Capitão fez lua boa
Nasceu ruminando mar
Construiu coisa à toa
Brigou até se matar.
Deu com a corte na teia
Na rua, na trela
Que deu para o mar.
Deu para a corte a vela
Acanhada e cega do ir e mudar
Apagada e cega de nunca ir lá.
E em nós
Fez nascer a rua, a veia
O sangue, o ar.
Em nós
Fez nascer a lua
A bandeira, o altar.
Pela pólvora, pela batalha
Homem nobre morre em voar
Nesta pólvora das luas e marcas
Somos livres para brigar.
Vence quem vence o lutar
Vence quem lutar a voar
Em cor de sonho e cheio
De ir e vir, de mudar.
Vence quem muda o luar
Vence quem rói o sonhar
Em cor de mundo inteiro
Somos tão tu
Quase um mar.
sexta-feira, junho 22, 2007
O direito de recriar Deus e o mundo
Ao mar desce sobre o som
A lumina da invenção
Faz-se rir
O intenso burbulhar da ação.
No andar
Pernas são canções
E mãos são a invenção
O criar
Do mundo benigno.
E no ar, o voar
Do ser, do mundo
Vermelho sol de ir lá
Refazendo de novo o tudo.
E no estar, no gritar
Há ser, há mundos
Gentes a recobrar
O direito de recriar Deus e o mundo.
A lumina da invenção
Faz-se rir
O intenso burbulhar da ação.
No andar
Pernas são canções
E mãos são a invenção
O criar
Do mundo benigno.
E no ar, o voar
Do ser, do mundo
Vermelho sol de ir lá
Refazendo de novo o tudo.
E no estar, no gritar
Há ser, há mundos
Gentes a recobrar
O direito de recriar Deus e o mundo.
As lutas de homens sem cordas
Na palavra dada
Cavalo já chia
Rua seduziu o sol também
Tendo a lua na magia
E deus se fez perigo sob as roupas entravadas dos lordes
Enquanto o movimento de todo ser
Rompe as cordas deste mal.
Tendo do fogo
Os olhos que nascem nas mãos
Entre calos e tormentos que recuperam o ver
E doem como o sonho e o sal
Entre as mágoas e os momentos que não servem
E alimentam o voar.
E entre os sentimentos de todo ser
Nasce o alegrar
O rir, o mar
No cerne obtido pelas rubras
Bandeiras que socorrem
As lutas de homens sem cordas.
Cavalo já chia
Rua seduziu o sol também
Tendo a lua na magia
E deus se fez perigo sob as roupas entravadas dos lordes
Enquanto o movimento de todo ser
Rompe as cordas deste mal.
Tendo do fogo
Os olhos que nascem nas mãos
Entre calos e tormentos que recuperam o ver
E doem como o sonho e o sal
Entre as mágoas e os momentos que não servem
E alimentam o voar.
E entre os sentimentos de todo ser
Nasce o alegrar
O rir, o mar
No cerne obtido pelas rubras
Bandeiras que socorrem
As lutas de homens sem cordas.
Pela vil e democrática luz
Entre o riso de rir e a lua postada
No cangote do fim
Eu me tiro de letra na rua calada
Roubo sóis de jardins.
É que o mundo sozinho não repara em nada
E eu gosto de atuar
Pela esquerda
Entre o Beque e o muro
Driblando o luar.
E se o remo cair entre o Rio e as alas
Das Bahianas de mim
Resoluto em me rumo nadando de braçadas
Pelos botecos de ir
E salgando o lirismo
Ponho a roupa rasgada de herói de quadrinhar
E rebolo um batuque de exu
Só pra relaxar.
E se o mundo sozinho seduzir minha palavra
Eu me escangalho de ir
Rio no andar torto da mulher amada
Secando o sol de luzir
Pela água do rumo da esquerda velada
Que que já quero mudar
Pela vil e democrática luz
Do ser vivo e andar.
No cangote do fim
Eu me tiro de letra na rua calada
Roubo sóis de jardins.
É que o mundo sozinho não repara em nada
E eu gosto de atuar
Pela esquerda
Entre o Beque e o muro
Driblando o luar.
E se o remo cair entre o Rio e as alas
Das Bahianas de mim
Resoluto em me rumo nadando de braçadas
Pelos botecos de ir
E salgando o lirismo
Ponho a roupa rasgada de herói de quadrinhar
E rebolo um batuque de exu
Só pra relaxar.
E se o mundo sozinho seduzir minha palavra
Eu me escangalho de ir
Rio no andar torto da mulher amada
Secando o sol de luzir
Pela água do rumo da esquerda velada
Que que já quero mudar
Pela vil e democrática luz
Do ser vivo e andar.
Autoretrato
Enquanto assim
Sou o mesmo que o resto
De todo dia que fui em mim
Um alto grau de Saci
Um sacerdote sem sins.
Enquanto um fim
Sou parte dos versos
Que obscrevo escuro em mim
Jogando letras prali
Cercando cercas de mim
Sacando dos delírios linhas feitas de um sorrisso atroz
Buscando deuses em nós
Sacando dos destinos das magias
O amor todo perfeito
Pelo amor do humano arco
Desejo intenso de risos
E sins.
Enquanto mim
Envelheço velho
Sendo minha alma inteira em mim
Nâo pago contas sem fim
Nâo perco almas de mim.
Sou o mesmo que o resto
De todo dia que fui em mim
Um alto grau de Saci
Um sacerdote sem sins.
Enquanto um fim
Sou parte dos versos
Que obscrevo escuro em mim
Jogando letras prali
Cercando cercas de mim
Sacando dos delírios linhas feitas de um sorrisso atroz
Buscando deuses em nós
Sacando dos destinos das magias
O amor todo perfeito
Pelo amor do humano arco
Desejo intenso de risos
E sins.
Enquanto mim
Envelheço velho
Sendo minha alma inteira em mim
Nâo pago contas sem fim
Nâo perco almas de mim.
quinta-feira, maio 10, 2007
Real
Lustre de almas penduradas nas ruas
Faca de osso na boca da ilusão
Show de retornos e dores inestimáveis
Suja resmungada irritação
De lama e rua indecorosa em nada, sem cor
Retorcida imagem de vida inumana então
Dejeto de corpo em vida
Já sem razão.
Parca rapinagem entregue à mãe do doido
Palhaça imagem de vil escravidão
Adjetivada ruindade sem decoro
Assalto à banco difere de revisão
Do cálculo imposto pelo meu estado do céu
Que inibe a visão dos sem cor, dos sem mãe no mel.
Casto ato de mãe na zona
De roubo da carga do estado
Faca nos cornos da puta loura
Que mata-se em cigarro
Dá-se asism o dia todo na rua
Na casa do alto funcionário
Na lama do barraco infestado
No ato do real imposto.
Pele de osso sem alma sem inferno ou céi
Cadáver de cor debulhando seu sangue no mel.
Faca de osso na boca da ilusão
Show de retornos e dores inestimáveis
Suja resmungada irritação
De lama e rua indecorosa em nada, sem cor
Retorcida imagem de vida inumana então
Dejeto de corpo em vida
Já sem razão.
Parca rapinagem entregue à mãe do doido
Palhaça imagem de vil escravidão
Adjetivada ruindade sem decoro
Assalto à banco difere de revisão
Do cálculo imposto pelo meu estado do céu
Que inibe a visão dos sem cor, dos sem mãe no mel.
Casto ato de mãe na zona
De roubo da carga do estado
Faca nos cornos da puta loura
Que mata-se em cigarro
Dá-se asism o dia todo na rua
Na casa do alto funcionário
Na lama do barraco infestado
No ato do real imposto.
Pele de osso sem alma sem inferno ou céi
Cadáver de cor debulhando seu sangue no mel.
Autobiografia
Enquanto assim
Sou o mesmo que o resto
De todo dia que fui em mim
Um alto grau de Saci
Um sacerdote sem sins.
Enquanto um fim
Sou parte dos versos
Que obscrevo escuro em mim
Jogando letras prali
Cercando cercas de mim
Sacando dos delírios linhas feitas de um sorrisso atroz
Buscando deuses em nós
Sacando dos destinos da magias
O amor todo perfeito
Pelo amor do humano arco
Desejo
Intenso de risos
E sins.
Enquanto mim
Envelheço velho
Sendo minha alma inteira em mim
Não pago contas sem fim
Não perco almas de mim.
Sou o mesmo que o resto
De todo dia que fui em mim
Um alto grau de Saci
Um sacerdote sem sins.
Enquanto um fim
Sou parte dos versos
Que obscrevo escuro em mim
Jogando letras prali
Cercando cercas de mim
Sacando dos delírios linhas feitas de um sorrisso atroz
Buscando deuses em nós
Sacando dos destinos da magias
O amor todo perfeito
Pelo amor do humano arco
Desejo
Intenso de risos
E sins.
Enquanto mim
Envelheço velho
Sendo minha alma inteira em mim
Não pago contas sem fim
Não perco almas de mim.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Arte: Além do Artista, Além da propriedade
Se a arte é além do artista, o liberta de sua existência, o liberta de suas idiossincrasias, ela mesma em si traz o sentido de transformação que faz do artista vítima de sua própria criação. A coerência entre arte e ente, entre criador e obra, é um desejo que pode não corresponder à existência real do artista e pode também não influenciar no poder transformador da arte. Esta coerência seria um modo do artista sobreviver ao impulso e influência revolucionários da arte em si, porém não é uma condição sinequanon para a criação, nem tampouco para a existência do artista.
A criação é em si abstrata. Ela traduz o real de forma ideal, mesmo autodenominando-se realista ou concreta, como objetivo de criativamente levar um novo ponto de vista a respeito do concreto a quem a lê, vê ou ouve. Ao mesmo tempo, a arte é em si transformadora porque busca recriar o real de forma ideal, como exposto acima, e mais além redescobrir no real, pontos invisíveis.
A própria idéia da arte é transformar o real fora do real. Este impulso transformador faz da arte um meio de influência revolucionária constante. O que não torna em si o Artista como um revolucionário. O que leva à arte ser de certa forma o fim do artista no sentido de causar um impulso de transformação que pode engolir o criador que não for coerente com sua obra. Assim a exigência de coerência entre criação e criador não é em si uma exigência que influencia a qualidade da arte em si, mas sim uma exigência da sobrevivência do artista à sua arte ou um meio de utilização da arte como instrumento de transformação, seja ela pessoal ou social. Esta é uma das formas em que a arte indo além do artista pode ser trabalhada ou entendida. Porém não é a única.
A arte é além do artista também, pois ela é em si um produto social por excelência, ela não existe fora do compartilhamento com a sociedade. Sem ser compartilhada a arte é nula, é ausente, é inexistente. A arte precisa da sociedade, como esta precisa da arte para vislumbrar um real além do real. Cada pintura, música ou poema retrata a realidade de forma que a sociedade pode se enxergar com outras cores e formas. Por isso muitas vezes a arte vai além do escapismo clássico e torna-se um importante meio de mobilização, denúncia, conscientização e sensibilização da população para temas importantes, causas, mobilizações, entre outros elementos, digamos, políticos da vida social.
O entendimento da Arte como algo inerentemente coletivo, mesmo sendo criação individual, pode permitir um sem número de utilizações da mesma, de compreensões da mesma, mas antes de mais nada permite que entendamos a obra como um meio de avançar em relação à criação como uma propriedade. Se a arte é além do artista como ela pode ser propriedade dele? Se ela não é propriedade de quem cria como pode ser de alguém? Assim além de ser um meio de transformação social e pessoal, a arte também é um questionamento clássico da propriedade em si. Porque a propriedade é restritiva, ela reduz o objeto à funcionalidade atribuída por seu dono. E como algo que em si mesma traz o germe da transformação, é além do que a criou, avança além da sociedade em que nasce pode ser no fim das contas restrito a um limite imposto?
É por isso que a arte é também um questionamento a qualquer restrição, inclusive a de propriedade. Sendo assim uma revolução em si, um processo de transformação completa da realidade em algo inusitado, a arte supera a origem e avança, indo além inclusive de conceitos que a aprisionam.
Por isso é arte.
Gilson Moura Henrique Junior - Novembro de 2006FONTE: REVOLUTAS
SITE: http://www.revolutas.org
PUBLICAÇÃO: 26/11/2006
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Tu
Nasço no teu ser
Interno, difuso
Delírio fogo que ter da mulher
O sal que me enche a boca amarga
Que derrete meu ver
No mar de cores tão róseas
De alma arder
Vejo-te toda em mim
Me sonho moldando
Moldando-me no ser.
Nos montes tão teus
Deito minha boca em sins
Sugo a então ver
A luz das lendas
Soltas no teu lindo olhar.
No alto dos montes de tua carne que sugo
Planícies, pele, sais
Deleito-me em urros, sorrisos, mundos
Sou presa, sou em paz.
Deleito-me nas noites
Em que bordas meu corpo em ti
Grito um além de mim
Sou menino tonto, Homem a teu tão ser.
A sóis perceber na noite em que sou fim
A ver-te nascer em explosão intensa
Sol de meu sonho, boca e mar.
Interno, difuso
Delírio fogo que ter da mulher
O sal que me enche a boca amarga
Que derrete meu ver
No mar de cores tão róseas
De alma arder
Vejo-te toda em mim
Me sonho moldando
Moldando-me no ser.
Nos montes tão teus
Deito minha boca em sins
Sugo a então ver
A luz das lendas
Soltas no teu lindo olhar.
No alto dos montes de tua carne que sugo
Planícies, pele, sais
Deleito-me em urros, sorrisos, mundos
Sou presa, sou em paz.
Deleito-me nas noites
Em que bordas meu corpo em ti
Grito um além de mim
Sou menino tonto, Homem a teu tão ser.
A sóis perceber na noite em que sou fim
A ver-te nascer em explosão intensa
Sol de meu sonho, boca e mar.
terça-feira, janeiro 09, 2007
Artur
Valeu!
Mas podias avisar
Que o samba que tocas na rua
Ia desandar
Porque nem eu mesmo sei cantar
No susto que a esperança por vezes me dá.
E o que posso dizer sobre você
Se nem mesmo hoje sei não ter você?
Quer saber?
Gargalhar é reviver!
Vou rememorar meu Rio
Metralhar o ar com Deus.
Nem mesmo o frio daqui
É tão longe do meu olhar
Nem mesmo o reabrir do meu peito
Neste chorar
Me faz desperceber que sonho é ser
E ser sonho é meio ser você
Quer saber?
Todo sonho é você.
Vá, mas volte já!
Hein, fio?
No revolucionar o Deus.
Mas podias avisar
Que o samba que tocas na rua
Ia desandar
Porque nem eu mesmo sei cantar
No susto que a esperança por vezes me dá.
E o que posso dizer sobre você
Se nem mesmo hoje sei não ter você?
Quer saber?
Gargalhar é reviver!
Vou rememorar meu Rio
Metralhar o ar com Deus.
Nem mesmo o frio daqui
É tão longe do meu olhar
Nem mesmo o reabrir do meu peito
Neste chorar
Me faz desperceber que sonho é ser
E ser sonho é meio ser você
Quer saber?
Todo sonho é você.
Vá, mas volte já!
Hein, fio?
No revolucionar o Deus.
Um dia tonto
No obscurecer do mais alvo mundo
Sábia a fonte do mal-me-quer
Rabisca no mar um tom de palha
Reescreve bem viver.
Lábios se escondem na falta
Do ser, do ver
Astros comem a liz
De um dia tonto
Nem mesmo o sol mais sei.
Haverá nascer
Neste dia infeliz?
Haverá rever a existência?
Balas cortam veias no ar.
Nem mesmo lua vejo
No hábito difuso
De não descansar em paz
Reestrelo meus sonhos com o ar confuso
Das canções de beira cais.
Sem nem perceber
Me rasgo inteiro enfim
Pra poder morrer
Tendo existência.
Aves cruzam meu bom mar.
Sábia a fonte do mal-me-quer
Rabisca no mar um tom de palha
Reescreve bem viver.
Lábios se escondem na falta
Do ser, do ver
Astros comem a liz
De um dia tonto
Nem mesmo o sol mais sei.
Haverá nascer
Neste dia infeliz?
Haverá rever a existência?
Balas cortam veias no ar.
Nem mesmo lua vejo
No hábito difuso
De não descansar em paz
Reestrelo meus sonhos com o ar confuso
Das canções de beira cais.
Sem nem perceber
Me rasgo inteiro enfim
Pra poder morrer
Tendo existência.
Aves cruzam meu bom mar.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Um dia normal (para Samantha Taquetti Mansur)
As tantas histórias
Que teus seios trançam
Em mim e no mar
Recolhem arbustos azuis
Entre vozes e danças
Que escrevo no meio das tantas festas
Onde mais ninguém percebe as tretas,
Estrelas e bestas.
E eu, vago
No transe enfermo dos poetas
Que dançam em sinas
Me acabo no afã das mães de filho temporão
Enquanto me largo ao fundo dos anos
Por ver nas manhãs
Teu rosto que constrói do céu
A beleza vã.
Meus versos calam-se em forças
Que o olho humano não pode notar
Estrelas me dão mil velas
Pra barcos que navegam nas mentes
Destes, que em versos, amam amar
E ao mar lançam-se na glória de não voltar.
Eu hoje despenteio o brilho dos versos
Por sóis mais claros
Me solto feliz nos atos bons de sorrir
E saio das dores
Vago no inverso
De teu som, teu sal
Acordo e vejo de Deus
Um pássaro, um dia normal.
Que teus seios trançam
Em mim e no mar
Recolhem arbustos azuis
Entre vozes e danças
Que escrevo no meio das tantas festas
Onde mais ninguém percebe as tretas,
Estrelas e bestas.
E eu, vago
No transe enfermo dos poetas
Que dançam em sinas
Me acabo no afã das mães de filho temporão
Enquanto me largo ao fundo dos anos
Por ver nas manhãs
Teu rosto que constrói do céu
A beleza vã.
Meus versos calam-se em forças
Que o olho humano não pode notar
Estrelas me dão mil velas
Pra barcos que navegam nas mentes
Destes, que em versos, amam amar
E ao mar lançam-se na glória de não voltar.
Eu hoje despenteio o brilho dos versos
Por sóis mais claros
Me solto feliz nos atos bons de sorrir
E saio das dores
Vago no inverso
De teu som, teu sal
Acordo e vejo de Deus
Um pássaro, um dia normal.
Em prece
Em breve
Muitas desta luas que encerram-se nas botas
Serão vis ares sem trovas.
Feitas de milhares de pessoas
E de cores sem pluma
Virão vozes de ruas.
E em riste
A natureza toda
Como se azul
Será peste.
E de tudo a pessoa
Nascerá feito a tua
Enormidade
Em prece.
Muitas desta luas que encerram-se nas botas
Serão vis ares sem trovas.
Feitas de milhares de pessoas
E de cores sem pluma
Virão vozes de ruas.
E em riste
A natureza toda
Como se azul
Será peste.
E de tudo a pessoa
Nascerá feito a tua
Enormidade
Em prece.
terça-feira, dezembro 19, 2006
Ugarte
Ugarte morreu
Enquanto Monarco da Portela acordava Madureira
Com um samba no rosto.
Ugarte morreu enquanto dois jovens de 17 anos
Mal davam falta do universo entre um beijo e outro
No amor furioso da cama latina.
Ugarte morreu
Enquanto Severino pegava tickets refeição
E ao entregá-los à Secretária
Comentava sobre a dificuldade de comprar presentes de Natal.
Ugarte morreu enquanto dezenas de estudantes
Reuniam-se para lutar contra o aumento da passagem
Em algum lugar de São Paulo.
Ugarte morreu no mesmo dia
Em que milhares de crianças nasciam e enchiam de esperança
A esquerda, a direita
O mundo.
Ugarte morreu enquanto o poeta via um rosto amado
E saboreava versos ainda não criados.
Ugarte morreu depois de Violeta Parra
E Victor Jara.
Ninguém cata o sonho de Ugarte.
Ugarte morreu em vão
Nós não.
Enquanto Monarco da Portela acordava Madureira
Com um samba no rosto.
Ugarte morreu enquanto dois jovens de 17 anos
Mal davam falta do universo entre um beijo e outro
No amor furioso da cama latina.
Ugarte morreu
Enquanto Severino pegava tickets refeição
E ao entregá-los à Secretária
Comentava sobre a dificuldade de comprar presentes de Natal.
Ugarte morreu enquanto dezenas de estudantes
Reuniam-se para lutar contra o aumento da passagem
Em algum lugar de São Paulo.
Ugarte morreu no mesmo dia
Em que milhares de crianças nasciam e enchiam de esperança
A esquerda, a direita
O mundo.
Ugarte morreu enquanto o poeta via um rosto amado
E saboreava versos ainda não criados.
Ugarte morreu depois de Violeta Parra
E Victor Jara.
Ninguém cata o sonho de Ugarte.
Ugarte morreu em vão
Nós não.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Apenas Encantamento
Canto de doce e de flor
Rasgo inventos de mar
Rua Alice faz de mim um além mar
Na pinta do léo e do rei
Que natureza sugou
Fomento o nivel do ar.
Pra minha crença no teu céu
Nascer como um rompimento da amarga e cinza
Cor de manhã inteira no fim dos ritmos
Que bancavam a magia destas noites que ensinam pompoar
Pelas nuas coisas tantas que vão lembrar
Nas retinas as meninas, as margarinas.
E como a sorte que em teu corpo encerra
Arde a fome da intensa vontade mais férrea e cívica
No intento do tempo
Que derreta a calma e a mão e encena a vantagem do vento
E no chão
Faça a dor do intenso retempo
Ser a lâmina do cerne do sonho todo
De estar em teu corpo são.
Entre as dores de calor, há a de sangue soar
Respire o invento do tempo de remoçar
Veja as praia sem breu
Nomei as ondas da cor
Do inverno invernar.
E me beije com tuas línguas, mãos e sinas
Que desrespeitam a má vã e fria
Invenção de alvo risco que mata em nome de magia
E faça a verdade do corpo ser sol.
Canto de doce e de cor
Rastrei o inverso de amar
E veja o fino verso meu de recobrar
Anuência do gosto de Deus
Pra essas coisas de flor resistir ao verbo amar.
Venha à guerra do meus hinos
Me espera
Pega a rédea do meus crimes
Entre em cheio na funesta arte que impera desígnios
Nos peixes, nas aves, nos desmacarados versos que invento
Que anuncio e venero
Artes de ludibriar freios
Papos de aranha cheios
De um beijo que intenso
Rasga boca e faz o verso
Ser apenas encantamento.
Rasgo inventos de mar
Rua Alice faz de mim um além mar
Na pinta do léo e do rei
Que natureza sugou
Fomento o nivel do ar.
Pra minha crença no teu céu
Nascer como um rompimento da amarga e cinza
Cor de manhã inteira no fim dos ritmos
Que bancavam a magia destas noites que ensinam pompoar
Pelas nuas coisas tantas que vão lembrar
Nas retinas as meninas, as margarinas.
E como a sorte que em teu corpo encerra
Arde a fome da intensa vontade mais férrea e cívica
No intento do tempo
Que derreta a calma e a mão e encena a vantagem do vento
E no chão
Faça a dor do intenso retempo
Ser a lâmina do cerne do sonho todo
De estar em teu corpo são.
Entre as dores de calor, há a de sangue soar
Respire o invento do tempo de remoçar
Veja as praia sem breu
Nomei as ondas da cor
Do inverno invernar.
E me beije com tuas línguas, mãos e sinas
Que desrespeitam a má vã e fria
Invenção de alvo risco que mata em nome de magia
E faça a verdade do corpo ser sol.
Canto de doce e de cor
Rastrei o inverso de amar
E veja o fino verso meu de recobrar
Anuência do gosto de Deus
Pra essas coisas de flor resistir ao verbo amar.
Venha à guerra do meus hinos
Me espera
Pega a rédea do meus crimes
Entre em cheio na funesta arte que impera desígnios
Nos peixes, nas aves, nos desmacarados versos que invento
Que anuncio e venero
Artes de ludibriar freios
Papos de aranha cheios
De um beijo que intenso
Rasga boca e faz o verso
Ser apenas encantamento.
Águas escorrendo
Astros renascem na ilha da santa paz
Pousam nos ombros dos parcos genocidas
Repetem murros e muros sem nada mais
Revezam a louça, a mão e a cantiga
No esconder da rotina de nenhum ré maior
Repaatriando o sentido amargo de prantos
Que matam rumos que negam luar
No ar
Destas mil balas que asfaltam cânticos.
Boa a bola que lançam sem nem pensar
Artista em jeito de parca medida
Vaga na mente um perpétudo alinhavar
Do chute que soa como liberdade viva.
Tudo merece até mesmo um mundo melhor
Porém o mundo nos dá seus blindados tantos
Tudo somente é assim mesmo um ato
A rolar
Como se a água escorresse de encantos.
Pousam nos ombros dos parcos genocidas
Repetem murros e muros sem nada mais
Revezam a louça, a mão e a cantiga
No esconder da rotina de nenhum ré maior
Repaatriando o sentido amargo de prantos
Que matam rumos que negam luar
No ar
Destas mil balas que asfaltam cânticos.
Boa a bola que lançam sem nem pensar
Artista em jeito de parca medida
Vaga na mente um perpétudo alinhavar
Do chute que soa como liberdade viva.
Tudo merece até mesmo um mundo melhor
Porém o mundo nos dá seus blindados tantos
Tudo somente é assim mesmo um ato
A rolar
Como se a água escorresse de encantos.
terça-feira, dezembro 05, 2006
Espíritos ao sol
Alho cheira em volta das razões que repercutem paz
E eu pareço que sou eu
Brincando ali na imensidão
De um sorriso velho que às costas
Abre as intensas vozes do Rio.
E altas ilusões crescidas tornam-se demais
E a arte jaz nas rampas tantas
Que rompem grilos
E fogem como espíritos ao sol.
E eu pareço que sou eu
Brincando ali na imensidão
De um sorriso velho que às costas
Abre as intensas vozes do Rio.
E altas ilusões crescidas tornam-se demais
E a arte jaz nas rampas tantas
Que rompem grilos
E fogem como espíritos ao sol.
Sem mão
Haste alta
Luz comprida
Céu que abriga altas sanhas
Mar que hoje arrasa a calma
É vereda de Espanhas.
E eu que longe de todo barco
Feito légua de irrazão
Mastro rindo me torno calmo
Como parte com o cão.
Barco feito mil açores
Meio mundo em contramão
E eu na vela vejo ela
E eu sem eu
Choro sem mão.
Luz comprida
Céu que abriga altas sanhas
Mar que hoje arrasa a calma
É vereda de Espanhas.
E eu que longe de todo barco
Feito légua de irrazão
Mastro rindo me torno calmo
Como parte com o cão.
Barco feito mil açores
Meio mundo em contramão
E eu na vela vejo ela
E eu sem eu
Choro sem mão.
A pé
Vadia beleza
Algo insana arte que hoje embala
Letra perdida ali
Pernambuco arrisca
A insania doce do subúrbio pai
E eu sem nem sair.
Tanta coisa nula
O som embarca
A espanha que tamanha
É só eu
Nesta confusão de arritimia
Que a sanha do meus ócios
Fez-me em Deus.
E acabado nas arcas de Noés que são gentis
Nasci em cem
Fui ninguém
Amei nas palavras
Perdi deuses
Fui além
Como se houvessem nas pessoas alecrins e tubarões
E respingassem massas
Que desnutrem sob os olhos
Se olhadas sem canções.
Vadia certeza
Note que chorei em paz
Nestas palavras
Francas, ausentes
Pela fé
Como se nas luzes
Meu sorriso fosse luta
E improviso
Nas imbelezas de uma sé
E eu que meio estranho falo alto
Torço alto
Como alto
Sonho até
E eu que meio estranho falto em falso
Dou-te nova estrela acesa
Assim
A pé.
Algo insana arte que hoje embala
Letra perdida ali
Pernambuco arrisca
A insania doce do subúrbio pai
E eu sem nem sair.
Tanta coisa nula
O som embarca
A espanha que tamanha
É só eu
Nesta confusão de arritimia
Que a sanha do meus ócios
Fez-me em Deus.
E acabado nas arcas de Noés que são gentis
Nasci em cem
Fui ninguém
Amei nas palavras
Perdi deuses
Fui além
Como se houvessem nas pessoas alecrins e tubarões
E respingassem massas
Que desnutrem sob os olhos
Se olhadas sem canções.
Vadia certeza
Note que chorei em paz
Nestas palavras
Francas, ausentes
Pela fé
Como se nas luzes
Meu sorriso fosse luta
E improviso
Nas imbelezas de uma sé
E eu que meio estranho falo alto
Torço alto
Como alto
Sonho até
E eu que meio estranho falto em falso
Dou-te nova estrela acesa
Assim
A pé.
Ao sol
No espanto que nasce do olhar
Entre as folhas arde as coisas
Feitas tão gigantes
E nutrem do olho o que muda a arte
Na tez das retinas
Que são todas intensas, estranhas e tantas
Nas luas que em estrelas afinas
Ao me mostrar como rir.
No íntimo da gente o que mente
É o medo assim feito gente
Pelas intenções que se morrem nas pálidas e nuas fintas
Que a coragem intensa reclama e cansa
Tece na cor nua de cada esquina
E há novo ar
A surgir.
As artes do teu sexo me são sol
E ele escreve a lida nas linhas que a sina do dedo fez sal
E o suor de todo teu sexo é meu sol.
A parte do beijo que entendes
É a força maior de uma simples razão
Que espalha-se nas preces do meu sol.
A falha do sim
É o risco
Que torce o teor de toda ilusão
Teus olhos ainda tecem-me ao sol.
Entre as folhas arde as coisas
Feitas tão gigantes
E nutrem do olho o que muda a arte
Na tez das retinas
Que são todas intensas, estranhas e tantas
Nas luas que em estrelas afinas
Ao me mostrar como rir.
No íntimo da gente o que mente
É o medo assim feito gente
Pelas intenções que se morrem nas pálidas e nuas fintas
Que a coragem intensa reclama e cansa
Tece na cor nua de cada esquina
E há novo ar
A surgir.
As artes do teu sexo me são sol
E ele escreve a lida nas linhas que a sina do dedo fez sal
E o suor de todo teu sexo é meu sol.
A parte do beijo que entendes
É a força maior de uma simples razão
Que espalha-se nas preces do meu sol.
A falha do sim
É o risco
Que torce o teor de toda ilusão
Teus olhos ainda tecem-me ao sol.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Quanto a mim
Nota o mar
É sol e o vento faz canção de sol.
Note o ar
Relembra criançada em sul
Do tempo a rerimar
Outro ar
E tecer rimas sujas
De feijão e arrebol
Pelo olhar
Trazendo ruas nuas e invenções de ser, de amar.
Cante comigo
Um inverso meu, um céu, um seu
Um jeito assim de noite a sós
Cante sem mesmo redizer
Nenhum momento em fim
Não olhe agora
Não
Repare só no beijo meu
Na rua, na escura irrazão
No romper de todo sonho,da ilusão
No construir
No construir.
Note já
Ou não, mas fique firme
Lá vem ar!
Note o olhar
E repare no azul que repinta bem me quer.
Fale mais
Enquanto o Lobo alcança a nota
E o Vermelho chapéu
Rasga o mar
E refaz filmes novos de nascer
Assim com você
Um sonho a tecer.
Não ligue mais
Eu quero um sonho incerto pra me jogar
Eu quero teu sonho certo pra me devorar
Eu sou assim de sonho, de sol, de canção
Como sorrisos e gentilezas do mar.
Sou todo seu!
Sou todo meu!
Quero voar!!
Por Alah!
Acordie costurado a um bem querer
Quis chorar
E rir porque chorar dói só demais em mim enfim
Por amar!
Eu quero e assim rermino rimas de sol
Pra te dar
Mais um reverso, um verso, un iverso de remar
Pelo mar
Rimansdo coisa boa
Com um segredo meu
Eu sou ateu
Quanto a mim.
É sol e o vento faz canção de sol.
Note o ar
Relembra criançada em sul
Do tempo a rerimar
Outro ar
E tecer rimas sujas
De feijão e arrebol
Pelo olhar
Trazendo ruas nuas e invenções de ser, de amar.
Cante comigo
Um inverso meu, um céu, um seu
Um jeito assim de noite a sós
Cante sem mesmo redizer
Nenhum momento em fim
Não olhe agora
Não
Repare só no beijo meu
Na rua, na escura irrazão
No romper de todo sonho,da ilusão
No construir
No construir.
Note já
Ou não, mas fique firme
Lá vem ar!
Note o olhar
E repare no azul que repinta bem me quer.
Fale mais
Enquanto o Lobo alcança a nota
E o Vermelho chapéu
Rasga o mar
E refaz filmes novos de nascer
Assim com você
Um sonho a tecer.
Não ligue mais
Eu quero um sonho incerto pra me jogar
Eu quero teu sonho certo pra me devorar
Eu sou assim de sonho, de sol, de canção
Como sorrisos e gentilezas do mar.
Sou todo seu!
Sou todo meu!
Quero voar!!
Por Alah!
Acordie costurado a um bem querer
Quis chorar
E rir porque chorar dói só demais em mim enfim
Por amar!
Eu quero e assim rermino rimas de sol
Pra te dar
Mais um reverso, um verso, un iverso de remar
Pelo mar
Rimansdo coisa boa
Com um segredo meu
Eu sou ateu
Quanto a mim.
Colagem
Sabe o medo de ser mulher?
O medo não é nada!
Sábio o medo de ser da fé
A fé toda
enganada?
Cai o riso do São José
De palha
Da Escola.
Morde o dedo do Zé Mané
Como um cão
O homem ruim
Todo cão é um homem ruim.
Sabe o todo ser que não é
Além da ilusão oposta?
Medo assim se faz ser
Coisa que rua e fossa.
Sabe medo assim de sentir
Como todo, acabado?
Parte é medo de nunca rir
Calado, só, prostrado.
Vaga o rumo do cão ruim
Todo homem é um cão ruim
Sem ser
A sós.
Abre o espaldar do ver-te assim
Roce o olhar em mim, atriz
A respaldar o meu jardim
Deixa-me mar
Beije-me
Enfim.
Rime mundo com Zé Mané
E pega a reta opostoa
Rime reta com outra fé
Raspe verso de bosta.
Saiba medo e faça assim
Um ritmo vendado
Pro samba de amor xinfrim
Por canastras cantado
Sábiamente nada é ruim
Sábia a mente foge assim
Sem ser
Sem ar.
Sambe meu mar
Sambe em mim
Não me deixe ir lá
Sem ter-te em mim
Deixe eu rimar luar com sins
E faça olhar comigo enfim.
O medo não é nada!
Sábio o medo de ser da fé
A fé toda
enganada?
Cai o riso do São José
De palha
Da Escola.
Morde o dedo do Zé Mané
Como um cão
O homem ruim
Todo cão é um homem ruim.
Sabe o todo ser que não é
Além da ilusão oposta?
Medo assim se faz ser
Coisa que rua e fossa.
Sabe medo assim de sentir
Como todo, acabado?
Parte é medo de nunca rir
Calado, só, prostrado.
Vaga o rumo do cão ruim
Todo homem é um cão ruim
Sem ser
A sós.
Abre o espaldar do ver-te assim
Roce o olhar em mim, atriz
A respaldar o meu jardim
Deixa-me mar
Beije-me
Enfim.
Rime mundo com Zé Mané
E pega a reta opostoa
Rime reta com outra fé
Raspe verso de bosta.
Saiba medo e faça assim
Um ritmo vendado
Pro samba de amor xinfrim
Por canastras cantado
Sábiamente nada é ruim
Sábia a mente foge assim
Sem ser
Sem ar.
Sambe meu mar
Sambe em mim
Não me deixe ir lá
Sem ter-te em mim
Deixe eu rimar luar com sins
E faça olhar comigo enfim.
Por ser amor
Sei viver meio rindo
Se as coisas tiverem você
Nem sei se há saudade
Ou o mar se refaz a cada olhar
Que tu semeias na gente
Sem perguntar nem porque.
Mas tá certo
É o jeito
De tua invenção
Que nasce em meio ao vislumbrar
Da lua feita coxa em formas
De redondices todas,tantas
Reentrâncias de tudo querer.
Como não desejar-te em cor?
Por isso me aviso
Feito à toa
Frágil, forte, ser
Ser é todo em parte
Um notar de corpo
O sol, o mar
Como se fosses minha mente
A recriar um viver
Nada é certo, nem mesmo o medo
E medo dá-me então.
Porque sou sonho, flor, amor
Sou guerra, torto, só, pentelho
Sou forte em tudo, em ti, espelho
Sou frágil por todo querer
É parte da arte de ser amor
Como se fosse diferente
Todo exagero é meu, é cor.
E te quero ritmo
Quero folha, luar meu, nascer
Quero nada
Arte
Quero olhar-te em espelho e mar
Pois eu nasci tão somente
Pra exagerar pra você
Sei ao certo que o vento
Rouba-me a invenção
Pois eu aprendi a te amar
No primeiro segundo perfeito
Do universo sendo inteiro
E todo inteiro meu ser
Se entrega a ti por ser amor.
Se as coisas tiverem você
Nem sei se há saudade
Ou o mar se refaz a cada olhar
Que tu semeias na gente
Sem perguntar nem porque.
Mas tá certo
É o jeito
De tua invenção
Que nasce em meio ao vislumbrar
Da lua feita coxa em formas
De redondices todas,tantas
Reentrâncias de tudo querer.
Como não desejar-te em cor?
Por isso me aviso
Feito à toa
Frágil, forte, ser
Ser é todo em parte
Um notar de corpo
O sol, o mar
Como se fosses minha mente
A recriar um viver
Nada é certo, nem mesmo o medo
E medo dá-me então.
Porque sou sonho, flor, amor
Sou guerra, torto, só, pentelho
Sou forte em tudo, em ti, espelho
Sou frágil por todo querer
É parte da arte de ser amor
Como se fosse diferente
Todo exagero é meu, é cor.
E te quero ritmo
Quero folha, luar meu, nascer
Quero nada
Arte
Quero olhar-te em espelho e mar
Pois eu nasci tão somente
Pra exagerar pra você
Sei ao certo que o vento
Rouba-me a invenção
Pois eu aprendi a te amar
No primeiro segundo perfeito
Do universo sendo inteiro
E todo inteiro meu ser
Se entrega a ti por ser amor.
Brigar pra nascer
Sabe do dia um outro riso, olhar?
Sei lá! meu mundo faz inteiro meu ser
Ser sonho em dia de real demonstrar
Amar voar quando asas são nascer
E nasço corrido
Sem nem perceber
Te vi meio assim
Te amo assim
Sem querer.
E outro tombo tomo pra reolhar
Em volta e mulo reteimar em querer
Ser todo mundo
Inteiro dançar no mar
Ser meio mundo de inteiro rever
Te vejo sorriso
Não sei nem dizer
Pois sonho eu sou
Real também sou
E falo pedaços de ver além
Com sonho, versos e querer
Quase mar
Rimando joelho com ser
Sabão com Saci Pererê.
Quando não sonho me espelho no mar
E rumo mundos sem futuro a ver
O meu futuro dá medo de olhar
Mas medo pode ser também requerer
Um parto de riso
Um brigar pra ser
E te vi assim
Te quis meio assim sem querer.
Tô meio velho pra prometer luar
Vou lá na lua e pego ela procê
Pegar futuro pela rua não dá
Vou ver futuro no meu assinar e ler
Conto com teus passos
Pra me guiar no ver
Por isso eu sou um sonho que vou
Na guerra do viver e ser
Além
Do mundo
E ainda amo você
Pra ajudar
A tudo em futuro eu ver
Sabendo brigar pra nascer.
Sei lá! meu mundo faz inteiro meu ser
Ser sonho em dia de real demonstrar
Amar voar quando asas são nascer
E nasço corrido
Sem nem perceber
Te vi meio assim
Te amo assim
Sem querer.
E outro tombo tomo pra reolhar
Em volta e mulo reteimar em querer
Ser todo mundo
Inteiro dançar no mar
Ser meio mundo de inteiro rever
Te vejo sorriso
Não sei nem dizer
Pois sonho eu sou
Real também sou
E falo pedaços de ver além
Com sonho, versos e querer
Quase mar
Rimando joelho com ser
Sabão com Saci Pererê.
Quando não sonho me espelho no mar
E rumo mundos sem futuro a ver
O meu futuro dá medo de olhar
Mas medo pode ser também requerer
Um parto de riso
Um brigar pra ser
E te vi assim
Te quis meio assim sem querer.
Tô meio velho pra prometer luar
Vou lá na lua e pego ela procê
Pegar futuro pela rua não dá
Vou ver futuro no meu assinar e ler
Conto com teus passos
Pra me guiar no ver
Por isso eu sou um sonho que vou
Na guerra do viver e ser
Além
Do mundo
E ainda amo você
Pra ajudar
A tudo em futuro eu ver
Sabendo brigar pra nascer.
quinta-feira, novembro 23, 2006
Frei Tito
Não olhe agora
Mas aquele sussuro foi pronunciado direito.
Não olhe agora
Mas era grito aquilo
era grito de quem cai de pé
Mas perde a cabeça.
Não se toque e nem anuncie perdão
Mostre os dentres alegremente
Acene pro menino
Mas perceba que as águas não somem dos olhos
E nem o medo mostra-se dia novo.
Não olhe agora
Mas não existem mais esquinas
Não olhe, nãos e manifeste
Não saia do dia estranho.
Não olhe mesmo
A diária dos tempos nos fez prostrados
Alheios Às peles que viraram os tamborins da traição.
Nãos e estranhe do invenro
Ele vira verão no sol
Mas é frio nos toques e ausências sentidas.
Aquele caiu nas estranhas curvas de rua
Mas parece que nunca dormiu
Na indignação dos que ainda vêem sombras.
Não note sem medo
Perceba que a veste negra e branca
Ainda persiste em aparecer vívida
Na consciência dos que entendam a coragem.
Aprenda:
Coragem por vezes mata
Mas deixa como honra
A semente da indiginação dos meninos
E o tempo como história
Saudando
Aquele que pendurado
Foi monumento que salvou peles.
Mas aquele sussuro foi pronunciado direito.
Não olhe agora
Mas era grito aquilo
era grito de quem cai de pé
Mas perde a cabeça.
Não se toque e nem anuncie perdão
Mostre os dentres alegremente
Acene pro menino
Mas perceba que as águas não somem dos olhos
E nem o medo mostra-se dia novo.
Não olhe agora
Mas não existem mais esquinas
Não olhe, nãos e manifeste
Não saia do dia estranho.
Não olhe mesmo
A diária dos tempos nos fez prostrados
Alheios Às peles que viraram os tamborins da traição.
Nãos e estranhe do invenro
Ele vira verão no sol
Mas é frio nos toques e ausências sentidas.
Aquele caiu nas estranhas curvas de rua
Mas parece que nunca dormiu
Na indignação dos que ainda vêem sombras.
Não note sem medo
Perceba que a veste negra e branca
Ainda persiste em aparecer vívida
Na consciência dos que entendam a coragem.
Aprenda:
Coragem por vezes mata
Mas deixa como honra
A semente da indiginação dos meninos
E o tempo como história
Saudando
Aquele que pendurado
Foi monumento que salvou peles.
Pra Reclamar do Governo.
Eu salgava rascunho de rosas na grama fechada
Só por divertir dia
Via longe um minuto de beligerância
Entre as avenidas e a distância de tudo.
Dava gosto ver rua
Avenida
Casa velha.
Podia ser o tempo
Mas eu acho que era coisa de aventura
Essa coisa de participar dos minutos
Como se houvesse possibilidades.
Até hoje sinto as ruas de fumaça
Como se as possibilidades houvessem
Sou assim
Acreditando.
E nas brincadeiras de longe eu sentia medo
Medo de ser o mesmo
Sempre
Medo de deixar de ver mundos
Nas pedras da praia
Nas árvores caladas
Medo de virar o rosto pros mendigos
E achar bonito coisa de sangue.
Até hoje sinto medo de ser o mesmo
Como se a coisa de avenidas maltratasse a alma
E as gentes que costuravam pedras.
As rosas?
Elas viraram bandeiras
Vermelhas e soltas
Em gramas que comem gente
Deixaram os rascunhos nas almas de chão
E como se fossem pés
Sambaram
E me fizeram ver meninices
Enquanto o pau quebrava
Nas costas do homem do lado
Nestas caminhadas engraçadas
Que gente barbuda faz pra reclamar do governo.
Só por divertir dia
Via longe um minuto de beligerância
Entre as avenidas e a distância de tudo.
Dava gosto ver rua
Avenida
Casa velha.
Podia ser o tempo
Mas eu acho que era coisa de aventura
Essa coisa de participar dos minutos
Como se houvesse possibilidades.
Até hoje sinto as ruas de fumaça
Como se as possibilidades houvessem
Sou assim
Acreditando.
E nas brincadeiras de longe eu sentia medo
Medo de ser o mesmo
Sempre
Medo de deixar de ver mundos
Nas pedras da praia
Nas árvores caladas
Medo de virar o rosto pros mendigos
E achar bonito coisa de sangue.
Até hoje sinto medo de ser o mesmo
Como se a coisa de avenidas maltratasse a alma
E as gentes que costuravam pedras.
As rosas?
Elas viraram bandeiras
Vermelhas e soltas
Em gramas que comem gente
Deixaram os rascunhos nas almas de chão
E como se fossem pés
Sambaram
E me fizeram ver meninices
Enquanto o pau quebrava
Nas costas do homem do lado
Nestas caminhadas engraçadas
Que gente barbuda faz pra reclamar do governo.
Metida à besta
Claro que só em tudo de mim há ausências
Se fosse na emergência dos medos
Talvez a ilusão rompesse
E nada demais fosse o sangue dos antepassados.
Se fosse na emergência dos medos
Talvez a ausência de mim fosse kriptoniana
E eu, super homem nos delírios, morresse
Verde e incapaz.
Claro que nada do que é dito nas iluminaturas da letra,
Neste reverso de multidões e sacros olhos,
É realmente poesia
Porque poesia suspira na pele nos dias de frio
E iluminaturas, pinturas de dedo,
Ou construções de medo seriado,
Tudo isso depende de realoidades pra existir
E realidade não sua
Parece lagarto
Morre fria na ilusão do concreto.
É nestas coisas de verso
Que a perna cansada propõe sentidos
E a letra rompe roupas novas
E assume o calçado furado
Junto com a pinga costurada a mão
E sagra invernos em dias de sol
Só porque pode
Nunc aporque deve
Porque poesia costuma ser assim, vagabunda,
Mas metida à besta.
Se fosse na emergência dos medos
Talvez a ilusão rompesse
E nada demais fosse o sangue dos antepassados.
Se fosse na emergência dos medos
Talvez a ausência de mim fosse kriptoniana
E eu, super homem nos delírios, morresse
Verde e incapaz.
Claro que nada do que é dito nas iluminaturas da letra,
Neste reverso de multidões e sacros olhos,
É realmente poesia
Porque poesia suspira na pele nos dias de frio
E iluminaturas, pinturas de dedo,
Ou construções de medo seriado,
Tudo isso depende de realoidades pra existir
E realidade não sua
Parece lagarto
Morre fria na ilusão do concreto.
É nestas coisas de verso
Que a perna cansada propõe sentidos
E a letra rompe roupas novas
E assume o calçado furado
Junto com a pinga costurada a mão
E sagra invernos em dias de sol
Só porque pode
Nunc aporque deve
Porque poesia costuma ser assim, vagabunda,
Mas metida à besta.
Arte: Além do artista, Além da propriedade
Se a arte é além do artista, o liberta de sua existência, o liberta de suas idiosincrasias, ela mesma em si traz o sentido de transformação que faz do artista vítima de sua própria criação. A coerência entre arte e ente, entre criador e obra, é um desejo que pode não corresponder à existência real do artista e pode também não influenciar no poder transformador da arte. Esta coerência seria um modo do artista sobreviver ao impulso e influência revolucionária da arte em si, porém não é uma condição sinequanon para a criação, nem tampouco para a existência do artista.
A criação é em si abstrata. Ela traduz o real de forma ideal, mesmo autodenominando-se realista ou concreta, como objetivo de criativamente levar um novo ponto de vista a respeito do concreto à quem a lê, vê ou ouve.
Ao mesmo tempo, a arte é em si transformadora porque busca recriar o real de forma ideal, como exposto aciuma, e mais além redescobrir no real pontos invisíveis. A própria idéia da arte é transformar o real fora do real.
Este impulso transformador faz da arte um meio de influência revolucionária constante. O que não torna em si o Artista como um revolucionário. O que leva à arte ser de certa forma o fim do artista no sentido de causar um impulso de transformaçao que pode engolir o criador que não for coerente com sua obra.
Assim a exigência de coerência entre criação e criador não é em si uma exigência que influencia a qualidade da arte em si, mas sim uma exigência da sobrevivência do artista à sua arte ou um meio de utilização da arte como instrumento de transformação, seja ela pessoal ou social.
Esta é uma das formas em que a arte indo além do artista pode ser trabalhada ou entendida. Porém não é a única. A arte é além do artista também pois ela é em si um produto social por excelência, ela não existe fora do compartilhamento com a sociedade. Sem ser compartilhada a arte é nula, é ausente, é inexistente. A arte precisa da sociedade, como esta precisa da arte para vislumbrar um real além do real.
Cada pintura, música ou poema retrata a realidade de forma que a sociedade pode se enxergar com outras cores e formas. Por isso muitas vezes a arte vai além do escapismo clássico e torna-se um importante meio de mobilização, denúncia, conscientização e sensibilização da população para temas importantes, causas, mobilizações, entre outros elementos, digamos, políticos da vida social.
O entendimento da Arte como algo inerentemente coletivo, mesmo sendo criação individual, pode permitir um sem número de utilizações da mesma, de compreensões da mesma, mas antes de mais nada permite que entendamos a obra como um meio de avançar em relação à criação como uma propriedade. Se a arte é alémd o artista como ela pode ser propriedade dele? Se se ela não é propriedade de quem cria como pode ser de alguém?
Assim além de ser um meio de transformação social e pessoal, a arte também é um questionamento clássico da propriedade em si. Porque a propriedade é restritiva, ela reduz o objeto à funcionaldiade atribuida por seu dono.
E como algo que em si mesma traz o germe da transformaçao, é além do que a criou, avança além da sociedade em que nasce pode ser no fim das contas restrito a um limite imposto?
É por isso que a arte é também um questionamento à qualquer restrição, inclusive a de propriedade.
Sendo assim uma revolução em si, umprocesso de transformação completa da realidade em algo inusitado, a arte supera a origem e avança, indo além inclusive de conceitos que a aprisionam.
Por isso é arte.
A criação é em si abstrata. Ela traduz o real de forma ideal, mesmo autodenominando-se realista ou concreta, como objetivo de criativamente levar um novo ponto de vista a respeito do concreto à quem a lê, vê ou ouve.
Ao mesmo tempo, a arte é em si transformadora porque busca recriar o real de forma ideal, como exposto aciuma, e mais além redescobrir no real pontos invisíveis. A própria idéia da arte é transformar o real fora do real.
Este impulso transformador faz da arte um meio de influência revolucionária constante. O que não torna em si o Artista como um revolucionário. O que leva à arte ser de certa forma o fim do artista no sentido de causar um impulso de transformaçao que pode engolir o criador que não for coerente com sua obra.
Assim a exigência de coerência entre criação e criador não é em si uma exigência que influencia a qualidade da arte em si, mas sim uma exigência da sobrevivência do artista à sua arte ou um meio de utilização da arte como instrumento de transformação, seja ela pessoal ou social.
Esta é uma das formas em que a arte indo além do artista pode ser trabalhada ou entendida. Porém não é a única. A arte é além do artista também pois ela é em si um produto social por excelência, ela não existe fora do compartilhamento com a sociedade. Sem ser compartilhada a arte é nula, é ausente, é inexistente. A arte precisa da sociedade, como esta precisa da arte para vislumbrar um real além do real.
Cada pintura, música ou poema retrata a realidade de forma que a sociedade pode se enxergar com outras cores e formas. Por isso muitas vezes a arte vai além do escapismo clássico e torna-se um importante meio de mobilização, denúncia, conscientização e sensibilização da população para temas importantes, causas, mobilizações, entre outros elementos, digamos, políticos da vida social.
O entendimento da Arte como algo inerentemente coletivo, mesmo sendo criação individual, pode permitir um sem número de utilizações da mesma, de compreensões da mesma, mas antes de mais nada permite que entendamos a obra como um meio de avançar em relação à criação como uma propriedade. Se a arte é alémd o artista como ela pode ser propriedade dele? Se se ela não é propriedade de quem cria como pode ser de alguém?
Assim além de ser um meio de transformação social e pessoal, a arte também é um questionamento clássico da propriedade em si. Porque a propriedade é restritiva, ela reduz o objeto à funcionaldiade atribuida por seu dono.
E como algo que em si mesma traz o germe da transformaçao, é além do que a criou, avança além da sociedade em que nasce pode ser no fim das contas restrito a um limite imposto?
É por isso que a arte é também um questionamento à qualquer restrição, inclusive a de propriedade.
Sendo assim uma revolução em si, umprocesso de transformação completa da realidade em algo inusitado, a arte supera a origem e avança, indo além inclusive de conceitos que a aprisionam.
Por isso é arte.
Retalhos de Cidade
Parafernálias zunidas
No agrário sol de nascer
Acorda a corrida invenção
Do tempo parar, do não ver
As ruas passando sem salto
Retalho de Si, de cidade
Couro comendo asfalto
Asfalto comendo saudade.
Dormida a Brasil redescobriu das grades
Um Rap, um rombo no saber
Dos caras de zóio vermelho
Óculos inteligente
Cara normal
No fogo do jogo dos olhos
No jogo de mundo rodar
E fez da lida um troço
Misturando sol com fuzil
E vida feita de fé com a fé
Da briga que nos pariu.
Sem hojes
Ou a irrazão das mamatas
Que ruborizam asfaltos
Que compram ciladas dos PMs do Bar
Os Raios deste meu sol de só penar
Balançam nas marés espertas
Da Brasil deste lugar.
E por aí
O couro a sambar
Faz invento de Deus pra sonhar
Das mães
Um riso sem ar
Que morreu pela bala sem mar
Fazendo rumbar
Um tambor que pode derrubar mundos
E até Deus
Um tamborear
De um mundo que finge não os notar.
No agrário sol de nascer
Acorda a corrida invenção
Do tempo parar, do não ver
As ruas passando sem salto
Retalho de Si, de cidade
Couro comendo asfalto
Asfalto comendo saudade.
Dormida a Brasil redescobriu das grades
Um Rap, um rombo no saber
Dos caras de zóio vermelho
Óculos inteligente
Cara normal
No fogo do jogo dos olhos
No jogo de mundo rodar
E fez da lida um troço
Misturando sol com fuzil
E vida feita de fé com a fé
Da briga que nos pariu.
Sem hojes
Ou a irrazão das mamatas
Que ruborizam asfaltos
Que compram ciladas dos PMs do Bar
Os Raios deste meu sol de só penar
Balançam nas marés espertas
Da Brasil deste lugar.
E por aí
O couro a sambar
Faz invento de Deus pra sonhar
Das mães
Um riso sem ar
Que morreu pela bala sem mar
Fazendo rumbar
Um tambor que pode derrubar mundos
E até Deus
Um tamborear
De um mundo que finge não os notar.
Água de meu mar
Esta água é meu mar
Sal que torna-me sul
De um sol
Peito meu luminado.
Água feita dos estar
Intra
Interno no tu
De um verso ou frase
De um estado.
É o tocar do ar
A esteira a estrela
Seio, grelo
Gris toque inventado
Lingua leve
Espocar da pressão deste nu
Meu espelho de sinal trocado.
E assim sou prece
Ajoelho
E sem vestes
Sugo o além
O Sumo, o sal
Que dança e torna-me
Manhã
Mané
Meio
Inteiro
No amor
No Há mar.
Sal que torna-me sul
De um sol
Peito meu luminado.
Água feita dos estar
Intra
Interno no tu
De um verso ou frase
De um estado.
É o tocar do ar
A esteira a estrela
Seio, grelo
Gris toque inventado
Lingua leve
Espocar da pressão deste nu
Meu espelho de sinal trocado.
E assim sou prece
Ajoelho
E sem vestes
Sugo o além
O Sumo, o sal
Que dança e torna-me
Manhã
Mané
Meio
Inteiro
No amor
No Há mar.
terça-feira, novembro 07, 2006
Feito flor
Na pele do som que me deste
Rompendo celestes
Luzes sem um sim
Me calas com beijos
Me esqueces
Enquanto invertes meus sonhos assim
Como quem me dá a certeza
De tudo em beleza
Ser feito de ti.
Me destes a calma que arde
O sol que me invade
Num amor assim
Feito flor.
Rompendo celestes
Luzes sem um sim
Me calas com beijos
Me esqueces
Enquanto invertes meus sonhos assim
Como quem me dá a certeza
De tudo em beleza
Ser feito de ti.
Me destes a calma que arde
O sol que me invade
Num amor assim
Feito flor.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Taurus
Taurus de arte, salpícão, relógio
Contagem, remorso, pé firme
Alçada
Poder de ir e voltar como se foi
E voltar como boi, como anjo, como alma.
Taurus de ritmo, samba, metonímio sentido exímio
De prazer que exala
E qual encanto pisado em rebanho
Indo e levantando com força a boiada.
Na lua nova, o arraiá tem tapete cigano
Na rua nova segue o cheiro de incenso
E sonho
Que pisa agora a vida afora de tudo o que é plano
E leva a hora a perde-se no que é tão canto
Pois o nascer do devorar todo o bom viver
É na esopada paciente e fina
O desejo inteiro de reto de por toda a vida
Saborear de tudo o bom viver.
Taurus é parte do certo com o reto
Minucioso e certo do passo, da estrada
Bailar de ar com resmungo de encantos
Preguiça, preâmbulo de festa danada.
Taurus é Deus a fazer todo ano
Arco de cores, canto de roda nas praias
E no pratear do fazer-se tanto
Taurus soberano da lenta caminhada.
E nesta roda abre a tarde
Um andar-se tanto
E toda alma é saber-se
É querer-se encanto
E Taurus Roda nas espadas
Que não empunho
Canto
Por nova hora de aprender-se inteiro em recanto
E poor saber que sabe nada quem não vê viver
O touro parte com fúria de lida
E devora vida velha com calma e com limpa
Vontade rara de saber-se ser.
Contagem, remorso, pé firme
Alçada
Poder de ir e voltar como se foi
E voltar como boi, como anjo, como alma.
Taurus de ritmo, samba, metonímio sentido exímio
De prazer que exala
E qual encanto pisado em rebanho
Indo e levantando com força a boiada.
Na lua nova, o arraiá tem tapete cigano
Na rua nova segue o cheiro de incenso
E sonho
Que pisa agora a vida afora de tudo o que é plano
E leva a hora a perde-se no que é tão canto
Pois o nascer do devorar todo o bom viver
É na esopada paciente e fina
O desejo inteiro de reto de por toda a vida
Saborear de tudo o bom viver.
Taurus é parte do certo com o reto
Minucioso e certo do passo, da estrada
Bailar de ar com resmungo de encantos
Preguiça, preâmbulo de festa danada.
Taurus é Deus a fazer todo ano
Arco de cores, canto de roda nas praias
E no pratear do fazer-se tanto
Taurus soberano da lenta caminhada.
E nesta roda abre a tarde
Um andar-se tanto
E toda alma é saber-se
É querer-se encanto
E Taurus Roda nas espadas
Que não empunho
Canto
Por nova hora de aprender-se inteiro em recanto
E poor saber que sabe nada quem não vê viver
O touro parte com fúria de lida
E devora vida velha com calma e com limpa
Vontade rara de saber-se ser.
Áries
Áries de águas em linha
Em frente ao mar
Parte preciso independente de lógicas
Rompe de rimas rompe dor de repintar
Parte imprevisto na antítesese das órbitas.
Áries que vê-se inexato a extirpar
Do ar o encalço do medo que não meu
Não eu
Vaga tentado a buscar-me a calar
Matar
O fogo solto dos sonhos e olhos meus.
Áries de força e irrompida explosão de ar
Arde em sujeito de sons e magias
Calar-me é um meio de mundo inteiro estancar
Note-me nova, supernova viva.
Áries do peito imenso, intenso, em sóis
Como se tudo fosse um negar o espanto
E tudo mesmo fosse um devorar do ar
Tempo é o que mata
Do Tempo sou o pranto.
Em frente ao mar
Parte preciso independente de lógicas
Rompe de rimas rompe dor de repintar
Parte imprevisto na antítesese das órbitas.
Áries que vê-se inexato a extirpar
Do ar o encalço do medo que não meu
Não eu
Vaga tentado a buscar-me a calar
Matar
O fogo solto dos sonhos e olhos meus.
Áries de força e irrompida explosão de ar
Arde em sujeito de sons e magias
Calar-me é um meio de mundo inteiro estancar
Note-me nova, supernova viva.
Áries do peito imenso, intenso, em sóis
Como se tudo fosse um negar o espanto
E tudo mesmo fosse um devorar do ar
Tempo é o que mata
Do Tempo sou o pranto.
Inversão do céu
Calculo árduas artes
E parto sem te olhar
Rebusco milagres entre insetos
Vago nos delírios urbanos dos arquitetos
Versejo entre Rios Brancos
E o Sul Deserto
Do meu rir
Que avança em ar, tesão
Tece cores de brilhos
E a parir faz luz brilhar
Por alí
Onde o morro se abre em céu
E nas lagoas mares fazem-se
Outro dom a voar.
Nada além de encaixe é ritmo
E segredo
Nos meus ais
Nem nos meus vislumbres busco o estilo reto
Barro o sal das lágrimas que não dejeto
Barroco inverso o escrever de cada verso
E a sorrir
Pinto nuvens com canhões
Vago nas areias do tempo
A despedir-me em sons
De partir
Desta praia rumo ao véu
De Subúrbios acres
E pontes de cor pastel.
Vinda aqui
É pegar-me junto ao chão
Olho delsumbrado o verso ali
Calado, em vão
Por sorrir
E homenagear o mel
Dos toques do teu corpo e alma
Na minha inversão do céu.
E parto sem te olhar
Rebusco milagres entre insetos
Vago nos delírios urbanos dos arquitetos
Versejo entre Rios Brancos
E o Sul Deserto
Do meu rir
Que avança em ar, tesão
Tece cores de brilhos
E a parir faz luz brilhar
Por alí
Onde o morro se abre em céu
E nas lagoas mares fazem-se
Outro dom a voar.
Nada além de encaixe é ritmo
E segredo
Nos meus ais
Nem nos meus vislumbres busco o estilo reto
Barro o sal das lágrimas que não dejeto
Barroco inverso o escrever de cada verso
E a sorrir
Pinto nuvens com canhões
Vago nas areias do tempo
A despedir-me em sons
De partir
Desta praia rumo ao véu
De Subúrbios acres
E pontes de cor pastel.
Vinda aqui
É pegar-me junto ao chão
Olho delsumbrado o verso ali
Calado, em vão
Por sorrir
E homenagear o mel
Dos toques do teu corpo e alma
Na minha inversão do céu.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Iluminacidades
Em Jabour tem jade
E luminosidade à toa
O Calor é firme em PoA
Na Gávea tem alarde
Parque da cidade
Broa e Samba tem na Gamboa
Guadá tem cidades
Iluminacidades soltas.
Solto meu amor nas praias dadas a não mim
Respiro calores nos subúrbios sem fim
De meus olhos todos grudados na voz
Do imenso passado que somos sós
Que somos nós.
Cidade do Cabo
No Leme voltado em solta
Maravilha de Lisboa
Nas ruas sem grades
Miami sem artes, tola
A Barra oprime as moças
Cadê Liberdade?
Laranjeiras arde
E voa uma Santa que me é boa
Iluminacidades.
Falo do amor no teu corpo meu assim
Qual minha cidade deitando sobre mim
E eu que me sonho amado por voz
Que rouca me invade e me faz nós
Eu sou só nós.
E nesta cidade
Respiro intensos brilhos
No real
Do teu ritmo, do teu íntimo
Total.
E luminosidade à toa
O Calor é firme em PoA
Na Gávea tem alarde
Parque da cidade
Broa e Samba tem na Gamboa
Guadá tem cidades
Iluminacidades soltas.
Solto meu amor nas praias dadas a não mim
Respiro calores nos subúrbios sem fim
De meus olhos todos grudados na voz
Do imenso passado que somos sós
Que somos nós.
Cidade do Cabo
No Leme voltado em solta
Maravilha de Lisboa
Nas ruas sem grades
Miami sem artes, tola
A Barra oprime as moças
Cadê Liberdade?
Laranjeiras arde
E voa uma Santa que me é boa
Iluminacidades.
Falo do amor no teu corpo meu assim
Qual minha cidade deitando sobre mim
E eu que me sonho amado por voz
Que rouca me invade e me faz nós
Eu sou só nós.
E nesta cidade
Respiro intensos brilhos
No real
Do teu ritmo, do teu íntimo
Total.
Ouça que amo você
Digo que amo você
Só pra derreter calotas de gelos mil
Finjo nem mesmo aprender, finjo desdizer
Digo assim meio Abril.
Rimo praia com dendê
Misturo querer com Puta que o pariu
Faço poemas procê
Deduzo você
Tátil como quem não dormiu
Torço pro Flu se fuder
Quase sem querer grito que o gol foi mil
Quero fuder de você
O teu bem querer
Teu corpo, sonho e perfil
Quero saber de sonhar
Quero te saborear
E depois ir assim solto
Pelas trilhas do meu rosto
Que brilha quando vê todo mar.
Quero comer com mão
Ver um avião
Misturar rum com alguma fé
Bailar de Cuba a nação
Balança nação
Rumba com Samba dá pé
Quero me apaixonar
Depois reapaixonar
Por teu jeito de milhão
(Gente praca, irmão!)
Que me seduz de olhar.
Rasga meu novo blusão!
Faça isso não!
Tira minha roupa legal!
Bailo de novo voar
Olha além mar
Santa Tereza Cristã
A me deixar rebolar, batucar no ar
Céu de Guadalupe vão
Deixa eu te acordar
Depois me deixa te lambuzar
Com algo meu que tem gosto
E desliza por teu corpo
Ciente do jeito dele andar.
Fala farinha de pão
Toque um bom baião
Vamos pro arrasta-pé
Deixe Caetano pra lá
Vamo rebolá
Curtir um samba qualquer
Rala comigo na mão, ali no portão
Beco de Santa a temer
Foda-se Colômbia e Marzão
Itaiputom
Quero saber de você
Nem precisa me dizer
Ouça que amo você
E só respiro de novo
Por saber do teu gosto
Que meu corpo curte aprovar.
Só pra derreter calotas de gelos mil
Finjo nem mesmo aprender, finjo desdizer
Digo assim meio Abril.
Rimo praia com dendê
Misturo querer com Puta que o pariu
Faço poemas procê
Deduzo você
Tátil como quem não dormiu
Torço pro Flu se fuder
Quase sem querer grito que o gol foi mil
Quero fuder de você
O teu bem querer
Teu corpo, sonho e perfil
Quero saber de sonhar
Quero te saborear
E depois ir assim solto
Pelas trilhas do meu rosto
Que brilha quando vê todo mar.
Quero comer com mão
Ver um avião
Misturar rum com alguma fé
Bailar de Cuba a nação
Balança nação
Rumba com Samba dá pé
Quero me apaixonar
Depois reapaixonar
Por teu jeito de milhão
(Gente praca, irmão!)
Que me seduz de olhar.
Rasga meu novo blusão!
Faça isso não!
Tira minha roupa legal!
Bailo de novo voar
Olha além mar
Santa Tereza Cristã
A me deixar rebolar, batucar no ar
Céu de Guadalupe vão
Deixa eu te acordar
Depois me deixa te lambuzar
Com algo meu que tem gosto
E desliza por teu corpo
Ciente do jeito dele andar.
Fala farinha de pão
Toque um bom baião
Vamos pro arrasta-pé
Deixe Caetano pra lá
Vamo rebolá
Curtir um samba qualquer
Rala comigo na mão, ali no portão
Beco de Santa a temer
Foda-se Colômbia e Marzão
Itaiputom
Quero saber de você
Nem precisa me dizer
Ouça que amo você
E só respiro de novo
Por saber do teu gosto
Que meu corpo curte aprovar.
quarta-feira, outubro 25, 2006
Ao Desejar
Rosas noturnas cantam sinos
E há bem mar
Nas asas dos desatinos os olhos cansam
Voam nuvens sem neons nas luas que não nos alcançam
Calam-se crianças mortas nos silêncios.
E assim
Partem almas pela smãos
Deuses feitos dos ares do teu velho olhar
Tu assim
Qual Moura que fez das mãos
Um tecer de histórias e de paixão.
Calculo o significado dos extremos
De nosso olhar
Conto as horas que nunca passam aqui perto
Bailo nas segundas-feiras, terças e quartas nos versos
Luto contra relógios mudos
Que me condenam ao tédio.
Bailo assim
A buscar-te ba visão
Escrevo sem poesias versos de rimar
Sem assim
Ver-te sob o tempo, ao chão
Nua e deitada me esperando ao desejar.
E há bem mar
Nas asas dos desatinos os olhos cansam
Voam nuvens sem neons nas luas que não nos alcançam
Calam-se crianças mortas nos silêncios.
E assim
Partem almas pela smãos
Deuses feitos dos ares do teu velho olhar
Tu assim
Qual Moura que fez das mãos
Um tecer de histórias e de paixão.
Calculo o significado dos extremos
De nosso olhar
Conto as horas que nunca passam aqui perto
Bailo nas segundas-feiras, terças e quartas nos versos
Luto contra relógios mudos
Que me condenam ao tédio.
Bailo assim
A buscar-te ba visão
Escrevo sem poesias versos de rimar
Sem assim
Ver-te sob o tempo, ao chão
Nua e deitada me esperando ao desejar.
Arte de teu olhar
Posso criar dramas e infernos
Sonhos remotos
Festas em versos
Luares de graça
Sóis que remontam a luas.
Tudo pra ver-te em meus sonhos tensos
Nos botecos dos Rios
Em que vivo
No instinto
Das cores que almejas e que colho nos andes
Pra criar mais sóis
Iguais a teus olhos
Sonho-te em meio ao ar
Me solto a sós
Te esperando falar
Minha língua de amar
Sobre as velas.
Venha-me ao mar
Me faça cidade
Me faça luar
Outro milagre
Todo meu ciúme se cala ante o olhar
Da moura que me reflete entre o ar
E a ilha que nos contém
Durante o ato de amar
Esta arte de teu olhar.
Sonhos remotos
Festas em versos
Luares de graça
Sóis que remontam a luas.
Tudo pra ver-te em meus sonhos tensos
Nos botecos dos Rios
Em que vivo
No instinto
Das cores que almejas e que colho nos andes
Pra criar mais sóis
Iguais a teus olhos
Sonho-te em meio ao ar
Me solto a sós
Te esperando falar
Minha língua de amar
Sobre as velas.
Venha-me ao mar
Me faça cidade
Me faça luar
Outro milagre
Todo meu ciúme se cala ante o olhar
Da moura que me reflete entre o ar
E a ilha que nos contém
Durante o ato de amar
Esta arte de teu olhar.
Guerreiro de sons
Há um rio em cada meu sorrir
Lágrimas param diante do som
Tua voz em tom feito pra mim
Eu que assim calo-me
Vão.
Mundo inteiro me testa a sorrir
A burlar esta minha vã visão
Que te cria no mar ante o sol
Que já inicia são
Um novo ir.
Outros cercam-te prontos
E eu a arremeter
Contra a sanha dos sonhos de outro mar
Vago alto no medo de ver-te sublime
A fogo voar pelas campinas
Eu tolo e são
Poeta acima das mil luas frias
Guerreiro de sons
Abordo novo galeão
Derroto o inferno da lida
Que me afasta da sina
De beijar-te a mão.
Lágrimas param diante do som
Tua voz em tom feito pra mim
Eu que assim calo-me
Vão.
Mundo inteiro me testa a sorrir
A burlar esta minha vã visão
Que te cria no mar ante o sol
Que já inicia são
Um novo ir.
Outros cercam-te prontos
E eu a arremeter
Contra a sanha dos sonhos de outro mar
Vago alto no medo de ver-te sublime
A fogo voar pelas campinas
Eu tolo e são
Poeta acima das mil luas frias
Guerreiro de sons
Abordo novo galeão
Derroto o inferno da lida
Que me afasta da sina
De beijar-te a mão.
Ausência
Há mil horas em cada uma que vai
Eu em planos de medos e ais
Meio aqui bem calado, roendo um bocado
Um dedo, uma unha, um sentido sem paz.
Todo aflito sossobra no gás
De pensamentos fluidos demais
Fantasias arriscadas, bem amendrontadas
Falando do fim, do chorar, do mudar.
É o que é este risco de ser para o ser
Esta brusca comida no cerne do ver
Este querer morrir entre fins tão banais
Será um mundo triste
Ou será algo mais?
Será tudo fantasia demais
Será tudo uma ausência de paz?
Já só sei que me torno aqui tão pequeno
Buscando a ti em cada único instante
Cada instante de ti
Cuja ausência é demais.
Eu em planos de medos e ais
Meio aqui bem calado, roendo um bocado
Um dedo, uma unha, um sentido sem paz.
Todo aflito sossobra no gás
De pensamentos fluidos demais
Fantasias arriscadas, bem amendrontadas
Falando do fim, do chorar, do mudar.
É o que é este risco de ser para o ser
Esta brusca comida no cerne do ver
Este querer morrir entre fins tão banais
Será um mundo triste
Ou será algo mais?
Será tudo fantasia demais
Será tudo uma ausência de paz?
Já só sei que me torno aqui tão pequeno
Buscando a ti em cada único instante
Cada instante de ti
Cuja ausência é demais.
Teu menino
Me olhe na lei
Dos sonhos que nascem presa
Dos velhos anos curtidos
Dos sons que compõe certezas.
Me ame sem lei
Nas campos que rompem lírios
Nasd estradas que sorriem
Nos amigos de bebedeira.
Pois em meio aos ócios
Em meio aos sentidos
Nasci em ti, chorei, amei
Corri para teus carinhos
Perdi a noção dos mil tempos em que grito
Pois sou já menino
Inteiro menino
Solto teu menino.
Dos sonhos que nascem presa
Dos velhos anos curtidos
Dos sons que compõe certezas.
Me ame sem lei
Nas campos que rompem lírios
Nasd estradas que sorriem
Nos amigos de bebedeira.
Pois em meio aos ócios
Em meio aos sentidos
Nasci em ti, chorei, amei
Corri para teus carinhos
Perdi a noção dos mil tempos em que grito
Pois sou já menino
Inteiro menino
Solto teu menino.
Manhã
Bem sabes Irmão!!
Minha hora é passar de ser
Mudar sem mudar
Calar sem calar em súbito som de milagres sem véu.
Bem sabes irmã!!
Pouco sou de muito a ser
Vago sem notar, finjo renotar
Anoto o lugar onde posso escrever.
Finjo de sonso que sou
Um luar de mil cores que parecem ver
As estrelas do amor sem véu
Que por vezes dou só a vocês
Vago a reler
O inevitável prazer
Sabiás entre ramos do ver
Saboroso viver.
Rumo no imã
Rebuscando Cubas, irmãs
Vago no alto da praia que vã
É vocês
É manhã.
Minha hora é passar de ser
Mudar sem mudar
Calar sem calar em súbito som de milagres sem véu.
Bem sabes irmã!!
Pouco sou de muito a ser
Vago sem notar, finjo renotar
Anoto o lugar onde posso escrever.
Finjo de sonso que sou
Um luar de mil cores que parecem ver
As estrelas do amor sem véu
Que por vezes dou só a vocês
Vago a reler
O inevitável prazer
Sabiás entre ramos do ver
Saboroso viver.
Rumo no imã
Rebuscando Cubas, irmãs
Vago no alto da praia que vã
É vocês
É manhã.
Piano, na paz
Tirar meu ar?
Capaz!!
Sabe que mil mundos são estranhos?
E eu tenho a conta do insano vento
Sei mudar valor de requerimento
Posso remover da alma
Banzo, Miguelê, má calma!!
Calma, calma,
Vamo nos entender!
Tanto tempo e tantos anos
Perdem-se nas mãos dos que, humanos,
Vivem pelas horas do penar.
E estas horas andam querendo agora
Fazer o ser também hora virar!!
Sabe meu Ar, rapaz?
Assim como o assunto mudo os planos
E rebolo as horas com um movimento
Que redá valor ao requerimento
Se ele dizer das almas
Calmas sem morrer
Rescalmas de festar e ver
Batuque de chocalho de Ganso
Ganzá rebuscando esperantos
Porque um batuque é como o mar
E faz das horas
Coisa que nunca demora a resser
O ser
Porque mundo é sonhar.
Se vai chegar, Rapaz?
Pise com cuidado
Piano, na paz.
Capaz!!
Sabe que mil mundos são estranhos?
E eu tenho a conta do insano vento
Sei mudar valor de requerimento
Posso remover da alma
Banzo, Miguelê, má calma!!
Calma, calma,
Vamo nos entender!
Tanto tempo e tantos anos
Perdem-se nas mãos dos que, humanos,
Vivem pelas horas do penar.
E estas horas andam querendo agora
Fazer o ser também hora virar!!
Sabe meu Ar, rapaz?
Assim como o assunto mudo os planos
E rebolo as horas com um movimento
Que redá valor ao requerimento
Se ele dizer das almas
Calmas sem morrer
Rescalmas de festar e ver
Batuque de chocalho de Ganso
Ganzá rebuscando esperantos
Porque um batuque é como o mar
E faz das horas
Coisa que nunca demora a resser
O ser
Porque mundo é sonhar.
Se vai chegar, Rapaz?
Pise com cuidado
Piano, na paz.
Sem fim
Artes de março calaram-me desmundos
Rogaram-me refundos de mar
Entre sonhos e sons
E retornaram como se Taurus mútliplos
Áreis de cornos tão curvos, saltando por mil paixões.
Fizeram amor
Como se música
Entre trevas de cetim
Luas doces tão em mim
Que do amor
Fizeram tuas
As palavras que assim
Tornaram-se sóis
Enfim.
Artes de espaço
Construiram malungos
Bantos anzóis de musgos
Feitos feiticeiras em tons
Que recriavam beijos balangandungos
Mouras mãos que exploram fundos dos corpos
Em insana ação.
Por amor
Tomaram rumbas
E dançaram pelos mil bailes que tornam gentil
Cada flor
Cada macumba
E reescreveram sem ter fim
Toda história dos teus sins.
Estas artes passam
Como se por teu canto
E assim recriam-nos encanto
No amor que somos
Sem fim.
Rogaram-me refundos de mar
Entre sonhos e sons
E retornaram como se Taurus mútliplos
Áreis de cornos tão curvos, saltando por mil paixões.
Fizeram amor
Como se música
Entre trevas de cetim
Luas doces tão em mim
Que do amor
Fizeram tuas
As palavras que assim
Tornaram-se sóis
Enfim.
Artes de espaço
Construiram malungos
Bantos anzóis de musgos
Feitos feiticeiras em tons
Que recriavam beijos balangandungos
Mouras mãos que exploram fundos dos corpos
Em insana ação.
Por amor
Tomaram rumbas
E dançaram pelos mil bailes que tornam gentil
Cada flor
Cada macumba
E reescreveram sem ter fim
Toda história dos teus sins.
Estas artes passam
Como se por teu canto
E assim recriam-nos encanto
No amor que somos
Sem fim.
Por entre a paixão
Como dar-te o sol, a invenção da luz?
Se tua íris negra
Contempla da vida, nas manhãs
A invenção do eterno em meios aos dentes
Qual faca de lâmina inteira, ardente
Que corta a invasão dos medos sem fé.
Como entregar-te o dom dos servos azuis
Que como eu também, se lançam, cavalheiros, na invasão?
Nós que somos o límpido clamor do herói
Somos assim a voz que constrói
Vivendo o afã de guerras e sons.
Há no ar a fragrância de Deus
Há teu ser
Há no estar entre as flores de Deus e teu ser
Um lugar, um luar, um voar
Um ficar
Em meio ao sol
São.
Angelus
Teu signo
Muda-se em lei
Como um encanto prateado do sonho que te vêm
Feita das estrelas que não achei
No olhar sem cor dos homens sem reis
Eu calo a muita santa indignação.
Meu anjo de amor
Veja o sol assim
Rompido com o véu da cegueira santa da razão
Note todo o insano rebrilhar dos sonhos plantados
Na alma que há
Jogada ao léo das noites em vão.
Há no mar a instância de Deus
Há teu ser
Há no estar de minha ânsia o Deus de teu ser
No meu mar, no meu ar, no meu ir e voltar
Por entre a paixão.
Se tua íris negra
Contempla da vida, nas manhãs
A invenção do eterno em meios aos dentes
Qual faca de lâmina inteira, ardente
Que corta a invasão dos medos sem fé.
Como entregar-te o dom dos servos azuis
Que como eu também, se lançam, cavalheiros, na invasão?
Nós que somos o límpido clamor do herói
Somos assim a voz que constrói
Vivendo o afã de guerras e sons.
Há no ar a fragrância de Deus
Há teu ser
Há no estar entre as flores de Deus e teu ser
Um lugar, um luar, um voar
Um ficar
Em meio ao sol
São.
Angelus
Teu signo
Muda-se em lei
Como um encanto prateado do sonho que te vêm
Feita das estrelas que não achei
No olhar sem cor dos homens sem reis
Eu calo a muita santa indignação.
Meu anjo de amor
Veja o sol assim
Rompido com o véu da cegueira santa da razão
Note todo o insano rebrilhar dos sonhos plantados
Na alma que há
Jogada ao léo das noites em vão.
Há no mar a instância de Deus
Há teu ser
Há no estar de minha ânsia o Deus de teu ser
No meu mar, no meu ar, no meu ir e voltar
Por entre a paixão.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Samantha
Sonhe com a lua ausente
Há paz
No toque que transcende a paz
Fazendo semanas.
A noite irmana as asas do seio do sol
Que brilham nos olhos que em nós
É tua alma clara.
Nas areias soltas do céu
Nas asas do sonho, do mel
Na calma dos anjos que vêm
Escrevo teu beijo nas almas.
Voa nas artes do medo de nós
Me pegue em teu jeito de sol
Repare na praia.
Serpentes dançam sem teu riso cheio
Sem mais
Sem ver-te nos olhos
Sem sóis
E eu vejo d'alma
A praia.
E na praia teu riso vem
Na calam do riso me vem
A arte que crio
Por ver-te no nome a esperança que canta.
E no canto o sonho vem
No corpo teu sonho me vem
Escrever teu nome inteiro
Na areia
O nome
Samantha.
Há paz
No toque que transcende a paz
Fazendo semanas.
A noite irmana as asas do seio do sol
Que brilham nos olhos que em nós
É tua alma clara.
Nas areias soltas do céu
Nas asas do sonho, do mel
Na calma dos anjos que vêm
Escrevo teu beijo nas almas.
Voa nas artes do medo de nós
Me pegue em teu jeito de sol
Repare na praia.
Serpentes dançam sem teu riso cheio
Sem mais
Sem ver-te nos olhos
Sem sóis
E eu vejo d'alma
A praia.
E na praia teu riso vem
Na calam do riso me vem
A arte que crio
Por ver-te no nome a esperança que canta.
E no canto o sonho vem
No corpo teu sonho me vem
Escrever teu nome inteiro
Na areia
O nome
Samantha.
No espaço de minha arte
No teu corpo meu sentido destina-se mar
Rasgo palavras feitas de outro sorriso
Busco o inventário do músculo solto e preciso
O espasmo
O pasmo súbito rouco grito.
Vago em ti
Como se milagre à mão
Anotado em papel de pão
Inevitável ritmo.
Vago assim
No crepúsculo do chão
Deitado e eternizado
No grito, na explosão.
Parto sem princípios por você
Por te gostar
Teu sabor me torna multiverso
Estelar revolução de astros
Planetas, tempos
Multidão em fúrias, corpos
Margens
Inventos.
Calo assim
Com tua língua em meu céu
Minha alma emoldurada num grito sem papel.
Calo a mim
No tocar, língua
Ação
No espocar dos prazeres
Que escorrem em minha mão.
Versejo lugares, ritmos
Por te amar
Escrevo princípios frouxos
Vago por milagre
Pelos traços curvos deste corpo
Que me invade
Com a precisão dos mártires
Que se apropriam dos sentidos de cada arte.
Venha aqui
Me alimente ocm tua mão
Trave e trace curvas em meu coração
Caiba aqui
No meu sonho solto ao véu
Neste espaço que minha arte
Dá-te em mel.
Rasgo palavras feitas de outro sorriso
Busco o inventário do músculo solto e preciso
O espasmo
O pasmo súbito rouco grito.
Vago em ti
Como se milagre à mão
Anotado em papel de pão
Inevitável ritmo.
Vago assim
No crepúsculo do chão
Deitado e eternizado
No grito, na explosão.
Parto sem princípios por você
Por te gostar
Teu sabor me torna multiverso
Estelar revolução de astros
Planetas, tempos
Multidão em fúrias, corpos
Margens
Inventos.
Calo assim
Com tua língua em meu céu
Minha alma emoldurada num grito sem papel.
Calo a mim
No tocar, língua
Ação
No espocar dos prazeres
Que escorrem em minha mão.
Versejo lugares, ritmos
Por te amar
Escrevo princípios frouxos
Vago por milagre
Pelos traços curvos deste corpo
Que me invade
Com a precisão dos mártires
Que se apropriam dos sentidos de cada arte.
Venha aqui
Me alimente ocm tua mão
Trave e trace curvas em meu coração
Caiba aqui
No meu sonho solto ao véu
Neste espaço que minha arte
Dá-te em mel.
sábado, outubro 21, 2006
Tua luz azul
Mostre-me teus céus de mil noites
Tuas areias de sultão
Me demonstre com ou sem palavras
A inaudita imensidão
Deste teu eco de sorriso
Brilho vivo
De minha paixão.
Me largue sem desembaraços
Nas caravanas de dorso nú
Nas peles e nos olhos alados
De quem só vê o sonho, o sul
Nesta tua pele de consorte
Deusa viva de meu mundo azul.
Na pele te dou pedraria
Te dou o olhar de meu sol
Como se a lua fosse a festa
De meu deserto feito em dó
E eu cantando o som sorriso
Indo em saltos pela noite a sós
Na luz
Na luz
De todo o teu meu sul.
No rosto seco o sol impróprio
Nos olhos o negro do inventar
Cabelos soltos pelas ruas
Como meu velho avô e pai
Nas Fenícias mais ao norte
Nas magias dos montes a nevar
Trago a história dos meus passos
Trago força de coração
Como se fosse de toda a terra
Este grito que queima lua e chão
Pra te dar minha alma e meia
Pra teu sorriso me presentear canção.
E hoje eu que crio mil astros
Com letras, versos, sonho, cruz
Me entrego inteiro, já sou teu
Me inverso libanês do sul
Porque como tudo é Deus
Meu sangue é íntimo de tua luz
Azul.
Tuas areias de sultão
Me demonstre com ou sem palavras
A inaudita imensidão
Deste teu eco de sorriso
Brilho vivo
De minha paixão.
Me largue sem desembaraços
Nas caravanas de dorso nú
Nas peles e nos olhos alados
De quem só vê o sonho, o sul
Nesta tua pele de consorte
Deusa viva de meu mundo azul.
Na pele te dou pedraria
Te dou o olhar de meu sol
Como se a lua fosse a festa
De meu deserto feito em dó
E eu cantando o som sorriso
Indo em saltos pela noite a sós
Na luz
Na luz
De todo o teu meu sul.
No rosto seco o sol impróprio
Nos olhos o negro do inventar
Cabelos soltos pelas ruas
Como meu velho avô e pai
Nas Fenícias mais ao norte
Nas magias dos montes a nevar
Trago a história dos meus passos
Trago força de coração
Como se fosse de toda a terra
Este grito que queima lua e chão
Pra te dar minha alma e meia
Pra teu sorriso me presentear canção.
E hoje eu que crio mil astros
Com letras, versos, sonho, cruz
Me entrego inteiro, já sou teu
Me inverso libanês do sul
Porque como tudo é Deus
Meu sangue é íntimo de tua luz
Azul.
terça-feira, outubro 17, 2006
Sonho bão
Saber rever a ilumineza das janela
Brincar de coxo antes de banho tomar
Saber do vento o véio, o veio, o tento
O longo intento de vento todo beijar.
Porque brincar sob este sol é ser estrela
E tudo isso é também pular mourão
É o refastelo da sorte
É dar-se em norte
É ter o norte do redemunho insão.
Pode notar
Não há estrada
Só a hora, louca hora
Este espaço de contar.
Bagunça leis o estilingue, o definir do sonho
Andar nas velas dos barcos da imensidão
Na maré da vida toda inteira
Ronda de certa maneira o limiar da razão
Em desafio, em desafino, em pirilampo
Como se ócio rompesse perigos
E construísse furtivas bombas de ação
A explodir cercas, bobices, celas.
Se há amor
É tudo mar
E mesmo o mar é luz solta que atrela
Poesia à visão
Pois todo o amor
É campear pelo suor que nos revela
Liberdade e sonho bão.
Brincar de coxo antes de banho tomar
Saber do vento o véio, o veio, o tento
O longo intento de vento todo beijar.
Porque brincar sob este sol é ser estrela
E tudo isso é também pular mourão
É o refastelo da sorte
É dar-se em norte
É ter o norte do redemunho insão.
Pode notar
Não há estrada
Só a hora, louca hora
Este espaço de contar.
Bagunça leis o estilingue, o definir do sonho
Andar nas velas dos barcos da imensidão
Na maré da vida toda inteira
Ronda de certa maneira o limiar da razão
Em desafio, em desafino, em pirilampo
Como se ócio rompesse perigos
E construísse furtivas bombas de ação
A explodir cercas, bobices, celas.
Se há amor
É tudo mar
E mesmo o mar é luz solta que atrela
Poesia à visão
Pois todo o amor
É campear pelo suor que nos revela
Liberdade e sonho bão.
Olhar que me acolhe.
Vagueio em obtusos
Frutos de uma paixão que decepa o ontem
Como se lua à toa
Nova que brilha em partes
Em flores
Que escolho em esbulho
Que nutre invenção
Com o lirismo que ouve
O sussurrar das mil estepes
E cavalga nas árias que recriam pessoas.
Como não dizer encantos
Se há no olhar o mar das ruas soltas
Subúrbio em graus
Que ornam versos muitos
Que mando pras gentes
Que amo de um jeito grande
Esperando teu nome
Dar-me um verso
Um sol, um enxame.
Espero cores e astros
Vagos nos luares rasos
Que me esperam nas incertas
Cores belas da donzela
Que arde em mim como astro
Um sol entre flores.
Vagueio em muros mudos
Repito ordens a surdos sem porque
Calo noites por teu sobrenome
Exagero meus atos, falo alto
E noto sóis dispostos
A verem-me novo, no ócio
Dos dias de viver.
Espero o metrô errado
Durmo nos ônibus cansados
Calo à vera
Falo sem pressa
Tenho pressa
Toda a pressa dos meninos revoltados
Me noto sem cores.
Vagueio em confusos
Confusos sóis vivos
A ler
Na nostalgia dos meus astros
Um sabor de querer-te ver
Te vi além
Ali
Em meio ao largo
Dos Cariocas cansados
Das luminosas do espaço
Estrelas velhas, luas,
Meras, sempre meras, repetições do teu calmo
Olhar que me acolhe.
Frutos de uma paixão que decepa o ontem
Como se lua à toa
Nova que brilha em partes
Em flores
Que escolho em esbulho
Que nutre invenção
Com o lirismo que ouve
O sussurrar das mil estepes
E cavalga nas árias que recriam pessoas.
Como não dizer encantos
Se há no olhar o mar das ruas soltas
Subúrbio em graus
Que ornam versos muitos
Que mando pras gentes
Que amo de um jeito grande
Esperando teu nome
Dar-me um verso
Um sol, um enxame.
Espero cores e astros
Vagos nos luares rasos
Que me esperam nas incertas
Cores belas da donzela
Que arde em mim como astro
Um sol entre flores.
Vagueio em muros mudos
Repito ordens a surdos sem porque
Calo noites por teu sobrenome
Exagero meus atos, falo alto
E noto sóis dispostos
A verem-me novo, no ócio
Dos dias de viver.
Espero o metrô errado
Durmo nos ônibus cansados
Calo à vera
Falo sem pressa
Tenho pressa
Toda a pressa dos meninos revoltados
Me noto sem cores.
Vagueio em confusos
Confusos sóis vivos
A ler
Na nostalgia dos meus astros
Um sabor de querer-te ver
Te vi além
Ali
Em meio ao largo
Dos Cariocas cansados
Das luminosas do espaço
Estrelas velhas, luas,
Meras, sempre meras, repetições do teu calmo
Olhar que me acolhe.
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