segunda-feira, abril 13, 2009

Em papel III



Escrevi as rotas do amor enquanto perdi a paz
Nas correntes dos versos meus que constroem pelo chão
Avisos de riscos, abrigos, portas
Navalhas que viram fuzis.

E nas cores tão retintas chamo por meu pai
Que morre em casas sem varandas
Assumo riscos e amo meus destinos que odeiam o sol.

E me perco da vistas destas vãs mulheres
Busco meu resumo, minha alma ferida
Calo-me criança enquanto volto às casas
Dos amigos vivos
Das Avós confeiteiras.

Eu me perco de vista enquanto nas preces
Perco esperanças e acho a fé
Perco o chão na pele de almas perdidas
E vago sem mundos, procurando abrigo.

E meus versos me fazem nascer talvez sem rumo ou apostas
Enquanto eu busco rumos sem luar
E vejo terrenos entre um sol e um trem.

Me calo soturno ao examinar
O risco dos dias, das respostas
Durmo a repensar
Acordo sem fé
Durmo sorrindo enquanto lavo o pé.

Escrevi as notas do amor e preces
Pelo jeito enquanto eu lia amoras
E acordo em cortes de margaridas
Busco meus refúgios em poesias vivas.

2 comentários:

Heyk disse...

lha, que se não fosse o lia amoras , que por sinal é um verso muito bonito, eu nem saberia que você fala dos livros.

bonito, rapaz

Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento disse...

A idéia do papel é subjetiva, siempre.