículo, hoje é um fato que denigre uma sociedade inteira.

Resta aos que lutam, aos que como formigas constroem pouco a pouco uma sociedademelhor, continuar vencendo-os. Até o ponto onde tudo o que restar so brucutus será o retornoà busca de um líder que pense por eles. Espero que demorem a encontrar.

domingo, setembro 14, 2003

Política,Xadrez e Sapos.

Tem muita gente que realmente entende de polítca e sabe que esta arte é a arte de unir opostos.Claro que isso funcionando de acordo com uma mentalidade democrática.Assim diferenças ideológicas não impedem acordos que buscam construir algo válido.

O problema da política é quando a galera acha que antiguidade é posto, velhice é sinal de superioridade de análise. Muitas vezes isso acontece, mas nem sempre.

A maturidade política não é exatamente o fim do radicalismo, ou seja, tempo de política não faz cordeiros ou gênios, faz tempo de política. o que qualifica alguém como pessoa de visão política é algo mais ou menos nato chamado visão.

Não uma visão que consiga perceber algo adiante no tempo, mas uma visão que calcule e faça com que detalhes apareçam, que construa rapidamente o perfil psicológico das pessoas com que se relaciona, que permita que a sensibilidade funcione, de forma que qualquer julgamento é baseado numa visão circular, que vai além do ego.

Quem possui ou desenvolve isso envelhece crescendo e entendendo que a política é a arte do entendimento. Quem acha que já sabe de tudo porque envelheceu inventa que a política é a arte de engolir sapos, e a partir disso avança pra qualquer direção e paga preços nem sempre muito interessantes.

Em São Lourenço, os engolidores de sapos são abundantes, e assim a cidade criou monstros que hoje pena para se ver livre de forma definitiva.E quem vê realmente os movimentos desse enorme tabuleiro de Xadrez de certa forma é taxado como arrogante e radical. Bem, pode até ser, mas isso não impede que estejam certos.

Quem joga Xadrez sabe que em alguns momentos devemos sacrificar peças.Assim sendo percebo que infelizmente os engolidores de Sapos são mestres nesse jogo, não porque sacrificam peças, mas são sacrificados pelos jogadores reais, quase sempre gente de visão, mesmo que em campos opostos.

quinta-feira, agosto 14, 2003

Maneiro



Fonte: Ligações Inesperadas

Censura Jornalistica é coisa de Quitandeiro


Viver em uma cidade como São Lourenço não é pra principiantes sinceramente. Além da dificuldade financeira, do mal atendimento, das rabugices, da sensação de "forasteiro", a gente se dá conta do imenso problema que é a proximidade dos poderes e da falta de culhão dos empresários.

Não é por ser Minas Gerais não, é falta de culhão, visão e bom senso o que rola aqui.Ou pior, é comprometimento.

Por quase duas décadas o poder aqui é alternado entre a Família Capa Preta e o Rei do Quilombo ( Sem racismos, é como ele gosta de ser identificado), por quase duas décadas os empresários locais vêem e permitem, se aliam, à destruição da economia local, e culpam fatores externos. Além disso os empresários do ramo da comunicação ou praticam um jornalismo mais que marrom,pois defendem o lado oposto, ou praticam o silêncio abnegado sempre que estamos perto das eleições (Depois de São Lourenço o Grupo Globo até 89 vai me parecer sempre o New York Times).

Assim o povo daqui fala pelos cotovelos do roubo, das maracutais, das desorganizações, mas no fundo gostcha.E quando alguém aponta que o rei está nú, o primeiro a dizer que é mentira é o dono do Jornal, apoiado francamente pelos mesmos empresários que gostam de alternar destruidores de cidade no poder.Aliás, o próprio dono de um jornal local é apoiador de uma aliança das mais safadas de São Lourenço, que é aliança do dono do Hotel com o Rei do quilombo, mantendo a mesma oligarquia com novo fantoche, esse mais rico e mais poderoso.

Por conta disso críticas equilibradas à Festa de Desgosto organizada pelo Rei do quilombo foram censuradas no jornal apóiador por medo de polêmicas. Sinceramente, medo de polêmicas que nada, medo de falar de fatos.A tal festa teve coisas muito legais, mas é danosa pra cidade porque mal organizada, mal gerenciada, mal feita, mal tudo. A cidade perde, a cidade vira um mercado persa onde tudo é falsificado e os comerciantes locais que procuram ganhar dinheiro na festa dançam, porque montam coisas mais caras e sofrem concorrência de nego de São josé dos Campos vendendo Salsichão mais caro que meio Yaksoba com garçon te servindo.

Mas pra que falar disso, vamos falar que tava cheio e que foi um sucesso. Mas foi um sucesso? Só se foi pra Bunda da Loira que ganhou Doze mil pra Fazer um show enquanto bandas locais receberam Cem quando o prometido foi trezentos.

Assim tem gente que faz jornal, mas não quer se comprometer em relatar fatos, informar a população e, claro, exercer com justeza o serviço público que cismaram de montar pra fazer. Se é assim que fundem quitandas!!!!

terça-feira, agosto 12, 2003

Portal Germânico e vida tipicamente Brasileira



Novamente São Lourenço.

Como se não bastasse a corrupção generalizada na prefeitura de São Lourenço e a ameaça cada vez mais clara da repetição de velhos erros, onde o povo apóia e mesma elite que manteve o prefeito (com p minúsculo mesmo,é o que ele merece) "nega véia" por 8 anos destruindo a cidade( destruindo a capacidade econômica da mesma, incapaz de resolver o problema que a cidade sofreu com relação às enchentes de 2000, incapaz de fazer qualquer coisa que tivesse o mínimo de praticidade,incompetente, inepto, morto pra coisas que não fossem roubar e tudo continua rumo ao buraco sem fundo), hoje São Lourenço sofre com a miopia presente na vida nacional,onde interesses legítimos são postos como ilegítimos por existir alguma influência transnacional que impede a todos de tomar uma atitude,pois a Nestlé não pode estar errada.

Enquanto o samba do crioulo doido da estância hidromineral continua, a gente vai levando, e cada vez maior a jeba.

O movimento Cidadania pelas Águas é tido como encrenqueiro por estar contra uma transnacional que infelizmente é adepta do ilegalismo. Enquanto o suga suga da água vai, a população acha que tendo a famosa fábrica de chocolate estamos bem,até não ter água, fábrica ou cidade.

O povo prefere ter o diabo como parceiro pra ganhar agora do que ter a população como parceira e ganhar a longo prazo.

No plano político, o cortejo vai de vento em popa,com um Pt morto pra vida, com os partidos todos se engalbelando rumo a uma campanha pra levar a mesma oligarquia que adora quadras e rodoviárias ao poder, enquanto quem pensa um projeto real de cidade, onde ela sobreviva sem o governo,por si só, é tido como loucura, porque a cultura do calote e da incompetência é louvada e mantida, é tido como bagunceiro e inútil.

É dono de hotel e participante de Movimentos como o "Viva São Lourenço" se aliando ao safado de plantão.É nego bom ouvindoproposta de ex-prefeito maluquinho cheirador, herdeiro do "Capa Preta", cuja única qualificação é ser simpático, e dono de hotel cortador de árvores.Devem sair pra candidatos a prefeito ainda o vereador da latinha de 20 kg de vaselina e outros que se juntar não dão um.

Tudo isso, nessa escrita sem estilo e meio raivosa, permanece como a única visão possível numa cidade onde o irreal é tido como válido,o investimento como prejuízo e a vida normal de qualquer cidade como algo absurdo, pois, como é arrotado pela arrogante elite local, São Lourenço é diferente.Eu digo que é diferente sim, assim é pior.

Doenças de S?o Lourenço



São Lourenço ainda me assusta por suas incongruências, e mais que nunca,pela mentalidade limitada do povo.Não é porque é interior,mas é por imobilidade mesmo.

Os comerciantes encaram como inimigos todos aqueles que competem com eles, encaram o investimento como prejuízo e se negam a entender que o cliente satisfeito é o melhor Marketing que uma empresa possui, atendimento aqui é encarado como ônus.

A população participa disso,porqu eencara a tudo o que lhe foge à consideração ou ao entendimento como inimigo.Encara o diferente como um demônio deturpador.É difícil aqui se estabelecer sem um mínimo de coragem.Tudo é imediatista,tudo é adverso, mesmo quando o aparentemente adverso é uma defesa dos interesses comuns da cidade.

Falo isso pela análise do Cidadania Pelas Águas e sua imagem na cidade, a cidade tem medo do movimento,assim como tem medo dos movimentos políticos que, sem radicalismos estúpidos, buscam uma mudança.Assim a cidade prefere ser comandada por uma mesma oligarquia que está falindo a cidade e se mancomunando com o pior existente na indústria local em nome de interesses imediatistas, que mesmo a curo prazo levarão a cidade a afundar mais e mais.

Medidas simples administrativas, como redução de impostos e renegociação de dívidas de impostos com comerciantes locais, subsídios à indústria do turismo, a melhor fonte de renda local, treinamento de funcionários para a melhoria do atendimento,novas idéias de Marketing, busca da utilização dos espaços culturais locais para a atração de turistas e investimentos do mercado de cinema,teatro, música e de cultura de alto nível,são todas encaradas como anti funcionais e estúpidas.Se prefere a política antiga e malfadada no mundo, o clientelismo, os acordos por baixo dos panos que nunca levam a nada.

E isso não é um dado existente somente nos oligarcas,é uma cultura local. Como resistir, como vencer?

A meu ver somente com a saída do mundo virtual, do mundo das frase, com a implementação do que se deseja de modo privado, só assim, mas pra isso tem que existir gente de coragem, ainda estou procurando.