Morena de meus sonhos, de mil faces, de meu eu
Me faça vida
Faça agora, peço-te em orações
Faça-me um trecho de um verso de poetas
Faça um som pleno destas notas absurdas que a vida dá ao sol
Dá-me o dedilhar das linhas finas das montanhas, das canções.
E vem Morena em passos delirantes
Em suaves sussurrantes vozes de tornar febris
Meus olhos, meu país.
Morena de cores, de ardores, de bons ócios
Faz-me lida, faz-me porta, abre-me em emoções
Feitas de espaços, templos gregos
Muralhas e mil grilhões.
Morena me dê um colibri, uma chave pros alçapões
Que tornam-me cego qual morcego
Que me tornam multidões
E tenha em mim o parco mendicante
O sustentáculo errante do amar assim sem fim
Assim inteiro enfim.
Morena de antes dos tempos mais remotos
Dê-me em tua vida, tuas glórias
Feitas de toque e som
Deixe-me ser teu amor amante
Um teu servo, um tem dom.
quinta-feira, março 08, 2012
Homem e mar
Sorriso leve , livre, minha instancia de mundo
Meu destino, minha canção
À arte dou-me e ao mar, em ti, me lanço
E mesmo contra espadas, desesperos, vou seguir
Entregue ao ar do seu cantar.
Vim te ser meu coração
Em riscos de chamar-te de menina
Pela espada
Pelas asas.
Vim a dar-te o coração como se mundos
E pessoas
E palavras
E cantigas.
Dói o medo, a arte massacrada
Dó o beijo quisto em palavras
Olho os olhos, os cabelos negros
E sou então da esperança a fera.
Rumo pelas luzes do meu ócio
Ao céu dos deuses
Ao sul
Aos fogos que me despem dos segredos
E me formam novo riso e em verso ganho as horas.
E me faço coração em tuas linhas, em teus seios
Em tuas palavras
E teu sorriso é minha busca, meu porvir.
Meu sonho em ti sustenta
O verso de se entregar
É, preta! É em ti, morena, que sou-me inteiro
Homem e mar.
Meu destino, minha canção
À arte dou-me e ao mar, em ti, me lanço
E mesmo contra espadas, desesperos, vou seguir
Entregue ao ar do seu cantar.
Vim te ser meu coração
Em riscos de chamar-te de menina
Pela espada
Pelas asas.
Vim a dar-te o coração como se mundos
E pessoas
E palavras
E cantigas.
Dói o medo, a arte massacrada
Dó o beijo quisto em palavras
Olho os olhos, os cabelos negros
E sou então da esperança a fera.
Rumo pelas luzes do meu ócio
Ao céu dos deuses
Ao sul
Aos fogos que me despem dos segredos
E me formam novo riso e em verso ganho as horas.
E me faço coração em tuas linhas, em teus seios
Em tuas palavras
E teu sorriso é minha busca, meu porvir.
Meu sonho em ti sustenta
O verso de se entregar
É, preta! É em ti, morena, que sou-me inteiro
Homem e mar.
terça-feira, março 06, 2012
Desandei a ser-me a ti
O bom de desroer um dia de mar
É sentir o vento levante
Mesmo no sentido inteiro de não ter razão e ser espelho distante
Qual todo o céu brincando de esperança
O riso deu-me estranha vontade de flores tântricas.
Risque o risco, baby
Risque
Deslumbre o que se diz
Rompa o jeito de não ir
Fale-me de sol, de sim.
Vezes sinto um vento inteiro de palavra
E sou todo garganta
Vezes sou do mar, o amar de toda água
E fogo de lavar roupas
Sinto-me antes do medo, dos descaminhos
E rindo me sinto findo
Morro-me entre lanças.
Risque o medo, risque
Releve o que não se diz
Esqueça o por um triz
Desandei a ser-me a ti.
É sentir o vento levante
Mesmo no sentido inteiro de não ter razão e ser espelho distante
Qual todo o céu brincando de esperança
O riso deu-me estranha vontade de flores tântricas.
Risque o risco, baby
Risque
Deslumbre o que se diz
Rompa o jeito de não ir
Fale-me de sol, de sim.
Vezes sinto um vento inteiro de palavra
E sou todo garganta
Vezes sou do mar, o amar de toda água
E fogo de lavar roupas
Sinto-me antes do medo, dos descaminhos
E rindo me sinto findo
Morro-me entre lanças.
Risque o medo, risque
Releve o que não se diz
Esqueça o por um triz
Desandei a ser-me a ti.
Seja-me teu
Pequena preta ame, me ame, me lame, me chame
Me fome
Me coma num espanto
Me amarre no provérbio
Me chame de encanto.
Me love no mais eu jeito de inicio
De menino de ser
Me encante, dê-me o amor que mais eu quis
Me dessinta por dentro, me sinta, me apresse o apreço
Me espelhe detento do que penso
Me lame no sentido do encanto.
Me chame de encanto, de rabicho, de seu
Me esculhambe o pranto
Me deixe desandar o plano, o feito, o desejo
Me deixe chama de sentimento, de linho
De ninho de dentro
Reste de mim o espaço encanto.
Pequena me encante
Dê-me o risco do risco do medo do fim
Esqueça e tome tento
Pois a mim a morte não assusta mais ninguém.
Preta me faça seu encanto
Pois sou mais eu nesse nicho de ser
Procuro e alcanço o dentro
O incerto do mais além
Pequena preta encanto
Seja-me teu.
Me fome
Me coma num espanto
Me amarre no provérbio
Me chame de encanto.
Me love no mais eu jeito de inicio
De menino de ser
Me encante, dê-me o amor que mais eu quis
Me dessinta por dentro, me sinta, me apresse o apreço
Me espelhe detento do que penso
Me lame no sentido do encanto.
Me chame de encanto, de rabicho, de seu
Me esculhambe o pranto
Me deixe desandar o plano, o feito, o desejo
Me deixe chama de sentimento, de linho
De ninho de dentro
Reste de mim o espaço encanto.
Pequena me encante
Dê-me o risco do risco do medo do fim
Esqueça e tome tento
Pois a mim a morte não assusta mais ninguém.
Preta me faça seu encanto
Pois sou mais eu nesse nicho de ser
Procuro e alcanço o dentro
O incerto do mais além
Pequena preta encanto
Seja-me teu.
segunda-feira, março 05, 2012
Villa
E era assim,era findo
E foi invento e mar
Estrela, resto de vinho
Escombro, roça, luar
Espalhando coisas, linhas
Rumos de ser e de dar
Escadas, luzes, favelas, peças, incertas formas de amar.
E foi, e foi, foi rugindo
E veio em erro e mal
E voltou luz alva, sonho
Rugido de carnaval
E caos se foi, veio lindo
E morto foi, vivo está
E assim quase qual era
Quase uma Hera
Quase um lugar
Estranho gesto simples de voar
Voar
Voar.
PS: pequena homenagem a Villa lobos a partir de exercício inspirado da melodia do Trenzinho Caipíra e na poesia de Ferreira Gullar.
E foi invento e mar
Estrela, resto de vinho
Escombro, roça, luar
Espalhando coisas, linhas
Rumos de ser e de dar
Escadas, luzes, favelas, peças, incertas formas de amar.
E foi, e foi, foi rugindo
E veio em erro e mal
E voltou luz alva, sonho
Rugido de carnaval
E caos se foi, veio lindo
E morto foi, vivo está
E assim quase qual era
Quase uma Hera
Quase um lugar
Estranho gesto simples de voar
Voar
Voar.
PS: pequena homenagem a Villa lobos a partir de exercício inspirado da melodia do Trenzinho Caipíra e na poesia de Ferreira Gullar.
Ato de ser um coração
Ver-te, te ser, ir
Ser invenção, ser-me, ser
Algo pra ver, ter, tocar, fluir
É quase ser sol
Sol de querer
Sol de ardor
Ardor de amar
Mundo melhor.
Ver-te e ir
Rir
Ser então horizonte
Ser montanha, instante
Olhar defronte ao mar, ao ser-me, ao rir.
Ver-te e ir
É deslindar espaços
Rumos, desembaraços
Além do sim
Enfim o amor
É chão
É redentor
É um simples novo sentido de canção
Ato de ser um coração.
Ser invenção, ser-me, ser
Algo pra ver, ter, tocar, fluir
É quase ser sol
Sol de querer
Sol de ardor
Ardor de amar
Mundo melhor.
Ver-te e ir
Rir
Ser então horizonte
Ser montanha, instante
Olhar defronte ao mar, ao ser-me, ao rir.
Ver-te e ir
É deslindar espaços
Rumos, desembaraços
Além do sim
Enfim o amor
É chão
É redentor
É um simples novo sentido de canção
Ato de ser um coração.
domingo, março 04, 2012
Um delírio chamado felicidade.
Amor imenso de flores e estrelas
Amor de sóis distantes e luas vagas
Estranho distante amor tão perto
Estranho e sorridente amor de muito.
A cada semente o sorriso planta também o novo
E o novo abre-se qual um caminho inseparável do sentido
Abre-se qual o que tudo muda
Abre-se qual esperança de mundos e intentos.
O amor imenso de a tudo distante
É assim tão perto e tão dentro
E entre aspas e desertos
Entre rios e Áfricas
Entre amores, gangsters e pantomimas
Afivelá-se às asas de pégasos e desenham um delírio chamado felicidade.
Meu país, meu sol, meu sul
Lu de luz ao norte
Lua, voz cantante
Cinema mutante
Borboleta chão.
Lu de luz, sol forte
Luz alvissareira
Estrela matreira
Forma de invenção.
Lu de voz e mote
Toada que enfeita meu peito de sol, canções.
Lu, de sul, de norte
Rosa de outras vidas
Dos ventos bendita pela voz do amor.
Lu de tudo
Um pote de mil malabares
De tantos lugares quanto versos, pão.
Lu de muitos nomes
Faz-me astronave
Ás de copas
Teu amor.
Lu de alma nobre
Cordel de esperança
Mágica, mudança
Planos de azul.
Lu de mim, dos nomes
Das ogras famílias
Das luas benditas
Das ruas de mim
És enfim o forte, canção de minha vida
Meu país, meu sol, meu sul.
Lua, voz cantante
Cinema mutante
Borboleta chão.
Lu de luz, sol forte
Luz alvissareira
Estrela matreira
Forma de invenção.
Lu de voz e mote
Toada que enfeita meu peito de sol, canções.
Lu, de sul, de norteRosa de outras vidas
Dos ventos bendita pela voz do amor.
Lu de tudo
Um pote de mil malabares
De tantos lugares quanto versos, pão.
Lu de muitos nomes
Faz-me astronave
Ás de copas
Teu amor.
Lu de alma nobre
Cordel de esperança
Mágica, mudança
Planos de azul.
Lu de mim, dos nomes
Das ogras famílias
Das luas benditas
Das ruas de mim
És enfim o forte, canção de minha vida
Meu país, meu sol, meu sul.
sábado, março 03, 2012
Com Borboleta ao redor
Quase que o sol me faz sorriso
Como às ruas segredos fazem cidades
E meu céu se fez um chão, talvez canção
Da Portela à Mocidade
As palavras se criaram laranjeiras
Um país se fez qual ponte, Estação Primeira
E o mar deduziu-me amor e riso
Entrelaçando-me ao vício da verdade
E deixei-me assim ao sol
Tão menos só
Com Borboleta ao redor.
Como às ruas segredos fazem cidades
E meu céu se fez um chão, talvez canção
Da Portela à Mocidade
As palavras se criaram laranjeiras
Um país se fez qual ponte, Estação Primeira
E o mar deduziu-me amor e riso
Entrelaçando-me ao vício da verdade
E deixei-me assim ao sol
Tão menos só
Com Borboleta ao redor.
É o indizível do coração
Canções, estradas
Pedras, quadros, cines
Versos, águas
Montes, praias
Vivencias, livros
Estradas, móveis
Se espalham como invenções mortas
Espaços incrivelmente limitados pra explosão de um só olhar
Inúteis paisagens de medos e mortes
Registros ínfimos e vulneráveis.
É indizível
Não um Deus, pois tal e qual Deus é o não ter um corpo a dar-lhe forma
Mas antes de Deus cria e age com dois, com muitos
Faz em si mesmo o significado e o significante
É e deixa-se ser
É e transforma-se
É o devir e o rir
É antes de tudo dois.
É dizer, é ser humano
É nascer um novo em cada pão
E a ser assim, humano
É o indizível do coração.
Pedras, quadros, cines
Versos, águas
Montes, praias
Vivencias, livros
Estradas, móveis
Se espalham como invenções mortas
Espaços incrivelmente limitados pra explosão de um só olhar
Inúteis paisagens de medos e mortes
Registros ínfimos e vulneráveis.
É indizível
Não um Deus, pois tal e qual Deus é o não ter um corpo a dar-lhe forma
Mas antes de Deus cria e age com dois, com muitos
Faz em si mesmo o significado e o significante
É e deixa-se ser
É e transforma-se
É o devir e o rir
É antes de tudo dois.
É dizer, é ser humano
É nascer um novo em cada pão
E a ser assim, humano
É o indizível do coração.
sexta-feira, março 02, 2012
Lua que ilumina o meu coração
É assim uma sina, uma só pantomima
Uma velha ilusão
Uma face tão fina das luzes que às ruas propõe amplidão
E ao vento o bailar dessas formas e linhas parece um sorriso de sim
A na confusão dos bailares, das rimas, se fazer tom
De canções pequeninas que assanham a sina
E deliram no tempo a voar pelas linhas da minha mão.
É assim uma mina, uma forma tão fina de velha canção
É uma arte tão linda que espanta quem nasce em nãos
E na confusão das baladas do toque do coração
Nasce borboleta infinda
Lua que ilumina o meu coração.
Uma velha ilusão
Uma face tão fina das luzes que às ruas propõe amplidão
E ao vento o bailar dessas formas e linhas parece um sorriso de sim
A na confusão dos bailares, das rimas, se fazer tom
De canções pequeninas que assanham a sina
E deliram no tempo a voar pelas linhas da minha mão.
É assim uma mina, uma forma tão fina de velha canção
É uma arte tão linda que espanta quem nasce em nãos
E na confusão das baladas do toque do coração
Nasce borboleta infinda
Lua que ilumina o meu coração.
De pura alegria
Ao mundo a morte
Sob o sol o riso constitui-se foco e trilha
Vozes contidas, espaços e redes
Sol gratina o medo e a melodia
Entre o chão, a rusga, a rinha
O sabor de outono que avizinha
Palavra chave é Leone e Shiva.
Em beira-mar, em cerca de Rio
Rap vem do céu, da serra fria
Gás, poesia, cassetete, filme
Espichado o tempo das malditas
Irrazões há tanto tempo perdidas
Cruzes, Blues, Lapa
Boa pedida é uma cerveja e doses de tequila.
Batuca o bar, sorri mesa vizinha
Amor sem freio ao norte adivinha
Corpo, desejo, palavra, paixão
Ruas, luas, chão
Cidade canção
E eu vão, semi-humano, qual linha
Teço e reteço vontades, magias
Rio em meus versos de pura alegria.
Sob o sol o riso constitui-se foco e trilha
Vozes contidas, espaços e redes
Sol gratina o medo e a melodia
Entre o chão, a rusga, a rinha
O sabor de outono que avizinha
Palavra chave é Leone e Shiva.
Em beira-mar, em cerca de Rio
Rap vem do céu, da serra fria
Gás, poesia, cassetete, filme
Espichado o tempo das malditas
Irrazões há tanto tempo perdidas
Cruzes, Blues, Lapa
Boa pedida é uma cerveja e doses de tequila.
Batuca o bar, sorri mesa vizinha
Amor sem freio ao norte adivinha
Corpo, desejo, palavra, paixão
Ruas, luas, chão
Cidade canção
E eu vão, semi-humano, qual linha
Teço e reteço vontades, magias
Rio em meus versos de pura alegria.
Do amor que achei por aqui
Ao Sol e ao céu
O espaço de minha alma tem o astro como luminoso ser
Alvo ser
Páginas marcadas de Nerudas, Florisbelas a me ler
Sambas e Umbandas
Funks, folks de aruanda
Astronaves de sabor
Há sabor nas tantas entregas nestas rezas, nestes rumos, no tambor
No amor.
Astro eterno que faz luar
Fogo e verso, coisas de cantar
Dá-me um verso pra destruir a distância
Faz-nos aqui.
Rumbas sem arestas
Vagabundas lentes, festas que se fazem de sinal
Luz primal de amores próprios a quem tece letras
Versos de quintal
Eras, peças, ânimos
Delírios feitos música
Desejos de beijar
E voar pelos corpos mágicos, sentidos de caça
Fundamentos de cajá.
Astro em versos dá-me um luar
Faz-me vento pra não ter lugar
Nada que iniba o bom fluir
Do amor que achei por aqui.
O espaço de minha alma tem o astro como luminoso ser
Alvo ser
Páginas marcadas de Nerudas, Florisbelas a me ler
Sambas e Umbandas
Funks, folks de aruanda
Astronaves de sabor
Há sabor nas tantas entregas nestas rezas, nestes rumos, no tambor
No amor.
Astro eterno que faz luar
Fogo e verso, coisas de cantar
Dá-me um verso pra destruir a distância
Faz-nos aqui.
Rumbas sem arestas
Vagabundas lentes, festas que se fazem de sinal
Luz primal de amores próprios a quem tece letras
Versos de quintal
Eras, peças, ânimos
Delírios feitos música
Desejos de beijar
E voar pelos corpos mágicos, sentidos de caça
Fundamentos de cajá.
Astro em versos dá-me um luar
Faz-me vento pra não ter lugar
Nada que iniba o bom fluir
Do amor que achei por aqui.
Sonho mundo sonhar
Lá é longe que parece já bem ali
Tão distante que o distante é quase dentro de mim
E tarde é bem cedo
Num sono, num sonho que parece quase existir
Pelas quebradas dum samba, dum baião
Que baila zabumbando sins.
Das Zabumbas, das palavras vamos ao luar
O Luar que passa a ser aqui o mesmo aquele de lá
Lá que é minha vida
Feita de um jeito, de um mundo tão feito de sol pra parar
Assim sem tino no medo do amor, do fogo, dos sertões, do pendor de amar
Flores e Serenos
Coisas que não ligo porque não sei mais recuar
Jogo e rejogo
A nítida mania de um sonho mundo sonhar.
Tão distante que o distante é quase dentro de mim
E tarde é bem cedo
Num sono, num sonho que parece quase existir
Pelas quebradas dum samba, dum baião
Que baila zabumbando sins.
Das Zabumbas, das palavras vamos ao luar
O Luar que passa a ser aqui o mesmo aquele de lá
Lá que é minha vida
Feita de um jeito, de um mundo tão feito de sol pra parar
Assim sem tino no medo do amor, do fogo, dos sertões, do pendor de amar
Flores e Serenos
Coisas que não ligo porque não sei mais recuar
Jogo e rejogo
A nítida mania de um sonho mundo sonhar.
Espera boa de sentir e de ser
Forma de olhar sem olhos
Ser um múltiplo de rir
Brincar de invenção
Voar pelos pés
Bobagens feitas pra desconfundir
Sentar e rir ao chão.
Flor de ver-se alguém
No chão do seu sorriso
Inundado de canção.
Espero o estrelar dos ventos
Pra fingir não querer ir
Estrada afora
No tom de ver ao sol alguém
Na batida do tempo
Inquirindo com um sorrir
Este entregar.
Espero o som do vento
E às estrelas entrego o chão
Zarpo pra ver-te ser um meu gostar
O rir das madrugadas
Espera boa de sentir e de ser.
Ser um múltiplo de rir
Brincar de invenção
Voar pelos pés
Bobagens feitas pra desconfundir
Sentar e rir ao chão.
Flor de ver-se alguém
No chão do seu sorriso
Inundado de canção.
Espero o estrelar dos ventos
Pra fingir não querer ir
Estrada afora
No tom de ver ao sol alguém
Na batida do tempo
Inquirindo com um sorrir
Este entregar.
Espero o som do vento
E às estrelas entrego o chão
Zarpo pra ver-te ser um meu gostar
O rir das madrugadas
Espera boa de sentir e de ser.
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
Formas tão finas da minha paixão
As belezas são findas, as almas, as lidas, os pés pelas mãos
As sensíveis magias dos novos bons dias
Dos dias de cão
Se agarram às vidas qual signos,
Lírios espalhados em mim
Que ao borboletar nas retinas da ilusão
Retransformam as lidas, as linhas da minha mão.
As razões indistintas se sangram sozinhas querendo um não
E o fogo repleto de mares se alinha
Se afina queimando o não
E sem mais razão implacável delira a dizer-se são
Para Borboletas retintas, que se espalham nas linhas
Das formas tão finas da minha paixão.
As sensíveis magias dos novos bons dias
Dos dias de cão
Se agarram às vidas qual signos,
Lírios espalhados em mim
Que ao borboletar nas retinas da ilusão
Retransformam as lidas, as linhas da minha mão.
As razões indistintas se sangram sozinhas querendo um não
E o fogo repleto de mares se alinha
Se afina queimando o não
E sem mais razão implacável delira a dizer-se são
Para Borboletas retintas, que se espalham nas linhas
Das formas tão finas da minha paixão.
Dom entrelaçado ao amor
Espadas, claves, luas cheias
Esteiras sóis, manhãs inteiras
O mar é o lar dos sonhos para mim
Esperei ver por entre estrelas o lumiar do ganha pão
A cor da vida, a alma cheia
A paz dos homens, o som são.
Vi rebrilhar a faca das vitórias, a dor
Vi-me luar, num solitário mar de ardor.
E dos mil homens, das mil fêmeas
O que me fiz, o que me sou?
Ao sol o céu parece um lindo fim
Entrelaçado às bandeiras que foram jogadas ao chão
Se já morri a luz que enfeita é outra estrela ou ilusão?
Vi-me sem mar
Calado entre seixos e o horror
De me secar na ausência da arte
Só dor.
E vai que a vida, assim certeira
A rir-me deu-me o bom sabor
De ser-me assim qual fogo a me queimar
E assim sorriso de brejeira arte com asas e paixão
A áspera voz perde a estribeira e dá-se inteira em coração
A um ofertar de leveza, de arte
De ardor
Deixe-me olhar-te dom entrelaçado ao amor.
Esteiras sóis, manhãs inteiras
O mar é o lar dos sonhos para mim
Esperei ver por entre estrelas o lumiar do ganha pão
A cor da vida, a alma cheia
A paz dos homens, o som são.
Vi rebrilhar a faca das vitórias, a dor
Vi-me luar, num solitário mar de ardor.
E dos mil homens, das mil fêmeas
O que me fiz, o que me sou?
Ao sol o céu parece um lindo fim
Entrelaçado às bandeiras que foram jogadas ao chão
Se já morri a luz que enfeita é outra estrela ou ilusão?
Vi-me sem mar
Calado entre seixos e o horror
De me secar na ausência da arte
Só dor.
E vai que a vida, assim certeira
A rir-me deu-me o bom sabor
De ser-me assim qual fogo a me queimar
E assim sorriso de brejeira arte com asas e paixão
A áspera voz perde a estribeira e dá-se inteira em coração
A um ofertar de leveza, de arte
De ardor
Deixe-me olhar-te dom entrelaçado ao amor.
Borboletas tecendo um mar
Claves de sol solfejam um sim
É o vislumbre do mel
O embarque no trem do som, da arte
A parte difícil é a cor do sorriso, é ler
As agruras raras, parte do rir, parte, inteira parte
Vem com asas e amarras
Palavras são caras e são tão boas de dizer.
Sol, correnteza, luar
Palavras são convites de deslindar.
Rasgue o medo do antes
Há pequeninos neste gigante
Há nas palavras asas, um gume, um espaço que traz um sorriso de ver
Dá-me a alma clara
O resto é o céu repintando, teso
Calma ao mar
Dê-me um segredo
A parte mais fácil do sim é poder renascer.
Sol, correnteza, voar
Palavras são borboletas tecendo um mar.
É o vislumbre do mel
O embarque no trem do som, da arte
A parte difícil é a cor do sorriso, é ler
As agruras raras, parte do rir, parte, inteira parte
Vem com asas e amarras
Palavras são caras e são tão boas de dizer.
Sol, correnteza, luar
Palavras são convites de deslindar.
Rasgue o medo do antes
Há pequeninos neste gigante
Há nas palavras asas, um gume, um espaço que traz um sorriso de ver
Dá-me a alma clara
O resto é o céu repintando, teso
Calma ao mar
Dê-me um segredo
A parte mais fácil do sim é poder renascer.
Sol, correnteza, voar
Palavras são borboletas tecendo um mar.
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Apenas desavergonhar
De Deus é uma arte de alma lavada
Uma alegria de tapa na cara
Um sorriso de multidão
E sei que as armas se fazem raras
Que os punhos se cerram, falas endurecem a emoção.
Calei o terrível do medo de não ter mais dor
O sorriso sem eixo
O segredo, o ardor de um sangue que não é o da minha liberdade.
Escutei a verdade dos velhos unguentos
Tomei cana pra acordar
Parei e vesti a semente de Jorge nos versos
Fui guerreiro, amei Rio de desejo
E fui apenas desavergonhar.
A alma das palavras é meu chão
No rosto o sol marca as palavras
A versão pausada de um gesto, um Rio
As asas na mão se derretem alma
Espelham falas, amor.
Se gargalha com chão
Gargalhada espada
Precisão pintada de Pau Brasil
Ladeiras são pedras da lei
Terreiros são sangue, são Deus, São Reis.
O som dos sorrisos
Redesenham os corações
A fome de verbo, o moço sambando
O som do couro
As pessoas, as multidões
São meu dom de humano
Meu mundo de escambo entre fantasias e razões
Ruas que me ufano
Chão, raiz, meu plano
A alma das palavras é meu chão.
sábado, fevereiro 25, 2012
O que será que o viver me traz agora?
O sol, o chão
Os olhos, as palavras
O riso
O sublime, o samba
A Macaca
A estrela, as horas
O tempo por fim
Vivente em hordas angélicas
Divindades, querubins.
Espalho o sal das palavras
O sol é um veio
O rumo, o milagre dos fatos
Um olhar de esgueio
O que será que o viver me traz agora?
Os olhos, as palavras
O riso
O sublime, o samba
A Macaca
A estrela, as horas
O tempo por fim
Vivente em hordas angélicas
Divindades, querubins.
Espalho o sal das palavras
O sol é um veio
O rumo, o milagre dos fatos
Um olhar de esgueio
O que será que o viver me traz agora?
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Viver o hoje
É bom sorrir no mar deste nascer
O sol parece um mundo meio inventado
Cruzes perdem as pétalas
Vamos ver a cor dos ursos, os Rinocerontes
Os Azulejos claros.
Um brilho no olhar e o silêncio sussurra o céu azul
Um risco e o mar se parece com estrelas
E tento não sorrir
Olho os prédios que ali parecem artes de navegador
Escuto o samba
Tento ver o luar
Escalo ondas
Vento a deslizar
Toda essa sutileza poética que esquece de dar nomes
Dá só cores.
É bom rever-se invento qual perder um sonho ao léo
A construção do sonho abunda de medos, de cortes rasos
A rua é qual a lua sorrindo de puro apreço
Pelas pernas, pelas nuvens, pelos sóis de teus olhos raros.
Um modo de andar, uma forma qualquer de rir
O Sul a me repíntar no mar e nas estrelas
Abro um largo sorrir
Por me perder ali no centro do sonho, feito ardor
Estrela mor de deixar-se abarcar
Uma forma móvel de se encantar
Pela lucidez tão perversa, pela leveza incólume de viver o hoje.
O sol parece um mundo meio inventado
Cruzes perdem as pétalas
Vamos ver a cor dos ursos, os Rinocerontes
Os Azulejos claros.
Um brilho no olhar e o silêncio sussurra o céu azul
Um risco e o mar se parece com estrelas
E tento não sorrir
Olho os prédios que ali parecem artes de navegador
Escuto o samba
Tento ver o luar
Escalo ondas
Vento a deslizar
Toda essa sutileza poética que esquece de dar nomes
Dá só cores.
É bom rever-se invento qual perder um sonho ao léo
A construção do sonho abunda de medos, de cortes rasos
A rua é qual a lua sorrindo de puro apreço
Pelas pernas, pelas nuvens, pelos sóis de teus olhos raros.
Um modo de andar, uma forma qualquer de rir
O Sul a me repíntar no mar e nas estrelas
Abro um largo sorrir
Por me perder ali no centro do sonho, feito ardor
Estrela mor de deixar-se abarcar
Uma forma móvel de se encantar
Pela lucidez tão perversa, pela leveza incólume de viver o hoje.
Todo o rir, todo o ler
É um desmorrer
É um livro ótimo
É o ver, o crer, o saber-se, o óbvio
O simples sabor
É por assim dizer um deslindar-se extremo
Esperar e ver o que se há
É o pequeno gesto livre de sentir-se em plena emoção
É levar-se leve
É levar-se livro
Derreter sabendo-se estio
Calar-se ao pé do ouvido de seu próprio mal.
É um saber ter a marca boa dos tombos
É passar no rosto o sol de cada tempo
É ver-se tempo
É morrer-se muro, é saber futuros
É saber querer o beijo, o ensejo
É viver o verso de Pessoa no calor das mãos
É cortar amarras, é cortar o risco
É querer sofrer e rir e ter delírios
Cortar medos sem sorrisos
Ver-se sal.
Ágil, o vento sabe tudo e mudo
Só sugere a invenção do quando
E a lida dessa vida ferve todo meu ser
Todo o rir, todo o ler.
Ser Portela
O meu olhar tem um sol que dorme de manhã
Um sentido de rir das maçãs que serpentes me cismam de dar
Um deslizar pelas pedras e ruas, anzóis
Pelos muros que erguem em nós
Evitando nosso deslindar.
O meu olhar pinta mundos e rumos em nós
Papo reto pra deitar lençóis, beijar mundos ou mesmo brigar
O meu olhar aprendeu a ser maracatu
A ser corpo de mola, angu
Pegar trem pra virar até mar.
É qual voar
É apenas saber que se é
É querer amar aquela mulher
É ser doce, ser vivo, ter fé
E saber ser Portela.
Um sentido de rir das maçãs que serpentes me cismam de dar
Um deslizar pelas pedras e ruas, anzóis
Pelos muros que erguem em nós
Evitando nosso deslindar.
O meu olhar pinta mundos e rumos em nós
Papo reto pra deitar lençóis, beijar mundos ou mesmo brigar
O meu olhar aprendeu a ser maracatu
A ser corpo de mola, angu
Pegar trem pra virar até mar.
É qual voar
É apenas saber que se é
É querer amar aquela mulher
É ser doce, ser vivo, ter fé
E saber ser Portela.
Asas que marcam-me humano
Asas coloridas
Partes de sóis humanos
Espelhadas razões que me fazem passos
Entre os perigos, estradas e mansos jardins
Que se erguem calados
Nestas nuvens de chumbo que assustam o gado.
Asas partidas
Vozes e estrados
De camas e corações que criam versos e palavras
Que me fazem um rastro de irmãos e cantos
Eu, que só, me chamo apenas alma
E me sinto amado.
Que me fazem astro
Que me fazem marcha, fé, espaço
E na sanidade dos risos
Me entrego e calo
Pois a vida é dura
E um prêmio grato.
Asas que me ensinam
Asas de mil anjos
Que me fazem ter coração
E ter um marco na pele
No mundo, no cérebro, no nome
Uma marca de povo
Uma marca de estranho
Em terras estranhas chamadas sonho.

Asas que me ensinam, que me são o riso
Que grato amplio nos mundos que grito
Nos sambas, nos barcos
Nas camisas, bandeiras, nos cantos
Que assim como seguem, marcam-me humano.
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Um sonho, nada mais
Um sol, uma febre
Uma flor de céu
Uma serra ao leste
Uma forma qualquer de tornar-se mel
Uma hora de saber-se mel.
Talvez seja só uma forma de amar
Talvez seja só uma esperança, um mar.
Espelhos e laranjas
Cores verdes, sóis carmim
Desenhos em azulejos
Coisas a se construir
Formas de mundo a se rir.
Talvez só seja uma espécie de paz
Talvez só se um sol, nada mais.
Dias se erguem, formas de luz se amenizam
Janelas abrem portas
Estrelas fingem desistir
Coisas duras parecem rir.
Talvez só seja um gole de paz
Talvez só seja um sonho, nada mais.
Uma flor de céu
Uma serra ao leste
Uma forma qualquer de tornar-se mel
Uma hora de saber-se mel.
Talvez seja só uma forma de amar
Talvez seja só uma esperança, um mar.
Espelhos e laranjas
Cores verdes, sóis carmim
Desenhos em azulejos
Coisas a se construir
Formas de mundo a se rir.
Talvez só seja uma espécie de paz
Talvez só se um sol, nada mais.
Dias se erguem, formas de luz se amenizam
Janelas abrem portas
Estrelas fingem desistir
Coisas duras parecem rir.
Talvez só seja um gole de paz
Talvez só seja um sonho, nada mais.
Quase flor
Dá-me Deus qual um encanto pra, quem sabe, eu reter este sabor
Tão sugerido, plácido e tímido
Feito de amor.
Dá-me Deus qual um espanto pra, quem sabe, eu reter este calor
Imaginado, estandarte óbvio
Do clamor de corações, asas e coisas
Amantes velhas do voar
Qual um sonho tão real
Sol na mão, pernas pro ar.
Dá-me Deus qual teus mil planos, qual teus mil dizeres
Dá-me este amor
Surrado, tímido, encantado, ávido
Pintado no asfalto de ser quase flor.
Tão sugerido, plácido e tímido
Feito de amor.
Dá-me Deus qual um espanto pra, quem sabe, eu reter este calor
Imaginado, estandarte óbvio
Do clamor de corações, asas e coisas
Amantes velhas do voar
Qual um sonho tão real
Sol na mão, pernas pro ar.
Dá-me Deus qual teus mil planos, qual teus mil dizeres
Dá-me este amor
Surrado, tímido, encantado, ávido
Pintado no asfalto de ser quase flor.
O que será que meu coração fará agora?
Um sonho, um pão
Uma doce palavra
Eu rio, desvio o som das mil palavras
Me encontro em horas no fluxo do sim
Encurto as horas abertas
Me sorrio sem sorrir.
Espelho a calma das almas
Estrago o freio dos mil automóveis de barro,
Do destino em cheio,
O que será que meu coração fará agora?
Uma doce palavra
Eu rio, desvio o som das mil palavras
Me encontro em horas no fluxo do sim
Encurto as horas abertas
Me sorrio sem sorrir.
Espelho a calma das almas
Estrago o freio dos mil automóveis de barro,
Do destino em cheio,
O que será que meu coração fará agora?
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
Sagrem Pagu!
É Sangue fresco, o mundo nas mãos
Há a dor da certeza, há fogueiras, medos, sambas-canção
Ver Murnau não é Lua Nova
Vacas brabas não ornam óperas.
Há Violas e Sivucas
Há Moreiras, funks, rumbas
E se tem ruas, manicures fortuitas
Tem noivas, Madureiras, bagunças
Eu sou um Sambarock redundante
Um Bloco Sujo delirante.
Quedas, ninjas, pedras, tanques
Corpo nú vestindo o sol
O sol nos tange!
Pular "Levada Louca" é o que tem
Tudo vira um pouco Jorge Ben.
Não é Paris nem Roma
É Cabralina
Ocus Pocus, rastros sem pinta
E o que vem é a resistência fortuita
O que tem é o que se faz com as ruas
Meu desejo é fazer-me sangue,
Tens meu corpo ó santo homem!
Um Vinho já!
Sagrem Pagu!
Há a dor da certeza, há fogueiras, medos, sambas-canção
Ver Murnau não é Lua Nova
Vacas brabas não ornam óperas.
Há Violas e Sivucas
Há Moreiras, funks, rumbas
E se tem ruas, manicures fortuitas
Tem noivas, Madureiras, bagunças
Eu sou um Sambarock redundante
Um Bloco Sujo delirante.
Quedas, ninjas, pedras, tanques
Corpo nú vestindo o sol
O sol nos tange!
Pular "Levada Louca" é o que tem
Tudo vira um pouco Jorge Ben.
Não é Paris nem Roma
É Cabralina
Ocus Pocus, rastros sem pinta
E o que vem é a resistência fortuita
O que tem é o que se faz com as ruas
Meu desejo é fazer-me sangue,
Tens meu corpo ó santo homem!
Um Vinho já!
Sagrem Pagu!
Patricia
O rumo é o irrequieto da ruaRua do Acre, Santa Fé, Paulista desprezo
Acido medo
Rua também é mulher.
E mesmo que os cursos do museu do folclore
Irradiem um pornô
Há mais cidade em minha pressa do que no velho metrô
Há pressa!
Há grutas mais fiéis numa puta do que na santa mamãe
A nudez é o pecado que lhe resta ao negar o amor
Eu rio.
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
O que são estas flores?
Talvez sejam mundos essas formas de cor, essas formas de nome
Formas que se movem, formas que calam o falso, as cores
E a cada murro ou urro o gesto é a forma canção que os olhos ouvem
E os passos que perdem pele são as aspas, as amarras, as pessoas
Que nos tecem como a um gigante
A criar um mar, uma ostra, um segundo,um grau.
Talvez não sejam mundos
Talvez seja apenas gente
Talvez não tenham nomes
Talvez não tenham fome
Talvez só sejam fome.
E o que esperam dos pastos, o que esperam dos astros,
Essas velas, essas velhas?
Essas coisas na janela, essas cortinas, esses quadros
O que são estas flores?
Entrega
O meu amor corta pedras com a língua
Queima
Foge e fere
Estranha
Rosna
Brinca
Ri
Pateticamente ri.
São olhos, pernas, sonhos, muros, guerras, gritos
Unhas rasgando feridas e febres, e ondas, e mares
E novo.
O meu amor é mundos, fundos, dramas, choros, ranger de dentes
Pasta de dente trocada na farmácia
Cama quebrada
Gritos de guerra
Arquibancada
Poesia e música
Vertentes de fé que mobilizam mundos.
O meu amor é saudade e perseverança
É um amor de correr gira, rodar a baiana
O meu amor não esquece, nem desiste
Só se entrega.
Queima
Foge e fere
Estranha
Rosna
Brinca
Ri
Pateticamente ri.
São olhos, pernas, sonhos, muros, guerras, gritos
Unhas rasgando feridas e febres, e ondas, e mares
E novo.
O meu amor é mundos, fundos, dramas, choros, ranger de dentes
Pasta de dente trocada na farmácia
Cama quebrada
Gritos de guerra
Arquibancada
Poesia e música
Vertentes de fé que mobilizam mundos.
O meu amor é saudade e perseverança
É um amor de correr gira, rodar a baiana
O meu amor não esquece, nem desiste
Só se entrega.
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