Assim que você parte meu ser
Saboreando-me a ler
Como se todo voar
Fosse sim uma vantagem ou um risco
Fosse a grande beleza
De guardar de si o tom.
De mim tudo você pode ter
Tudo é todo querer
Como se notasse o ar
Um sim
Na belezura das tardes
Que compõe tua beleza
Feita de um verso bom.
Será tudo a perigosa arte de bailar em marços?
Será hoje um dia claro de caminhos
Que se perdem pelas orlas
Desta ansiosaudade?
Serei eu um baluarte da vã pressa?
Já não quero ver as horas
E nem dedilhar vãs artes
Só esperar da tarde teu sorriso
Nem me importo se o real gosta
De trabalhar até tarde
Basta saber-te já meus versos
Vem
Me pega.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Todo meu
Nasce na ponta do pé
Este fogo que empurra meu riso
Para o porão que vê focos iluminados
Nos meus astros que ardem assim
Como se o espelho fugisse ao sentido.
Assim meu retrato embala
Um novo alvo, outro tempo
Que finjo reconhecer como lei
Enquanto bailo, bandido, com Deus
A notar bem você
Estrelando o roteiro do sonho que vou ser.
Beij-me como se o espaço
Amante do Tempo
Fosse sentido
Dá-me um beijo e o sorriso
Para que o ar crie a linha
Do sonho que teu olhar me deu
Todo meu.
Este fogo que empurra meu riso
Para o porão que vê focos iluminados
Nos meus astros que ardem assim
Como se o espelho fugisse ao sentido.
Assim meu retrato embala
Um novo alvo, outro tempo
Que finjo reconhecer como lei
Enquanto bailo, bandido, com Deus
A notar bem você
Estrelando o roteiro do sonho que vou ser.
Beij-me como se o espaço
Amante do Tempo
Fosse sentido
Dá-me um beijo e o sorriso
Para que o ar crie a linha
Do sonho que teu olhar me deu
Todo meu.
Saudades
Fale baixo! Fale menos!
Faça-me calar
Com teu beijo, teu extremo de me dominar
Não mais pense! Tome-me!
Tente-me!
Faça o dia ser memória
Ser sol, lua, mar.
Abra a roupa, a alma, a boca
Coma-me sem ar
No tumulto do meu sonho
A me costurar
Em tua luz, tua cor, tua forma
De me carinhar
Como se só houvesse dia
Com teu corpo a me tocar.
Caso o real me note
Olhe-me
O olhar todo teu nem me transforma
Me forma do ar
Como se nascesse a vida
De te aguardar
Se não é real a saudade
Acabo de inventar.
Faça-me calar
Com teu beijo, teu extremo de me dominar
Não mais pense! Tome-me!
Tente-me!
Faça o dia ser memória
Ser sol, lua, mar.
Abra a roupa, a alma, a boca
Coma-me sem ar
No tumulto do meu sonho
A me costurar
Em tua luz, tua cor, tua forma
De me carinhar
Como se só houvesse dia
Com teu corpo a me tocar.
Caso o real me note
Olhe-me
O olhar todo teu nem me transforma
Me forma do ar
Como se nascesse a vida
De te aguardar
Se não é real a saudade
Acabo de inventar.
Onde meu sonho seja mar
No dia em que o vento de te esperar
Esconder a cor das luas belas
As Montanhas tornam horizontes
Nortes para quem cedo vela
O mar
A perguntar o destino da bela
A querer
Um tempo, uma razão, uma quimera
Que faça toda a Terra
Perder-se na alegria
De teu rosto olhar
O sol tímido espera
Como este poeta a sonmhar.
Beijei-te no sonho
Que fez a noite cantar
Criei verso em pedaço de peito a rebumbear.
Há sentido?
Veja a cidade tão contente!!
Como a lua que rompe a nuvem a brilhar
Pra ver-te ao mar
Da alegria da poesia
Que escrevo em tempos
De sorriso tentar guardar.
Será o dia meu tua poesia?
Serás meu dia?
Te escrevo inteira
Num verso onde meu sonho seja mar.
Esconder a cor das luas belas
As Montanhas tornam horizontes
Nortes para quem cedo vela
O mar
A perguntar o destino da bela
A querer
Um tempo, uma razão, uma quimera
Que faça toda a Terra
Perder-se na alegria
De teu rosto olhar
O sol tímido espera
Como este poeta a sonmhar.
Beijei-te no sonho
Que fez a noite cantar
Criei verso em pedaço de peito a rebumbear.
Há sentido?
Veja a cidade tão contente!!
Como a lua que rompe a nuvem a brilhar
Pra ver-te ao mar
Da alegria da poesia
Que escrevo em tempos
De sorriso tentar guardar.
Será o dia meu tua poesia?
Serás meu dia?
Te escrevo inteira
Num verso onde meu sonho seja mar.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Palavrear
Sabor
Saber
Parolear
Rever
Versículos brincar
Chamar afim de sim
Ver lá
Letras de outra forma deslindar.
Ardor
Arder
Pavonear
Crescer
Rever lua ao mar
Saber assim de sim brincar
Palavra é coisa boa de dourar.
Amor
Palavra lembra tanto assim
E vira Roma
E lembra Rosa
E até parece sol nascer
Como se fosse um ser
Palavra amor de tudo é ser.
Fervor
Ferver
E Ferroar
Sentir
E rir
E se acabar
Palavra é fim em si
Mesmar
E pode ser também encimesmar.
Calor
Que lembra chama e ar
Sorver
O sol enquanto o mar
Rima assim sem vergonha
Com corpos soltos a se amar.
Amor
Que faz da rosa ser jardim
Tela de coisas feitas de prosa
E beijos pintados no ser
Palavra de nascer é amor de tanto ver.
Saber
Parolear
Rever
Versículos brincar
Chamar afim de sim
Ver lá
Letras de outra forma deslindar.
Ardor
Arder
Pavonear
Crescer
Rever lua ao mar
Saber assim de sim brincar
Palavra é coisa boa de dourar.
Amor
Palavra lembra tanto assim
E vira Roma
E lembra Rosa
E até parece sol nascer
Como se fosse um ser
Palavra amor de tudo é ser.
Fervor
Ferver
E Ferroar
Sentir
E rir
E se acabar
Palavra é fim em si
Mesmar
E pode ser também encimesmar.
Calor
Que lembra chama e ar
Sorver
O sol enquanto o mar
Rima assim sem vergonha
Com corpos soltos a se amar.
Amor
Que faz da rosa ser jardim
Tela de coisas feitas de prosa
E beijos pintados no ser
Palavra de nascer é amor de tanto ver.
Sabor
Sabor de mim,
Me faz voar!
Porque,
Eu quero não pousar!
Eu quero a vida
O sonhomar daquele jeito teu
De foro
De apertar.
Sabor, me traga as horas hoje assim
Como quem doura, como quem adorna
Como quem costura um ser
Pra que eu veja nascer as flores
Bem no tempo de doer.
Nestas horas o calor alimenta o voar
Como quem desenha as folhas
Desta árvore de desejar.
Sabor, não esqueça do mar
Porque
Sou eu um navegar
E quero enfim te esperar
Pra tudo em beijo enfim
Teu corpo transformar.
Me faz voar!
Porque,
Eu quero não pousar!
Eu quero a vida
O sonhomar daquele jeito teu
De foro
De apertar.
Sabor, me traga as horas hoje assim
Como quem doura, como quem adorna
Como quem costura um ser
Pra que eu veja nascer as flores
Bem no tempo de doer.
Nestas horas o calor alimenta o voar
Como quem desenha as folhas
Desta árvore de desejar.
Sabor, não esqueça do mar
Porque
Sou eu um navegar
E quero enfim te esperar
Pra tudo em beijo enfim
Teu corpo transformar.
Jeito forte
Nem vem prosa
Se a dança que hoje tu canta
Não me traz mais rosas.
Vem, vem
Torna
Tudo em mim uma elegância
Toma a mim
Já me transforma.
Reconheço que ante os ventos
Sou veloz demais
Mas pálida luz do tempo goza
Do poder de ir não tão rápido assim
Enquanto eu me abalo
Ali naquele embalo
De esperar por ti.
Nem vem
Goza!
Das músicas que andam tantas
Nas ruas que adornas.
Vem, vem
Torna
Algo além das esperanças
Vem, me pega
Me transforma.
Não há mais só razão para calar-me em paz
Há esta sedução jocosa
E eu nem posso rir
Só posso conferir
Numa explosão
O que fazes de mim.
Note então
Anote
Que é deste jeito forte
Que eu gosto de ti em mim.
Se a dança que hoje tu canta
Não me traz mais rosas.
Vem, vem
Torna
Tudo em mim uma elegância
Toma a mim
Já me transforma.
Reconheço que ante os ventos
Sou veloz demais
Mas pálida luz do tempo goza
Do poder de ir não tão rápido assim
Enquanto eu me abalo
Ali naquele embalo
De esperar por ti.
Nem vem
Goza!
Das músicas que andam tantas
Nas ruas que adornas.
Vem, vem
Torna
Algo além das esperanças
Vem, me pega
Me transforma.
Não há mais só razão para calar-me em paz
Há esta sedução jocosa
E eu nem posso rir
Só posso conferir
Numa explosão
O que fazes de mim.
Note então
Anote
Que é deste jeito forte
Que eu gosto de ti em mim.
Cadê?
Cadê?
Meu fogo tá de matar
A rua me chama
Na rumba do seu próprio andar.
Hoje o sol tá de acabar
E acabar na Lapa do sambar
Porque Samba talvez me faça crer
No pedaço de alma que é você
Nesta vida de batucar o ser.
Vem cá!
Já pra cá!
Vem Rio
Venha logo
Já!
Vem eu.
Hoje não sou mais meu.
Nem vem com esse papo demorar
Meu corpo aspira tuas curvas
Faz meu sangue ir mar
Pra ver se consegue se acalmar
E se largar nas quebradas
Balouçar.
è que o samba no sangue dá você
E você queima a veia por fazer
Do meu sangue todo um repique de ser.
Bumbo, boi bumbá
Vem rio
Venha logo
Já!
Vem eu.
Meu fogo tá de matar
A rua me chama
Na rumba do seu próprio andar.
Hoje o sol tá de acabar
E acabar na Lapa do sambar
Porque Samba talvez me faça crer
No pedaço de alma que é você
Nesta vida de batucar o ser.
Vem cá!
Já pra cá!
Vem Rio
Venha logo
Já!
Vem eu.
Hoje não sou mais meu.
Nem vem com esse papo demorar
Meu corpo aspira tuas curvas
Faz meu sangue ir mar
Pra ver se consegue se acalmar
E se largar nas quebradas
Balouçar.
è que o samba no sangue dá você
E você queima a veia por fazer
Do meu sangue todo um repique de ser.
Bumbo, boi bumbá
Vem rio
Venha logo
Já!
Vem eu.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Feliz por te ver
Lábios correm a ver do limite do lógico
Algo solidão de cores feitas óbvio
Ato de rancor
Que morre sem ler a astronave tempo
Por rever-se a ser a ilusão do invento
Entre as dores ínfimas deste drama que é explosão
Como se palavra, como se sentido
Como agora, já real e nítido
É o beijo que conciso traduz-me sal.
Ardo assim por mim
Por fim nascendo outro
Pelas multidões que teu sorriso imenso
Traz sendo invento
Ardo por meus múltiplos olhares turvos
Por nascer no ser que reinventa o vento
E querer do brilho dos olhos uma nova ação
Que me faça asa
Como faz-me brilho
Este teu fazer-te outro idílio
De poeta já caído
Neste colo, só, total.
Cale-me
Beije-me qual mundo
Faz do inverno fugidio o canto
E na primaverice do tempo
Me deixe ver como é lindo você.
Rasgue-me enquanto crio o mundo
Eu e Deus no balé de esperantos
Argonauta de teu corpo e sexo
Que só assim, findo assim
Se é feliz por te ver.
Algo solidão de cores feitas óbvio
Ato de rancor
Que morre sem ler a astronave tempo
Por rever-se a ser a ilusão do invento
Entre as dores ínfimas deste drama que é explosão
Como se palavra, como se sentido
Como agora, já real e nítido
É o beijo que conciso traduz-me sal.
Ardo assim por mim
Por fim nascendo outro
Pelas multidões que teu sorriso imenso
Traz sendo invento
Ardo por meus múltiplos olhares turvos
Por nascer no ser que reinventa o vento
E querer do brilho dos olhos uma nova ação
Que me faça asa
Como faz-me brilho
Este teu fazer-te outro idílio
De poeta já caído
Neste colo, só, total.
Cale-me
Beije-me qual mundo
Faz do inverno fugidio o canto
E na primaverice do tempo
Me deixe ver como é lindo você.
Rasgue-me enquanto crio o mundo
Eu e Deus no balé de esperantos
Argonauta de teu corpo e sexo
Que só assim, findo assim
Se é feliz por te ver.
Em caldas
Vem dizer qualquer palavra
Não vá parar ali ao meio
Da trilha que dei
Para tornar-te de mim estrada
Fazer-me riso.
Venha no encalço do meu delírio
Ria bem alto
Torne-me fato
Lance-me ao mundo
Como quem dorme com soís difusos.
Espalhe n'alma teu som, tua pele
Em qualquer dúvida, me apanhe, pegue
Não deixe a multidão calada
Torn-te o ser que me é palavra.
Na calma da luz que amplifica
O quesito louco de ver a mágica
Perfeito verso é este riso
Que faz calor me servir em caldas.
Não vá parar ali ao meio
Da trilha que dei
Para tornar-te de mim estrada
Fazer-me riso.
Venha no encalço do meu delírio
Ria bem alto
Torne-me fato
Lance-me ao mundo
Como quem dorme com soís difusos.
Espalhe n'alma teu som, tua pele
Em qualquer dúvida, me apanhe, pegue
Não deixe a multidão calada
Torn-te o ser que me é palavra.
Na calma da luz que amplifica
O quesito louco de ver a mágica
Perfeito verso é este riso
Que faz calor me servir em caldas.
quarta-feira, outubro 04, 2006
Anjo
Anjo!
Tu que veio me trazer canção
Hoje dou-te a linha dos versos cuja emoção
Arde em segredos de sonhos
E extremos sorrisos
Como se o mundo aflito
Fosse a trilha da invenção.
E refazer do meu ar um ser
Um rir
Como se todo o sonhar fosse em mim
O tempo
De agradecer ao sol a acolhida
E notar em teu olhar a lei
De ser felicidade
Ser dia.
Tu que veio me trazer canção
Hoje dou-te a linha dos versos cuja emoção
Arde em segredos de sonhos
E extremos sorrisos
Como se o mundo aflito
Fosse a trilha da invenção.
E refazer do meu ar um ser
Um rir
Como se todo o sonhar fosse em mim
O tempo
De agradecer ao sol a acolhida
E notar em teu olhar a lei
De ser felicidade
Ser dia.
Bonitinho
Sul
No azul de meu polo Sul
Olho as janelas e os pelos
Que acendem o espelho
E vejo a barba, o fio, o alto
Do tempo me procurando esconder
A fala do derreter
Talvez arrumando pra ver
Pra se mostrar pra quem vê
E gosta de olhar
Gosta mesmo de querer.
Será a linha da minha vida
Este riso?
Moça, me dá logo este teu beijo
E olha o jeito que eu me faço
Pra sorrir o teu espelho
E gostar de te olhar
Saborear te ver
E daí correr
Pra o sol demonstrar
Saber de vida e de linha
De sorriso
E talvez ver a ilha do teu riso
Ser meu riso
E talvez a linha de viver
Bonitinho.
Me dá a linha
Me dá a trilha
Do teu riso
Me faz naninha pra eu viver
Bonitinho.
No azul de meu polo Sul
Olho as janelas e os pelos
Que acendem o espelho
E vejo a barba, o fio, o alto
Do tempo me procurando esconder
A fala do derreter
Talvez arrumando pra ver
Pra se mostrar pra quem vê
E gosta de olhar
Gosta mesmo de querer.
Será a linha da minha vida
Este riso?
Moça, me dá logo este teu beijo
E olha o jeito que eu me faço
Pra sorrir o teu espelho
E gostar de te olhar
Saborear te ver
E daí correr
Pra o sol demonstrar
Saber de vida e de linha
De sorriso
E talvez ver a ilha do teu riso
Ser meu riso
E talvez a linha de viver
Bonitinho.
Me dá a linha
Me dá a trilha
Do teu riso
Me faz naninha pra eu viver
Bonitinho.
terça-feira, outubro 03, 2006
Dá-me agora logo um beijo
Saber de fato o calor
Do toque e da vontade
De mergulhar de fervor
Na maresia das tardes
É navegar em perfeitos
Pirineus de mares batidos
E saborear sóis e meio
Entre dedos contraídos
De uma fome de alma
Que rola em dunas esguias
Sem a calma estagnada
Dos que não comem poesia.
Só o deliciar-se inteiro
Entre meus olhos de mar
E uma montanha de desejos
Que contrairiam-se estar
Entre as vozes dos azuis
De minha alma de lua
Que nascendo aos sóis, ao sul
Rabisca flores e ruas.
E assim ia sem porto
Nos teus caudalosos seios
Navegar de sonho e corpo
Dá-me agora logo um beijo.
Do toque e da vontade
De mergulhar de fervor
Na maresia das tardes
É navegar em perfeitos
Pirineus de mares batidos
E saborear sóis e meio
Entre dedos contraídos
De uma fome de alma
Que rola em dunas esguias
Sem a calma estagnada
Dos que não comem poesia.
Só o deliciar-se inteiro
Entre meus olhos de mar
E uma montanha de desejos
Que contrairiam-se estar
Entre as vozes dos azuis
De minha alma de lua
Que nascendo aos sóis, ao sul
Rabisca flores e ruas.
E assim ia sem porto
Nos teus caudalosos seios
Navegar de sonho e corpo
Dá-me agora logo um beijo.
De Cabeça
Ri
Sem nem saber esconder
Sem nem saber mais dizer
Rachei de mim algo em rir.
Ri como quem esconde sombra
Como quem fala bobagem
E samba vaga canção.
Nestas barcas que hoje cruzam
Mares de ventos e represas
Explosões em expansão
Eu procuro uma instância
Sem mais intermediários
Pra dizer na palavra
Corpo e carinho.
Numa intenção ciosa
De gostar intensidade
Abraçar tua cidade
Com a pressa
De quem descobre das rosas
Nas esquinas, nos destinos
Uma alegre revontade
De ver festas
Nas belezas do teu riso
E quem saber ser teu sonho
Abraçando vento
E indo
De cabeça.
Sem nem saber esconder
Sem nem saber mais dizer
Rachei de mim algo em rir.
Ri como quem esconde sombra
Como quem fala bobagem
E samba vaga canção.
Nestas barcas que hoje cruzam
Mares de ventos e represas
Explosões em expansão
Eu procuro uma instância
Sem mais intermediários
Pra dizer na palavra
Corpo e carinho.
Numa intenção ciosa
De gostar intensidade
Abraçar tua cidade
Com a pressa
De quem descobre das rosas
Nas esquinas, nos destinos
Uma alegre revontade
De ver festas
Nas belezas do teu riso
E quem saber ser teu sonho
Abraçando vento
E indo
De cabeça.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Testemunho
Sou
Apenas um rasgo de amor e interpérie
Mais um que o dom de nascer já impele
A parir versos e canções
Em vão
Mas pela dita explosão incontida
Esta mesma razão de ser vida
Que dá aos passos direção.
E assim
Beijo a luz do meu jeito inconseqüente
Faço dos versos meu pilar contente
Escrevo não por compaixão
Mas por som
E por desejar que versos sejam dia
Que rompam cercas, metros de vilania
A nos oprimir, torturar.
E sim
Se nasci poeta não calo meu grito
Chego por poder beijar do infinito
A liberdade
A irrazão
Pra ser
Talvez um ecoar de um grito
Um gozo
De voar pelo ar
De ser a si mesmo povo
Pra finalmente Cantar.
Apenas um rasgo de amor e interpérie
Mais um que o dom de nascer já impele
A parir versos e canções
Em vão
Mas pela dita explosão incontida
Esta mesma razão de ser vida
Que dá aos passos direção.
E assim
Beijo a luz do meu jeito inconseqüente
Faço dos versos meu pilar contente
Escrevo não por compaixão
Mas por som
E por desejar que versos sejam dia
Que rompam cercas, metros de vilania
A nos oprimir, torturar.
E sim
Se nasci poeta não calo meu grito
Chego por poder beijar do infinito
A liberdade
A irrazão
Pra ser
Talvez um ecoar de um grito
Um gozo
De voar pelo ar
De ser a si mesmo povo
Pra finalmente Cantar.
Lírico
Saberá tudo aqui
O eterno do gostar?
O Vento pressente
Pois sabe ver e rir
Sem mesmo nem notar
A alma do lugar que faz-se gente
E assim a permitir no espiralar do intento
O rasgo de sonhar que faz dos reis
Pequenos detalhes de um tempo
Nota-se fervor
Voar sem leis.
Saberá o sorrir
Um gosto de ser mar?
Ausente a mente
Busca-se conduzir
Na invenção do estar
Voando qual brisa que onipresente
Reconduz o sorrir
Pelas linhas da destreza
Que os dedos costuram
Em tua beleza
O Artesão que das palavras
Tolo
Faz-se teu
A ver sorriso ser
Do mar o espaço
Que o sabor tem.
O eterno do gostar?
O Vento pressente
Pois sabe ver e rir
Sem mesmo nem notar
A alma do lugar que faz-se gente
E assim a permitir no espiralar do intento
O rasgo de sonhar que faz dos reis
Pequenos detalhes de um tempo
Nota-se fervor
Voar sem leis.
Saberá o sorrir
Um gosto de ser mar?
Ausente a mente
Busca-se conduzir
Na invenção do estar
Voando qual brisa que onipresente
Reconduz o sorrir
Pelas linhas da destreza
Que os dedos costuram
Em tua beleza
O Artesão que das palavras
Tolo
Faz-se teu
A ver sorriso ser
Do mar o espaço
Que o sabor tem.
Santa Tereza
Olha n'água
Choro ao fundo
No país da memória
Estrelas calmas tocam bumbos
Jardins
Tudo é História.
Assim passa o bonde infindo
Namora o casal
O anjo passeia entre os espaços
Trilhos vertem canções
Artes.
Na liz do vestido florido
No indiano aparato
Na boina do negro lindo
No Beijo em sóis costurado
Abre a nesga de outro mundo
A surgir
Entre floras
E montanhas que resmundam a si
Entre as horas.
Faz rir o menino a
Rindo
Dançar como se palhaço
Nos brilhos dos céus
Que reparo
Neste teu corpo que é sorte.
Faz frio
Mas a lua acalma
A costura do tempo transforma
Nas ruas o calor que espalha
Choros em claros e escuros.
A andar o meio mundo
Faz vir
Outra hora
Perambular de mundos assim
São memória.
É sim hoje o teu sorriso
É montanha de alvos móveis
Das flechas de alguns cupidos
Esta lugar que comove.
É sim teus lábios de fada
É ouro o brilho sem asfalto
Das ruas que minha alma repara
Parecerem com o alto.
Santas fluem entre o mundos que ri
E o que chora.
Choro ao fundo
No país da memória
Estrelas calmas tocam bumbos
Jardins
Tudo é História.
Assim passa o bonde infindo
Namora o casal
O anjo passeia entre os espaços
Trilhos vertem canções
Artes.
Na liz do vestido florido
No indiano aparato
Na boina do negro lindo
No Beijo em sóis costurado
Abre a nesga de outro mundo
A surgir
Entre floras
E montanhas que resmundam a si
Entre as horas.
Faz rir o menino a
Rindo
Dançar como se palhaço
Nos brilhos dos céus
Que reparo
Neste teu corpo que é sorte.
Faz frio
Mas a lua acalma
A costura do tempo transforma
Nas ruas o calor que espalha
Choros em claros e escuros.
A andar o meio mundo
Faz vir
Outra hora
Perambular de mundos assim
São memória.
É sim hoje o teu sorriso
É montanha de alvos móveis
Das flechas de alguns cupidos
Esta lugar que comove.
É sim teus lábios de fada
É ouro o brilho sem asfalto
Das ruas que minha alma repara
Parecerem com o alto.
Santas fluem entre o mundos que ri
E o que chora.
Coisa de verso
Páginada a ilusão
Demonstra curas
Cola na mão
Versos de ruas feitas de chão.
Escrevendo afoxés
Há ver
Pelas brancuras das palmas das mãos
Roupas escuras
Desliza ação.
Branco somente é a pele externa do preto
Corpo roupar
Balanço que acalenta as versões do invento
Do batucar
Na peleja da alma com o som perfeito
Que faz mil mundos
Santos e olhos.
Canta a mente
Canta a canção
Como se sonho.
Aspas feitas
Façamos nús
Luas escuras
Façamos mãos
Tocadas, tuas
Peles de breu
Branco ascenso de balancê
Bandeira pura
Roupa e mão
Única brancura
Batuque
Axé.
Toques de vodun gritante
Balanço elegante
Baile de olhar
Corte faca de dança
Passo de gigante
Puro bailar
Estampado nas costas
Da Costa do Brincante
Futuros muitos
Rum e pi
Toques
Nortes nossos.
Cor de rum
É cor de nação
Coisa de verso.
Demonstra curas
Cola na mão
Versos de ruas feitas de chão.
Escrevendo afoxés
Há ver
Pelas brancuras das palmas das mãos
Roupas escuras
Desliza ação.
Branco somente é a pele externa do preto
Corpo roupar
Balanço que acalenta as versões do invento
Do batucar
Na peleja da alma com o som perfeito
Que faz mil mundos
Santos e olhos.
Canta a mente
Canta a canção
Como se sonho.
Aspas feitas
Façamos nús
Luas escuras
Façamos mãos
Tocadas, tuas
Peles de breu
Branco ascenso de balancê
Bandeira pura
Roupa e mão
Única brancura
Batuque
Axé.
Toques de vodun gritante
Balanço elegante
Baile de olhar
Corte faca de dança
Passo de gigante
Puro bailar
Estampado nas costas
Da Costa do Brincante
Futuros muitos
Rum e pi
Toques
Nortes nossos.
Cor de rum
É cor de nação
Coisa de verso.
Como quem quer desdizer
Onde o olho vê
A natureza, o sonho?
Onda há escrever
As coisas de outro tempo?
Haverá tempo?
Os espelhos mudam
Ou tudo é difuso?
Ver-nos é saber ou é perder-nos
Em ventos?
Inventar é ver o futuro?
Todo futuro é mesmo ilusão?
Há nas coisas fartas
Quase um vago lírio
Noites dessas vemos homens anfíbios
Navegando nos meninos
Que comem lua e sal.
Hoje é dia de ser
Ou é morrer o negócio?
Primavera é ver outonos mortos,
Invernos com cor?
Saberemos ver os cristais mais plenos?
Saberemos ter filhos nunca pequenos?
Saberemos riscos, sendo todos humanos ou não?
Há milagres n'alma
De cada vão menino
Quando o sol rompe o perguntar
Com luz abismal.
Diga a tempo se o vento é sonho
Fale ao menos se há mesmo tempo
Corre afora notícias de inverno
A desdizer o meu rir e meu crer.
Parla a tempo se o mar é sonho
Diga ao vento como há intento
Pela vida cada verso que erro
Faço por mim
Meio assim
Como quem quer desdizer.
A natureza, o sonho?
Onda há escrever
As coisas de outro tempo?
Haverá tempo?
Os espelhos mudam
Ou tudo é difuso?
Ver-nos é saber ou é perder-nos
Em ventos?
Inventar é ver o futuro?
Todo futuro é mesmo ilusão?
Há nas coisas fartas
Quase um vago lírio
Noites dessas vemos homens anfíbios
Navegando nos meninos
Que comem lua e sal.
Hoje é dia de ser
Ou é morrer o negócio?
Primavera é ver outonos mortos,
Invernos com cor?
Saberemos ver os cristais mais plenos?
Saberemos ter filhos nunca pequenos?
Saberemos riscos, sendo todos humanos ou não?
Há milagres n'alma
De cada vão menino
Quando o sol rompe o perguntar
Com luz abismal.
Diga a tempo se o vento é sonho
Fale ao menos se há mesmo tempo
Corre afora notícias de inverno
A desdizer o meu rir e meu crer.
Parla a tempo se o mar é sonho
Diga ao vento como há intento
Pela vida cada verso que erro
Faço por mim
Meio assim
Como quem quer desdizer.
Na alma da gente
Buarques, Festas
Choros Bandidos
Ruas desertas
Desejos incontidos
Furor que encerra
Olhares benquistos
Frases dispersas
Plenos sentidos.
Estranhos motes que parecem
Ilusão de cor e nascer
Vozes que deparam-se com a enormidade
Do todo instinto de ser
São coisas que calam versos
E profundos milhões de dias
Como se tudo dependesse da solidão
De um minuto
De uma decisão
Nas coisas soberanas de um verso tardio
Uma ação.
Eu solto ao mar
As frases que faço
Contente
Por reburilar
Naturezas feitas da gente
Voando nas horas
Voando na gente.
E quero mais mar
Pois mar é meu nome inclemente
A escrever lá
Onde a lua é crescente
Uma feiticeira que mora
Na alma da gente.
Choros Bandidos
Ruas desertas
Desejos incontidos
Furor que encerra
Olhares benquistos
Frases dispersas
Plenos sentidos.
Estranhos motes que parecem
Ilusão de cor e nascer
Vozes que deparam-se com a enormidade
Do todo instinto de ser
São coisas que calam versos
E profundos milhões de dias
Como se tudo dependesse da solidão
De um minuto
De uma decisão
Nas coisas soberanas de um verso tardio
Uma ação.
Eu solto ao mar
As frases que faço
Contente
Por reburilar
Naturezas feitas da gente
Voando nas horas
Voando na gente.
E quero mais mar
Pois mar é meu nome inclemente
A escrever lá
Onde a lua é crescente
Uma feiticeira que mora
Na alma da gente.
Uma canção
Não bastam luar, folias, beijos
Estrelas escrevem peitos
No cerne do viver
Enquanto meu sonho imperfeito
Custa sóis a nascer.
A tamborilar de verso os dedos
Repartem talentos sobre o verbo amor
Aquece já o ar
Talvez o jeito
Dos corpos em pleno fervor.
A da vida
Uma dança ensaiar
Um querer bem demonstrar
Afinal dois mundos
Traçam linhas
A conhecerem-se e ver
Nas besteiras do coração
Uma rua, um mundo
Um som.
E neste dançar de alvos cheios
Começa o rumbar de um velho tambor
Que talvez seja só o peito
A desejar sabor.
Não basta gritar a ventos feitos
De cores que voam em torno do nascer
Mas basta querer qual feiticeiro
Magicar o viver.
Entre linhas
Quero seduzir teu mar
Tua terra, teu olhar
Quem sabe teus mundos
São a trilha
De um renovar do ser
Note toda a amplidão
De um toque, de uma canção.
Estrelas escrevem peitos
No cerne do viver
Enquanto meu sonho imperfeito
Custa sóis a nascer.
A tamborilar de verso os dedos
Repartem talentos sobre o verbo amor
Aquece já o ar
Talvez o jeito
Dos corpos em pleno fervor.
A da vida
Uma dança ensaiar
Um querer bem demonstrar
Afinal dois mundos
Traçam linhas
A conhecerem-se e ver
Nas besteiras do coração
Uma rua, um mundo
Um som.
E neste dançar de alvos cheios
Começa o rumbar de um velho tambor
Que talvez seja só o peito
A desejar sabor.
Não basta gritar a ventos feitos
De cores que voam em torno do nascer
Mas basta querer qual feiticeiro
Magicar o viver.
Entre linhas
Quero seduzir teu mar
Tua terra, teu olhar
Quem sabe teus mundos
São a trilha
De um renovar do ser
Note toda a amplidão
De um toque, de uma canção.
Tanto
Se canto a cama
Te chama meu plano
Se planejo a chama
O canto
Repara a semana que vem
Esperando
Enquanto a cama
Eu planto.
Vagando em astronaves de portas bandeiras
Pelejando saber
Escrevendo artes
Fazendo belezas
Querendo ver você
Já, ontem, agora
Haverá demora aponto de fazer
A lua me esquecer
E acordar aurora.
Enquanto as noites me chamam
Pra vir navegando
Eu planejo camas
Tanto
E busco semana que não vi andando
Sabendo da cama
O plano.
Saberei semana ou saberei canto?
Encaro da chama
Espanto
Os penhascos de tardes
Soltas nas maneiras
Da gente se perder
Nos blocos que invadem a lua mais cheia
De tudo o que é ver
Nesta boa hora
De aprender da flor
A noite que o corpo canta
A cama, o encanto
Do seio que emana
Tanto.
Te chama meu plano
Se planejo a chama
O canto
Repara a semana que vem
Esperando
Enquanto a cama
Eu planto.
Vagando em astronaves de portas bandeiras
Pelejando saber
Escrevendo artes
Fazendo belezas
Querendo ver você
Já, ontem, agora
Haverá demora aponto de fazer
A lua me esquecer
E acordar aurora.
Enquanto as noites me chamam
Pra vir navegando
Eu planejo camas
Tanto
E busco semana que não vi andando
Sabendo da cama
O plano.
Saberei semana ou saberei canto?
Encaro da chama
Espanto
Os penhascos de tardes
Soltas nas maneiras
Da gente se perder
Nos blocos que invadem a lua mais cheia
De tudo o que é ver
Nesta boa hora
De aprender da flor
A noite que o corpo canta
A cama, o encanto
Do seio que emana
Tanto.
Choro novo
Se a luz da lua deixa
Meus olhos se fazem fé
E partem dos sonhos
Sem rancores tontos
Se lançam ao mar
Ao mel.
Pode ser que o desejo
Se espalhe procurando sins
Nos planos e cantos
Ou talvez só o espanto
Do destino é que queira assim.
De um poeta voador
Sonhador de vespeiros
Partem sins, versos de cor
Escrita entre anjos
E sinais.
As luas me deixam olhar e ver
Astronaves de outro mar
A beijar-te entre os céus de nascer
E um choro novo dançar.
Meus olhos se fazem fé
E partem dos sonhos
Sem rancores tontos
Se lançam ao mar
Ao mel.
Pode ser que o desejo
Se espalhe procurando sins
Nos planos e cantos
Ou talvez só o espanto
Do destino é que queira assim.
De um poeta voador
Sonhador de vespeiros
Partem sins, versos de cor
Escrita entre anjos
E sinais.
As luas me deixam olhar e ver
Astronaves de outro mar
A beijar-te entre os céus de nascer
E um choro novo dançar.
sábado, setembro 30, 2006
Egotrip
Cortes d'arma, revólveres
No esteio da encíclica
Da razão
Que corrói a espada da imersão
Do sentido de busca sem valor
Do Guerreiro Ogum
Oh! Vãos fiéis
Revolvereis a palavra sem amor
Que não cabe no ímpeto do soul
Que amei no dia em que caí.
Lambe-botas, confusos hiperritmos
Da confusão de versículos que sou
Esperado no instante da flor
Que almejo no dia em que meu sim
Espalhar retrancadas formas-gol
De sabres sem letras
Só o fim
De um extremo e imenso vil sabor
Que não explico mais
Eu sou assim.
Basta-me a cor
E já sei
Recriar flor
Sei-me flor.
Rasga roupas
Não me pergunte íntimo
Ressaber de palavras alto ardor
Não sou bom em recifrar louvor
Meu lirismo é mínimo, é M.I.M
E de mim é estrelador de sal
Algoz de tormentador de sins
Nesta liz que de flor não é o mal
E nem mesmo saibo o que é ela enfim.
Confusão de cansados estrelismos
Avant garde de nada
De autor
Que sabe ,saberei, saber sabor
Rimar ricamente algo que assim
Faça auto de paz
Oh! Vão fiéis!!
Ouçam o grito do homem-gol!!
Veja Exu me fazer bem mais que sou
Saiba Logun e escrevas já quem és!!!
Arde no ardor do ver
Sabor de cor
Mil de cor.
Decorados versículos mais ínfimos
De uma busca noção de vão
De pés
Parca imersão d'água no meu íntimo
Eu que Sagitário hoje sou
E nem sei se meu ego é a luz
Ou se é parte maltratada, ar, cor
De uma rua que em Guadalupe sou
Ou do Soul que hoje de tarde ouvi.
E eu de seios, e mágoas, de jasmins
Rasgo e crio de novo a invenção
Já não calo de mim a imensidão
Egotrip de invernos sem fim
Falo alto de mim, sou desigual
Nas represa que vaza hoje assim
Verso meu não tem sentido igual
Nada tem mais de mim
Sou hoje sim.
No esteio da encíclica
Da razão
Que corrói a espada da imersão
Do sentido de busca sem valor
Do Guerreiro Ogum
Oh! Vãos fiéis
Revolvereis a palavra sem amor
Que não cabe no ímpeto do soul
Que amei no dia em que caí.
Lambe-botas, confusos hiperritmos
Da confusão de versículos que sou
Esperado no instante da flor
Que almejo no dia em que meu sim
Espalhar retrancadas formas-gol
De sabres sem letras
Só o fim
De um extremo e imenso vil sabor
Que não explico mais
Eu sou assim.
Basta-me a cor
E já sei
Recriar flor
Sei-me flor.
Rasga roupas
Não me pergunte íntimo
Ressaber de palavras alto ardor
Não sou bom em recifrar louvor
Meu lirismo é mínimo, é M.I.M
E de mim é estrelador de sal
Algoz de tormentador de sins
Nesta liz que de flor não é o mal
E nem mesmo saibo o que é ela enfim.
Confusão de cansados estrelismos
Avant garde de nada
De autor
Que sabe ,saberei, saber sabor
Rimar ricamente algo que assim
Faça auto de paz
Oh! Vão fiéis!!
Ouçam o grito do homem-gol!!
Veja Exu me fazer bem mais que sou
Saiba Logun e escrevas já quem és!!!
Arde no ardor do ver
Sabor de cor
Mil de cor.
Decorados versículos mais ínfimos
De uma busca noção de vão
De pés
Parca imersão d'água no meu íntimo
Eu que Sagitário hoje sou
E nem sei se meu ego é a luz
Ou se é parte maltratada, ar, cor
De uma rua que em Guadalupe sou
Ou do Soul que hoje de tarde ouvi.
E eu de seios, e mágoas, de jasmins
Rasgo e crio de novo a invenção
Já não calo de mim a imensidão
Egotrip de invernos sem fim
Falo alto de mim, sou desigual
Nas represa que vaza hoje assim
Verso meu não tem sentido igual
Nada tem mais de mim
Sou hoje sim.
Suburbana Alegoria
Sob neblinas o jornal
Argumenta sem sinal de horizontes
Lagos, dunas, sonho, sal
Espelhos d'água separam gentes
Do senhor.
Ventos ardem sob intentos
Escombros molham a paz da flor
Em cor
Meninos compõem acentos
Sob rimas despedaçadas
De magro desamor.
Subúrbios colorem algo marginal
Ruas de sombra fazem o tropical novo horizonte
Calcular espelhos sobre o mal
E escrever segundos inexatos.
O ônibus não parou.
Nas agendas outro tempo
Horas se perdem entre o mel sem flor
Magros homens são inventos
E meus olhos já vão cansados
De todo calor.
A alegoria desta rua-mar
É a saída solta de outro instante
Não mais há dúvida sobre partir ou ficar
A cor da lua me faz jornada
De homem, anjo ou cor.
Pedale enquanto é tempo
A luz da lua faz do sol
O Pôr, das almas em movimento
O mar aqui não cabe
A polícia chegou.
E porque todo o movimento?
Porque o sangue é todo momento?
Porque o mar não acorda em números
Na calçada hoje me flor?
Me armo em prol de todo desarmar
Espelho o mal com o suburbano horizonte
Nas alegorias de outro estar
Jaz em meu luar o sonho, a paz
Que não me acordou.
Suburbana Alegoria, intento
Estrelas fora dos lamentos
Ruas de sangue, movimento
Escadas soltas entre meus jardins
Na cor
Das estrelas que nasceram em mim.
Argumenta sem sinal de horizontes
Lagos, dunas, sonho, sal
Espelhos d'água separam gentes
Do senhor.
Ventos ardem sob intentos
Escombros molham a paz da flor
Em cor
Meninos compõem acentos
Sob rimas despedaçadas
De magro desamor.
Subúrbios colorem algo marginal
Ruas de sombra fazem o tropical novo horizonte
Calcular espelhos sobre o mal
E escrever segundos inexatos.
O ônibus não parou.
Nas agendas outro tempo
Horas se perdem entre o mel sem flor
Magros homens são inventos
E meus olhos já vão cansados
De todo calor.
A alegoria desta rua-mar
É a saída solta de outro instante
Não mais há dúvida sobre partir ou ficar
A cor da lua me faz jornada
De homem, anjo ou cor.
Pedale enquanto é tempo
A luz da lua faz do sol
O Pôr, das almas em movimento
O mar aqui não cabe
A polícia chegou.
E porque todo o movimento?
Porque o sangue é todo momento?
Porque o mar não acorda em números
Na calçada hoje me flor?
Me armo em prol de todo desarmar
Espelho o mal com o suburbano horizonte
Nas alegorias de outro estar
Jaz em meu luar o sonho, a paz
Que não me acordou.
Suburbana Alegoria, intento
Estrelas fora dos lamentos
Ruas de sangue, movimento
Escadas soltas entre meus jardins
Na cor
Das estrelas que nasceram em mim.
sexta-feira, setembro 29, 2006
Regina?
Pude perceber
Inquieto, confuso
O real por na canção os pés
E talvez colorir de audácias
Um nada perceber.
Como as flores
São parcas para dizer
O que sou eu afim
De ver-te em meus sonhos
Ali onde eu achei.
Saber-te é ver algo além de mim
Saberei saber tuas belezas?
Astros pairam sem nem notar.
Nada sei do veio interno, difuso
De teu próprio olhar
Rebusco meus dedos
Meu corpo
Mudo
Mudo meu próprio mar
Para perceber
Se há algo além de mim
Pra nem te dizer
Olhar apenas
Note as garças ao mar.
Inquieto, confuso
O real por na canção os pés
E talvez colorir de audácias
Um nada perceber.
Como as flores
São parcas para dizer
O que sou eu afim
De ver-te em meus sonhos
Ali onde eu achei.
Saber-te é ver algo além de mim
Saberei saber tuas belezas?
Astros pairam sem nem notar.
Nada sei do veio interno, difuso
De teu próprio olhar
Rebusco meus dedos
Meu corpo
Mudo
Mudo meu próprio mar
Para perceber
Se há algo além de mim
Pra nem te dizer
Olhar apenas
Note as garças ao mar.
Ser espaço
Se a arte for distúrbio da palavra
Ou dança for a perda da clareza
Me dê um anoção de morte nágua
Me atire lá na Barra, na correnteza
Para que eu seja náufrago
Um espantalho morto pelas incertezas
Que cada verso já recolhe nas presas
Dos cadáveres que mordem orelhas.
Eu, mudo, mundo digital
Mudo mundo animal
Fonte de cor
Alarde de tom e sal
Migração do som, do mal
De todo amor.
Se as mágicas de perder-se em sono
Fosse do sono toda correnteza
Milagre-me no desespero tonto
E torne-me um Carcará brabeza
Só me balance nas festas
Onde a matriz me empresta o tom herdado
Do corpo preto das macumbas da vida
Do corpo livre de ser espaço.
Se eu, mundo, mudo normal
Mudo, mundo, todo astral
Fonte de dor
Me espalhem entre um jogral
De meninos, cães e o sal
Que corrompe a flor.
Ou dança for a perda da clareza
Me dê um anoção de morte nágua
Me atire lá na Barra, na correnteza
Para que eu seja náufrago
Um espantalho morto pelas incertezas
Que cada verso já recolhe nas presas
Dos cadáveres que mordem orelhas.
Eu, mudo, mundo digital
Mudo mundo animal
Fonte de cor
Alarde de tom e sal
Migração do som, do mal
De todo amor.
Se as mágicas de perder-se em sono
Fosse do sono toda correnteza
Milagre-me no desespero tonto
E torne-me um Carcará brabeza
Só me balance nas festas
Onde a matriz me empresta o tom herdado
Do corpo preto das macumbas da vida
Do corpo livre de ser espaço.
Se eu, mundo, mudo normal
Mudo, mundo, todo astral
Fonte de dor
Me espalhem entre um jogral
De meninos, cães e o sal
Que corrompe a flor.
Jogados com homem ao chão
Salgue nosso sol à luz
E reveja milhões de estrelas
Astronaves canibais
Dançam nos versos sem destreza
Sem nem perguntar depois
Se as paisagens são imensas
Nos atos descalços
De nosso corpo ao chão.
Note bem meu bem querer
Pois eu nunca acho que estou certo
E se eu perguntar procê
Posso precisar de um belo ato
Calado
Nos passos
Mas não é de mim perguntar.
Não abandone o seio do seu céu calado
E nem me dê respeito mal emprestado
Não pergunte as horas
Nem veja o saldo
Pois posso morrer de mal inventado
Assim a aprender tudo sobre não mim.
Perceba que o sol dá luz
Sem nem notar as filipetas
Que um menino distribui
A passantes mortos por gravatas
E passos mal dados
Filhos da mesma opressão.
Sei que não sei ser do céu
E nem do inferno que me queira
Vejo ônibus e o obuz
Dos soldados sem certeza
E enfado
Tão fartos
Como a mim pelo mar.
Se o meu medo e meio e meu céu rasgado
Podem perceber um sonho errado
Como desdizer meu passo dado
E este meu querer sem ver contrato
Se todo meu ser é este sim?
Me perdoem se do mar
Eu não recrio mais belezas
Avenidas mil brasis
Calam-me nas noites sem veias ou calços
Nos estrados
Jogados com homem ao chão.
E reveja milhões de estrelas
Astronaves canibais
Dançam nos versos sem destreza
Sem nem perguntar depois
Se as paisagens são imensas
Nos atos descalços
De nosso corpo ao chão.
Note bem meu bem querer
Pois eu nunca acho que estou certo
E se eu perguntar procê
Posso precisar de um belo ato
Calado
Nos passos
Mas não é de mim perguntar.
Não abandone o seio do seu céu calado
E nem me dê respeito mal emprestado
Não pergunte as horas
Nem veja o saldo
Pois posso morrer de mal inventado
Assim a aprender tudo sobre não mim.
Perceba que o sol dá luz
Sem nem notar as filipetas
Que um menino distribui
A passantes mortos por gravatas
E passos mal dados
Filhos da mesma opressão.
Sei que não sei ser do céu
E nem do inferno que me queira
Vejo ônibus e o obuz
Dos soldados sem certeza
E enfado
Tão fartos
Como a mim pelo mar.
Se o meu medo e meio e meu céu rasgado
Podem perceber um sonho errado
Como desdizer meu passo dado
E este meu querer sem ver contrato
Se todo meu ser é este sim?
Me perdoem se do mar
Eu não recrio mais belezas
Avenidas mil brasis
Calam-me nas noites sem veias ou calços
Nos estrados
Jogados com homem ao chão.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Insano
Ardem espamos
Entre a graça do ser
Bate o passo do espanto
No coração remando
Sobre um mar
Que anuncia das manhãs
Um instante onde a fé faz calmos
Todos os dias de café
E a pausa para um cigarro.
Arde a tarde
Em meu próprio saber
Arde o fácil
E o estranho.
Existem semanas
E existe o ver
Paro nos telhados
Sobrevoando você.
Há verdade ?
Mesmo há o sofrer?
Há saudade ou prantos?
Tardes cantam almas que voam no sal
De um corpo livre
Que se faz imortal
Nas mil vozes
De um meu não dizer
Que se arde
Insano.
Entre a graça do ser
Bate o passo do espanto
No coração remando
Sobre um mar
Que anuncia das manhãs
Um instante onde a fé faz calmos
Todos os dias de café
E a pausa para um cigarro.
Arde a tarde
Em meu próprio saber
Arde o fácil
E o estranho.
Existem semanas
E existe o ver
Paro nos telhados
Sobrevoando você.
Há verdade ?
Mesmo há o sofrer?
Há saudade ou prantos?
Tardes cantam almas que voam no sal
De um corpo livre
Que se faz imortal
Nas mil vozes
De um meu não dizer
Que se arde
Insano.
Poesias que caem de mil pés
Tudo em sonho venta
Arma a canção tão minha
Notas enormes que fazem heróis
Revelam do poeta o algoz
Que torna-se brilho, assim
A sós.
Tudo em mundo venta
E mesmo o medo brilha
Cria a infância do jeito de ver
Alto luar de azuis
E reflexo novo de saber.
Vagam meus olhos para entender
Este velho viver
Eu que me sonho sem mais mil manhãs
Eternamente sol.
Nasço mais hoje atrás
De meus sonhos fartos
Caminhos sem voz
Banais, em nós
Meus
Feitos das teias do presente
Que me fazem velho
Infante vivo no meu parco ver
Que se permite notar
Poesias que caem de mil pés.
Arma a canção tão minha
Notas enormes que fazem heróis
Revelam do poeta o algoz
Que torna-se brilho, assim
A sós.
Tudo em mundo venta
E mesmo o medo brilha
Cria a infância do jeito de ver
Alto luar de azuis
E reflexo novo de saber.
Vagam meus olhos para entender
Este velho viver
Eu que me sonho sem mais mil manhãs
Eternamente sol.
Nasço mais hoje atrás
De meus sonhos fartos
Caminhos sem voz
Banais, em nós
Meus
Feitos das teias do presente
Que me fazem velho
Infante vivo no meu parco ver
Que se permite notar
Poesias que caem de mil pés.
Alta nova novidade
Vim
Daquelas montanhas, vim sim
Pra tentar reentender
Este sargaço de ver.
Vim
Redescobrir meu cansaço
Relumiar os meus passos
E talvez ser canção.
Vim
Como rebolado ser
Quase em frangalhos pra ter
Tudo o que quero querer
Vim
Sabendo sol de lambança
Vendo-me mezzo criança
Recordando paixão.
Vim e acabei vendo você
Será você o você
De tudo o que me é são?
Vim
E acabei na procura
A concertando cabeça
Talvez fazendo ilusão.
E eu costurando luas, lonas
Talvez beijando lonas, malhos
Parecendo reotário
A te ver nas praias do meus instintos.
E o que é esta minha rosa
Que talvez seja felicidade?
Talvez seja só idade
Alta terra
Que desfaz-se em meu delírio
E se faz alteridade
Alta nova novidade
Que se encerra.
Daquelas montanhas, vim sim
Pra tentar reentender
Este sargaço de ver.
Vim
Redescobrir meu cansaço
Relumiar os meus passos
E talvez ser canção.
Vim
Como rebolado ser
Quase em frangalhos pra ter
Tudo o que quero querer
Vim
Sabendo sol de lambança
Vendo-me mezzo criança
Recordando paixão.
Vim e acabei vendo você
Será você o você
De tudo o que me é são?
Vim
E acabei na procura
A concertando cabeça
Talvez fazendo ilusão.
E eu costurando luas, lonas
Talvez beijando lonas, malhos
Parecendo reotário
A te ver nas praias do meus instintos.
E o que é esta minha rosa
Que talvez seja felicidade?
Talvez seja só idade
Alta terra
Que desfaz-se em meu delírio
E se faz alteridade
Alta nova novidade
Que se encerra.
Boa à beça
É sim
Posso não saber dar
Nem saber me portar
Pelas quebradas do mar
Enfim
Posso nem mesmo saber
E nem ter o que dizer
Assim
Como quem dá uma de lontra
Solta-se em vera cidade
Barganha luas a mais
Dou
Todo um querer te saber
Dou um saber nem querer
Um aprender a viver
E sim
Posso ser servo de ponta
Posso ser generalidades
E guerreiro marcial.
Porque eu gosto do cílio
Dos olhos, da malandragem
Da sinuosa imagem
Que empresta
À minha poesia silenciosa
Meu louvar banaliades
Meu olhar de molecagens tão perversas
Uma certeza sem ares
Uma vontade de mares
Boa à beça.
Posso não saber dar
Nem saber me portar
Pelas quebradas do mar
Enfim
Posso nem mesmo saber
E nem ter o que dizer
Assim
Como quem dá uma de lontra
Solta-se em vera cidade
Barganha luas a mais
Dou
Todo um querer te saber
Dou um saber nem querer
Um aprender a viver
E sim
Posso ser servo de ponta
Posso ser generalidades
E guerreiro marcial.
Porque eu gosto do cílio
Dos olhos, da malandragem
Da sinuosa imagem
Que empresta
À minha poesia silenciosa
Meu louvar banaliades
Meu olhar de molecagens tão perversas
Uma certeza sem ares
Uma vontade de mares
Boa à beça.
Bela e Vera
Entre as aspas que hoje escrevo
E a síndrome de ansiosa teia
Retém brilhos toda insensatez
Das estrelas vazias
Que não te enxergam vermelha
Nas penumbras azuladas
E de mim em ti fazem Nú
Vens
Bela
Que encerra minha dissonante
Confusão de tolo infante
Preso à paz das mil manias.
Verbo que dar-te
Morena
Minha certeza calada
Não existe no fonema
Que hoje crio pra ti
Entre as linhas do distante e doloroso poema
Que traduz saudades vistas.
És bela
És vera.
E onde o ontem
Formou-se como instante?
Se há mais
Onde te avisto?
Nos extremos dos meus atos
Vejo-te canção mais terna
Talvez recrie da terna
Inversão do verso à vista
Talvez seja paixão inteira
Talvez seja carência viva
Que meus olhos contradizem
Na terna
Interna
Chama que garante o aquecimento
O instante
Da minha paz
Para tua vista.
Guardo em mim silêncio oco
E um sonho que te cria
Guardo em mim o onipresente
Deliciar-me ante a vista
De teus cabelos presentes
Pretos como noite em crista
Guardo em mim teu sabor
E tua maravilha.
És bela
És vera.
Haverá antes
Quando hoje alguns instantes
Foste mais
Que todo dia?
Deus que me dê outros braços
Outra esperança, coragem
Pra vagar pelos delírios e construí-los com arte
Salvando com rimas aladas
Os passos que hoje erram
E tranformá-los em carne
Que em festa
Se entrega
E um beijo instante
Vê-se o outro
Se pensa e garante
Novo mar
De navegadoria.
Não tenho espadas, não sou bardo
Dou-te a mim, meu amor
Com apenas duas pernas, um verso e um sonho ator
Busco teus toques de estrela
Teu sorriso de quem tem
E sacaneia o vento.
És bela
És vera
E sou errante
Busco aqui neste instante
Num apaixonar
Que o coração rima.
E a síndrome de ansiosa teia
Retém brilhos toda insensatez
Das estrelas vazias
Que não te enxergam vermelha
Nas penumbras azuladas
E de mim em ti fazem Nú
Vens
Bela
Que encerra minha dissonante
Confusão de tolo infante
Preso à paz das mil manias.
Verbo que dar-te
Morena
Minha certeza calada
Não existe no fonema
Que hoje crio pra ti
Entre as linhas do distante e doloroso poema
Que traduz saudades vistas.
És bela
És vera.
E onde o ontem
Formou-se como instante?
Se há mais
Onde te avisto?
Nos extremos dos meus atos
Vejo-te canção mais terna
Talvez recrie da terna
Inversão do verso à vista
Talvez seja paixão inteira
Talvez seja carência viva
Que meus olhos contradizem
Na terna
Interna
Chama que garante o aquecimento
O instante
Da minha paz
Para tua vista.
Guardo em mim silêncio oco
E um sonho que te cria
Guardo em mim o onipresente
Deliciar-me ante a vista
De teus cabelos presentes
Pretos como noite em crista
Guardo em mim teu sabor
E tua maravilha.
És bela
És vera.
Haverá antes
Quando hoje alguns instantes
Foste mais
Que todo dia?
Deus que me dê outros braços
Outra esperança, coragem
Pra vagar pelos delírios e construí-los com arte
Salvando com rimas aladas
Os passos que hoje erram
E tranformá-los em carne
Que em festa
Se entrega
E um beijo instante
Vê-se o outro
Se pensa e garante
Novo mar
De navegadoria.
Não tenho espadas, não sou bardo
Dou-te a mim, meu amor
Com apenas duas pernas, um verso e um sonho ator
Busco teus toques de estrela
Teu sorriso de quem tem
E sacaneia o vento.
És bela
És vera
E sou errante
Busco aqui neste instante
Num apaixonar
Que o coração rima.
segunda-feira, setembro 25, 2006
Dias máquina
Se o dia cansado se faz
Ao longo da máquina que transforma ombros
Em extremos de peso
Permita-me em verso dar-te um sonho
Aquilo que resvala no fazer um riso.
Se o mundo faz-se intenso
No correr do dia inteiro
E maquinar-se de ausências
E o inverno tomar do sol
A diária luminosidade
Permita-me apenas
Do meu jeito
Dar-te o melhor
Que os dedos faço em vão
Para que talvez uma esguelha de leveza
Deixe em teus passos.
Se os dias não solarizam
Olhe os extremos que correm na chuva
E perceba ninfas que
Como a ti mesma
Bailam nas belezas de olhos poetas
E deixe-me apenas
Desejar-te a Deus
Como se seus passos fossem o brilho de um ano inteiro
Em planetas tornados fogo.
Que os dados de teus olhos
Este brilho encantado
Que assume-se guerreira
Sejam a forma do intenso
E tua alegria torne o sol
Teu sorriso.
Ao longo da máquina que transforma ombros
Em extremos de peso
Permita-me em verso dar-te um sonho
Aquilo que resvala no fazer um riso.
Se o mundo faz-se intenso
No correr do dia inteiro
E maquinar-se de ausências
E o inverno tomar do sol
A diária luminosidade
Permita-me apenas
Do meu jeito
Dar-te o melhor
Que os dedos faço em vão
Para que talvez uma esguelha de leveza
Deixe em teus passos.
Se os dias não solarizam
Olhe os extremos que correm na chuva
E perceba ninfas que
Como a ti mesma
Bailam nas belezas de olhos poetas
E deixe-me apenas
Desejar-te a Deus
Como se seus passos fossem o brilho de um ano inteiro
Em planetas tornados fogo.
Que os dados de teus olhos
Este brilho encantado
Que assume-se guerreira
Sejam a forma do intenso
E tua alegria torne o sol
Teu sorriso.
Ser de Asas
Sem saber e sem palavras
Luais, sinais de sol e meio
Em meio aos reis
Faço resgates de vozes árduas
Pelos destinos.
E vou regato
No mau pedaço
Vou largos rumos
Nos multifundos
E ardo rubro entre meu corte
De peito
E os mundos.
E hoje o que é minha magia?
O que sou eu entre dedos, asas?
Talvez eu seja mais que menino
E mais menino por ser de asas.
Luais, sinais de sol e meio
Em meio aos reis
Faço resgates de vozes árduas
Pelos destinos.
E vou regato
No mau pedaço
Vou largos rumos
Nos multifundos
E ardo rubro entre meu corte
De peito
E os mundos.
E hoje o que é minha magia?
O que sou eu entre dedos, asas?
Talvez eu seja mais que menino
E mais menino por ser de asas.
domingo, setembro 24, 2006
Com saudades
Casas de ar
São vozes sem sons
Balas que assustam tubarões
Nas janelas do não mais ver
Peças ao mar
A repintar ser
Atores de saber bem ver
Esperanças e aflições.
Busquemos arte de dissolver
Muros que escondem viver
Pelas ruas sem corações.
Rasga-me a fé
Meu amor de voar
Pelos penhascos sem mar
Da inversão das artes
Eu que sou cor sem mais céu
Filho de marte que vê
Sóis, cidades.
Penas de olhar
Asas, rosas, véus
Caem sobre meu não viver
Eu que calo-me ante a cruz
E faço luar do meu vago ver
Rimo estrelas com teu você
Já não sei-me saber sem mel.
E todo o mel
Toda flor do meu mar
É talvez te esperar
Rebuscando saudades
E redescobrir ouro ar
Abrio as asas dos tão meus
Passos d'arte.
Baila-me lá
Cruzes de bom céu
Ruas largam-me, largas ao léo
Pelos cantos das multidões
Eu tão incréu
Não vejo-me ao mar
Drago espadas de esperar
Com o intuito de ser canção.
E trago féu
Por tua flor, teu olhar
Sonho-te com o espantar
Das vegonhas sem marte
Que calo com ardor meu
Misturando ser e crer
Com saudades.
São vozes sem sons
Balas que assustam tubarões
Nas janelas do não mais ver
Peças ao mar
A repintar ser
Atores de saber bem ver
Esperanças e aflições.
Busquemos arte de dissolver
Muros que escondem viver
Pelas ruas sem corações.
Rasga-me a fé
Meu amor de voar
Pelos penhascos sem mar
Da inversão das artes
Eu que sou cor sem mais céu
Filho de marte que vê
Sóis, cidades.
Penas de olhar
Asas, rosas, véus
Caem sobre meu não viver
Eu que calo-me ante a cruz
E faço luar do meu vago ver
Rimo estrelas com teu você
Já não sei-me saber sem mel.
E todo o mel
Toda flor do meu mar
É talvez te esperar
Rebuscando saudades
E redescobrir ouro ar
Abrio as asas dos tão meus
Passos d'arte.
Baila-me lá
Cruzes de bom céu
Ruas largam-me, largas ao léo
Pelos cantos das multidões
Eu tão incréu
Não vejo-me ao mar
Drago espadas de esperar
Com o intuito de ser canção.
E trago féu
Por tua flor, teu olhar
Sonho-te com o espantar
Das vegonhas sem marte
Que calo com ardor meu
Misturando ser e crer
Com saudades.
Não é tarde
Baila do mel o sussuro à luz
Eu não sei o porque seduz
Tua linha da boca ao mar.
Nem mais de mim notei o bailar
Do desejo a desequilibrar
A saudade do que não fui.
Saiba do céu
Um sabor de voar
Nascido do resgatar
A verdade das artes
Tu que me és a nadar
Pelos ventos do mais ver
Mil cidades.
Rodas no olhar
Que quis esconder
Já não sei se és bem querer
Ou o inverso que já quis.
Explode ao mar o satisfazer
De um sentido de querer
Ser do céu uma estrela azul.
E o que é o ceú
O amor e o estar
A teu lado a reparar, ruas dúbias e mares
Se hoje ainda há o véu
A fazer-me nem bem viver
De saudades?
Não sei se amor é este querer
Se é mesmo o renascer
De um pulsar de corações
Mas sei do olhar que quero rever
Do sabor de beijar-te a ver
Entre sonhos teu corpo nú.
Tenhas-me no ardor
De notar
O resgate do saborear
Versos feitos das partes
De um delírio de céu
Do carinho feito em mel
Não é tarde.
Eu não sei o porque seduz
Tua linha da boca ao mar.
Nem mais de mim notei o bailar
Do desejo a desequilibrar
A saudade do que não fui.
Saiba do céu
Um sabor de voar
Nascido do resgatar
A verdade das artes
Tu que me és a nadar
Pelos ventos do mais ver
Mil cidades.
Rodas no olhar
Que quis esconder
Já não sei se és bem querer
Ou o inverso que já quis.
Explode ao mar o satisfazer
De um sentido de querer
Ser do céu uma estrela azul.
E o que é o ceú
O amor e o estar
A teu lado a reparar, ruas dúbias e mares
Se hoje ainda há o véu
A fazer-me nem bem viver
De saudades?
Não sei se amor é este querer
Se é mesmo o renascer
De um pulsar de corações
Mas sei do olhar que quero rever
Do sabor de beijar-te a ver
Entre sonhos teu corpo nú.
Tenhas-me no ardor
De notar
O resgate do saborear
Versos feitos das partes
De um delírio de céu
Do carinho feito em mel
Não é tarde.
Crescente Onda
Vislumbre a nós
Entre o som e o que jaz em nossos ventos
Atos, veios
Que revelam anseios
Desertos, versos, restos
Palavras sem recheio.
E o que somos ao certo?
Há festas
Teu corpo alerta-me o mal
Na porta perde-se o tempo
Desejo ter teu calor, em meu sonho de lençol.
Nos esplendores que contas
Pelos passos que admiro
Rasgo o livro que abraço
Esqueço o orgulho e o linho
A te ver
Tomando-me as notas e as palavras.
Dê-me tua voz
Deixe-me só
Há mais que meus acentos
Que por teu beijo
Esqueço por desejo
Em tua alma, teus belos
Quadris, pernas e seios
Teus lábios tão impressos
Na meta
Da alma aberta ante o sal
Das costas tuas, teus tempos
Esqueço às vezes de me por no pôr do sol.
Rasgue o medo que me encontra
No silêncio que te digo
Não me cegue com teus lábios
Sereia que causa-me o fascínio
De querer-te
Numa crescente onda
Que me arrasta.
Entre o som e o que jaz em nossos ventos
Atos, veios
Que revelam anseios
Desertos, versos, restos
Palavras sem recheio.
E o que somos ao certo?
Há festas
Teu corpo alerta-me o mal
Na porta perde-se o tempo
Desejo ter teu calor, em meu sonho de lençol.
Nos esplendores que contas
Pelos passos que admiro
Rasgo o livro que abraço
Esqueço o orgulho e o linho
A te ver
Tomando-me as notas e as palavras.
Dê-me tua voz
Deixe-me só
Há mais que meus acentos
Que por teu beijo
Esqueço por desejo
Em tua alma, teus belos
Quadris, pernas e seios
Teus lábios tão impressos
Na meta
Da alma aberta ante o sal
Das costas tuas, teus tempos
Esqueço às vezes de me por no pôr do sol.
Rasgue o medo que me encontra
No silêncio que te digo
Não me cegue com teus lábios
Sereia que causa-me o fascínio
De querer-te
Numa crescente onda
Que me arrasta.
quinta-feira, setembro 21, 2006
Janelas
Nota o espelho de espuma
A página em riste
O alto inventário
A regra que ruma
Pro externo fim
Da ausência do frasco de mel
Pra infinita ausência da liz
Pro arrumado campo dos sem céu.
Será que a rua farta é hoje vida?
Olha a instância toda
A decisão, os cristos
Os padres de roupa lavada e feliz
E vê história de quarto e chapéu
De madeira velha
Lama, chafariz
Amor de sombra
Que não lambe papel.
Será que a luz sem alma é hoje vida?
Vê
E acentua esta ausência infeliz
Com o brilho do olhar que me causa o som
Nos ventos os nossos olhos
Vão no triz
De toda dubiedade da invenção
No perigoso desafio de se ser feliz
E voar.
Nota
A casa é tola
A vaga que insiste em tornar-se espaço
De mútua loucura
De paisagens vis
É o retumbar dos jasmins
A tornar-se calma e medo sem véu
Tornar-se fúria distante e infeliz
Tornar-se lua, surpresa, chapéu.
Será a janela feia hoje a vida?
A página em riste
O alto inventário
A regra que ruma
Pro externo fim
Da ausência do frasco de mel
Pra infinita ausência da liz
Pro arrumado campo dos sem céu.
Será que a rua farta é hoje vida?
Olha a instância toda
A decisão, os cristos
Os padres de roupa lavada e feliz
E vê história de quarto e chapéu
De madeira velha
Lama, chafariz
Amor de sombra
Que não lambe papel.
Será que a luz sem alma é hoje vida?
Vê
E acentua esta ausência infeliz
Com o brilho do olhar que me causa o som
Nos ventos os nossos olhos
Vão no triz
De toda dubiedade da invenção
No perigoso desafio de se ser feliz
E voar.
Nota
A casa é tola
A vaga que insiste em tornar-se espaço
De mútua loucura
De paisagens vis
É o retumbar dos jasmins
A tornar-se calma e medo sem véu
Tornar-se fúria distante e infeliz
Tornar-se lua, surpresa, chapéu.
Será a janela feia hoje a vida?
Há um você
Inventei cantar
Mode namorar
Inventei querer
Pra mode viver
Assim mei sem querer
Querendo você
Pra mode fazer
Tudo com você.
Na foz
Na voz
No algoz de mim
Há um você
No atroz
Na Noz
Nos Nós de mim
Há um você.
Mode namorar
Inventei querer
Pra mode viver
Assim mei sem querer
Querendo você
Pra mode fazer
Tudo com você.
Na foz
Na voz
No algoz de mim
Há um você
No atroz
Na Noz
Nos Nós de mim
Há um você.
terça-feira, setembro 19, 2006
Simples assim
Simples assim
Eu te vejo ali e aqui
Seduzindo verdades e sons
Sabendo o vão
De todo chão
Sabendo não.
Já nem creio que o sol não é a ti
A tornar-me verso em cada mão
A perder-me na doida paixão
De aquecer porão
Do Alasca fazer Taiti.
Exagero nos cantos por poder fazer
Versos tortos para te louvar
Sabe mesmo que decidi nascer
Pra te ver rir?
E depois desencarnar fazendo trivias
Pra que anjos bons
Possam ter dias
Em tola euforia
Ouvindo a canção
Que escrevi por paixão
Só para te dar bom dia
Na atrevida magia
De ver-te beleza em som.
Eu te vejo ali e aqui
Seduzindo verdades e sons
Sabendo o vão
De todo chão
Sabendo não.
Já nem creio que o sol não é a ti
A tornar-me verso em cada mão
A perder-me na doida paixão
De aquecer porão
Do Alasca fazer Taiti.
Exagero nos cantos por poder fazer
Versos tortos para te louvar
Sabe mesmo que decidi nascer
Pra te ver rir?
E depois desencarnar fazendo trivias
Pra que anjos bons
Possam ter dias
Em tola euforia
Ouvindo a canção
Que escrevi por paixão
Só para te dar bom dia
Na atrevida magia
De ver-te beleza em som.
Gatilhos se acendem
Toque o corpo com seu sonho
Lamba as feridas
Veja como o som parece apenas a invenção
Do medo em si
Do risco em si.
Toque o risco e o medo
E perceba o teu próprio sangue
Que pode nunca ser frio
Mas abre os olhos e acha
A alma que vira turbante
E explode como quem destrói o medo
Do que viu na TV.
E assim parece que as conversas
Se tornam palavra
E voam qual anjos em espadas
Que perdem a calma
E perambulam pelas vielas e pelos becos vivos
Dos homens.
Traga o risco e o medo
Fale risco e o medo
Torne tudo este teu mesmo sangue
E perceba o sorriso
Do aço que te corta o corpo que foi.
Não se esqueça que o espaço
Não é como antes
É de gente que morre nos estalos
Destes dedos que curtem miséria
E dizem não aos que tentam ver nos cornos de todo meio dia
Uma novo nascer.
E por isso teu medo não é irmão
É um fio que desce da alma que versa
E torce de toda palavra
Um espanto
Um descanso
Desencanto
Que hoje perde a calma em vão
Arma em vão
Alma em vão
Que traduz farpas.
Enquanto se ouvem os dedos nos gatilhos
As luzes que acendem gatilhos
Gatilhos se acendem.
Lamba as feridas
Veja como o som parece apenas a invenção
Do medo em si
Do risco em si.
Toque o risco e o medo
E perceba o teu próprio sangue
Que pode nunca ser frio
Mas abre os olhos e acha
A alma que vira turbante
E explode como quem destrói o medo
Do que viu na TV.
E assim parece que as conversas
Se tornam palavra
E voam qual anjos em espadas
Que perdem a calma
E perambulam pelas vielas e pelos becos vivos
Dos homens.
Traga o risco e o medo
Fale risco e o medo
Torne tudo este teu mesmo sangue
E perceba o sorriso
Do aço que te corta o corpo que foi.
Não se esqueça que o espaço
Não é como antes
É de gente que morre nos estalos
Destes dedos que curtem miséria
E dizem não aos que tentam ver nos cornos de todo meio dia
Uma novo nascer.
E por isso teu medo não é irmão
É um fio que desce da alma que versa
E torce de toda palavra
Um espanto
Um descanso
Desencanto
Que hoje perde a calma em vão
Arma em vão
Alma em vão
Que traduz farpas.
Enquanto se ouvem os dedos nos gatilhos
As luzes que acendem gatilhos
Gatilhos se acendem.
Sambatuque de corda
Samba que dói no ouvido
É tiro de sangue quente
Malaco ganhando no rateoi da miséria do dia
É truque de cobra na hora do bote
É destino inseguro fazendo som de bronze.
Sambatuque de corda
Nas veia do desenvolvo
É trança de almanaque em pedaço de rua
É viela, é pau de pedra torta
É praia maneira sugada de lama e óleo
Nas beiradas dos Rios
Dos recifes que me pernambucam.
É tiro de sangue quente
Malaco ganhando no rateoi da miséria do dia
É truque de cobra na hora do bote
É destino inseguro fazendo som de bronze.
Sambatuque de corda
Nas veia do desenvolvo
É trança de almanaque em pedaço de rua
É viela, é pau de pedra torta
É praia maneira sugada de lama e óleo
Nas beiradas dos Rios
Dos recifes que me pernambucam.
Por meu gosto
Por meu gosto
Estas tardes quase todas
Seriam como músicas sobre o mar
Que te dôo
Num delírio de paz
Que ascende em mim.
Por meu gosto
Te mostraria astúcias
E a minúcia que hoje mais não se faz
Como um vôo
De gaivota que vai
Te achando em mim.
Por meu gosto
Te seria mil semanas
E dos cantos te entregaria mais
Quase um topo
Onde a pira que jaz
Toda acesa é a ti mesma em vôo
Recriando faunas, floras.
Por meu gosto só haveria a ti.
Estas tardes quase todas
Seriam como músicas sobre o mar
Que te dôo
Num delírio de paz
Que ascende em mim.
Por meu gosto
Te mostraria astúcias
E a minúcia que hoje mais não se faz
Como um vôo
De gaivota que vai
Te achando em mim.
Por meu gosto
Te seria mil semanas
E dos cantos te entregaria mais
Quase um topo
Onde a pira que jaz
Toda acesa é a ti mesma em vôo
Recriando faunas, floras.
Por meu gosto só haveria a ti.
Tardes e Vinhais
Já desperto rindo
Entre a nova vontade de ser
E a força que arde
De tocar teu corpo
E me lançar
No natural e crescente
Delírio de perceber
A ausência de meu medo
Ao te ver canção.
Sei que é delírio o meu cantar
Sobre teus olhos, corpo, seios
Como se o mundo fosse perfeito
E fossemos só prazer
Mas meu verso é gostar de você.
E por isso crio
Das palavras soltas um te ver
E ao te ver as tardes
Brilham mais
Se tornam um despertar
De todo um mundo presente
Uma alegria de ver
Do universo um traço cheio
Desenhado à mão.
De todo o teu lindo olhar
De teu sorriso sem espelhos
Que cria vinhais e perfeitos
Sentidos de um prazer
Que espero ver em plena cor.
Entre a nova vontade de ser
E a força que arde
De tocar teu corpo
E me lançar
No natural e crescente
Delírio de perceber
A ausência de meu medo
Ao te ver canção.
Sei que é delírio o meu cantar
Sobre teus olhos, corpo, seios
Como se o mundo fosse perfeito
E fossemos só prazer
Mas meu verso é gostar de você.
E por isso crio
Das palavras soltas um te ver
E ao te ver as tardes
Brilham mais
Se tornam um despertar
De todo um mundo presente
Uma alegria de ver
Do universo um traço cheio
Desenhado à mão.
De todo o teu lindo olhar
De teu sorriso sem espelhos
Que cria vinhais e perfeitos
Sentidos de um prazer
Que espero ver em plena cor.
domingo, setembro 17, 2006
Corpo de Lua
Seus
Dançares de corpos
São dois mundos que empurram
Pro corpo a voz
A cor
A lua
Deste teu corpo que em flor
Me espanta qual visão
De mundo sem roupa.
E o espantar, cansado apronta
E talvez não cria a luz
Dos mistérios
No toque incerto
Mas há lua
Sonhar-te sempre nua
Vive
Toque quente
Na pele inclemente.
Sim
Das chances de ficar-te em sóis
De manhãs à toa
Há o toque ardor do corpo
À solta
E como te chamuscar
Pra calmo e manso ir a sós
Para a lua tanta
Do esgotar-se em corpos, ondas?
Há um poder em teu azul
Vão mistério
Teu gosto de inverno
Tua nua
Beleza que de lua vive
Inclemente
Deixa-me o corpo quente.
Dá-me o verso
do teu corpo imerso
Na loucura
Da expansão mais nua que vive
Nos extremos
Dos corpos em movimento.
Dançares de corpos
São dois mundos que empurram
Pro corpo a voz
A cor
A lua
Deste teu corpo que em flor
Me espanta qual visão
De mundo sem roupa.
E o espantar, cansado apronta
E talvez não cria a luz
Dos mistérios
No toque incerto
Mas há lua
Sonhar-te sempre nua
Vive
Toque quente
Na pele inclemente.
Sim
Das chances de ficar-te em sóis
De manhãs à toa
Há o toque ardor do corpo
À solta
E como te chamuscar
Pra calmo e manso ir a sós
Para a lua tanta
Do esgotar-se em corpos, ondas?
Há um poder em teu azul
Vão mistério
Teu gosto de inverno
Tua nua
Beleza que de lua vive
Inclemente
Deixa-me o corpo quente.
Dá-me o verso
do teu corpo imerso
Na loucura
Da expansão mais nua que vive
Nos extremos
Dos corpos em movimento.
A chuva que caia
Palha molhava a alma
A rua andava
E o surgimento da linha
Fazia a guia
Pernas trançavam calmos
Passos de espaços
E o sorriso mais brilha
Quase euforia.
Rostos mais luminosos
Corpos expostos
Dançavam música fria
Frio fazia
Estradas corriam pedras
Areias eram
E as meninas sorriam
Brigavam, caiam.
Chamas nos olhos cantam
Dançam espantos
Sons mais estranhos surgiam
Rostos cobriam
Fantasias de outros tempos
De outras ondas
De quase noção vazia
De um bom dia
Perambulavam por entre o corpo
E o que o poeta ria
Talvez de dia.
Ia na alma fera, a cor de terra
A encruzilhada
A estreada, a rua, as meninas todas
As luas soltas
E A chuva que caia.
A rua andava
E o surgimento da linha
Fazia a guia
Pernas trançavam calmos
Passos de espaços
E o sorriso mais brilha
Quase euforia.
Rostos mais luminosos
Corpos expostos
Dançavam música fria
Frio fazia
Estradas corriam pedras
Areias eram
E as meninas sorriam
Brigavam, caiam.
Chamas nos olhos cantam
Dançam espantos
Sons mais estranhos surgiam
Rostos cobriam
Fantasias de outros tempos
De outras ondas
De quase noção vazia
De um bom dia
Perambulavam por entre o corpo
E o que o poeta ria
Talvez de dia.
Ia na alma fera, a cor de terra
A encruzilhada
A estreada, a rua, as meninas todas
As luas soltas
E A chuva que caia.
segunda-feira, setembro 11, 2006
Sem explosão
Entre as velas
E o mar que atingi
Vi na vida o atroz sorriso ínfimo
Das caladas das ruas
Fiz meninos
E sangrei como o vento sem canção.
Nunca leve andei pelos meus medos
Com a mão descarnada de meninas
Que sussurram e urram sem saída
Como quem faz de mim pleno vulcão
Sem explosão.
E o mar que atingi
Vi na vida o atroz sorriso ínfimo
Das caladas das ruas
Fiz meninos
E sangrei como o vento sem canção.
Nunca leve andei pelos meus medos
Com a mão descarnada de meninas
Que sussurram e urram sem saída
Como quem faz de mim pleno vulcão
Sem explosão.
Nenhuma escuridão
Nada mais se recolhe aos ventos
Ou ao mar
Vergastam meus olhos as palavras
Ardem imensos corações
Entre árvores
Siluetas loucas
Dançam vaidades.
E eu aqui
Vendo na palma do véu
A extrema intensidade de um não andar
Como assim
Tudo fosse imenso e vão
E a verdade iluminasse
Nenhuma escuridão.
Não se abale
Não vejo ao norte mais cego
A noite agora perambula
Ao léo.
Artes novas perdem dedos
E calam-se, tolas
Nas estradas as mulheres
Fogem loucas.
E eu aqui
Verdejando a plantação
Me calando vão sobre um teu olhar
Feito assim
Um chicote sem paixão
Uma árvores que evoca
O não frutificar.
Ou ao mar
Vergastam meus olhos as palavras
Ardem imensos corações
Entre árvores
Siluetas loucas
Dançam vaidades.
E eu aqui
Vendo na palma do véu
A extrema intensidade de um não andar
Como assim
Tudo fosse imenso e vão
E a verdade iluminasse
Nenhuma escuridão.
Não se abale
Não vejo ao norte mais cego
A noite agora perambula
Ao léo.
Artes novas perdem dedos
E calam-se, tolas
Nas estradas as mulheres
Fogem loucas.
E eu aqui
Verdejando a plantação
Me calando vão sobre um teu olhar
Feito assim
Um chicote sem paixão
Uma árvores que evoca
O não frutificar.
domingo, setembro 10, 2006
Amor nas escuras nascentes do eterno
Amor é das palavras alvo ou relincho de sonho
Nas escuras nascentes do eterno.
Um amor não causa ventos sagazes
Deslinda-se nas ondas dos pequenos sonhos
Palavreia autenticidades.
Um amor é gente, mão, perna
É calada e voraz correnteza
De alentos e doidos sonhos.
Um amor é dor pequena e explosiva
É maratona de corpos deitados
Sangue e mortes sem segredo
Um amor nasce do toque, do cenho
Do desejo
Nasce do medo, da lágrima, do triste.
Um amor surpreende vaidades
Nega segredos
Some
Torna-se tudo
Faz-se ausente
Faz-se saudade
Outro
Teu.
Um amor é pai sangrando a dor do filho
É o toque de irmãos que são braços novos
É a boca beijada na manhã de novos dias
É o último beijo
É o meod do beijo.
É a mãe que arraiga etenridades no sangue do parir
é o eterno reencotnro de si mesmo
Nos outros
No outro.
É a multidão que avança ao lado e morre em penas
E causa danos nos olhos
Que já tristes esperam salvações.
Um amor
É a esperança que explode intensa
Na manhã do dia dos passos
E constrói das pontes almas
Que surpreendem o muro que mata
E faz-se campo fértil
Das calmas caladas que viram o novo.
Um amor não explica-se
Nem mente-se
Nem cria-se
Um amor é
Como se cada nós da gente
Fosse o único de cada
E único fosse o todo
Comos e amor fosse.
Amor não é Deus deitado
Deus dor
Deus medo
Deus riso
Um amor é Deus de tudo e festa
E palavreio de olhos marejados
E voz calada no sentir.
Um amor sou eu, sou tu
Sou nós
O amor é o toque disso
De eterno que há em ser.
O Amor
É o simples olhar das estrelas
Nos olhos de outros
Nos olhos ciganos que passeiam em meus sonhos
O amor é isso
E sua negação
Pois amor é mundo
E mundo nasce nos rios das esperanças feias.
Nas escuras nascentes do eterno.
Um amor não causa ventos sagazes
Deslinda-se nas ondas dos pequenos sonhos
Palavreia autenticidades.
Um amor é gente, mão, perna
É calada e voraz correnteza
De alentos e doidos sonhos.
Um amor é dor pequena e explosiva
É maratona de corpos deitados
Sangue e mortes sem segredo
Um amor nasce do toque, do cenho
Do desejo
Nasce do medo, da lágrima, do triste.
Um amor surpreende vaidades
Nega segredos
Some
Torna-se tudo
Faz-se ausente
Faz-se saudade
Outro
Teu.
Um amor é pai sangrando a dor do filho
É o toque de irmãos que são braços novos
É a boca beijada na manhã de novos dias
É o último beijo
É o meod do beijo.
É a mãe que arraiga etenridades no sangue do parir
é o eterno reencotnro de si mesmo
Nos outros
No outro.
É a multidão que avança ao lado e morre em penas
E causa danos nos olhos
Que já tristes esperam salvações.
Um amor
É a esperança que explode intensa
Na manhã do dia dos passos
E constrói das pontes almas
Que surpreendem o muro que mata
E faz-se campo fértil
Das calmas caladas que viram o novo.
Um amor não explica-se
Nem mente-se
Nem cria-se
Um amor é
Como se cada nós da gente
Fosse o único de cada
E único fosse o todo
Comos e amor fosse.
Amor não é Deus deitado
Deus dor
Deus medo
Deus riso
Um amor é Deus de tudo e festa
E palavreio de olhos marejados
E voz calada no sentir.
Um amor sou eu, sou tu
Sou nós
O amor é o toque disso
De eterno que há em ser.
O Amor
É o simples olhar das estrelas
Nos olhos de outros
Nos olhos ciganos que passeiam em meus sonhos
O amor é isso
E sua negação
Pois amor é mundo
E mundo nasce nos rios das esperanças feias.
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