É bom sorrir no mar deste nascer
O sol parece um mundo meio inventado
Cruzes perdem as pétalas
Vamos ver a cor dos ursos, os Rinocerontes
Os Azulejos claros.
Um brilho no olhar e o silêncio sussurra o céu azul
Um risco e o mar se parece com estrelas
E tento não sorrir
Olho os prédios que ali parecem artes de navegador
Escuto o samba
Tento ver o luar
Escalo ondas
Vento a deslizar
Toda essa sutileza poética que esquece de dar nomes
Dá só cores.
É bom rever-se invento qual perder um sonho ao léo
A construção do sonho abunda de medos, de cortes rasos
A rua é qual a lua sorrindo de puro apreço
Pelas pernas, pelas nuvens, pelos sóis de teus olhos raros.
Um modo de andar, uma forma qualquer de rir
O Sul a me repíntar no mar e nas estrelas
Abro um largo sorrir
Por me perder ali no centro do sonho, feito ardor
Estrela mor de deixar-se abarcar
Uma forma móvel de se encantar
Pela lucidez tão perversa, pela leveza incólume de viver o hoje.
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Todo o rir, todo o ler
É um desmorrer
É um livro ótimo
É o ver, o crer, o saber-se, o óbvio
O simples sabor
É por assim dizer um deslindar-se extremo
Esperar e ver o que se há
É o pequeno gesto livre de sentir-se em plena emoção
É levar-se leve
É levar-se livro
Derreter sabendo-se estio
Calar-se ao pé do ouvido de seu próprio mal.
É um saber ter a marca boa dos tombos
É passar no rosto o sol de cada tempo
É ver-se tempo
É morrer-se muro, é saber futuros
É saber querer o beijo, o ensejo
É viver o verso de Pessoa no calor das mãos
É cortar amarras, é cortar o risco
É querer sofrer e rir e ter delírios
Cortar medos sem sorrisos
Ver-se sal.
Ágil, o vento sabe tudo e mudo
Só sugere a invenção do quando
E a lida dessa vida ferve todo meu ser
Todo o rir, todo o ler.
Ser Portela
O meu olhar tem um sol que dorme de manhã
Um sentido de rir das maçãs que serpentes me cismam de dar
Um deslizar pelas pedras e ruas, anzóis
Pelos muros que erguem em nós
Evitando nosso deslindar.
O meu olhar pinta mundos e rumos em nós
Papo reto pra deitar lençóis, beijar mundos ou mesmo brigar
O meu olhar aprendeu a ser maracatu
A ser corpo de mola, angu
Pegar trem pra virar até mar.
É qual voar
É apenas saber que se é
É querer amar aquela mulher
É ser doce, ser vivo, ter fé
E saber ser Portela.
Um sentido de rir das maçãs que serpentes me cismam de dar
Um deslizar pelas pedras e ruas, anzóis
Pelos muros que erguem em nós
Evitando nosso deslindar.
O meu olhar pinta mundos e rumos em nós
Papo reto pra deitar lençóis, beijar mundos ou mesmo brigar
O meu olhar aprendeu a ser maracatu
A ser corpo de mola, angu
Pegar trem pra virar até mar.
É qual voar
É apenas saber que se é
É querer amar aquela mulher
É ser doce, ser vivo, ter fé
E saber ser Portela.
Asas que marcam-me humano
Asas coloridas
Partes de sóis humanos
Espelhadas razões que me fazem passos
Entre os perigos, estradas e mansos jardins
Que se erguem calados
Nestas nuvens de chumbo que assustam o gado.
Asas partidas
Vozes e estrados
De camas e corações que criam versos e palavras
Que me fazem um rastro de irmãos e cantos
Eu, que só, me chamo apenas alma
E me sinto amado.
Que me fazem astro
Que me fazem marcha, fé, espaço
E na sanidade dos risos
Me entrego e calo
Pois a vida é dura
E um prêmio grato.
Asas que me ensinam
Asas de mil anjos
Que me fazem ter coração
E ter um marco na pele
No mundo, no cérebro, no nome
Uma marca de povo
Uma marca de estranho
Em terras estranhas chamadas sonho.

Asas que me ensinam, que me são o riso
Que grato amplio nos mundos que grito
Nos sambas, nos barcos
Nas camisas, bandeiras, nos cantos
Que assim como seguem, marcam-me humano.
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Um sonho, nada mais
Um sol, uma febre
Uma flor de céu
Uma serra ao leste
Uma forma qualquer de tornar-se mel
Uma hora de saber-se mel.
Talvez seja só uma forma de amar
Talvez seja só uma esperança, um mar.
Espelhos e laranjas
Cores verdes, sóis carmim
Desenhos em azulejos
Coisas a se construir
Formas de mundo a se rir.
Talvez só seja uma espécie de paz
Talvez só se um sol, nada mais.
Dias se erguem, formas de luz se amenizam
Janelas abrem portas
Estrelas fingem desistir
Coisas duras parecem rir.
Talvez só seja um gole de paz
Talvez só seja um sonho, nada mais.
Uma flor de céu
Uma serra ao leste
Uma forma qualquer de tornar-se mel
Uma hora de saber-se mel.
Talvez seja só uma forma de amar
Talvez seja só uma esperança, um mar.
Espelhos e laranjas
Cores verdes, sóis carmim
Desenhos em azulejos
Coisas a se construir
Formas de mundo a se rir.
Talvez só seja uma espécie de paz
Talvez só se um sol, nada mais.
Dias se erguem, formas de luz se amenizam
Janelas abrem portas
Estrelas fingem desistir
Coisas duras parecem rir.
Talvez só seja um gole de paz
Talvez só seja um sonho, nada mais.
Quase flor
Dá-me Deus qual um encanto pra, quem sabe, eu reter este sabor
Tão sugerido, plácido e tímido
Feito de amor.
Dá-me Deus qual um espanto pra, quem sabe, eu reter este calor
Imaginado, estandarte óbvio
Do clamor de corações, asas e coisas
Amantes velhas do voar
Qual um sonho tão real
Sol na mão, pernas pro ar.
Dá-me Deus qual teus mil planos, qual teus mil dizeres
Dá-me este amor
Surrado, tímido, encantado, ávido
Pintado no asfalto de ser quase flor.
Tão sugerido, plácido e tímido
Feito de amor.
Dá-me Deus qual um espanto pra, quem sabe, eu reter este calor
Imaginado, estandarte óbvio
Do clamor de corações, asas e coisas
Amantes velhas do voar
Qual um sonho tão real
Sol na mão, pernas pro ar.
Dá-me Deus qual teus mil planos, qual teus mil dizeres
Dá-me este amor
Surrado, tímido, encantado, ávido
Pintado no asfalto de ser quase flor.
O que será que meu coração fará agora?
Um sonho, um pão
Uma doce palavra
Eu rio, desvio o som das mil palavras
Me encontro em horas no fluxo do sim
Encurto as horas abertas
Me sorrio sem sorrir.
Espelho a calma das almas
Estrago o freio dos mil automóveis de barro,
Do destino em cheio,
O que será que meu coração fará agora?
Uma doce palavra
Eu rio, desvio o som das mil palavras
Me encontro em horas no fluxo do sim
Encurto as horas abertas
Me sorrio sem sorrir.
Espelho a calma das almas
Estrago o freio dos mil automóveis de barro,
Do destino em cheio,
O que será que meu coração fará agora?
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
Sagrem Pagu!
É Sangue fresco, o mundo nas mãos
Há a dor da certeza, há fogueiras, medos, sambas-canção
Ver Murnau não é Lua Nova
Vacas brabas não ornam óperas.
Há Violas e Sivucas
Há Moreiras, funks, rumbas
E se tem ruas, manicures fortuitas
Tem noivas, Madureiras, bagunças
Eu sou um Sambarock redundante
Um Bloco Sujo delirante.
Quedas, ninjas, pedras, tanques
Corpo nú vestindo o sol
O sol nos tange!
Pular "Levada Louca" é o que tem
Tudo vira um pouco Jorge Ben.
Não é Paris nem Roma
É Cabralina
Ocus Pocus, rastros sem pinta
E o que vem é a resistência fortuita
O que tem é o que se faz com as ruas
Meu desejo é fazer-me sangue,
Tens meu corpo ó santo homem!
Um Vinho já!
Sagrem Pagu!
Há a dor da certeza, há fogueiras, medos, sambas-canção
Ver Murnau não é Lua Nova
Vacas brabas não ornam óperas.
Há Violas e Sivucas
Há Moreiras, funks, rumbas
E se tem ruas, manicures fortuitas
Tem noivas, Madureiras, bagunças
Eu sou um Sambarock redundante
Um Bloco Sujo delirante.
Quedas, ninjas, pedras, tanques
Corpo nú vestindo o sol
O sol nos tange!
Pular "Levada Louca" é o que tem
Tudo vira um pouco Jorge Ben.
Não é Paris nem Roma
É Cabralina
Ocus Pocus, rastros sem pinta
E o que vem é a resistência fortuita
O que tem é o que se faz com as ruas
Meu desejo é fazer-me sangue,
Tens meu corpo ó santo homem!
Um Vinho já!
Sagrem Pagu!
Patricia
O rumo é o irrequieto da ruaRua do Acre, Santa Fé, Paulista desprezo
Acido medo
Rua também é mulher.
E mesmo que os cursos do museu do folclore
Irradiem um pornô
Há mais cidade em minha pressa do que no velho metrô
Há pressa!
Há grutas mais fiéis numa puta do que na santa mamãe
A nudez é o pecado que lhe resta ao negar o amor
Eu rio.
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
O que são estas flores?
Talvez sejam mundos essas formas de cor, essas formas de nome
Formas que se movem, formas que calam o falso, as cores
E a cada murro ou urro o gesto é a forma canção que os olhos ouvem
E os passos que perdem pele são as aspas, as amarras, as pessoas
Que nos tecem como a um gigante
A criar um mar, uma ostra, um segundo,um grau.
Talvez não sejam mundos
Talvez seja apenas gente
Talvez não tenham nomes
Talvez não tenham fome
Talvez só sejam fome.
E o que esperam dos pastos, o que esperam dos astros,
Essas velas, essas velhas?
Essas coisas na janela, essas cortinas, esses quadros
O que são estas flores?
Entrega
O meu amor corta pedras com a língua
Queima
Foge e fere
Estranha
Rosna
Brinca
Ri
Pateticamente ri.
São olhos, pernas, sonhos, muros, guerras, gritos
Unhas rasgando feridas e febres, e ondas, e mares
E novo.
O meu amor é mundos, fundos, dramas, choros, ranger de dentes
Pasta de dente trocada na farmácia
Cama quebrada
Gritos de guerra
Arquibancada
Poesia e música
Vertentes de fé que mobilizam mundos.
O meu amor é saudade e perseverança
É um amor de correr gira, rodar a baiana
O meu amor não esquece, nem desiste
Só se entrega.
Queima
Foge e fere
Estranha
Rosna
Brinca
Ri
Pateticamente ri.
São olhos, pernas, sonhos, muros, guerras, gritos
Unhas rasgando feridas e febres, e ondas, e mares
E novo.
O meu amor é mundos, fundos, dramas, choros, ranger de dentes
Pasta de dente trocada na farmácia
Cama quebrada
Gritos de guerra
Arquibancada
Poesia e música
Vertentes de fé que mobilizam mundos.
O meu amor é saudade e perseverança
É um amor de correr gira, rodar a baiana
O meu amor não esquece, nem desiste
Só se entrega.
Talvez o som do mar me faça bem
O meu medo é ser só palavra
E a asa quebrar de nascer
O meu medo é ser uma forma qualquer de morrer
E talvez esquecer de ser paz
Eu só quero me viver mais.
As dores são morrer de arte
Dor me faz renascer
Eu me torno tanto bem
Se a flor e o horror me formam cor
Cor me forma outro ser
Me torno livre
E a cem pinto-me jaguar
Me vento e o vento me tem.
Um som, um vento, um dom, uma arte
Voz de linho
Um segundo, um pingo, uma tarde
Trens correndo em trilhos
Pedras de renascer
Segundos de ser bem
E o segundo alheio à flor
Me torna vivo
E além
Talvez o som do mar me faça bem.
E a asa quebrar de nascer
O meu medo é ser uma forma qualquer de morrer
E talvez esquecer de ser paz
Eu só quero me viver mais.
As dores são morrer de arte
Dor me faz renascer
Eu me torno tanto bem
Se a flor e o horror me formam cor
Cor me forma outro ser
Me torno livre
E a cem pinto-me jaguar
Me vento e o vento me tem.
Um som, um vento, um dom, uma arte
Voz de linho
Um segundo, um pingo, uma tarde
Trens correndo em trilhos
Pedras de renascer
Segundos de ser bem
E o segundo alheio à flor
Me torna vivo
E além
Talvez o som do mar me faça bem.
Há verdades e cantos
Gotas, lábios
Histórias de sofrer
Rir de algo, de sonhos
Respirar um canto
Cantar um mar.
Há mil dias, mil manhãs
Novas dores, cafés e alvos
Novas árvores e o pé andando ao léo, ao largo
Há verdades que me fazem viver
Há espasmos
Há astros.
Coisas que me formam, formas de viver
Facas, astronaves
Escadas, calçadas, você
E as artes de continuar a crescer
São o mais fácil
Nada é fácil.
Novos dias, mil manhãs
E as formas são cafés e astros
Novos meses, nova fé estrelada por um som cantado
E cada passo é o que eu posso fazer
Há os espasmos
Há os espaços.
Cruzes, soviets, santos, cor e sal
Coisas que são dia e o feliz de viver assim qual simples mortal
E há verdades
Novas formas de ser
Há verdades e cantos.
Histórias de sofrer
Rir de algo, de sonhos
Respirar um canto
Cantar um mar.
Há mil dias, mil manhãs
Novas dores, cafés e alvos
Novas árvores e o pé andando ao léo, ao largo
Há verdades que me fazem viver
Há espasmos
Há astros.
Coisas que me formam, formas de viver
Facas, astronaves
Escadas, calçadas, vocêE as artes de continuar a crescer
São o mais fácil
Nada é fácil.
Novos dias, mil manhãs
E as formas são cafés e astros
Novos meses, nova fé estrelada por um som cantado
E cada passo é o que eu posso fazer
Há os espasmos
Há os espaços.
Cruzes, soviets, santos, cor e sal
Coisas que são dia e o feliz de viver assim qual simples mortal
E há verdades
Novas formas de ser
Há verdades e cantos.
sábado, fevereiro 11, 2012
Há só você
Côrtes, milagres, formas e margens
Vales, pedais e freios
Lençóis e artes, facas e faces
Garfos, a voz, recheios
Morrem temores de ver céus infernos
Calos crescentes, dores, sementes que movem decididamente
Terras e gestas, almas funestas
Para um destino ausente.
E há os que temem de Deus dores, ferros!
Tudo o que se tem é morrer
Tudo o que há é viver
Há só você.
Vales, pedais e freios
Lençóis e artes, facas e faces
Garfos, a voz, recheios
Morrem temores de ver céus infernos
Calos crescentes, dores, sementes que movem decididamente
Terras e gestas, almas funestas
Para um destino ausente.
E há os que temem de Deus dores, ferros!
Tudo o que se tem é morrer
Tudo o que há é viver
Há só você.
Margens mágicas de corte
Dormi José e fiz-me pasto
Cortei-me em olhos vermelhos
Sujei o pé em meio a parvos
Tornei-me ovelha sem freio
E em surdos segundos esparsos, um folião, um vespeiro
Um cidadão, um vil passado, um puto, um corno, um preto
Um sujo, um bloco espaçado com cores,odores
E em cheio
A cor fez-me baile de máscaras nas ruas, docas, candelárias
A cor é meu dado de morte
A cor é meu céu, minha sorte
As cores são margens mágicas de corte.
Cortei-me em olhos vermelhos
Sujei o pé em meio a parvos
Tornei-me ovelha sem freio
E em surdos segundos esparsos, um folião, um vespeiro
Um cidadão, um vil passado, um puto, um corno, um preto
Um sujo, um bloco espaçado com cores,odores
E em cheio
A cor fez-me baile de máscaras nas ruas, docas, candelárias
A cor é meu dado de morte
A cor é meu céu, minha sorte
As cores são margens mágicas de corte.
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Delírio de Janeiro em Fevereiro
O Rio de Janeiro é a
maior potência nuclear libidinosa da contemporaneidade, fora a
economia e o balacobaco, o resto é várzea.
O Principado do Rio é
dividido entre o Centro (Que vai do Estácio à Laranjeiras, do Santo
Cristo ao Rio Comprido); o Reino de Santa Tereza (Que é Santereza e
o boteco do Bairro de Fátima); A república fodástico-revolucionária
semi independente Escola de Samba de Madureira (que vai de Madureira
até a praça Seca, do Campinho a Marechal Hermes). Depois fica o
resto, um grande limbo de significâncias dominados por Bangu.
Talvez o Vale do
Paraíba, um tipo de Atenas com preguiça, seja um concorrente à
altura.
Perto da contribuição
sócio cultural do Rio de Janeiro, secundado pelo Vale do Paraíba,
nem Bizâncio, Atenas e Paris chegam perto.
A maior contribuição
do Rio de Janeiro para a humanidade é o Partido Alto. Qualquer
Partido Alto contribui mais pro pensamento da humanidade que toda a
obra de Caetano Veloso. Diria que o Partido Alto são os clássicos
de Marx, Durkheim e Weber com balacobaco, ziriguidum e telecoteco. O
Partido Alto foi o que levou a Nietzsche a cunhar a frase "Não
posso acreditar em um Deus que não saiba dançar".O Partido
Alto levou a Gramsci a entender o conceito de Intelectual orgânico e
a Ginzburg a criar a categoria de circularidade
O homem inventou a roda
para fazer um pandeiro pra tocar Partido Alto, o resto foi adendo.
A existência do Rio de
Janeiro e do Partido Alto fundamental a existência divina e tornam
Salvador um adendo luxuoso , assim como Recife, na suntuosidade da
antiguidade fuleiragem, da galhofa como modus criandi.
Sem o Rio o universo
latiria.
sábado, janeiro 21, 2012
E tenho dito
Morrer? qual o que?
Como morrer?
Idéias são à prova de bala.
Corpos singularizam a fragilidade dos dominantes
Mortos são mais que os que dominam são capazes de derrubar
Corpos são lenha.
Idéias são à prova de falha
Sistemas, terras, gentes, mundos, todos morrem
Sonhos não.
Idéias são a prova da alma
E tenho dito.
Como morrer?
Idéias são à prova de bala.
Corpos singularizam a fragilidade dos dominantes
Mortos são mais que os que dominam são capazes de derrubar
Corpos são lenha.
Idéias são à prova de falha
Sistemas, terras, gentes, mundos, todos morrem
Sonhos não.
Idéias são a prova da alma
E tenho dito.
segunda-feira, janeiro 09, 2012
E Basta
Não se escreve ou se teme
Rasga-se
Um urro, um delírio, uma rua, um destino
Uma faixa, uma bandeira
Um murro
E mais um dia.
Uma esquina um delírio, um ódio, um desprezo
Uma passeata
E tudo na mão, no olho, no peito que se ufana de ser fogo
E na raiva da humildade humilhada
Da arrogância travestida de conselho
Da opressão travestida de segurança
Do ardiloso travestido de apoio.
E todo dia o dia se torna mais um, mais outro, mais cor, mais dor, mais sangue
E todo chão é memória e conquista
E todo não é um sim atravessado no futuro
E todo otimismo é um medo esperançoso
E tudo acorda e rasga e vive e surge
E somos nós, apenas nós
E basta.
Rasga-se
Um urro, um delírio, uma rua, um destino
Uma faixa, uma bandeira
Um murro
E mais um dia.
Uma esquina um delírio, um ódio, um desprezo
Uma passeata
E tudo na mão, no olho, no peito que se ufana de ser fogo
E na raiva da humildade humilhada
Da arrogância travestida de conselho
Da opressão travestida de segurança
Do ardiloso travestido de apoio.
E todo dia o dia se torna mais um, mais outro, mais cor, mais dor, mais sangue
E todo chão é memória e conquista
E todo não é um sim atravessado no futuro
E todo otimismo é um medo esperançoso
E tudo acorda e rasga e vive e surge
E somos nós, apenas nós
E basta.
sábado, janeiro 07, 2012
Ilusão que oculta horrores
No mundo, rumos, ais, distúrbios
Em férteis sóis, amplexos
Asso ritmado o comum
Como um súbito som de murro
E urro o surdo sinal do ritmo
No vil vislumbre do cínico som do "só?"
No risco imenso , comum
Do crime infecto, qual pús
Ser a ponta da ilusão que oculta horrores.
Em férteis sóis, amplexos
Asso ritmado o comum
Como um súbito som de murro
E urro o surdo sinal do ritmo
No vil vislumbre do cínico som do "só?"
No risco imenso , comum
Do crime infecto, qual pús
Ser a ponta da ilusão que oculta horrores.
sábado, dezembro 17, 2011
No vão do olhar
É como um surto, um tom, uma parte
É rara e fina arte
O risco do riso é o súbito símbolo de viver.
Há sinais e faces pelos eternos e simples medos
É passo a passo a fala
Que vem, desamarra o grito, o sutil verso, o sim.
Qual em surpresa o olhar se faz infinito
Se faz voar
E como nunca antes o brilho fino é explosão
É antes
Dê-me a falha, a espada
O rumo volátil de mim é um simples querer.

Dê-me já a fala na qual declamo o mesmo medo
Dê-me um bom segredo
E dou-te o ardor do fim, o desejo de ser
O súbito silencio do mar
Silêncio redito no vão do olhar.
terça-feira, novembro 22, 2011
No peito e imaginação
Meu desejo é de mar, de fome de ir
Espero a avenida do mundo se abrir
E os ventos das emoções rasgarem o medo de Deus
E em filmes e revoluções fazerem vida, poesia e leis
Rasga a terra com o sol de uma mão
Faz-se palavra de riso e lida, de honra e paixão.
E o vento e a paz que vejo sorrir
É deslindar alegria no plano de ir
Andando com o sol na mão
Ventando no som que vem
Toando um violão, plantando gente, folha e um sol cortês.
Haja terra e sonho de chão
Pra plantar palavra vida no peito e imaginação.
Espero a avenida do mundo se abrir
E os ventos das emoções rasgarem o medo de Deus
E em filmes e revoluções fazerem vida, poesia e leis
Rasga a terra com o sol de uma mão
Faz-se palavra de riso e lida, de honra e paixão.
E o vento e a paz que vejo sorrir
É deslindar alegria no plano de ir
Andando com o sol na mão
Ventando no som que vem
Toando um violão, plantando gente, folha e um sol cortês.
Haja terra e sonho de chão
Pra plantar palavra vida no peito e imaginação.
segunda-feira, novembro 14, 2011
Tornar-me comida
Espero, aguardo, armo alguma vã coragemDe um sentido simples e pobre de consciência
Porque meu medo chama o amor
E amor é súbita inverdade.
Rasgo o som com uma voz roufenha
E sugiro enfim uma canção quieta
Pra deglutir as verbenas
E o sentido de haver quintais.
Se há sentidos entre as coisas boas que vivem
Nas esperanças e azaleias presentes em passados
Nem sei se foram meus ou foram morte
Enquanto me espalho nos dias
Sendo apenas mais vida
Catando o ser e o sentido triste
De tornar-me comida.
Uma forma de arte
Espere com uma pá a dor, os covardes
Espalhe segundos nos gramados
Compre carros com multas atrasadas
Se esparrame nas mesas já guardadas
Dos botecos das cidades pequenas
Se espelhe nos tantos problemas
Que nos constroem com o que se tem.
Esqueça a cruz e siga o ritmo das incertezas
Esqueça o som "emprego"
E deslumbre-se ao som das estrelas.
Há sempre um bom lugar
Há sempre um deserto, um mar, um sol, um campo
As luas atrizes banham o sonho
E o inferno quebra as lampadas.
Canse sorrindo à vontade
Viver é verdades
É comer vespas e artes.
Canse comendo alfaces
Sugiro vaidades
Espere um Deus e mate-se à vontade.
Espalhe um sorriso de alma fraca
Conduza um cão cego em uma vã viagem
Esqueça o sim, o SUS
Tenha medo do mundo, da praça.
Esqueça a luz das verdades, pois todo o tempo ela se oculta, opaca
Procure em si as desgraças
E faça-te uma forma de arte.
Espalhe segundos nos gramados
Compre carros com multas atrasadas
Se esparrame nas mesas já guardadas
Dos botecos das cidades pequenas
Se espelhe nos tantos problemas
Que nos constroem com o que se tem.
Esqueça a cruz e siga o ritmo das incertezas
Esqueça o som "emprego"
E deslumbre-se ao som das estrelas.
Há sempre um bom lugar
Há sempre um deserto, um mar, um sol, um campo
As luas atrizes banham o sonho
E o inferno quebra as lampadas.
Canse sorrindo à vontade
Viver é verdades
É comer vespas e artes.
Canse comendo alfaces
Sugiro vaidades
Espere um Deus e mate-se à vontade.
Espalhe um sorriso de alma fraca
Conduza um cão cego em uma vã viagem
Esqueça o sim, o SUS
Tenha medo do mundo, da praça.
Esqueça a luz das verdades, pois todo o tempo ela se oculta, opaca
Procure em si as desgraças
E faça-te uma forma de arte.
Glória
Me dê Tucídides, nega!
Se sacoleje no mar
Esconda velhos segredos, me deixe apenas flanar!
O rumo é um surdo marcando o jogo
Estrelas cansam seja o que for
Se há um risco ele é doloso
E a calma é o erro do autor
Me deixe quieto na cama
Olhe ao redor faça o favor,
E conte uma História nova.
Suspire aos sóis, desescandalize,
Inspire uma revolta , despiste
Há horas em que manter a calma é prévia de tomar porrada.
Mê dê Rodrigues, nega!
Suspire o enfermo pesar!
Cantarole um degredo,
Me dê um verso de cantar!
Se há futuro, ele é doloso
Esperas cansam, correr dá calor
E todo risco é de bom gosto e acalma o sentido da dor.
Me espere e evite dramas
Olhe ao redor faça o favor
E veja se chegamos à Glória.
Se sacoleje no mar
Esconda velhos segredos, me deixe apenas flanar!
O rumo é um surdo marcando o jogo
Estrelas cansam seja o que for
Se há um risco ele é doloso
E a calma é o erro do autor
Me deixe quieto na cama
Olhe ao redor faça o favor,
E conte uma História nova.
Suspire aos sóis, desescandalize,
Inspire uma revolta , despiste
Há horas em que manter a calma é prévia de tomar porrada.
Mê dê Rodrigues, nega!
Suspire o enfermo pesar!
Cantarole um degredo,
Me dê um verso de cantar!
Se há futuro, ele é doloso
Esperas cansam, correr dá calor
E todo risco é de bom gosto e acalma o sentido da dor.
Me espere e evite dramas
Olhe ao redor faça o favor
E veja se chegamos à Glória.
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Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
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Esfinge
sexta-feira, novembro 04, 2011
Oposição
Um divino, um sentido, giz
Um segundo de dor, um chão
Uma cor, um olhar, a liz de pequena vã emoção
E o mar me faz nascer
A voz do fogo é ver
E a cor me dá razão
A luz só faz sentido se for em oposição.
Um segundo de dor, um chão
Uma cor, um olhar, a liz de pequena vã emoção
E o mar me faz nascer
A voz do fogo é ver
E a cor me dá razão
A luz só faz sentido se for em oposição.
terça-feira, outubro 18, 2011
Despertar
É o rir- me só, um sonoro sim
É um vislumbre, é um start
Talvez calma calada
A sonora calma do esporro começando a comer
Quase um face a face entre o singelo som da arte
E a estrela farta das coisas amargas do simples sutil se esconder
Mas não se assuste,vá!
É só meu sentido de ir, morar.
Cale-se um instante!
É só ouvir e cantar cantante
É ser alma arrancada da terra que dói até de ler
Veja a calma do eterno segredo
Do simples morrer sem ter medo
O mundo é contrário ao urro de quem não quer morrer.
Abra sua alma
A calma é o velho som de ter medo
Ria e chore se for cedo
Espere acordado o sentido sutil de viver
Vá entender, se informar
Só há um destino
Um despertar.
É um vislumbre, é um start
Talvez calma calada
A sonora calma do esporro começando a comer
Quase um face a face entre o singelo som da arte
E a estrela farta das coisas amargas do simples sutil se esconder
Mas não se assuste,vá!
É só meu sentido de ir, morar.
Cale-se um instante!
É só ouvir e cantar cantante
É ser alma arrancada da terra que dói até de ler
Veja a calma do eterno segredo
Do simples morrer sem ter medo
O mundo é contrário ao urro de quem não quer morrer.
Abra sua alma
A calma é o velho som de ter medo
Ria e chore se for cedo
Espere acordado o sentido sutil de viver
Vá entender, se informar
Só há um destino
Um despertar.
domingo, setembro 25, 2011
Nomes Torturadores
Num súbito urro vago, em estúpidos e fétidos sequestros
De adjetivos e esdrúxulos nús
Descurvo o mundo, a muda, o surdo-mudo ato do riso
Em livre, solto
Um risco, um sonho, um só desígnio incomum de muitos mundos
De luz
Que qual sombra obtém nomes torturadores.
De adjetivos e esdrúxulos nús
Descurvo o mundo, a muda, o surdo-mudo ato do riso
Em livre, solto
Um risco, um sonho, um só desígnio incomum de muitos mundos
De luz
Que qual sombra obtém nomes torturadores.
sexta-feira, setembro 16, 2011
Afirmando nãos
Desgrace-me, cale-me
Desfeite
Intenso delírio faça-te entender
Esqueça-me mágoa
Dá-me o aceite
Rasgue-se, trate-me o ver.
Feche a porta, desligue o me deixe
Esqueça-me despeito, desejo, o que for
Me queima na água ou no azeite
Faça-me o favor!
Dá-me linha
Deixe-me ir desvoar
Quero-me simples calar
Surdamente mudo
Dá-me a trilha de descolar-me do ser
De desvoar a canção
Deixe-me afirmando nãos.
Desfeite
Intenso delírio faça-te entender
Esqueça-me mágoa
Dá-me o aceite
Rasgue-se, trate-me o ver.
Feche a porta, desligue o me deixe
Esqueça-me despeito, desejo, o que for
Me queima na água ou no azeite
Faça-me o favor!
Dá-me linha
Deixe-me ir desvoar
Quero-me simples calar
Surdamente mudo
Dá-me a trilha de descolar-me do ser
De desvoar a canção
Deixe-me afirmando nãos.
quinta-feira, setembro 15, 2011
Em um Nós forte
No mei, no pé, no ar cansado
Nas dores, nas juntas, nos freios
Espreito a fé, me esbarro, amasso
Sou cores, sou burca, sou negro
Sou muitos, sou mundos e fardos
O tempo é o algoz dos medos
Há dores, há mortes, há carros
Há foices, há bombas, há jeito.
Ardores me amarram a cara e o mar
O surdo corrompe minhas mágoas
O chão me demove de ódios
O ócio me devolve o corte
E as dores, as dores
Me fazem me replantar em um Nós forte.
PS: Sobre mais uma onda de racismo e ódio que invade este mundo, agora a justificativa foi uma Negra bela ser eleita miss.
Nas dores, nas juntas, nos freios
Espreito a fé, me esbarro, amasso
Sou cores, sou burca, sou negro
Sou muitos, sou mundos e fardos
O tempo é o algoz dos medos
Há dores, há mortes, há carros
Há foices, há bombas, há jeito.
Ardores me amarram a cara e o mar
O surdo corrompe minhas mágoas
O chão me demove de ódios
O ócio me devolve o corte
E as dores, as dores
Me fazem me replantar em um Nós forte.
PS: Sobre mais uma onda de racismo e ódio que invade este mundo, agora a justificativa foi uma Negra bela ser eleita miss.
quarta-feira, setembro 07, 2011
Olhares
Rusgas, novos modos de se ver
Espalho Deus no ar
Resgato um velho invento, vou morrer só pra ressuscitar
Minto sob lágrimas sem ter nem de me explicar
Rimo altos graus de ser e ter só pra me desmontar
Nas ruas nuas, nas vinhas, na aurora
Nas muitas dúvidas que tive outrora
Decerto ando sem sequer saber.
Dias, horas, noites de não ver
Horas de acordar
Guerras, foices, martelos de ter de ir até o mar
Olho meu olhar de ver você e como o bom sonhar
Com as agruras que teci nas horas
Repinto os dias com minha sorte e agora me finjo um plano
Rasgo o véu que vem
Risco o nome de escrever pra você ler sem saber.
Calo meu medo do estranho
Acalmo os dias cantando um som de Elomar
Reajo ao medo voando
Me jogo ao sol desumano do dia de andar
E todas as dúvidas me tiram as amarras
Avanço como um suicida nas bordas e viro anjo
Vôo a ser ninguém
Todo o bom de ser quem quer é poder não ser também.
Espalho Deus no ar
Resgato um velho invento, vou morrer só pra ressuscitar
Minto sob lágrimas sem ter nem de me explicar
Rimo altos graus de ser e ter só pra me desmontar
Nas ruas nuas, nas vinhas, na aurora
Nas muitas dúvidas que tive outrora
Decerto ando sem sequer saber.
Dias, horas, noites de não ver
Horas de acordar
Guerras, foices, martelos de ter de ir até o mar
Olho meu olhar de ver você e como o bom sonhar
Com as agruras que teci nas horas
Repinto os dias com minha sorte e agora me finjo um plano
Rasgo o véu que vem
Risco o nome de escrever pra você ler sem saber.
Calo meu medo do estranho
Acalmo os dias cantando um som de Elomar
Reajo ao medo voando
Me jogo ao sol desumano do dia de andar
E todas as dúvidas me tiram as amarras
Avanço como um suicida nas bordas e viro anjo
Vôo a ser ninguém
Todo o bom de ser quem quer é poder não ser também.
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Um sol que esbarra no espaço algum do ser
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
Estrela desconexa de abrir diário
Janela aberta e o vento vem dizer um segredo surdo de vocabulário.
Espalho detrás dos morros um sorriso azul
Espelho o lugar e o mar que as estrelas algo em cheio sorriem
Ao me mostrar assim um sonho de inventar mundo e cor
Vôo ao longe no meu próprio andar
Aberto ao bom de ir e vir, cantar
Em meio ao surgir das conversas sobre os tantos mundos
Os Ontens e novos hoje.
É velho o sorriso de mundos que não são meus
É doce o descobrir em silencio os tons exatos
As luas e ruas transitam no mesmo apreço
Dos lúdicos motins e lutas vermelhos diários.
Imagino um mar tricolor, um sonho, um som ao sul
Espalho o luar, o brincar de Laranjeiras
Arco-íris de rir
Brinco de ir e vir no vento ao sol
Em um vapor de café feito com um doce olhar
à lus das horas tudo é um passar
E vem aquela boa conversa
Aqueles novos ontens e velhos hoje.
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Na Transversal do Tempo - Acho que o amor é a ausência de engarrafamento
às
2:02:00 PM
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