quarta-feira, julho 22, 2009

Se põe em nós


Se eu rir, Dá-me ardor
Teu grito de amor
Como se falange de onze mil sonhos de pó
Gosto de te ver sendo-te flor
Grato pela alma!

Me dói a sós a cor da voz.

Dá-me toda a mim
Dê-te a mim a cor
Grandes entre os grandes sonhos ao longe da voz
Dou-te a ti o ser de meu amor
Grato pela alma!

A sós a voz, me dói atroz.

Dou-te a mim no solo de meu amor-paz
Dê-me a ti no colo de dormir, sonhar
Dê de mim àquele que te quer tornar
Sons de novas preces!

Dê-me a ti amor
Dê-te a ti o ardor
Creia-me o afã da alma alada entre bemóis
Sons de teu saber de mim o amor
Grato pela alma!

A nós a voz se põe em nós.



Feita de tua mão


Quase era de fingir sorrir
Era eu e a cidade ao chão
Tendo à mão pedras, porvir,
Nada de mim
Cacos de som.

Quase ensejo de descolorir
Em retratos negava-me o são
Respirava em gotas de não
Era eu mesmo o não
Um desorrir.

Hoje colori prantos, desenhei um ser
Fiz-me contas até de somar
Em pastéis costurei meu querer
Fiz-me cine de amor passar
Transei com rimas
Fiz-te canção
E Rio acima, corredeira prima, da minha paixão
Renasci verso e invenção
Fiz-me estranha e sortida estrada florida
Feita de tua mão.

A nossos passos


Se fosse de sorrir
Como esconder o ar de tempo que à gente
Faz parecer um sim, um vento de luar,
Enquanto o sal do mar nos dá o presente
De termos só ali o som de um momento
E o eterno milagre de feliz ser?
Tantas coisas passam sob o vento
Tudo é tão amor
E nós, talvez.

Se eu soubesse dizer o amor que cai de mim
Solene, Silente
Talvez soubesse ver o dom de renascer
Tecendo do luar um mundo à frente
Que invente do viver a ausência de certezas
Sacrificando tudo à beleza
Que não cabe nas palavras
Nem mesmo em Deus
Que só é o que convém a nossos passos
Que amados vêm.

segunda-feira, julho 20, 2009

Brilho de amar

Se o sonho de estrelas fosse do som
As gotas de beleza
Toda a calma que atrai a ti esta tua luz me costuraria ar
E em semblantes que comovem
Apareceriam marcas de cores tão cheias
Que criariam dias e crepúsculos vivos de nos despertar.

Dói sentir medo do medo
Neste amor de som vivo
De fantasia
Feita de pouca roupa e uma lua viva em cada olhar.

Mesmo longe, somos perto
Na música que rompe o medo que se cria
Na lucidez vadia de nos ver aurora
E brilho de amar.

UMA RESPOSTA SOCIALISTA PARA A CRISE CAPITALISTA



Debate com Alex Callinicos

A crise do capitalismo é global e não é só econômica, mas ambiental, energética e alimentar. E mostra que esse sistema não funciona.Os governantes e os capitalistas estão construindo sua saída, à custa dos trabalhadores, que resistem como podem.Mas a grande questão é: qual a saída que a classe trabalhadora deve construir?

Estas são algumas das questões que serão debatidas com Alex Callinicos, dirigente do Socialist Workers Party (SWP) da Inglaterra, organização-irmã do Coletivo Revolutas.

PARTICIPE! DIVULGUE!

Data: 27 de julho – 18:30h

Local: Senge (Sindicato dos Engenheiros – RJ), Av. Rio Branco, 277 - sala 1704 - Centro - Rio de Janeiro - Fone: (21) 2532-1398.

sábado, julho 18, 2009

Apenas só te pariu


Se fosse sol
Teria o espasmo dos atados a sorrisos
Teria o mar
Nas tetas, nas estrelas e no sangue
Que me é instante
Que me tange.

E já sou teu
Caçado e encalacrado nas alcovas
Me entrego teu
Inventado menino tão gigante
Entre as coxas
Entre as horas
Pernas que me esporam
Não sou meu.

Estrelas comemoram luzes de não ver
Guardo laticínios para derretar
Como o peito antigo a se renascer
A sós a lua ensina
Sóis são vida linda.

Meu coração te pariu
Minha arte é o sol que sorriu
Meu coração, sendo invenção
Apenas só te pariu.

Velha de estrela de novo amar


Gotas de anjos
Pedaços de feira
As velhas cidades nos conduzem estrelas
Velhas são as três mil novas bacantes
Velhas são estrelas de olhos olhar
Velhas repetem-se mares e fendas
Gotas de estrelas são nosso voar.

Gotas de espera, de amor, de lidas
Rasgue na calma da flor a cantiga
Dê-me a estrela de teus olhos tantos
Velha é a forma do verbo amar
Cresça na estrela da cidade velha
Rime a beleza do amor no olhar.

Muitos são risos
Muitos são ocultos, juntos, feitos canção
Seremos tantos, muitos, juntos
Somos estrela, talvez uym esperanto
Feito de jeitos e cores de amar
Somos a velha cidade mais velha
Velha de estrela de novo amar.

A nos ver escrevendo paz


Deixe o sol lá reluzindo-nos mar
Escreva a linda flor de seu sorriso
Grite um luar que nos teça acordar
Note-nos bem vivendo assim sentindo.

Olhei um vento e fui canção
Talvez meia lua
Aprendi deuses de paixão
Nudez de bruxas
Acordo a tempo de dizer tuas ruas
Posso até correr pro seu trem me tomar de meus ais.

Luzes de anzol
Cor de vento e de sol
Sabe? você aqui me é tão riso!

Dê-me teu mar
Nós na vida a olhar
E rua ao sul das ilhas dos meus medos.

Nada é tão longe, tudo é tão bom
E na poesia
A cor do ver é qual nascer
Sabendo dias.

Se é nossa casa esse chão é estrela e lira
Ou seremos você
A nos ver escrevendo paz?




Um jeito imenso amor de voar


Gosta de luar?
Vem sorrir pra rever lua mar
Entre as doces luzes do olhar
Gritar o sonho que vemos
Espelhos lisos de nos notar
Guardar toda essa fome de nós, do espaço, da fome lua
Escrever-nos inteiros
Mar.

Olhar, renovar
Ver-se em ser em estrelas de mar
Gostar de se ver sendo intenso
Caçando vento e gosto de amar
Deduzir magias enquanto a sanha de nós, de rua
Faz-nos ser inteiro gostar.


Da cor de olhar
De saber, de voar, de amar
Estrelas se tornam azuis de ser, de se tornar
Alvo imenso de muito olhar
Cataando o tempo de se crescer
De se tornar
Um jeito imenso amor de voar.



No chão de nos renascer


Menina de espaços
Espelhe o retalho de teu céu corrente
Nos olhos da gente
Redija a arte
E note o sol que vai
Pôr-se em ti, atrás das luas que espalham
Vozes e repiques
Menina, acorde deus com teu riso esfinge
Enquanto os espaços constroem-se em barro
Olhando a lua que sai a nos fazer mais que homens descrentes
Em sóis e viagens
Sonhos de nunca mais.

Grito e resmungo um passo, um dado, uma invenção
Entre os anzóis que me prendem indecente na tua boca e sol
E em luas de corpos, em ti
Esperei explosão de tudo solar
Gritei espasmos, senti teus retalhos de sol
Gosto de riso, sentido dormente de ser mais que rei
E enquanto os dons de vestir
Aprendem estrelas por serem manhã
Guardo o espasmo, me entrego retalho de sol.

Menina vá vento
Vá sim ser viagem
Adorne a lua atrás do teu sol de paz
E regue meu grito de amor e arte
Cantando coisas que jazem já longe demais
Espelhe o espasmo,o espaço e me grite
No chão de nos renascer.


De anjo olhar


Estrela e trilha
Sono de alma lavada
Espere o inverno e o céu que nos faz danças
Tudo é um Rio, um sol e um chão
Feito estrela, o sonso mar
Escreve rabugices de acordar.


Velha e tão singela Lua nova
Esperanças redigem sonhos humanos
Tudo é silêncio
Tudo é voar
Quintal deserto
Vento de mar
Olhos lembrando tempo de brincar.

Gritos ensandecidos
Espera clara
Sonho revoando menino cedo
Anjos de patas, focinhos, sons
Tantas belezas, tanto olhar
E meu sorriso aprender a revoar
Pela luz que aprendi com este olhar
De anjo, de anja, de anjos de mar
De olhar, de voar
De sonho de anjo, de anjo olhar.



quarta-feira, julho 15, 2009

Redivinal invenção



Me dê a armadilha das histórias!
Ulisses me ensinou a cantar glórias
Penélopes urdindo o tecer forte
O sal do sul
Enquanto os Deuses eram eras entre estrelas sós, sonhos nús.

Já acordei sorrindo em meio a pânicos
Já voei entre anjos e demônios
Brinquei de colorir a cor da morte
Entre o azul de mil mulheres lindas.

E por sorte achei a cruz
De todo este querer
E foi só eu aprender
A recuperar o mar
Que o esperanto de saber sonhar
Nasceu de uma canção
Me pegou pela mão
Sorrindo inventou o realismo em sins de cores nuas.

Penélope! Vem ver
Outro coração
Ulisses faz-se som
Redivinal invenção.







A história da arte nas flores


Deixe ali a rosa branca!
A Lua desmonta riso em cores acres.

Deixe a linha de esperanças
Entre as mil danças de saber das cores.


Sabe a arte que vem de fora?
É a história da arte nas flores.

Gotas de jardim


Posso deitar-me quieto um pouquinho?
Sugiro ser-nos som
Grave no alfabeto de signos
O que é nossa canção
E respiremos o ar de desalinhos
Desenhos de bom tom.
Posso deitar-me em cantos de teu dom?


Posso querer guitarras entre o sorriso de meu amor?
Seja na rua a voz das estradas em sentidos de bom pintor
Que responde na rústica classe o som de ser sabor
Cale-me em beijo fruto
Rime ardor.

Posso ser invenção de palavra, desejo, sol e mel?
Posso lacrimejar de risada, feliz, moleque,céu?
Grandes são os mil campos e espaços, tão lindos
O chão todo parece meu
Estrada é minh'alma sendo eu.

Posso emocionar as agruras de uma nuvem que é você?
Posso ter medo e amor e desejo e sonho de só te ver?
Gotas de uma semana me ardem
Tudo é tão viver
Ruínas de rua tangem meu saber.

Posso dormir teu cio no gosto nú de ver-te em mim?
Teci casas corretas, destinos, lavradios de sins
Roupas de beges fluidos
A Saudade força o sorrir em mim.
Posso saber teu amor em gotas de jardim?


segunda-feira, julho 13, 2009

Caçando o vão dos ventos


Morre o som das diatribes, das palavras
Sobram os pés mergulhados na existência
Não sorri ao notar nua a vida amarga
E ao perpetuar a morte ingênua.

Calo fins
E me reduzo em palavras
Calo a dois
Como tecendo contingências
A ouvir
A pulsação de vida alada
No hoje desta multidão de outros tempos.

Olho em fim
Pro não sentido
Para as asas
Deste azul que é outro dia tão sereno
Páro em vão
Contra o tempo das estradas
Tolo
Infante caçando o vão dos ventos.







O sal da invenção


Do sal arrancamos o sagrado
Pitadas são como saber
Do gosto faz-se o depois
O medo é a ausencia deste
Que ferve nas carnes e leites
O gosto intenso irreprimível
De transformar sabor em instinto.

Tempere a todo mundo com o sal das horas
Dê ao sabor de deus o gosto das eras
Um toque de ácida arte
É a gota de um coração
Pimenta rubra é o sal da invenção.

Sussurro do amor


É do amor a fome e o ver
De um sorriso, o leque apaixonado,
O ter o sentido simples de voar.

E o que eu sei,
Se toda verdade é bem maior?

Há requintes do amor
Que a fala sem sapiencia
É inútil explicando em mel o que adoça a existência.

Como explicar, mulher, o que é o sorriso?
Quase um carnaval de fé que resiste em se acorrentar
Ao medo de Deus
E assim um sinônimo de viver
Como se em dias de reis
As belezas escondidas nas ações
Sorrisos,canções, amizades retintas
Fizessem sambas da dor
Desenhassem flores com gotas do ardor
Que é o sussurro do amor.



Apaixonado e vencido


Em tempo!
Cada flor é sugestão de co-autor: O peito
Perceba a nata de todo respeito
Há um imenso "mas" em cada querubim que acerta a pena
Dos amores que vencem cansaços.

Nós não somos meninos, temos nossos regaços
Beijamos dor até o colarinho
A frase é tudo o que cala
A espera, o olhar, o que arde
É simplesmente o sentido
Desta forma de prazer
Que é superar o doer
Apaixonado e vencido.

Feita de esclarecer


Amo
De você todo o seu coração
Me desculpe se a linha eterna de minha paixão
É louvar o perpétuo sonoro gemido
De um bater compulsivo
Desta nuvem de invenção.

Deste teu coração o sol me deu
Um luminoso calor, me floresceu
Em ventos
Eternas luzes coloridas
Astronaves de paz, novo Deus de felicidade e vida.

Sonho em cores a tez de um bordeux tão fino
Quase que um carinho de perplexo bouquet
A tatuar seu sabor na língua e no cio
Como se uma dança feita de esclarecer.

domingo, julho 12, 2009

No respeito que contradigo


Se soubesse rimar ritmo com palavras desafios
Calava-me enquanto há tempo
Pois me acalma os destinos
Que contradizem-me invento.

Se eu soubesse amar filhos
Como amo teu umbigo
Que seria eu do vento?
Talvez sutil bom primo
Ou apenas contratempo.

Se minha doçura fosse o signo
Do ensino que cultivo
Perderia tanto o tempo
No respeito que contradigo.


Enquanto filha da aurora


Consuma o senso da dor
Respeite o grau inebriante
A fragilidade do ato desesperado
De cura enquanto instante.

Areje o centro da flor
Deste ato de represália
Contra a lua, os assassinos pobres
E a nudez sem mortalha.

Dê-se ao respeito estético
De saber que houve dor
Dê-se ao menos a resposta
De renascer enquanto filha da aurora.

Avise lá o amor, mãe!


Repentinos amálgamas
Giz
Cor de azul, mil palavras
Você
Repintados lírios
Dalí
Espertos desarmes do Rei.

Desejos de mil almas
Gentil
Crianças de vime
Xerez
Restos de café
Avis
Esperanças e calma
Londres.

Pintar de palavras
Jasmins
Versos estrelados de Deus
Tinta de letras que ri
Verso esse teu, amor que vem
Me dar palavra
Indo além das almas, das calmas
Avise lá o amor, mãe!


Com teu gosto e sorriso


Deixe-me dódoi de esperanças
Repentista de um velho jardim
Sou um ócio em buscas das lógicas
Rádio interno trocando seus sins
Pelos olhos de amor sem palavras
Surrurando estática de mim
Deixe-me surrupiar a lógica
Dá-me um blues do Jobim.

Quero ser dódói
Ter cuidado de avó
Respirar as flores deste teu sim
Me perder no sussuro das horas
Pelo intento anormal do jasmin.

Quero ser dodói
Cure-me a sós no invento do teu corpo com meu lírio
Cure-me a sós com teu gosto e sorriso.


Sorrisos tão puros


De amor sentido perfeito
Faz-me mudo em cinemas e desejos
Em sinas e linhas
Teça-me pertencimento
Cresça em mim explosão viva
Construa em meu peito Fortalezas perdidas.

Me fale da flor, da rua, dos sinos
Me ensine a saudade que espera
Enquanto o riso nos atiça a tentar fugir
Por novos mundos além.

De amor me faça paz
Já que inês está morta
Entre os destroços de onde faremos mais
Mais que novos mundos
De onde faremos mais
Destes velhos mundos
Criando assim sorrisos tão puros.

sexta-feira, julho 10, 2009

Nas tardes nuas do meu coração.


A luz do meu rir é tua alma
E tua alma tem o incidental das pétalas
Calo-me palavra
Em um afresco vejo a luz que repentina faz prantos
Terem cor bordô
Repare ao pé da escada um sonho querendo-te sorrir.

O mundo é feito de delírios e morcegos
A luz é o natural do mundo no meu jeito
Espere ver esta luz ser luar
E redecorar os fins de tarde com uma cor azul.

Se deliro arte em preces e tecidos e moleques
Não procure um sentido no que é que tem o lírio do motivo
Do desejo e de um mundo onde o espelho te reflete em meus sussuros
E em meio à iris renascem cores
Que pintam a flor do prêmio com um ar de revolta
E de horas onde vêm mais de cem tolas boas razões.

Tudo isso é similar a meu amor
E se desdiz a todo o tempo e confunde e faz mistério
Como um Happening extenso
E parte de tudo é o instante em que teu beijo é meu dia
Nada é mais importante.

Meu delírio é a parte prática deste meu modo de dizer que amo a ti.

Não tenho espadas
Minha única arma é um olhar que repete o de deus quando fala de amor
Não procure pensar
Respostas dão enfado
E verdades causam dores vis.

Só respondo arte
Tendo corações
Fazendo canções
Tendo explosões
Tentando imitar o mundo
Com versos cansados demais.


Todo delírio é a parte prática deste meu modo de dizer que amo a ti.

Veja o sol e me venha amar
Nas tardes nuas do meu coração.

Autoretrato para o amor


Eu sei a senha do amor de cervantes
Eu sei a sina do amor banal
Quero estradas de flores, quero ver voarem sem aparelhos
Pelos jardins do meu velho olhar
Que repete filmes velhos que vêm
Construindo ruas
Enquanto eu queria dormir
Tecendo-te em sonho
Contando hidrantes.

Criei um espelho e vi-te ali sorrindo
Não sou decente ou sonho colorido
Crio malasartes
Respiro sem querer
Gosto mesmo é de ver mundos quase demodês.

Não tenho piscina, nem amestradas visões humanas bem alinhadas
Quero o artíficie desta prisão também pagando suas sentenças
Meu riso é firme
Meu amor intenso
Eu desgoverno é meu estado inconsequente
De ser bombeiro de sonhos esquisitos
De ser presente no amor entre lírios
Quando acordo tarde eu gosto de nascer
Entre palhas e pedaços inteiros do teu ser.

Hoje eu só quero ser inteiro de você


A marca dos cortes nos peitos, na alma
Hoje à tarde o mundo é todo meu
O azul me fisgou pela fresta do primo olhar
Arde a tarde no meu ser.

Olhe agora!
Estrelas causam auroras!

O velho sonho costuma criar casas
Gosto de ver-te assim tecendo leis
Larga o medo no chão
Me seja espelho
Existe paz aqui?
Talvez
Pois meu espírito já sente o corpo soprando
Algo mais que um sorriso.


Olhei por amor, o amar das pessoas
E sonhei, como em prece, Amanhãs
E hoje eu quero gostar do mar
Que já há no amor de seus ais.

Me diz se o vento é mais doce ao sul
Hoje eu sonhei com teu mundo
E havia contas de cor de jasmin
Pedaços de tardes romãs
Cafezais em chícaras de chá
Contávamso ruas
Éramos nós, mais ninguém
Éramos todos um lugar
Era tudo nossa casa
E o sonho era um mar
Meu sonho é ser teu mar.

Sente o gosto do amar
Daqs pessoas e da prece que é a manhã
De ver-nos inteiros sendo o mar, o voar
Das verdades que há presa nas palavras
Feita de estrelas.

Hoje eu sorri com uma paz tão perene
Hoje sorri como um presente de pais
Que costuram verdades-mundo
Tudo é tão confuso
Que a esperança não é mais compreender
Hoje eu só quero ser inteiro de você.

quarta-feira, julho 08, 2009

Permita-me ser arte, amor?


Sonho detalhes de besteiras
Olhos de azuis, bananeiras
Casas de mar
Cheiro de amor, jasmins.

Revele-se! ó Companheira
Aceite a flor deste meu dom
Perdoe-me se hoje me falta graça
Se sou apenas explosão.

O Sonho é criar uma simples história de amor
Feita de mar, de sóis, beijos guardados
De flor.

Assim declaro-me tua presa
Feito de ausências de saber
Calada em passos feitos de sins.

Revele-se! Ó companheira
Presta sorrindo atenção
Perdão se o dom perde estribeiras
E morre em si, por ser canção.

O Sonho é voar por milhões de pedaços de cor
Como um jaguar pra conquistar teus lábios
Qual flor.

Sonho detalhes de estrelas
Feitas de espasmos de amor
Como se o ar pudesse me queimar.

Entrega-te! ó Companheira
Pois já sou só um coração
Feito de ti, de vida inteira
Feito de mim, só invenção.

Como ser mar se parte de minha face é a cor
De teu olhar?
Permita-me ser arte, amor?

Cadê Nega Preta?

O que fazer?
Fala menina! me ensina saber do amor do chão
Dizaê!
Rua colore e o amor fala não.

CaDê? Tá lá!
Fala Menina! Achou a flor do amor de ti?
Cadê? Tá lá!
Pedra e rosa plantaram amor em mim

Arrasta o pé in dance floor
Tudo é Preta beleza, beleza de preta
É Nega irmã de mão.


Cadê você?
Me explica a cheia da lua em belza e invenção
Diz aê!
Canta a pintura da vida na tua mão.

E vou casar!
E Negapreta vai dizer defoto luz de mim
E vou nascer!
Nega Preta ajudou no meu sim.

Arrasta pé in dance floor
Ilha vai conhecer preta
E amor de preta vai pintar estrela em seu olhar de cor.

terça-feira, julho 07, 2009

Sou sorrir


Vou correr
Quero ser veloz qual palavra
Bom brincar de ver
Cães azuis,Gatos d'alvorada
Vou fulgir
Como um vô velho que cantou
Flor de Guirlanda de jardim
Nem fugi quando vi alma ser criança
Fui moleque ver
Aprendi se tratar de nada
Só sorri.

Vou ser um sol pra te trazer rir
E subir n'árvore do jardim
Assim menino pegando lua na mão
Escrevendo na água fria
Aprendendo amor
Respirando fé e esperança
Sou sorrir.



Tecida apenas com amor


Ontem eu sonhei de verde, pássaro tranqüilo
Catei viagens velhas para recolar
Quis ser um Flash feito de brincar de ver
Ser Super Homem de nariz vermelho de gostar.

Teci diversas Andorinhas, Sabiás, sorrisos
Fui neto calado comendo jiló de alimentar
Passarinho preso e solto, bom da gente ver
Teci conversas de domingo sobre futebolar.

Não costumo fazer preces nem falar direito
Sou feito de uma terra feita em fogo de amor
E só costumo ser moleque e não temer medo
Olhando estrela e sabendo flor
Aprendi com o velho a palavra cor.



Não como resto de hóstias, O meu Deus é alegre
Aquele Deus que me ensinou a palavra mar
E estrelas que caem no colo do coração leve
De um jeito que me sinto filho, irmão de minha mulher.

Não eu não aprendi preces, aprendi a ser vento
E ser um povo que aprendeu a ser chão e louvor
Pois não! eu te entrego a prece de meus olhos secos
Escrita em silêncio no peito,com amor
Tecida apenas com amor.






Ana, doce de se dançar


Ana que rima com lua
Espelho é fato, é lustre de calor
Olha-me
Sei até voar
Calo a boca pra não estragar.

Ana de cor de garrucha
De Bola no barro, De chute
De sabor
Pedra de ver água ecoar
Brincadeira de se entregar.

Ana que me vê menino
Menino vento espanta lacrimar
Ana de ver
Ana de mar
Ana boa de se tocar.

Ana de sonho, de noite
De casa nova
De aventurar
Ana de ser tudo de amar
Ana, doce de se dançar.



segunda-feira, julho 06, 2009

Madrugadas


Madrugadas ensinam latim
Sempre
Elas chegam de manso
Como a rua onde o cachorro só mordia em silêncio.

Me lembram longa Brasil
Cheiro de uma maresia misturada com teor alcóolico
Lixo e carros mentindo alegrias de cidade
Apagando risos.

O Passado deu demão em Guadalupe
E riu nossos meninos e ruas largas
Parece bom
Madsrugadas são primas de passado
E rimam verdades, enquanto lêem kafka.

Madrugadas são noites em silêncio
São sós,mas calmas
E indo assim concordo com elas
Um mundo de cores mudas
É quadro novo, eterno
Chapiscado de lembranças.

No tempo onde o subúrbio era cinza


Ontem eu fui de corpo
Sai fingido de cansaço
Mas era riso.

Sai assim pensando mundo
Mundo era ilha
E aprendi caminho novo
O sonho ensinava novas gentes
E sussurrava acordar cedo com mar perto.

E fui de corpo com pés e mãos
Sabendo o grito e o toque
Sai aprendendo café,manhã, beijo e sorriso
Aprendi desejos.

Ontem eu fui filho
Sai aprendendo esposo
E conheci sorrisos novos
Indo pra ilha em sonho colorido
Pensando no tempo onde o subúrbio era cinza.

De bom era um sonho


Como se eu respirasse inventos
Tive pedaços de mestres entre dedos
Por vezes em torno de madeiras de lei.

Era um sono de sol e cães
As letras e verdades passeantes
E o céu deslumbrado com o cinza do cimento e a goiabeira murcha.

Como se eu respirasse, o grito ecoava
Era mãe e pão
Talvez café
E uma pintura nova ria olhos.

Era cão em meus dedos
Mostrando amor de lingua
E meu falar era aus de muito
Tudo era eu
E éramos mundinhos
De bom era um sonho.



Queria ser vôo


Lendo pessoas eu me sinto querendo ter cidades
Vejo mundos pelaí, não os namoro
Casei e durmo com as mesmas ruas, preciso de transversais.

Preciso de estrelas em paredes
Paralelepípedos novos
Inventos de verde e cheiro de céu
Quero namorar caminhos
Traçar lembranças
Falar disparidades.

Queria ser vôo.


Minha paixão de Saravá


Me dê mar
Se eu falar poesia pelo celular
Cale-me em exercicios imoderados
Dê-me a cidade
Me dispa à noite de luar.

Se for voar me dê guarida para eu não chorar
Dê-me conselhos sempre aos pontapés
Dê-me teu beijo de ferver olhar
E em tempo redija filmes e História
Resgate pedaços da memória
Que nos engana aos borbotões.

Se dia
Me dê palavras que contenham ira
Marrom-Glacê me dê com gasolina
Como um ensaiar de explosões
De trilhos e gabinetes de fardões contentes
Espelhos vivos, Fósseis renitentes
Zumbis de fossas abissais
Que cismam em dar bananas frias, rangos de alvará
Calas-bocas para a torcida
Num Samba-rock bem sem sal.

Mas vá lá
Se for Maria de Bailes floridos
Me espere espelho em beijos sortidos
Me ame assim como a voar
Porque eu vou pra lá
Resplandecer entre cidades de mar
Cantando à Dona Liberdade
Minha paixão de Saravá.






sábado, julho 04, 2009

Gozo aberto das almas irmãs


Meta-te em mim
Boca e escolha
Dê-me teus passos dados
Dê-me a veste nua de ser só a si,pessoa
Seja pessoa em mim
Boca que despe
Dá-me o som do bom sabor das coisas
Diga que ama,diga-me cama
Em sóis seja semana
Seja uma forma qualquer de amanhã
Dê-me o corpo,a prece, o sarro
O descalabro das manhãs
Joelhos feito prece em sanha
Saiba o gosto meu,me saiba em manha.

Quero-te do jeito negro dos negros
Quero-te inferno e céu de desejos
Risco o riso, a cor , a estrela da manhã
Quero me ter teu resplendor de ganas
De talvez morrer sendo-te o gozo aberto das almas irmãs.

Em meu sentido


Sou barco
Porto é mão que atormenta
Porto é não
Me acorrenta
O canto, o espasmo,o som
O mar, meu não.

Será sol redivivo o Deus dos meus instintos?

Sou Marco
Prego o chão de presenças
Rego invenção de sentidos
Sou o ontem, a espada
O dorso da mão
O som
A chaga.

Será medo o riso, calado e expressivo?

Sou astro
Morro em dia de sentenças
Calo-me invenção depalavras
Calo-me em vã impaciência
E vago, astro em sol morrendo
O som, o tempo.

Serás tudo em meu lírico querer,em meu sentido?

Paz armada de meus pais


Rua de extermínios,sorrisos, álibis,pedras
Faixas e destinos
Corredoria de vultos
E entre gritos cinzas e vermelhões de palavras
Um mundo se faz terror
E o dia é mais que dia
É tudo tão depois
Tudo que se faz palavra
É de asa e faz-se marca
Discurso vezes é fé.

Ruas de Sentidos, distantes sinais e pernas
Cálidos meninos comendo flor de malícia
Ruas de destinos enquanto comem rumos
Esperados dons de amor
E medo se faz sina
O medo é tão depois
Mão e olho e dom na arma
A alma se agarra e mata
Alma vezes é fé.

Rasgue-me triste entre delírios e tretas
Ridicularize a palha da dor, da mão
Cale-me em fogo
Remarque o medo das ventas
Recale o cínico ar de reprovação
Marque-me novo e sinta-me mil planetas
Enquanto vago o sim na mesa de bilhar.

Delírios de lida, corpos comendo as horas
Leitura perdida entre balas de mil noites
Rimas defendidas em pernas dúbias
Palavreadas sobre o breu
Que tecia maravilhas nos olhares que sorri
Tudo é som e som sou hoje
E é verbo
Sou em horas
As facas e a fé
Arde amor, ruas vadias
Vermelhos gritos de mundo
Medo vezes é fé.

Rio dessas grandezes
Olho pessoas
Sou tantos, sou quem foi
Gargalho de miudezas
Olho escolhas
Leio voz de jornal
Grito belezas acesas e vago em nuas
Formas do anormal
Calo-me e sou estrela e ela é cidade
Rio de mim, do Mal
Rio que é cidade apaixonada
Paz armada de meus pais.









Dê pra mim


Dá-me Ali
Colorido sorrir
De Dalí faça-te rir de rir.

Diante de sins e vergonhas baladas
Caras de múmia
Eletrolas peladas, turbinas, cunhas
Desmentidos de urros e sons de maculelê
Azul de meninos em águas de barro
E flor
Somos ver
Tudo a gente vai ser
Tudo a ver
Tudo a ouvir e ser.

Dá-te aqui um sorriso Dalí
Diga aí qual a cor de Paty.

Rebola jasmin entre ruas e luas
De outro amanhã, pelejas de cornos
Festas de entranhas
Arrombas de portas com PM
Fazer?
Só ir ver se não for de morrer
Só ir lá
Ir pra ver o que for de nascer
Pra sonhar.

Dê-me assim luz de azul anil
Faça anil, progresseie os sacis.

Ordene assim um negão pra juiz
Crie assim um progresso que se quis
Dê bandeira de rima de tosco viver
Grave um rir, uma flor de arrumar luar
De Dali pinte uma flor de vermelho ver
E Daqui faça lua de Vermelho mar.

Dê pra mim
Uma cor
Dê pra mim.


Musa


Teu riso me faz mar
Dá-me tua boca!
Destile tua magia entre as soltas palavras que o sol
Colore na mente ao tocar
Um corpo, ao outro,ao mar
Às dunas.

A pele sabe o amor sem entrelinhas
Escreve em sóis e chuvas
Versos e liras
Que tocam-se a nascer espasmo solto
Luz no olhar
A sorver, A criar
A ser musa.



sexta-feira, julho 03, 2009

Riso nobre, peito de flor


Sonho beijo lua nua
Rimo sem verso
O ponto desabou
Nasço você em meu quintal,viu?
Toda rosa parece amor.

Pesco peixe de magia
Puxo num golpe a linha do amor
E olhe quem vem
Olhe quem já toma a golpes o dom de amar.

Riso de risco, menino
A fala doce é parte de luar
Tudo é aqui
Tudo é ver
Riso nobre, peito de flor.





Uma luz dourada de fé


Guenta teu riso de prece
E veja-me rio, caçador e pesca
Rebento da lua da parte da floresta
Que faz água nua virar coragem
E do sol canção
Dá-me mar
E veja-me ser o mar
E deixe-me crer.

Deixe-me crer no esteio
Do som de ser rio
Me veja espelho
No dom de ser peixe e ser o seio
Do dom de amar
E ser mar
Ser mar e você.


Ser mar
Entrado nas terras de Iemanjá
Filho da lua e do Curupira
Pai de esperança, filho azul
De uma luz dourada de fé.



Só pra te amar


Um som de sabor sorriu pra mim
E fez-se festejo de criançar
Rabisquei um jeito de ser o mar
Pra você saber o mistério que o riso faz com meu olhar.

Um riso de amor fez-me luzir
E nasci desejo de carinhar
Desci pelo Rio do teu olhar
E pude nascer como peixe de rio
Me fisguei luar.

Minha prece é a beleza
Meu amor é um som.

No invento da gente nasci sorrir
Entreguei festejos, luzes e mar
Acordei pra vida de encantar
Sabendo dizer o nome de teu riso
Só pra te amar.

quinta-feira, julho 02, 2009

Sinto-me Deus



Soubesse morrer entre as pernas da loucura
No risco
Talvez fosse um nascer de pequenos estilhaços de Deus
Se soubesse sorrir costurava inventos com contas de vidro.

Todos os dias a margem da palavra é o vento
E rio ao notar-me inventor de novos compromissos
Nem sei se é divino este ir em torno dos céus que aprendo a saber.

Todo o cansaço se abre para passar meu peito
E eu rio com a graça dos sentidos
E vago na a pele da rainha dos meus sonhos, de meu Deus
Sinto-me Deus.

Aprendendo a ser imortal


Meu segundos param de sorrir
Tempo imenso, tempo desigual
Curvatura de espaço a ir
Sabendo do destino e do futuro
Do imenso lago escuro
Deste vento em que mergulho
Aprendendo a ser imortal.

Escolhi o pedaço de uma canção
Que devolve a luz da rua a um sentido, a um sorriso
A calma que não achava descubro na ausência de nãos
E a pedra do destino se redescobre.

Pára o mundo, ouçam o que eu ouvir
Sejam rubros, fogo radical
Sem espaço, só espaço pra ti
Adoto o desesperado curso, da língua em boca, do discurso
Troco o tempo por absurdos
Roço invento em canto escuro
Aprendendo a ser imortal.

quarta-feira, julho 01, 2009

Saber você entre a arte


O sabedor dos céus revela estrelas
Entre as cores de novas cidades
Tudo é tão lua
As noites me invadem
Tudo é você
Tudo é arte
Anos e planos,dores,inventos
Risos e espelhos de amor e cidade.

Tudo é você
E o sabor é todo teu nome
Tudo é um sim, sorriso e encontro
E costuro ventos de meninos
Peles e um sarro
O gosto do ônibus, da noite
Do espaço entre a lua e a verdade
Gosto de saber você entre a arte.

Para Amor festejar


Do amor pesquei novo lugar
Refiz paredes, formas-mar
Criei cetins de ouro
Ao Cais fiz barcos de estrelas do mar.

Do amor nasceu a rosa que não fiz
E que me toma, e que me acorda
E que me doma o nascer
Para poder saber a rosa de todo querer
Querendo a luz de um luar para fazer tudo rosa
Para Amor festejar.



Serás tu?


Em tons de dons de desalinho
Nos espaços dados tantos
Fazes-me intensa revolução
Enquanto me desfaz qual caminhante
Em um dado sonho insano
Fazes-me líquefeito som.

E em pleno artifício seu
O domínio é ágil e frágil
Um espanto,um canto
Que faz-me desejo em sol e luar
Em terra e mar
Rapidamente servo, acompanhante
Dominado em paradoxo dominante.

E em sério e estupendo abolir dos vãos mistérios
Vago nú em sóis profundos
Em mundos obtusos
E calo a sonhar, a tudo desejar, em chamas,em mar.

Serás tu a estrela da arte
Que de tão aparente
É obscura paisagem
Incendiado presente
Símbolo de verdades
Deusa-mor dos viventes?

Serás tu
A canção que me abre um mistério perene
A poesia sem classe
A arte indecente
O mote do azul
A invenção do detalhe?